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Abacaxi: quais os seus  benefícios?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O abacaxi é uma fruta tropical e cítrica rica em bromelina, fibras, vitamina C, betacaroteno e vitaminas do complexo B. Possui também minerais como cálcio, potássio e ferro. Os benefícios do abacaxi para a saúde se relacionam, especialmente, à bromelina (ação digestiva) e à vitamina C (ação antioxidante).

Benefícios do abacaxi 1. Auxilia a digestão

A atividade digestiva do abacaxi é desencadeada pela bromelina, enzima digestiva natural presente na fruta. A bromelina é capaz de quebrar as proteínas e dissolver as gorduras que ingerimos na alimentação. Sua ação se inicia no estômago ao promover a degradação das moléculas e facilitar o melhor aproveitamento dos nutrientes e acelerar a digestão de alimentos pesados nos intestinos.

As partes da fruta que concentram mais bromelina são o caule e a casca. No caso da fatia de abacaxi, a porção do meio, que possui uma coloração em amarelo mais forte, tem maior concentração de bromelina e deve ser consumida. Ao se fazer sucos com abacaxi, deve-se utilizar também a casca e depois coar antes de ingerir. Esta forma de consumo possibilitar usufruir dos benefícios da fruta.

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2. Atividade antioxidante

A ação antioxidante do abacaxi está associada à presença da vitamina C. Esta vitamina é um importante antioxidante que ajuda a combater os radicais livres que provocam lesões celulares e o envelhecimento precoce da pele. Além disso, participa na produção de colágeno, responsável pela sustentação e elasticidade da pele.

3. Estimula o sistema imunológico

A vitamina C ajuda a reforçar o sistema imunológico. Esta ação possibilita a prevenção de resfriados e infecções.

Leia mais: Quais os benefícios da vitamina C?

4. Reduz a retenção de líquido

Por ter alta concentração de água o abacaxi auxilia na eliminação de líquidos, entretanto, a ingestão de abacaxi não elimina a necessidade de ingerir água durante o dia.

5. Melhora o funcionamento intestinal

O abacaxi é uma fruta rica em fibras e água. As fibras melhoram o trânsito intestinal. Além disso, provocam saciedade, o que pode ajudar no processo de emagrecimento.

Como consumir o abacaxi?

O ideal é que o abacaxi seja consumido fresco, na sua forma natural (uma fatia por dia). O meio da fatia também deve ser ingerido, pois é nesta região da fruta que se concentra a maior quantidade de bromelina.

Pode também ser consumido desidratado ou em sucos. Evite consumir a fruta em conserva ou calda, devido ao alto teor de açúcar, e enlatado, uma vez que a bromelina é destruída no processo de embalagem.

Contraindicações
  • Alérgicos ao abacaxi;
  • Pessoas com diagnóstico de gota;
  • Portadores de artrite reumatoide;
  • Pessoas com úlceras pépticas;

Quem tem artrite reumatoide, gota ou úlceras pépticas devem ser orientados por médico/a ou nutricionista quanto à quantidade da fruta que deve ser consumida. Isto evita danos à saúde.

Pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes devem evitar consumo em excesso.

Curiosidades sobre o abacaxi

Pessoas que têm diagnóstico de gastrite podem sim, comer abacaxi. O importante é que evite os excessos e consuma a fruta junto com outros alimentos como castanhas e vegetais.

O suco de abacaxi pode ser usado como um amaciante natural de carnes. Este efeito se deve à bromelina, enzima com ação potente na decomposição de proteínas.

Catuaba é afrodisíaco? Conheça os seus efeitos
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A Catuaba é conhecida sobretudo pelo seu efeito afrodisíaco e é bastante utilizada para auxiliar no tratamento da impotência masculina, entretanto este efeito não é cientificamente comprovado. É também conhecida como Catuabinha, Alecrim-do-campo, Catuíba, Catuaba-verdadeira, Caramuru, Catuaba-pau, Catuíba ou Tatuaba.

Catuaba é o nome popular de diferentes plantas. As mais comuns são as cascas do caule de Trichilia catigua (Meliaceae), uma pequena árvore encontrada na mata atlântica, e as raízes de Anemopaegma arvense, típica das regiões do cerrado brasileiro.

Efeitos em estudo da Catuaba 1. Atua como afrodisíaco

Estudos feitos com a casca da Trichilia catigua em animais demonstraram que substâncias presentes na casca provocam dilatação dos corpos cavernosos do pênis de modo semelhante ao viagra. Além disso, ajudam a dilatar a artéria peniana, o que leva ao aumento do fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos e prolongamento do tempo de ereção.

Associados ao aumento do fluxo sanguíneo na região peniana, estudos em animais mostraram que a catuaba pode atuar como antidepressivo e estimulante físico por meio da redução da receptação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina.

Acredita-se que estes dois efeitos, ao ocorrerem em conjunto, são capazes de trazer benefícios em homens com disfunção erétil que ocorrem devido a distúrbios vasculares do pênis e/ou estados depressivos leves. No entanto, estudos em humanos devem ser feitos para comprovar tais benefícios.

2. Ação antioxidante

Estudos in vitro e efetuados em animais indicam que as cascas da Trichilia catigua têm atividade antioxidante principalmente na prevenção de distúrbios neurológicos. Entretanto, estudos em seres humanos devem ser efetuados com o objetivo de comprovar esta atividade neuroprotetora.

