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Implante anticoncepcional: o que é e como funciona?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O implante anticoncepcional subdérmico é uma pequena cápsula ou bastão de material plástico, permeável, que contém um hormônio (etonogestrel), sendo utilizado como método contraceptivo de longa duração e alta eficácia.

É inserido no tecido subcutâneo, na região interna do antebraço, por meio de um procedimento simples, que pode ser feito no consultório médico. Existem implantes que duram 6 meses, 1 ano e 3 anos. Após estes prazos, se faz necessária a troca.

O Implanon® é o implante subcutâneo liberado para uso no Brasil, no entanto, ainda não é ofertado pelo Sistema Único de Saúde. O seu efeito é de 3 anos.

O implante anticoncepcional é um bastão pequeno com cerca de 2 mm de diâmetro e 4 cm de comprimento, semelhante a um palito de fósforo. Como funciona o implante anticoncepcional?

O implante contraceptivo libera o hormônio de forma lenta e contínua na corrente sanguínea e desempenha duas ações para evitar a gravidez:

  • Atua sobre os ovários impedindo a liberação do óvulo e
  • Torna o muco cervical mais espesso, o que dificulta a movimentação dos espermatozoides pelo canal vaginal.
O implante anticoncepcional é fácil de ser colocado?

Sim. A colocação do implante anticoncepcional subdérmico é bastante simples e pode ser feita no consultório pelo próprio do ginecologista.

O procedimento é feito com anestesia local. O implante é introduzido sob a pele na região interna do antebraço com ajuda de uma agulha apropriada e material descartável.

Após a colocação não é necessário nenhum cuidado específico.

O implante anticoncepcional é introduzido na região interna do antebraço com ajuda de uma agulha apropriada descartável, após anestesia local. Qual o período mais adequado para a colocação do implante?

O melhor período para a colocação do implante é no intervalo de até 7 dias após o início da sua menstruação. Se por acaso você colocar o implante após este prazo, é importante o uso de métodos de barreira – camisinha masculina ou feminina – durante os próximos 7 dias.

Quais as indicações do implante contraceptivo?

O implante hormonal pode ser utilizado por mulheres de qualquer idade. As indicações para uso do implante incluem:

  • Dificuldade de adaptação aos anticoncepcionais orais
  • Mulheres que esquecem de usar continuamente a pílula
  • Mulheres que não podem usar anticoncepcionais com estrógeno
  • Mulheres que sofrem com sintomas de tensão pré-menstrual (TPM)
  • Adolescentes
  • Mulheres no pós-parto e que estão amamentando
Contraindicações do implante contraceptivo

As contraindicações do implante incluem:

  • Suspeita de gravidez ou gravidez
  • Mulheres com história de câncer de mama
  • Pessoas com doenças no fígado (tumor hepático ou doenças hepáticas graves)
  • Mulheres com tendência ao desenvolvimento de trombose
  • Mulheres com sangramento vaginal ainda sem diagnóstico
  • Alergia ao princípio ativo do implante
O implante contraceptivo tem efeitos colaterais?

Sim. As mulheres que utilizam o implante hormonal podem apresentar alguns efeitos colaterais, entretanto, a maior parte destes efeitos fazem parte da adaptação ao medicamento e podem desaparecer em até 6 meses.

Os efeitos colaterais mais frequentes são:

  • Irregularidade menstrual,
  • Pequeno aumento de peso,
  • Dor de cabeça,
  • Dor nas mamas,
  • Aumento da oleosidade da pele,
  • Possível surgimento de acne e
  • Manchas na pele.

O implante hormonal é um método de longa duração, com alta eficácia e efeito rapidamente reversível.

É importante lembrar que o implante não previne as infecções sexualmente transmissíveis.

Ao ser retirado, o efeito contraceptivo do implante passa rapidamente com o retorno da fertilidade e a mulher retoma a possibilidade de engravidar. A retirada é feita de forma fácil pelo próprio ginecologista.

É importante que antes de inserir o implante você converse com seu ginecologista para avaliar se ele é melhor método contraceptivo para você.

Para saber mais sobre implante e como escolher o melhor anticoncepcional para você, acesse

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Conjuntivite viral: sintomas, duração e tratamento
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma fina camada de tecido que reveste o interior da pálpebra e a parte branca do olho. Pode ser causada por bactérias, por vírus e por agentes irritativos ou alérgicos. O adenovírus é o principal vírus causados da conjuntivite viral.

A conjuntivite causada por vírus é muito contagiosa e pode ser transmitida facilmente de uma pessoa a outra, quando há contato direto com secreções da pessoa infectada ou objetos e superfícies contaminados.

Quais são os sintomas da conjuntivite viral?

Os sintomas da conjuntivite viral atingem principalmente o olho e a região em torno, causando:

  • Vermelhidão nos olhos;
  • Sensação de ardência ou presença de areia nos olhos;
  • Saída de secreção aquosa ou purulenta;
  • Formação de crostas na região da pálpebra e dos cílios, que é notada principalmente durante a manhã.

É comum que os dois olhos sejam atingidos pela conjuntivite viral, sendo que os sintomas no segundo olho podem se iniciar até 24 a 48 horas depois do acometimento do primeiro olho.

Sintomas semelhantes aos de um resfriado também podem estar presentes como:

  • Febre;
  • Coriza;
  • Congestão nasal;
  • Dor de garganta;
  • Aumento dos gânglios do pescoço.
Qual a duração da conjuntivite viral?

A conjuntivite viral é um processo autolimitado, melhorando espontaneamente em torno de alguns dias ou semanas. É comum ocorrer piora gradual dos sintomas nos 3 a 5 primeiros dias, que melhoram gradativa e lentamente no decorrer de 2 semanas.

A maioria das conjuntivites virais costumam estar resolvidas em 14 dias, no entanto, é possível os sintomas persistirem por até 3 semanas.

A conjuntivite viral é uma doença transmissível, por isso, a pessoa com conjuntivite viral precisa afastar-se das suas atividades de trabalho ou escolares por cerca de 7 dias, podendo esse tempo se estender ou ser menor, a depender da evolução do quadro.

Qual o tratamento da conjuntivite viral?

O tratamento da conjuntivite viral consiste em medidas que aliviam os sintomas, como:

  • Aplicação de uma compressa fria ou quente sobre os olhos fechados. A compressa pode ser feito com um pano limpo ou gaze, embebido em água filtrada ou fervida;
  • Limpeza cuidadosa das secreções oculares com um pano limpo, gaze ou algodão embebido em água filtrada, ou previamente fervida;
  • Se a quantidade de secreções for muito grande, pode-se lavar o olho com jato de soro fisiológico frio, várias vezes ao dia;
  • Aplicação de colírios lubrificantes no olho, toda vez que houver sinais de irritação ocular, como vermelhidão, prurido ou sensação de areia. Os colírios lubrificantes também são chamados de lágrimas artificiais e podem ser comprados em farmácias, aplica-se uma gota em cada olho de quatro a seis vezes ao dia;
  • O médico pode ainda recomendar a aplicação de colírios anti-histamínicos ou descongestionantes oculares, que podem ajudar a reduzir a irritação e vermelhidão ocular.

Não use colírios contendo corticoides ou antibióticos sem prescrição e orientação médica, pois podem ser prejudiciais.

Quando devo procurar um médico?

Caso apresente sintomas sugestivos de conjuntivite viral consulte um médico de família ou um oftalmologista para uma avaliação.

