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Tipo de Sangue

Bebê não defeca, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Se o bebê não defeca por algum tempo pode ser resultado de uma fase normal de adaptação do seu intestino ao leite ou a outros alimentos e, geralmente, não é preciso fazer nada

Bebês que são alimentados com outros leites, como o de vaca e leite em pó (fórmulas lácteas) ou que já comem outros tipos de alimentos, têm geralmente mais dificuldades para evacuar.

É frequente ficarem 1 ou 2 dias sem defecar e depois quando o fazem, o cocô sai pastoso ou liquido.

Nesses casos pode-se ajudar o bebê fazendo massagens suaves em sua barriga e dobrando gentilmente suas pernas e coxas sobre o abdômen.

Quantos dias o bebê pode ficar sem fazer cocô?

A frequência com que o bebê faz cocô varia muito desde o seu nascimento até cerca de 1 ano de idade.

Isso ocorre porque o seu intestino está se adaptando ao leite e a outros alimentos que vão sendo introduzidos na sua dieta. As cólicas até os 3 meses de idade também são resultado dessa fase.

Geralmente, nos primeiros 14 dias de vida, o bebê evacua de 2 a 7 vezes por dia. Essa frequência vai reduzindo até chegar ao 5º mês, para 1 a 3 vezes ao dia, podendo mudar até 1 ano de idade.

Existem situações, que são consideradas normais, em que o bebê alimentado somente com o leite materno pode ficar períodos de 4 a 10 dias, ou até mais, sem evacuar, mas quando evacua seu cocô sai normal (pseudoconstipação).

Porém, é importante observar as seguintes características para saber se o bebê está realmente tendo obstipação, para que sejam tomados os cuidados necessários: 

  • Faz cocô duro e ressecado;
  • Faz esforços para evacuar, às vezes ficando vermelho;
  • Tem dor e dificuldade para evacuar;
  • Há presença de sangue no cocô;
  • Não ganha peso.

Essa situação deve ser analisada pelo pediatra, que possivelmente orientará mudanças nos hábitos alimentares, como a ingestão de líquidos e fibras alimentares, alterações no leite em pó e até o uso de medicamentos laxantes.

Leia também:

Para que serve e como usar o supositório de glicerina?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Proteína c reativa alta pode ser o quê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína c reativa alta indica a presença de algum processo inflamatório ou infeccioso na fase aguda. Assim, o exame de PCR pode apresentar valores mais altos em casos de infecção bacteriana, pancreatite aguda, apendicite, queimadura, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide, sepse (infecção generalizada), pós-operatório e tuberculose.

A proteína c reativa (PCR) é produzida pelo fígado e está naturalmente presente no sangue de pessoas saudáveis, mas em pequenas quantidades. Quando uma inflamação ou infecção aguda se instala, as taxas de proteína c reativa podem subir vertiginosamente.

Porém, nem sempre que a proteína c reativa está alta é sinal de alguma doença ou algo mais grave, já que existem diversas condições que podem alterar o resultado do exame de PCR. Entre elas estão o uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, aspirina, corticoides, anticoncepcionais, hormônios), uso de DIU, atividade física intensa, gravidez, obesidade, entre outras.

A análise dos valores de PCR serve sobretudo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"). Uma taxa de proteína c reativa alta significa mais chances de desenvolver essas patologias, enquanto que valores baixos e constantes indicam que o risco é menor.

Veja também: PCR baixo: o que pode ser?

O exame de PCR também é frequentemente utilizado para determinar se uma infecção é causada por vírus ou bactérias. Normalmente, a proteína c reativa eleva-se mais nas infecções bacterianas do que nas virais, o que permite identificar o tipo de infecção e iniciar de imediato o tratamento com antibióticos.

Por fim, é importante frisar que a análise das taxas de proteína c reativa deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá interpretar o resultado levando em consideração a história clínica e o exame físico do paciente.

Saiba mais em:

Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

O que é proteína C reativa?

Quais são as causas da inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.

O que é a leucocitose e quais são as causas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A leucocitose é o aumento do número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue. Pode ser causada pela presença de infecção no organismo, por situações como exercícios físicos, gestação ou ainda leucemias. 

Os leucócitos são responsáveis pela resposta do organismo a agentes causadores de doenças ou a situações de esforço físico e estressantes. São divididos em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.​ O seu aumento no sangue, acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue, é considerado uma leucocitose. Porém, a causa depende das suas características e do tipo de leucócito aumentado.