Riscos do consumo excessivo de Catuaba

Embora ainda não existam estudos sobre o risco do consumo excessivo da catuaba, alguns efeitos foram relatados:

  • Dor de cabeça
  • Insônia
  • Tontura
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Midríase (dilatação da pupila)
  • Elevação da pressão intra-ocular
  • Aumento da pressão arterial
  • Elevação da frequência cardíaca
Contraindicações do uso de Catuaba
  • Grávidas
  • Crianças menores de 12 anos
  • Pessoas com glaucoma
  • Portadores de disfunção hepática
  • Hipertensos
  • Cardiopatas
  • Pessoas com transtornos psiquiátricos
  • Portadores de distúrbios renais

A catuaba pode ser usada na forma de chá, pó, cápsulas e bebida alcoólica. A bebida alcoólica deve ser evitada, pois possui baixa concentração da planta e pode provocar danos à saúde.

Antes de usar a catuaba, busque orientação de um médico/a, fitoterapeuta ou nutricionista. O uso de catuaba deve ser complementar ao tratamento estipulado pelo/a médico/a e nunca deve substituir medicamento, especialmente nos casos de disfunção erétil.

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Para que serve o Ácido Hialurônico? Saiba como usar e contraindicações
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O ácido hialurônico é naturalmente produzido pelo organismo e sua produção tende a cair com o avanço da idade. Tem a função de lubrificar e amortecer os impactos nos segmentos móveis do corpo, a exemplo das articulações.

Na pele, o ácido hialurônico tem a função de preenchimento do espaço que existe entre as células conferindo elasticidade, hidratação e um aspecto liso. A redução do ácido hialurônico torna a pele mais ressecada e propicia o aparecimento de rugas.

O uso mais comum do ácido hialurônico é na forma de creme ou séruns ou injetável.

Ácido hialurônico em creme ou séruns

O ácido hialurônico pode ser aplicado na pele por meio creme ou séruns. Os séruns são veículos de textura leve, rápida absorção e fáceis de espalhar na pele. Agrada a maior parte das pessoas por ser fluido e não gorduroso. O efeito de hidratação ocorre pela capacidade do ácido hialurônico em atrair as moléculas de água para o espaço entre as células, o que ajuda a melhorar o aspecto das rugas, dos vincos e a textura da pele.

Ácido hialurônico injetável

O gel de glicosaminoglicanas é utilizado para efetuar o preenchimento cutâneo. Esta técnica consiste em inserir o ácido hialurônico sob a pele a ser tratada por meio de uma injeção, o que leva a redução da profundidade da região de aplicação, elevando-a e diminuindo, assim, a sua profundidade.

O preenchimento cutâneo com ácido hialurônico é utilizado para repor o volume do rosto e corpo, bem como melhorar suas formas e contornos. É, portanto, utilizada para corrigir rugas, cicatrizes, sulcos, na região dos lábios, olheiras, cicatrizes de acne, sulco nasogeniano (bigode chinês), depressões corporais e celulite.

Após o preenchimento com ácido hialurônico, a área da aplicação pode ficar avermelhada ou inchada.

Gravidez, amamentação, doenças crônicas e uso de medicação de rotina devem ser comunicados ao médico/a. O preenchimento com ácido hialurônico somente pode ser feito por médico/a habilitado para realizar a técnica.

Aplicação de ácido hialurônico nas articulações e olhos

O ácido hialurônico injetável também pode ser aplicado para tratar distúrbios articulares, especialmente as artroses. Seu uso na área da oftalmologia, ocorre em uma estrutura dos olhos chamada de humor vítreo. É esta estrutura que contribui para o formato esférico dos olhos.

Contraindicações do uso de ácido hialurônico
  • Pessoas alérgicas ao ácido hialurônico;
  • Portadores de distúrbios de coagulação sanguínea;
  • Áreas com doença de pele, inflamações ou feridas não deve receber aplicações de ácido hialurônico. Seu uso em regiões próximas às lesões também é contraindicado;
  • Não deve ser injetado em regiões que receberam implante permanente.
Riscos decorrentes da aplicação de ácido hialurônico

Os cremes e séruns com ácido hialurônico não oferecem riscos se for orientado pelo/a médico/a e se forem seguidas as recomendações do fabricante.

O ácido hialurônico injetável pode oferecer riscos se a aplicação for efetuada por médico/a não habilitado/a ou quando o produto é de má qualidade. A escolha do profissional e do local para realizar o procedimento são importantes a fim de evitar complicações e/ou resultados indesejados.

Após a aplicação podem ocorrer: edema, prurido (coceira), descoloração ou sensibilidade no local da injeção e eritema transitório. Estas reações devem desaparecer espontaneamente em um prazo de dois ou três dias após o procedimento.

O uso de ácido hialurônico deve ser indicado por um/a médico/a. O preenchimento cutâneo somente deve ser efetuado por profissional habilitado/a e em local seguro para a realização do procedimento.

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Para que serve a Biotina? Tem efeitos colaterais?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A Biotina é uma vitamina do complexo B denominada tecnicamente como vitamina B7 ou vitamina H. É bastante utilizada em forma de suplemento alimentar para manter a saúde das unhas e dos cabelos. Entretanto, ainda não existem evidências científicas suficientes para comprovar seus benefícios em relação à saúde capilar.