Em algumas situações você deve procurar uma avaliação de um oftalmologista com urgência, devido ao elevado risco de complicações. Procure um serviço de urgência oftalmológica quando:

  • Diminuição da visão, presença de pontos escuros no campo visual;
  • Dor ocular e vermelhidão intensas;
  • Alteração das pupilas;
  • Pessoas imunocomprometidas (em tratamento de câncer, transplantados ou pessoas com HIV).

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Glaucoma e conjuntivite tem os mesmos sintomas?

Melhor anticoncepcional: 5 dicas para ajudar na sua escolha
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A escolha do melhor anticoncepcional irá depender especialmente do estilo de vida de cada mulher, os possíveis efeitos colaterais e o planejamento familiar.

As pílulas são o método mais conhecido para evitar a gravidez, porém com a evolução dos medicamentos e diversidade, as mulheres podem procurar o que mais se adapte às suas necessidades e preferências.

As condições de saúde e condições financeiras, também devem ser consideradas.

1. Considerar o seu estilo de vida

O estilo de vida e o motivo pelo qual pretende usar métodos contraceptivos são muito importantes para essa escolha. Por exemplo, para mulheres ativas que possuem uma vida agitada e esquecem com frequência de tomar medicamentos, a pílula de uso contínuo, que precisa usar diariamente, pode não ser o melhor método.

O fato de esquecer de tomar a pílula compromete a sua eficácia. Deste modo, é recomendado um método mais prático e duradouro como o anel vaginal ou anticoncepcional injetável, que devem ser aplicados uma vez ao mês ou a cada 3 meses.

O implante subdérmico ou DIU também podem ser uma boa opção, se não houver contraindicações de saúde.

2. Conhecer os efeitos colaterais dos anticoncepcionais

Conhecer os possíveis efeitos colaterais de cada um dos métodos anticoncepcionais é a primeira dica. Isso porque além de ajudar na escolha, evita um desconforto e trocas constantes de contraceptivos.

Os efeitos colaterais são a principal causa de desistência das medicações entre as mulheres, especialmente aqueles que apresentam aumento de peso (bastante raro), tontura ou sangramento de escape (episódios de sangramento no meio do ciclo) com o seu uso.

Embora a maioria dos efeitos colaterais tenham uma duração curta, de 1 a 3 meses do início do tratamento, dependendo do caso e condições de saúde, mesmo esse período curto pode ser prejudicial para a mulher ou intolerável.

3. Informar se teve bebê recentemente e sobre amamentação

As mulheres que tiveram bebê há pouco tempo e que estão amamentando, devem utilizar os anticoncepcionais que contenham apenas progesterona. As pílulas com estrogênio e progesterona são as mais comuns, porém o estrogênio passa para o leite materno e pode prejudicar a saúde do bebê.

Portanto, estas mulheres podem utilizar a pílula de uso contínuo, as injeções mensais ou trimestrais de progesterona. O momento ideal para recomeçar o uso de anticoncepcional, mesmo que apenas com a progesterona deve ser definido pelo ginecologista.

4. Analisar as condições de saúde e histórico familiar

Na escolha do anticoncepcional, o estado de saúde e histórico familiar são muito importantes.

A presença de doenças crônicas e uso regular de certas medicações, podem contraindicar o uso de contraceptivos com hormônios, pois aumenta o risco de doenças tromboembólicas como o infarto e o AVC (acidente vascular cerebral).

História familiar de trombose, troboembolismo de AVC também contraindica parcialmente, o uso de algumas classes dessa medicação. Neste caso é preferível o uso de métodos de barreira ou DIU (dispositivo intrauterino), sem hormônios.

Problemas no útero é uma situação que pode contraindicar o uso de DIU, pelo risco de mau posicionamento, ou deslocamento do dispositivo, o que interfere na eficácia do método.

Informe ao médico, especialmente se é portadora de:

  • Enxaqueca e TPM fortes,
  • Acne,
  • Problemas de coagulação do sangue ou trombose,
  • Endometriose e
  • Ovários policísticos.

A avaliação médica e exames laboratoriais e de imagem, devem ser realizadas como rotina, para a definição do melhor método de contracepção, para cada mulher.

O melhor anticoncepcional para uma mulher, pode não ser o mais adequado para a outra.

5. Perguntar sobre o custo

Na escolha do melhor anticoncepcional é preciso conhecer o custo mensal de cada método. Inicialmente pode não ter grande impacto, mas precisa lembrar que o uso pode ser prolongado.

Existem marcas de anticoncepcionais orais (pílulas) ou DIU disponibilizados no Sistema Único de Saúde de forma gratuita, enquanto outros métodos, como os implantes subcutâneos, tem um custo elevado e podem não ser viáveis financeiramente.

Definir o custo adequado à sua situação financeira é uma dica que ajuda a manter o uso correto da medicação, o que é fundamental para a eficácia do remédio. Esquecer algum dia ou atrasar a aplicação da medicação, além de possibilitar uma gravidez não planejada, pode causar complicações como um descontrole hormonal.

Qual o melhor anticoncepcional para não engordar?

Algumas classes de anticoncepcionais estão relacionados com a retenção de líquido, o que acaba dando a sensação na mulher de aumento de peso, embora não aconteça em toda mulheres.

As mulheres que desejam evitar o efeito de retenção hídrica, pode optar pelo anticoncepcional que contém o hormônio drospirenona na sua formulação, por ser uma substância que possui ação diurética, impedindo a retenção de líquido.

São exemplos: o Iumi®, Elani 28®, Yas® e Yasmin®.

No entanto, estudos demonstraram que os anticoncepcionais com essa formulação, possuem um risco aumentado para trombose e doenças tromboembólicas. Sendo assim, antes de iniciar algum desses medicamentos, é fundamental passar por uma avaliação médica criteriosa.

Qual o melhor anticoncepcional para acne?

Para tratamento da pele, evitar aumento de oleosidade e acne na pele, são recomendados os anticoncepcionais combinados, com estrogênio e progesterona. São exemplos dessa classe: o Diane®, Selene®, Diclin® e Belara®.

Entenda melhor sobre as indicações e contraindicações do uso de anticoncepcional, nos seguintes artigos:

Referência:

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
  • Christine Dehlendorf et al.; Contraception: Counseling and selection. UpToDate, Jun 26, 2020.
  • Monica V Dragoman, et al.; A systematic review and meta-analysis of venous thrombosis risk among users of combined oral contraception. Int J Gynecol Obstet, 2018; 141: 287–294.
Como tratar da anemia com alimentos, vitaminas e outras dicas
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento definitivo das anemias depende da sua causa. Aumentar o consumo de alimentos ricos em ferro é a base desse tratamento, visto que o ferro é um mineral essencial para a produção das células do sangue.

No entanto, existem outras substâncias e vitaminas necessárias para a formação das hemácias, além de dicas para melhor absorção dos alimentos pelo organismo, para ajudar no tratamento desta doença.

1. Aumentar o consumo de alimentos ricos em ferro

Os alimentos que contém grande quantidade de ferro e com isso auxiliam na produção de novas hemácias, as células principais do sangue, são:

  • Carne vermelha
  • Peixe
  • Mariscos, ostras
  • Feijão, Lentilha, Grão de bico
  • Legumes e verduras verde-escuro (agrião, pimentão, brócolis, espinafre, couve)
  • Miúdos (moela, fígado e rins)
  • Gema de ovo
  • Soja
  • Tofu

O ferro proveniente dos alimentos de origem animal são melhor absorvidos que os de origem vegetal. No entanto, um bom planejamento alimentar, de preferência com um profissional da área de nutrição, consegue ofertar a quantidade necessária de ferro em qualquer opção de dieta.

