Últimas Questões

Magnésio: para que serve e quais os benefícios para a saúde?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O magnésio é um mineral indispensável para a nutrição humana, que serve para manter o bom funcionamento do corpo e traz muitos benefícios para a saúde, sendo necessário em mais de 300 reações bioquímicas no organismo. Todos os órgãos e tecidos do corpo, especialmente o coração, os músculos e os rins, precisam de magnésio.

O magnésio ajuda a manter o funcionamento normal dos músculos e dos nervos, atua no sistema imunológico, mantém os batimentos cardíacos constantes e faz parte da composição dos ossos e dos dentes. Também auxilia a manutenção dos níveis de glicose no sangue e participa na produção de energia e proteínas pelo corpo.

A maior parte do magnésio da dieta vem de vegetais folhosos verde-escuros. Outros alimentos que são uma boa fonte de magnésio incluem:

  • Frutas (bananas, damasco, abacate);
  • Nozes (amêndoas, castanha de caju);
  • Ervilhas, feijão, grão-de-bico, lentilha, sementes;
  • Produtos de soja (farinha de soja, tofu);
  • Grãos integrais (arroz integral e milho);
  • Leite.

Os efeitos colaterais da alta ingestão de magnésio são pouco comuns, já que o corpo geralmente remove quantidades excessivas do mineral. O excesso de magnésio quase sempre ocorre quando uma pessoa toma muito suplemento de magnésio ou laxante.

Quais são as doses diárias indicadas de magnésio?

A quantidade de ingestão diária de magnésio através da alimentação, corresponde a seguinte:

Bebês
  • Bebês com menos de 6 meses de idade: 30 mg/dia;
  • Bebês de 6 meses a 1 ano: 75 mg/dia.
Crianças
  • De 1 a 3 anos: 80 mg/dia;
  • De 4 a 8 anos: 130 mg/dia;
  • Dos 9 aos 13 anos: 240 mg/dia;
  • Dos 14 aos 18 anos (homens): 410 mg/dia;
  • Dos 14 aos 18 anos (mulheres): 360 mg/dia.
Adultos
  • Homens adultos: 400 a 420 mg/dia;
  • Mulheres adultas: 310 a 320 mg/dia;
  • Grávidas: 350 a 400 mg/dia;
  • Mulheres que amamentam: 310 a 360 mg/dia.
Quais as causas da falta de magnésio?

A falta de magnésio é mais comum em pessoas que consomem álcool em excesso ou naquelas que absorvem menos magnésio, como as que têm doenças gastrointestinais ou que fizeram cirurgias que causam má absorção, os idosos e as pessoas com diabetes tipo 2.

A falta de magnésio também tem como causas:

  • Queimaduras que afetam uma grande área do corpo;
  • Diarreia crônica;
  • Micção excessiva, frequente em casos de diabetes e durante a recuperação de insuficiência renal aguda;
  • Hiperaldosteronismo (distúrbio no qual as glândulas suprarrenais liberam muito hormônio aldosterona no sangue);
  • Distúrbios nos túbulos renais;
  • Síndromes de má absorção, como doença celíaca e doença inflamatória do intestino;
  • Desnutrição;
  • Uso de medicamentos, como anfotericina, cisplatina, ciclosporina, diuréticos, inibidores da bomba de prótons e certos antibióticos;
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Transpiração excessiva.
Quais os sintomas da falta de magnésio?

A deficiência de magnésio (hipomagnesemia) é uma condição em que a quantidade de magnésio no sangue é menor que o normal. A deficiência de magnésio é rara, embora nem todas as pessoas consigam ingerir as quantidades adequadas do mineral através da dieta.

A falta de magnésio pode causar sinais e sintomas como hiperexcitabilidade, fraqueza muscular e sonolência. Os sintomas iniciais da deficiência de magnésio incluem perda de apetite, náusea, vômito, fadiga e fraqueza.

Quando a deficiência de magnésio é moderada, a pessoa pode apresentar dormência, formigamento, contrações e cãibras musculares, movimentos anormais dos olhos (nistagmo), convulsões, mudanças de personalidade e batimento cardíaco irregular.

Em casos graves de falta de magnésio, pode haver diminuição dos níveis de cálcio (hipocalcemia) e potássio no sangue (hipocalemia).

Qual é o tratamento para a falta de magnésio?

O tratamento para a deficiência de magnésio depende do tipo de problema que está diminuindo o nível do mineral no sangue. Pode incluir a administração de soro por via intravenosa, magnésio por via oral ou intravenosa e medicamentos para aliviar os sintomas.

Sem tratamento, a falta de magnésio pode trazer complicações como parada cardíaca, parada respiratória e morte.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um nutricionista.

Quais as taxas ideais de colesterol?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As taxas ideais de colesterol HDL, LDL, VLDL, não-HDL e colesterol total variam de acordo com a idade e são diferentes para homens e mulheres. A seguir detalhamos os valores de acordo com os valores praticados atualmente.

Taxas ideais de colesterol para pessoas com até 19 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total Menos de 170 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 120 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL Mais de 45 mg/dL

Taxas ideais de colesterol para homens a partir dos 20 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 130 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL 40 mg/dL ou superior

Taxas ideais de colesterol para mulheres a partir dos 20 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 130 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL 50 mg/dL ou superior
Com que frequência devo medir as taxas de colesterol?

Quem tem 20 anos ou mais deve medir as taxas de colesterol pelo menos uma vez a cada 5 anos. Homens de 45 a 65 anos e mulheres de 55 a 65 anos devem fazer o exame de colesterol a cada 1 ou 2 anos.

Para pessoas com até 19 anos, as recomendações são as seguintes:

  • O primeiro exame de colesterol deve ser feito a partir dos 5 anos de idade; depois repetir de acordo com a história familiar e resultado, variando de ano em ano ou a cada 5 anos;
  • Crianças com história familiar de colesterol alto, infarto ou derrame cerebral podem precisar fazer o exame a cada 2 anos.

