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Tipo de Sangue

Para que serve a penicilina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A Penicilina é um antibiótico que serve para tratar diversas infecções causadas por bactérias.

A Penicilina combate vários tipos de bactérias incluindo aquelas que causam infecção de garganta (faringite, amigdalite), de ouvido (otite), de urina (cistite), de pele (erisipela, etc), intestinal (salmonelose, shigelose), sinusite, meningite, pneumonia, febre reumática e infecções sistêmicas que atingem o sangue como um todo.

Ela também é usada no tratamento de algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST) como a Sífilis e outras e na prevenção de endocardite infecciosa (infecção nas válvulas do coração).

A penicilina mais conhecida é a Benzetacil®  (Penicilina Benzatina) que é usada na forma de injeção intramuscular geralmente nas nádegas. Mas há outras variações da penicilina como a Penicilina G cristalina, Penicilina Procaína, Ampicilina, Amoxicilina, Oxacilina, etc.

A penicilina, assim como outros antibióticos, só deve ser usada com indicação e receita médica e durante o período completo indicado pelo/a médico/a.

Tenho um corrimento branco sem odor. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os corrimentos vaginais estão em sua grande maioria associados com infecções vaginais. Em casos menos frequentes, podem estar relacionados com alergias alimentares, uso crônico de medicamentos e problemas emocionais, como ansiedade e estresse. 

Corrimento vaginal branco

Se o corrimento vaginal for branco e espesso, semelhante a leite coalhado ou queijo tipo cottage, sem ou com pouco odor, a causa pode ser candidíase, uma infecção vaginal provocada por fungos. Nesses casos, o corrimento vem acompanhado de coceira intensa, vermelhidão no local e ardência ao urinar.

Corrimento vaginal branco, amarelado ou esverdeado

Outra doença cujo corrimento vaginal pode ser branco ou acinzentado, amarelado ou esverdeado, é a vaginose bacteriana. A vaginose é mais comum em mulheres sexualmente ativas.

O corrimento vaginal nesses casos é homogêneo, pouco viscoso e pode vir acompanhado de coceira vaginal, inflamação e irritação no local.

Corrimento vaginal em grande quantidade, com odor forte, espumoso, de coloração acinzentada, amarelada ou esverdeada, pode ser um sinal de tricomoníase, uma doença sexualmente transmissível (DST).

Na vaginite atrófica, o corrimento é amarelado, aquoso, apresenta odor forte e, eventualmente, pode vir acompanhado com sangue. Trata-se de uma inflamação provocada pela atrofia da musculatura da vagina. Pode surgir depois da menopausa, após o parto, na amamentação ou quando há uma redução dos níveis de estrógeno.

Corrimento vaginal com pus

Quando o corrimento vaginal é purulento, as causas podem incluir clamídia e gonorreia. A clamídia é uma doença sexualmente transmissível, que não provoca sintomas na maior parte dos casos. Porém, além do corrimento, pode manifestar sangramentos após relação sexual ou fora do período menstrual, dores abdominais e dor nas relações sexuais.

Já a gonorreia é uma DST (doença sexualmente transmissível), que muitas vezes não provoca sintomas nas mulheres. Contudo, em alguns casos, pode causar o aparecimento de corrimento vaginal espesso e com pus.

O que fazer em caso de corrimento vaginal?

O tratamento do corrimento vaginal é realizado de acordo com a sua causa. O tratamento pode incluir o uso de medicamentos orais e cremes vaginais, conforme a doença e o organismo causador.

Para receber um diagnóstico e tratamento adequados, consulte um médico ginecologista.

Fazer sexo em excesso causa algum mal?

Fazer sexo em excesso não causa propriamente nenhum mal. Fisicamente, o excesso de relações sexuais pode provocar alguma dor, desconforto ou ardência nos órgãos genitais, tanto no homem como na mulher. Isso acontece pelo atrito, que gera pequenas lesões e causa esses sintomas.

