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Balanite provoca coceira no pênis?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, balanite provoca coceira no pênis, sendo esse um dos seus principais sintomas. A balanite é uma inflamação da glande (“cabeça do pênis"). Quando a inflamação atinge também a pele que recobre a glande (prepúcio), é chamada balanopostite. Ambas podem causar coceira, além de dor, inchaço, vermelhidão, descamação, aumento da temperatura, irritação e feridas no local.

Em casos de infecção, a balanite pode provocar o aparecimento de bolhas com pus e secreção peniana com odor desagradável. A presença de febre não é comum.

Outros sinais e sintomas da balanite e da balanopostite incluem ainda impotência, dificuldade ou dor para urinar e dificuldade para controlar o jato de urina devido ao estreitamento do canal urinário.

Quais as causas da balanite?

A principal causa da balanite é a infecção pelo fungo Candida albicans. Contudo, infecções por vírus, (HPV), bactérias (streptococcus, gonorreia, clamídia) e protozoários (tricomoníase) também podem causar balanite.

Dentre os fatores que favorecem o desenvolvimento da balanite estão a falta de higiene, a aplicação de produtos irritantes no local (sabonete, medicamento, lubrificante) e a presença de fimose (incapacidade de retrair o prepúcio e expor a glande).

Por isso, a balanite e a balanopostite são mais comuns em homens que não fizeram a cirurgia da fimose e/ou hábitos de higiene inadequados.

A falta de arejamento do local, a irritação provocada pela urina e pela secreção branca e pastosa entre a glande e o prepúcio (esmegma), a umidade e o clima quente são fatores que favorecem o desenvolvimento de infecções no pênis, sobretudo aquelas causadas por fungos e bactérias.

O diabetes, quando não controlado, pode baixar a imunidade e aumentar a predisposição para desenvolver balanite e balanopostite, sendo também um fator de risco.

Outro fator que contribui para o aparecimento da balanite é a presença de condições ou doenças que causam inchaço, como insuficiência cardíaca, obesidade mórbida, cirrose hepática e alergias.

Também existem casos de balanopostites crônicas, provocadas por inflamações autoimunes, como a balanopostite xerótica obliterante. Nesses casos, pode haver estreitamento da pele que recobre a glande (prepúcio).

Qual é o tratamento para balanite?

O tratamento da balanite é feito através de higiene adequada, cuidados locais (controlar a umidade, suspender a utilização de certos produtos) e uso de medicamentos orais ou aplicados no local da inflamação. Se a infecção por causada por fungos, são utilizados apenas antifúngicos. Se houver uma infecção bacteriana associada, também são usados antibióticos.

Em casos de balanopostites de repetição, pode ser indicada a cirurgia de fimose, mesmo quando é possível retrair a pele que recobre a glande.

Quando a balanite é provocada pelo uso de produtos irritantes, é preciso identificá-lo e suspender o seu uso.

O médico urologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar a balanite e a balanopostite.

Estou amamentando. Posso tomar nimesulida?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Ainda não há esclarecimento suficiente sobre a excreção de nimesulida no leite humano. Por este motivo, a medicação é contraindicada para mulheres que estão amamentando.

Nimesulida tem ação analgésica, anti-inflamatória e antipirética (reduzir a febre).

Como tomar nimesulida

Nimesulida deve ser administrada, de preferência, após as refeições. É recomendado o uso da menor dose eficaz pelo menor período de tempo. A dose varia de 50 a 100 mg, duas vezes ao dia e a dosagem máxima é de até 200 mg diárias.

O uso da medicação, bem como o ajuste da dosagem e da duração do tratamento somente deve ser efetuada pelo/a médico/a.

Contraindicações de nimesulida

Nimesulida é contraindicado em casos de:

  • Alergia à nimesulida ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Pessoas com idade inferior a 12 anos;
  • Histórico de reações alérgicas ao ácido acetilsalicílico (AAS) ou a outros anti-inflamatórios;
  • Pessoas com úlcera péptica ativa, úlceras recorrentes ou hemorragias digestivas;
  • Portadores de distúrbios de coagulação;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas com insuficiência cardíaca grave;
  • Portadores de insuficiência renal e/ou hepática.
Precauções quanto ao uso de nimesulida

Alguns cuidados são necessários durante o tratamento com nimesulida:

  • Evite o uso de álcool;
  • Evite usar outros analgésicos.

Não utilize nimesulida sem indicação médica.

Como saber se estou com falta de ferro?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sinais e sintomas da falta de ferro são bastante variados, porém só é possível ter certeza se está com falta de ferro através do exame de sangue, aonde será investigada taxas de glóbulos vermelhos, taxa de ferro e dinâmica do ferro no sangue.

A deficiência desse nutriente causa anemia ferropriva, que é a forma mais comum de anemia.

Os sinais e sintomas mais comuns incluem: cansaço, fraqueza, palidez de pele e mucosas (gengivas, parte interna dos olhos), batimentos cardíacos acelerados, indisposição, apatia, falta de ar, queda de cabelos, feridas nos cantos da boca, dor de cabeça, unhas quebradiças, falta de apetite ou alguns hábitos alimentares estranhos (adultos costumam ter vontade de comer gelo e crianças vontade de comer terra), ainda, dificuldade de aprendizagem e concentração.

