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Estou com um caroço nos grandes lábios da vagina: o que pode ser e qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Caroço nos grandes lábios da vagina pode ser característico de diferentes condições, como:

  • Foliculite;
  • Verrugas genitais causadas por HPV
  • Cisto sebáceo e outro tipos de cistos;
  • Lipoma;
  • Bartolinite.
Foliculite

Nódulos e caroços pequenos na região dos grandes lábios próximo aos pelos pode ser decorrente de uma foliculite, que é a inflamação da base do pelo. A foliculite pode desencadear a formação de pequenos carocinhos, que coçam, são um pouco dolorosos em toda a região da vulva.

A foliculite nessa região é algo comum, devido aos diferentes métodos de depilação que podem provocar irritação e inflamação na pele.

A foliculite pode infectar, levar a proliferação de bactérias e evoluir para a formação de furúnculos, nessa situação pode ser necessário o uso de antibióticos e drenagem do pus que fica acumulado.

Verrugas genitais

A verrugas genitais são causadas pelo vírus do HPV e são transmitidas através do contato sexual pele a pele. Podem aparecer como nódulos únicos ou múltiplos em qualquer área da vulva ou vagina.

O tratamento é a excisão da verruga através da aplicação de ácidos, cauterização, congelação ou retirada cirúrgica.

Cistos ou lipomas

Pequenos cistos também podem aparecer como caroços na região externa dos grandes lábios. Existem diferentes tipos de cistos, um dos mais comuns é o cisto sebáceo, que é um cisto causado pela obstrução das glândulas sebáceas presentes na pele.

Se o cisto inflama é possível haver ainda dor e desconforto, no entanto, é mais comum que os cistos sejam indolores e não causem outros sintomas.

Um outro tipo de nódulos que também podem aparecer na região genital são os lipomas, que são nódulos de gordura.

O tratamento de cistos ou lipomas é feito através de sua retirada por um pequeno procedimento cirúrgico.

Bartolinite

A causa mais comum de caroço de grandes dimensões na região da vulva é a inflamação da glândula de Bartholin, também chamada de bartolinite, que ocorre geralmente após a obstrução desta glândula.

A bartolinite, geralmente, ocorre em apenas um lado dos grandes lábios, pode causar o aparecimento de um pequeno cisto na entrada da vagina, que cresce e aumenta de tamanho com o decorrer do tempo.

Este caroço não se localiza exatamente nos grandes lábios, mas sim na entrada da vagina, no entanto, como costuma crescer rapidamente pode passar a impressão que são caroços dos grandes lábios

A obstrução da glândula de Bartholin causa a formação de um nódulo que é indolor, mas a medida em que cresce gera desconforto para andar, sentar ou durante a relação sexual. Em alguns casos, a bartolinite pode melhorar espontaneamente, sem necessidade de tratamento específico.

Entretanto, caso ocorra a infecção da glândula de Bartholin o nódulo passa a apresentar dor intensa, com presença de pus, vermelhidão e inchaço. Nessas situações, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com o uso de antibiótico.

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o ginecologista, clínico geral ou médico de família para o diagnóstico e tratamento adequados.

Leia também:

Referência bibliográfica

Febrasgo. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Bartholin gland masses: Diagnosis and management. Uptodate.

Tomo anticoncepcional e a menstruação não veio, posso estar grávida?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Caso tenha ocorrido alguma irregularidade no uso do anticoncepcional existe o risco de gravidez sim, mas caso o uso do anticoncepcional tenha sido correto, sem nenhuma falha, dificilmente você pode estar grávida.

É um efeito adverso comum dos anticoncepcionais hormonais causarem irregularidade menstrual, diminuição do fluxo menstrual ou a total ausência da menstruação (amenorreia).

Uso irregular do anticoncepcional e atraso da menstruação

Se você tomou o anticoncepcional de forma irregular, esqueceu de tomar a pílula ou ainda apresentou diarreia, vômitos, ou usou algum medicamento que interfere na eficácia da pílula (rifampicina, anticonvulsivantes, barbitúricos ou antirretrovirais), pode estar grávida.

Caso a menstruação se mantenha atrasada por mais de 15 dias, realize um teste de gravidez para confirmar ou afastar essa hipótese e, se a dúvida persistir, consulte um médico para uma avaliação.