Homens que praticam sexo em excesso podem ficar com o esperma mais escuro, com uma coloração avermelhada ou marrom. Trata-se de uma condição chamada hematospermia, que é a presença de sangue no líquido seminal. No entanto, não costuma ser nada de grave. Se a causa for mesmo o excesso de sexo, o tratamento é feito com abstinência sexual e repouso.

É difícil definir exatamente o que é "sexo em excesso". Há pessoas que ficam satisfeitas fazendo sexo uma vez por semana, enquanto outras querem fazer 3 vezes por dia. Não é possível estabelecer um limite, do gênero: sexo faz bem até "x" relações sexuais por dia, mais do que isso pode ser prejudicial. Os limites e a quantidade variam em cada pessoa.

Por outro lado, ao mesmo tempo que há um certo limite físico para o sexo, existe também um limite comportamental. Se a necessidade de fazer sexo começar a interferir no cotidiano da pessoa, ao ponto dela deixar de lado outras atividades que lhe são importantes, com trabalho, estudos, vida social ou lazer, pode se tratar de algum tipo de compulsão.

Nesses casos, o mais indicado é procurar um sexólogo ou um psicoterapeuta para identificar a origem do distúrbio. Alguns medicamentos também podem inibir a compulsão sexual e auxiliar o indivíduo a restabelecer a sua rotina normal.

Quais os sintomas para suspeitar de diabetes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas que devem levar à suspeita de diabetes Tipo 1, 2 ou gestacional são o aumento da sede, do volume de urina e da frequência urinária.

Esses três sintomas isoladamente chamam muito a atenção para o diabetes e são altamente suspeitos. A pessoa começa a ter uma sede frequente, bebe água várias vezes e a sede parece nunca terminar.

Por outro lado, começa a urinar muito e várias vezes seguidas. A urina geralmente é bem clara, como se fosse apenas água.

Aumento do apetite e emagrecimento

Há ainda outros sintomas, como aumento da fome e perda de peso, que também nos levam a pensar muito em diabetes. Se forem associados aos dois primeiros, a suspeita é muito grande. 

A pessoa começa a ter uma fome insaciável, come repetidamente e a fome não passa. Porém, mesmo comendo mais que o normal apresenta perda de peso contínua. 

Outros sinais e sintomas de diabetes

Os sintomas seguintes são gerais e inespecíficos, porém são muito comuns no diabetes, e podem aparecer antes dos sintomas acima relatados de aumento da sede, da fome e da urina, por isso devem ser devidamente valorizados:

  • Fraqueza;
  • Cansaço;
  • Sonolência;
  • Desânimo;
  • Tontura.

É importante lembrar que a grande maioria dos adultos com diabetes do tipo 2 no inicio da doença não irão ter os sintomas típicos do diabetes, ou mesmo nenhum desses sintomas mais inespecíficos. A diabetes pode não causar sintomas no seu começo, passando assim despercebida por anos.

Sintomas de hiperglicemia e hipoglicemia

Os sintomas do diabetes são decorrentes da baixa quantidade de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou do aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia).

Hipoglicemia

Os sintomas relacionados a hipoglicemia incluem cansaço, tontura, visão turva, sonolência e dificuldade de raciocínio. Esses sintomas normalmente ocorrem em diabéticos que usam medicamentos para controlar a doença (insulina ou medicação oral). 

A hipoglicemia pode ter como causas o uso inadequado da medicação, jejum prolongado ou atividade física.

Os sintomas do diabetes relacionados a hipoglicemia geralmente se manifestam quando os níveis de glicose (açúcar) sanguínea ficam inferiores a 70 mg/dl. 

Hiperglicemia

Pessoas com diabetes também podem ter sintomas relacionados a hiperglicemia, que é o aumento dos níveis de glicose no sangue.

Tais sintomas incluem visão turva, boca seca, aumento da transpiração e cansaço. Essas manifestações tendem a ocorrer em pessoas com diabetes mal controlado ou em situações em que ocorre ingestão de grandes quantidades de açúcar.

Quais são os fatores de risco do diabetes?