2. Consumir vitamina C junto com as refeições

Para estimular a absorção do ferro no organismo, seja qual for a origem do alimento, uma das medidas recomendadas é o consumo de vitamina C junto com a refeição.

A vitamina deve ser consumida na sua forma natural ou em sucos, para que não perca as propriedades. Excelentes fontes de vitamina C são: a acerola, mamão, tangerina, laranja, morango, kiwi e limão.

3. Consumir vitamina B12 e ácido fólico (B9)

Além do ferro, as vitaminas B12 e ácido fólico também são substâncias fundamentais para a produção de hemoglobina.

Na dieta vegetariana estrita, pode não haver alimentos com a vitamina B12, por isso, nesse caso precisa ser suplementada. A carência dessa vitamina causa anemia megaloblástica com comprometimento inclusive neurológico. Converse com o seu nutricionista.

Fontes de vitaminas B12: carnes, ovos, leite, queijos, alimentos enriquecidos e suplementos. Fontes de ácido fólico (B9): vegetais de folhas verdes, frutas (laranja, morango e mamão papaia), frutos secos e grãos integrais.

4. Evitar cafeína e leite

Existem alimentos que diminuem a capacidade de absorção do ferro no organismo, por diferentes mecanismos, por isso devem ser evitados nos casos de anemia. São eles: bebidas com cafeína, bebidas alcoólicas, chocolate, leite e derivados.

A quantidade diária adequada deve ser avaliada caso a caso. Lembrando que nenhum alimento deve ser excluído completamente da dieta, porque com exceção das bebidas alcoólicas, todos participam de alguma forma, do equilíbrio do corpo.

O leite e derivados são fontes de cálcio e outros minerais. Sendo assim, indicamos que procure um profissional da nutrição para essa avaliação.

5. Cozinhar em panela de ferro

O preparo dos alimentos em panelas de ferro, aumenta ainda mais a absorção desse mineral, por isso é uma técnica recomendada, que vem apresentando bons resultados.

6. Medicamentos e suplementos

Os medicamentos e/ou suplementos de ferro são indicados, nos casos de gravidez e crianças em fase de crescimento, porque o organismo pode não ser capaz de suprir todas as necessidades naquele momento.

Pessoas que optam por não consumir carne somente devem utilizar suplementos após avaliação médica ou nutricional, se detectada a carência de ferro.

Além disso, pessoas que tenham passado por cirurgias de estômago e intestino, com a retirada de regiões importantes para a absorção, também precisam de suplementos de ferro para manter uma taxa adequada do mineral no sangue.

7. Transfusão de sangue

Nos casos mais graves, como acidentes, tumores ou cirurgias, a perda de sangue em grande quantidade ou rapidamente, não permite que o organismo consiga repor as células a tempo. Para evitar problemas de saúde e até risco de morte, pode ser preciso transfundir bolsas de sangue.

Existem remédios para tratar a anemia?

Sim. Nos casos de anemia por carência de elementos essenciais para a formação de hemácias, podem ser prescritos complexos de minerais e vitaminas. Um exemplo comum é a recomendação de ácido fólico em comprimido, de forma preventiva, para as mulheres que pretendem engravidar.

O uso do ácido fólico no pré-natal, reduz o risco de malformação ou problemas no desenvolvimento neurológico do bebê.

O sulfato ferroso ou combiron fólico®, também é uma medicação amplamente utilizada para tratamento de anemias, com objetivo de repor o estoque do mineral (ferro) e facilitar a sua absorção, na fórmula associada ao ácido fólico.

Nos casos mais graves, de perda de sangue volumosa ou anemia severa, pode ser preciso prescrever medicação injetável, que tem um resultado mais rápido e eficaz.

De qualquer forma, é importante lembrar que essas formulações e suplementos, devem ser prescritos e acompanhados por profissionais desta área, pois o excesso de ferro também pode ser prejudicial à saúde.

Nenhuma medicação é livre de efeitos colaterais, nem mesmo os complexos de minerais e vitaminas.

Por esse motivo, não é recomendado o uso indiscriminado, ou por conta própria, de qualquer medicação, mesmo que seja natural ou complexos vitamínicos.

O que é a anemia?

A anemia significa uma redução na concentração de hemácias, as células do sangue responsáveis por transportar o oxigênio para todo o corpo. O baixo consumo de ferro, mineral essencial para a formação das hemácias, ainda é a principal causa de anemia no mundo.

Por isso, aumentar o consumo de ferro pode ser suficiente para resolver o problema. Entretanto, existem outras causas de anemia como uma hemorragia interna ou presença de um tumor, o que representa risco de vida e por isso devem ser investigados.

A causa da anemia deve ser sempre investigada.

Independente das mudanças na alimentação e hábitos de vida, procure um médico para investigar a causa desse problema.

Como saber se tenho anemia?

O quadro de anemia só pode ser confirmado após realizar um exame de sangue onde conste o hemograma, concentração de ferro e, se possível, de ferritina, no sangue.

Nem sempre é fácil perceber uma anemia. Os sintomas costumam ser muito inespecíficos, especialmente no início do problema. A não ser que tenha uma hemorragia e possa visualizar uma perda de sangue.

Podemos citar como sintomas mais comuns: fraqueza, tonturas, dores de cabeça, irritabilidade e dificuldade de concentração. Nas crianças, é uma importante causa de dificuldade no aprendizado.

As pessoas com anemia podem ter também vontade de comer coisas estranhas como terra, gelo, macarrão cru, limão e giz. Pode ser um sinal de que algo não está bem, especialmente em crianças.

Para maiores esclarecimentos, solicitação do exame de sangue e orientações gerais, converse com o seu médico da família ou clínico geral.

Saiba também quais são os tipos de anemia e como suspeitar da doença no artigo: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

Referências:

  • ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular.
  • Sociedade Vegetariana Brasileira - Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos.
  • Michael Auerbach, et al.; Treatment of iron deficiency anemia in adults. UpToDate. Jul 06, 2020.
Meningite bacteriana: o que é e quais são os seus sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A meningite bacteriana é a forma mais grave de meningite, um processo inflamatório das meninges, causado por bactérias. As meninges são as membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.

Os principais sintomas são a febre alta, dor de cabeça e pescoço rígido. No entanto, esses sintomas variam um pouco de acordo com a idade.

Trata-se de uma doença grave, com elevado risco de morte ou sequelas neurológicas, se não for tratada rapidamente. Por este motivo, na suspeita de meningite, procure imediatamente atendimento médico.

Sintomas da meningite bacteriana em adultos e crianças maiores

Os sintomas da doença variam um pouco de acordo com a idade e condições de saúde.

Inicialmente os sintomas são como uma virose comum, com fraqueza, mal-estar, congestão nasal e dor no corpo, mas após 2 ou 3 dias evolui com o quadro clínico característico, de meningite por bactérias:

  • Febre alta,
  • Dor de cabeça,
  • Rigidez de nuca (pescoço rígido),
  • Vômitos,
  • Sensibilidade à luz,
  • Confusão mental e
  • Manchas na pele.
Sintomas de meningite bacteriana em bebês

Nos recém-nascidos e crianças pequenas os sintomas são menos específicos, sendo importante estar mais atento, tendo com mais frequência o seguinte quadro:

  • Dificuldades de mamar/se alimentar (rejeita a alimentação),
  • Irritabilidade,
  • Choro inconsolável,
  • Vômitos,
  • Abaulamento da fontanela ("moleira" se torna mais endurecida)
  • Mudança de temperatura corporal (febre ou temperatura baixa),
  • Mastigação involuntária, aperto dos lábios, olhar em diferentes direções
  • Sonolência, mudança de comportamento,
A meningite bacteriana pode matar?