Esta vitamina participa no metabolismo celular dos ácidos graxos, aminoácidos e da formação de novas moléculas de glicose (gliconeogênese).

Para que serve a Biotina?

Embora ainda não seja totalmente esclarecido o mecanismo de ação da Biotina, acredita-se que esta vitamina é importante para a produção de queratina, substância que constitui cabelos, unhas e pele.

Tratamento de unhas frágeis e quebradiças

A biotina é capaz de melhorar a firmeza, dureza e espessura de unhas frágeis e quebradiças. Alguns estudos mostraram também que o uso desta vitamina pode melhorar algumas deformidades das unhas. Os resultados do tratamento de problemas nas unhas com biotina têm sido positivos, entretanto são necessários mais esclarecimentos sobre sua eficácia e dosagem ideal.

A melhora das unhas pode ser observada após 3 a 6 meses de uso da vitamina B7.

Tratamento de queda de cabelos

Embora a deficiência de biotina tenha relação com a queda de cabelo (alopécia), o seu efeito para o tratamento deste problema ainda não possui comprovação científica.

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Quais são os efeitos colaterais da Biotina?

São raros, porém quando existem são queixas de desconforto gastrointestinal leve ou irritação de pele.

Contra-indicações e cuidados ao uso da Biotina
  • Casos de alergia à vitamina biotina e outros componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas: devem evitar usar biotina sem indicação médica;
  • Pessoas que fazem uso de medicamentos anticonvulsivantes: estes medicamentos podem provocar menor absorção da biotina e reduzir os seus efeitos quando utilizados ao mesmo tempo.
Sinais de deficiência de vitamina B7 (Biotina)
  • Cabelos frágeis ou queda de cabelo;
  • Unhas frágeis e quebradiças;
  • Pele seca e irritada;
  • Fadiga crônica;
  • Dores musculares;
  • Formigamento de pernas e braços;
  • Mudança de humor;
  • Distúrbios digestivos e do trato gastrointestinal.
Alimentos ricos em vitamina B7 (Biotina)

São fontes naturais de biotina:

  • Cebola
  • Cenoura
  • Tomate
  • Alface
  • Couve-flor
  • Banana
  • Amendoim
  • Amêndoa
  • Nozes
  • Cereais
  • Ovos
  • Carnes vermelhas
  • Rins
  • Fígado
  • Leite

Não utilizar suplementos alimentares sem acompanhamento médico ou nutricional.

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Para que serve a Vitamina E? Em quais alimentos encontro?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A vitamina E desempenha no organismo uma importante função antioxidante. Esta vitamina é constituída por oito compostos solúveis em gordura, sendo o a-tocoferol o seu antioxidante mais potente.

É encontrada em alimentos de origem vegetal verde-escuros, nas sementes oleaginosas, nos óleos vegetais e no gérmen de trigo, além de alguns alimentos animais como salmão e fígado. Poder ser consumida por meio da alimentação ou por suplementação alimentar, em cápsulas, mediante orientação médica ou nutricional.

Função antioxidante da vitamina E

Por ser um poderoso antioxidante, a vitamina E age combatendo os radicais livres. Deste modo, o consumo de vitamina E é benéfico para:

  • Prevenir o envelhecimento precoce;
  • Ajudar na saúde da pele por meio da manutenção da sua elasticidade e prevenindo as rugas;
  • Auxiliar na reparação celular;
  • Fortalecer o sistema imunológico.
Vitamina E, Alzheimer e doenças cardiovasculares

O consumo de suplementos de vitamina E para a proteção contra as doenças cardiovasculares não é comprovada. Do mesmo modo, não há evidência científica de que a vitamina E, mesmo em altas doses, tenha capacidade de retardar o avanço da doença de Alzheimer.

Em quais alimentos encontro a vitamina E?

Os alimentos mais ricos em vitamina E são de origem vegetal. Ela é encontrada em vegetais verde-escuros, vegetais ricos em gorduras, como as sementes oleaginosas, nos óleos vegetais, em algumas frutas e em alguns alimentos de origem animal.

Vegetais
  • Espinafre (verde-escuro);
  • Brócolis (verde-escuro);
  • Acelga;
  • Abóbora.
Oleaginosas
  • Sementes de girassol;
  • Avelãs;
  • Castanhas;
  • Nozes;
  • Amendoim;
  • Amêndoas;
  • Azeitonas.
Frutas
  • Abacate;
  • Manga;
  • Kiwi;
  • Amora.
Óleos vegetais
  • Óleo de gérmen de trigo;
  • Óleo de girassol;
  • Óleo de amêndoa;
  • Óleo de cártamo;
  • Óleo de milho.
Suplementação com vitamina E

A suplementação alimentar com vitamina E somente deve ser feita sob orientação médica ou nutricional. Normalmente é indicado em casos de doenças que afetam a capacidade de absorção dos intestinos ou quando sua ingestão por meio dos alimentos for considerada baixa.

É importante destacar que a dose máxima diária de vitamina E não deve exceder 1000 mg por dia. Elevadas doses de vitamina E podem causar danos à saúde.

