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Quais os valores anormais na sedimentoscopia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sedimentoscopia é uma das etapas do exame de urina. Analisa células e outros elementos na amostra de urina, através de um microscópio. Os resultados/valores considerados anormais são:

  • Células epiteliais: numerosas
  • Cilindros na urina: presentes
  • Hemácias: várias ou numerosas
  • Cristais na urina: vários ou numerosos
  • Bactérias: presentes
  • Parasitas: presentes

O exame de urina é dividido em três etapas (análise física, química e a sedimentoscopia) e é amplamente utilizado para diagnosticar e/ou acompanhar as doenças renais e do sistema urinário.

Entenda o que significa cada um destes resultados, no exame de sedimentoscopia:

1. Células epiteliais
  • Resultado normal: raras ou algumas
  • Resultado anormal: numerosas

Quando os resultados da sedimentoscopia de urina mostram algumas células epiteliais ou raras células epiteliais, o exame pode ser considerado normal. A presença de poucas células podem ser resultado de uma descamação normal da uretra, ou de contaminação da amostra de urina analisada.

Entretanto, quando as células epiteliais estão presentes em grande número sugere um problema no trato urinário, ou seja, no trajeto pelo qual a urina passa. Deste modo, a lesão pode ocorrer nos rins, ureter, bexiga ou uretra.

2. Cilindros na urina
  • Resultado normal: ausentes
  • Resultado anormal: presentes

Quando existem cilindros na urina, pode indicar problemas renais como uma inflamação renal. A glomerulonefrite, inflamação nos glomérulos, local onde ocorre a filtração do sangue e formação da urina, é um exemplo de presença de cilindros na urina.

3. Hemácias na urina
  • Resultado normal: ausentes ou raras
  • Resultado anormal: várias ou numerosas

A presença de várias ou numerosas hemácias no exame de urina não é considerada normal e pode ser um sinal de lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas nas vias urinárias.

O número aumentado de hemácias (células do sangue) na urina é chamado de hematúria. Dependendo da intensidade, pode ser observada diretamente na urina pela coloração avermelhada, que indica a presença de sangue, ou apenas com uso de microscópio por meio da sedimentoscopia.

4. Cristais na urina
  • Resultado normal: ausentes
  • Resultado anormal: vários ou numerosos

O resultado se refere à análise de cristais anormais na sedimentoscocpia, como cristais de cistina, leucina, tirosina, colesterol e sulfonamidas.

A presença de cristais de carbonato de cálcio, oxalato de cálcio e poucos cristais de ácido úrico é considerado normal. Pode ocorrer devido à pouca ingestão de água, hábitos alimentares ou mudanças na temperatura corporal, acumulando esses cristais.

No entanto, alguns cristais são considerados patológicos (cistina, leucina, tirosina, colesterol e sulfonamidas) e quando presentes na urina podem indicar doenças metabólicas e/ou infecciosas.

5. Leucócitos, piócitos ou glóbulos brancos
  • Resultado normal: raros ou ausentes
  • Resultado anormal: vários ou numerosos

Quando encontrados em pequena quantidade na urina, a presença de piócitos, também chamados de leucócitos ou glóbulos brancos, é considerada normal e sugere uma infecção urinária.

A piúria, como é denominada a urina com grande quantidade de piócitos na urina, indica lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins, ou de qualquer outra estrutura do sistema urinário.

6. Bactérias
  • Resultado normal: ausentes
  • Resultado anormal: presentes

A presença de bactérias na urina é um achado anormal. Pode ocorrer por contaminação da amostra de urina analisada, em infecções do trato urinário com envolvimento dos rins ou em infecções urinárias simples.

No caso de infecção urinária, além das bactérias, é comum a presença de leucócitos aumentados e presença de cilindros, na sedimentoscopia.

7. Parasitas
  • Resultado normal: ausentes
  • Resultado anormal: presentes

Alguns parasitas podem ser encontrados na sedimentoscopia de urina e o mais comum é o Trichomonas vaginalis. Quando este parasita é encontrado no exame, pode indicar vaginites (infecções vaginais) ou uretrites (infecção da uretra).

Como devo coletar a urina para exame?

O exame de urina não requer nenhum preparo, apenas siga as orientações:

  • Utilize um frasco estéril e com tampa, de preferência fornecido pelo laboratório;
  • Lave as mãos;
  • Lave os genitais com água e sabão;
  • Despreze o primeiro jato de urina e colete o jato do meio (jato médio) sem interrupção do fluxo;
  • Leve ao laboratório, no máximo, até 2 horas após a coleta.

Pergunte ao médico que solicitou o exame sobre a necessidade de suspender alguma medicação que você utiliza.

Recomenda-se que as mulheres não coletem urina no período menstrual, devido à presença de hemácias na amostra, prejudicando o resultado. A não ser que seja realmente necessário, e nesses casos não deixe de informar ao laboratório sobre a menstruação, na entrega da amostra.

A sedimentoscopia deve ser analisada com as outras etapas do exame de urina: análise física (cor, aspecto, densidade) e análise química (pH, proteínas totais, glicose, bilirrubinas, urobilinogênio, corpos cetônicos e nitritos).

O exame de urina completo deve ser analisado pelo médico que o solicitou. Este profissional fará a avaliação do exame considerando a entrevista e exame físico do paciente. Isto assegura um diagnóstico correto e um tratamento eficaz, caso alguma anormalidade seja identificada.

Leia mais: Exame de Urina: como se preparar e entender os resultados

12 Motivos que podem causar excesso de sono durante o dia

Existem muitas causas possíveis para o excesso de sono durante o dia. O cansaço e a sonolência diurna excessiva podem estar relacionados com dieta, estilo de vida, má qualidade do sono e ainda doenças como depressão e diabetes. Conheça os 12 principais motivos que podem fazer você sentir muito sono durante o dia.

1. Poucas horas de sono

A maioria dos adultos precisa de 7 a 9 horas de sono por noite. Se você tem o hábito de ficar acordado(a) até tarde, por exemplo, talvez não esteja dormindo o suficiente, o que pode causar sonolência durante o dia seguinte.

2. Distúrbios do sono

Distúrbios do sono, como a apneia do sono, pode ser a causa da sonolência excessiva. A apneia do sono ocorre quando a respiração para enquanto a pessoa dorme. Como resultado, o cérebro e o corpo não recebem oxigênio suficiente à noite. Isso pode causar fadiga e sonolência diurna.

3. Falta de vitaminas e minerais

Excesso de sono e cansaço também podem ser sintomas de falta de vitaminas e minerais, como vitamina D, vitamina B-12, ferro, magnésio e potássio. Um exame de sangue de rotina pode ajudar a identificar essa deficiência.

4. Alimentação inadequada

Se você tem tendência a pular refeições, pode não estar recebendo as calorias necessárias para manter o seu nível de energia. Intervalos longos entre as refeições podem fazer com que o nível de açúcar no sangue diminua. Como a glicose (açúcar) é a única fonte de energia do cérebro, sua falta pode causar sono excessivo e falta de energia e disposição.

5. Excesso de peso

Estar acima do peso também pode causar cansaço e fazer você sentir muito sono durante o dia. Quanto mais peso você tiver, mais seu corpo precisa trabalhar para concluir tarefas diárias. Como resultado, mais glicose é usada e menos açúcar sobra no sangue para o cérebro funcionar, gerando cansaço e sonolência.

6. Estilo de vida sedentário

A atividade física acelera o metabolismo e aumenta a disposição e o nível de energia. Um estilo de vida sedentário, por outro lado, pode fazer a pessoa se sentir cansada e com sono.

7. Estresse

O estresse faz o corpo entrar no modo de “luta” ou “fuga”. Isso causa um aumento de cortisol e adrenalina, que preparam o corpo para lidar com essas situações. Em pequenas doses, essa resposta é segura. Porém, no caso de estresse crônico ou contínuo, essa reação afeta os recursos do corpo, deixando-o exausto.

