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Vontade de urinar toda hora, o que pode ser e o que posso fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A vontade de urinar a toda hora pode decorrer de uma série de motivos e nem sempre é sinal de doença. Diversas condições, patológicas ou não, podem provocar um aumento da produção de urina ou irritações na bexiga que deixam a pessoa com uma vontade constante de urinar.

1. Diabetes

Na diabetes, o aumento do açúcar no sangue, leva a um aumento também na absorção de água, resultando na maior produção de urina. A doença desencadeia ainda outros sintomas, como sede excessiva e maior vontade de comer.

Portanto, podemos dizer que os sintomas que sugerem a diabetes são:

  • Poliúria (maior volume de urina),
  • Polidipsia (aumento da sede),
  • Polifagia (aumento do apetite),
  • Emagrecimento (sem causa aparente).

Na suspeita de diabetes, especialmente se houver familiares com esta doença, procure um endocrinologista para confirmar esse diagnóstico e iniciar o devido tratamento.

2. Cistite (infecção urinária)

A cistite, ou uma infecção urinária, é a principal causa de aumento da vontade de fazer xixi na população geral. A infecção leva a uma irritação na parede da bexiga e desenvolve os sintomas:

  • Vontade de urinar várias vezes ao dia,
  • Urgência para urinar,
  • Urinar em pequenas quantidades,
  • Ardência ao urinar,
  • Coceira,
  • Dor no "pé da barriga" (região abaixo do umbigo).

Mais raramente pode haver ainda febre e confusão mental. Esses sintomas são mais comuns em pessoas idosas, diabéticas ou com imunidade baixa e indica maior risco de complicações.

Na suspeita de infecção urinária, procure imediatamente um médico clínico geral, médico da família ou urologista, para iniciar o quanto antes o tratamento com antibióticos.

A infecção urinária não tratada pode evoluir com pielonefrite (infecção renal) e infecção generalizada (sepse urinária).

3. Doenças na próstata

A próstata é uma pequena glândula localizada abaixo da bexiga e junto a uretra. Por isso, quando acontece um aumento dessa glândula, seja por inflamação (prostatite), ou presença de um tumor (hiperplasia ou câncer), ela comprime a uretra impedindo a passagem normal do fluxo de urina. Com isso a bexiga não consegue esvaziar completamente, aumentando a necessidade de urinar e outros sintomas, como:

  • Maior frequência na micção,
  • Urinar em pouca quantidade, em cada micção,
  • Pode haver dor, dependendo da compressão na uretra,
  • Pode haver sangue na urina, nos casos mais avançados.

Na suspeita de problemas de próstata, é preciso procurar o urologista, para confirmar o diagnóstico. Após o diagnóstico, o médico poderá definir o melhor tratamento, na maioria das vezes existe a indicação de ressecção cirúrgica da próstata.

4. Gravidez

Durante a gravidez, o aumento do volume de sangue e aumento das taxas hormonais, modificações naturais desse período de vida da mulher, causam um aumento do volume de urina, sendo preciso urinar mais vezes durante o dia.

Além disso, no terceiro trimestre, com o crescimento do bebê, o espaço se torna menor, e passa a comprimir a bexiga, reduzindo a sua capacidade de armazenamento de urina, aumentando assim, ainda mais, a necessidade de urinar da gestante. Os sintomas são de:

  • Aumento na frequência urinária,
  • Aumento do volume de urina em cada micção,
  • Urgência para urinar.

Neste caso, não é preciso nenhum tratamento ou preocupação, trata-se de uma adaptação natural do organismo da gestante, para permitir o desenvolvimento saudável do bebê.

No entanto, se junto a maior frequência de urina, surgir sintomas de ardência, coceira, sangramento ou febre, é preciso procurar imediatamente atendimento médico. A infecção urinária durante uma gestação pode causas graves problemas.

5. Uso de medicamentos

O uso de medicamentos diuréticos, é outra causa bastante comum de aumento na vontade de urinar. Algumas vezes é preciso correr ou usar um absorvente, para passar mais tempo na rua, em segurança. Os sintomas são de:

  • Urgência para urinar,
  • Maior volume de urina,
  • Sintomas relacionados ao início de um medicamento diurético, ou ajuste de dose.