Uso regular do anticoncepcional e atraso da menstruação

Se, por outro lado, você toma anticoncepcional corretamente e não houve nenhuma falha no método, como esquecimento de comprimido ou atraso para tomar a injeção, a possibilidade de gravidez é muito baixa, menos de 1% de chance.

As mulheres que utilizam anticoncepcional apresentam o sangramento mensal reduzido ou mesmo ausência de menstruação. Isso acontece, pois, os hormônios dos anticoncepcionais tentam imitar o ciclo menstrual da mulher, mas de uma maneira que não ocorra a ovulação e, por consequência, a gravidez.

Dessa forma, a camada interna do útero (endométrio) fica constantemente fina e muitas vezes não há o que descamar e nesses casos não ocorre a menstruação.

Por isso, caso tenha mesmo feito o uso correto da pílula a chance de gravidez é mínima, e você pode continuar a tomar a pílula normalmente. É possível que a menstruação venha na próxima pausa da cartela.

Caso o atraso menstrual persista por mais tempo, consulte um médico para uma avaliação.

A menstruação não veio com o anticoncepcional injetável

Em mulheres que recorrem ao anticoncepcional injetável trimestral ou mensal, o atraso ou mesmo ausência da menstruação, é ainda mais comum, principalmente, com o uso da injeção trimestral.

Portanto, no caso de a menstruação não vir com o anticoncepcional injetável e o uso do anticoncepcional for correto e regular praticamente não há risco de gravidez.

No entanto, caso o uso da injeção tenha sido irregular como esquecimentos da aplicação ou atrasos, é importante consultar o médico para uma avaliação.

Lembre-se sempre que existem outras causas para o atraso menstrual, além da gravidez, como prática excessiva de atividade física, estresse, Síndrome do ovário policístico, distúrbios da tireoide, uso de medicamentos e outras doenças.

Para mais informações:

É possível perder a virgindade com o dedo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível "perder a virgindade" com o dedo, se perder a virgindade nesse caso significa o rompimento do hímen. Qualquer objeto introduzido na vagina, inclusive os dedos, pode romper o hímen, o que está usualmente associado à perda da virgindade.

A perda da virgindade é usualmente representada pela primeira relação sexual com penetração vaginal. Nesse ato sexual, há o rompimento do hímen, uma membrana localizada no introito vaginal.

Essa perda da virgindade, porém envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas além dos vínculos de intimidade.

O que é o hímen?

O hímen é uma película localizada na entrada da vagina e que normalmente se rompe quando a mulher perde a virgindade de fato, ou seja, durante a primeira relação sexual.

Porém, nem sempre acontece dele se romper na primeira vez, pois há hímens que são mais elásticos (complacentes) e a ruptura pode ocorrer só depois de várias relações.

Como saber se perdi a virgindade?

O rompimento do hímen provoca um pequeno sangramento e pode ou não causar alguma dor, dependendo do tipo de hímen. Porém, esse sangramento nem sempre acontece. O hímen é muito fino e em alguns casos, ele se adapta à mucosa da vagina quando é rompido.

Também vale lembrar que em hímens complacentes fica mais difícil de detectar a sua ruptura.

É importante estar atenta ao próprio corpo, tocar-se para entender a sua anatomia e ficar conectada com suas sensações de intimidade. Essa é a melhor maneira de saber sobre sua virgindade e vida sexual.

Para tirar a dúvida de que o hímen pode ter se rompido com o dedo e mesmo para conversar sobre aspectos da sexualidade, consulte o médico de família, clínico geral ou ginecologista.

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ter cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal, dependendo da sua causa. A cólica pode ser considerada "normal", por exemplo, se ela for causada pela ovulação. Nesses casos, a dor abdominal geralmente é observada em mulheres que têm ciclos regulares e cólicas menstruais.

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio.

No entanto, ter cólicas fora do período menstrual também pode ser sintoma de problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético.

As principais causas de dor abdominal aguda fora do período menstrual são:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Gravidez ectópica;
  • Apendicite;
  • Torção de ovário;
  • Endometriose;
  • Infecção urinária.

Já as dores abdominais crônicas fora do período menstrual podem ter como causas:

  • Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
  • Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
  • Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
  • Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

A dor pélvica crônica caracteriza-se por sensação dolorosa na região inferior do abdômen ou da pelve, que pode ir e vir ou ser constante, podendo ser cíclica ou não, durante pelo menos 6 meses.

O que se deve fazer em caso de cólica fora do período menstrual é consultar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da dor seja devidamente diagnosticada e receba um tratamento correto.