8. Depressão

A depressão pode causar falta de energia, cansaço e insônia, prejudicando a qualidade do sono. O resultado pode ser um sono excessivo durante o dia.

9. Fibromialgia

A fibromialgia causa dor muscular generalizada. Essa condição afeta os músculos e os tecidos moles do corpo, mas também pode causar fadiga. Por causa da dor, algumas pessoas com fibromialgia não conseguem dormir à noite. Isso pode causar sonolência e fadiga durante o dia.

10. Medicamentos

Alguns medicamentos podem causar sono durante o dia. Observe se o aparecimento da sonolência diurna coincide com o início do uso da medicação e verifique no rótulo do medicamento se a sonolência é um efeito colateral comum.

11. Diabetes

Cansaço constante e excesso de sono também podem ser sintomas de diabetes. Os níveis elevados de açúcar no sangue podem causar cansaço, sonolência e dificuldade de concentração.

12. Narcolepsia

A narcolepsia é um distúrbio neurológico que afeta o sono. Com a narcolepsia, o cérebro não regula adequadamente o ciclo sono-vigília. Você até pode dormir bem à noite, mas, durante o dia, pode sentir muito sono. Há pessoas que chegam a adormecer no meio de uma conversa ou durante uma refeição.

Na maioria dos casos, através de mudanças no estilo de vida, é possível deixar de sentir muito sono durante o dia. Contudo, se a sonolência diurna continuar, consulte um médico de família ou um clínico geral. Você pode ter um distúrbio do sono ou outra condição médica que precise de atenção.

O que é uma isquemia cardíaca?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Isquemia cardíaca é um termo usado na medicina, para indicar que houve uma diminuição da circulação sanguínea e do oxigênio, para o coração. Se esse fluxo não for restabelecido rapidamente, a isquemia pode evoluir para um infarto agudo do miocárdio (IAM).

O coração é um músculo que trabalha sem parar, bombeando sangue para todo o corpo, por isso necessita de grande quantidade de sangue e oxigênio, constantemente. A redução do oxigênio prejudica as funções desse órgão.

O que pode provocar uma isquemia cardíaca?

A principal causa de isquemia cardíaca é a obstrução das artérias coronárias, por onde chega o sangue até o coração. As artérias são obstruídas por placas de gordura formadas durante o envelhecimento natural do corpo, associado aos hábitos de vida.

A presença de placas na circulação é conhecida por aterosclerose, uma doença que pode interromper o fluxo de sangue em qualquer região do corpo. Hábitos ruins como o tabagismo, alimentação gordurosa e sedentarismo, são fatores que contribuem para a formação das placas.

Portanto, para não desenvolver a aterosclerose e manter uma boa circulação de sangue é importante se prevenir, evitando os fatores de risco para a doença. São eles:

  • Tabagismo
  • Colesterol LDL alto (acima de 100) e HDL baixo (abaixo de 50)
  • Hipertensão arterial
  • Diabetes mellitus ou resistência a insulina
  • Obesidade
  • Falta de atividade física
  • Idade (homens ≥ 45 anos; mulheres ≥ 55 anos)
  • História familiar de infarto ainda jovem, especialmente abaixo dos 50 anos
  • Estresse, irritabilidade
  • Doenças crônicas: Vasculite, Amiloidose, Síndrome do anticorpo antifosfolipídio
  • Uso de drogas (cocaína).
Presença de um coágulo, impedindo a passagem do fluxo de sangue dentro da artéria. Tipos de isquemia cardíaca

A isquemia cardíaca recebe uma classificação de acordo com a sua causa, que orienta os cardiologistas a programar o tratamento e acompanhamento dos pacientes.

Tipo 1: Infarto causado por aterosclerose - presença de placa de gordura na artéria.

Tipo 2: Infarto causado por redução da oferta de oxigênio para o coração. Como nas situações de: Espasmo da artéria (contração involuntária da artéria, diminuindo a passagem de sangue); Embolia (obstrução por placa de gordura ou de coágulo que se soltou); Pico hipertensivo ou Dissecção coronariana (descolamento das paredes das coronárias).

Tipo 3: Infarto que geralmente resulta na parada cardíaca e morte súbita. Situação mais grave, de casos que evoluem rapidamente, sem possibilidades de tratamento.

Tipo 4a: Infarto relacionado a um procedimento cirúrgico, como a intervenção coronária percutânea (ICP). Os critérios para esse diagnóstico são bastante específicos.

Tipo 4b: Uma subcategoria de infarto, relacionada ainda ao procedimento ICP, com trombose do stent colocado nesse procedimento. O stent é uma espécie de mola, que é inserido dentro da artéria, para mantê-la aberta, facilitando o fluxo de sangue. Quando esse material sofre um dano ou é obstruído por um coágulo, por exemplo, interrompe novamente a circulação no local.

Tipo 5: Infarto relacionado a uma complicação de cirurgia cardíaca, em geral, a revascularização do miocárdio.

Sintomas de isquemia cardíaca

Quando falta sangue e oxigênio no coração, o músculo sofre e com isso causa dor no peito e os demais sintomas típicos de IAM. Os sintomas mais comuns são:

  • Dor no peito, tipo aperto ou pressão forte
  • Dor irradia para o braço esquerdo, mandíbula, queixo ou para o dorso
  • Falta de ar
  • Suor frio, palidez
  • Náuseas, pode haver vômitos
  • Sensação de morte e
  • Ansiedade.
O que fazer no caso de isquemia cardíaca?

Na isquemia aguda, caracterizada por dor no peito em aperto, que dura mais de 20 minutos, de início súbito, que vem acompanhada de suor frio, palidez, náuseas e mal-estar, é preciso procurar um serviço de urgência imediatamente ou chamar o SAMU (192).

Trata-se de uma emergência médica, com elevado risco de morte, por isso é fundamental não perder tempo.

O que fazer depois de ter um infarto do coração?

Os cuidados que deve manter após um episódio de infarto no coração, são fundamentais para evitar nova isquemia.

1. Controlar os fatores de risco

Mudança de hábitos de vida, especialmente interrompendo o hábito de fumar, que deve ser a primeira medida no tratamento de isquemia cardíaca. Quanto mais agressiva a interrupção do tabagismo, melhores são os resultados.

Assim como controlar a diabetes e a ansiedade.

2. Manter dieta balanceada

A alimentação deve conter baixa ingesta de gordura, aumentar o consumo de frutas, verduras e o consumo de água, com pelo menos 1 litro e meio por dia.

O uso de suplementos de ácido ômega-3 não é recomendado pelas diretrizes brasileiras de cardiologia, porque não mostrou reduzir o risco de eventos cardiovasculares.

De preferência, a alimentação deverá ser orientada por um profissional da área, um nutricionista ou nutrólogo.

3. Atividade física 5x por semana

A frequência ideal para a prática de exercícios é de sete vezes por semana, por isso, no mínimo cinco vezes na semana, para ser realmente eficaz e melhorar a função cardíaca. A duração desses exercícios deve ser de pelo menos 30 minutos por dia.

O tipo de atividade deve ser definido caso a caso pelo médico cardiologista e médico do esporte. No entanto, os esportes competitivos ou extenuantes devem ser proibidos

4. Controlar rigoroso da pressão

Manter a pressão arterial rigorosamente controlada, é mais uma medida necessária para manter um bom funcionamento cardíaco e evitar novo evento de isquemia.

5. Vacina contra o influenza

Os pacientes cardiopatas, que já sofreram um evento de isquemia, devem manter a vacinação em dia para evitar sobrecarga no coração.

6. Medicamentos

Os medicamentos são necessários e as doses definidas caso a caso. No entanto, de acordo com as diretrizes de cardiologia, os remédios que demonstraram melhor resultado na recuperação cardiológica, além de evitar novos eventos são:

  • Nitrato, para casos de dor no peito, porque dilata rapidamente os vasos, aumentando a oferta de sangue para o coração;
  • AAS (ou clopidogrel), para reduzir a formação de placas dentro das artérias;
  • Estatina, a medicação mais importante para a redução do risco cardiovascular!
7. Cirurgia

Os procedimentos cirúrgicos, como a revascularização miocárdica e a angioplastia, podem ser tanto na urgência, para casos de obstrução completa das artérias, como após alguns meses, com objetivo de melhorar o fluxo sanguíneo.

