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O que causa e qual o tratamento para bartolinite?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bartolinite é causada pela obstrução com inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, que são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina), com a função de lubrificação da região vaginal, principalmente durante o ato sexual. No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.

A infecção na Bartolinite aguda pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

O tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e uso de antibióticos, além de banhos de assento:

  • Tratamento com antibióticos: Sempre é realizado, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos. Se os exames revelarem uma doença sexualmente transmissível, pode ser necessário o tratamento do parceiro(a) para assegurar que não haverá reinfecção.
  • Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia, em conjunto com o uso de antibióticos. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
  • Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação e infecção são tão severas que a aplicação do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
  • Marsupialização: Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de cada lado do corte, criando assim uma abertura permanente.
  • Bartolinectomia: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.

A prática do sexo seguro, através do uso do preservativo principalmente, e boas práticas de higiene íntima são duas boas maneiras de ajudar a prevenir infecções de cistos e a formação de abcessos. No entanto, não existe uma maneira de evitar com toda a certeza ter um cisto de Bartholin.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

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Interação dos Anticoncepcionais com outros Remédios
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

1 - O que corta o efeito do anticoncepcional?

  • Rifampicina;
  • Rifabutina;
  • Carbamazepina;
  • Topiramato;
  • Fenitoína;
  • Barbitúricos (Fenobarbital, Tiopental, etc);
  • Oxcarbazepina;
  • Primidona;
  • Alguns anti retrovirais como o Ritonavir.

2 - O que não corta o efeito do anticoncepcional?

  • Aceclofenaco;
  • Acetilcisteína;
  • Alprazolam;
  • Amoxicilina;
  • Anti-alérgicos;
  • Anti-inflamatórios;
  • Arcoxia;
  • Azitromicina;
  • Bactrim;
  • Bebidas Alcoólicas;
  • Benzetacil,
  • Bupropiona;
  • Captopril;
  • Cefalexina;
  • Clindamicina;
  • Domperidona;
  • Dramin;
  • Fluoxetina;
  • Ibuprofeno;
  • Hidróxido de Alumínio;
  • Hidróxido de Magnésio;
  • Koide D;
  • Lansoprazol;
  • Levotiroxina (Puran T4);
  • Loratadina;
  • Metronidazol;
  • Naltrexona;
  • Naproxeno;
  • Nimesulida;
  • Omeprazol;
  • Paracetamol;
  • Propranolol;
  • Pílula do Dia Seguinte;
  • Ranitidina;
  • Ritalina;
  • Rivotril;
  • Sertralina;
  • Sibutramina;
  • Simeticona;
  • Sulfametoxazol + Trimetroprim;

Leia também: 5 Coisas que Podem Cortar o Efeito do Anticoncepcional

Se você usa ou vai usar alguma das medicações citadas no tópico 1, informe ao/à médico/a sobre qual anticoncepcional você está usando para que ele/ela possa avaliar a introdução de um método anticonceptivo adicional ou suspender a medicação hormonal.

Sintomas de Gravidez
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Principais Sintomas de Gravidez:

1. Atraso menstrual

Quando a menstruação não vem no período esperado. Em geral, é detectado pela mulher entre 1 a 2 semanas de atraso.

2. Náuseas e vômitos

Podem ocorrer nos primeiros dias da gestação, mas são mais comuns a partir do 1º ou 2º mês da gravidez e não ocorrem em todas as pacientes.

3. Sensibilidade nas mamas

A mulher grávida pode ter uma sensibilidade maior nas mamas, é uma espécie de dolorimento ao toque ou pressão, pode aparecer como um formigamento ou como uma sensação de inchaço, algumas vezes o inchaço é real e não só uma sensação;

4. Aumento da frequência urinária e urgência para urinar

A mulher começa a ir mais vezes ao banheiro e as vezes tem a sensação de urgência urinária, ou seja, parece que vai urinar imediatamente, como se fosse urinar na roupa se não chegar rápido ao banheiro.

Os sintomas de gravidez citados anteriormente são os mais comuns.