As leucocitoses fisiológicas ocorrem em resposta a um estresse agudo do organismo, como no caso de exercícios físicos vigorosos, anestesia e gravidez; as leucocitoses reativas ocorrem devido às infecções por bactérias, inflamações e em doenças que afetam o metabolismo do corpo; já as leucocitoses patológicas ocorrem em doenças como leucemia mieloide, leucemia linfoide e linfoma.

Saiba mais em:

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?

Não só a avaliação das características da leucocitose, como também o exame clínico do paciente podem orientar o médico para o diagnóstico correto. O clínico geral é o médico que pode realizar inicialmente o diagnóstico da leucocitose e orientar o seu tratamento ou o encaminhamento para outro especialista.

Leia também:

Leucócitos elevados na urina durante a gravidez, o que pode ser?

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

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Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo, portanto, um desafio o diagnóstico quando surge dor nessa região.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, problemas em órgãos situados no tórax também podem ser responsáveis por dor abdominal.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença maligna. Muitas vezes, a dor na barriga é causada por gases ou prisão de ventre que provocam cólica intestinal. Contudo, nos casos mais graves, a dor abdominal pode ser um sintoma de tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos, hemorragias ou inflamações graves.

Quando a dor abdominal é muito forte e vem acompanhada por outros sinais e sintomas, como vômitos, diarreia com sangue e febre, é essencial a intervenção urgente de um médico.

Os órgãos situados dentro do abdômen e que podem causar dor abdominal são: vesícula biliar, fígado, pâncreas, vias biliares, baço, suprarrenais, rins, intestino delgado e intestino grosso, apêndice, estômago e vasos sanguíneos (no caso de isquemia, ruptura ou formação de aneurisma).

Os órgãos dentro da pelve que podem causar dor abdominal são: bexiga, ovários, trompas e útero (nas mulheres), reto, sigmoide e próstata (nos homens).

O local da dor auxilia no diagnóstico, mas nem sempre é suficiente. Outras características são necessárias para o diagnóstico correto, como tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto), duração, sintomas associados (vômitos, diarreia, febre, icterícia), fatores que melhoram e pioram a dor e irradiação da dor abdominal para outra parte do corpo.

Quais as principais causas de dor abdominal?Colecistite e colelitíase (pedras na vesícula biliar)

A dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar para o intestino, devido a presença de uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, as enzimas produzidas na vesícula causam lesão na própria parede, gerando uma inflamação, denominada colecistite. Nesses casos, a dor surge junto com febre e vômitos e não melhora com o passar das horas.

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada no hipocôndrio direito (porção superior direita do abdômen) e na parte superior mediana da barriga. É tipicamente uma cólica que surge logo após a ingestão de alimentos gordurosos.

Gastrite e úlcera péptica

Usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdômen, principalmente na porção mediana. A intensidade da dor abdominal nesses casos é muito variável e não é suficiente para distinguir a úlcera de uma simples gastrite.

Saiba mais em: Quais os sintomas de gastrite?

A presença de sangue nas fezes ou vômitos com sangue indicam uma úlcera sangrante e o tratamento é de urgência, devido aos riscos de morte.

Hepatite aguda

As hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas por intoxicação medicamentosa ou por uso abusivo de álcool.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas da hepatite C?

A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida na porção superior direita do abdômen e está geralmente associada à presença de icterícia (pele e olhos amarelados). Necessita de monitoramento em setor de urgência e emergência, enquanto melhor tratamento é definido.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda costuma surgir de 1 a 3 dias após uma grande ingesta de álcool, embora haja outras causas, como a pancreatite obstrutiva, por presença de cálculos, ambas se apresentam como uma intensa dor em toda região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

A dor da pancreatite aguda dura vários dias, costuma estar acompanhada de vômitos e piora após a alimentação. Necessita de tratamento em ambiente hospitalar, com jejum prolongado e medicações. Raramente é indicado cirurgia nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Pedras nos rins (cálculo renal)

Caracteriza-se por intensa dor na região lombar, em apenas um lado do corpo. Frequentemente a dor irradia para o abdômen, principalmente nos flancos. Pode haver também presença de sangue na urina, mesmo sem dor. É necessário seguimento posterior com urologista.

Leia também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Diverticulite

Na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdômen e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e pode ou não vir acompanhada de febre.