A falta de ferro pode se manifestar de diferentes formas, conforme o grau de deficiência do mineral. Em alguns casos, os níveis de ferro podem estar baixos, sem necessariamente causar anemia, outras vezes, a sua carência mais acentuada resulta em anemia ferropriva, afetando todo o organismo.

Vale lembrar que a anemia também pode ser causada pela falta de outras vitaminas, minerais e nutrientes, como proteínas, ácido fólico (vitamina B9) e vitamina B12. Contudo, ainda assim, a carência de ferro continua sendo a principal causa.

Quais as causas da anemia por falta de ferro?

A anemia causada pela deficiência de ferro é provocada pelo consumo insuficiente de alimentos ricos em ferro, sobretudo aqueles que o organismo consegue aproveitar melhor o mineral, como a carne vermelha e alimentos verde escuro, como brócolis e espinafre, por exemplo.

Durante a gravidez, a anemia por falta de ferro ocorre principalmente pelo aumento da demanda do mineral pelo corpo durante esse período. Se a gestante tiver uma reserva baixa de ferro no organismo antes de engravidar, pode desenvolver a anemia.

Qual é a função do ferro?

O ferro é um mineral essencial para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O ferro é necessário para o organismo produzir a hemoglobina, uma proteína encontrada nas hemácias e que dá a cor vermelha a essas células.

A hemoglobina tem a função de se ligar ao oxigênio para que este seja transportado para o resto do corpo através do sangue. Por isso, a maioria dos sintomas da falta de ferro está relacionada com a diminuição da oxigenação das células corpo.

O ferro também é um nutriente importante para o crescimento normal da criança e para o sistema imunológico, além de melhorar a capacidade de aprendizagem e diminuir o risco de parto prematuro, nascimento com baixo peso e morte materna durante ou logo após o parto.

Quais são as consequências da falta de ferro?

Se a deficiência de ferro ocorrer na infância, pode haver atraso do crescimento, prejuízos na capacidade de aprendizagem, coordenação motora, no desenvolvimento da fala, cansaço, menor resistência a infecções e por vezes desejo.

Nos adultos, a deficiência de ferro produz sobretudo cansaço, fraqueza, dificuldade em praticar exercício físico, falta de ar ao realizar esforços, irritabilidade e dor de cabeça.

A falta de ferro em gestantes está associada ao baixo peso no nascimento, parto prematuro e maior risco de morte da mãe durante ou logo após o parto.

Quais são os alimentos ricos em ferro?

O ferro está presente em alimentos de origem animal e vegetal. Porém, o organismo aproveita melhor o mineral presente nos alimentos de origem animal. Por isso, as melhores fontes de ferro são a carne vermelha, a carne de porco, os miúdos (fígado, coração, moelas), os peixes, as aves e os mariscos crus.

Os alimentos de origem vegetal ricos em ferro incluem: agrião, couve, brócolis, beterraba, feijão, ervilha, grão-de-bico, lentilha, cereais matinais enriquecidos com ferro, aveia (farinha), nabo, nozes e castanhas. Apesar da biodisponibilidade de ferro desses alimentos ser baixa, por isso o organismo pouco aproveita o mineral presente, é mais uma fonte de ferro disponível.

É importante ressaltar a importância do consumo de alimentos ricos em vitamina C, que aumentam a absorção de ferro pelo organismo. As melhores fontes de vitamina C são: acerola, pimentão amarelo e vermelho crus, salsa, caju, goiaba, mamão papaia, kiwi, morango, laranja e abacaxi.

Da mesma forma, por outro lado, alguns alimentos prejudicam a absorção de ferro, como café, chá mate, chá preto, cereais integrais, leite, queijos, iogurtes e outros derivados do leite, por isso devem ser evitados nos casos de anemia ferropriva.

Saiba mais em: Que alimentos são indicados para quem tem anemia?

Em caso de sinais e sintomas de falta de ferro, consulte um médico clínico geral ou médico de família, que poderá solicitar um exame de sangue se suspeitar de anemia.

Para que serve e como usar clotrimazol (creme vaginal)? Pode usado pelos homens?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Clotrimazol é um creme vaginal indicado para o tratamento de infecções vaginais provocadas por fungos. É bastante utilizado para o tratamento de candidíase e outras vaginites (infecções vaginais) que têm corrimento como sintoma.

Pode ser também usado para o tratamento local de vulvite (inflamação na área genital externa da mulher e regiões próximas) e balanite (inflamação na glande e prepúcio do pênis) do parceiro sexual.

Como usar clotrimazol Infecções vaginais

Introduza o aplicador cheio de creme vaginal (cerca de 5 g) o mais profundamente possível na vagina, uma vez por dia, à noite, ao deitar, durante 6 dias seguidos.

Figura 1: Adaptação do aplicador ao bico de nistatina creme vaginal. Figura 2: Puxe o êmbolo do aplicador até o final e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo, preenchendo-o completamente. Figura 3: Deitada de costas, introduza o aplicador na vagina suavemente e empurre o êmbolo do aplicador com o indicador depositando todo o creme na vagina.

Siga os passos:

1. Retire a tampa do tubo e perfure completamente o seu lacre usando a parte pontiaguda da tampa.

2. Adapte o aplicador ao bico do tubo.

3. Puxe o êmbolo do aplicador até o final e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo de modo que o creme entre no aplicador, preenchendo-o completamente.