Sim. A meningite bacteriana é uma doença grave que pode matar ou deixar sequelas. As sequelas podem ser de sensibilidade, motoras, com dificuldade de andar; problemas neurológicos cognitivos e até precisar passar por amputação de membros.

Como evitar a meningite bacteriana?

A melhor forma de evitar a doença é através da vacinação. É fundamental manter a vacinação em dia, especialmente nas crianças que tem a imunidade ainda em amadurecimento. As vacinas obrigatórias do calendário vacinal são oferecidas de forma gratuita pelo Ministério da Saúde.

A vacina ACWY começou a ser disponibilizada no início de 2020, nas Unidades básicas de saúde (UBS), com o objetivo de reduzir ainda mais a mortalidade e sequelas pela meningite.

Manter a vacinação atualizada é a melhor forma de prevenir a meningite bacteriana! A meningite bacteriana tem cura?

Sim, a meningite bacteriana tem cura, sempre que o tratamento for iniciado rapidamente.

Por este motivo, ao perceber os sintomas, é importante que procure imediatamente um atendimento médico de urgência, para avaliação e tratamento.

Como é feito o tratamento da meningite bacteriana?

Na suspeita de meningite o tratamento deverá ser iniciado imediatamente, com:

  • Internação hospitalar
  • Início de antibiótico venoso
  • Isolamento de contato

Pode ainda ser preciso incluir o uso de corticoides, analgésicos e medicamentos para os sintomas apresentados. Porém, o antibiótico deve ser iniciado rapidamente. O mais adequado é que seja iniciado logo após a coleta dos exames. No entanto, se por algum motivo os exames não forem colhidos rapidamente, o medicamento deve ser administrado antes da coleta.

Como posso pegar meningite bacteriana?

A meningite bacteriana é transmitida de pessoa para pessoa através das vias respiratórias e pelo contato com as gotículas e secreções do nariz e da garganta.

Algumas bactérias como a Listeria monocytogenes e a Escherichia coli, podem ser transmitidas pelos alimentos.

Como é feito o diagnóstico da meningite bacteriana?

O diagnóstico da meningite bacteriana é realizado com base na história do paciente, nos sintomas que ele apresenta, exames de sangue e exame do líquor.

O exame do líquor é a coleta do líquido que envolve todo o sistema nervoso, cérebro e medula espinhal, da região lombar, com uma agulha. Este líquido vai para o laboratório e é analisado para que a bactéria que está causando a meningite seja identificada.

Uma pessoa com meningite bacteriana deve ficar isolada para não transmitir a doença.

É necessário que a pessoa com meningite bacteriana permaneça em isolamento até que a infeção seja controlada e a pessoa não, seja mais capaz de transmitir a bactéria.

Os exames de sangue confirmam quando a pessoa para de transmitir a doença por isso pode sair das medidas de isolamento.

Se você perceber algum sinal de meningite busque o mais rapidamente possível um médico de família ou neurologista procure uma emergência hospitalar.

Para saber mais sobre meningite, acesse:

Referências

  • Academia Brasileira de Neurologia.
  • Ministério da Saúde do Brasil.
  • Heckenberg, S.G.B.; Brouwer, M.C; Beek, D. Bacterial Minigitis. In: Biller, J.: Ferro, J.M. (organizadores). Handbook of Clinical Neurology, v.121, 2014. p. 1361-1375.
Quando e como começar a tomar a pílula anticoncepcional?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Tomar a pílula é algo simples e prático, mas é comum haver dúvidas quando se vai começar a tomar o anticoncepcional pela primeira vez. Vejamos quando e como começar a tomar a pílula anticoncepcional.

Quando posso começar a tomar a pílula anticoncepcional?

Existem duas formas de começar a tomar a pílula, ou no primeiro dia da menstruação, ou em qualquer outro dia do ciclo menstrual, desde que haja certeza de que não se está grávida.

  • Caso comece a tomar a pílula no primeiro dia da menstruação, você já está protegida contra gravidez, e não precisa usar nenhum outro método contraceptivo.
  • Caso deseje comece a tomar a pílula em outro momento do ciclo menstrual, tenha certeza de que não está grávida antes, se necessário você pode fazer um teste de gravidez.

Se for começar a tomar a pílula em outro dia que não o primeiro dia do período menstrual, você deve usar preservativo ou abster-se de relações sexuais durante uma semana, e só depois estará protegida de uma gravidez.

A proteção contra a gravidez só se inicia imediatamente se a pílula for tomada no primeiro dia da menstruação. Por isso, geralmente se recomenda que a mulher comece o contraceptivo no primeiro dia do ciclo menstrual, já que assim a proteção é imediata. Também através da menstruação é possível ter certeza que a mulher não está grávida.

Como devo tomar a pílula anticoncepcional?
  1. Tome uma pílula por dia, de preferência sempre no mesmo horário.
  2. Tome as pílulas conforme a indicação da cartela, geralmente começa-se na primeira fileira de comprimidos da esquerda para a direita. Siga até o fim, sem pular comprimidos ou mudar a ordem de tomada, para não se confundir.
  3. Esteja atenta ao número de comprimidos da cartela. Faça uma pausa de 7 dias entre uma cartela e outra, se sua cartela for de 21 comprimidos. Não faça pausa entre uma cartela e outra, se sua cartela for de 28 comprimidos.
Cartela com 21 comprimidos

Se a sua cartela tiver 21 comprimidos (Ciclo 21, Yasmin, Selene, Diane 35, Elani, Microvilar, Mercilon, Tamisa, etc), ao se terminar o último comprimido da cartela, deve-se aguardar sete dias para reiniciar a próxima cartela. Por exemplo, caso tenha tomado o último comprimido no domingo, aguarde até o próximo domingo para tomar o primeiro comprimido da próxima cartela.

Cartela com 28 comprimidos

Se a sua cartela contém 28 comprimidos (Tamisa 30 sem parar, Elani 28, Qlaira, Mercilon 28, etc) tome os 28 comprimidos diariamente e recomece uma nova cartela no dia a seguir ao término da primeira. Não precisa fazer pausa entre uma cartela e outra.

Leia também: Terminei a cartela do anticoncepcional, quando a menstruação deve vir?

O que faço se esquecer de tomar o anticoncepcional?

Se esqueceu de tomar a pílula até 12 horas do horário em que costuma tomar, tome imediatamente a pílula esquecida assim que lembrar e o próximo comprimido no horário habitual. Siga normalmente a cartela.

Se esqueceu de tomar a pílula por mais de 12 horas do horário habitual, tome a pílula esquecida e a pílula seguinte, juntas no horário habitual. Faço uso de um método contraceptivo de barreira como a camisinha durante uma semana.

Como tomar o Ciclo 21?

O ciclo 21 é um anticoncepcional composto por levonorgestrel e etinilestradiol, é uma pílula muito popular, inclusive porque é distribuída gratuitamente na rede pública.

A cartela do Ciclo 21 contém 21 comprimidos. Portanto, as recomendações são as mesmas para as demais pílulas orais de 21 comprimidos.

Comece a tomar no primeiro dia da menstruação, ou em outro dia desde que saiba que não está gravida, se for iniciar o anticoncepcional sem ser no primeiro dia da menstruação, faça uso de preservativo por sete dias.

Tome a pílula regularmente, todos os dias, sem esquecimentos, de preferência no mesmo horário.

Ao término da cartela faça uma pausa de 7 dias, ou seja, recomece a segunda cartela apenas após passado uma semana.

Leia mais em: A pílula Ciclo 21 é boa?