Neste caso, é preciso conversar com o seu médico de família ou cardiologista, para avaliar os benefícios e qualidade de vida. Se houver comprometimento no seu dia a dia e/ou constrangimentos, pode ser avaliada a troca da medicação, sem prejudicar o seu tratamento.

6. Ansiedade

Na crise de ansiedade, são liberados neurotransmissores, que dentre outras ações, aumentam a contração involuntária da bexiga e a vontade de urinar. Os sintomas que sugerem os diversos tipos de ansiedade são:

  • Preocupação excessiva,
  • Palpitação,
  • Suor frio,
  • Dor no peito,
  • Vontade de fazer urinar várias vezes durante o dia.

Nos casos de ansiedade, o tratamento deve ser multidisciplinar, com medicamentos, psicoterapia e atividade física, um conjunto que permite alcançar a cura dessa doença, na grande maioria das vezes.

7. Síndrome da bexiga hiperativa

A Síndrome da Bexiga Hiperativa afeta tanto homens como mulheres e é mais encontrada em pessoas brancas, portadores de diabetes. Trata-se de uma alteração no funcionamento da bexiga que provoca contrações involuntárias no órgão, causando vontade constante e urgente de urinar. Os sintomas clássicos desta síndrome são:

  • Urgência para urinar,
  • Aumento de frequência de micção,
  • Noctúria (incontinência urinária noturna),
  • Incontinência de urgência.

Pessoas com essa Síndrome têm mais de 8 micções ao longo do dia e da noite, inclusive depois de dormir. A urgência urinária, ou seja, a necessidade de urinar logo que se tenha vontade, é o sintoma característico.

O tratamento deve ser realizado pelo urologista, que inicialmente orienta quanto as medidas comportamentais incluindo o treinamento vesical (estratégias para tentar controlar os músculos dessa região), controle da ingesta hídrica por dia e quando não for suficiente, deverá incluir o uso de medicamentos e procedimentos cirúrgicos.

Segurar o xixi faz mal?

Sim. O hábito de prender a urina aumenta o risco de desenvolver doenças como a infecção urinária e a incontinência urinária.

O ato de fazer xixi é uma das defesas do nosso corpo. Na urina são eliminados todos os germes, bactérias e substâncias tóxicas para o organismo, que foram filtradas pelos rins.

Quando seguramos o xixi, mantemos a urina por mais tempo dentro da bexiga, o que expõe o trato urinário a proliferação dessas bactérias e risco de uma infecção urinária.

Além disso, reter a urina por mais tempo do que o necessário, sobrecarrega a bexiga, prejudicando a sua elasticidade e função do esfincter, podendo resultar na perda do controle da urina, a incontinência urinária.

Portanto, para evitar essas complicações, procure ir com frequência ao banheiro, e beber pelo menos 1litro e meio de água por dia, a fim de auxiliar a filtração renal e limpeza do trato urinário.

É normal ter vontade de urinar a noite?

Sim, é normal desde que mantenha o volume considerado normal, e desde que não interfira nos hábitos de sono.

A vontade de urinar durante a noite, alterando a qualidade de sono e/ou com volume e frequência aumentados é chamado noctúria. Pode ter as mesmas causas da poliúria (aumento do volume de urina) e da polaciúria (aumento na frequência de urinar).

A poliúria é definida por um volume de urina maior do que 3 litros por dia, para o adulto e maior de 2litros por metro quadrado, na criança. Polaciúria, número excessivo de micções em 24h, é caracterizado pela frequência acima de 6 vezes por dia para um adulto, e mais de 12 micções por dia para as crianças.

Em caso de vontade de urinar a toda hora, consulte um clínico geral, médico de família, ou um urologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Veja também:

Referências:

SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia

SBU - Sociedade Brasileira de Urologia / Portal da Urologia

UpToDate - Daniel G Bichet, et al. Evaluation of patients with polyuria. Sep 27, 2019.