Veja também: Quais os sintomas da diverticulite?

Apendicite

Caracteriza-se por dor em crescendo, que se inicia difusamente, principalmente ao redor do umbigo, indo se localizar no quadrante inferior direito do abdômen. É comum haver febre e vômitos associados. Necessita tratamento de emergência.

Saiba mais em: Como identificar uma crise de apendicite?

Infecção intestinal

A manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada a evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Obstrução, infarto e isquemia intestinal

Causam dor abdominal de forte intensidade, que piora progressivamente e acomete todo o abdômen. Necessita de tratamento de emergência, com alto risco de mortalidade.

Causas ginecológicas

Doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica são causas comuns de dor abdominal na mulher. Nesses casos, a dor abdominal varia conforme a localização do problema, mas em geral está localizada na região inferior do abdômen (pelve). Pode vir associada a alterações menstruais, febre, mal-estar e perda de peso, nos casos de tumores.

Cólica menstrual

As cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdômen e podem irradiar-se para as costas e para as coxas. Sintomas como náuseas, suores, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas frequentemente estão associadas.

Também pode lhe interessar: Como aliviar cólica menstrual?

Infecção urinária

Geralmente a dor abdominal é localizada no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade. Necessita de tratamento com antibiótico.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Peritonite

Dor abdominal difusa e de forte intensidade, que piora com a compressão do abdômen. Também trata-se de um caso de emergência.

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A dor abdominal nessas doenças normalmente está associadas a alterações nas fezes. Na retocolite pode haver comprometimento do ânus, com presença de fissuras e sangramento.

Cetoacidose diabética

Causa dor abdominal difusa, associada a vômitos. Ocorre em pacientes diabéticos com controle alimentar e medicamentoso inadequado.

Veja também: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Em vista de tantas possibilidades para causar uma dor abdominal e devido ao alto risco em algumas situações, sugerimos que na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, ou ainda, associada a outros sintomas como febre, vômitos ou icterícia (pele e olhos amarelados), procure um serviço de pronto atendimento imediatamente.

No caso das dores intermitentes (que vão e vem), de longa duração, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

O que pode causar manchas vermelhas na pele?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias causas para manchas vermelhas na pele, como:

  • Estresse;
  • Alergia;
  • Urticária;
  • Eczema;
  • Doenças reumatológicas como psoríase e lúpus;
  • Doenças hematológicas, como púrpura trombocitopênica trombótica;
  • Infecções;
  • Câncer de pele, entre outras.

Manchas vermelhas na pele que coçam podem ser sinal de urticária, eczema ou lúpus. Quando as manchas não coçam, as causas mais prováveis são o câncer de pele, a púrpura trombocitopênica idiopática e a psoríase.

Urticária

A urticária é um tipo de alergia que pode ser desencadeada por exemplo por alimentos, picadas de insetos, produtos químicos, estresse, pólen, remédios e processos infecciosos.

Veja também: Urticária: saiba o que é, o que pode causar e diferentes tipos

As manchas vermelhas na pele causam coceira, mas tendem a desaparecer em poucos dias. Contudo, a alergia em si geralmente permanece até ao fim da vida.

Eczema

O eczema, também conhecido como dermatite, é uma inflamação na pele que causa manchas vermelhas no corpo que coçam muito, semelhante à reação alérgica, uma vez que também é provocado por agentes irritantes. Os sintomas podem piorar com o estresse, temperaturas frias ou quentes, ou ainda se a pele for exposta à água ou ao sol.

Saiba mais em: O que é dermatite atópica?

Lúpus

O lúpus é uma doença autoimune que afeta diversos sistemas no corpo, sendo a pele um órgão frequentemente acometido. Pode apresentar manchas vermelhas na pele que coçam, não doem, sofrem alterações com o tempo, pioram na exposição solar e surgem principalmente nas orelhas, no nariz e no rosto.

Leia também: Quais são os sintomas do lúpus?

Púrpura trombocitopênica idiopática

A púrpura trombocitopênica idiopática é outra causa de manchas vermelhas na pele que não coçam. Trata-se de uma doença autoimune que atinge as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação.

As manchas no corpo costumam ser vermelhas arroxeadas e outros sinais como sangramentos no nariz, gengiva, sistema digestivo e urinário também podem ser relatados.