Para mais informações sobre o uso da pílula contraceptiva consulte um ginecologista ou médico de família.

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Herpes genital feminina: como evitar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para evitar a herpes genital é preciso fazer uso de preservativos durante as relações, como a camisinha (feminina ou masculina).

A herpes genital, é uma doença causada pelo vírus herpes simples, transmitida na maioria das vezes pelo contato íntimo genital, por isso denominada infecção sexualmente transmissível (IST). Porém, também pode passar da mãe para o bebê durante a gravidez, ou no parto natural, com risco de aborto e malformação fetal.

A transmissão é mais frequente, quando a doença está ativa, ou seja, na presença das feridas, no entanto, estudos mostram que mesmo sem sintomas, o vírus pode ser transmitido. Sendo assim, para evitar a doença, a única forma é fazer uso de camisinha, em todas as relações.

Quais os sintomas da herpes genital?

Os sintomas principais da herpes genital são:

  • Pequenas bolinhas com líquido no interior, dolorosas, que se distribuem em forma de buquê ou semelhantes a "cachos de uva"
  • Dor ou desconforto genital
  • Vermelhidão
  • Coceira
  • Ardência
  • Gânglios aumentados (ínguas) na virilha
  • Sintomas inespecíficos: febre baixa, mal-estar geral, dor de cabeça e cansaço.
Como tratar a herpes genital?

O tratamento para herpes genital inclui:

  • Medicamento antiviral (Aciclovir ou Valaciclovir);
  • Higiene íntima local com sabonete neutro
  • Alimentação saudável
  • Evitar hábitos ruins como o tabagismo.

A alimentação saudável, prática de atividades físicas, evitar situações de estresse e hábitos ruins, são as medidas mais eficazes para manter uma boa imunidade, evitando assim a reativação do vírus.

O tempo do início do tratamento também interfere na resposta, quanto antes começar o tratamento, mais rápido e eficaz será o resultado.

Herpes genital tem cura?

Não. A herpes genital feminina, ou masculina, não tem cura, mas o vírus pode permanecer inativo com um estilo de vida saudável.

O vírus da herpes não pode ser eliminado definitivamente, porque se aloja dentro de raízes nervosas, se protegendo do sistema imunológico do organismo. A única forma de evitar a doença é fazer uso de preservativo em todas as relações sexuais.

No entanto, após infectado, o vírus pode permanecer inativado ou "adormecido", dentro de um nervo, se mantiver estilo de vida saudável e boa imunidade.

Nos casos de baixa imunidade, seja por uma doença, virose, exposição ao sol, uso de medicamentos ou situações de estresse, esse vírus ganha força, desenvolvendo novamente os sintomas.

A alimentação, prática de exercícios e evitar estresse, favorecem a imunidade. A imunidade fortalecida, impede a reativação do vírus. Por isso, para manter o vírus inativo, procure manter um estilo de vida saudável.

Além disso, durante as crises de herpes genital, é fundamental que não tenha relação mesmo que protegida, porque aumenta o risco de transmitir o vírus para o parceiro e facilita a entrada de outros vírus. A crise de herpes, por exemplo, aumenta o risco de contrair o vírus da imunodeficiência humana (o HIV).

Quem tem herpes genital pode engravidar?

Sim. A mulher portadora de herpes genital pode engravidar normalmente, no entanto, é muito importante que informe ao médico obstetra que é portadora do vírus, mesmo que não apresente lesões há muito tempo, para que o seguimento seja feito com mais cuidado e principalmente para receber as orientações de prevenção de crise.

Referência:

  • FEBRASGO - Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia
  • Christine Johnston, Lawrence Corey. Current Concepts for Genital Herpes Simplex Virus Infection: Diagnostics and Pathogenesis of Genital Tract Shedding. Clin Microbiol Rev. 2016 Jan;29(1):149-61.
Fases do ciclo menstrual: o que você precisa saber
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O ciclo menstrual começa com o primeiro dia da menstruação e acaba quando a menstruação seguinte se inicia. De forma geral, o ciclo menstrual é composto de seis fases:

  1. Menstruação
  2. Fase folicular
  3. Fase proliferativa
  4. Ovulação
  5. Fase lútea
  6. Fase secretora

Algumas destas fases ocorrem ao mesmo tempo: duas delas, a fase proliferativa e secretora, acontecem no útero. Já as fases folicular e lútea, ocorrem nos ovários.

O ciclo menstrual completo dura de 24 a 38 dias e pode variar de ciclo para ciclo e se modificar ao longo dos anos.

Fases do ciclo menstrual: o ciclo uterino é composto pela menstruação, fase proliferativa, ovulação e fase secretora. No ciclo ovariano, a fase folicular (crescimento folicular) e fase lútea (formação do corpo lúteo). 1. Menstruação

A menstruação marca o início do ciclo menstrual e se caracteriza pelo período de sangramento. É a fase em que o sangue e o tecido que revestem internamente o útero, descamam e saem para o exterior do corpo através da vagina.

O período menstrual termina quando o sangramento cessa. A menstruação pode durar até 8 dias, mas em média, dura entre 5 e 6 dias.

2. Fase folicular

Ao mesmo tempo em que menstruação começa a acontecer no útero, a fase folicular se inicia nos ovários. Então, a fase folicular dura do começo da menstruação até a ovulação. Nesta fase os ovários trabalham para preparar o óvulo que será liberado durante a ovulação.

3. Fase proliferativa

A fase proliferativa começa com o fim da menstruação e termina quando acontece a ovulação. Nesta fase o útero produz um tecido interno mais espesso para substituir o tecido que descamou com a menstruação. Isto é feito com a ajuda do estrogênio.

Esta fase é chamada de proliferativa porque é nela o que endométrio (revestimento interno do útero) se prolifera, aumenta o número de células e se prepara para receber o óvulo, caso aconteça a fecundação.

4. Ovulação

A ovulação é a liberação do óvulo pelo ovário. Ela corresponde mais ou menos à metade do ciclo menstrual, em torno de 13 a 15 dias após o início da menstruação.

A fase da ovulação corresponde ao período fértil. É neste período que a gravidez ocorre. Nele a mulher pode perceber no seu corpo sinais como:

  • secreção vaginal transparente e elástica semelhante à clara de ovo,
  • aumento da temperatura corporal,
  • aumento da libido e do apetite e
  • dor no baixo ventre.

Estes são sinais de que você está fértil e pode engravidar se tiver relações sexuais neste período.

Saiba como calcular o seu período fértil neste artigo: Como calcular o Período Fértil?

5. Fase lútea

A fase lútea é o período entre a ovulação e o início da próxima menstruação. A sua duração tem em média, 9 a 16 dias. Quando a ovulação acontece, o folículo que continha o óvulo se transforma em uma estrutura chamada de corpo lúteo. O corpo lúteo começa então a produção de estrogênio e progesterona.

Nesta fase, devido a alterações hormonais, você pode sentir sintomas semelhantes aos sintomas pré-menstruais como: sensação de inchaço, maior sensibilidade nos seios, mudanças de humor e dores de cabeça.

O corpo lúteo é responsável pela produção de progesterona suficiente para sustentar a fase inicial da gravidez. Por volta do 9º e 11º dia após a ovulação, o corpo lúteo começa a se dissolver, os níveis de estrogênio e progesterona caem e a menstruação acontece novamente, o que dá início ao novo ciclo.

6. Fase secretora

A fase secretora começa após a ovulação e dura até o início da próxima menstruação. Nesta fase o tecido do útero secreta substâncias que auxiliam na fixação do óvulo fecundado na parede do útero (endométrio), na fase inicial da gravidez.