Os fatores que aumentam os riscos da pessoa ter diabetes incluem hipertensão arterial, obesidade, privação de sono, falta de atividade física, tabagismo, doenças do pâncreas, história de diabetes na família, peso superior a 4 kg ao nascimento, ser mulher e ter mais de 45 anos.

O diabetes é uma doença que não tem cura. Se não for devidamente tratado, o diabetes pode trazer várias complicações, incluindo a morte precoce. 

Porém, com o tratamento adequado, é possível que pacientes com diabetes tenham uma vida praticamente normal. O tratamento inclui dieta e exercícios físicos, além do uso de medicamentos por via oral  ou de insulina.

O diagnóstico e tratamento do diabetes podem ser realizados pelo médico de família ou clínico geral, em casos de difícil controle da doença pode ser necessário o acompanhamento com um endocrinologista.

Como saber se tenho hemorroida e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As hemorroidas podem ser percebidas como "bolinhas" ao redor do ânus. Tratam-se de vasos sanguíneos presentes na região anal e que, por alguma razão, tornaram-se proeminentes no esfíncter anal. Os principais sintomas das hemorroidas incluem sangramento ao evacuar, dor, coceira e prolapso ("saliência") anal.

O sangramento é um sintoma muito comum nas hemorroidas e ocorre quase sempre ao evacuar, sobretudo quando as fezes estão ressecadas. A passagem do bolo fecal endurecido pelo ânus causa pequenas lesões na mucosa anal, provocando sangramento. O sangue pode ser visto nas fezes, no vaso sanitário ou no papel higiênico.

A dor geralmente é sentida durante ou após evacuar, pois é o momento em que as veias se dilatam e a hemorroida se exterioriza.

Para saber se tem hemorroida, a pessoa pode se auto examinar com o auxílio de um espelho para observar a sua região anal e perceber se existem essas proeminências através do toque ou da própria visualização.

Vale lembrar que não há reação entre a hemorroida e o câncer retal, apesar desse tipo de tumor também causar sangramentos. Por isso, é muito importante excluir a possibilidade de câncer mediante uma avaliação médica, principalmente em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Quais são os sintomas de hemorroida externa?

As hemorroidas externas podem ser vistas e sentidas através da palpação. Os principais sinais e sintomas da hemorroida externa são o sangramento e a dor ao evacuar e se sentar.

Quais são os sintomas de hemorroida interna?

As hemorroidas internas não causam tantos sintomas como as hemorroidas externas, já que a veia afetada nesses casos está localizada internamente.

Contudo, pode haver dor se a hemorroida tiver uma trombose associada ou se a pessoa precisar fazer esforço para evacuar, já que pode levar ao extravasamento da hemorroida.

Nos casos mais avançados, a pessoa pode apresentar incontinência fecal e corrimento anal, causando irritação e coceira no local.

Quais são as causas de hemorroida?

Embora não tenham uma causa definida, as hemorroidas estão associadas a algumas doenças e condições, como idade, prisão de ventre crônica, esforço excessivo para evacuar, gravidez, permanecer sentado por muito tempo, funcionamento inadequado do intestino devido ao uso excessivo de laxantes, infecções anais, cirrose hepática e fatores genéticos.

As hemorroidas surgem quando os tecidos que dão suporte às veias ficam distendidos devido à pressão sobre os mesmos, o que provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos. Como resultado, as paredes das veias ficam mais finas e podem sangrar. Quando a pressão se mantém, ocorre o prolapso da veia e surge a hemorroida externa.

Qual é o tratamento para hemorroida?

Nos casos mais leves, os sintomas podem ser aliviados com mudanças na alimentação, como o aumento da ingestão de fibras e aumento da ingestão de líquidos. O objetivo é diminuir o esforço para evacuar e, assim, aliviar a pressão sobre a veia, uma medida importante no tratamento da hemorroida.

Para aliviar os sintomas da hemorroida, podem ser indicadas pomadas com corticoides. Os banhos de imersão em água morna por alguns minutos também amenizam a dor e outros sintomas.

Nos casos mais graves, pode ocorrer trombose na hemorroida, o que necessita de intervenção cirúrgica para remover a veia que contém o coágulo.