Psoríase

Já a psoríase provoca manchas vermelhas na pele que descamam e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Trata-se de uma doença inflamatória da pele de causas genéticas, não contagiosa.

Leia também: O que é psoríase e quais são os sintomas?

Câncer de pele

O câncer de pele muitas vezes causa manchas vermelhas no corpo em áreas geralmente mais expostas ao sol. As manchas na sua maioria, não coçam, crescem com o tempo, sangram e quando evoluem para feridas, são de difícil cicatrização. No caso do melanoma, uma forma agressiva de câncer de pele, as manchas podem causar coceira e dor.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas do melanoma?

É importante observar as características das manchas vermelhas e outros sinais e sintomas que possam acompanhá-las, como coceira, dor, febre, aumento de tamanho, sangramentos e alterações de cor para informar ao/a médico/a.

Se as manchas não desaparecerem do corpo em poucos dias, ou for de aparecimento frequente, um/a médico/a dermatologista deve ser consultado.

Esperma amarelado e gelatinoso: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esperma amarelado e gelatinoso pode ter como causas a congestão da próstata, o tipo de alimentação e as doenças sexualmente transmissíveis (DST)

A cor normal do esperma deve ser branco nacarado, semelhante à cor da parte de dentro das conchas do mar. Contudo, a sua coloração pode ir do transparente ao branco, de acordo com o tempo de intervalo entre as ejaculações.

O esperma amarelo pode indicar a presença de uma infecção, como uma DST, por exemplo. A cor amarelada do sêmen é devido ao pus misturado ao esperma. Nesses casos, o esperma também fica menos transparente, podendo ficar opaco.

Quando isso acontece, normalmente o homem também apresenta outros sintomas, tais como dor ou desconforto ao urinar ou ejacular, além de dor nos testículos.

O cheiro do esperma pode estar diferente, com odor desagradável, e vir ainda misturado com sangue.

Se o esperma amarelado for decorrente de alguma infecção, como no caso das DST, o tratamento pode ser feito através de medicamentos orais ou aplicados diretamente na próstata.

Saiba mais sobre DST em: Como saber se tenho uma DST?

O ideal é que o tratamento seja feito ao casal, se for o caso, pois a mulher provavelmente também estará infectada. O mais indicado é procurar um urologista para que sejam feitos alguns exames para detectar o micro-organismo invasor e o problema ser devidamente tratado.

Esperma gelatinoso, o que pode ser? 

Uma possível causa para a consistência gelatinosa do esperma é a congestão da próstata. Trata-se de uma condição frequente, observada sobretudo em homens mais velhos. 

Sabe-se que, logo a seguir à ejaculação, o esperma é fluido e apenas um pouco gelatinoso. Porém, depois de alguns minutos, o líquido seminal pode coagular e ficar mais consistente, chegando a formar grumos, que são “pedacinhos gelatinosos" de sêmen. Após meia hora, o esperma fica completamente líquido.

O esperma adquire a sua consistência por meio de proteínas presentes no sêmen. Essas proteínas são produzidas pela próstata e pelas vesículas seminais. 

Quando, por alguma razão, a próstata deixa de funcionar adequadamente, a produção de proteínas é afetada e o esperma pode adquirir outra consistência mais espessa ou ficar demasiado gelatinoso.

A congestão prostática ocorre devido ao aumento de volume da próstata. A causa desse aumento pode ser uma inflamação ou uma hiperplasia prostática benigna. Esse aumento de tamanho da próstata provoca desconforto ou dor no local.

Veja também: Próstata aumentada: o que pode ser?

Outros sintomas comumente associados à congestão da próstata são o aumento da frequência urinária durante a noite e a diminuição da força do jato de urina.

Apesar de não ser propriamente algo grave em si, a congestão prostática pode obstruir completamente a saída da urina, causando retenção urinária, o que eleva as chances de infecções, e se não houver melhora espontânea, pode chegar a necessidade de intervenção cirúrgica de urgência.

O importante é agendar consulta com urologista, para diagnosticar a causa do esperma amarelo e gelatinoso o quanto antes, possibilitando assim o tratamento adequado e precoce.

Quais os sintomas do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O HIV é o vírus que causa a doença da AIDS (SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Porém, é possível ter o vírus HIV durante um longo período de tempo sem desenvolver a AIDS. Até 60% das pessoas que se infectaram com o vírus do HIV nos últimos 6 meses não apresentam sintomas. 