Se a gravidez não ocorrer, estas mesmas substâncias causam a contração do útero e ajudam o endométrio a descamar provocando a menstruação. Nesta fase, algumas mulheres podem sentir as cólicas menstruais, tanto no início como durante todo o período menstrual.

É importante que você conheça o seu ciclo menstrual, pois normalmente ele produz mudanças no seu corpo. Algumas mulheres sentem as modificações no humor, na pele, além de dores de cabeça, sensação de inchaço e no desejo sexual.

Conhecer o ciclo é também útil para as pessoas que querem engravidar ou evitar a gravidez.

Para esclarecer mais dúvidas sobre esse assunto, converse com um ginecologista.

Referência:

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
O que é neuropatia diabética? Quais os sintomas, tratamento e formas de prevenir a doença?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A neuropatia diabética é uma das complicações mais comuns da diabetes mellitus, que se caracterizada pelos sintomas de dor e sensibilidade alterada, especialmente nas mãos e nos pés, devido ao comprometimento dos nervos periféricos.

O açúcar elevado no sangue ou o tempo prolongado de doença, são a causa da disfunção dos nervos mais distais, ou nervos periféricos. O tratamento tem como base, controle da alimentação, medicamentos e hábitos de vida saudáveis.

Embora a neuropatia diabética não tenha cura, pode ser controlada com o tratamento adequado e medidas de prevenção da doença.

Sintomas de neuropatia diabética

Os sintomas da neuropatia diabética variam de acordo com o nervo ou nervos comprometidos, mas, em geral, incluem:

  • Dor contínua
  • Dor em "queimação"
  • Formigamento
  • Disestesia - Sensibilidade anormal ou alterada (dor desproporcional ao estímulo, como dor intensa após o toque de um algodão)
  • Menor sensibilidade (dormência em determinadas regiões, os pés são os locais mais acometidos).
Tratamento para neuropatia diabética

O principal tratamento da neuropatia diabética é o controle da glicemia (nível de açúcar no sangue). O tratamento deve ser iniciado ainda na fase de pré-diabetes, com exercício físico, dieta e se preciso, medicamentos.

Para a neuropatia já instalada, existem também opções de medicamentos para alívio dos sintomas, associado ao controle da glicemia. Os medicamentos mais indicados neste caso são:

  • Antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina,
  • Anticonvulsivantes, como topiramato, carmabamepina e oxcarbazepina;
  • Analgésicos, como paracetamol, tramal e
  • Tratamentos promissores em estudo (canabidiol, estimulação magnética transcraniana - TMS, entre outros).

A opção de tratamento deve ser analisada individualmente pelo neurologista, para evitar interação medicamentosa ou efeitos colaterais indesejados.

5 maneiras simples de prevenir a neuropatia diabética 1. Manter um estilo de vida saudável

Manter estilo de vida saudável é buscar o equilíbrio nos cuidados com a sua saúde.

A alimentação saudável, com a quantidade adequada de açúcar e carboidratos, reduzir a gordura e aumentar a ingesta de água, favorecem o metabolismo celular. Praticar atividade física regular, não fumar e evitar bebidas alcoólicas, também são fundamentais para evitar a agressão ao organismo e evitar as complicações da doença.

2. Usar corretamente as medicações

Tomar as medicações prescritas para o controle da diabetes, sem esquecimentos e se possível, sempre no mesmo horário, tem um papel importante no controle das funções do organismo, além de evitar a oscilação do açúcar no sangue.

3. Cuidar diariamente dos seus pés

Uma prática estimulada pelos profissionais de saúde que trabalham com portadores de diabetes, é sempre observar os pés, ao menos uma vez ao dia, para encontrar precocemente feridas nos pés.

Como a sensibilidade nas extremidades dos pés, é quase sempre comprometida, nos portadores de diabetes, não é raro haver machucados nos pés que não causam dor. Por este motivo, demoram a ser percebidos.

Assim, os machucados ficam expostos e devido a sua localização, podem infectar e complicar, rapidamente. Essa é uma das causas mais frequentes de amputações nos pacientes diabéticos.

4. Usar calçados confortáveis

Fazer uso de calçados adequados é mais um dos cuidados recomendados com os pés, em pessoas com diabetes. Os nossos pés sofrem pressão e pequenos traumas durante todo o dia, pelo uso normal, e pelo uso de calçados. Por isso, se puder reduzir essa agressão diária com o uso de calçados adequados, pode prevenir feridas e complicações típicas da doença.

5. Usar cremes hidratantes

Usar cremes hidratantes nos pés, pernas e mãos diariamente. A pele de pessoas com diabetes tem uma maior tendência ao ressecamento, o que favorece a formação de feridas no caso de traumas ou mesmo espontaneamente.

Manter a pele bem hidratada reduz o risco de machucados nessas regiões.

O médico responsável pelo tratamento e acompanhamento de diabetes é o endocrinologista.

Aproveite para entender um pouco mais sobre a alimentação adequada para pessoas com diabetes: Que cuidados com a alimentação deve ter uma pessoa diabética?

Leia também:

Formigamento nas mãos: o que pode ser e como tratar?

O que pode causar dor nas mãos? Como tratar?

Referências:

  • Sociedade Brasileira de Diabetes
  • Eva L Feldman, et al.; Epidemiology and classification of diabetic neuropathy. UpToDate. Apr 01, 2020.
5 formas fáceis de desentupir o nariz
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de nariz congestionado ou entupido pode ser aliviada com algumas medidas simples, como a lavagem nasal, aplicação de compressa na face ou inalação. Em algumas situações o uso de medicamentos também pode estar indicado.

Vejamos algumas dicas de como desentupir o nariz e aliviar a sensação de obstrução nasal:

1. Lavagem nasal

Uma forma simples, eficaz e rápida de desentupir o nariz é através da lavagem nasal. A lavagem nasal pode ser feita através da aplicação de soro fisiológico nas narinas ou de soluções salinizadas encontradas em farmácias, como o Rinosoro.

No adulto, em cada narina pode ser aplicado cerca de 10ml de soro fisiológico, durante várias vezes ao dia. É mais fácil aplicar o soro através da utilização de uma seringa, algumas soluções salina compradas já apresentam um conta-gotas ou um bico que permite destilar o soro no nariz com mais facilidade.

Se necessário, a lavagem nasal pode ser feita com uma maior volume de soro, visto que esse é um método bastante seguro.

Pode-se lavar o nariz toda vez que senti-lo entupido, ou apresentar coriza. Geralmente o desconforto da obstrução nasal é aliviado imediatamente, logo após a lavagem.

A lavagem nasal também pode ser realizadas em crianças, com uma quantidade menor de soro fisiológico. Em bebês pode ser usado 2,5 ml em cada narina, em crianças maiores 5 ml de soro já costuma levar ao alívio dos sintomas.

Como preparar uma solução salina em casa?

Para aliviar o nariz congestionado e a presença de secreções na via aérea, pode-se preparar uma solução com água e sal em casa. Basta unir 250ml de água filtrada ou fervida e cerca de 2 colheres de chá de sal marinho, sem iodo.

O sal deve ser o mais puro possível, sem substâncias externas como o iodo, pois outros materiais podem irritar a via aérea. A água também deve ser filtrada ou fervida para evitar a presença de impurezas e micro-organismos. Aplique a solução de forma semelhante ao soro fisiológico, através da seringa ou de um dispositivo próprio para lavagem nasal, chamado Neti.

