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Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, menstruação, excesso de peso, idade avançada e gravidez. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática. 

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o edema (inchaço) for excessivo, pode ser sinal de pré-eclampsia (surgimento de hipertensão arterial após a 20ª semana de gestação).

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar à região genital.

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete um dos pés, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provoca calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveiscausas de inchaço nos pés:

  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos.
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés?

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Qual é o tratamento para esporão de calcâneo?

O tratamento para esporão de calcâneo inclui várias medidas que podem ser feitas pela própria pessoa:

  • Repouso;
  • Compressa gelada por 20 minutos pelo menos 4x ao dia;
  • Exercícios de alongamento do tendão;
  • Massagem nos pés;
  • Uso de sapatos apropriados, bem almofadados, que se encaixam na curvatura do pé, apoiando o calcanhar e o tornozelo;
  • Evitar uso de chinelos, sandálias com solado reto e rasteirinhas;
  • Evite andar descalço;
  • Uso de talas e adesivos;
  • Controle do peso.

Além disso, em alguns casos pode ser necessário o uso de analgésicos e/ou anti-inflamatórios, aplicação de corticoide, inclusive a realização de cirurgia de correção.

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Esporão de calcâneo: O que é e quais são os sintomas?

Dra. Nicole Geovana
Esporão de calcâneo: o que é e quais são os sintomas?

Esporão de calcâneo é uma protuberância óssea na região posterior do calcanhar.

Em algumas situações, o  ligamento (fáscia) entre o calcanhar e os ossos dos dedos dos pés sofre uma inflamação crônica podendo causar dor.

O sintoma do esporão de calcâneo é caracterizado por dor embaixo do calcanhar, na sola dos pés, que piora quando a pessoa se levanta ao passar muito tempo sentada ou pela manhã ao colocar os pés para fora da cama.   

Essa dor no calcanhar causada pela fascite plantar é a principal causa de dor nos pés em adultos. Ela afeta principalmente as pessoas que correm, pulam ou ficam em pé por longos períodos.

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Qual é o tratamento para esporão de calcâneo?

Dra. Nicole Geovana
Como é feita a ressonância magnética com contraste e quais os riscos?

A ressonância magnética com contraste é um exame de imagem feito com um aparelho que emite ondas magnéticas para obter imagens do interior do corpo. O contraste serve para o médico poder visualizar melhor os tecidos e os vasos sanguíneos, ajudando a detectar lesões, doenças e diferenciar tumores malignos e benignos.

A ressonância magnética com contraste permite detectar com mais facilidade alguma lesão ou anomalia nas estruturas que serão analisadas durante o exame.. 

O contraste geralmente é injetado diretamente numa veia da mão ou do braço através de uma agulha pequena. A injeção do contraste é feita antes da pessoa entrar no equipamento de ressonância magnética.

Os riscos da ressonância magnética com contraste estão relacionados com reações alérgicas ao contraste, o que é raro. A taxa de reação alérgica ao gadolínio, um dos meios de contraste mais utilizados, é de cerca de 2%. 

O gadolínio também pode causar coceira e vermelhidão. Por isso, pessoas alérgicas a qualquer medicamento recebem um antialérgico para minimizar os efeitos do contraste.

A aplicação intravenosa do contraste também pode causar mal estar e indisposição em alguns casos.

A maioria das pessoas submetidas a uma ressonância magnética com contraste pode retornar às suas atividades normais no mesmo dia do exame. O contraste normalmente é eliminado pela urina em até 24 horas. O tempo médio para a realização do exame varia entre 20 e 50 minutos.

O uso de gadolínio em pacientes com insuficiência renal deve ser evitado, já que essas pessoas não conseguem eliminar o contraste. O acúmulo da substância no sangue pode provocar esclerose sistêmica, uma doença autoimune que provoca alterações nos vasos sanguíneos, com diminuição do fluxo de oxigênio e nutrientes para os tecidos do corpo.

Para maiores esclarecimentos sobre o procedimento e os riscos da ressonância magnética com contraste, fale com o médico radiologista, que é o responsável pela realização do exame.

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Bolinhas no braço: o que pode ser e o que fazer?

Bolinhas no braço podem ser sinal de queratose pilar. Trata-se de um problema genético que ocorre devido ao acúmulo de queratina, uma proteína que forma a barreira de defesa da pele. Esse excesso de queratina bloqueia a saída do pelo e forma-se então a "bolinha", chamada pápula.

As pápulas são pequenas e ásperas, sendo muitas vezes confundidas com cravos ou espinhas. As bolinhas podem surgir em qualquer parte do corpo que tenha pelos, mas são mais frequentes no braço.

A queratose pilar é comum em pessoas com síndrome de Down, embora esteja presente em cerca de 30% a 40% da população. Indivíduos com pele seca ou dermatite atópica têm mais risco de ter o problema.