O tratamento da hemorroida pode ser feito ainda por meio de esclerose ou uso de ligadura elástica. Na esclerose, é aplicada uma substância na veia que causa fibrose (cicatriz) nos tecidos e bloqueia a circulação sanguínea, reduzindo o prolapso e os sangramentos.

No caso da ligadura elástica, é introduzido um anel elástico na base da hemorroida que estrangula a mesma, levando à formação de uma ferida que cicatriza e permite que a mucosa seja fixada profundamente.

Cerca de 10% a 15% dos casos de hemorroida necessitam de cirurgia. Esses são considerados os casos mais graves. A cirurgia de hemorroida geralmente não requer internamento. O tratamento cirúrgico acaba por ser a melhor opção quando os demais tratamentos não produzem resultados.

A cirurgia muitas vezes é indicada em casos de lesão no ânus, sangramento ou prolapso acentuados e em casos de tromboses de repetição.

O coloproctologista é especialista indicado para diagnosticar e tratar hemorroida.

Saiba mais em: É possível ter um parto normal se a mulher tem hemorroida?

Chá de canela aborta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Embora não exista um consenso de que o chá de canela provoque aborto, ele normalmente é contraindicado na gravidez.

Há estudos que indicam uma relação direta entre chá de canela e aborto, mas faltam ainda evidências científicas suficientes que comprovem o efeito do chá na gestação para levar ao aborto. Daí alguns defenderem que o chá aborta e, outros, que não aborta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não recomenda o uso de chá de canela durante a gravidez, assim como grande parte dos nutricionistas e obstetras.

Sabe-se que, em excesso, o chá de canela provoca reações alérgicas na pele e nas mucosas, além de hematúria (presença de glóbulos vermelhos do sangue na urina). Como a parede interna do útero é recoberta por uma mucosa, pode ser que o chá interfira, causando reações ou mesmo contrações, prejudicando a gestação.

De qualquer forma, o mais indicado é pedir orientação ao médico obstetra antes de tomar qualquer tipo de chá durante a gravidez.

Uma hérnia pode estourar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma hérnia pode estourar em consequência de um estrangulamento herniário. O estrangulamento ocorre quando a hérnia fica presa na abertura que permitiu o seu extravasamento, dificultando o vai-e-vem do órgão extravasado, como o intestino, por exemplo.

Como resultado, a alça intestinal estrangulada sofre uma torção e deixa de receber sangue e oxigênio, entrando em falência essa porção do intestino.

A parte afetada, então, se rompe e ocorre uma perfuração do intestino, com extravasamento de fezes e líquido intestinal para o interior do abdômen. Como consequência, o/a paciente pode ir à óbito.

A torção da alça intestinal pode causar sintomas como cólicas abdominais e dificuldade para eliminar gases e fezes.

O estrangulamento da hérnia é um quadro muito grave e só pode ser resolvido com uma cirurgia em caráter de urgência, devido ao sério risco de morte.

Leia também:

Toda hérnia tem que ser operada?

Quem tem hérnia umbilical pode engravidar?

Quais são os tipos de hérnia?

É possível conviver com uma hérnia durante muitos anos sem qualquer complicação ou sintoma, mas a qualquer momento pode ocorrer um estrangulamento e a hérnia pode "estourar".

Portanto, se você tem algum tipo de hérnia, deve procurar o/a médico/a cirurgião/ã geral para uma avaliação minuciosa e prevenção de possíveis complicações.

Veja aqui como saber se você tem uma hérnia.

Qual é o tratamento para cisto no rim?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para cisto no rim depende dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta. Em geral, cistos renais simples que não causam sintomas não precisam de tratamento, apenas acompanhamento. Cistos grandes ou que causam dor podem ser drenados através de cirurgia ou punção. Já os cistos renais complexos malignos precisam ser retirados cirurgicamente com urgência.

A maioria dos casos de cisto renal simples (Bosniak I e II) precisa apenas de um acompanhamento regular com exames de imagem. O tratamento só é indicado se houver sintomas ou surgir alguma complicação, como sangue na urina, cálculo renal ou infecção.