A infecção inicial ou aguda do HIV pode começar após duas a quatro semanas em que houve o contato com o vírus. Os sintomas são comuns a outras síndromes virais, como febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse, dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5Kg), cansaço e vermelhidão na pele.

Vírus HIV (em vermelho) instalando-se no linfócito

Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe e são pouco perceptíveis. Em uma parte das pessoas, as manifestações ocorrem de 10 a 15 dias depois da infecção pelo HIV. 

Após a infecção, a doença evolui silenciosamente durante longo período de tempo, sem manifestar qualquer sinal ou sintoma. Durante esse período, o vírus HIV instala-se, inicia a invasão e a destruição dos glóbulos brancos e multiplica-se. 

No início, o organismo tenta compensar a diminuição do número de linfócitos, aumentando a produção dessas células e combatendo o vírus. Essa fase pode durar em média 9 anos, dependendo da gravidade da infecção, do sistema imunológico da pessoa e da presença de outras doenças que afetem as defesas do organismo.

Nessa fase da infecção pelo HIV, mesmo sem manifestar sintomas, o exame já pode identificar o vírus. O resultado nesses casos costuma ser positivo e a pessoa já transmite o vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Com o decorrer da doença, o sistema imunológico fica deficiente em combater as infecções e proteger o organismo, por isso algumas infecções oportunistas podem aparecem conjuntamente, tais como pneumonia, candidíase, tuberculose, meningite, entre outras.

Lembrando que a duração, a gravidade e o tipo de sintoma do HIV varia de pessoa para pessoa e a maioria das manifestações iniciais passam despercebidas.

HIV tem cura? Como é o tratamento?

A infecção por HIV não tem cura. O vírus tem uma capacidade muito grande de multiplicação e sofre muitas mutações, o que dificulta o tratamento e torna o HIV resistente aos medicamentos. 

Porém, existem diversos medicamentos antivirais específicos usados no tratamento do HIV, com o objetivo de controlar a infecção. Em muitos casos, o tratamento garante uma boa qualidade de vida durante um tempo bastante considerável.

Vale lembrar que a eficácia do tratamento depende principalmente do seu início logo no início da infecção, bem como de um controle médico frequente para avaliar a resposta às medicações.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do HIV?

O vírus do HIV pode ser detectado pelo exame de sangue oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, a inflamação no útero, geralmente decorrente de uma infecção, que é uma condição relativamente rara, pode atrasar sua menstruação.

A infecção uterina pode ser causada por diversos microorganismos; são diversas doenças que atingem mulheres sexualmente ativas. Os sintomas podem ser:

  • Corrimento persistente, mal cheiroso, de cor branca, amarelada, marrom ou cinza;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Dispareunia (dor durante a relação sexual);
  • Dor na vagina;
  • Sensação de pressão na região pélvica.

É importante notar que nem todas as infecções no útero vão apresentar os sintomas descritos acima. Existe a possibilidade, inclusive, de se estar com uma infecção no útero e não apresentar qualquer tipo de sintoma.

Causas da infecção no útero: principalmente doenças sexualmente transmissíveis (geralmente devido a múltiplos parceiros sexuais, não usar camisinha nas relações) e má higiene íntima.

Tratamento para infecção uterina: Feito com antibióticos, mas isto vai depender do estado de saúde da mulher e do que originou a doença. Sempre procurar um médico ginecologista.

Outros fatores que podem levar ao atraso menstrual são:

  • Ovários policísticos: Causa comum de atrasos nos ciclos menstruais;
  • Infecções/inflamações no colo do útero: As infecções por micro-organismos como Chlamydia trachomatis e também Trichomonas vaginalis podem ocasionar sangramento no colo uterino, e esse sangramento pode muitas vezes ser confundido com uma irregularidade no ciclo menstrual;
  • Uso de determinados medicamentos: Anticoncepcionais orais, anticoagulantes, antidepressivos, corticoides, antipsicóticos dentre outros;
  • Distúrbios hormonais: O hipotireoidismo (diminuição dos níveis do hormônio T4L no sangue) e alterações nos níveis de prolactina também podem causar irregularidades no ciclo menstrual;
  • Gestação: No período pós-gestacional (durante a amamentação), há atraso no ciclo menstrual, de até nove meses, além de alterações psicológicas e principalmente físicas.
  • Prática excessiva de exercícios físicos: Associada com alguns outros fatores (como a perda de peso, dieta inadequada e quantidade insuficiente de gordura corporal), provocam alterações hormonais e consequentemente irregularidade no ciclo menstrual, como o atraso e em alguns casos cessação da menstruação por longos períodos.
  • Cisto ovariano: Diferentemente dos ovários polimicrocísticos (supracitados), um ciclo único pode influenciar no ciclo, causando o atraso. 
  • Cirurgias: Determinados tipos de cirurgias, tais como a laqueadura e as cirurgias ovarianas, também podem ocasionar atrasos no ciclo menstrual.