2. Aplicação de compressas de água quente na face

Em casos de obstrução nasal causada por sinusite a aplicação de compressas quentes sobre os seios da face, ou seja, na região da testa, nariz e maçãs do rosto, pode ajudar a trazer alivio na sensação de peso e dor de cabeça causada pelo acumulo de secreções nessa região, também ajudando na desobstrução do nariz.

3. Inalação

A inalação de soro fisiológico pode ajudar a fluidificar as vias aéreas, embora não seja um método imediato de alívio da obstrução nasal, pode trazer maior conforto respiratório e auxiliar na resolução de doenças infecciosas e inflamatórios das vias áreas.

A inalação pode ser realizada através do uso de um inalador com soro fisiológico, ou através da inalação do vapor de uma panela com água a ferver. Também é possível inalar os vapores da água do chuveiro durante o banho.

4. Evitar substâncias alérgenas

A obstrução nasal pode ser desencadeada por substâncias que causam uma reação alérgica, levando ao edema da mucosa nasal provocando espirros, coriza e prurido. Nessas situações é essencial estar atento aos possíveis desencadeadores da reação alérgica, como ácaros, pólen, pelos de cães e gatos.

Se afastar da substância alérgica assim que notar sintomas de alergia, como obstrução nasal e espirros, já ajuda a controlar esses sintomas.

É importante manter uma boa higiene ambiental para afastar esses irritantes, evitando o uso de objetos que possam acumular esses materiais como tapetes, cortinas, almofadas e deixando os ambientes limpos e bem ventilados.

Evitar a exposição a fumaça, cigarro, poluentes, perfumes e odores fortes também pode prevenir os sintomas.

Leia também: Rinite tem cura? Qual o tratamento

5. Hidratação

Manter-se bem hidratado ajuda a fluidificar o muco e as secreções nasais, facilitando a sua drenagem e reduzindo a congestão nasal. Portanto, caso apresente congestão nasal por excesso de muco e secreção beba água e líquidos constantemente.

Quando devo usar medicamentos para desentupir o nariz?

Os descongestionantes nasais, contendo substâncias como a pseudoefedrina e a fenilefrina, reduzem o calibre dos vasos do nariz, trazendo alivio rápido e imediato para a congestão nasal. No entanto, devem ser usados pelo menor tempo possível, pois podem causar dependência e efeito rebote, ou seja, a congestão nasal pode tornar-se pior com o decorrer do tempo.

Quadros de congestão nasal causados por rinite alérgica podem ser aliviados rapidamente através do uso de anti-histamínicos (anti-alérgicos), como a loratadina, desloratadina, fexofenadina, entre outros.

Em casos de sinusites agudas de causa bacteriana, o uso de antibióticos pode ser necessário. Em algumas situações o uso de corticoides também pode ser utilizados para aliviar os sintomas mais rapidamente.

Caso apresente obstrução nasal persistente, acompanhada de outros sintomas, consulte o seu médico para uma avaliação.

Como devo tratar uma picada de aranha? Quais os sintomas e mordidas perigosas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma picada de aranha, seja qual for a espécie, deve ser tratada imediatamente, com os seguintes cuidados:

  • Lavar o local da picada com sabão neutro e água corrente;
  • Aplicar compressão fria para aliviar a dor;
  • Manter o membro elevado e
  • Procurar um atendimento de emergência.

Além disso, é fundamental procurar identificar a espécie da aranha e, se possível, levá-la junto com você para o atendimento, porque algumas espécies são mais perigosas e oferecem risco para a saúde do homem e outras são menos agressivas.

Portanto, procure capturar o animal para levar junto ao atendimento de urgência, ou pelo menos registrar com uma foto, ou vídeo, o que pode ajudar a equipe identificar qual é a espécie.

As aranhas marrom, a armadeira e a viúva-negra são as espécies mais perigosas e temidas. No caso de picada por uma dessas aranhas, pode ser indicado a administração do soro antiaracnídico ou antídotos específicos para o veneno da aranha identificada.

Os sintomas e caraterísticas da picada também podem ajudar na identificação da espécie, embora, a grande maioria dos sintomas sejam semelhantes.

Sintomas de uma picada de aranha

Os sintomas de uma picada de aranha são em geral:

  • Dor em queimação,
  • Vermelhidão,
  • Inchaço,
  • Sintomas inespecíficos: Febre, mal-estar, fraqueza, náuseas e vômitos.

No caso de picada por aranhas mais perigosas, pode haver ainda: formação de feridas grandes, com área de necrose e infecção; dor intensa, contrações musculares, falta de ar, crise convulsiva e até a morte.

As mordidas mais perigosas de aranha, são aquelas causadas pelas aranhas: marrom, aranha armadeira e viúva-negra.

1. Picada de aranha marrom

A picada de aranha marrom é uma das feridas mais complicadas. Inicialmente não causa dor ou a dor é discreta, mas com o passar das horas a dor aumenta e a ferida apresenta vermelhidão, bolhas, coceira, calor e inchaço importante.

A aranha tem a coloração amarronzada, não costuma ultrapassar 3 cm de diâmetro, com as pernas longas e finas. A sua teia é irregular, semelhante a um chumaço de algodão.

A toxina encontrada no veneno dessa espécie é capaz de se espalhar, atingindo grandes dimensões e causando a morte de células (necrose).

Se a ferida for muito extensa e sofrer necrose, é preciso realizar pequenos procedimentos cirúrgicos (debridamento), quase diariamente, para retirar a parte morta e assim evitar uma infecção na região.

Se houver sinal de infecção, como presença de pus e mau cheiro, além da limpeza cirúrgica, é preciso iniciar antibioticoterapia.

Ferida na palma da mão, já em processo de cicatrização, com crosta de necrose no centro, causada por uma picada de aranha marrom. 2. Picada de aranha armadeira

A picada da aranha armadeira é uma das mais temidas, pois essa espécie possui um veneno potente contra o homem, que pode levar a morte. Felizmente já existe antídoto contra esse veneno.

A aranha tem um tamanho aproximado de 5 cm, com as pernas mais compridas, coloração amarronzada, aspecto peludo e faixas brancas ou pretas nas patas. Essa espécie tem uma curiosidade, que é a elevação das patas da frente, quando se sente ameaçada, daí a origem do seu nome (ela se "arma" para atacar).

A picada causa dor forte, desde o início, edema, vermelhidão e calor local. Sendo comum ainda, apresentar sintomas gerais como febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, mal-estar e queda da pressão.

Aranha armadeira, com as patas dianteiras levantadas, em sinal de ataque. 3. Picada de viúva-negra

A picada da viúva-negra, é outra picada perigosa, devido ao veneno que possui.

A aranha é pequena, por volta de 2 cm, de coloração escura, com centro pintado em tom avermelhado.

A picada dessa espécie causa uma dor intensa, inchaço e vermelhidão, logo quando ocorre o acidente, ainda, sintomas sistêmicos de suor frio, contrações musculares, alterações na pressão e palpitação.

Viúva-negra. Aranha pequena, negra, como sinal característico de mancha vermelha no seu dorso. Fui picado por uma aranha, o que não posso fazer?

É importante também que você conheça as medidas que não ajudam e podem piorar a ferida e reação ao veneno das aranhas.

Se você sofrer uma picada de aranha, não amarre ou faça torniquete na região afetada

Além disso, não coloque qualquer substância no local da picada ou curativos para não aumentar o risco de infecções.

O consumo de bebidas alcoólicas ou qualquer outro líquido com o intuito de cortar o efeito do veneno, é contraindicado, pois não é eficaz contra o veneno e pode confundir e/ou mascarar os sinais de intoxicação pela picada.

Apenas lave a ferida, tente capturar o animal ou registrar em uma foto e procure um atendimento de emergência. Não perca tempo para evitar complicações.