O tratamento pode ser feito através da drenagem do conteúdo do cisto por meio de uma agulha (punção), introduzida através da pele. Em alguns casos, o esvaziamento do cisto precisa ser feito através de cirurgia, geralmente por videolaparoscopia.

Se o cisto estiver infeccionado devido a bactérias, é necessário realizar um tratamento com antibióticos antes de fazer a drenagem cirúrgica do mesmo.

Cistos renais complexos do tipo Bosniak IIF devem ser investigados minuciosamente. Na maioria dos casos é feito um acompanhamento regular com exames de imagem. Contudo, em algumas situações, pode ser necessário remover o cisto cirurgicamente.

Já os cistos complexos dos tipos Bosniak III e IV normalmente precisam de tratamento cirúrgico. Nesses casos, é feita a remoção completa do cisto renal com uma margem de segurança, já que esses cistos podem apresentar células cancerígenas.

O especialista responsável pelo tratamento do cisto no rim é o médico nefrologista.

Saiba mais em:

Cisto no rim pode virar câncer?

Cisto no rim: O que é e quais são os sintomas?

Segmentados baixo no leucograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Segmentados baixo no leucograma pode ser sinal de infecções ou doenças do sangue. Contudo, o nível de segmentados também pode estar abaixo do normal em casos de tratamento com quimioterapia, alcoolismo, estresse, uso de certos medicamentos, entre outras condições.

Os segmentados são células de defesa do sistema imune conhecidas como glóbulos brancos ou leucócitos. Existem 5 tipos de leucócitos: eosinófilos, basófilos, linfócitos, neutrófilos e monócitos. No caso dos segmentados, tratam-se de neutrófilos maduros. Os imaturos são chamados de bastonetes.

O número de segmentados fica baixo quando essas células são requisitadas rapidamente para combater uma infecção, por exemplo, ou quando o organismo não é capaz de produzir uma quantidade suficiente das mesmas.

As principais doenças do sangue que podem baixar as taxas de segmentados são a anemia aplásica, neutropenia idiopática crônica, neutropenia cíclica, mielodisplasia, neutropenia associada à disgamaglobulinemia, hemoglobinúria paroxística noturna e neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann).

Há ainda síndromes, como a de Shwachman-Diamond, que podem deixar o nível de segmentados baixo.

Há ainda outras condições específicas que podem diminuir a quantidade dessas células na circulação, como estresse excessivo, uso de medicamentos corticoides, antitérmicos e antibióticos ou ainda utilizados para tratar AIDS, infecções causadas por vírus, câncer (quimioterapia), transplante de medula óssea, falta de vitamina B12, entre outras.

Leia também: O que pode causar neutropenia?

Bebês com menos de 3 meses de idade também podem apresentar resultados baixos para os segmentados durante infecções graves, uma vez que possuem reservas muito limitadas dessas células no corpo.

Veja também: O que é neutrofilia?

O resultado do leucograma, bem como de todo o hemograma, deve ser interpretado pelo/a médico/a que solicitou o exame, juntamente com a história, os sintomas e os sinais clínicos do/a paciente. 

Saiba mais em:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

O que é neutropenia e qual o tratamento adequado?

O que significa bastonetes baixos no hemograma?

O que fazer no caso de dor no peito?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em caso de dor no peito, a primeira coisa a fazer é observar as características dessa dor. A intensidade, localização, duração, verificar se piora ou melhora com o movimento e se existem outros sintomas associados à dor.

Com esses dados consegue considerar alguns dos motivos mais comuns para dor no peito e buscar a emergência nos casos mais graves.

Nos casos de dor no peito com algumas dessas características abaixo, você deve procurar uma emergência imediatamente, as características são:

  • Dor que não melhora ou piora com nada;
  • Tipo aperto ou queimação;
  • Com irradiação para o braço esquerdo, mandíbula, face ou dorso;
  • Com duração de mais de 10 minutos;
  • Associado a suor frio, mal-estar e ou tonturas.
Quais são as principais causas de dor no peito?