Formigamento nas mãos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de formigamento nas mãos pode ser causada por diversas doenças ou condições, como:

  • Compressão dos nervos mediano ou ulnar
  • Má circulação sanguínea
  • Acidente vascular cerebral (AVC) - "derrame"
  • Ansiedade e depressão
  • Doenças da coluna cervical - Hérnia de disco
  • Siringomielia
  • Síndrome do desfiladeiro torácico
  • Tumor
  • Artrite reumatoide
  • Neurite, polineurites
  • Hanseníase
  • Obesidade
  • Infecções
  • Esclerose múltipla
  • Gravidez
  • Efeitos colaterais de medicamentos.
Compressão de nervo

Uma das causas mais comuns de formigamento nas mãos é pela compressão do nervo mediano ou nervo ulnar, responsáveis pela inervação da mão. O uso excessivo das mãos, como trabalhos manuais, digitação, entre outras, é uma causa comum. A compressão prolongada da região, por exemplo quando adormecemos por cima do braço ou da mão, também podem causar esse sintoma.

O tratamento varia de acordo com a causa, se for um sintoma passageiro, como devido a compressão prolongada, a melhora é espontânea aliviando a pressão.

Quando a causa for uma compressão fixa, por uso contínuo, levando a chamada Síndrome do túnel do carpo, pode ser tratada com fisioterapia ou cirurgia.

Síndrome do túnel do carpo

Entre as doenças relacionadas à compressão de nervos, a mais conhecida é a síndrome do túnel do carpo, que acontece principalmente em mulheres por volta dos 40 anos de idade, mas pode aparecer também em homens e pessoas mais jovens. Está relacionada à compressão dos nervos do punho.

Essa compressão pode aparecer por inchaço do punho, que pode ocorrer no período da menopausa, durante a gravidez, no hipotireoidismo ou por consequência de traumas (pancadas) ou compressão na região.

Compressão do nervo ulnar

O nervo ulnar é responsável pela inervação da face medial da mão. O nervo segue o trajeto do osso ulnar do antebraço. Esse nervo é bem superficial na região do cotovelo, sendo ele o responsável pela sensação de "choque" ao bater com o cotovelo.

O formigamento e a dormência nas mãos também podem surgir ao ficar apoiado sobre o cotovelo fletido. Nesses casos, o formigamento costuma ocorrer nos dedos mínimo ou anelar.

LER - Lesão por esforços repetitivos

A compressão causada por esforços repetitivos é muito frequente, em especial nas pessoas que utilizam demais os dedos para trabalhar, como por exemplo quem trabalha com computador e pianistas.

Má circulação sanguínea

Com relação à alteração da circulação, doenças como hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas, costumam causar inflamação nos vasos, a vasculite, podendo levar ao sintoma.

A diminuição do fluxo sanguíneo no local pode causar formigamento, dor, mudança na cor dos dedos, que ficam mais pálidos devido à diminuição da irrigação sanguínea.

AVC - Acidente Vascular Cerebral (“derrame”)

Formigamentos de início súbito, especialmente quando associados a outros sintomas também de início súbito, como dor no peito, fraqueza, alterações visuais, alterações da fala, alterações de comportamento, dificuldade para andar, desmaio entre outros, pode ser sinal de infarto ou AVC (derrame). Nesse caso, um pronto-socorro deve ser procurado imediatamente.

Ansiedade e Depressão

Durante as crises de ansiedade e depressão, neurotransmissores são liberados, levando a diversos sintomas adrenérgicos, sendo um deles o formigamento nas mãos, na face, entre outras localizações.

Doença na coluna cervical - Hérnia de disco

Outra situação de compressão nervosa não relacionada ao túnel do carpo é a hérnia de disco. Nesse caso, a raiz do nervo, que é localizada na coluna vertebral, acaba sendo "beliscada" pelos ossos vertebrais toda vez que o indivíduo vira o pescoço ou fica em determinada posição. Esse "beliscão" pode ser sentido como um formigamento intenso e súbito, que melhora quando o corpo volta à posição anterior.

O pinçamento da raiz nervosa também pode ocorrer em casos de bico-de-papagaio e tensão muscular.

Doenças inflamatórias e medicamentos

Doenças inflamatórias crônicas como a artrite reumatoide e o uso de alguns medicamentos também podem favorecer ao aparecimento desse sintoma.

