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Tenho bolinhas nos mamilos. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas nos mamilos são glândulas bem pequenas que secretam gordura e que têm a função de lubrificar a aréola. Essas glândulas podem ficar mais evidentes e ativas durante a gravidez para proteger e preparar a aréola para a amamentação.

A presença de bolinhas nos mamilos é bastante comum e muitas mulheres já as têm mesmo sem estarem grávidas ou com alterações hormonais.

Porém, se essas bolinhas na aréola ou no bico do seio se manifestarem em forma de feridas, com eliminação de secreção e dor, pode ser um tipo de câncer de mama conhecido como doença de Paget.

Saiba mais em: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

Em geral, o primeiro sintoma da doença de Paget é a coceira e vermelhidão constante no mamilo, mais especificamente ao redor do bico do seio, na aréola. Depois surgem as feridas, que provocam muita dor e não cicatrizam.

As bolinhas nos mamilos são comuns e não apresentam nenhuma malignidade. Na presença dos outros sintomas elencados, procure o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

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Quantos dias dura o efeito da pílula após parar de tomar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O efeito da pílula dura somente um dia. Se parou de tomar o anticoncepcional significa que já estava desprotegida a partir do dia seguinte, com risco de engravidar.

A pílula anticoncepcional é um medicamento que faz efeito enquanto ele é utilizado. Ao parar de tomar a pílula, a ovulação volta a acontecer, podendo haver uma gravidez. Por isso, ao deixar de tomar a pílula, a mulher deve usar outro método anticoncepcional para não engravidar.

Porém, há diversos fatores que influenciam a permanência do efeito do anticoncepcional no organismo, como o tempo em que tomou a pílula, quantas pílulas tomou na última cartela, se menstruou após parar de tomar e assim por diante.

Quanto tempo leva para engravidar após parar de tomar a pílula?

Ao interromper o uso do medicamento, o corpo se prepara para iniciar novamente a ovulação. Esse processo leva em média de 1 a 3 meses, fazendo a ovulação e a menstruação voltarem ao normal. Nos primeiros meses após a parada da pílula, pode acontecer de não haver ovulação e a mulher não menstruar.

Por isso, o tempo para uma mulher engravidar após parar de tomar a pílula é variável, podendo ser no próximo ciclo ou até 6 meses após o término da pílula.

Há quem consiga engravidar logo no primeiro mês que deixou o anticoncepcional. Já em outros casos, o corpo pode demorar mais para eliminar completamente os hormônios do medicamento, fazendo com que as funções do organismo demorem mais para voltar ao normal.

Para quem usa anticoncepcional injetável trimestral, os efeitos demoram de 6 a 8 meses para desaparecer após a última injeção. Na presença de excesso de peso, os efeitos do anticoncepcional podem demorar ainda mais para desaparecer. Nesses casos, gravidez pode levar mais tempo para acontecer.

Caso você tenha parado de usar o anticoncepcional mas queira buscar um outro método contraceptivo, consulte o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Tomei duas pílulas do anticoncepcional no mesmo dia
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caso a mulher tome duas pílulas no mesmo dia, no dia seguinte ela deve continuar a tomar a medicação normalmente tomando um comprimido por dia. Dessa forma, ela terminará a cartela um dia antes do previsto.

Mesmo assim, deve fazer a pausa prevista de acordo com o anticoncepcional (alguns 7 dias e outros 4 dias) e começar a nova cartela como habitualmente.

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Minha vagina fica inchada e dolorida após a relação...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Vagina inchada e dolorida após a relação pode ser normal. Porém, é importante detectar a presença de alguma infecção vaginal, peniana ou urinária que podem agravar a sensação de ardência.

Pela fricção que ocorre durante o ato sexual, pode haver uma ardência logo após a relação. Essa ardência, em geral, deixa de existir depois do ato sexual.

O ato sexual pode provocar esse ardor principalmente quando não há tanta lubrificação dos órgãos genitais. Para isso, é importante estar com o desejo sexual preservado e se sentir à vontade com a pessoa. Nos momentos iniciais da relação, as pessoas podem fazer carícias e outras ações que estimulam a lubrificação e garantem uma comodidade maior no momento da penetração.