Podemos destacar como causas prováveis: Infarto agudo do miocárdio (IAM); Pericardite (inflamação na pele que recobre o coração); Angina (má circulação nas artérias do coração); Gases; Pneumonia; Tromboembolismo pulmonar; Herpes-zoster; Gastrite / úlcera gástrica; Ansiedade, Depressão, entre outras.

Características mais comuns de cada caso Infarto

Dor no peito, seja qual for a intensidade, que irradia para braço esquerdo, pescoço e queixo, e que não melhora ou piora com o movimento, pode ser sintoma de infarto.

Se a causa da dor no peito for infarto agudo do miocárdio, outros sintomas podem estar presentes, como falta de ar, respiração ofegante, pulsação fraca ou irregular, suor frio, tonteira, mal-estar e dor no estômago.

O que fazer se a dor no peito for sugestiva de infarto?
  • Dirigir-se imediatamente a um serviço de urgência mais próximo ou chamar uma ambulância pelo nº 192;
  • Desapertar a roupa, principalmente no pescoço, peito e cintura;
  • Evitar fazer esforços;
  • Permanecer em local arejado;
  • Respirar profundamente.

Se a pessoa sofrer uma parada cardíaca, o que pode ser verificado pela ausência de pulsação ou respiração, deve ser iniciado imediatamente o que chamamos de reanimação cardiopulmonar, ou a massagem cardíaca.

A realização de massagem cardíaca reduz de forma considerável o risco de morte da pessoa, portanto entenda como realizar uma massagem cardíaca em casos de urgência.

Como fazer massagem cardíaca

1. Deite a pessoa no chão, em local seguro;

2. Fique de joelhos ao lado da vítima;

3. Inicie a massagem com 30 compressões fortes e ritmadas no osso localizado bem no centro do tórax (esterno), afundando o peito pelo menos 5 cm;

Massagem cardíaca

4. Reavalie o paciente, se responde ao chamado ou se já encontra batimentos no pescoço ou no pulso;

Repetir os procedimentos até que chegue auxílio ou a vítima retorne a consciência.

É muito importante pedir ajuda, e sempre que possível revezar com outra pessoa a realização das massagens, para que seja o mais eficaz possível, visto que demanda muito esforço de quem está massageando.

Não pare as compressões até a chegada de ajuda; pois isso possibilitará a manutenção do fluxo de sangue no corpo da vítima, reduzindo a chance de óbito e ou complicações.

Angina

Quando a dor no peito aparece após esforço físico intenso, exposição a baixas temperaturas e emoções fortes, a causa provável é a angina, dor causada pela má circulação nas artérias que irrigam o coração. Nesses casos, outros sintomas podem estar associados, como sensação de aperto ou peso no peito, queimação e medo.

O que fazer se a dor no peito for angina?
  • Sentar ou deitar;
  • Descansar (a dor geralmente passa em 10 a 15 minutos);
  • Respirar calmamente;
  • Fazer uso do medicamento vasodilatador, caso tenha sido prescrito pelo médico assistente;
  • No caso de permanência da dor procure um atendimento de urgência imediatamente.

Saiba mais sobre o assunto em: O que é angina e quais os sintomas?

Gases

Dor no peito localizada abaixo das costelas pode ser causada por gases. Outros sintomas que costumam estar associados: dor abdominal, barriga dura e inchada, flatulência, cólicas intestinais e piora da dor com o movimento ou respiração profunda.

O que fazer se a dor no peito for gases?
  • Tomar medicamentos para eliminar os gases, como a Dimeticona;
  • Fazer uma massagem na barriga, com movimentos circulares e profundos no sentido dos ponteiros do relógio;
  • Deitar e abraçar os joelhos com as pernas dobradas, puxando contra a barriga.

Além do infarto, da angina e dos gases, a dor no peito pode ter ainda muitas outras causas, como pericardite, pneumonia, câncer no pulmão, embolia pulmonar, herpes-zoster, gastrite, úlcera, lesão em músculos ou costelas, ansiedade, síndrome do pânico, depressão, entre outras.