Leia também: Pontadas na barriga, o que pode ser?

Parei de tomar o anticoncepcional e a menstruação não veio mais. Isso é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Após a parada do uso do anticoncepcional, a mulher retorna o seu ciclo menstrual geralmente nas próximas 4 semanas.

No entanto, é possível que o ciclo menstrual demore um pouco mais para retornar e voltar ao normal, algumas mulheres podem apresentar atraso menstrual, ciclos irregulares ou mesmo a ausência de menstruação até 6 meses após parar de tomar a pílula, ou anticoncepcional injetável.

Após esse período é provável que a amenorreia ou irregularidade se deva a outras razões e não ao uso do contraceptivo. Por isso, caso a sua menstruação demore mais do que 3 meses para voltar, procure já um médico para uma avaliação.

É importante avaliar se a ausência da menstruação se deve ao uso prolongado da pílula ou é secundária a outras condições, como gravidez, disfunções hormonais ou outras doenças.

Além disso, diferentes condições podem afetar a regularidade da menstruação ou mesmo provocar a sua ausência e coincidir com a parada do uso do contraceptivo. Alguns fatores que podem fazer com que a mulher deixe de menstruar ou apresente ciclos irregulares são:

  • Obesidade;
  • Excesso de exercícios físicos;
  • Magreza excessiva;
  • Estresse;
  • Síndrome dos ovários policísticos,

Quando a mulher parar de tomar a pílula anticoncepcional o primeiro sangramento observado é chamado de sangramento de abstinência e ocorre por conta da diminuição repentina dos níveis hormonais, portanto apenas o segundo sangramento após interromper a pílula corresponde a menstruação.

Vale ressaltar que a ausência da menstruação ou alterações menstruais podem ocorrer em usuárias de qualquer forma de contraceptivo hormonal, seja pílula ou injeção.

Caso após parar de tomar a pílula a mulher tenha mantido relações sexuais desprotegidas é possível a ocorrência de gravidez, mesmo que o ciclo menstrual ainda apresente irregularidades. Na suspeita de gravidez é importante a realização de um teste diagnóstico, como o Beta-HCG na urina ou no sangue.

Para mais informações consulte o seu ginecologista ou médico de família.

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Quais os sintomas de inflamação no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de inflamação no útero são:

  • Corrimento vaginal (leucorreia), secreção que pode vir com mal cheiro e com coloração amarelada;
  • Dor abdominal / dor pélvica (região inferior da barriga);
  • Dor para urinar (disúria), dor e ardência ao urinar, por vezes de forte intensidade;
  • Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
  • Sangramento, após a relação sexual ou espontânea, fora do período menstrual.

Os sintomas de inflamação no útero ocorrem principalmente durante a relação sexual e variam bastante de acordo com a localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

Cervicite

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere, na gestação, desde que seja tratada adequadamente.

Entretanto, a cervicite muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, as trompas e a região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

A DIP é uma situação mais grave e pode apresentar além dos sintomas típicos, um quadro de febre, náuseas e vômitos.

Quais as causas da cervicite?

A principal causa dessa inflamação no útero são as infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias, o que inclui as infecções sexualmente transmissíveis (IST), como gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase, entre outras.

A cervicite também pode ser causada pelo uso de anticoncepcionais hormonais e por traumatismos no colo do útero.

Quais os sintomas da cervicite?

Os sintomas da cervicite incluem dor abdominal, dor na coluna lombar, dor na região da pelve, dores nas relações sexuais, sangramento vaginal, corrimento e odor desagradável na vagina.

Qual é o tratamento para cervicite?

O tratamento da cervicite depende dos sintomas apresentados pela paciente e dos resultados dos exames solicitados. Em geral, é realizado com medicamentos antibióticos orais e tópicos. Nos casos mais graves, a medicação precisa ser administrada pela via endovenosa, em hospital, embora sejam casos raros.

Recomenda-se que a mulher não tenha relações sexuais até o fim do tratamento e desaparecimento completo dos sintomas, o que leva cerca de uma semana.

Endometrite

Endometrite é uma inflamação do endométrio, que é a camada mais interna do útero. Sem tratamento, essa inflamação no útero pode provocar sérios danos no aparelho reprodutor da mulher, podendo causar inclusive infertilidade.

Quais as causas da endometrite?