O nível de colesterol é medido através de um exame de sangue. Antes do exame, é preciso estar em jejum durante 8 horas.

O que é colesterol?

O colesterol é uma espécie de gordura encontrada em todas as células do corpo. O colesterol está presente em alguns alimentos, como carnes e laticínios, além de ser produzido pelo fígado. O corpo precisa de colesterol para funcionar adequadamente. Porém, as taxas devem estar dentro do ideal para evitar doenças tromboembólicas.

Quais são os tipos de colesterol?

Existem 3 tipos de colesterol: LDL, HDL e VLDL. O colesterol total é a quantidade total de colesterol no sangue e inclui os 3 tipos (LDL, HDL e VLDL).

O colesterol LDL é o chamado colesterol “ruim”, pois se acumula na parede das artérias e forma placas de gordura, obstruindo a circulação sanguínea. Ter um nível de colesterol LDL alto aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O colesterol HDL é conhecido como colesterol “bom”, pois não se acumula nas artérias e ajuda a eliminar o colesterol ruim (LDL) do sangue.

O colesterol VLDL também é considerado um tipo de colesterol ruim, pois pode se acumular nas artérias se estiver com um valor alto.

O colesterol não-HDL é o colesterol total menos o bom colesterol (HDL). Portanto, o colesterol não-HDL apresentado no resultado do exame de sangue inclui o colesterol ruim (LDL) e outros tipos de colesterol, como o VLDL.

Triglicerídeos são um tipo de colesterol?

Os triglicerídeos também são gorduras, mas não são um tipo de colesterol. Contudo, as suas taxas também são avaliadas no exame de colesterol. Níveis altos de triglicerídeos aumentam o risco de doenças cardiovasculares, assim como o LDL.

O valor de referência de triglicerídeos é de até 150 mg/dL. Portanto, um nível normal de triglicerídeos deve estar abaixo de 150 mg/dL.

O que pode deixar o colesterol alto ou baixo? Dieta

A gordura saturada e o colesterol presentes nos alimentos aumentam o nível de colesterol no sangue. A gordura saturada é a principal responsável pelo aumento, mas o colesterol dos alimentos também exerce um papel importante. Diminuir a quantidade de gorduras saturadas na dieta ajuda a baixar o colesterol. Os alimentos que apresentam altos níveis de gorduras saturadas incluem algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

Peso

O excesso de peso também aumenta o colesterol. Perder peso pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL), colesterol total e triglicerídeos, além de ajudar a aumentar o bom colesterol (HDL).

Atividade física

A atividade física regular pode ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL). Para isso, recomenda-se praticar exercícios durante 30 minutos, pelo menos 4 vezes por semana.

Tabagismo

Fumar reduz o bom colesterol (HDL), contribuindo assim, para um nível mais alto de colesterol ruim (LDL).

Idade e alterações hormonais

À medida que mulheres e homens envelhecem, seus níveis de colesterol aumentam. Antes da menopausa, as mulheres apresentam níveis mais baixos de colesterol total do que os homens da mesma idade. Após a menopausa, os níveis de colesterol (LDL) nas mulheres tendem a aumentar.

História familiar

A genética determina parcialmente a quantidade de colesterol que o corpo produz. Por isso, o colesterol alto pode ocorrer em pessoas da mesma família.

Como baixar o colesterol?
  • Ter uma dieta pobre em gorduras;
  • Controlar o peso;
  • Praticar atividade física.

Se as mudanças no estilo de vida por si só não forem suficientes para baixar o colesterol alto, pode ser necessário tomar medicamentos.

O médico que solicitou o exame de sangue é o responsável pela interpretação dos resultados dos valores de colesterol. Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Leia também: O stress aumenta o nível de colesterol?

Herpes zoster é contagioso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Herpes zoster pode ser contagioso, porém não tanto quanto a catapora, embora seja causado pelo mesmo vírus. O Herpes zoster só é transmitido quando existem lesões muito extensas e acontece o contato direto com o líquido eliminado das bolhas.

Quando as bolhas se secam, a doença já não é transmitida.

Se um adulto ou uma criança que não teve catapora ou não recebeu vacina contra a doença, entrar em contato direto com uma lesão de herpes zoster, poderá desenvolver a catapora (varicela) e não a herpes zoster, como primeira manifestação clínica.

Herpes zoster ("cobreiro") O que é herpes zoster?

O herpes zoster, popularmente chamado de “cobreiro”, é uma manifestação clínica do mesmo vírus da catapora, o vírus varicela-zoster.

O herpes zoster pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente em idosos, pessoas que tiveram catapora antes de completar 1 ano de idade ou que têm o sistema imunológico enfraquecido por medicamentos ou doenças, como diabetes mellitus descompensado, e uso crônico de corticoides ou imunossupressores.

Quais são os sintomas do herpes zoster?

Os primeiros sintomas do herpes zoster são a dor, o formigamento ou a queimação em um local do corpo, que segue o trajeto de um nervo. O local mais frequente é o dorso, no entanto a vermelhidão segue da região dorsal até abaixo da axila ou até o tórax.

Toda a região se torna muito sensível, como dor e a queimação intensas, dificultando inclusive o uso de qualquer tipo de roupa, principalmente em contato direto com a pele, como o sutiã.

Após a alteração de sensibilidade aparecem as manchas vermelhas e pequenas bolhas cheias de líquido.Em seguida as bolhas estouram, formando feridas que depois secam e formam crostas. Com duas a três semanas, as crostas desaparecem.

A sua extensão varia de acordo com a localização e imunidade, sempre acometendo o trajeto de um nervo. Apesar do dorso ser o local mais frequente, a doença pode afetar ainda o rosto, os olhos, a boca e os ouvidos.

Outros sintomas do herpes zoster podem incluir:

  • Febre e calafrios;
  • Sensação de mal-estar;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações;
  • Inflamação dos gânglios linfáticos.