Em caso de atraso menstrual ou suspeita de infecção vaginal ou uterina, por qualquer motivo, um médico ginecologista deverá ser consultado para avaliação, determinação da causa e tratamento, se necessário.

Quais são os valores de referência do PSA?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os valores de referência do PSA total variam conforme o laboratório, mas, em média, para homens com até 59 anos de idade, as taxas devem ficar abaixo de 4,0 ng/mL. Indivíduos entre 60 e 69 anos devem estar com um PSA total de no máximo 4,5 ng/mL. Já aqueles com idade igual ou superior a 70 anos, os valores não devem ultrapassar 6,5 ng/mL.

Contudo, é importante frisar que o valor do PSA total pode estar alto devido a outros fatores que não estão relacionados com câncer de próstata, tais como doenças, infecções ou procedimentos aos quais o homem foi submetido recentemente.

Dentre os fatores que podem alterar o resultado do exame de PSA total estão o toque retal, massagem prostática, prostatite, hipertrofia benigna da próstata, instrumentações uretrais, biópsia prostática e ejaculação recente.

Por exemplo, quando os valores do PSA total estão entre 4 e 10 ng/mL, pode ser difícil interpretá-los, já que esse aumento pode ter sido causado por uma hipertrofia benigna da próstata (quando a próstata aumenta de tamanho, mas não por câncer). Nesses casos, aconselha-se fazer a associação com o resultado do PSA livre.

Veja também: Qual a diferença entre hipertrofia benigna da próstata e câncer?

A relação PSA livre / PSA total é menor nos pacientes com câncer. Isso significa que quando os valores de PSA livre são divididos pelos de PSA total, o resultado do cálculo costuma ser menor em quem tem câncer de próstata.

Os valores de referência para a relação PSA livre/PSA total não estão bem estabelecidos. Contudo, quando estão abaixo de 0,20, parecem se correlacionar com câncer de próstata, enquanto que valores acima de 0,20 parecem estar associados a doenças benignas.

O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico Total) serve para auxiliar o diagnóstico do câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou acompanhar pacientes com a doença já diagnosticada.

A análise isolada do exame de PSA nãopermite o diagnóstico de doença prostática. É necessária correlação com a história e o exame físico do paciente, sendo o toque retal fundamental.

Leia também: Como é feito o exame de próstata?

Para maiores esclarecimentos consulte um médico urologista, que é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das alterações e doenças da próstata.

Saiba mais em: 

PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Como é feito o exame PSA livre?

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

Corrimento marrom pode ser gravidez?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Corrimento marrom pode, sim, ser um indicativo de gravidez.

Quando ocorre a nidação (implantação do embrião fecundado na parede uterina), há eliminação de pequena quantidade de sangue pela vagina e, em alguns casos, quando misturado à secreção vaginal (normal) ou quando misturado a um corrimento pré-existente (infeccioso ou de qualquer outra causa), pode ter um aspecto marrom-avermelhado, acastanhado ou marrom claro. A coloração marrom geralmente indica sangramento. No caso da nidação, é normal.

Entretanto, há diversas causas de sangramento durante a gestação, algumas delas potencialmente graves, com alto risco de morte para o bebê e a gestante. Além disso, mesmo que seja um sangramento normal da gestação, o corrimento deve ser tratado (o corrimento marrom pode ser, por exemplo, sangue misturado com o corrimento da candidíase, que é branco, ou o corrimento da vaginose bacteriana, que geralmente é amarelado, entre diversas outras causas).

Portanto, sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

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Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

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Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

IdadeHomensMulheres
menos de 50 anosaté 15 mm/haté 20 mm/h
mais de 50 anosaté 20 mm/haté 30 mm/h
mais de 85 anosaté 30 mm/haté 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

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VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.