Leia também: Diferenças entre Gravidez e Gravidez Psicológica

Sintomas de Gravidez menos frequentes:

Existem outros sintomas também, porém são vistos com uma frequência menor:

  • Cólicas e/ou sangramento no momento da implantação: uma dor abdominal tipo cólica associada a um pequeno sangramento pode ocorrer no momento da implantação no útero do óvulo fecundado, esses sintomas aparecem no meio do ciclo e a maioria das mulheres acham que menstruaram novamente antes da data normal, como passa rapidamente, não dão muita importância;
  • Escurecimento da aréola do bico dos seios e veias mais visíveis: normalmente associados com inchaço e sensibilidade aumentada dos seios;
  • Vontade de comer coisas que normalmente não comeria ou não dava tanta importância ou fome aumentada e vontade de comer a toda hora – a fome aumentada e a vontade de comer a toda hora são mais comuns, já o desejo de comer coisas estranhas é incomum. O que pode acontecer é o apetite aumentado para um grupo específico de alimento;
  • Sonolência e cansaço: a mulher dorme bastante e mesmo assim continua sentindo muito sono;
  • Sensação de um gosto estranho na boca, geralmente metálico, ou alteração na sensação dos odores – a mulher grávida parece ter um olfato mais aguçado e pode inclusive ficar mais sensível para alguns tipos de cheiros;

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Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Os sintomas da gravidez não são específicos para gravidez, ou seja, podem estar presentes em muitas outras situações que não correspondem à gravidez. Os sintomas confiáveis apenas aparecem em estágios avançados da gestação (aumento do volume uterino e a presença dos movimentos fetais).

Saiba mais em: Existem doenças com sintomas parecidos com gravidez?Dor ao urinar pode ser gravidez?

O mais importante é que para você poder ter mais certeza de que o que está sentindo realmente são indícios de uma gravidez deve haver uma concordância entre todos os seus sintomas e deve existir uma história compatível com gravidez.

Caso você apresente algum sintoma desses citados e uma história compatível com gravidez, consulte o/a médico/a clínico/a geral, ginecologista ou médico/a de família para uma avaliação pormenorizada e possível identificação da gravidez.

Quanto dias depois de tomar o anticoncepcional injetável posso ter relação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A mulher pode ter relações sexuais quando ela desejar, desde que de forma protegida. Caso ela queira evitar uma gravidez e estiver iniciando o uso do anticoncepcional injetável, é recomendado usar outro método adicional de apoio, como o preservativo, durante as relações sexuais no primeiro mês após a primeira injeção.

Após o primeiro mês de uso do anticoncepcional injetável, a medicação já produz o efeito contraceptivo.

Em geral, quando a mulher vai iniciar o método anticoncepcional injetável, é recomendado ela aplicar a primeira injeção nos primeiros dias da menstruação. Isso é indicado para assegurar que a mulher não está grávida e pode assim começar um método anticoncepcional.

Quando a mulher já faz uso regular de outro tipo de método anticoncepcional e irá trocar para o injetável, ela pode aplicar a injeção sete dias antes de parar o contraceptivo antigo.

Na primeira injeção, início do uso desse contraceptivo, um método contraceptivo adicional (camisinha) deve ser associado, especialmente no primeiro mês e principalmente nos casos em que a injeção foi aplicada após os sete primeiros dias da menstruação.

O anticoncepcional injetável não previne doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, é aconselhável o uso de preservativos durante todas as relações sexuais para prevenir as DSTs.

Saiba mais sobre esse assunto nos artigos:

Quanto tempo duram os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A duração dos efeitos colaterais da pílula do dia seguinte é variável de mulher para mulher, podendo durar algumas horas ou alguns dias.

Nem toda mulher apresentará efeito colateral após tomar a pílula do dia seguinte.

Quando presentes, os efeitos colaterais mais comuns são náusea e vômito.

Outros efeitos são menos comuns, mas podem acontecer: tontura, dor de cabeça, aumento da sensibilidade das mamas, fadiga e dor abdominal.

A maioria desses efeitos colaterais podem ser tratados com medicações sintomáticas e geralmente não apresentam maiores repercussões.

Outra consequência do uso da pílula do dia seguinte é a alteração no ciclo menstrual da mulher, podendo haver um desequilíbrio na data habitual da menstruação com antecipação ou atraso.

É importante compreender que a pílula do dia seguinte é uma contracepção de emergência. Para evitar gravidez indesejada é recomendado o uso de anticoncepcionais de longa duração e um planejamento familiar que pode ser orientado pelo/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Para saber mais sobre a pílula do dia seguinte, você pode ler os artigos a seguir:

Sangramento após tomar pílula do dia seguinte é normal? Por que ocorre?