4. Desencaixe um aplicador e tampe o tubo de medicamento imediatamente.

5. Para aplicar o produto:

Deite-se de costas e relaxe um pouco;

Introduza o aplicador na vagina suavemente, sem causar dor ou desconforto;

Em seguida, empurre o êmbolo do aplicador com o dedo indicador até o final de seu curso, depositando assim todo o creme na vagina;

Retire o aplicador do canal vaginal.

6. Após o uso, o aplicador deve ser imediatamente descartado.

As pacientes que apresentam infecção externa concomitante (nos lábios vaginais e áreas próximas - vulvite por Candida) também devem aplicar o creme vaginal nestas regiões.

Clotrimazol deve ser aplicado de acordo com a indicação médica. Os sintomas da infecção desaparecem nos primeiros quatro dias de uso do creme. Entretanto, a medicação deve ser mantida até o fim do tratamento que dura em torno de 6 dias. Ao fim deste período, se os sintomas persistirem é necessário buscar novamente o médico/a.

Homens podem usar clotrimazol?

Clotrimazol creme vaginal também pode ser usado por homens nos casos de inflamação da glande ou prepúcio penianos (balanite) provocado por candidíase e contraída pelo contato sexual.

Neste caso deve-se aplicar uma camada fina de creme vaginal na glande e prepúcio do pênis friccionando levemente as áreas afetadas para que o medicamento seja absorvido. O indicado é usar o creme de duas a três vezes ao dia. Este tratamento pode durar de uma a duas semanas.

Efeitos colaterais de clotrimazol
  • Reações alérgicas
  • Hipotensão (queda da pressão arterial)
  • Síncope (desmaio)
  • Dispneia (falta de ar)
  • Urticária.
  • Descamação genital
  • Prurido (coceira)
  • Erupção cutânea
  • Edema (inchaço)
  • Vermelhidão
  • Irritação e dor pélvica
  • Dor abdominal
Cuidados quanto ao uso de clotrimazol
  • O uso de clotrimazol não é aconselhável durante o período menstrual;
  • Não utilize absorventes internos, duchas intra-vaginais, espermicidas ou outros produtos durante o tratamento com clotrimazol;
  • Evite relações sexuais durante o tratamento, pois além de poder transmitir a infecção para ou parceiro ou parceira, a eficácia do preservativo ou diafragma pode ser reduzida;
  • O uso de clotrimazol não deve ser feito por mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Se você apresentar febre (38°C ou acima), dor no baixo abdômen, dor nas costas, corrimento vaginal mal cheiroso, náusea, hemorragia vaginal e ou dor nos ombros durante o uso do medicamento, consulte o/a médico/a.
Contraindicações do clotrimazol

Clotrimazol creme vaginal é contraindicado em casos de alergia ao clotrimazol ou a qualquer outro componente da fórmula.

Não utilize clotrimazol sem orientação médica.

Prednisona engorda? Quais os efeitos colaterais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Prednisona pode engordar devido à retenção de líquidos e sal. Além disso, por ser tratar de um corticoide, a prednisona pode aumentar o apetite, o que contribui ainda mais para o ganho de peso. O inchaço ocorre pela retenção de sódio, que provoca a retenção de água no corpo.

Outro efeito colateral da prednisona que também favorece o ganho de peso é a perda de massa muscular. Quanto menos músculos a pessoa tiver, menos calorias ela irá queimar, já que com a perda de massa muscular, o corpo consome menos energia. Se a quantidade de calorias ingerida for maior que a consumida, a pessoa engorda.

Porém, vale ressaltar que a bula da prednisona não refere o ganho de peso como um dos seus efeitos colaterais. Contudo, a retenção de líquidos e sal, o aumento do apetite e a perda de massa muscular são reações adversas esperadas com o uso do corticoide e todas elas podem fazer a pessoa engordar.

Por isso, para combater a retenção de líquidos e o consequente ganho de peso, além da possível hipertensão arterial, é importante ter um dieta com pouco sal durante o uso da prednisona. Em alguns casos, também pode ser indicada a suplementação de potássio para compensar a perda do mineral causada pela medicação.

Saiba mais em: Qual o tratamento para retenção de líquidos?

Quais os efeitos colaterais da prednisona?
  • Retenção de sal (sódio), retenção de líquidos, eliminação de potássio;
  • Elevação do pH sanguíneo, queda dos níveis de potássio;
  • Funcionamento insuficiente do coração, aumento da pressão arterial;
  • Fraqueza, doenças musculares, perda de massa muscular; perda de proteínas;
  • Miastenia gravis (doença autoimune que provoca fraqueza muscular grave);
  • Osteoporose, fraturas nas vértebras da coluna;
  • Necrose asséptica da cabeça do fêmur e do úmero;
  • Fratura de ossos longos, ruptura de tendões;
  • Úlcera, que pode vir acompanhada de perfuração e hemorragia;
  • Pancreatite, inchaço abdominal, esofagite;
  • Cicatrização lenta, atrofia da pele, diminuição da espessura e aumento da fragilidade da pele;
  • Presença de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele, vermelhidão na face;
  • Aumento da transpiração, falta de resposta nos testes de pele;
  • Dermatite alérgica, urticária, inchaço facial causado por reação alérgica;
  • Convulsões, aumento da pressão intracraniana, tonturas, dor de cabeça;
  • Irregularidade menstrual, retardo do crescimento do feto ou da criança;
  • Interrupção da produção hormonal pela glândula suprarrenal;
  • Menor tolerância aos carboidratos, diabetes, maior necessidade de insulina ou medicamentos em pessoas com diabetes;
  • Catarata, aumento da pressão intraocular, glaucoma, olhos saltados;
  • Euforia, mudanças de humor; depressão;
  • Alterações da personalidade, irritabilidade, insônia.
Para que serve a prednisona?