Nos casos de dor no peito, que sugira problema cardíaco procure imediatamente serviço de emergência; caso contrário, agende uma consulta com Clínico/a Geral, médico/a da família ou Cardiologista.

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O que é neutrofilia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Neutrofilia é quando a quantidade de neutrófilos está alta no sangue.

Os neutrófilos são um tipo de células do sangue, que participam no combate às infecções. A sua quantidade pode aumentar nos casos de infecções (principalmente quando há presença de febre e pus em algum local), inflamações, alguns cânceres, sangramentos e no uso de certas medicações.

A neutrofilia por si só não é um problema, e não precisa ser tratada. Mas ela é sinal de que algum processo está ocorrendo no organismo, e a causa deve ser investigada.

Geralmente, essa investigação é feita inicialmente pelo clínico geral ou pediatra que, se necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

Saiba mais em:

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O que pode causar ardência ao urinar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Existem diversas doenças e condições que podem causar ardência ao urinar no homem e na mulher. Dentre as mais comuns estão: infecções urinárias, vulvovaginites, cálculos renais, doenças da próstata, epididimite e irritação no canal da urina (uretra).

Infecção urinária

A infecção urinária é a principal causa de dor e ardência ao urinar nas mulheres. A infecção pode ocorrer na uretra (uretrite), na bexiga (cistite) ou nos rins (pielonefrite). Os sinais e sintomas da infecção urinária podem incluir ainda dor na porção inferior do abdômen, febre e presença de sangue na urina. Grande parte dos casos é causada pela bactéria Escherichia coli e o tratamento geralmente é feito com medicamentos antibióticos.

Doenças e alterações na próstata

A infecção (prostatite), o aumento de tamanho (hiperplasia benigna da próstata) e o câncer de próstata estão entre as principais causas de ardência para urinar no homem. Os tratamentos podem incluir uso de antibióticos e outros medicamentos, ou ainda cirurgia, quimioterapia e radioterapia nos casos de tumores malignos.

Veja também: Qual a diferença entre HPB e câncer?

Uretrite

A uretrite é uma inflamação da uretra, o canal que a urina percorre desde a bexiga até ser eliminada. Trata-se de um tipo de infecção urinária provocada quase sempre por bactérias. Além de ardência ao urinar, a pessoa pode apresentar um corrimento purulento que pode ser notado na roupa. O tratamento não incide sobre a dor ou a ardência, mas sim sobre a infecção, que é tratada com antibióticos.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Contudo, a uretra não precisa estar necessariamente inflamada ou infeccionada para que a pessoa sinta dor ou queimação na hora de urinar. Se o canal da urina estiver irritado devido ao contato ou uso de sabonetes, amaciantes de roupa, perfumes ou certas medicações, esses sintomas também podem estar presentes.

Epididimite

A epididimite é uma inflamação ou infecção do epidídimo, um órgão localizado junto aos testículos. Além de ardência na hora de urinar, pode deixar a região do saco escrotal dolorida e inchada. O tratamento é realizado com medicamentos antibióticos.

Vulvovaginite

As vulvovaginites estão entre as principais causas de ardência ao urinar nas mulheres. São infecções da vagina causadas por bactérias, fungos ou protozoários. Podem causar dor ou ardência ao urinar, além de coceira intensa e corrimento vaginal. A vulvovaginite pode ser tratada com pomadas vaginas ou medicamentos orais, de acordo com a causa.

Saiba mais em: O uso de anticoncepcionais pode causar vaginite?

Cálculos renais (pedra nos rins)

O cálculo renal pode provocar dor e queimação intensa ao urinar devido aos ferimentos que pode causar na uretra ao passar pelo canal. As pedras podem ser removidas por meio de cirurgia ou expelidas pela urina depois de serem pulverizadas, conforme o tamanho e o número de cálculos.

Veja também: Cálculo renal: como saber se tenho pedra nos rins?

Em caso de ardência ao urinar, recomenda-se que a pessoa aumente a ingestão de água para pelo menos 2 litros por dia. Se após 24 horas o sintoma não desaparecer, ela deve procurar um clínico geral, médico de família para receber uma avaliação.

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