O que é isquemia miocárdica esforço-induzida?

A isquemia miocárdica esforço-induzida, é a falta de sangue no miocárdio, que foi provocada por testes cardiológicos, sendo evidenciada durante o exame.

Portanto, é um conjunto de testes que avaliam ao mesmo tempo, a função cardíaca e a capacidade de troca gasosa pulmonar, durante o esforço físico. Os testes são Indicados para identificar precocemente, o risco de infarto naquele paciente.

O cardiologista é o médico responsável por definir o caso de isquemia, indicar a melhor opção de tratamento. Para maiores esclarecimentos converse com o seu médico.

Saiba mais sobre o tema:

Referência:

UpToDate - Guy S Reeder, et al.; Diagnosis of acute myocardial infarction. Sep 24, 2018.

Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Quais os tipos de dor no peito que podem ser graves?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os tipos de dor no peito que indicam gravidade, são a dor em aperto em aperto, com um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Duração maior do que 20 minutos
  • Irradiação para o braço esquerdo, mandíbula ou para as costas
  • Início súbito associado a falta de ar
  • Febre alta e/ou dificuldade de respirar
  • Suor frio, náuseas e mal-estar (especialmente em pessoas diabéticas).

As doenças que causam dor no peito e oferecem risco imediato, geralmente estão relacionadas à problemas no coração, como o infarto ou problemas pulmonares.

Portanto, se apresentar um tipo de dor que preocupe, como as citadas acima, especialmente se já for portador de outras doenças como pressão alta (hipertensão) e diabetes, procure imediatamente um serviço de urgência médica.

Causas de dor no peito que precisam de atendimento de urgência 1. Infarto (ataque cardíaco)

A dor no peito causada por infarto tem início súbito, é contínua (dura mais de 20 minutos) e localiza-se no lado esquerdo ou no meio do peito.

A dor caracteriza-se pela sensação de pressão ou aperto no peito, podendo irradiar para braço (geralmente esquerdo), pescoço, mandíbula ou costas. Há pessoas que referem como um "desconforto" no peito.

Os sintomas associados ao infarto são a falta de ar, suor frio, tonturas, náuseas, vômitos, fraqueza e sensação de mal-estar. Na suspeita de um infarto do coração procure uma emergência imediatamente ou chame uma ambulância através do número 192.

Recomendações enquanto aguarda atendimento médico:

  • Não ficar sozinho, pedir ajuda;
  • Desapertar as roupas;
  • Não fazer esforço;
  • Esperar pelo socorro num lugar arejado;
  • Respirar profundamente.
2. Angina

A dor no peito da angina é semelhante à dor do infarto, tipo aperto ou pressão, localizada no meio do peito, que pode irradiar para braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas. Contudo, a dor não dura menos de 20 minutos e melhora com o repouso.

Embora não seja tão grave como um infarto, a angina é um sinal de que não está chegando sangue suficiente no coração e pode evoluir para o infarto a qualquer momento.

Por isso, no caso de angina, a pessoa também deve dirigir-se imediatamente a um hospital.

3. Pericardite

Trata-se de uma infecção do pericárdio, uma membrana de tecido fibroso que envolve o coração. Provoca dor no peito do lado esquerdo, que irradia para pescoço ou costas, com melhora na posição sentada e piora quando a pessoa se deita.

Outros sintomas que podem estar presentes são a dificuldade para respirar, piora da dor quando respira fundo, muito cansaço, febre e tosse.

4. Miocardite

A miocardite é uma inflamação no músculo do coração, que pode ocorrer, por exemplo, após uma virose ou doença infecciosa. Trata-se de uma complicação cardíaca grave.

Os sintomas são de dor no peito, cansaço extremo e dificuldade de respirar.

5. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção pulmonar. O principal sintoma da pneumonia é a dor no peito, que pode ser em aperto ou pontadas que piora ao respirar fundo.

A dor também pode se localizar em um dos lados, à direita ou à esquerda do tórax, conforme o local afetado pela doença.

Outros sintomas comuns da pneumonia incluem tosse com catarro amarelado ou esverdeado, febre, falta de ar, fadiga e perda de apetite.

O tratamento da pneumonia deve ser feito com antibióticos, para isso precisa de uma receita médica controlada.

6. Pneumotórax

O pneumotórax é o acúmulo de ar entre as duas membranas que revestem os pulmões, as pleuras. O principal sintoma é a dor intensa no peito, apenas de lado, no pulmão acometido pelo pneumotórax, tipo pontada ou agulhada, que piora com a respiração profunda.

Dependendo da causa e da rapidez que o pneumotórax se instala, pode causar dificuldade respiratória e insuficiência respiratória.

7. Dissecção de aorta

A dissecção da aorta acontece quando as camadas do vaso se descolam, formando um hematoma entre elas, que enfraquece o vaso e causa os sintomas de dor no meio do peito, sensação de aperto no peito, dor entre os ombros, dor abdominal, fraqueza e mal-estar.

Se a artéria continuar com o sangramento, pode romper o vaso e levar a uma hemorragia grave. Por isso, na suspeita de dissecação de aorta, é importante procurar um serviço de urgência imediatamente.

8. Embolia pulmonar

A embolia pulmonar ou tromboembolismo pulmonar (TEP), ocorre quando um coágulo de sangue obstrui uma artéria do pulmão, interrompendo o fluxo sanguíneo no local. Além de dor no peito, a embolia pulmonar causa falta de ar súbita, tosse com ou sem sangue na secreção, chiado no peito, palpitação e aumento da frequência respiratória.

9. Câncer de pulmão

Os principais sintomas do câncer de pulmão são a dor no peito e a tosse crônica com expectoração purulenta ou sanguinolenta. Também é comum haver apenas desconforto no peito e rouquidão.

Com a evolução da doença, a pessoa pode apresentar febre, perda de peso, fraqueza, aumento do fígado, dor de cabeça, náuseas e vômitos.

Por vezes, a doença é silenciosa, descoberta ao acaso, sem qualquer sintoma, especialmente nos estágios iniciais.

10. Tumor de esôfago

Pode causar dor no meio do peito, dificuldade para engolir, rouquidão e tosse, devido a sua localização. À medida que a doença evolui, apresenta perda de peso, mal-estar, falta de apetite, febre e aumento da transpiração.

Quanto antes for diagnosticado, maiores as chances de cura da doença.

O que fazer em caso de dor no peito?

Procure atendimento médico com urgência se a dor no peito for intensa, durar mais de 20 minutos e irradiar para mandíbula, braço esquerdo, dorso ou se a dor vier acompanhada de algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • Suor frio;
  • Mal-estar;
  • Dificuldade para respirar;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Tosse com sangue ou com catarro (verde ou amarelado).

A dor no peito pode ser sintoma de condições e doenças graves, que necessitam de atendimento urgente devido ao risco de morte. Procure imediatamente um serviço de urgência na presença de algum desses sinais e sintomas.

As principais diferenças entre a dermatite atópica e a psoríase
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dermatite atópica e a psoríase são duas doenças de pele de natureza crônica e inflamatória.

Dermatite atópica: doença que surge já na infância, é bastante frequente e leva a formação de eczema, que são lesões avermelhadas, endurecidas e ressecadas. As lesões tipicamente coçam muito.

Psoríase: doença crônica, que acomete principalmente adultos, sendo rara na infância, provoca a formação de placas avermelhadas, que apresentam intensa descamação. É uma doença relativamente comum, mas é mais rara do que a dermatite atópica e tem natureza autoimune.