Efeitos do excesso de vitamina E no organismo

A intoxicação por vitamina E ocorre quando ela se encontra em excesso no organismo. Doses elevadas de vitamina E aumentam o risco de sangramentos, especialmente em pessoas que usam anticoagulantes regularmente.

Em doses muito altas pode ocorrer náusea, diarreia, fraqueza muscular e cansaço.

O diagnóstico de intoxicação por vitamina E é efetuado com base na análise do histórico de uso de suplementação de vitamina E e nos sintomas apresentados. Mantenha seu médico informado dos medicamentos e suplementos que você usa.

Deficiência de vitamina E

É rara a deficiência de vitamina E em seres humanos. Ela ocorre em pessoas que têm alguma doença hereditária ou que desenvolvem doenças que prejudicam a absorção da vitamina E (síndrome do intestino curto, obstrução de ducto biliar, fibrose cística).

Da mesma forma, pode acontecer em pessoas que por algum motivo não podem ingerir gorduras na alimentação ou que têm doenças raras no metabolismo de gorduras.

Os principais sintomas são: alterações no sistema imunológico, dormência, tremores, dificuldade de andar, fraqueza muscular e distúrbios de visão.

O diagnóstico da deficiência de vitamina E é realizado por meio da análise da história clínica e/ou através de dosagem mediante exames laboratoriais.

Adote uma alimentação saudável, de preferência com orientações de um profissional, e somente use suplemento de vitamina E sob indicação médica ou nutricional.

Quais os benefícios do alecrim para a saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O alecrim (Rosmarinus officinalis) é fonte de ferro, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, vitaminas (A, C, K, B6) e fitoquímicos fenólicos com efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e diuréticos. Além destes, auxilia na redução de gases intestinais.

É uma erva aromática cultivada em várias partes do mundo devido aos seus efeitos benéficos para a saúde.

Ação antioxidante e anti-inflamatória

As vitaminas e os compostos fenólicos presentes no alecrim possuem intensa ação antioxidante, o que auxilia no combate aos radicais livres e na prevenção do envelhecimento precoce da pele. As propriedades anti-inflamatórias atuam, especialmente, nos músculos e articulações.

Efeito diurético

O consumo de alecrim em forma de chá tem ação diurética, o que contribui para a redução da retenção de líquidos. Além disso, o chá de alecrim favorece o trânsito intestinal. A ação diurética e uma melhora do trânsito intestinal favorecem a desintoxicação do organismo e podem auxiliar no processo de emagrecimento.

Redução de gases

O desconforto provocado pela presença de gases no intestino, assim como as cólicas, pode ser reduzido por meio da ingestão de alecrim.

Propriedades do alecrim ainda em estudo

Os efeitos do alecrim sobre o controle da diabetes, doenças cardiovasculares, redução do estresse, melhoria da memória e combate à gripe ainda precisam ser estudados com maior profundidade. Portanto, ainda não há evidência científica destas ações atribuídas a esta erva aromática.

Formas de consumo e cuidados ao consumir alecrim

O alecrim pode ser consumido fresco, desidratado, em forma de chá ou de óleo essencial. De modo geral, não há contraindicações quanto ao seu consumo. Entretanto, pela ausência de estudos, mulheres grávidas devem evitá-lo na forma de chá sob o risco da ocorrência de contrações uterinas.

A ingestão de uma quantidade superior a 4 xícaras de chá de alecrim ao dia pode provocar intoxicação, problemas renais e gastrointestinais.

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Goji berry emagrece mesmo? Quais são as suas propriedades?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Goji berry (Lycium barbarum) é uma pequena fruta conhecida popularmente como fruta da longevidade. Suas propriedades, a exemplo da capacidade de promover o emagrecimento, ainda possuem pouco embasamento científico em seres humanos.

Esclarecimentos sobre as propriedades do goji berry Promoção do emagrecimento

A capacidade de promover a redução de peso popularmente associado ao consumo da goji berry não possui comprovação científica. Os estudos mostram que a ingestão da fruta reduzem os picos de insulina e ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue, o que por si só não leva ao emagrecimento. A perda de peso só ocorre se o goji berry for inserido em uma rotina de alimentação saudável e prática de atividade física regular.

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Promoção da saúde ocular

A promoção ocorre pela fruta ser rica em betacaroteno, zeaxantina e luteína. Estas substâncias fornecem antioxidantes que agem diretamente protegendo a saúde dos olhos. Além disso, os polissacarídeos da goji berry têm efeito fotoprotetor significativo.

Prevenção do envelhecimento precoce

Os carotenoides e as vitaminas C, B1, B2 e B3 são os componentes antioxidantes da goji berry. Esses componentes, com destaque para a alta concentração de vitamina C, quando combinados com outras fontes alimentares saudáveis, possuem elevada capacidade de combater os radicais livres e prevenir o envelhecimento precoce.

Melhora da resposta imunológica

Os danos às células do sistema imunológico provocados pela ação dos radicais livres podem ser reduzidos por meio da administração de goji berry. Os agentes antioxidantes e os polissacarídeos da fruta possuem efeito protetor das células de defesa (linfócitos T, linfócitos B, macrófagos, entre outras). Os polissacarídeos da goji berry também ajudam a preservar a estrutura e a função do timo e do baço, órgãos produtores de células de defesa, embora esses órgãos diminuam naturalmente com o envelhecimento.