Outros fatores que podem causar ardência genital são as infecções tanto vaginal, peniana e urinária. Na presença de alguma infecção como candidíase, gonorreia, clamídia, entre outras, a pessoa pode sentir ardor nos órgãos genitais ou ardência ao urinar.

Essas infecções têm tratamento e com o uso da medicação indicada, é possível acabar com a ardência.

A pessoa deve observar essa ardência. Caso o incômodo continue presente, é recomendável procurar um serviço de saúde para uma avaliação e devido tratamento específico a depender da infecção.

Quando começam os enjoos na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os enjoos da gravidez se iniciam em torno da 5ª e 6ª semana de gestação, ou seja, no segundo mês da gravidez. Enjoo com ou sem vômito é um dos sintomas mais comuns no início da gestação. O enjoo pode vir como sintoma isolado ou acompanhado de outros como aumento da sensibilidade nos seios, cansaço e aumento da frequência urinária.

Em geral, os enjoos começam no segundo mês da gestação, ficam mais intensos no 2º e 3º mês e, a partir do 4º e 5º mês há melhora significativa dos enjoos. Porém, isso é relativo e cada mulher pode sentir com maior ou menor intensidade.

Os enjoos são alguns dos primeiros sintomas de gravidez, que geralmente começam a se manifestar depois de aproximadamente 40 dias que ocorreu a concepção, ou seja, na quinta ou sexta semana de gravidez. Normalmente, os enjoos e os demais primeiros sintomas surgem quando a menstruação está atrasada por uma a duas semanas.

Contudo, nem toda grávida vai sentir enjoos nas primeiras semanas da gestação. Algumas mulheres podem prolongar os enjoos para os outros meses da gravidez, enquanto outras podem nem chegar a sentir.

Além dos enjoos, quais são os outros sintomas de gravidez?

O atraso menstrual costuma ser o primeiro sinal da gestação. Depois, outros sinais e sintomas começam a aparecer, como enjoos, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária.

Algumas grávidas podem ter enjoos e vômitos logo nos primeiros dias de gravidez, embora não seja tão comum.

À medida que a gravidez avança, a gestante pode apresentar outros sinais e sintomas, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, mudanças de humor, tonturas e falta de ar.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes no início da gravidez, porém, com menos frequência: cólicas ou sangramento (normalmente no meio do ciclo menstrual), escurecimento das aréolas dos mamilos, desejos alimentares, sonolência e alterações no olfato e paladar.

Os enjoos podem ser controlados e reduzidos com uso de algumas medicações, alimentos como gengibre, acupuntura, hipnose ou demais terapias. Converse sobre isso com o/a médico/a durante as consultas de pré-natal.

O que é o Beta-hCG qualitativo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O Beta-hCG qualitativo é um exame geralmente usado para verificar se a mulher está grávida. O resultado pode dar positivo ou negativo, independentemente dos valores, apenas diz “sim” ou “não”. Um exemplo de exame Beta-hCG é o teste de gravidez de farmácia, que apenas indica “positivo” ou “negativo”.

O Beta-hCG qualitativo dá resultado positivo quando as amostras apresentam níveis de hormônio hCG acima de 25 IU/L.

Qual o melhor período para fazer o exame Beta-hCG qualitativo?

O Beta-hCG qualitativo deve ser feito de preferência no 2º dia após o atraso da menstruação, ou seja, cerca de 15 dias depois da ovulação. Não é necessário jejum.

Como interpretar os resultados do Beta-hCG qualitativo?

Se o resultado do Beta-hCG qualitativo for “positivo”, pode indicar gravidez. No caso de resultado “negativo”, indica ausência de gravidez ou que as taxas de hormônio estão abaixo do valor necessário para serem identificadas no exame. Em caso de suspeita de gravidez, deve-se realizar um novo exame depois de 7 dias.

O que é o Beta-hCG quantitativo?