O cobreiro desaparece depois de duas ou três semanas e raramente volta a aparecer. Se o vírus afetar os nervos que controlam os movimentos, pode ocorrer fraqueza ou paralisia temporária ou permanente.

Em alguns casos, a dor na área onde o herpes zoster surgiu pode durar meses ou anos. Essa dor é chamada de neuralgia pós-herpética. Isso ocorre quando os nervos foram danificados após um surto de herpes zoster. A dor pode variar de leve a muito intensa. A neuralgia pós-herpética é mais provável de ocorrer em pessoas com mais de 60 anos de idade.

As complicações do herpes zoster podem incluir:

  • Novo surto de cobreiro;
  • Infecções bacterianas da pele;
  • Cegueira (quando afeta os olhos);
  • Surdez;
  • Infecção no cérebro (encefalite) ou infecção generalizada em pessoas com imunidade baixa;
  • Síndrome de Ramsay Hunt, quando o herpes zoster afeta os nervos do rosto ou do ouvido.
Sintomas de herpes zoster no rosto

Se o cobreiro afetar um nervo facial, pode haver dor, fraqueza muscular e erupções cutâneas em diferentes partes da face. O herpes zoster no rosto pode causar os seguintes sinais e sintomas:

  • Dificuldade para movimentar alguns músculos do rosto;
  • Queda da pálpebra;
  • Perda auditiva;
  • Perda do movimento dos olhos;
  • Alterações no paladar;
  • Problemas de visão.
Qual é o tratamento para herpes zoster?

O tratamento do herpes zoster é feito com medicamento antiviral. O medicamento ajuda a reduzir a dor, prevenir complicações e encurtar o curso da doença.

Os antivirais são mais eficazes quando começam a ser tomados nas primeiras 72 horas após a primeira sensação de dor ou queimação.

A medicação usada para tratar o herpes zoster geralmente é administrada por via oral, sob a forma de comprimidos.

Medicamentos anti-inflamatórios potentes, como o corticoide, podem ser associados para reduzir a inflamação e a dor.

Outros medicamentos utilizados no tratamento do cobreiro incluem:

  • Anti-histamínicos orais ou aplicados na pele, para reduzir a coceira;
  • Analgésicos, para aliviar a dor;
  • Zostrix, um creme para diminuir a dor.

Algumas medidas e cuidados indicados durante o tratamento do herpes zoster:

  • Cuide da pele aplicando compressas úmidas e frias para reduzir a dor;
  • Mantenha-se em repouso caso apresente febre;
  • Evite contato com outras pessoas enquanto as lesões estiverem liberando líquido, para evitar a transmissão do vírus, principalmente com mulheres grávidas.
Herpes zoster tem cura?

O herpes zoster não tem cura. Uma vez infectada, a pessoa permanece com o vírus no corpo até o fim da vida. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e diminuir o tempo de duração das manifestações. Contudo, depois de aparecer uma vez, o cobreiro raramente volta a se manifestar.

Existem duas vacinas disponíveis para herpes zoster, a vacina viva e a vacina recombinante. A vacina contra o cobreiro é diferente da vacina contra a catapora. Adultos mais velhos que recebem a vacina do herpes zoster têm menos chances de desenvolver complicações da doença.

O médico dermatologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar o herpes zoster.

Para que serve a contagem de reticulócitos?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Reticulócitos são glóbulos vermelhos levemente imaturos. A contagem de reticulócitos é um exame de sangue que mede a quantidade dessas células no sangue. O exame de reticulócitos serve para determinar se os glóbulos vermelhos estão sendo produzidos pela medula óssea a uma taxa apropriada. O número de reticulócitos no sangue indica quão rapidamente eles estão sendo produzidos e liberados pela medula óssea.

A contagem de reticulócitos é realizada através da colheita de uma amostra de sangue e não é necessária nenhuma preparação especial para a realização do exame.

Em adultos saudáveis sem anemia, um resultado normal para a contagem de reticulócitos deve apresentar valores entre 0,5% e 2,5%. As faixas de valores normais podem variar um pouco entre os laboratórios, que podem utilizar medições diferentes ou analisar amostras diferentes.

Os valores normais do exame de reticulócitos depende do nível de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio. O intervalo entre os valores é maior se a hemoglobina estiver baixa devido a sangramentos ou destruição dos glóbulos vermelhos.

Reticulócitos altos

Um nível de reticulócitos alto, com uma contagem acima dos valores normais, pode ser sinal de anemia hemolítica (tipo de anemia em que os glóbulos vermelhos são destruídos antes do tempo), sangramento, eritroblastose fetal (doença do sangue presente no feto ou em bebê recém-nascido) ou doença renal com aumento da produção do hormônio eritropoietina.

Níveis de reticulócitos aumentados também podem ser observados durante a gravidez.

Reticulócitos baixos

Reticulócitos baixos, com uma contagem de reticulócitos abaixo do normal, podem indicar a presença de:

  • Insuficiência da medula óssea causada por toxicidade de certos medicamentos, tumores, radioterapia ou infecção;
  • Cirrose hepática;
  • Anemia causada por baixos níveis de ferro, folato ou vitamina B12;
  • Insuficiência renal crônica.

O médico que solicitou o exame de reticulócitos é o responsável pela interpretação dos resultados do mesmo.

Frieira e micose são a mesma coisa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma micose no pé. A micose é uma infecção de pele causada por fungo. No caso da frieira, a infecção é causada pela presença e proliferação de fungo no pé. O seu nome é tinea pedis e é o tipo mais comum de micose.

Portanto, toda frieira é uma micose, mas nem toda micose pode ser chamada de frieira, a menos que ocorra no pé. Nesse sentido, não se pode dizer propriamente que frieira e micose são a mesma coisa.

Frieira (micose no pé)

O pé de atleta surge quando um determinado fungo se prolifera na pele dos pés. Vale ressaltar que o mesmo fungo também pode causar micose em outras partes do corpo. O fungo prospera em locais quentes e úmidos. Por isso, os pés são os mais afetados, especialmente entre os dedos dos pés.