A prednisona é um corticoide que serve para tratar doenças endócrinas, doenças ósseas e musculares, doenças autoimunes que afetam o colágeno, doenças dermatológicas, alergias, doenças oculares, doenças respiratórias, doenças que afetam o sangue e tumores.

A prednisona tem uma forte ação anti-inflamatória, antirreumática e antialérgica sobre as doenças que apresentam boa resposta a medicamentos corticoides.

Quais as contraindicações da prednisona?

A prednisona é contraindicada para pessoas com infecções sistêmicas causadas por fungos e para quem já apresentou reações alérgicas ou alguma reação à prednisona, a outro corticoide ou a algum dos componentes da fórmula do medicamento.

Como tomar prednisona?

Os comprimidos de prednisona devem tomados de manhã, com 1 copo de água. A dose do medicamento varia de acordo com a doença e a gravidade da mesma, além da resposta do paciente à medicação.

Para adultos, a dose inicial de prednisona varia entre 5 mg e 60 mg por dia. Se não houver melhora dos sintomas, recomenda-se procurar o médico que receitou o medicamento.

Para crianças, a dose diária inicial de prednisona varia entre 0,14 mg e 2 mg por cada quilo de peso corporal.

Com a melhora dos sintomas, a dosagem do medicamento vai sendo reduzida gradualmente, até chegar à dose de manutenção (menor dose possível capaz de produzir uma resposta satisfatória). Nessa fase, o paciente pode começar a tomar prednisona em dias alternados, conforme orientação médica.

Para maiores informações sobre o uso de prednisona e seus possíveis efeitos colaterais, consulte o médico que receitou o medicamento ou procure um médico de família ou clínico geral.

Whey protein: o que é, para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Whey protein é um suplemento à base de proteínas do soro do leite. O seu uso é frequente entre pessoas que praticam musculação e outras atividades físicas com o objetivo ganhar massa muscular. A tradução do termo em inglês “whey protein” significa literalmente “proteína do soro do leite” (whey = soro do leite; protein = proteína).

Das proteínas presentes no whey protein, 20% são do leite de vaca e 80% são caseína. O soro geralmente é obtido durante a preparação de queijos.

O whey protein contém proteínas de alto valor biológico. Isso significa que essas proteínas são muito bem aproveitadas e absorvidas pelo organismo. Para se ter uma ideia, o ovo possui um valor biológico de 100%. O whey protein varia de 110 - 159%.

O whey protein possui elevadas concentrações de aminoácidos essenciais, que são a matéria prima necessária para o corpo produzir proteínas. Um desses aminoácidos é a leucina, fundamental para estimular a produção de proteínas musculares e DNA.

Para que serve whey protein?

O whey protein serve principalmente para ajudar a aumentar e manter a massa muscular, além de favorecer a recuperação dos músculos depois do exercício físico.

Uma vez que os músculos são constituídos por proteínas, é fundamental consumir doses adequadas desse nutriente. Caso contrário, o corpo vai buscar na musculatura os aminoácidos de que necessita, com consequente perda de massa magra.

Quando o objetivo é ganhar massa muscular, a suplementação com whey protein pode ser indicada, principalmente pelo alto valor biológico dessas proteínas e pela necessidade de uma maior ingestão proteica nesses casos.

A caseína, proteína que compõe a maior parte do suplemento, é absorvida lentamente pelo organismo, fornecendo proteínas aos músculos em recuperação por tempo prolongado.

Porém, o whey protein não é usado apenas para aumentar os músculos. O uso do suplemento também é indicado para pessoas com câncer, imunidade baixa, idosas, desnutridas ou que têm uma dieta pobre em proteínas.

Vale lembrar que existem diferentes formas de produzir e processar o whey protein, por isso a concentração de proteínas, as misturas e o valor biológico dos suplementos variam de acordo com o fabricante.

Qual a diferença entre whey protein concentrado, isolado e hidrolisado? Whey protein concentrado

O suplemento de whey protein concentrado pode ter de 30% até 80% de proteínas em sua composição, dependendo do fabricante. Quanto menos proteína tiver o suplemento, maiores são as quantidades de gordura e lactose (açúcar do leite).

O whey protein concentrado é o mais utilizado e também o mais barato, isso devido ao seu baixo custo de fabricação e processamento. Por ter mais lactose em sua composição, não é indicado para pessoas com intolerância à mesma.

Whey protein isolado

O whey protein isolado é a forma mais pura de whey protein, sendo composto por 90% de proteínas ou mais. Além disso, o whey isolado normalmente é livre de gorduras e contém menos de 1% de lactose, podendo ser consumido por pessoas intolerantes ao açúcar do leite.

O whey protein isolado contém ainda todos os nutrientes do leite, como vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais. A forma isolada do suplemento é facilmente digerida.

Whey protein hidrolisado

O suplemento de whey protein hidrolisado é uma formulação mais pura e hidrolisada, uma espécie de "quebra" de proteínas, tornando a sua absorção mais rápida. Possui também uma maior quantidade de outros ingredientes. Em alguns produtos, a maltodextrina, um carboidrato de absorção lenta, pode ser o principal ingrediente, o que pode causar aumento de peso.