Principais diferenças 1. Idade de início dos sintomas
  • Dermatite atópica: geralmente na infância.
  • Psoríase: geralmente no começo da vida adulta.
2. Faixa etária mais frequente
  • Dermatite atópica: crianças.
  • Psoríase: adultos.
3. Localização no corpo
  • Dermatite atópica: variável conforme a faixa etária, mas algumas áreas comuns são a região externa de cotovelos e joelhos, pescoço, tornozelos e punhos.
  • Psoríase: variável, mas atinge principalmente região externa de cotovelos e joelhos.
4. Características das lesões
  • Dermatite atópica: a pele fica seca e apresenta intensa coceira. Pode-se formar áreas com pele endurecida, espessa e escoriada. Crostas também podem estar presentes.
  • Psoríase: formação de placas e manchas vermelhas, esbranquiçadas ou acinzentadas com presença descamação. Pode atingir também unhas, palmas das mãos e plantas dos pés.
5. Presença de prurido (Coceira)
  • Dermatite atópica: a coceira é bastante intensa, é uma das principais característica da dermatite atópica.
  • Psoríase: pode ou não estar presente, geralmente também não é tão intensa.
6. Doenças associadas
  • Dermatite atópica: Rinite Alérgica e Asma.
  • Psoríase: Artrite psoriásica, doenças cardiovasculares, metabólicas e outras doenças autoimunes.
Como se diferencia as lesões da dermatite atópica e da psoríase?

A dermatite atópica leva a dois sintomas principais: pele seca e coceira intensa. Podem ser formadas áreas vermelhas, elevadas, pruriginosas, com formação de crostas ou exsudato.

Lesões crônicas de dermatite atópica podem deixar a pele mais endurecida e escoriada, por conta do ato de coçar a pele frequentemente. Além disso, as lesões de dermatite atópica podem apresentar alguma descamação, que geralmente não é tão intensa quanto a descamação que ocorre na psoríase.

Dermatite atópica

A psoríase, por sua, vez também pode se manifestar de diferentes formas. A forma mais comum é a psoríase em placas, na qual, ocorre a formação de placas vermelhas, acinzentadas ou esbranquiçadas que formam constantemente escamas, ou seja, são lesões de pele que apresentam descamação constante.

As placas da psoríase podem coçar, mas diferentemente da dermatite atópica, a coceira não é tão intensa, sendo também pouco frequente.

Psoríase Qual a diferença na localização das lesões?

A dermatite atópica pode se apresentar em diferentes áreas do corpo, sendo algumas regiões do corpo mais frequentemente acometidas do que outras.

Em bebês e crianças a dermatite atópica pode atingir bochechas, couro cabeludo e áreas extensoras das pernas e braços. Em crianças maiores e adolescentes é a comum a formação de placas de eczema em áreas flexoras (internas) de joelhos e cotovelos, além de pescoço, punhos e tornozelos. Já nos adultos as lesões da dermatite atópica também atinge principalmente áreas flexoras de joelhos e cotovelos.

Em relação à psoríase as placas vermelhas com formação de escamas, típicas da doença, atingem principalmente o couro cabeludo, áreas extensoras (externas) dos cotovelos e joelhos, e região entre às nádegas. Outras possibilidades de local de acometimento são o canal auditivo, o umbigo, as palmas das mãos, as solas dos pés e as unhas.

Qual a diferença na idade de início dos sintomas? E qual a faixa etária mais frequente?

A dermatite atópica geralmente começa na primeira infância, cerca de 85% dos casos surgem antes dos 5 anos, sendo que 60% das vezes os sintomas podem surgir já no primeiro ano de vida.

Os sintomas tendem a melhorar ou aliviar a medida que a criança cresce, sendo que costumam ser mais persistentes nas crianças que apresentaram os sintomas mais tardiamente.

Já a psoríase embora possa surgir em qualquer faixa etária é mais frequente entre os 30 e os 39 anos e entre os 50 e os 69 anos, portanto é uma doença mais associada aos adultos, sendo rara na infância.

Ambas as doenças podem apresentar momentos de melhora e recidiva das lesões de pele, e momentos de piora dos sintomas.

Qual o tratamento da dermatite atópica e da psoríase?

A base do tratamento da dermatite atópica é o uso de diário e constante de hidratantes. Em casos mais graves da doença pode ser necessário o uso de medicamentos como corticoides ou mesmo imunossupressores, como a ciclosporina ou o metotrexato.

O tratamento da psoríase também se beneficia muito da hidratação da pele. Em casos leves o uso de hidratantes, pomadas tópicas, contendo corticoesteroides e exposição solar pode ser suficiente para a melhora das lesões de pele.

Em casos graves, na psoríase, pode ser necessário o uso de fototerapia ou medicação como retinoides, metotrexato, ciclosporina. Medicamentos biológicos também pode ser utilizados nos casos severos, como o adalimumabe, o etanercepte, o infliximabe, entre outros.

Na suspeita de dermatite atópica ou psoríase, consulte um dermatologista ou médico de família para o correto diagnóstico e tratamento.

Dor na veia do pescoço, pode ser problema na carótida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, uma dor em um dos vasos do pescoço pode ser um problema nas carótidas. As carótidas são duas artérias, uma de cada lado do pescoço, responsáveis por levar o sangue rico em oxigênio, até o cérebro.

Um problema na carótida pode reduzir o fluxo de sangue para o cérebro, causando além da dor, tonturas, desmaio e dores de cabeça. Além disso, esse baixo fluxo é uma das principais causas de derrame cerebral isquêmico.

Portanto, mesmo sabendo que no pescoço existem outras estruturas que podem causar dor, como os músculos, na presença de dor associada a tontura e dores de cabeça, procure o seu médico de família ou um neurologista para avaliação.

Quais são as causas de dor na carótida? 1. Placas de gordura na carótida (obstrução)

A dor na artéria carótida, do lado direito ou do lado esquerdo, pode ser causada por uma obstrução, devido ao acúmulo de gordura (aterosclerose) ou de calcificação nesse vaso. O colesterol aumentado contribui para a formação dessas placas, assim como o tabagismo, a falta de exercícios e história familiar de doenças vasculares.

A placa ocupa um espaço dentro da artéria, impedindo o fluxo normal de sangue para o cérebro. Com isso, surgem os sintomas de tontura, especialmente quando se levanta rápido, dor no pescoço e dores de cabeça.

A obstrução do fluxo de sangue prolongado, devido à aterosclerose, é uma das causas mais frequentes de isquemia cerebral (AVC).

Artéria carótida normal e artéria com placas de gordura (imagem amarelada) - aterosclerose, reduzindo o fluxo de sangue para o cérebro. 2. Dissecção de carótida

A dissecção de aorta é uma situação menos comum, de dor aguda, em uma das artérias carótidas, que origina o derrame cerebral isquêmico.

A doença se caracteriza pela separação das camadas internas desse vaso, como se fossem duas folhas coladas, que por algum motivo de descolam e o sangue entra por esse caminho, formando um hematoma. O hematoma impede o fluxo de sangue para o cérebro, da mesma forma que as placas de gordura.

A causa mais comum é um trauma no pescoço. Acidentes de carro, balançar fortemente a cabeça ou tratamento incorretos de fisioterapia nessa região, podem provocar essa lesão. Os sintomas são de dor na palpação da artéria, tonturas, dor de cabeça e derrame cerebral.

Como tratar um problema na carótida?

O tratamento varia de acordo com a doença. Na obstrução por aterosclerose, é fundamental reduzir o colesterol do sangue, para evitar a formação de novas placas de gordura, além do tratamento medicamentoso, com estatinas e anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, que dissolvem parte dessa gordura.

Nos casos mais graves, com mais de 70% de obstrução da artéria, e em condições de saúde favoráveis, pode ser indicada cirurgia vascular, onde é possível fazer uma limpeza desse vaso e/ instalar um stent. O stent é uma espécie de mola, que se abre dentro do vaso, impedindo um novo entupimento, consequentemente mantém um fluxo de sangue adequado.

Stent - material instalado dentro da artéria, para manter a artéria aberta e permitir a passagem do sangue.

Para a dissecção da artéria carótida, o tratamento costuma ser baseado em medicamentos anticoagulantes, e mais raramente, indicação cirúrgica. Cabe ao cirurgião vascular, decidir a melhor opção.