O fatores que aumentam o risco de desenvolver micose no pé incluem:

  • Uso de calçados fechados (principalmente se forem revestidos com plástico);
  • Deixar os pés úmidos por períodos prolongados;
  • Transpiração excessiva;
  • Lesões na pele ou nas unhas.

A frieira se espalha rapidamente. Pode ser transmitida pelo contato direto com a área afetada ou com objetos e locais contaminados pelo fungo, como meias, calçados, chão de banheiros e vestiários, bem como piscinas.

Quais são os sintomas de frieira?

Os sinais mais comuns da frieira são a pele rachada e a descamação da pele, observados principalmente entre os dedos ou nas laterais do pé. O pé de atleta pode causar ainda coceira, vermelhidão, queimação e bolhas que vazam ou formam uma crosta.

Se o fungo se espalhar para as unhas do pé, pode ocorrer descoloração, espessamento e até perda das unhas afetadas.

Qual é o tratamento para frieira?

O tratamento para frieira é feito com remédio antifúngico, sob a forma de pomada e . Os antifúngicos mais usados para tratar pé de atleta incluem miconazol, clotrimazol, terbinafina e tolnaftato.

O pó ou a pomada para frieira devem continuar sendo usados por uma a duas semanas após o desaparecimento da micose. Caso contrário, o pé de atleta pode voltar a aparecer.

Além do uso do remédio, o tratamento da frieira inclui medidas e cuidados, como:

  • Manter os pés limpos e secos, principalmente entre os dedos dos pés;
  • Lavar bem os pés com água e sabão e secar bem e cuidadosamente a área afetada, pelo menos duas vezes por dia;
  • Usar sempre meias de algodão limpas;
  • Trocar as meias ou os calçados quantas vezes for necessário para manter os pés secos;
  • Usar sandálias ou chinelos em piscinas ou chuveiros públicos;
  • Usar pó antifúngico nos calçados para evitar o reaparecimento da frieira, nos casos em que o pé de atleta ocorre frequentemente ou a pessoa frequenta locais onde o fungo é comum, como chuveiros públicos;
  • Usar calçados bem ventilados e feitos de materiais naturais;
  • Alternar o uso dos calçados diariamente, para que eles possam secar completamente entre uma vez e outra;
  • Não usar calçados com forros de plástico.

Se a micose no pé não melhorar com os cuidados pessoais e com o uso da pomada e do pó antifúngicos em duas a quatro semanas ou se a frieira reaparecer com frequência, o tratamento pode incluir outros remédios. Nesses casos, podem ser prescritos medicamentos antifúngicos orais ou ainda antibióticos para tratar infecções bacterianas que ocorrem de tanto coçar o local.

Em geral, as frieiras respondem bem ao tratamento, embora possam voltar a aparecer. Por isso, o uso de medicamentos e a adoção de medidas preventivas a longo prazo podem ser necessários.

O médico dermatologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento de todos os tipos de micose, o que inclui também frieira, mas o tratamento também pode ser realizado por clínicos gerais ou médico de família capacitados.

Tremedeira no corpo: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A tremedeira é uma espécie de movimento agitado e involuntário do corpo, que ocorre principalmente nas mãos e nos braços, contudo pode afetar qualquer parte do corpo, incluindo a cabeça, membros ou as cordas vocais.

Pode ser causada por problemas diversos, como estresse, ansiedade, falta de sono, uso de medicamentos e até as doenças neurológicas e neurodegenerativas.

Por isso deve ser feita uma investigação pormenorizada de acordo com a localização do tremor, a intensidade e outros sintomas associados.

O que causa tremedeira no corpo?

A tremedeira no corpo pode ser causada por:

  • Tremor essencial;
  • Doença de Parkinson;
  • Uso de medicamentos;
  • Crise de ansiedade;
  • Consumo ou abstinência de álcool;
  • Cansaço ou fraqueza muscular;
  • Distúrbios do sono;
  • Envelhecimento normal;
  • Derrame cerebral (AVC);
  • Hipertireoidismo;
  • Tumor cerebral;
  • Esclerose múltipla;
  • Consumo excessivo de café ou outras bebidas com cafeína.

O tremor essencial é o tipo de tremedeira mais comum. Geralmente ocorre quando a pessoa está realizando um movimento, como alcançar um objeto ou escrever. Este tipo de tremor tem origem familiar.

Qual é o tratamento para tremedeira no corpo?

O tratamento para tremedeira depende da causa. Muitas vezes, o tremor no corpo pode não precisar de tratamento, a menos que a tremedeira interfira nas atividades diárias ou cause constrangimentos.

Podem ser indicados medicamentos para ajudar a aliviar o tremor. Porém, os resultados dependerão do estado de saúde geral da pessoa e da causa efetiva dos tremores.

Para tremores no corpo provocados pelo estresse, são indicadas formas de aliviar e controlar o estresse, através de tratamentos alternativos, como técnicas de relaxamento, atividade física, exercícios respiratórios, psicoterapia, entre outras.

Em qualquer tipo de tremedeira no corpo, é recomendado evitar o consumo excessivo de cafeína e dormir bem.

Se o tremor for causado pelo uso de medicamentos, deve-se consultar o médico sobre a possibilidade de trocar ou suspender o uso da medicação. Não é recomendado interromper ou alterar o uso da medicação por conta própria.

Nos casos de tremores no corpo provocados pelo consumo de álcool, é importante uma avaliação médica e iniciar tratamento específico de interromper esse hábito.

Tremores decorrentes de doenças e condições tratáveis, como o hipertireoidismo, provavelmente diminuirão quando a causa for controlada ou resolvida.

Para pessoas com tremor nas mãos, recomenda-se comprar roupas com fechos de velcro e botões de ganchos. Na hora de cozinhar ou comer, deve-se usar talheres e utensílios de cabo longo. Para beber, é indicado o uso de copos finos. Os calçados não devem ter cadarços.