A principal causa de endometrite são as infecções causadas por bactérias, nomeadamente infecções sexualmente transmissíveis (IST's) como gonorreia, clamídia e sífilis.

A endometrite ocorre com mais frequência depois do parto, abortos e após exames que podem provocar infecção do útero com bactérias, como histeroscopia, colocação de DIU, curetagem, entre outros.

Quais os sintomas da endometrite?

Os sintomas da endometrite incluem febre, dor acima do púbis, mal-estar, cólicas menstruais, corrimento e sangramento vaginal.

Qual é o tratamento para endometrite?

O tratamento dessa inflamação no útero é realizado com medicamentos antibióticos. É fundamental seguir o tratamento até o fim para prevenir recaídas e complicações.

O exame Papanicolau (preventivo) é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero e o(a) médico(a) de família ou ginecologista são especialistas indicados para o tratamento dessas inflamações do útero.

Saiba mais sobre esse assunto nos artigos:

Qual o tratamento para a inflamação do útero?

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?

Dor no útero: 7 causas mais comuns e o que fazer

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Chá de arruda faz descer a menstruação? Pode provocar aborto?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, o chá de arruda pode fazer descer a menstruação e provocar aborto. A arruda possui em suas folhas um elemento chamado rutina, que tem como principal ação provocar ou acelerar a menstruação, propriedade conhecida como emanagoga. Por isso, o chá de arruda é contraindicado durante a gravidez.

A rutina presente na arruda estimula as fibras musculares do útero, provocando contrações uterinas que podem causar sangramentos. Se a mulher estiver grávida, pode levar ao aborto e à morte do feto. Caso não ocorra um aborto, pode haver anomalias ou malformações fetais.

A rutina é um flavonoide presente nas folhas da arruda. Por estimular e acelerar a menstruação, o chá de arruda é frequentemente usado por mulheres em casos de ausência ou atraso da menstruação.

Além de ser abortivo, o chá de arruda faz mal à saúde?

Além de ser emenagogo e abortivo, o chá de arruda pode provocar intoxicações no organismo se for consumido em grandes quantidades.

Em excesso, o chá de arruda pode causar ainda ansiedade e fobias, além de irritar o intestino. Quando consumido regularmente, o chá de arruda pode ser prejudicial para o fígado e para os rins.

Além das gestantes, o chá de arruda também é contraindicado para crianças com menos de 6 anos de idade e pessoas com doença hepática ou renal, doença inflamatória do intestino, colite e úlceras.

É importante ressaltar que a arruda é considerada uma planta tóxica. A ingestão de 120 g da planta pode causar forte dor estomacal e complicações que podem levar à morte.

O consumo de arruda considerado seguro para pessoas saudáveis e mulheres que não estão grávidas é de 30 mg por dia.

Quais os outros chás que podem causar aborto?

Outros chás que são considerados abortivos ou teratogênicos (que podem causar malformação no feto) e por isso são contraindicados durante a gestação: alecrim, arnica, artemísia, barbatimão, boldo, buchinha do norte, cambará, cânfora, carqueja, cipó-mil-homens, confrei, erva-de-bicho, espirradeira, erva-de-santa-maria, eucalipto, gengibre, melão-de-são-caetano, pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio e poejo.

Para maiores esclarecimentos sobre os chás que podem fazer descer a menstruação ou causar aborto, fale com o seu médico ginecologista.

Posso engravidar tomando pílula anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A mulher que toma pílula anticoncepcional não apresenta ovulação e, por consequência, não possui período fértil.

Nenhum método contraceptivo é 100% seguro e sempre há uma mínima chance de ocorrer a gravidez mesmo usando de maneira adequada.

A pílula anticoncepcional usada corretamente, sem falhas nem esquecimentos, é bastante segura para evitar gravidez, possuindo uma eficácia próxima a 99%.

Quando há falhas no uso, esquecimento de pílulas ou atraso na tomada da medicação, a eficácia diminui, podendo haver risco de engravidar na situação descrita (relação sexual desprotegida).

O uso da camisinha em todas as relações sexuais de quem usa pílula anticoncepcional é importante para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Portanto, se você faz uso correto da pílula tomando 1 comprimido por dia no mesmo horário todos os dias, continue o uso da medicação, bem como o uso da camisinha durante as relações sexuais.

Caso tenha ocorrido alguma falha no uso do anticoncepcional nesse período, procure o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista para uma avaliação.

Leia também: Posso engravidar na troca do anticoncepcional?