Controle de glicemia

Os polissacarídeos presentes na goji berry ajudam a reduzir a concentração de glicose, quando esta se encontra elevada no sangue. Isto pode ser observado, especialmente, nos casos de diabetes mellitus. Vale destacar que o goji berry só produz algum efeito nas condições de hiperglicemia.

Prevenção e tratamento de câncer

Os polissacarídeos presentes na goji berry são apontados como elementos capazes de prevenir e tratar alguns tipos de câncer. Entretanto não existe, até o momento, comprovação deste efeito em seres humanos.

Proteção dos neurônios

Os efeitos neuroprotetores atribuídos aos carboidratos da goji berry ainda não possuem comprovação com pesquisas efetuadas em seres humanos. Igualmente não há comprovação científicas sobre os efeitos de proteção da memória.

Tratamento da infertilidade masculina

Não há evidência científica sobre ação da goji berry sobre a infertilidade masculina.

Valor nutricional da goji berry

Uma colher de sopa (15 g) de goji berry possui 50 calorias sendo 11 g de carboidratos, 2 g de proteína, 1,6 g de fibras e 0 g de gorduras. A fruta é composta por 19 aminoácidos diferentes, dentre os quais oito são considerados aminoácidos essenciais. Bem como, possui grande quantidade de minerais (em zinco, ferro, cobre, cálcio, selênio, fósforo) e vitaminas (C, B1, B2, B6 e E).

Para conseguir o efeito de emagrecimento é preciso que a goji berry seja associada à alimentação saudável e à pratica de atividade física.

Contraindicações
  • Pessoas que utilizam anticoagulante oral, como varfarina;
  • Pessoas em tratamento cosmetológico, especialmente, cremes clareadores, umas vez que a goji berry provoca sensibilização à luz;
  • Mulheres grávidas, crianças e idosos: devem evitar o uso, pois seus efeitos colaterais ainda não são totalmente conhecidos;
  • Pessoas com história de alergias ao tabaco, tomates, pêssegos ou nozes também podem apresentar alergia ao goji berry.

É importante que o uso da goji berry seja orientado por um/a nutrólogo/a ou nutricionista.

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Quais os benefícios do microagulhamento para a saúde da pele?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O microagulhamento consiste em um procedimento no qual são feitas microperfurações na pele por meio da utilização de microagulhas.

Este tratamento tem como principal resultado a indução de formação de colágeno e de outras fibras que atribuem firmeza e sustentação à pele. Os benefícios do microagulhamento são:

1. Atenuar ou remover cicatrizes

O microagulhamento pode ser utilizado para minimizar ou remover cicatrizes da pele, especialmente aquelas produzidas por acne.

2. Minimizar rugas e promover o rejuvenescimento da pele

O procedimento pode ajudar a minimizar rugas de expressão e provocar o rejuvenescimento da pele, uma vez que provoca a formação do colágeno no local aplicado.

3. Promover o clareamento da pele

O microagulhamento ajuda a tratar manchas acastanhadas de pele provocadas, principalmente, pelo sol chamadas melasmas. As microagulhas provocam a dilatação dos vasos e pequenos sangramentos nos locais de aplicação. Quando associado aos cremes de tratamento, o microagulhamento apresenta resultados positivos no clareamento da pele. Além disso, ajuda melhorar o aspecto dos poros.

4. Tratar estrias

O tratamento de estrias, tanto as vermelhas quanto as brancas, pode ser auxiliado com o uso do microagulhamento. As pequenas perfurações permitem que os cremes de tratamento de estrias penetrem com maior facilidade no tecido potencializando a sua ação. Isto faz com que o tratamento de estrias se torne mais efetivo.

5. Tratar calvície

O microgulhamento é também utilizado no tratamento de calvície. Entretanto, ainda não há evidências científicas suficientes que sustentem a efetividade do procedimento para este fim.

Como é feito o microagulhamento?

Utiliza-se um creme anestésico, uma vez que a técnica mais comumente aplicada é minimamente invasiva. O tratamento deve ser feito com a regularidade de uma vez ao mês. Esta periodicidade é necessária para que haja tempo suficiente para formação de colágeno e regeneração da pele e, assim, sejam alcançados os resultados desejados.

Quando é efetuado por meio de técnica cirúrgica, o microagulhamento alcança camadas mais profundas na pele. Esta modalidade de tratamento é realizada em centro cirúrgico com o paciente anestesiado. Alguns estudos apontam que o microgulhamento cirúrgico pode demonstrar seus resultados em apenas uma sessão.

Para a realização do microagulhamento são utilizados rollers, instrumento mais comum, carimbos ou canetas elétricas. Todo o material deve ser autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). As agulhas devem ser estéreis e descartáveis e não podem ser reutilizadas nem pelo próprio paciente.

Quais as contraindicações do microagulhamento?

São condições que contraindicam o microagulhamento:

  • Presença de infecções no local da aplicação;
  • Câncer de pele na região a ser tratada ou em suas proximidades;
  • Bronzeamento da pele;
  • Herpes labial;
  • Uso de anticoagulantes;
  • Alergias aos cremes anestésicos.

O microagulhamento deve ser indicado e orientado pelo dermatologista.