Como evitar um problema na carótida?

A maneira mais eficaz de evitar problemas nas carótidas, principalmente a formação de placas de gordura (aterosclerose), é mantendo um estilo de vida saudável.

As medidas recomendadas são de:

  • Parar de fumar, é o principal fator de risco para lesão nas artérias;
  • Praticar atividades físicas pelo menos 4x por semana, durante 30 minutos no mínimo, e de preferência, com orientação adequada de um profissional;
  • Manter uma alimentação saudável, evitar frituras e gordura, aumentar a ingesta de verduras, legumes e frutas;
  • Beber pelo menos 1 litro e meio de água por dia;
  • Fazer o uso correto das suas medicações habituais, como remédio da pressão, do açúcar ou do colesterol;
  • Evitar situações de estresse;
  • Procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, se perceber que tem dificuldade de controlar o estresse, ansiedade.
O que mais pode causar dor no pescoço?

No pescoço existem diversas estruturas: veias, artérias, nervos e músculos. A alteração em qualquer uma dessas estruturas pode causar dor no pescoço.

Um quadro bastante comum é o torcicolo, a contração involuntária do músculo do pescoço, geralmente após um movimento mais brusco ou dormir de mau jeito.

Os sintomas incluem dor constante ou dor em fisgadas, localizada atrás da orelha, ou em um lado do pescoço, rigidez e dificuldade de virar o pescoço.

A dor muscular, diferente da dor vascular, piora muito com a palpação e com o movimento do pescoço.

Como tratar um problema muscular no pescoço?

O tratamento recomendado é repouso, uso de colar cervical em espuma, e compressa morna. Nos casos de grande incomodo ou dor intensa, pode ser acrescentado o uso de medicamento relaxante muscular, como a ciclobenzaprina.

O colar cervical deverá ser mantido durante 24 a 48 horas, o maior tempo possível, retirar apenas para o banho e para colocação de compressas mornas.

As compressas devem ser colocadas acima do local que dói, com panos aquecidos ou bolsa de água quente, sempre com cuidado para não ferir a pele. O recomendado são 3 a 4 vezes por dia, durante 20 minutos.

Além disso, o alongamento, massagens e exercícios orientados por um profissional de saúde, podem ajudar a aliviar os sintomas de dor e relaxar a musculatura mais rapidamente.

Portanto, nos casos de dores no pescoço, que não aliviam após 24 ou 48h, ou que estejam associadas a sintomas de tontura e dores de cabeça, procure um médico clínico geral, ou angiologista, para avaliação mais detalhada.

Saiba mais:

Dor neuropática: saiba os sintomas e tratamentos
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor neuropática, ou dor neurogênica, é uma dor crônica que se caracteriza pela sensibilidade alterada. Como, por exemplo, um maço de algodão desencadear uma dor forte em queimação.

Isso ocorre porque a dor neuropática tem como origem o comprometimento de um (ou mais) nervo(s). Danificados, esses nervos transmitem uma mensagem alterada ao cérebro e assim o estímulo não é compreendido de forma correta.

A essa alteração da sensibilidade damos o nome de alodinia.

Sintomas da dor neuropática

Os sintomas podem ser constantes, quando nunca param de incomodar, ou intermitente, quando a dor vai e volta. Além da alodinia, a dor neuropática tem como características:

  • Dor espontânea ou iniciada após um estímulo (toque, frio ou movimento)
  • Dor descrita como: queimação, choque, agulhadas, dormência ou formigamento
  • Distúrbios do sono
  • Distúrbios de humor
Tratamento da dor neuropática

As possibilidades de tratamento atualmente são muitas, e variam de acordo com o tipo da dor, a localização e preferência da equipe médica.

Na grande maioria das vezes os medicamentos são suficientes para melhorar os sintomas. Os mais indicados são os antidepressivos, analgésicos potentes e anticonvulsivantes, como a amitriptilina, carbamazepina, topiramato e gabapentina. É também possível aplicar medicamentos diretamente na pele (tópicos) em creme ou adesivos (emplastros), porém parecem aliviar apenas parcialmente a dor.

Os procedimentos médicos são indicados nos casos de compressão do nervo ou para a dor que não melhora com os medicamentos. Por exemplo, na síndrome do túnel do carpo e na hérnia de disco. Os procedimentos utilizados são a aplicação de toxina botulínica tipo A, bloqueio cirúrgico do nervo comprometido ou cirurgia para descomprimir um nervo.

O tratamento com fisioterapia e/ou terapia ocupacional são essenciais para as pessoas com dor neuropática para promover alívio dos sintomas, manter o movimento da parte dolorida do corpo, evitando assim a atrofia da musculatura, já que a dor faz com que a pessoa movimente menos aquele local.

Como aliviar os sintomas?

Para aliviar os sintomas é importante controlar a causa do problema. Na diabetes, o controle do açúcar alivia os sintomas, sem que seja preciso fazer uso de mais algum remédio.

Na dor por compressão do nervo, é indicado repouso, analgésicos ou relaxante muscular e fisioterapia ou terapia ocupacional. Nas terapias, pode ser indicado material externo, como as órteses, que mantém aquela articulação paralisada e na posição correta, promovendo o alivio da dor.

Práticas de relaxamento, meditação e yoga, também apresentam importante alívio dos sintomas de dor crônica.

Que médico devo procurar? Como é feito o diagnóstico?

O médico especialista em dor neuropática é o neurologista. No caso de dor crônica (dor que dura mais de 3 meses), não demore procurar um especialista, porque embora a dor não seja uma doença visível, tem complicações graves, psicológicas e físicas, que podem ser evitadas com o tratamento correto.

O diagnóstico é feito com base no exame médico e exame neurológico, além de exames complementares.

Os exames mais solicitados são: exames de sangue, com análise de vitaminas, função renal e hepática, exame de imagem (ressonância magnética) e os estudos de condução dos nervos, a eletroneuromiogrfia (ENMG).

Causas de dor neuropática

As causas mais comuns de dor neuropática são:

  • Compressão de nervo: Síndrome do túnel do carpo, hérnia de disco;
  • Trauma
  • Diabetes mellitus
  • Alcoolismo
  • Infecção: HIV, herpes zoster, pós-zika e chikungunya
  • Carência de vitaminas (complexo de vitamina B)
  • Pós quimioterapia (tratamento de câncer)
  • Genética (doenças hereditárias - ex.: Charcot-Marie-Tooth)
A fibromialgia é uma dor neuropática?

Não. A fibromialgia é uma doença crônica, caracterizada por dor muscular generalizada, associada a sono não reparador, distúrbios de humor e dificuldade de memória, sem causa ainda conhecida. O tratamento pode ser feito com reumatologista ou neurologista.

A dor neuropática é o comprometimento de um ou mais nervos, que levam uma resposta anormal para o cérebro. Com isso desencadeiam um distúrbio na sensibilidade.

Referência:

  • ABN - Academia Brasileira de Neurologia
  • Lilian Hennemann-Krause et al.; Systemic drug therapy for neuropathic pain. Revista Dor. Rev. dor vol.17 supl.1 São Paulo 2016.
O que são as bolinhas na língua? Como posso tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As bolinhas que aparecem na língua, geralmente são situações benignas e passageiras, como uma afta, uma irritação por alimentos cítricos, pelo cigarro ou bebidas muito quentes.

No entanto, podem ser também resultado de uma infecção, pequenos traumas que estão em processo de cicatrização, ou ainda, mais raramente, por situações graves como um câncer de língua.

1. Alimentos cítricos / Cigarro

O hábito de comer comida quente, alimentos muito ácidos, bebidas alcoólicas ou as substâncias do cigarro, podem causar uma irritação na língua, que aumenta o tamanho das papilas gustativas, como uma forma natural de defesa, tornando essas papilas mais evidentes, em forma de bolinhas vermelhas.

Talvez seja a causa mais comum da queixa de "bolinhas vermelhas na língua". De acordo com a mudança dessas papilas pode alterar o paladar ou causar uma sensação de queimação na língua.