O que fazer em caso de formigamento nas mãos?

Para tratar o formigamento nas mãos, é necessário identificar a causa, que, na maioria dos casos, é provocada por compressão nervosa. O tratamento nesses casos pode ser feito através de cirurgia para aliviar a pressão no nervo, além de medicamentos anti-inflamatórios. A fisioterapia pode ser indicada em alguns casos.

Se o formigamento for causado por tensão muscular, bico de papagaio ou hérnia de disco, o formigamento pode ser aliviado com exercícios de alongamento para o pescoço. Ao alongar a musculatura cervical, a pressão sobre os discos intervertebrais diminui, aliviando a compressão da raiz nervosa e, consequentemente, o formigamento.

Alongamento para formigamento nas mãosExercício 1

1. Na posição sentada ou em pé, puxe a cabeça para o lado com uma das mãos, tentando encostar a orelha no ombro; 2. Mantenha a posição por 30 segundos; 3. Repita o mesmo movimento do lado oposto; 4. Repita os alongamentos até completar 3 séries (3 vezes de cada lado).

Exercício 2

1. Na posição sentada ou em pé, entrelace os dedos atrás da nuca e puxe a cabeça para frente, até encostar o queixo no peito; 2. Mantenha a posição por 30 segundos; 3. Repita o alongamento por 3 vezes.

Em todo caso, para ter o diagnóstico mais preciso em cada situação, é fundamental procurar um/a médico/a da família ou clínico/a geral para definir o tipo de tratamento mais adequado.

Leia também:

Dormência no rosto, o que pode ser?

A pílula do dia seguinte pode atrasar minha menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação. A mulher que fez uso da pílula do dia seguinte pode apresentar alteração da data habitual do seu período menstrual. Isso se deve pelo desbalanço hormonal que a pílula provoca e uma readaptação do organismo perante ao hormônio ingerido.

Após a toma da pílula do dia seguinte, a menstruação pode vir em torno de uma semana antes ou depois da data esperada. Cada mulher terá uma reação diferente e esse tempo pode variar para alguns dias antes (antecipando a menstruação) ou depois da data habitual (atrasando a menstruação).

É importante lembrar que a pílula do dia seguinte não é o único método anticoncepcional que causa atraso ou antecipação da menstruação. A injeção anticoncepcional trimestral, o uso de DIU de cobre ou implantes anticoncepcionais também podem provocar irregularidade menstrual, muitas vezes com sangramentos mais intensos e prolongados que aqueles observados com o uso da pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte sempre atrasa a menstruação?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 57% das mulheres que tomam a pílula do dia seguinte não apresenta nenhum atraso ou antecipação da sua menstruação, com a vinda do período na data prevista. A maioria das mulheres que toma a pílula do dia seguinte apresenta pouca ou nenhuma mudança significativa no seu ciclo menstrual.

Cerca de 15% das mulheres que tomam a pílula do dia seguinte podem apresentar um atraso de até 7 dias da menstruação. Em 13% dos casos, a menstruação pode atrasar pouco mais de uma semana.

Por outro lado, a pílula do dia seguinte também pode antecipar a menstruação em até 7 dias, o que ocorre em cerca de 15% das mulheres que tomam o medicamento.

Pílula do dia seguinte desregula definitivamente a menstruação?

Não. Vale ressaltar que as alterações do ciclo menstrual provocadas pelo uso da pílula do dia seguinte resolvem-se espontaneamente e normalmente são bem toleradas pela mulher. Não há evidências científicas de que o uso da pílula cause qualquer dano aos ciclos menstruais.

Contudo, tomar a pílula do dia seguinte repetitivamente e frequentemente pode agravar os distúrbios menstruais e tornar difícil para a mulher reconhecer as fases do seu ciclo menstrual e o seu período fértil.

Se após o uso da medicação a menstruação demorar mais de 4 semanas para vir, é interessante realizar um teste de gravidez para se certificar do seu efeito.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte e suas possíveis alterações na menstruação, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

Dor nos olhos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor nos olhos pode ser uma sintoma decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

Traumas diretos nos olhos

Quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases podem causar dor nos olhos devido à úlcera ou abrasão de córnea no processo.