Medidas para evitar uma picada de aranhas
  • Manter jardins e quintais limpos, manter a grama bem aparada;
  • Evitar o acúmulo de entulhos, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas, inclusive terrenos baldios,
  • Usar luvas de raspa de couro ao mexer com folhas, lixo, palha ou lenha, ou quando trabalhar com material de construção,
  • Proteger frestas de janelas principalmente ao entardecer, em regiões com maior incidência de escorpiões e aranhas, pois é a hora mais comum de entrada desses animais nas residências,
  • Vedar ralos de pia, tanque e ralos de chão,
  • Sacudir e verificar as roupas e sapatos antes de usar,
  • Não pôr a mão em buracos na terra,
  • Colocar lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros insetos, alimentação predileta de aranhas e escorpiões,
  • Solicitar auxílio aos órgãos responsáveis em sua cidade, sempre que encontrar um desses animais na sua residência, para que sejam tomadas as medidas cabíveis.
Espécies de aranhas menos perigosas 1. Picada de aranha de jardim

A aranha de jardim, também chamada aranha de grama ou aranha-lobo, é uma espécie pequena, com uma característica de carregar centenas de filhotes em seu dorso, e por vezes, apresenta faixas pretas, bem visíveis, nas suas patas.

Importante espécie para o biossistema, porque se alimenta de insetos e não é perigosa para o homem.

A sua picada causa dor leve a moderada, em queimação, vermelhidão e edema. Não é preciso tratamento específico. Os sintomas acabam se resolvendo espontaneamente em poucos dias.

Aranha de jardim. Coloração amarronzada, aspecto peludo, com desenho no dorso semelhante a uma seta e carregando centenas de filhotes no dorso, mais uma característica dessa espécie. 2. Picada de aranha de pernas longas

A aranha de pernas longas também é uma aranha que não oferece grande risco para o homem. Costuma ser encontrada em ambientes úmidos dentro e fora de casa e se alimenta de insetos.

As suas pernas são quase 5 vezes maior do que o seu diâmetro, o que facilita a sua identificação.

A picada dessa espécie causa sintomas discretos de dor, vermelhidão e edema. Da mesma forma que a aranha de jardim, geralmente não precisa de tratamento e os sintomas desaparecem de maneira espontânea.

Aranha de pernas longas. 3. Picada de aranha caranguejeira

As caranguejeiras são as espécies grandes, que atingem os maiores tamanhos, chegando a 28 cm de envergadura de pernas, de coloração amarronzada e aspecto peludo. Porém, não oferecem risco ao homem, porque não são venenosas.

Para a sua defesa, a aranha pode expelir pelos (cerdas), encontrados em toda a sua extensão, que causam grande irritabilidade na pele. Pessoas alérgicas podem desenvolver urticária, sendo preciso fazer uso de antialérgicos e corticoides, embora a irritabilidade possa desaparecer de maneira espontânea.

Aranha caranguejeira. Coloração escura com aspecto peludo.

Referências:

  • Anvisa (agência nacional de vigilância sanitária).
  • Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
  • Instituto Butantan.
Exame de colesterol: O que é? Para que serve? Quais os valores normais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame de colesterol, também conhecido por lipidograma ou perfil lipídico, é um exame que avalia as concentrações de gordura no sangue.

A sua principal função é ajudar na prevenção de doenças vasculares, como o infarto cardíaco e o derrame cerebral (AVC). O colesterol ruim alto, aumenta o risco para essas doenças. O exame permite identificar essas alterações e iniciar um tratamento preventivo, que reduz esse risco.

Os valores normais de colesterol variam de acordo com os fatores de risco e estilo de vida de cada um, porém é fundamental que o colesterol ruim (LDL), esteja pelo menos abaixo de 130 mg/dl, enquanto o colesterol bom (HDL), deve estar acima de 40mg/dl.

Não é preciso de jejum para realizar o exame de colesterol!

Atualmente já não é mais recomendado o jejum de 12 horas para a realização de diversos exames, um deles é o exame de colesterol.

Sendo assim, deve manter a alimentação habitual até o dia do exame, evitando apenas:

  • Consumo de bebidas alcoólicas pelo menos 3 dias antes e
  • Prática de exercícios físicos, no dia anterior à coleta do sangue.

A única exceção é quando o exame de triglicerídeos encontra-se alterado. Se o valor dos triglicerideos estiver acima de 440 mg/dl, é preciso repetir esse exame, com o jejum de 12 horas, para reavaliação.

Valor normal de colesterol

Recentemente foram atualizados os valores considerados ideais de colesterol, que variam de acordo com os fatores de risco, estilo de vida e condições de saúde de cada um. O médico deverá calcular esse valor de risco na consulta médica e através de exames clínicos e laboratoriais.

Dessa forma, pessoas consideradas com alto risco para doenças vasculares, precisam manter as taxas de colesterol ruim (LDL) mais baixas do que aqueles considerados de baixo risco.

VALORES IDEAIS DE COLESTEROL
Tipo de colesterol Valor ideal
Colesterol total Abaixo de 190 mg/dl
LDL
Muito alto risco Abaixo de 50 mg/dl
Alto risco Abaixo de 70 mg/dl
Médio risco Abaixo de 100 mg/dl
Baixo risco Abaixo de 130 mg/dl
HDL Acima de 40 mg/dl
Triglicerideos (sem jejum) Abaixo de 175 mg/dl
Triglicerideos (com jejum de 12 h) Abaixo de 150 mg/dl
Quais são os fatores de risco para doenças vasculares?
  • Idade (Homens a partir de 45 anos e Mulheres a partir dos 55 anos);
  • Tabagismo;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • História familiar de colesterol aumentado;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade e
  • Doença cardíaca prévia, especialmente história de infarto agudo do miocárdio.

Quanto mais fatores de risco apresentar, maior a exigência de controle do colesterol ruim, e os níveis considerados normais, devem ser mais baixos.

A mudança de hábitos de vida, é a principal medida para diminuir o colesterol ruim (LDL).

O tratamento e medidas para diminuir a taxa de colesterol ruim começa na mudança de hábitos de vida.

A atividade física regular, alimentação balanceada, evitar bebidas alcoólicas e abandonar hábitos ruins como o cigarro, são fundamentais para reduzir o colesterol ruim.

A prática regular de exercícios, também favorece o aumento do colesterol bom (HDL), colesterol que contribui para a redução do LDL.

Quando é indicado fazer o exame de colesterol? O primeiro exame de colesterol deve ser feito ainda na infância.

De acordo com as diretrizes atuais das associações de cardiologia, o primeiro exame de colesterol já deve ser feito na infância, entre os 9 e 11 anos de idade. No caso de crianças com história familiar de hipercolesterolemia ou diabetes, deve ser feito ainda antes dos 9 anos.

Para adultos, é indicado começar o rastreio aos 20 anos, repetindo a cada 5 anos, enquanto mantiver valores dentro dos limites adequados. Contudo, se o exame se apresentar alterado, esse acompanhamento deve ser anual e não mais a cada 5 anos.

Para realizar o exame do colesterol é preciso um pedido médico. Converse com o médico da família para avaliar a sua necessidade, calcular o risco real e valores adequados de colesterol no sangue.

Saiba como se alimentar de forma saudável e contribuir para a redução do colesterol ruim, no seguinte artigo: Como deve ser a dieta para baixar o colesterol?

Referências:

  • American Heart Association - What Your Cholesterol Levels Mean. May 22, 2020.
  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia - 2017.
  • Sociedade Brasileira de Diabetes.