O tratamento deve ser evitar o produto que esteja causando essa irritação na língua. Evitar o cigarro e consumir alimentos mais frescos, assim como água e sucos em temperatura ambiente.

Com o tratamento e devidos cuidados, espera-se que as bolinhas desapareçam em 2 ou 3 dias. Caso isso não aconteça, é recomendado procurar um clinica geral ou médico da família, para melhor avaliação.

2. Aftas

As aftas são feridas que podem aparecer em qualquer região da boca, inclusive na língua. Geralmente causadas por uma mordedura, uso de aparelho dentário e uso de próteses (dentadura). A virose é outra causa comum de aftas, especialmente em crianças.

Podem ser únicas ou múltiplas, e costumam resolver de maneira espontânea dentro de uma semana. Se o incômodo for grande, pode ser utilizado medicamentos tópicos que aceleram a cicatrização, como a pomada Omcilon®-A orabase.

Além disso, hábitos saudáveis como beber bastante água, comer bem e evitar alimentos ácidos, favorecem a sua cicatrização.

Afta na borda lateral da língua. 3. Verrugas por HPV

O papilomavírus humano (HPV) pode acometer a boca inclusive a língua, com a formação de pequenas vesículas dolorosas.

Vale lembrar que o HPV é altamente contagioso, mas a lesão na boca pode ter cura se for tratada rapidamente. Procure dermatologista, clinico geral ou infectologista para dar início ao tratamento e evite contato próximo, para não contaminar outras pessoas.

4. Herpes simples

A ferida labial causada pelo herpes simples, é bastante conhecida. No entanto, o vírus pode se manifestar em outros locais, como na língua e gengiva, embora não seja tão comum.

Na língua os sintomas incluem pequenas bolhas dolorosas, por vezes avermelhadas, que cicatrizam espontaneamente dentro de 7 a 10 dias. Para acelerar a recuperação e aliviar os sintomas, são usados cremes antivirais, como o aciclovir®, aplicado 4 a 5 vezes por dia, em pequenas quantidades.

No caso de dor intensa, dificuldade de alimentação ou se o vírus acometer pessoas imunodeprimidas, é indicado associar o medicamento antiviral oral (aciclovir® ou valaciclovir®).

5. Escarlatina

A escarlatina é uma doença infecciosa que atinge crianças pequenas, apresentando os sintomas de febre, falta de apetite, mal-estar e a língua com tantas bolinhas vermelhas que parece uma framboesa, dando origem ao termo "língua em framboesa".

A alteração na língua é bastante característica dessa doença, e acontece devido ao aumento das papilas e coloração rosa intensa, causada pela bactéria.

"Língua em framboesa" - bolinhas vermelhas na língua, típicas da doença Escarlatina.

O tratamento é feito com uso de antibióticos, penicilina, ou eritromicina, para quem tem alergia à penicilina. Na suspeita de escarlatina, procure um médico da família, clínico geral ou pediatra.

6. Câncer de boca

Quando uma bolinha representa um câncer, geralmente se apresenta como uma ferida única, dolorosa e de difícil cicatrização. Manchas brancas, dificuldade de mastigar devido à dor, perda de dentes e sangramento, são sintomas que podem vir associados.

Pode acometer qualquer pessoa, mas é mais comum em homens, tabagistas e com diagnóstico de HPV (papiloma vírus humano).

O que causa bolhas embaixo da língua?

A mucocele é uma causa frequente de bolha embaixo da língua. Pode ser formada por acúmulo de saliva ou por traumas repetidos (como mordidas em um mesmo local). O tratamento é a remoção cirúrgica pelo dentista.

Outras causas de bolha nessa região são as aftas pós-traumáticas ou herpes.

O que podem ser bolinhas no fundo da língua?

O fundo da língua é composto por papilas gustativas de maior tamanho, dispostos em um formato de V. São as estruturas responsáveis por identificar o gosto amargo dos alimentos. Devido ao seu tamanho diferenciado, quando acontece uma irritação local, elas aumentam ainda mais de tamanho, consequentemente causando uma sensação estranha e dolorosa, ao falar, engolir líquidos e alimentos.

Como é formada a língua?

A língua é formada basicamente por músculo e papilas gustativas. As papilas são pequenas estruturas na parte superior da língua, são bolinhas muito pequenas, quase imperceptíveis, responsáveis por identificar o gosto das substâncias colocadas na boca.

As papilas são distribuídas na língua, de maneira que em cada região um sabor é sentido. O doce é percebido logo na ponta da língua, o salgado nas laterais e o amargo ao fundo.

Qualquer alteração ou ferida na língua, dificulta a percepção dos gostos e pode causar dor durante a alimentação. Com isso pode haver prejuízo na nutrição dessa pessoa.

Portanto, se as bolinhas não desaparecerem dentro de 7 dias, ou estiverem causando muito incômodo e dificuldade em se alimentar, procure um clínico geral ou dentista, para identificar com mais clareza o problema e iniciar o tratamento correto.

Leia também: Bolhas na boca, quais as causas?

Referência:

Martha Ann Keels et.al.; Soft tissue lesions of the oral cavity in children. UpToDate. Jun 24, 2019.

Principais dúvidas sobre a COVID-19 em crianças
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As crianças constituem um grupo que também está vulnerável a infecção pelo novo coronavírus (Sars-Cov2) e desenvolvimento da doença causada por esse vírus, a COVID-19.

Contudo, os relatos de casos de crianças atingidas pelo novo coronavírus indicam que nelas os sintomas da doença são muito mais leves do que os relatados em adultos. Ainda não se sabe o motivo, mas as crianças apresentam um risco muito baixo de desenvolver uma forma grave de COVID-19.

As medidas de proteção indicadas para as crianças contra a infecção causada pelo Sars-Cov2, são as mesmas orientadas para adultos e incluem principalmente a lavagem frequentes de mãos e distanciamento social.

Crianças também apresentam risco de contrair o novo coronavírus?

Até o momento, sabe-se que as crianças também podem ser infectadas pelo novo coronavírus, mas não apresentam um risco de infecção maior do que os adultos. Por outro lado, as crianças apresentam sintomas mais leves, poucos são os casos relatados de maior gravidade.

Embora seja um evento raro, já foram relatados casos de mortes em adolescentes, além disso, crianças infectadas também podem transmitir o vírus para populações mais vulneráveis como idosos e doentes crônicos, por isso protegê-las também é fundamental.

Como proteger as crianças da COVID-19?

As medidas de cuidado para as crianças se assemelham em grande parte aos cuidados orientados para adultos, são elas:

  • Ensinar as crianças a lavarem as mãos frequentemente com água e sabão ou desinfetante para as mãos, contendo álcool, por no mínimo 20 segundos;
  • Manter as crianças afastadas de pessoas que apresentam sintomas de infecção respiratória ou sugestiva de COVID-19;
  • Deve-se ensinar as crianças a tossir e espirrar usando um lenço de papel, que deve ser logo descartado, ou tossir e espirrar para o cotovelo;
  • Da mesma forma que os adultos as crianças devem evitar tocar nariz, olhos e boca; os adultos devem estar atentos;
  • Manter brinquedos e outros objetos de uso pessoal limpos e desinfetados;
  • Manter a casa limpa e desinfetada;
  • Caso a crianças apresente qualquer sintoma sugestivo de infecção, como tosse ou febre, deve ficar em casa e não ir para creche ou escola.
Quais são os sintomas da COVID-19 em crianças?

Os sintomas em crianças se assemelham aos sintomas presentes em adultos, mas tendem a ser mais leves, entrem os principais sintomas da COVID-19 em crianças estão:

  • Tosse;
  • Febre;
  • Coriza;
  • Dificuldade para respirar.

Outros sintomas são a fadiga, dores musculares, diarreia e vômitos.

Qual o tratamento da COVID-19 em crianças?

Não há ainda um tratamento com medicação específica para a COVID-19. De maneira geral repouso, hidratação e alimentação adequada são essenciais.