Corpos estranhos

Fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor nos olhos intensa associada.

Inflamações e infecções

Geralmente vêm acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor nos olhos. Exemplos: uveítes (inflamação intraocular), esclerites (inflamação da esclera) e ceratoconjuntivite (inflamação da córnea).

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras)

Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e ou secura ocular.

A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica ou iniciar apenas na fase adulta.

Hordéolo

Conhecido popularmente como terçol ou terçolho, é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças.

Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana.

Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina.

Aumento da pressão intra ocular

Pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça. No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaleia usual, e não melhora com analgésicos comuns.

O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira.

Defeitos ópticos

Alguns casos de defeitos de refração, como ocorre na hipermetropia, miopia ou no astigmatismo podem levar a dor ocular.

Cefaleia retro-ocular ("dor atrás dos olhos")

Comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaleia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos.

A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária ou secundária, como é a dor de cabeça decorrente de um quadro de sinusite.

A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas). Mais raramente pode ser uma cefaleia secundária a um aneurisma cerebral, tumor cerebral. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

O que fazer em caso de dor nos olhos?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas, como trabalhos de soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, que exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade.

Em casos de blefarite, a limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, devendo atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos.

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico, de preferência oftalmologista, deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

Como saber se o hímen foi rompido?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Somente através de um exame ginecológico o médico é capaz de afirmar se o hímen foi rompido ou não.

O exame vaginal, realizado pelo ginecologista, permite observar a presença, ausência ou ruptura recente do hímen, que ocorre durante o ato sexual vaginal com penetração, pela introdução de dedos e objetos ou por traumas vaginais.

Algumas mulheres podem apresentar um sangramento vaginal leve logo após a ruptura do hímen. Entretanto, esse sangramento não é obrigatório acontecer, pois o hímen é uma membrana muito fina que fica na entrada da vagina e,em algumas situações, quando é rompido, essa membrana se adapta à mucosa vaginal.

Sintomas do rompimento do hímen Sangramento

O sintoma mais comum do rompimento do hímen é o sangramento vaginal que pode ocorrer ou não. Quando acontece é em pequena quantidade e tem coloração vermelho vivo.

Em algumas mulheres o rompimento acontece, mas o hímen fica aderido às paredes da vagina sem sangrar. Por este motivo, somente um ginecologista ou médico de família pode detectar a sua ruptura.

Dor

Muitas mulheres têm dúvidas se sentirão ou não dor durante a ruptura do hímen com a penetração. O hímen não possui terminações nervosas e por isso seu rompimento não causa dor. As dores que as mulheres sentem neste momento estão, na verdade, relacionadas à tensão e nervosismo presentes durante o ato sexual.

O hímen pode se romper com o uso do dedo ou absorventes internos?

Sim, pode ser que a ruptura do hímen ocorra com uso dos dedos durante a masturbação, por exemplo. A introdução de dedos ou objetos sexuais pode ser suficiente para haver a ruptura do hímen.

Quanto ao uso do absorventes internos, o melhor é consultar o ginecologista e receber dele a indicação do absorvente interno indicado para você ou mesmo a contraindicação, a depender do seu tipo de hímen. Na maioria dos casos, a utilização de absorventes internos não é suficiente para haver a ruptura do hímen, uma vez que eles ficam posicionados mais próximos à abertura vaginal. Em geral, as mulheres que apresentam o hímen não rompidos podem utilizar absorventes internos.

Rompimento do hímen e virgindade

Atualmente não se considera que a virgindade está ligada à ruptura do hímen, pois as mulheres podem ter diversos tipos de relação sexual sem penetração vaginal. Deste modo, o hímen permanece intacto. Por isso, a virgindade está mais relacionada com a ausência de práticas sexuais quaisquer que sejam e não apenas à penetração vaginal.

Quais são os tipos de hímen?

Existem 5 diferentes tipos de hímen:

1. Hímen complacente

Este tipo de hímen é bastante elástico e, por este motivo, é possível que ele não se rompa durante o ato sexual e volte à sua forma normal após a penetração vaginal. Geralmente é rompido gradualmente a cada relação sexual.