Leia também: Tenho tremor nas mãos, o que pode ser?

Quando procurar um médico em caso de tremedeira?

Em caso de tremor nas mãos, nas pernas ou em qualquer parte do corpo, procure um médico se:

  • A tremedeira piora em repouso e melhora com o movimento, como ao tentar alcançar algo;
  • O tremor for intenso, prolongado ou interferir na vida diária;
  • Os tremores vierem acompanhados de outros sintomas, como dor de cabeça, fraqueza, movimentos anormais da língua ou outros tipos de movimentos que não podem ser controlados.

Um tremor que não desaparece com o tempo pode ser sinal de algum problema de saúde ou doença e deve ser avaliado por um médico neurologista, clínico geral ou médico de família.

Pode lhe interessar ainda: Coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços, o que pode ser?

Como prevenir uma crise de enxaqueca?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para prevenir uma crise de enxaqueca, é importante identificar os fatores que desencadeiam as crises. Manter um “diário de dor de cabeça” pode ajudar a detectar as causas da enxaqueca e evitar a dor de cabeça. Quando tiver uma crise de enxaqueca, escreva no diário:

  • O dia e a hora que a enxaqueca começou;
  • O que comeu e bebeu nas últimas 24 horas;
  • Quantas horas dormiu na noite anterior;
  • O que estava fazendo e onde estava imediatamente antes do início da crise;
  • Quanto tempo durou a dor de cabeça e o que a aliviou.

Alimentos, bebidas, álcool, estresse, alterações hormonais, pular refeições, dormir mal, certos odores ou perfumes, barulhos altos ou luzes brilhantes, exercícios e tabagismo são algumas das causas da enxaqueca.

Além disso, Tomar analgésicos por mais de 3 dias por semana regularmente pode causar dor de cabeça de rebote, ou seja, o medicamento para aliviar a dor acaba provocando dores de cabeça devido ao seu uso excessivo.

Algumas mudanças no estilo de vida que podem ajudar a evitar uma crise de enxaqueca incluem:

  • Evitar os gatilhos que parecem causar enxaqueca;
  • Dormir bem à noite;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Reduzir aos poucos a quantidade de cafeína consumida diariamente;
  • Controlar o estresse.

Há determinados alimentos que podem causar crises de enxaqueca e devem ser evitados. Os mais comuns são:

  • Alimentos processados, fermentados, marinados ou em conserva;
  • Alimentos com glutamato monossódico;
  • Bolos, pães, biscoitos e outros alimentos assados;
  • Chocolate, nozes, laticínios;
  • Frutas como abacate, banana, frutas cítricas e figo;
  • Carnes que contêm nitratos, como bacon, salsicha e salame;
  • Vinho tinto, queijo curado, peixe defumado;
  • Fígado de galinha, algumas leguminosas.
Como aliviar a enxaqueca?

Para aliviar a enxaqueca, recomenda-se tratar os sintomas assim que começar uma crise. Isso pode ajudar a diminuir a dor de cabeça. Quando os sintomas da enxaqueca começarem:

  • Beba água para evitar a desidratação, especialmente se ocorrer vômitos;
  • Descanse num quarto calmo e escuro;
  • Tome medicamentos para aliviar a dor de cabeça, como paracetamol, ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico. Essas medicações geralmente funcionam quando a crise de enxaqueca é leve.

Pessoas que sofrem crises frequentes de enxaqueca podem precisar tomar medicamentos para reduzir a frequência das mesmas. Esse tipo de medicação precisa ser tomada todos os dias para ser eficaz.

O médico neurologista, clínico geral ou médico de família são especialistas indicados para diagnosticar e tratar a enxaqueca.

Febre interna existe? Quais são os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Febre interna não existe. Isso significa que não há especificamente uma febre “interna”, que ocorra apenas por dentro do corpo, sem aumentar a temperatura da pele. Toda febre, na realidade, é interna, mas deixa o corpo quente por dentro e por fora. O aumento da temperatura começa no interior do corpo e chega inevitavelmente à pele, sendo detectada pelo termômetro. Por isso, não há como “medir febre interna”. Se o termômetro não indicar aumento da temperatura, a pessoa não está com febre.

Também não existe febre interna na boca. Muitas vezes, o aparecimento de feridas na boca é erroneamente associado à ocorrência de febre “interna”. Existem várias doenças e condições que podem provocar o aparecimento de lesões na boca. Algumas delas também podem causar febre mas, nesses casos, a febre é detectada ao medir a temperatura do corpo com o termômetro.

Febre interna em bebê também não existe. Se ao medir a temperatura da criança o termômetro não acusar aumento de temperatura, ela não está com febre.

A temperatura normal do corpo varia entre 36ºC e 36,7ºC. Se o termômetro indicar temperaturas entre 37,3ºC e 37,8ºC, é considerado febrícula (febre baixa). Quando a temperatura ultrapassa os 37,8ºC, a pessoa está com febre.

Portanto, se a temperatura corporal não atingir esses valores, é porque não existe febre, seja em adultos, crianças ou bebês. Nesse caso, os sintomas são decorrentes de outra doença ou condição.

Durante o 1º trimestre de gravidez, a temperatura do corpo da mulher sofre um ligeiro aumento. Após a ovulação e durante o ciclo menstrual, a temperatura corporal também podem sofrer variações de até 1ºC. Nas duas situações, essas alterações são consideradas normais e não são sinal de febre.

O que é febre interna?

A febre interna é descrita como uma sensação de corpo febril, mas que não é possível medir com o termômetro. É uma sensação de febre com a temperatura normal. A pessoa sente sintomas de febre, como mal-estar, indisposição, dores musculares e articulares, mas tem o corpo “frio” ou tem a cabeça quente e o corpo “frio”. Há quem refira um calor interno, o que dá a sensação de febre.

Quais são os sintomas de febre interna?