Pode ser usados medicamentos para aliviar os sintomas como antitérmicos e analgésicos.

Crianças que apresentam desconforto respiratório podem necessitar de internação hospitalar.

Mães com COVID-19 podem amamentar?

Sim, as mães com COVID-19 se desejarem podem continuar a amamentar, isto porque até o momento não foi detectada transmissão através do leite materno, mas alguns cuidados devem ser tomados:

  • Lavar as mãos antes de tocar o bebê na hora da mamada;
  • Usar máscara facial durante a amamentação.
Crianças podem usar máscara de proteção?

As crianças devem usar máscara de proteção do tipo cirúrgica quando apresentarem sintomas sugestivos de doença, caso contrário não há indicação para o uso da máscara desse tipo de máscara.

Caso as crianças não apresentem sintomas, mas precisem se descolar para ambientes fechados ou com aglomerações de pessoas podem usar máscaras caseiras de tecido, conforme mais recente recomendação do Ministério da Saúde.

Vacina da gripe 2020 e coronavírus (COVID 19)
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Muitos se perguntam hoje se vale a pena sair da sua residência ou local de segurança, para fazer a vacina da gripe, em meio a pandemia do coronavírus. Segundo o Ministério da saúde é fundamental que todos se vacinem contra a gripe na campanha de 2020.

A vacinação contra os vírus que também causam gripe, tem como objetivos principais:

  • Evitar maior sobrecarga do sistema de saúde nesse momento, devido a mais casos de gripe, por vírus da família influenza,
  • Ajudar no diagnóstico mais rápido e isolamento de pessoas com gripe, visto que os pacientes vacinados tem mais risco de ser uma gripe por coronavírus,
  • Evitar casos de infecção por dois tipos de vírus, o que seria ainda mais grave,
  • Manter o controle de epidemias já enfrentadas, como a do H1N1 em 2009.

A vacina não protege contra o coronavírus, mas contra outros vírus também perigosos, ainda encontrados no Brasil, e qualquer exposição necessária durante os próximos meses, como ir ao médico, ao supermercado, banco, ou situações de urgência, pode ser suficiente para uma contaminação.

Como fazer para evitar a contaminação ao procurar um posto de vacinação?

A campanha de 2020 recebeu cuidados a mais, exatamente para não agravar a pandemia atual pelo coronavírus. As prioridades foram alteradas, começando pelos idosos e profissionais de saúde, devido ao maior risco de doença grave e a maior exposição, com abertura de mais postos de atendimento e medidas de redução de contato.

Esse ano, as cidades contam com postos diferenciados, com o mínimo contato e exposição das pessoas, que bastam colocar o braço pela janela do carro, para receber a devida vacinação, é chamado atendimento "drive-thru".

Locais com muitos idosos receberam postos locais, aonde entra apenas uma pessoa por vez. Além de tantas outras medidas de manter o distanciamento entre as pessoas em fila, medidas de higiene e materiais de proteção como máscaras.

Datas da campanha de vacinação contra Gripe 2020 nas cidades do Brasil
  • 23 de março - Grupos selecionados como prioridade para vacina. Os Idosos (acima de 60 anos) e Profissionais de saúde
  • 16 de abril - Doentes crônicos, Professores (rede pública e privada) e Profissionais das forças de segurança e salvamento.
  • 09 de maio - Chamado dia D. Atende ao restante da população, dando prioridade a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiência, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.
A vacina protege de quais tipos de vírus?

A vacina contra gripe é desenvolvida a cada ano, através de vírus inativado, protegendo contra os três vírus: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2).

Como os vírus sofrem mutação constante, as vacinas são produzidas anualmente, com as cepas mais recentemente encontradas por isso tem a validade de um ano apenas. Devendo ser administrada anualmente.

Os números de casos de infecção pelo vírus influenza no país reduziram muito desde a descoberta da vacina, porém ainda existem muitos casos por ano. No ano de 2019, foram registrados 5.800 casos e 1.122 óbitos pelos três tipos de influenza.

Portanto, é importante seguir as orientações dos órgãos de saúde, mantendo o controle dessa doença com as vacinas oferecidas e mantendo o isolamento social, para conter a pandemia da COVID-19.

Quem não deve tomar a vacina contra gripe?
  • Pessoas com febre
  • Pessoas que tenham alergia a gema de ovo (devem fazer em locais especializados).
A vacina da gripe, pode causar gripe?

Não. A vacina da gripe é produzida através de "pedaços" do vírus morto, inativado, por isso não causa gripe. O que pode ocorrer, em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus antes, são os efeitos colaterais de dor no corpo, febre e mal-estar, que duram no máximo 48h.

A vacina da gripe aumenta o risco de contaminação do coronavírus?

Não. A vacina não aumenta o risco de se contaminar. O problema é a exposição da pessoa que precisa se deslocar até um posto de saúde para receber a vacinação. Por isso, esse ano, haverão postos de vacina "drive-thru", onde a pessoa nem precisa sair do carro, basta colocar o braço para fora e será devidamente vacinado.

Leia também:

Fonte: Ministério da Saúde.

O que fazer para baixar a febre do bebê e quando devo me preocupar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para baixar a febre do bebê, você pode:

  • Dar banho morno no bebê,
  • Vestir com roupas leves e frescas,
  • Oferecer líquidos com frequência,
  • Manter a criança em ambiente arejados e
  • Medicamentos, quando prescrito pelo pediatra.

No entanto, a presença de febre acima de 39 graus, choro persistente, irritabilidade, vômitos e recusa do leite materno, são sinais que preocupam e, portanto, deve ser informado ao pediatra imediatamente.

Recém-nascidos e bebês com menos de 3 meses, com temperatura acima de 37,8ºC, também é preocupante e precisa ser avaliado por um pediatra.

1. Dê banho no bebê com água morna

Dê banhos com água morna no bebê. A água deve estar a uma temperatura de 36ºC. Se não tiver um termômetro para verificar a temperatura da água, use a parte interna do braço ao invés das mãos para saber se a água está morna. O banho deve ter duração de 10 minutos. Enxugue o bebê imediatamente após o banho e vista-o com roupas leves.

Não dê banho com água fria. Além do desconforto que provoca no bebê, a água fria acelera os batimentos cardíacos, que já estão mais acelerados devido à febre. O banho frio pode causar também tremores, que aumentam ainda mais a temperatura corporal.

Além do banho, o uso de toalhinhas molhadas na testa, nuca e virilhas também ajudam a baixar a temperatura.

Cerca de 30 minutos após o banho ou aplicação das compressas, verifique a temperatura do seu bebê. Se não tiver baixado entre em contato com médico de família ou pediatra.

2. Vista o seu bebê com roupas leves

Vista seu bebê com roupas leves e use apenas um lençol ou cobertor leve para mantê-lo confortável e fresco, mesmo que ele esteja com calafrios. Agasalhar demais o bebê pode interferir nos métodos naturais de resfriamento do corpo, aumentando a febre ou impedindo que ela diminua.

3. Ofereça líquidos mais vezes ao bebê

Ofereça líquidos, como leite materno, leite em fórmula e água, regularmente. Bebês a partir dos 6 meses já podem beber sucos naturais também. Dilua os sucos em água (metade água, metade suco). A quantidade de líquidos recomendada é de 500 ml a 1000 ml por dia.

Os líquidos ajudam o corpo a regular a temperatura, além de combater a desidratação, que é uma complicação comum da febre.

4. Mantenha o ambiente fresco e arejado

Manter o ambiente fresco e arejado ajudar a evitar que a temperatura corporal do bebê se torne muito elevada.

Para isto, abra as janelas e use o ventilador ou ar condicionado. Não há problema em ligar o ventilador ou ar condicionado se o bebê estiver com febre. O que não é recomendado é que o local esteja quente, pois pode elevar ainda mais a temperatura do bebê e dificultar o resfriamento do corpo.

5. Administrar medicamento

Os medicamentos para febre (antitérmicos ou antipiréticos) somente devem ser utilizado sob orientação de um médico de família ou pediatra. Os mais utilizados são paracetamol e ibuprofeno.

