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Saúde da Mulher

O que é a fase lútea?

A fase lútea ou luteínica é a terceira e última fase do ciclo menstrual (fase estrogênica --> fase da ovulação --> fase lútea), em humanos e alguns animais. Começa com a formação do corpo lúteo (do dia em que ocorre a ovulação ao primeiro dia do próximo ciclo menstrual (menstruação). Dura aproximadamente 12 a 16 dias, quando o corpo lúteo degrada-se (luteólise), ou mantém-se ativo (quando a mulher engravida), liberando hormônios (grande quantidade de progesterona e moderada quantidade de estrógeno) que mantêm a gestação até que a placenta assuma esse papel, entre a oitava e décima segunda semanas.

O hormônio que predomina neste período é a progesterona (há uma queda nos níveis de estrógeno e um pico de progesterona), o que faz cessar o espessamento da camada mais interna do útero (endométrio), mas mantém a circulação sanguínea e aporte de nutrientes para o caso de uma eventual nidação (quando o óvulo fecundado se fixa ao endométrio). Caso ocorra a nidação, a produção de hCG pelas células do sinciciotrofoblasto mantém o corpo lúteo ativo; caso contrário ele degenera (processo que leva duas semanas a partir da ovulação) e a mulher menstrua, começando um novo ciclo. 

Acontecimentos importantes na fase lútea, em resumo:

  • Ocorre a ovulação (por volta do décimo segundo dia do ciclo menstrual);
  • O corpo lúteo começa a se formar a partir do folículo ovárico;
  • O óvulo é "colhido" pelas fímbrias da porção distal da tuba uterina e "conduzido" em direção ao útero principalmente por movimentos em ondas das paredes da tuba uterina;
  • Os níveis dos hormônios LH e FSH diminuem e retornam a níveis mais baixos e estáveis;
  • Os níveis de estrogênio diminuem e aumentam os níveis de progesterona, produzida pelo corpo lúteo;
  • O revestimento uterino (endométrio) permanece espessa e pronta para hospedar o óvulo fertilizado, ou o embrião em crescimento, se houver nidação;
  • O corpo lúteo encolhe e começa a morrer. Ao degenerar, origina o corpo hemorrágico e posteriormente é substituído por um tecido cicatricial branco (corpo albicans). O corpo lúteo está programado para morrer em 14 dias a partir da ovulação, a menos que receba estímulo (hCG produzido pelas células do sinciciotrofoblasto após nidação do óvulo fecundado no endométrio). Ocorre a menstruação, e um novo ciclo se inicia.
  • Se a fecundação ocorre, e o embrião se implanta no endométrio, o hCG resgata o corpo lúteo e ele continua a secretar estrogênio e principalmente progesterona durante a gravidez, até a 8ª ~ 12ª semana, quando a placenta assume esse papel.

Em caso de suspeita de gestação, um médico ginecologista deverá ser consultado.

Tomar anticoncepcional estando menstruada, a menstruação vai parar?

O início do uso de anticoncepcional durante a menstruação pode fazer a menstruação parar, porém isso não ocorrerá de imediato. Ou seja, a mulher que está menstruada e começa a usar anticoncepcional, pode interromper o sangramento a partir de alguns dias.

A mulher que já está em uso da pílula anticoncepcional e não quer ter o sangramento mensal (menstruação) pode emendar as cartelas para evitar a menstruação. Não havendo a pausa entre uma cartela e outra, não ocorrerá a menstruação. Se a mulher deseja esse efeito por um tempo prolongado, é recomendado consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para avaliar o método anticoncepcional mais indicado nessa situação.

É possível perder a virgindade com o dedo?

Sim, é possível "perder a virgindade" com o dedo, se perder a virgindade nesse caso significa o rompimento do hímen. Qualquer objeto introduzido na vagina, inclusive os dedos, pode romper o hímen, o que usualmente está associado à perda da virgindade.

A perda da virgindade usualmente é representada pela primeira relação sexual com penetração vaginal. Nesse ato sexual, há o rompimento do hímen, uma membrana localizada no introito vaginal.  

Essa perda da virgindade porém, envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas além dos vínculos de intimidade. 

O hímen é uma película localizada na entrada da vagina e que normalmente se rompe quando a mulher perde a virgindade de fato, ou seja, durante a primeira relação sexual.

Porém, nem sempre acontece dele se romper na primeira vez, pois há himens que são mais elásticos (complacentes) e a ruptura pode ocorrer só depois de várias relações. 

O rompimento do hímen provoca um pequeno sangramento e pode ou não causar alguma dor, dependendo do tipo de hímen.

Para tirar a dúvida de que o hímen pode ter se rompido com o dedo e mesmo para conversar sobre aspectos da sexualidade, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

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O que é a fase folicular?

A fase folicular, que varia em duração (aproximadamente 15 dias, variando de 9 a 23 dias), é a fase do ciclo menstrual que começa no primeiro dia de sangramento até imediatamente antes da rápida elevação da concentração do hormônio luteinizante (LH), que leva à ovulação (liberação do óvulo - fase de ovulação).