Saiba mais em: Whey Protein engorda?

Como tomar whey protein?

Em geral, a dose recomendada de whey protein para aumentar a massa muscular é de 30 g por dia, logo depois do treino. O ideal é tomar com água e não leite, para que a absorção seja mais rápida.

A dose indicada de whey protein varia de acordo com a idade, o peso, a alimentação e o estilo de vida de cada pessoa. Por exemplo, pessoas que praticam exercícios de resistência precisam de 1,2 g a 1,4 g de proteínas por cada kg de peso por dia, enquanto para exercícios de força, como a musculação, a dose diária necessária de proteínas é de 1,6 g a 1,7 g/kg.

É muito importante ressaltar que aumentar o consumo de whey protein não aumenta o ganho de músculos na mesma proporção. Isso porque o corpo só é capaz de absorver uma certa quantidade de proteínas de cada vez. O excesso é eliminado. Além disso, o consumo de proteínas em excesso pode causar diarreia, náuseas, gases e cãibras.

Por fim, e devido ao grande número de fabricantes do suplemento, a vigilância dos órgãos sanitários mantém rígido acompanhamento, portanto, a recomendação ao consumidor é que procure sempre um produto com certificação de procedência e regulamentado, para evitar danos a sua saúde.

O nutricionista é o profissional indicado para avaliar a necessidade de suplementação com whey protein, esclarecer e orientar quanto as doses adequadas em cada caso.

Baço inchado: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Baço inchado ou aumentado é uma condição denominada esplenomegalia. Existem diversas doenças e condições que podem causar o aumento do baço, tais como:

  • Infecções (mononucleose, tuberculose, HIV/AIDS);
  • Câncer (linfoma, leucemia);
  • Alcoolismo;
  • Malária, leishmaniose e leptospirose;
  • Doenças hematológicas (anemias, talassemia);
  • Doenças reumatológicas (lúpus, artrite reumatoide);
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Comprometimento hepático (cirrose hepática, trombose das veias hepáticas, hepatites);
  • Cisto pancreático,
  • Endocardite bacteriana;
  • Brucelose, sífilis, esquistossomose, sarcoidose;
  • Doença de Gaucher, doença de Niemann-Pick;
  • Cistos ou abscessos no baço, hemangiomas.
Baço

Muitas vezes, o inchaço do baço provoca uma sensação de peso ou desconforto na porção superior esquerda do abdômen, aonde está localizado, no entanto, nem sempre vem acompanhada por outros sinais e sintomas.

Sinais e sintomas de baço aumentado

Quando presentes, os sinais e sintomas podem ser de: inchaço abdominal, dor abaixo das costelas do lado esquerdo (região do baço), febre, palidez, fraqueza, cansaço e sensação rápida de saciedade, uma vez que o baço aumentado, acaba por comprimir o estômago.

Em casos raros de esplenomegalia, o baço pode se romper espontaneamente ou após pequenos traumas. Trata-se de uma emergência médica que requer tratamento urgente para evitar grandes hemorragias e risco de óbito. O baço também pode se romper espontaneamente quando se expande rapidamente, como na mononucleose infecciosa.

Como saber se o baço está inchado?

Um baço normalmente mede cerca de 13 cm e não é possível palpá-lo devido a sua localização. Porém, quando ele está inchado, é possível senti-lo durante a palpação. O baço aumentado pode ser notado pela presença de uma saliência na parte superior esquerda do abdômen.

Contudo, pode ser difícil palpar o baço em pessoas obesas, com musculatura abdominal desenvolvida ou quem têm dificuldade em relaxar os músculos do abdômen durante o exame.

Qual é a função do baço?

Este órgão desempenha funções importantes no organismo, relacionadas com o sistema imunológico, nosso sistema de defesa,e na composição do sangue.

No sistema imunológico, o baço atua no amadurecimento e no armazenamento de anticorpos, e por isso a ausência do baço aumenta o risco de infecções bacterianas e requer tratamento preventivo com antibióticos.

No sangue, o baço atua identificando e filtrando os micro-organismos que encontra na corrente sanguínea e remove e elimina também as hemácias danificadas e/ou envelhecidas. Além disso, o baço atua como um grande depósito de sangue, que pode ser utilizado pelo corpo em casos de hemorragias.

O aumento do tamanho do baço é diagnosticado pelo exame físico e confirmado por exames de sangue e de principalmente de imagem.

É importante ressaltar que a esplenomegalia não é uma doença, mas sim um sinal. O tratamento depende da causa e só em casos raros a remoção cirúrgica do órgão será indicada.

Em caso de baço inchado, consulte um médico clínico geral, médico de família ou hematologista para que a causa da esplenomegalia seja identificada e tratada.

Jejum intermitente emagrece? 3 dicas para emagrecer com jejum intermitente
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O jejum intermitente pode sim promover o emagrecimento. Entretanto, deve ser efetuado de forma correta tendo como base uma alimentação saudável. Algumas dicas podem ajudar a ter sucesso no processo de emagrecimento:

1. Implemente uma alimentação saudável

A adoção de hábitos alimentares são fundamentais para obter sucesso no emagrecimento com jejum intermitente. Sua alimentação deve incluir alimentos de verdade com o mínimo de produtos industrializados.

Se a sua alimentação é rica em carboidratos refinados e processados (pães, massas, doces, bebidas açucaradas, gorduras) o acesso do corpo à gordura já armazenada será dificultado, o que pode comprometer os resultados do jejum intermitente. Este tipo de alimentação também provoca a sensação de fome com maior frequência.