Quais os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

Como tomar a pílula do dia seguinte?

Referência:

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

É normal ter cólica depois da relação sexual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Cólica depois da relação sexual pode sim ser normal.

Durante o ato sexual, ocorre a estimulação de diversas regiões sensíveis, que resultam em contrações musculares, que podem ser percebidas como cólicas.

E no momento do orgasmo acontece a contração do útero e da musculatura da região pélvica, o que pode também dar origem a cólicas, sempre de pequena a moderada intensidade.

Além disso, dependendo da posição sexual e do tamanho do pênis, o colo do útero pode ser facilmente alcançado. Assim, penetrações fortes e excessivas podem causar desconforto e cólica após a relação sexual.

Contudo, outras situações como a doença inflamatória pélvica, a infecção urinária e inflamações vaginais, podem ter como sintoma principal, as cólicas após relações. Nesse caso, as cólicas vêm associadas a outros sintomas como, a dor abdominal, ardência ao urinar e corrimento.

Caso você sinta cólicas fortes ou dor abdominal após as relações sexuais com frequência, especialmente se associadas a outros sintomas, consulte o médico de família, clínico geral ou ginecologista para obter um diagnóstico adequado.

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Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Soltar gases pela vagina é normal? O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Gases que saem pela vagina, principalmente durante o ato sexual, são normais. O ar que entra no canal vaginal durante a relação e sai sob pressão faz um barulho semelhante ao dos gases intestinais.

Esse ar fica comprimido no interior da vagina e pode sair de forma ruidosa durante a própria penetração, quando ocorre uma mudança de posição ou ainda depois da relação sexual. São os chamados “flatos vaginais”.

Trata-se de uma situação absolutamente normal e frequente durante as relações sexuais, sobretudo em posições em que a abertura da vagina é maior, o que favorece a entrada de ar.

É preciso lembrar que o canal vaginal é uma cavidade oca, em forma de tubo. Com a penetração do pênis, o ar que está no interior da vagina pode ficar comprimido nesse tubo e sair de forma barulhenta sob pressão.

Parto normal pode causar gases vaginais?

A entrada de ar na vagina pode ocorrer em mulheres que já tiverem ou não tiverem filhos. Portanto, o parto normal não tem propriamente relação com os “gases vaginais”.

Contudo, bebês relativamente grandes que nascem por parto normal podem deixar a vagina ligeiramente mais larga, favorecendo a entrada de ar durante as relações após o parto.

Isso acontece porque as fibras musculares dos músculos do períneo podem ficar distendidas depois do parto e não voltar ao seu estado anterior, perdendo o tônus e a força de contração.

É possível diminuir a saída de gases pela vagina?

Uma forma de tentar diminuir esses "gases vaginais" é fortalecer a musculatura do assoalho pélvico e aprender a controlar esses músculos. Isso garante um maior contato do pênis com a parede do canal vaginal, diminuindo o espaço para haver entrada de ar. Além disso, esses exercícios também ajudam a prevenir a incontinência urinária e a queda dos órgãos pélvicos.

Para maiores esclarecimentos, converse com o ginecologista, médico de família ou fisioterapeuta especialista em uroginecologia.

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Tomo anticoncepcional injetável e esqueci de tomar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Ainda pode tomar, não vai afetar a eficácia do anticoncepcional injetável. No caso dos anticoncepcionais injetáveis mensais existe um prazo de segurança de 7 dias, então até 7 dias de atraso não precisa ter medo. Pode aplicar a injeção logo após lembrar-se.

Esqueceu de tomar o anticoncepcional injetável por mais de 7 dias

Já com mais de 7 dias de atraso existe um maior risco de gravidez e perda de eficácia da injeção. Nesse caso é necessário certificar-se de que não se está grávida, caso tenha dúvida é importante consultar um médico para avaliação ou realizar um teste de gravidez.

Esqueceu de tomar o anticoncepcional trimestral

Já se o anticoncepcional injetável for trimestral, o período de atraso tolerável é de 2 semanas. Portanto, é possível tomar a injeção trimestral até 14 dias de atraso do dia planejado para tomar a injeção.

Após esse período é essencial procurar um médico para avaliar o risco de gravidez.

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