Esta fase recebe este nome porque os folículos ovarianos estão em processo de desenvolvimento. Divide-se em duas fases:

Primeira Metade

Durante a primeira metade da fase, a hipófise aumenta discretamente a secreção de hormônio folículo-estimulante (FSH), estimulando o crescimento de 3 a 30 folículos, cada um contendo um óvulo. Apenas um desses folículos continua a crescer. Os folículos estimulados produzem estrógeno, que por sua vez estimula o espessamento do endométrio e formação de vasos, tornando-o cada vez mais apto a receber o óvulo fecundado na terceira fase (luteínica). Do sexto ao décimo dia, o principal folículo continua a se desenvolver e a crescer, secretando estrogênio a uma taxa cada vez mais rápida, levando a um pico de estradiol por volta do décimo dia. Os níveis de LH e FSH mantêm-se baixos, no entanto estáveis, suportando o desenvolver do folículo.​

Segunda Metade

Na segunda metade da fase folicular, que dura do décimo primeiro ao décimo quarto dia do ciclo, em geral, o principal folículo continua a se desenvolver e a ficar maior e está quase pronto para ser liberado. O antro aumenta de tamanho, e a pressão fica próxima do nível mais elevado dentro do folículo. O folículo mantêm a secreção de estrogênio mas a taxas ainda superiores. Os níveis de estrogênio estão no seu ápice, indicando que o óvulo está em condições de ser liberado. O endométrio continua a crescer em resposta ao estímulo do estrogênio. O muco no colo uterino se torna fino e aquoso, preparando o ambiente para a chegada dos espermatozoides.​

Chá de arruda faz descer a menstruação? Pode provocar aborto?

Sim, o chá de arruda pode fazer descer a menstruação e provocar aborto.

A arruda possui em suas folhas, um elemento chamado Rutina, que tem como principal ação provocar ou acelerar a menstruação, propriedade conhecida como emanagoga, por isso o chá de arruda é contraindicado durante a gravidez.

A arruda estimula as fibras musculares do útero, provocando contrações uterinas que podem causar sangramentos e, se a mulher estiver grávida, pode levar ao aborto e morte do feto. Caso não ocorra um aborto, pode haver anomalias ou malformações fetais.

Além de ser emenagogo e abortivo, o chá de arruda pode provocar intoxicações no organismo se for consumido em grandes quantidades.

Outros chás que são considerados abortivos ou teratogênicos (que podem causar malformação no feto) e por isso, são contraindicados durante a gestação, segue abaixo por ordem alfabética:

  • Alecrim
  • Arnica
  • Artemísia
  • Barbatimão 
  • Boldo
  • Buchinha do norte
  • Cambará
  • Cânfora
  • Carqueja
  • Cipó-mil-homens
  • Confrei
  • Erva-de-bicho
  • Espirradeira
  • Erva-de-santa-maria
  • Eucalipto
  • Gengibre
  • Melão-de-são-caetano
  • Pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio
  • Poejo.  

Para maiores esclarecimentos sobre os chás que podem fazer descer a menstruação ou causar aborto, fale com o seu médico ginecologista.

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?

Ter cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal, dependendo da sua causa. A cólica pode ser considerada "normal", por exemplo, se ela for causada pela ovulação. Nesses casos, a dor abdominal geralmente é observada em mulheres que têm ciclos regulares e cólicas menstruais.

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio.

No entanto, ter cólicas fora do período menstrual também pode ser sintoma de problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético.

As principais causas de dor abdominal aguda fora do período menstrual são:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Gravidez ectópica;
  • Apendicite;
  • Torção de ovário;
  • Endometriose;
  • Infecção urinária.

Já as dores abdominais crônicas fora do período menstrual podem ter como causas:

  • Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
  • Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
  • Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
  • Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

A dor pélvica crônica caracteriza-se por sensação dolorosa na região inferior do abdômen ou da pelve, que pode ir e vir ou ser constante, podendo ser cíclica ou não, durante pelo menos 6 meses.

O que se deve fazer em caso de cólica fora do período menstrual é consultar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da dor seja devidamente diagnosticada e receba um tratamento correto.

Leia também: Pontadas na barriga, o que pode ser?

Quais são as causas da inflamação no útero?

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.

Interação dos Anticoncepcionais com outros Remédios

1 - O que corta o efeito do anticoncepcional?

  • Rifampicina;
  • Rifabutina;
  • Carbamazepina;
  • Topiramato;
  • Fenitoína;
  • Barbitúricos (Fenobarbital, Tiopental, etc);
  • Oxcarbazepina;
  • Primidona;
  • Alguns anti retrovirais como o Ritonavir.

2 - O que não corta o efeito do anticoncepcional?

  • Aceclofenaco;
  • Acetilcisteína;
  • Alprazolam;
  • Amoxicilina;
  • Anti-alérgicos;
  • Anti-inflamatórios;
  • Arcoxia;
  • Azitromicina;
  • Bactrim;
  • Bebidas Alcoólicas;
  • Benzetacil,
  • Bupropiona;
  • Captopril;
  • Cefalexina;
  • Clindamicina;
  • Domperidona;
  • Dramin;
  • Fluoxetina;
  • Ibuprofeno;
  • Hidróxido de Alumínio;
  • Hidróxido de Magnésio;
  • Koide D;
  • Lansoprazol;
  • Levotiroxina (Puran T4);
  • Loratadina;
  • Metronidazol;
  • Naltrexona;
  • Naproxeno;
  • Nimesulida;
  • Omeprazol;
  • Paracetamol;
  • Propranolol;
  • Pílula do Dia Seguinte;
  • Ranitidina;
  • Ritalina;
  • Rivotril;
  • Sertralina;
  • Sibutramina;
  • Simeticona;
  • Sulfametoxazol + Trimetroprim;

Leia também: 5 Coisas que Podem Cortar o Efeito do Anticoncepcional

Se você usa ou vai usar alguma das medicações citadas no tópico 1, informe ao/à médico/a sobre qual anticoncepcional você está usando para que ele/ela possa avaliar a introdução de um método anticonceptivo adicional ou suspender a medicação hormonal.