2. Hímen anular

É o tipo mais comum de hímen. Tem o formato de um anel que possui um orifício central por onde passa o fluxo menstrual e as secreções vaginais.

3. Hímen septado

O hímen septado tem uma pele que cobre o seu orifício central e, por este motivo, é mais resistente. Pode incomodar um pouco na primeira relação sexual, mas não causa dor por não ter terminações nervosas.

4. Hímen cribiforme

O hímen cribiforme possui vários pequenos furos em sua membrana que se assemelha à uma rede. É também bastante resistente e difícil de ser rompido. As mulheres que têm este tipo de hímen tendem a ter sangramento e incômodos durante a relação sexual. Em alguns casos, pode ser necessária intervenção cirúrgica para auxiliar o seu rompimento.

5. Hímen imperfurado

O hímen imperfurado é raro entre as mulheres e provocado por uma má formação da membrana que se apresenta completamente fechada, o que impede a passagem da menstruação. Deste modo, a menstruação fica retida no canal vaginal.

Este tipo de hímen geralmente é diagnosticado na adolescência com a chegada da primeira menstruação que, ao ficar retida, causa fortes dores abdominais que podem irradiar para as costas.

Nestes casos, é indicada intervenção cirúrgica para o rompimento do hímen imperfurado.

Para saber mais sobre hímen imperfurado você pode acessar:

Quais os sintomas do hímen imperfurado e como é o tratamento?

O hímen pode se romper sozinho?

Não. O hímen normalmente se rompe ao ser pressionado para dentro do canal vaginal com a penetração, durante o ato sexual vaginal. Além disso, esta membrana pode se romper com a introdução de objetos na vagina como, por exemplo, brinquedos sexuais (sex toys).

Depois que o hímen se rompe, os vestígios da membrana se adaptam às paredes da vagina. Deste modo, o hímen não cicatriza e isso não indica problemas de saúde. Caso tenha dúvidas sobre a ruptura do hímen, procure um ginecologista ou médico de família.

Leia também:

Como posso saber se tenho hímen complacente?

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Não quero engordar, qual pílula anticoncepcional tomar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As pílulas anticoncepcionais indicadas para quem não quer engordar são aquelas que possuem baixas doses de hormônios, pois estão associadas a menos efeitos colaterais como a retenção de líquido, principal responsável pela sensação de ganho de peso.

Existem anticoncepcionais que não engordam?

De forma geral, os anticoncepcionais orais não engordam. A sensação aumento de peso ocorre pela retenção de líquido e não pelo ganho de gordura corporal.

Anticoncepcionais com menor chance de causar sensação de ganho de peso Anticoncepcionais de drospirenona como progestágeno

Os anticoncepcionais à base de uma substância chamada drospirenona de progestágeno são os anticoncepcionais com menor chance de provocar a retenção de líquidos. Por este motivo, estes medicamentos reduzem a sensação de aumento de peso.

Anticoncepcionais com baixa dosagem de estradiol

Os contraceptivos com dosagem baixa de estradiol podem ser uma opção para as mulheres que possuem predisposição à retenção de líquidos.

DIU (dispositivos intrauterinos)

O DIU de progestágeno libera lentamente o hormônio progestágeno que tem absorção muito baixa pelo organismo e, deste modo, tem menor chance de provocar retenção de líquido.

Por outro lado, o DIU de cobre é um contraceptivo não hormonal, isto é, ele não libera nenhum hormônio. Por isso, não causa retenção de líquido.

Anticoncepcionais injetáveis engordam?

Há comprovações científicas de que o anticoncepcional injetável trimestral, por ter dosagem muito elevada de hormônios, provoca aumento de peso.

Uma das explicações para este efeito é que estes contraceptivos bloqueiam a atividade dos ovários e, por consequência, a produção de hormônios androgênios (hormônios masculinos) que levam à redução de músculos (massa magra) e aumento de gordura corporal. Além disso, estes medicamentos promovem a redução da libido.

Ainda não há comprovação científica de que as pílulas (anticoncepcionais orais) causam este mesmo efeito no organismo. A sensação de ganho de peso provocada pelas pílulas está relacionada mais diretamente à retenção de líquidos.