Portanto, antes de iniciar o jejum intermitente, adote hábitos alimentares saudáveis que incluam o consumo de carnes magras, verduras, frutas e legumes.

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2. Comece com jejum intermitente de 12 horas

O jejum intermitente de 12 horas é o mais fácil de ser implementado. Neste protocolo você pode, por exemplo, jantar às 20 horas e só comer novamente às 8 da manhã. Neste caso, a noite de sono está incluída no período de jejum, o que torna mais fácil a sua execução. Inicie fazendo uma ou duas vezes por semana, avaliando como se sente.

Depois da adaptação ao protocolo de 12 horas é possível estender as horas de jejum.Entretanto, é importante que todos os protocolos de jejum intermitente feitos por você sejam orientados por nutricionista ou nutrólogo/a.

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3. Conheça a sua fome real

Não confunda a sua fome real com a fome emocional. De forma geral, a fome real faz o seu estômago "roncar" e pode ser saciada com qualquer alimento. Quando temos fome emocional, desejamos alguns tipos de alimentos específicos que são geralmente mais açucarados ou gordurosos. É a famosa vontade que temos de "comer algo gostoso". É importante identificar a presença de fome emocional para evitar o processo de fuga de uma alimentação saudável, uma vez que alimentos saudáveis reduzem a frequência de fome real.

A fome real também pode ser confundida, por exemplo, com o hábito de se alimentar de 3 em 3 horas, o que não faz parte de nenhum protocolo de jejum intermitente. Se você se alimenta de 3 em 3 horas existe, a fome virá nestes horários apenas pelo hábito. Por este motivo, é preciso saber reconhecer a sua fome real.

Não inicie dietas, novos planos alimentares ou qualquer estratégia de emagrecimento sem orientação nutricional. Para isto, busque um/a nutricionista ou nutrólogo/a.

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Dietas para emagrecer rápido são saudáveis? 5 dicas para emagrecer com saúde
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A dietas que prometem e promovem emagrecimento rápido são muito restritivas, o que pode provocar carências nutricionais e, por este motivo não são consideradas saudáveis. Tais dietas como, por exemplo a dieta das proteínas, não podem ser seguidas por longos períodos de tempo e precisam de acompanhamento nutricional. Além disso, após praticadas por certo período de tempo, também podem provocar a recuperação do peso perdido ou um maior ganho de peso.

Emagrecer lentamente por meio da adoção de hábitos alimentares saudáveis se constitui na forma mais segura e eficaz de reduzir o peso corporal.

1. Adote uma alimentação saudável

Um plano alimentar saudável inclui a ingestão de cereais, sementes, grãos, hortaliças (legumes e verduras),frutas, leguminosas e carnes magras. É importante valorizar o consumo de alimentos mais próximos da forma como são encontrados na natureza, o que consiste em evitar produtos industrializados e processados.

Alguns dos alimentos que ingerimos contêm rótulos extensos com muitas informações e ingredientes que, muitas vezes, sequer conhecemos. Estes alimentos são elaborados por engenheiros químicos e processados em fábricas, o que pode trazer danos futuros à saúde

Por isto, para um emagrecimento saudável, preferira comer alimentos in natura e que pertençam aos diferentes grupos alimentares:

  • Cereais, sementes e grãos: arroz integral, massa integrais, milho, farinha de aveia, chia, semente de girassol;
  • Hortaliças (verduras e legumes): abóbora, alface, acelga, agrião, brócolis, cenoura, beterraba, espinafre, ervilha, batata doce, nabo, alho poró, rúcula, couve-flor, repolho;
  • Frutas: maçã, pera, mamão, laranja, kiwi, melancia, abacate;
  • Leguminosas: feijão preto, feijão branco, feijão de corda e outros, lentilha, grão de bico, vagem;
  • Oleaginosas: castanha de caju, castanha do pará, nozes.;
  • Carnes magras: peixes e frango. A carne vermelha deve ser consumida com moderação.
2. Reduza o consumo de alimentos calóricos A ingestão de doces, gorduras e frituras em excesso promovem o aumento do peso corporal. Alimentos ricos em açúcar promovem o pico de insulina e desencadeia a sensação de fome constante, o que dificulta o processo de emagrecimento. Se você deseja emagrecer, evite alimentos como: doces em geral, chocolates, pizzas, pães brancos, refrigerantes. 3. Pratique atividade física

A prática regular de atividade física provoca a queima de gordura, uma vez que ajuda a acelerar o metabolismo e utiliza a gordura armazenada para produzir energia.

Além disso, os exercícios são capazes de reduzir a ansiedade que pode levar à ingerir mais alimentos do quê precisamos e a controlar o apetite. Estes fatores acabam por ajudar na perda de peso.

4. Como menos do quê o que você gasta

Para efetuar as tarefas da nossa vida diária - trabalhar, estudar, praticar exercícios físicos - nós gastamos a energia que consumimos por meio da ingestão de alimentos. Se ingerimos mais calorias do quê gastamos, os excessos são armazenados no nosso corpo em forma de gordura e isto provoca ganho de peso. Deste modo, é preciso o gasto de energia seja maior que o seu consumo para que o emagrecimento ocorra. Após perder o peso desejado, gasto e consumo de energia devem permanecer equilibrados.