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Obesidade: como tratar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O tratamento da obesidade é complexo e envolve a participação de diferentes profissionais. É feito de forma individualizada e inclui o uso de medicamentos, mudanças nos estilos de vida, especialmente na alimentação e prática de atividade física, com supervisão médica contínua para que seja seguro e eficaz.

Tratamento dietético

O tratamento dietético consiste em implementar uma alimentação reduzida em calorias. Isto levará à redução de peso. Entretanto, este tratamento só é eficaz quando a pessoa passa por um processo de reeducação alimentar que possibilite mudanças dos seus hábitos alimentares durante toda a vida.

Assim, o planejamento alimentar deve considerar, além da quantidade de calorias, as preferências alimentares da pessoa, a sua condição financeira, o seu estilo de vida e a quantidade de energia necessária à manutenção da sua saúde.

O sucesso do tratamento dietético também depende do constante contato entre paciente e médico/a e/ou nutricionista. O tempo dedicado por estes profissionais auxilia muito na eliminação e na manutenção do peso eliminado.

Em longo prazo, a capacidade de manter as mudanças de comportamento em relação à alimentação e atividade física determinará o sucesso de qualquer programa de emagrecimento.

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Tratamento medicamentoso

O tratamento medicamentoso é realizado de acordo com o grau de obesidade. É indicado quando:

  • A pessoa possui IMC maior ou igual a 30 kg/ m²;
  • O IMC for maior ou igual a 25 ou 27 kg/m² e quando a pessoa possui outras doenças associadas como hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares, colesterol elevado, entre outras;
  • A perda de peso não ocorre com o tratamento não medicamentoso (reeducação alimentar e atividade física).É também necessário nas situações em que há história de falhas de perda de peso com restrição alimentar. Este fato é suficiente para a indicar o tratamento medicamentoso;
  • O IMC é normal, mas há aumento da circunferência abdominal. Estas pessoas são consideradas obesas viscerais e devem ser tratadas quando há outras doenças associadas (hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares e colesterol elevado).

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Tratamento cognitivo-comportamental

O tratamento comportamental é aplicado em conjunto com técnicas cognitivas (terapia cognitiva-comportamental) e se configura como um dos métodos auxiliares para o controle do peso.

Fundamenta-se em analisar e promover mudanças de transtornos de comportamentos relacionados ao estilo de vida da pessoa com obesidade. Tem como objetivo programar estratégias que ajudarão na perda e controle de peso, reforçando a motivação para o tratamento e, deste modo, evitando recaída e o ganho de peso.

As estratégias comportamentais possibilitam que a pessoa aprenda a identificar os estímulos que antecedem seus comportamentos compulsivos e situações que dificultam a adesão ao tratamento, o que possibilita a modificação de hábitos prejudiciais à saúde. Podem incluir o registro da ingestão alimentar, de episódios de compulsão alimentar, dos dias de prática de atividade física, pensamentos sobre alimentação, peso e imagem corporal em uma técnica chamada de automonitoramento, entre outras estratégias. São definidas de forma individualizada com psicólogo/a ou psiquiatra.

Tratamento cirúrgico: cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um recurso utilizado somente em casos de pessoas com obesidade grave e que não tenham perdido peso com tratamento medicamentoso e dietético e nem melhorado das doenças associadas (hipertensão, diabetes, colesterol alto, doenças cardiovasculares, entre outras).

Nestes casos de indicação cirúrgica, a pessoa é acompanhada por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais com experiência em obesidade e cirurgia bariátrica. Compõem a equipe: endocrinologista, cirurgião bariátrico, nutricionista ou nutrólogo, psiquiatra ou psicólogo, anestesista, enfermeiro e assistente social. Cardiologista, pneumologista, fisioterapeuta, odontologista, entre outros profissionais podem compor a equipe de acordo com a necessidade do paciente.

Os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em centros qualificados com os equipamentos adequados.

São indicações para operações bariátricas:

  • Idade de 18 a 65 anos;
  • IMC maior que 40 kg/m² ou 35 kg/m² com uma ou mais doenças relacionadas com a obesidade;
  • Comprovação documental de que os pacientes não conseguiram reduzir ou manter seu peso apesar dos cuidados realizados há pelo menos dois anos (terapia medicamentosa, dietética, psicológica e atividade física);
  • Em pessoas com mais de 65 anos é necessária avaliação de risco cirúrgico e anestésico, a presença de outras doenças, benefícios da perda de peso e limitações da idade.

É importante que o tratamento seja definido por profissionais (nutrólogos, nutricionistas, cirurgiões, psicólogos, psiquiatras) capacitados para lidar com os quadros de obesidade. Estes tratamentos podem ser utilizados de forma combinada e devem ter acompanhamento constante.

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Dra. Juliana Guimarães
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Doutora em Saúde Pública

Para que a obesidade ou o excesso de peso possam ser prevenidos ou para que a pessoa obesa possa ser tratada, o seu estado de peso precisa ser reconhecido.

A avaliação do estado de peso é feita com base no peso e na altura por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). A avaliação do IMC é associada à distribuição de gordura corporal.