O tratamento da queratose pilar é feito com hidratantes e medicamentos queratolíticos, que amenizam os depósitos de queratina da pele e fazem as bolinhas desaparecer temporariamente. Porém, se a pessoa deixar de usar os produtos, as pápulas voltam a aparecer.

Espremer, cutucar ou mexer nas bolinhas não é indicado, pois pode machucar a pele e causar infecções.

Saiba mais sobre o assunto em: Queratose pilar tem cura? Qual o tratamento?

Cabe ao médico dermatologista avaliar o caso e prescrever o tratamento mais adequado para a queratose pilar.

Pés inchados na gravidez é normal? Como diminuir o inchaço?

Sim. Pés inchados na gravidez é normal.

Durante a gravidez é comum a retenção de líquidos ao longo do corpo. Além disso, pela questão postural da mulher, preferencialmente sentada ou em pé durante o dia, a região das pernas e pés é bastante afetada.

Em geral, o inchaço pode ser maior com o avançar das semanas de gestação.

Para aliviar o inchaço, é recomendado:

  • Uso de meias compressivas durante o dia;
  • Elevação das pernas nos intervalos do trabalho;
  • Uso de sapatos confortáveis;
  • Movimentação corporal e alternância de posições(sentada/em pé);
  • Atividade física regular e orientada;
  • Alimentação equilibrada;
  • Aumento da ingestão de água.

Esse inchaço gradual ao longo da gestação é normal. Caso o inchaço apareça de forma abrupta, é interessante ir à consulta médica para uma avaliação.

O acompanhamento do inchaço é realizado durante as consultas de pré-natal, que são fundamentais para monitoramento da saúde da gestante e do feto.

Saiba mais em: Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?

Dra. Nicole Geovana
Como é a cirurgia de estrabismo? Quando ela é indicada?

A cirurgia de estrabismo é feita através de um pequeno corte no olho para reposicionar os músculos que controlam os movimentos dos olhos. Dependendo do tipo de desvio, a cirurgia pode ser realizada em um ou nos dois olhos.

O tempo de recuperação da cirurgia de estrabismo é rápido. Em geral, a pessoa pode retornar às suas atividades em poucos dias. Porém, os óculos ainda podem ser necessários após a operação. Há casos em que são necessárias mais de uma cirurgia para corrigir o estrabismo.

O procedimento cirúrgico pode ser realizado com anestesia local ou geral. A anestesia geral é indicada principalmente nas cirurgias maiores e também em crianças, pois elas podem ter dificuldade em colaborar com o procedimento.

A cirurgia de estrabismo é indicada para crianças com alguns tipos de estrabismo constante, já que o tratamento cirúrgico precoce aumenta as chances de restabelecer uma visão binocular normal.

Em adultos, a cirurgia de correção do estrabismo pode melhorar a percepção de profundidade visual e o campo de visão, diminuindo ou eliminando a visão dupla. 

Além da cirurgia, o tratamento do estrabismo também pode ser feito através de exercícios, uso de óculos e tampões, além de injeções de toxina botulínica. Quanto mais cedo o estrabismo for diagnosticado, mais fácil é o seu tratamento.

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do estrabismo é o médico oftalmologista.

Saiba mais em:

O que é estrabismo e quais são as causas?

Estrabismo tem cura?

Líquido cefalorraquidiano: o que é e para que serve?

O líquido cefalorraquidiano (LCR) é o líquido que envolve todo o cérebro e medula espinhal. Ele também é conhecido como líquor.

Ele serve para:

  • Amortecer o córtex cerebral e medula espinhal;
  • Transportar nutrientes, hormônios, água e sais minerais;
  • Eliminar substâncias tóxicas e resíduos metabólicos;
  • Equilibrar a pressão intracraniana quando há alteração na pressão arterial.

Quando é necessário realizar a avaliação do líquor, ele é retirado através da punção na região lombar. Com esse procedimento, o/a médico/a retira uma quantidade pequena do líquido e envia para análise laboratorial e investigação de alterações no seu padrão. Nesses casos, é possível identificar a presença de algumas doenças, como por exemplo, as meningites.

O líquido cefalorraquidiano é renovado diariamente e é essencial na manutenção da vitalidade cerebral.

Dra. Nicole Geovana
O que é estrabismo e quais são as causas?

Estrabismo é um problema visual em que os olhos não estão alinhados adequadamente, ou seja, não apontam para a mesma direção. Enquanto um olho está virado para frente, o outro pode estar desviado para dentro, para fora, para cima ou para baixo.

O estrabismo convergente, também chamado de esotropia, caracteriza-se pelo olho voltado para dentro. O estrabismo divergente, também conhecido como exotropia, ocorre quando o olho está voltado para fora. Já o estrabismo vertical caracteriza-se pelo olho virado para cima (hipertropia) ou para baixo (hipotropia).