Como escolher o seu anticoncepcional?

Para escolher com maior segurança o seu método contraceptivo é fundamental consultar um ginecologista, médico de família ou clínico geral. Estes profissionais farão uma avaliação inicial para efetuar a indicação da medicação mais apropriada ao seu caso.

Durante a consulta, informe ao médico se você tem tendência a reter líquidos para que a escolha do anticoncepcional não agrave esta condição. Em geral, quanto menos hormônio, menor a retenção de líquido.

É preciso deixar bem claro que o que funciona para uma paciente, pode não ser adequado para outra.

Os efeitos colaterais dos contraceptivos variam para cada mulher e nem todas ganham peso com o uso da pílula. Algumas podem até emagrecer, tomando o mesmo medicamento. Tudo depende do organismo e do estilo de vida de cada mulher.

Não inicie o uso de anticoncepcionais sem orientação médica.

Leia mais

Anticoncepcional engorda?

Anticoncepcional injetável engorda?

Quais os remédios que engordam e emagrecem?

Qual é a temperatura normal do corpo humano?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A temperatura normal do corpo varia entre 36,1ºC e 37,2ºC, com oscilações ao longo do dia que normalmente não ultrapassam os 0,6ºC. A temperatura corporal é mais baixa pela manhã, depois aumenta durante o dia e atinge o valor máximo no início da noite. A média da temperatura corpórea deve ficar em torno dos 36,5ºC. Isso vale para adultos, bebês e crianças.

Quando a temperatura do corpo está entre 37,3ºC e 37,8ºC, considera-se que a pessoa está com uma febrícula, ou seja, um pequeno aumento da temperatura, mas que não causa repercussões importantes no organismo.

Algumas condições podem aumentar a temperatura corporal normal sem necessariamente caracterizar um quadro de febre. Nos primeiros 3 meses de gravidez, por exemplo, é normal haver um aumento da temperatura do corpo da gestante. Depois da ovulação, também é comum haver uma elevação da temperatura do corpo da mulher.

A elevação da temperatura nesses casos pode chegar a 1ºC e é considerada normal e aceitável. O controle da temperatura corporal é feito por um centro regulador que compensa as perdas e os ganhos de calor entre o corpo e o ambiente.

Qual é a temperatura corporal em caso de febre?

Apenas quando a temperatura do corpo está acima de 37,8ºC tem-se o estado de febre, em que podem aparecer alguns sintomas como calafrios, transpiração e mal-estar.

Quando a temperatura corporal atinge cerca de 39ºC, já pode causar confusão mental e delírios. Acima de 40ºC, pode desencadear convulsões.

Se a febre vier acompanhada de manchas na pele, gemidos, mudanças de comportamento, alterações da consciência, convulsões, dificuldade para respirar, vômitos persistentes e dor de cabeça intensa, deve-se procurar um serviço de urgência.

Febre em bebês com menos de 3 meses também é um sinal de alerta para procurar atendimento médico com urgência.

A febre é uma defesa do corpo contra uma infecção. Isso porque o aumento da temperatura corporal ajuda a controlar a multiplicação dos micro-organismos e torná-los menos ativos.

Por isso, os medicamentos para baixar a febre (antipiréticos) devem ser usados apenas se necessário, quando a temperatura corporal está igual ou superior a 38ºC, para aliviar o desconforto. O uso desses remédios em excesso pode ser tóxico para o organismo, além de prolongar a duração da doença e aumentar os riscos de complicações.

A febre é um sintoma de infecção por Coronavírus (COVID-19)?

A febre (temperatura corporal superior a 37,8ºC) é sim um sintoma da infecção por COVID-19. Nas pessoas infectadas por coronavírus a febre se inicia de forma leve e, com o passar do tempo, vai se tornando alta (acima de 38ºC) e persistente.

Além da febre, também são sintomas do contágio por coronavírus:

  • Tosse
  • Dificuldade respiratória

Em caso de febre, você deve utilizar paracetamol.

Se você começar a apresentar dificuldade respiratória deve buscar um serviço hospitalar o quanto antes.

Quais os riscos se a temperatura do corpo estiver muito alta?