Sintomas gerais da obesidade
  • Cansaço fácil;
  • Sono excessivo;
  • Suor em excesso;
  • Pernas pesadas e inchadas;
  • Fome exagerada entre as refeições;
  • Respiração ofegante.
Doenças relacionadas à obesidade

Algumas doenças são provocadas pela obesidade. São elas:

  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Colesterol elevado;
  • Baixa autoestima;
  • Redução da expectativa de vida;
  • Disfunções renais;
  • Artrose;
  • Varizes;
  • Problemas cardiovasculares;
  • Dificuldade respiratória e cansaço;
  • Maior tendência de câncer.

Os sintomas gerais da obesidade precisam ser avaliados considerando-se os fatores genéticos, ambientais, estilos de vida e psicossociais. Prevenir a obesidade também ajuda a evitar doenças que reduzem a qualidade e expectativa de vida das pessoas obesas.

Para detectar e tratar a obesidade busque orientação profissional de médicos/as e nutricionistas.

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8 causas de obesidade que você precisa saber
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A obesidade é uma doença crônica que resulta de uma combinação complexa de causas diversas. A interação de fatores genéticos, ambientais, dietéticos, dos estilos de vida e de condições psicossociais contribuem para o desenvolvimento da obesidade.

É também considerada o distúrbio nutricional mais comum na infância.

1. Influências Ambientais

A redução dos níveis de atividade física e o aumento do consumo calórico são os fatores ambientais mais influentes sobre o desenvolvimento da obesidade. Para reduzir o efeito destes fatores é preciso que haja um equilíbrio entre a ingestão de calorias e a prática de atividade física.

Os hábitos alimentares saudáveis ajudam a prevenir a obesidade e o sobrepeso, assim como a adoção de exercícios físicos na rotina. A prática de atividade física representa de 20 a 30% do gasto energético total em adultos.

­2. Estilo de vida urbano moderno

O consumo elevado de alimentos muito calóricos, de paladar agradável, baixa capacidade de provocar a saciedade, fácil absorção e digestão e baixo custo contribuem para o aumento da ingestão alimentar e desequilíbrio energético.

Estes alimentos, normalmente são mais baratos e práticos, porém são pobres em fibras e ricos em açucares, portanto de rápida absorção e digestão. Entretanto, a carência na sua composição e o alto teor glicêmico, resultam em falsa saciedade, o que traz a sensação de volta rapidamente.

Associadas a estas características estão as mudanças sócio-comportamentais da população, tais como: a redução do número de refeições feitas em casa, o hábito de alimentar-se em redes de fast food e o aumento das porções servidas em lanchonetes e restaurantes.

Além disso, a necessidade de se realizar refeições rapidamente interferem nos mecanismos orgânicos que desencadeiam a sensação de saciedade. Um outro fator importante é a associação entre as atividades de lazer e hábitos alimentares. O hábito de “sair para comer” se tornou uma forma de socialização bastante comum.

A justificativa da falta de tempo, ligada principalmente à vida profissional, contribui para a redução da prática de atividade física o que reduz o gasto energético e colabora para o desenvolvimento da obesidade.

3. Herança genética

O início precoce de obesidade na infância e na adolescência são indicativos da influência genética neste distúrbio. A obesidade é uma das manifestações descritas em 24 doenças hereditárias. O risco é maior quando existe história familiar de obesidade mórbida com IMC ≥ 40 kg/m2.

4. Redução do sono

A privação do sono reduz a tolerância do organismo à glicose, aumenta a fome e o apetite que podem levar as pessoas a desenvolver obesidade. A privação de sono crônica amplia o risco deste distúrbio.

5. Estresse

Em pessoas com obesidade e sobrepeso é comum a presença de distúrbios de humor, como sintomas de ansiedade, depressão, nervosismo, estresse e compulsão alimentar. Alguns estudos comprovam a relação entre transtornos psicológicos e a obesidade. Entretanto, é importante ressaltar que a obesidade não se classifica como um transtorno psiquiátrico.

6. Efeitos de medicamentos

Alguns medicamentos usados para tratar outras condições clínicas podem contribuir para o aumento do peso ou mesmo para intensificar este ganho em indivíduos com obesidade. Estes medicamentos também podem estimular o aumento de peso em pessoas que já têm esta predisposição.

O profissional de saúde pode ajudar a evitar ou minimizar o ganho de peso por meio de uma prescrição correta de medicamentos que promovam a perda de peso ou que amenizem o aumento de peso no tratamento de outras doenças.

7. Substâncias que afetam a função endócrina

Algumas substâncias produzidas de forma industrial são capazes de alterar a função endócrina. Por influência na regulação hormonal, podem desencadear o ganho de peso utilizando diferentes mecanismos de atuação.

8. Diminuição ou cessação do Tabagismo

Os fumantes tendem a pesar menos do que os não fumantes. Além disso, observa-se ganho de peso após a decisão de cessar com o hábito de fumar. Uma das respostas para esse efeito é a ação termogênica e falta de apetite, causadas pela ação da nicotina.

Ao buscar perder peso, informe o/a médico/a ou nutricionista como foi seu ganho de peso, quanto tempo levou para chegar ao seu peso atual, medicamentos utilizados, histórico de obesidade na família, hábitos alimentares e estilo de vida (sono, prática de atividade física, entre outros).

Não use medicamentos ou estratégias de emagrecimento sem orientação de um profissional qualificado.

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Tudo o que você precisa saber sobre o Sistema Cardiovascular
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O nosso sistema cardiovascular ou circulatório tem como função distribuir oxigênio e nutrientes por todo o corpo. É formado pelo coração e vasos sanguíneos.