Os sintomas de “febre interna” costumam ser os mesmos da febre, porém, sem o corpo quente. Pessoas que dizem estar com febre interna referem sintomas como calafrios, tremores, sensação de calor intenso, transpiração, dores musculares e articulares, dor de cabeça, mal-estar geral, fraqueza, indisposição, falta de apetite, entre outros. Contudo, se o termômetro indicar uma temperatura com valor abaixo de 37,3ºC, não existe febre.

Na presença desses sinais e sintomas, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa dos sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

Ânsia de vômito: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Ânsia de vômito, também chamada de náusea ou enjoo, é uma sensação que caracteriza-se pela vontade de vomitar, independentemente de vir acompanhada ou não de vômitos. Algumas pessoas descrevem a ânsia de vômito como uma sensação de “estômago embrulhado”.

A ânsia de vômito pode ter várias causas, que podem incluir doenças do estômago, gravidez (geralmente causa ânsia de vômito pela manhã), quimioterapia, radioterapia, além de emoções fortes, como ansiedade, preocupação ou estresse intensos.

A ânsia de vômito também pode ser sintoma de problemas de saúde mais graves, como apendicite, obstrução intestinal, câncer, ingestão acidental de medicamentos ou veneno (especialmente em crianças) e úlceras no estômago ou no intestino.

Outras possíveis causas para náuseas com ou sem vômitos:

  • Alergias alimentares;
  • Gastroenterite;
  • Intoxicação alimentar;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Enxaqueca;
  • Tonturas;
  • Dor intensa.

Quando a pessoa está enjoada, normalmente não quer comer. Isso pode levar à perda de peso. Quando a náusea provoca vômitos intensos, pode causar desidratação.

O que fazer em caso de ânsia de vômito?

Quando a pessoa está com náusea, a primeira coisa que deve fazer é sentar-se e permanecer quieta. Ficar andando de um lado para outro pode piorar o enjoo. Se continuar com vontade de vomitar, tome um remédio para ânsia de vômito, como dimenidrinato (Dramin), entre outros, desde que não tenha nenhuma contra-indicação ao uso desses remédios. Os remédios para náusea geralmente começam a fazer efeito depois de 30 a 60 minutos.

Em caso de enjoo e vômito, recomenda-se aumentar a ingestão de água para prevenir a desidratação. Nesses casos, a recomendação é beber de 8 a 10 copos de água por dia, aos poucos. As bebidas isotônicas também são indicadas, pois ajudam a repor os sais minerais perdidos ao vomitar. Para casos graves de vômito, pode ser necessário receber soro por via intravenosa.

As refeições devem ser menores e mais frequentes. Ao invés de fazer 3 grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), uma pessoa com ânsia de vômito deve procurar fazer de 6 a 8 refeições pequenas ao longo do dia.

Os alimentos devem ser macios e de fácil digestão, como torradas, frango e peixe assado, batata, macarrão e arroz. Também são indicados alimentos que contenham bastante água, como sopas, picolés, geleia e gelatinas, sobretudo em casos de náusea e vômito.

Se estiver com vontade de vomitar ao comer ou sentir enjoo depois de comer, não deite após as refeições, mas permaneça na posição sentada.

Alguns alimentos e bebidas a evitar se estiver com ânsia de vômito:

  • Alimentos processados e gordurosos, bem como alimentos que contêm muito sal, como pães brancos, bolos, rosquinhas, salsichas, hambúrgueres, frituras, batatas fritas e alimentos enlatados;
  • Alimentos com odores fortes;
  • Bebidas com cafeína (café, chá mate, chá preto);
  • Bebidas alcoólicas;
  • Bebidas gaseificadas, como refrigerantes;
  • Alimentos picantes.

Procure atendimento médico se:

  • Tiver ânsia de vômito constante por mais de 48 horas;
  • Não conseguir reter nenhum alimento sólido ou líquido no estômago;
  • Vomitar 3 ou mais vezes por dia;
  • Sentir fraqueza;
  • Tiver febre;
  • A náusea vier acompanhada de dor no estômago ou dor abdominal intensa;
  • Não urinar por 8 horas ou mais.
  • Observar sangue ou material de cor marrom escura no vômito;
  • Tiver vômitos por mais de 24 horas;
  • Tiver dor de cabeça e rigidez de nuca (não conseguir encostar o queixo no peito).

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Criança com febre: quando procurar um médico?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma criança ou bebê tem febre quando a sua temperatura corporal está igual ou superior a 38°C (medida no reto) ou 37,8°C (medida na axila). Porém, a temperatura entre 37,3 e 37,7º é considerada estado febril, situação que da mesma maneira exige uma maior atenção.

Uma febre em bebê recém-nascido superior a 38°C (retal) deve ser sempre informada ao médico pediatra.

Nos outros casos de febre infantil, uma criança com febre deve ser vista por um médico principalmente nos casos de: Prostração, a criança muito quietinha, não aceita a alimentação, sonolenta e ou chorosa, bem diferente do seu habitual. Ou quando apresenta sinais de desidratação, que se apresentam com a ausência de lágrimas quando está chorando, a língua seca, não urina ou urina muito pouco.

Nos bebês deve ser observado constantemente a fralda, a falta de urina por mais de 8h é um sinal importante de gravidade.

Além disso, deve-se procurar um médico ou levar a criança para um serviço de urgência nas seguintes situações:

  • Bebê com menos de 3 meses com febre igual ou superior a 38°C (temperatura retal);
  • Bebê com idade entre 3 e 12 meses com 39ºC de febre ou mais (temperatura retal);
  • Bebê com menos de 2 meses com febre que dura mais de 48 horas;
  • Febre superior a 40,0°C;
  • Febres que vão e vem durante uma semana ou mais, mesmo que não sejam muito altas ou incômodas à criança;
  • Presença de outros sinais e sintomas como dor de garganta, dor de ouvido, diarreia, náusea, vômito ou tosse;
  • A criança portadora de alguma doenças crônica, como problemas cardíacos, anemia falciforme, diabetes ou fibrose cística (em qualquer caso de febre deve ser levada para avaliação médica);
  • Vacinação recente.