5. Faça escolhas alimentares melhores

Ao se alimentar fora de casa, o que é bastante comum hoje em dia, dê preferência a carnes magras e grelhadas e alimentos cozidos ou crus. Estas escolhas possibilitam uma alimentação de melhor valor nutricional e, portanto, saudável.

Antes e adotar qualquer plano alimentar ou dieta, consulte um/a nutrólogo/o ou nutricionista.

Não esqueça de associar a sua alimentação saudável à prática de atividade física para que seu processo de emagrecimento seja seguro para a sua saúde.

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L-Carnitina emagrece? Para que serve e como tomar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A L-carnitina pode ajudar a emagrecer, pois transporta as gorduras para as mitocôndrias das células, onde são metabolizadas e usadas como fonte de energia pelo corpo. Alguns estudos com indivíduos obesos e mais velhos, apontaram uma perda de peso de 1,3 kg a mais em pessoas que usaram L-carnitina em relação àquelas que não tomaram o suplemento.

Além de poder auxiliar o emagrecimento, a L-carnitina pode ainda melhorar o desempenho nos exercícios físicos, a recuperação depois do treino, a resistência e a fadiga física e mental.

Contudo, os estudos são controversos e são necessárias mais evidências para confirmar a eficácia do uso da L-carnitina para emagrecer em pessoas mais jovens, magras e ativas. Isso porque pessoas obesas já possuem grandes quantidades de L-carnitina no fígado e nos músculos.

Além disso, uma vez que os idosos possuem menos massa muscular, aonde a substância fica armazenada, pode haver queda dos níveis de L-carnitina. As mulheres também perdem uma quantidade considerável de massa muscular com a idade. Por isso, nesses casos, o uso de L-carnitina pode auxiliar discretamente o emagrecimento.

Vale lembrar que a L-carnitina pode apenas contribuir para a perda de peso. Por isso, o uso do suplemento deve ser associado a uma dieta balanceada, com poucas calorias, além de exercícios físicos. O uso isolado de L-carnitina não emagrece.

O que é L-carnitina?

A L-carnitina é uma substância produzida pelo organismo a partir dos aminoácidos lisina e metionina, além de ferro e vitaminas B3, B6 e C.

A L-carnitina também está presente em alimentos de origem animal, como carne de vaca, carne de porco, peixe, frango e leite, sendo também consumida sob a forma de suplemento alimentar.

No entanto, cerca de 70% da L-carnitina armazenada no corpo é proveniente da alimentação. O organismo produz e utiliza a L-carnitina quando necessita usar a gordura como fonte de energia.

Como tomar L-carnitina?

A dose recomendada de L-carnitina é de 0,5 g a 2 g por dia. Doses de até 3 g por dia, durante 21 dias, também são toleradas e não causam efeitos colaterais.

É importante ressaltar que a ideia de que quanto mais L-carnitina a pessoa consumir, maior será o emagrecimento, está errada. O uso do suplemento não altera ou influencia o ritmo normal da queima de gordura corporal e o excesso de L-carnitina acaba sendo eliminado pela urina.

Também foi observado que, ainda que a L-carnitina aumente o transporte de gorduras, não significa que toda a gordura transportada seja metabolizada. Sabe-se que mais da metade dessas gorduras acabam retornando às reservas de gordura corporal ao invés de serem “queimadas” e transformadas em energia.

Portanto, para avaliar um real benefício e mais esclarecimentos do uso da L-carnitina no seu caso, recomendamos agendar uma consulta com médico/a nutrólogo ou consultar um nutricionista.

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Ninfomaníaca: o que é, como identificar e tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ninfomaníaca é o termo utilizado para designar um tipo de transtorno psiquiátrico, aonde ocorre um aumento excessivo, frequente e incontrolável do desejo e da atividade sexual feminina, na ausência de problemas físicos ou hormonais que justifiquem.

Uma mulher ninfomaníaca é viciada em sexo e sente uma necessidade constante de ter gratificação sexual. Nos homens, o distúrbio é denominado satiríase.

No entanto, a ninfomania não é propriamente uma busca desenfreada pelo prazer, mas sim uma tentativa de aliviar o desconforto e a tensão emocional que a pessoa sente. Trata-se de um vício, uma dependência sexual.

Os vícios caracterizam-se por mudanças no comportamento e no funcionamento do cérebro que visam buscar compulsivamente sensações de recompensa ou de alívio de algum desconforto emocional.

No caso de uma mulher ninfomaníaca, a sua hipersexualidade e preocupação com o sexo ocupam a maior parte do seu tempo, prejudicando o funcionamento normal da sua vida pessoal, social e profissional. Além de aumentar o risco de doenças sexualmente transmissíveis, pelo número elevado de parceiros, e risco de se ferir, pelo uso exagerado de objetos de prazer.

Quais as causas da ninfomania?

As causas da ninfomania ainda não estão bem estabelecidas, entretanto parece estar relacionada com a atividade da dopamina, um neurotransmissor cerebral associado à sensação de prazer.

A ninfomania também pode ser consequência do uso de medicamentos agonistas da dopamina, como os usados para tratar a doença de Parkinson, além de lesões cerebrais nas áreas responsáveis pela regulação dos impulsos sexuais.

Muitas vezes, a ninfomania é um sintoma de outras doenças e transtornos, como autismo, demência, transtorno de personalidade borderline, transtorno bipolar, entre outros. O vício em álcool e outras drogas também pode favorecer o desenvolvimento da ninfomania.