Podem ocorrer também combinações entre os tipos de estrabismo. Por exemplo, quando o olho se desvia para cima e para o nariz ao mesmo tempo. O estrabismo também pode ser alternante, ou seja, o desvio se alterna entre um olho e outro. O desvio também pode ocorrer esporadicamente, principalmente em casos de estrabismo divergente.

A esotropia acomodativa é a forma mais comum de estrabismo infantil. Ocorre sobretudo em crianças com 2 anos ou mais e caracteriza-se pelo desvio dos olhos para dentro quando a criança se concentra em algum objeto.

O estrabismo pode estar presente desde o nascimento devido a fatores genéticos. Porém, doenças e condições que afetam o cérebro também estão entre as causas do estrabismo infantil, tais como paralisia cerebral, Síndrome de Down, hidrocefalia, tumores cerebrais e prematuridade.

Contudo, o estrabismo também pode surgir mais tarde, tendo como principais causas:

  • Diabetes;
  • Doenças neurológicas;
  • Doenças da visão, como hipermetropia em grau elevado;
  • Traumatismos na cabeça;

Pequenos desvios em bebês com menos de 4 meses são normais. Porém, se o estrabismo for acentuado ele deve ser investigado. Quando o estrabismo surge numa fase mais avançada, na idade adulta, além do desvio do olho a pessoa também apresenta visão dupla (vê os objetos em dobro).

O tratamento do estrabismo depende da sua causa e pode ser feito com exercícios, óculos, uso de tampões ou cirurgia, além de injeções de toxina botulínica. O médico responsável pelo diagnóstico e tratamento do estrabismo é o oftalmologista.

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Como é a cirurgia de estrabismo? Quando ela é indicada?

Estrabismo tem cura?

O que é AVC isquêmico e quais são os sintomas?

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) acontece quando uma artéria é obstruída e falta sangue numa determinada área do cérebro (isquemia).

Os sintomas do AVC isquêmico têm início súbito e podem se manifestar isoladamente ou combinados:

  • Perda de força, adormecimento ou paralisia da face ou algum membro de um lado do corpo;
  • Alterações da visão (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de "sombra" na visão);
  • Dificuldade para falar ou entender frases;
  • Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar ou queda súbita;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Dificuldade para engolir.

Aos primeiros sinais e sintomas de um AVC, a pessoa deve procurar assistência médica com urgência. O tratamento imediato pode prevenir sequelas mais graves e salvar a vida do/a doente.

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Qual o tratamento e possíveis sequelas?

Dra. Nicole Geovana
O que é AVC hemorrágico e quais são os sintomas?

AVC hemorrágico é o acidente vascular cerebral caracterizado pelo derramamento de sangue dentro do cérebro após o rompimento de um vaso sanguíneo.

Os sintomas do AVC hemorrágico têm início súbito e podem se manifestar isoladamente ou combinados:

  • Perda de força, adormecimento ou paralisia da face ou algum membro de um lado do corpo;
  • Alterações da visão (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de "sombra" na visão);
  • Dificuldade para falar ou entender frases;
  • Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar ou queda súbita;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Dificuldade para engolir.

Aos primeiros sinais e sintomas de um AVC, a pessoa deve procurar assistência médica com urgência. O tratamento imediato pode prevenir sequelas mais graves e salvar a vida do/a doente.

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O que é AVC e quais os sintomas ou sinais?

Dra. Nicole Geovana
Caroço na nuca: o que pode ser?

Caroço na nuca pode ser sinal de que algum linfonodo (gânglio linfático) está aumentado. Isso pode ocorrer devido a infecções ou inflamações próximas ao pescoço, ou doenças como mononucleose infecciosa ("doença do beijo"), tuberculose ganglionar, linfoma, doença de Kikuchi ou ainda tumor maligno na cabeça ou no pescoço.

Quando o caroço na nuca é câncer, o nódulo é bem visível e endurecido, podendo estar aderido a estruturas mais profundas.

Porém, o caroço na nuca também pode ser um lipoma, que nada mais é do que um tumor benigno formado por gordura. Nesses casos, o nódulo normalmente tem uma consistência mais firme que a de um linfonodo. Por ser uma lesão benigna, o lipoma não precisa ser retirado, exceto por razões estéticas.

O caroço na nuca também pode ser um resquício do período embrionário. A lesão é benigna e a retirada é feita por motivos estéticos ou quando há inflamações recorrentes no local.

Contraturas de músculos posteriores do pescoço também podem resultar em caroços na nuca. Nesses casos, o tratamento pode ser feito com relaxantes musculares e fisioterapia.

Se o caroço na nuca permanecer por mais de duas semanas, é importante consultar um médico clínico geral ou médico de família para uma melhor avaliação.

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