Leve a criança com febre imediatamente para um serviço de urgência se ela apresentar algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • Choro que não passa;
  • Dificuldade para acordar facilmente ou não acordar;
  • Confusão;
  • Dificuldade para andar, respirar ou movimentar um braço ou uma perna;
  • Língua, unhas ou lábios roxos;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Rigidez de nuca (não consegue encostar o queixo no peito);
  • Convulsão;
  • Erupção cutânea ou hematomas.
Como tratar uma criança com febre em casa? Alimentação e hidratação

Uma criança com febre deve beber bastante líquido para prevenir a desidratação. Porém, não se deve dar suco de fruta em excesso para a criança ou para o bebê. O ideal é diluir a bebida com água (metade água e metade suco de fruta). Picolés e gelatinas também são boas opções, principalmente se a criança estiver vomitando.

As crianças podem comer quando estão com febre, mas não devem ser forçadas a se alimentar. Crianças com febre geralmente toleram melhor os alimentos macios. A alimentação deve ser leve, com alimentos moles, pouco condimentados e com pouca fibra.

Algumas opções de alimentos para uma criança com febre incluem pães, biscoitos e massas feitos com farinha branca refinada, além de cereais quentes refinados, como aveia ou creme de trigo.

Como baixar a febre da criança ou do bebê

Os analgésicos e anti-inflamatórios podem baixar a febre em crianças e bebês. O pediatra pode aconselhar qual a melhor opção frente a suspeita do problema e características da criança. Os medicamentos podem ser administrados a cada 4, 6 ou 8h, dependendo da classe prescrita pelo médico.

Contudo, não dê aspirina a uma criança com febre, exceto com indicação médica

Antes de dar qualquer medicamento para um bebê com menos de 3 meses de idade, ligue primeiro para o médico pediatra da criança.

Para ajudar a baixar a febre da criança ou do bebê, não use cobertores ou roupas extras, mesmo que a criança tenha calafrios. Isso pode impedir que a febre diminua ou ainda aumentar a febre por reter o calor. Vista a criança com uma camada de roupa leve e use um cobertor leve para dormir.

O quarto deve estar com uma temperatura confortável, nem muito quente nem muito fria, em média deve manter o ambiente a 21 ou 22º.

Um banho de água morna com esponja também pode ajudar a baixar a febre. Esses banhos são mais eficazes se a criança também tomar alguma medicação.

Nunca dê banhos frios, nem passe gelo ou álcool no corpo da criança, pois essas medidas retiram o calor do corpo e geralmente pioram a situação, causando tremores e mal-estar, além de não resolver o problema. logo a temperatura volta aumentar.

Para maiores informações sobre o que fazer se tiver uma criança com febre, consulte um médico de família ou um pediatra.

O que é antígeno prostático específico (PSA)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata.

O exame PSA é um exame de sangue que detecta os níveis dessa proteína. Sua indicação principal é de rastreio para o câncer de próstata, mas também é utilizado para monitorar os casos tratados para a doença, devido ao risco de recidiva do tumor.

O que é a próstata? Aonde está localizada?

A próstata é uma pequena glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem. Está localizada abaixo da bexiga e produz um líquido que faz parte do sêmen.

Os homens geralmente têm um nível de PSA total baixo no sangue. O PSA total alto pode indicar o câncer de próstata, mas também outros problemas não-cancerígenos da próstata, como infecção ou aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática benigna).

Para fins de acompanhamento e monitoramento, o exame de PSA é solicitado de rotina, para os homens que passaram pela cirurgia como tratamento do câncer, visto que os níveis de PSA total aumentam no caso de recidiva, muito antes de os sintomas retornarem, auxiliando no diagnóstico precoce.

Quais são os valores de referência do PSA?

O valor normal de PSA total deve estar abaixo de 4 ng/ml. Entretanto, para homens com até 50 anos de idade esse valor deve ser menor do que 2,5 ng/ml. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA um pouco mais altos do que homens jovens.

Avaliar os valores de antígeno prostático específico pode aumentar as chances de detectar o câncer de próstata num estágio inicial, oferecendo melhor tratamento. No entanto, existe um debate sobre quais são os valores que realmente indicam a presença do tumor. Não existe um resultado único todos os homens. Por isso, os resultados devem ser avaliados caso a caso.

Além disso, o resultado do exame PSA não é suficiente para diagnosticar o câncer de próstata. Somente com uma biópsia da próstata esse câncer pode ser confirmado.

PSA alto

Um nível de PSA alto, ou seja, acima de 4 ng/ml, está geralmente associado à presença de câncer de próstata. Contudo, apesar do PSA ser uma ferramenta importante para detectar a doença, ele não é confirmatório. Isso porque existem outras condições que aumentam o PSA, como:

  • Aumento da próstata (hiperplasia benigna);
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes da bexiga (cistoscopia) ou da próstata (biópsia);
  • Uso de cateter na bexiga (recente ou intermitente);
  • Ejaculação recente;
  • Traumas repetidos dias antes da coleta do exame (por exemplo no caso de motoqueiros e ou ciclistas).

Se os níveis de PSA estiverem mais altos do que o normal (acima de 4 ng/ml), o médico provavelmente irá solicitar outros exames de próstata, como toque retal, ultrassonografia, ressonância magnética e ou biópsia.

Leia também: Quando o PSA dá elevado significa um tumor?

Qual é a diferença entre PSA total e PSA livre?

O PSA total indica a quantidade total de antígeno prostático específico no sangue. Quando o resultado do exame de PSA total levanta dúvidas sobre a presença ou não de câncer de próstata (valores entre 2,5 ng/ml e 4 ng/ml), é então realizado o exame de PSA livre.

O PSA livre é um exame de PSA mais específico e serve para refinar o rastreio do câncer de próstata. O valor do PSA livre é dividido pelo valor do PSA total. A relação PSA livre/PSA total torna o diagnóstico do câncer de próstata mais preciso. Quanto menor o resultado da relação PSA livre/PSA total, maior é a probabilidade de câncer de próstata.