O Beta-hCG quantitativo é melhor que o qualitativo, porque diz o valor exato do exame, a partir do qual é possível inferir se é positivo ou negativo a partir dos valores de referência.

Quais os valores de referência do Beta-hCG quantitativo?

Diagnóstico de gravidez:

  • De 5 a 50 mU/ml: indeterminado;
  • Acima de 50 mU/ml, mulher saudável: positivo

No caso do exame dar indeterminado, repetir após uma semana ou mais. Em alguns exames, “reagente” pode significar “positivo” e “não reagente” pode significar “negativo”.

Os valores de referência podem apresentar alguma variação conforme o laboratório em que é realizado. Por isso, o exame deve sempre ser interpretado pelo médico que o solicitou.

A pesquisa de Beta-hCG pode ser feita no sangue ou na urina quando há suspeita de gravidez (normal ou ectópica), aborto, doença trofoblástica gestacional e no caso de tumores germinativos (ovarianos e testiculares).

Em caso de níveis muito elevados de Beta-hCG logo no início da gestação, deve ser investigada a hipótese de doença trofoblástica gestacional.

O que causa e qual o tratamento para bartolinite?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bartolinite é causada pela obstrução com inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, que são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina), com a função de lubrificação da região vaginal, principalmente durante o ato sexual. No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.

A infecção na Bartolinite aguda pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

O tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e uso de antibióticos, além de banhos de assento:

  • Tratamento com antibióticos: Sempre é realizado, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos. Se os exames revelarem uma doença sexualmente transmissível, pode ser necessário o tratamento do parceiro(a) para assegurar que não haverá reinfecção.
  • Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia, em conjunto com o uso de antibióticos. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
  • Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação e infecção são tão severas que a aplicação do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
  • Marsupialização: Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de cada lado do corte, criando assim uma abertura permanente.
  • Bartolinectomia: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.

A prática do sexo seguro, através do uso do preservativo principalmente, e boas práticas de higiene íntima são duas boas maneiras de ajudar a prevenir infecções de cistos e a formação de abcessos. No entanto, não existe uma maneira de evitar com toda a certeza ter um cisto de Bartholin.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

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Interação dos Anticoncepcionais com outros Remédios
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

1 - O que corta o efeito do anticoncepcional?

  • Rifampicina;
  • Rifabutina;
  • Carbamazepina;
  • Topiramato;
  • Fenitoína;
  • Barbitúricos (Fenobarbital, Tiopental, etc);
  • Oxcarbazepina;
  • Primidona;
  • Alguns anti retrovirais como o Ritonavir.

2 - O que não corta o efeito do anticoncepcional?

  • Aceclofenaco;
  • Acetilcisteína;
  • Alprazolam;
  • Amoxicilina;
  • Anti-alérgicos;
  • Anti-inflamatórios;
  • Arcoxia;
  • Azitromicina;
  • Bactrim;
  • Bebidas Alcoólicas;
  • Benzetacil,
  • Bupropiona;
  • Captopril;
  • Cefalexina;
  • Clindamicina;
  • Domperidona;
  • Dramin;
  • Fluoxetina;
  • Ibuprofeno;
  • Hidróxido de Alumínio;
  • Hidróxido de Magnésio;
  • Koide D;
  • Lansoprazol;
  • Levotiroxina (Puran T4);
  • Loratadina;
  • Metronidazol;
  • Naltrexona;
  • Naproxeno;
  • Nimesulida;
  • Omeprazol;
  • Paracetamol;
  • Propranolol;
  • Pílula do Dia Seguinte;
  • Ranitidina;
  • Ritalina;
  • Rivotril;
  • Sertralina;
  • Sibutramina;
  • Simeticona;
  • Sulfametoxazol + Trimetroprim;

Leia também: 5 Coisas que Podem Cortar o Efeito do Anticoncepcional

Se você usa ou vai usar alguma das medicações citadas no tópico 1, informe ao/à médico/a sobre qual anticoncepcional você está usando para que ele/ela possa avaliar a introdução de um método anticonceptivo adicional ou suspender a medicação hormonal.