Desde que a temperatura não ultrapasse os 40ºC, não há riscos graves para a saúde. No entanto, temperaturas muito altas, acima de 43ºC, podem até levar à morte. Porém, raramente o corpo alcança temperaturas tão altas.

O aumento da temperatura do corpo acompanhado de alterações nas funções vitais e falha na capacidade de autorregulação da temperatura é chamado de hipertermia.

Já a hipotermia ocorre quando a temperatura fica abaixo de 35ºC, o que prejudica as funções vitais do organismo pelo motivo oposto, a queda da temperatura.

Estou com bolinhas brancas na garganta. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As bolinhas brancas que se assemelham a "massinhas brancas" na garganta, mais especificamente nas amígdalas, são chamados cáseos amigdalianos.

São formados por células descamadas mortas dessa região, bactérias e resíduos alimentares, sendo, portanto, uma causa frequente de mau hálito.

Entretanto, os cáseos amigdalianos não têm nenhuma relação com as amigdalites ou outras infecções de garganta.

Como retirar os caseos amigdalianos?

Os caseos devem ser tratados com gargarejos e enxaguantes bucais, ou em último caso, deve ser indicada cirurgia.

Gargarejos com soluções salinas

O gargarejo pode ser feito com um copo de água morna adicionado por uma colher de sal, após a escovação dos dentes, 2x ao dia. O gargarejo ajuda a soltar os caseos dos espaços em que se acomodam nas amígdalas.

Enxaguantes bucais

O uso frequente de enxaguantes bucais após a escovação dos dentes é fundamental para a limpeza adequada da boca. No entanto, deve-se ter cuidado os enxaguantes bucais à base de álcool, esses devem ser evitados.

Uso de soluções antissépticas

Da mesma maneira, o uso de soluções antissépticas para a região oral, podem ser usadas, de acordo com a indicação do profissional dentista.

Cirurgia

A cirurgia é a última opção de tratamento, devendo ser avaliada nos casos de infecções de repetição por cáseos amigdalianos.

Vale ressaltar que o uso de materiais como pinça, cotonete e outros objetos pontiagudos para essa remoção, são totalmente contraindicados, pelo risco de ferimentos no local e infecção, piorando o quadro.

Na presença de cáseos amigdalianos, procure um/a médico/a otorrinolaringologista, que poderá realizar o tratamento dos cáseos, orientar quanto ao melhor tratamento ou encaminhar para um dentista especialista em halitose.

6 Dicas para prevenir os cáseos 1. Beber muita água

Ao ingerir, pelo menos, 2 litros de água ao dia, a saliva se torna mais fluida e evita a formação de cáseos. Ao contrário, a saliva mais viscosa, favorece que as células mortas grudem umas nas outras e formem os cáseos.

2. Ingerir frutas ácidas

A ingestão de frutas ácidas como limão, laranja, kiwi, morango e abacaxi, estimulam as glândulas salivares a produzir maior quantidade de saliva, mais uma vez prevenindo a formação dos cáseos.

3. Limpar a língua

As células mortas também se acumulam na superfície da língua. Por este motivo, recomenda-se limpar a língua, com um limpador específico após a escovação dos dentes. Medida de higiene que evita a migração das células para a garganta e formação dos cáseos.

4. Gargarejar com bicarbonato de sódio

Coloque uma colher de café em meio copo de água e faça o gargarejo após a escovação dos dentes. A vibração causada pelo gargarejo faz com que os cáseos se soltem das criptas ("buracos") das amígdalas e também previne a formação de novos cáseos.

5. Mastigar alho

O alho tem ação antibacteriana. Mastigar um dente de algo ao dia pode tratar os cáseos já existentes e prevenir a deposição de outros cáseos.

6. Inserir cebola na alimentação

A cebola, assim como o alho, tem ação antibacteriana, por isso pode ser adicionada à alimentação, com intuito de evitar os cáseos, além de trazer diversos benefícios à saúde.

Se nenhuma destas medidas tiverem resultado positivo busque um médico de família ou um otorrinolaringologista para uma avaliação inicial. A retirada das amígdalas pode ser indicada mas, em último caso, após avaliação médica.

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