A dose destes medicamentos geralmente é baseada no peso do bebê e deve ser determinada pelo médico. Respeite as doses e o intervalo entre elas.

Se a criança tiver mais de 3 meses, você pode administrar paracetamol infantil a cada 4 a 6 horas. O ibuprofeno pode ser dado a bebês com mais de 6 meses, a cada 6 a 8 horas. Não dê ibuprofeno se o bebê tiver menos de 6 meses de idade.

Se a febre não baixar em até uma hora depois de administrar o remédio, o bebê deve ser visto pelo médico de família ou pediatra.

Quando devo levar meu bebê imediatamente ao médico?

É indicado levar o seu bebê imediatamente ao médico de família, pediatra, ou mesmo em um serviço de emergência, se:

  • O seu bebê tem menos de 3 meses de vida;
  • A febre se mantiver por mais de 24 horas de duração;
  • Se a febre ultrapassar 39,0ºC;
  • Houver rigidez de nuca (pescoço rígido);
  • O seu bebê recusar o leite materno ou mamadeira (perda de apetite);
  • Você perceber que o bebê está dormindo mais que o normal;
  • O bebê estiver chorando muito ou estiver muito irritado quando acordado;
  • Houver manchas vermelhas, pintinhas ou bolhas na pele (erupções cutâneas);
  • O bebê está sempre gemendo ou choramingando;
  • O bebê chora muito ou fica muito tempo parado sem demonstrar reações;
  • Você perceber que o bebê tem dificuldade para respirar;
  • Houver sinais de desidratação: ausência de lágrimas, boca seca e eliminação de pouca ou nenhuma urina (notada pela fralda seca);
  • O bebê não aceita alimentar-se por mais de 3 refeições;
  • O bebê se tornar apático, fica muito quieto, diferente do seu habitual;
  • Nos bebês maiores, se não conseguirem ficar de pé ou caminhar;
  • E na presença de convulsão.

Se o seu bebê começar a se debater, o que chamamos de convulsão, tente manter a calma. Proteja a cabeça do seu bebê com um travesseirinho ou lençol, tente deixá-lo mais de lado e espere a convulsão passar. Logo após, coloque o bebê deitado de lado, mantenha a cabeça protegida e retire chupeta ou alimentos da boca e peça ajuda.

O seu bebê não se sufocará com a língua.

As convulsões causadas pela febre duram aproximadamente 20 segundos e não se repetem se a temperatura se mantiver estável.

Nestes casos, é indicado comunicar-se com o SAMU 192 ou levar à uma emergência.

Qual a temperatura normal do bebê? Quando é considerada febre?

A temperatura normal do bebê, medida na axila, varia de 35,5 °C a 37,5°C. Esta temperatura pode variar ligeiramente ao longo do dia. A temperatura corporal geralmente é mais baixa ao acordar e mais alta à tarde e à noite.

Considera-se que o bebê está com febre se a temperatura for igual ou superior a 37,8°C. Na maioria dos casos, a febre é sinal de alguma infecção por vírus, bactérias ou fungos.

Se o bebê tiver febre alta (acima de 39ºC) ou persistente, deve ser levado a um pediatra. Bebê entre 3 e 6 meses com uma temperatura de 38,0°C ou superior também deve ser avaliado pelo médico.

Não conclua que o bebê está com febre se sentir calor tocando em sua testa. É necessário realizar uma medição precisa da temperatura com um termômetro para determinar se criança tem febre e se possível, anotar as medidas para levar os valores na avaliação médica.

Nunca dê remédio de adulto para um bebê, ainda que sejam doses bem menores.

Não dê medicamentos para febre ao seu bebê sem orientação médica e confirme se o medicamento é infantil verificando a embalagem e a bula.

Referência

Sociedade Brasileira de Pediatria.

Já existe tratamento para o coronavírus (COVID-19)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não. As medicações que vem sendo apontadas como possíveis tratamentos para a COVID-19 como a Hidroxicloroquina, Azitromicina, entre outras, ainda não possuem comprovação científica, por isso não são recomendadas pelos órgãos de saúde no Brasil.

Pesquisadores em todo o mundo tem recebido autorização dos seus órgãos de saúde para fazer uso de diversos medicamentos antivirais e antibióticos, em pessoas voluntárias, infectadas pelo novo coronavírus, com o objetivo de descobrir um tratamento para a COVID-19 e conter a pandemia atual.

Com isso, estudos sobre um possível tratamento são publicados quase diariamente. China e França mostraram resultados promissores, com o uso de cloroquina e hidroxicloroquina associada a azitromicina. Nos resultados, a recuperação foi mais rápida do que vem sendo descrito.

Desde então, mesmo que sem comprovação definitiva, muitos médicos têm feito uso da medicação, especialmente em casos graves de pneumonia pela doença.

No entanto, não são todos os países que concordam com esses tratamentos ditos experimentais e optam por aguardar comprovação e segurança para recomendar aos pacientes contaminados.

A medicação está liberada para a COVID-19 no Brasil?

Não. No Brasil, o governo brasileiro e a Anvisa, órgão responsável pela liberação de novos medicamentos, não recomendam nenhum tratamento medicamentoso específico para combater o novo coronavírus, até o momento.

A Anvisa se pronunciou, dizendo que embora os estudos pareçam promissores, faltam dados conclusivos para permitir a autorização dessa medicação no tratamento da COVID-19.

O que é a Hidroxicloroquina®? Para que serve a medicação?

Hidroxicloroquina é uma medicação desenvolvida no ano de 1945, a partir da cloroquina, para o tratamento de malária. Hoje, além da malária, é amplamente utilizada de forma segura e eficaz, para o tratamento de doenças reumáticas, como o lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren, artrite reumatoide e outras.

Quais os seus efeitos colaterais?

O principal problema relacionado ao uso da Hidroxicloroquina é a retinopatia. Doença que acomete a retina, podendo evoluir com cegueira.

Desconforto gastrointestinal como náuseas, vômitos e diarreia também são efeitos colaterais comuns, mas que podem ser amenizados com a redução da dose ou dividindo em mais vezes.

Outros efeitos, menos comuns, mas que podem acontecer são a tontura, instabilidade emocional, dor de cabeça, irritabilidade, coceira, dermatite, piora da psoríase, perda de cabelo, perda de peso, anemia, angioedema, dor no corpo, fraqueza, zumbido e broncoespasmo.

Outras medicações em testes para o tratamento da COVID-19

Além da Hidroxicloroquina, outras medicações com diferentes mecanismos, estão a ser, nesse momento, testadas, são elas:

  • Remdesivir®
  • Interferon
  • Lopinavir/Ritonavir®
  • Ribavirina®
  • Arbidol®
  • Favipiravir®
  • Teicoplanina®

Pesquisas com o uso da Favipiravir® no Japão também vem apresentando resultados favoráveis. A medicação foi aprovada a pouco tempo, para o tratamento de outros tipos de vírus, porém foi utilizada em casos de COVID-19, com melhora clínica e do RX de pulmão. Mas ainda não foi testada em outros países.

Em contrapartida, estudos com Lopinavir® e Ritonavir® desenvolvidos na França e outro na China, não identificaram benefícios além de oferecer mais efeitos colaterais.

Sendo assim, não existe evidência suficiente para determinar o tratamento medicamentoso eficaz para COVID-19, até o momento, podendo haver mudanças a qualquer momento sobre esse assunto.

Por enquanto devemos seguir as recomendações das autoridades sanitárias locais.

Fontes:

  • Hydroxychloroquine: Drug information - UpToDate.
  • Dong L. et.al.;Discovering drugs to treat coronavirus disease 2019 (COVID-19). Drug Discov Ther. 2020;14(1):58-60.
  • Baron SA et.al.; Teicoplanin: an alternative drug for the treatment of coronavirus COVID-19? Int J Antimicrob Agents. 2020 Mar 13:105944.
  • Anvisa - http://portal.anvisa.gov.br/
  • CFM - http://portal.cfm.org.br/