Quais os sintomas da ninfomania?

Os principais sintomas da ninfomania são o excesso de masturbação e atividade sexual. A mulher passa boa parte do seu tempo em busca de gratificação sexual e não consegue abandonar esse comportamento compulsivo, mesmo que prejudique a sua vida pessoal e ou profissional.

Uma ninfomaníaca deixa de lado as suas obrigações e responsabilidades para satisfazer o seu vício, o que interfere de forma muito negativa no seu funcionamento normal.

Em geral, uma mulher ninfomaníaca tende a ser infiel repetidamente ou tem dificuldade em se ligar de forma íntima aos seus parceiros.

Qual é o tratamento para a ninfomania?

Por se tratar de um vício, o tratamento para uma ninfomaníaca é semelhante ao que é realizado para outros tipos de dependência, tendo como principais objetivos a abstinência (mesmo que temporária) e a mudança de comportamento.

O tratamento da ninfomania inclui psicoterapia, participação em grupos de apoio, terapia de casal e uso de medicamentos.

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental é um dos métodos de psicoterapia mais usado para tratar vícios, entre eles a ninfomania. O tratamento baseia-se na relação entre comportamento, pensamento e emoções, aumentando a motivação para mudanças e atividades recompensadoras. A terapia tem o objetivo de levar a mulher a compreender o porquê do seu comportamento e aprender a controlar os seus impulsos.

Grupos de apoio

Os grupos de apoio podem ser liderados por psicoterapeutas ou mulheres que se recuperaram da ninfomania. Esses grupos são úteis para a partilha dos problemas em comum e das possíveis estratégias para lidar com eles. Também é um ótimo local para a paciente confrontar as suas negações e racionalizar sobre a sua dependência sexual.

Terapia de casal

A terapia de casal pode ajudar a melhorar a satisfação sexual, a ligação e a comunicação entre a paciente e o seu parceiro ou companheiro.

Medicamentos

Quando a ninfomania é consequência de sofrimento emocional, podem ser indicados medicamentos antidepressivos. Se a ninfomania for decorrente de transtorno bipolar, são usados estabilizadores de humor. Nos casos de alterações hormonais, é indicada terapia hormonal, especialmente antiandrogênica.

O diagnóstico e tratamento da ninfomania é da responsabilidade do médico psiquiatra, preferencialmente um especialista em sexualidade.

E sempre que possível, a participação de uma equipe multidisciplinar, com psicoterapeutas, psicólogos, educadores físicos e terapeuta ocupacional.

Saiba mais sobre o assunto em: Fazer sexo em excesso causa algum mal?

Para que serve, como tomar e quais as contraindicações do piroxicam?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Piroxicam é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que pode desempenhar ação anti-inflamatória e/ou analgésica no tratamento de diversos quadros clínicos como: artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações), distúrbios ósseos e musculares agudos, osteoartrite (artrose, doença articular degenerativa), gota aguda, espondilite anquilosante (inflamação crônica na coluna vertebral que provoca rigidez), dor pós-operatória e pós-traumática e cólica menstrual em meninas e mulheres com mais de 12 anos (dismenorreia primária).

Além destas indicações, o piroxicam tem também atividade antipirética (reduz a febre).

Como tomar piroxicam

O piroxicam é apresentado em cápsulas de 20 mg e deve ser ingerido inteiro com líquido.

A dosagem de medicamento deve ser obedecida de acordo com a recomendação médica para cada indicação do remédio. A dose diária varia de acordo com o quadro clínico apresentado pelo/a paciente.

Em condições de inflamação ou dor aguda, o tratamento não deve exceder 14 dias.

Os efeitos colaterais podem ser reduzidos ao se utilizar a menor dose eficaz por um período menor de tratamento.

Contraindicações de piroxicam

Piroxicam é contraindicado em casos de:

  • Alergia ao piroxicam e/ou componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Pessoas com história de úlcera, sangramento ou perfuração gastrointestinais;
  • Pacientes com úlcera péptica ativa ou hemorragia gastrintestinal;
  • Pessoas que desenvolveram asma, pólipo nasal, angioedema ou urticária induzidas pelo uso de ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides;
  • Dor durante o peri-operatório de cirurgia para revascularização do miocárdio;
  • Portadores de insuficiência renal e hepática grave;
  • Pacientes com insuficiência cardíaca grave.
Efeito colaterais de piroxicam

O medicamento é, de forma geral, bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Náuseas;
  • Vômitos.

As reações adversas mais raras são:

  • Anafilaxia (reação alérgica grave);
  • Anorexia (falta de apetite);
  • Hiperglicemia (aumento do nível de glicose no sangue);
  • Hipoglicemia (redução da concentração de glicose no sangue);
  • Retenção de líquidos;
  • Insônia;
  • Confusão mental;
  • Alterações de humor;
  • Irritação;
  • Tontura;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Vertigem;
  • Visão turva;
  • Edema nos olhos.
Precauções quanto ao uso de piroxicam

Piroxicam deve ser utilizado com cautela nos casos de:

  • Pessoas idosas;
  • Portadores de doenças cardiovasculares;
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Condições que predisponham à retenção de líquidos como comprometimento da função cardíaca;
  • Pessoas com insuficiência hepática, Insuficiência Cardíaca Congestiva, cirrose hepática, síndrome nefrótica;
  • Doença renal.

Não utilize piroxicam sem orientação médica.