Como é o preparo para o exame de PSA?

Para fazer o exame de PSA, o homem não deve ter nenhuma ejaculação nas 24 horas que antecedem o exame de sangue. Evitar pequenos traumas, evitando o uso de motos ou bicicletas. Evitar exames urológicos dias antes do exame.

Pode haver mais orientações de acordo com o laboratório que irá realizar o seu exame, por isso siga rigorosamente todas as orientações, para que seu resultado seja o mais fidedigno possível.

Leia também: O que é hiperplasia prostática?

O médico urologista é o especialista responsável pela avaliação dos níveis de PSA.

Como baixar o colesterol ruim (LDL)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para baixar o colesterol ruim (LDL) é necessário fazer mudanças na dieta, controlar o peso, não fumar e praticar atividade física regularmente.

Os alimentos que ajudam a reduzir o LDL são aqueles ricos em fibras, como frutas, verduras, aveia e leguminosas como feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha.

Uma dieta para controle e redução de colesterol alto também deve incluir alimentos ricos em gorduras “boas”, de origem vegetal e excluir alimentos ricos em gorduras “ruins”, presentes em alimentos de origem animal e industrializados.

Como deve ser a dieta para baixar o colesterol ruim (LDL)? Escolha alimentos ricos em gorduras saudáveis

Para baixar o colesterol ruim, deve-se limitar o consumo de gordura total, gordura saturada e gordura trans, priorizando gorduras saudáveis, de origem vegetal.

A gordura saturada pode ser encontrada em algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

A gordura trans é outra gordura prejudicial. Pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom (HDL). Encontrada principalmente na margarinas, bolachas e salgadinhos.

Ao invés das gorduras nocivas, experimente gorduras mais saudáveis (insaturadas), presentes em carnes magras, nozes, avelãs, amêndoas, castanhas e azeite. Além de ajudar a baixar o colesterol ruim, esses alimentos aumentam o colesterol bom (HDL), que dentre outras funções, remove o colesterol LDL do sangue.

As gorduras devem representar no máximo 35% das calorias consumidas diariamente. Desses 35%, menos de 7% das calorias devem provir de gorduras saturadas. A quantidade máxima de gordura presente na dieta para baixar o colesterol depende de quantas calorias a pessoa costuma consumir diariamente.

Calorias diárias Gordura total Gordura saturada
1.500 42-58 gramas 10 gramas
2.000 56-78 gramas 13 gramas
2.500 69-97 gramas 17 gramas
Diminua o consumo de alimentos com colesterol

Para baixar o colesterol LDL, deve-se consumir menos de 200 mg de colesterol por dia. O colesterol é encontrado em alimentos de origem animal, como fígado, miúdos, gemas de ovos, camarão e laticínios.

Aumente a ingesta de alimentos ricos em fibras

Alimentos ricos em fibras diminuem a absorção de colesterol pelo intestino e são parte fundamental de uma dieta para reduzir o LDL. Esses alimentos incluem:

  • Cereais integrais, como aveia e farelo de aveia;
  • Frutas (maçã, banana, laranja, pera, ameixa);
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha).
Coma muitas frutas e legumes

Uma dieta rica em frutas e legumes pode aumentar a quantidade de substâncias capazes de reduzir o colesterol LDL, são substâncias chamadas estanóis ou esteróis vegetais. Funcionam como fibras solúveis, reduzindo a absorção de gorduras pelo trato digestivo.

Coma peixes ricos em ômega 3

O ômega 3 também é um tipo de gordura saudável. Apesar de não reduzir diretamente os níveis de colesterol ruim (LDL), aumentam o nível de colesterol bom (HDL), .que tem entre suas principais funções a remoção do LDL dos vasos, devido sua alta densidade.

Os peixes considerados como fonte de ômega 3 incluem salmão, atum, sardinha e cavala. A recomendação é comer esses peixes duas vezes por semana.

Diminua o consumo de álcool

O álcool é bastante calórico, pelo que o seu consumo em excesso pode causar ganho de peso. Estar acima do peso pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom. O excesso de álcool também pode aumentar o risco de doença cardíaca, porque aumentar a pressão arterial e o nível de açúcar e triglicerídeos.

Considera-se uma dose adequada de bebida alcoólica, o equivalente a uma cerveja, um copo de vinho ou uma pequena quantidade de bebida destilada. Para baixar o colesterol ruim (LDL), recomenda-se tomar no máximo duas doses de bebida alcoólica por dia, no caso dos homens, e uma dose por dia, no caso das mulheres.

O que é colesterol LDL?

O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) que está presente em certos alimentos de origem animal (carnes, laticínios, gema de ovos), mas que também é produzido pelo fígado. Para ser transportado no sangue, o colesterol precisa se ligar a uma proteína, que funciona como uma espécie de “peso” para que o colesterol possa se misturar com a água do sangue, uma vez que se trata de uma gordura. A ligação entre o colesterol e a proteína forma uma lipoproteína (lipídio + proteína).

LDL é a sigla para lipoproteína de baixa densidade, em inglês. O LDL é chamado de colesterol "ruim" porque um nível de LDL alto provoca a formação de placas de gordura nas artérias. Isso ocorre porque esse colesterol tem baixa densidade, ou seja, é relativamente “leve”, o que faz com que flutue na superfície do sangue e se acumule na parede das artérias.

Esse acúmulo de colesterol forma placas de gordura que podem interromper ou reduzir o fluxo sanguíneo para o coração e para o cérebro, podendo causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Por outro lado, o colesterol HDL (sigla em inglês para lipoproteína de alta densidade) é chamado de colesterol "bom" porque além de não se depositar na parede dos vasos devido a sua alta densidade, é capaz de remover o colesterol ruim (LDL) do sangue.

Para mais informações sobre como baixar o colesterol ruim (LDL), consulte um médico de família ou um clínico geral.