Vasos Sanguíneos

A rede de tubos que forma o sistema cardiovascular é chamada de vasos sanguíneos. Eles são classificados em três diferentes tipos: artérias, veias e capilares.

Artérias

De um modo geral, são as artérias os vasos responsáveis por conduzir o sangue do coração para as células do corpo. São formadas por três camadas de tecidos denominados túnicas. Suas paredes fortes e elásticas permitem que as artérias se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco e garantam que o sangue seja transportado a todos os tecidos sob pressão. É por meio da avaliação das artérias que verificamos a pressão arterial.

Estes vasos diminuem seu calibre na medida em que se afastam do coração. As arteríolas são ramos mais finos que se ramificam em capilares e constituem a porção final das artérias. São os capilares que se unem às vênulas, porção final das veias, e formam vasos mais calibrosos denominados veias.

Veias

As veias são responsáveis pelo transporte de sangue das diferentes partes do corpo para o coração. A parede das veias é mais fina e a pressão no interior destes vasos é menor do que a nas artérias. Deste modo, o retorno do sangue do corpo para o coração ocorre de forma mais lenta.

Estes vasos possuem válvulas que direcionam o sangue sempre para o coração. A maior parte das veias são responsáveis pela condução de sangue venoso que é rico em gás carbônico. Entretanto, as veias pulmonares transportam sangue arterial, rico em oxigênio dos pulmões para o coração.

Vasos Capilares

Os capilares são ramificações muito finas, microscópicas, das artérias que fazem a comunicação com as vênulas (porção final das veias). As paredes destes pequenos vasos são formadas por uma camada muito fina de células que possibilitam a troca de oxigênio, gás carbônico e nutrientes do sangue para a células e vice-versa.

Coração

O coração ou miocárdio se localiza na caixa torácica, alojado entre os pulmões. Funciona como uma bomba que impulsiona o sangue para o corpo inteiro através dos vasos sanguíneos.

Caracteriza-se por ser um órgão muscular oco constituído por 4 cavidades: duas cavidades superiores chamadas átrios e duas inferiores, os ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito por meio da válvula tricúspide. O átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo direito através da válvula mitral. Estas válvulas existem para impedir que o sangue retorne aos átrios após passar para os ventrículos. Não existe comunicação entre os átrios e nem entre os ventrículos.

O coração é envolvido externamente pelo saco pericárdico. Internamente, os átrios e os ventrículos são revestidos por uma membrana que se chama endocárdio.

Doenças do sistema cardiovascular

As patologias que afetam o coração ou os vasos sanguíneos. Decorrem de distúrbios quase sempre associados a obstrução arterial que desencadeiam problemas para nutrição e oxigenação das células e comprometem o bom funcionamento dos órgãos.

As mais comuns são:

  • Infarto Agudo do Miocárdio;
  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Aterosclerose;
  • Angina do Peito;
  • Hipertensão Arterial.

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Fatores de risco para as doenças do sistema cardiovascular

Vários são os fatores de risco que podem favorecer o surgimento de doenças cardiovasculares. Os principais fatores estão associados com:

  • Predisposição genética;
  • Idade;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo:
  • Estresse;
  • Alimentação rica em gorduras;
  • Diabetes;
  • Elevados níveis de colesterol;
  • Níveis altos de triglicérides sanguíneo.
Como manter a saúde do sistema cardiovascular? Praticar atividade física

A prática de atividade física para prevenir as doenças cardiovasculares deve ser efetuada por pelo menos 30 minutos, de 4 a 5 vezes por semana.

Controlar níveis de colesterol e triglicérides

O controle dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicérides evitam o acúmulo de gordura nas paredes das artérias (placas de ateromas) que propiciam a oclusão destes vasos. A adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos ajudam a efetuar este controle.

Controlar a pressão arterial

A hipertensão arterial é um importante fator de risco para o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. Controlar a pressão arterial por meio de atividade física e alimentação saudável e com pouco sal, pode ajudar a evitar as doenças cardiovasculares.

Manutenção do peso corporal

Emagrecer a manter o peso corporal na faixa normal reduzem o risco de doenças cardiovasculares. A gordura que se acumula não região abdominal, aumenta o risco de pressão alta, colesterol elevado e diabetes, o que pode afetar o funcionamento dos vasos sanguíneos e do músculo cardíaco.

Não fumar

O fato de não ser tabagista é um hábito importante para a prevenção das doenças cardiovasculares. O fumo enrijece as paredes dos vasos sanguíneos e favorece a formação de coágulos. Além disso, pode baixar o nível do bom colesterol (HDL) no sangue.

Evitar o estresse

O estresse provoca a redução do fluxo sanguíneo para o coração, irregularidades nos batimentos cardíacos e aumentam o risco para a formação de coágulos na circulação sanguínea. Gerenciar o estresse é uma forma importante de evitar doenças cardiovasculares.

Além de adotar as medidas de prevenção, é relevante estar atento a presença de dores no peito, falta de ar, fraqueza, inchaço nas pernas, tonturas, visão turva e palpitações. Estes sintomas podem variar de acordo com o órgão do sistema cardiovascular afetado.

Na presença de qualquer um destes sintomas, procure um/a médico/a de família, clínico geral ou cardiologista.

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