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Dor na mandíbula: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor na mandíbula pode ser sintoma de disfunção temporomandibular (DTM). Trata-se de um grupo de distúrbios musculares e articulares que afetam a articulação temporomandibular (ATM), formada entre a mandíbula (maxilar inferior) e o osso do crânio. A ATM localiza-se logo à frente das orelhas. Por isso, a DTM provoca dor na mandíbula perto do ouvido.

Existem 2 articulações temporomandibulares emparelhadas, uma de cada lado da cabeça, localizadas logo à frente dos ouvidos. A DTM afeta a articulação mastigatória e os músculos que ligam a mandíbula ao crânio, causando dor na articulação da mandíbula.

Além de deixar a articulação da mandíbula doendo, a DTM pode os seguintes sinais e sintomas:

  • Dificuldade ou desconforto ao morder ou mastigar;
  • Maxilar estalando ou rangendo ao abrir ou fechar a boca;
  • Dor facial;
  • Dor de ouvido;
  • Dor de cabeça;
  • Dor ou aumento da sensibilidade na mandíbula;
  • Fechamento da articulação da mandíbula;
  • Dificuldade ou dor para abrir ou fechar a boca.
Quais as causas de dor na mandíbula?

Muitos sintomas relacionados à ATM, inclusive a dor na mandíbula, são causados pelos efeitos do estresse físico nas estruturas ao redor da articulação. Essas estruturas incluem:

  • Disco cartilaginoso;
  • Músculos da mandíbula, rosto e pescoço;
  • Ligamentos, vasos sanguíneos e nervos;
  • Dentes.

Outras causas possíveis para a dor na mandíbula (disfunção temporomandibular - DTM):

  • Artrite;
  • Fraturas;
  • Luxações;
  • Problemas estruturais presentes desde o nascimento.

No entanto, para muitas pessoas com disfunção temporomandibular, a causa é desconhecida. Algumas possíveis causas para essa condição não foram comprovadas e podem incluir:

  • Mordida inadequada ou uso de aparelhos ortodônticos;
  • Estresse e ranger dos dentes: para algumas pessoas, o estresse associado a esse distúrbio pode ser causado por dor, em vez de ser a causa do problema;
  • Má postura: pode ser um fator importante para DTM.

Alguns fatores que podem piorar a dor na mandíbula são o estresse, a má alimentação e a falta de sono.

Muitas pessoas com disfunção da articulação temporomandibular possuem "pontos-gatilho": contratura muscular na mandíbula, na cabeça e no pescoço. Esses pontos de gatilho podem remeter a dor para outras áreas, causando dor de cabeça, do de ouvido ou dor de dente.

O exame para diagnosticar a causa da dor na ATM pode incluir:

  • Avaliação odontológica para verificar se existe um mau alinhamento da mordida;
  • Palpação da articulação temporomandibular (ATM) e dos músculos para verificar a sensibilidade;
  • Palpação da cabeça para localizar áreas sensíveis ou dolorosas;
  • Deslizar o maxilar inferior (mandíbula) de um lado para o outro;
  • Observar, palpar e ouvir o abrir e fechar da mandíbula;
  • Raio-x, tomografia computadorizada, ressonância magnética, Doppler da ATM.

Às vezes, os resultados do exame físico podem parecer normais. Por isso, deve-se considerar outras condições, como infecções, problemas relacionados aos nervos, infecções de ouvido e dores de cabeça, que podem estar causando dor na mandíbula.

Qual é o tratamento para dor na mandíbula?

Para aliviar a dor na mandíbula, são recomendados tratamentos simples no início. O tratamento da dor na ATM pode incluir:

  • Dieta macia para acalmar a inflamação da articulação;
  • Alongamento, relaxamento e massagem dos músculos ao redor da mandíbula;
  • Evitar ações que causam dor, como bocejar, cantar e mascar chiclete;
  • Aplicação de compressas úmidas, frias ou quentes no rosto;
  • Redução do estresse;
  • Prática regular de atividade física;
  • Análise da mordida.

Alguns medicamentos que podem ser usados no tratamento da dor na mandíbula:

  • Paracetamol, ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides;
  • Relaxantes musculares;
  • Antidepressivos;
  • Injeção de toxina botulínica;
  • Injeções de corticoides na ATM para tratar a inflamação (raramente).

As placas bucais são utilizadas há muito tempo para tratar o ranger e o apertar de dentes (bruxismo), bem como distúrbios da ATM. Essas placas podem ajudar a aliviar a dor na mandíbula em alguns casos. Porém, podem perder a eficácia ao longo do tempo ou quando a pessoa parar de usá-la. Outras pessoas podem sentir ainda mais dor quando as usam.

Embora algumas placas possam silenciar o ranger dos dentes, fornecendo uma superfície plana e uniforme, elas podem não ser tão eficazes na redução da dor e na interrupção do bruxismo.

As placas podem funcionar bem a curto prazo, mas podem se tornar menos eficazes com o tempo. Algumas também podem causar alterações na mordida se não se encaixarem corretamente, o que pode causar um novo problema.

Para muitas pessoas com disfunção temporomandibular (DTM), a dor na mandíbula ocorre apenas algumas vezes e não dura muito. O sintoma tende a desaparecer ao longo do tempo, com pouco ou nenhum tratamento. A maioria dos casos pode ser tratada com sucesso.

Em algumas situações, a dor na mandíbula desaparece sozinha, sem tratamento. Contudo, a dor relacionada à ATM pode voltar novamente. Se a causa for bruxismo noturno, o tratamento pode ser particularmente delicado, uma vez que trata-se de um comportamento de sono difícil de controlar.

Sem tratamento, a disfunção da ATM pode causar dor facial e dor de cabeça crônicas.

Pode ser necessário consultar mais de um especialista para identificar a origem da dor na articulação da mandíbula (ATM). Para uma primeira avaliação, consulte um dentista, principalmente se estiver com dor na mandíbula associada a dificuldade para comer ou abrir a boca.

Como entender o resultado do exame PSA?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame PSA é um exame de sangue que serve para ajudar a diagnosticar e monitorar o câncer de próstata. O antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata e por isso o exame é solicitado na suspeita de problemas nesse órgão.

O pedido do exame como rastreio para câncer de próstata não é mais bem estabelecido. Alguns grupos indicam apenas para homens de alto risco, com história familiar por exemplo, e outros indicam de rotina para homens acima de 50 anos.

Essa questão se dá pelo alto índice de procedimentos invasivos considerados "desnecessários", ocasionados pelos resultados alterados de PSA. Procedimentos esses, que oferecem riscos de sequelas para o homem, como por exemplo disfunção erétil e infertilidade.

O valor de referência do PSA considerado normal é até 4,0 ng/ml. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA um pouco mais altos do que homens jovens. Para homens com até 50 anos de idade, o valor de PSA deve estar abaixo de 2,5 ng/ml.

PSA total e PSA livre

O PSA total indica a quantidade total de antígeno prostático específico que está no sangue. O PSA livre é um exame mais específico indicado na investigação para o câncer de próstata. É indicado quando o exame de PSA total apresenta um resultado com valores entre 2,5 ng/ml e 4 ng/ml, que já é um sinal de alerta para a possível presença do tumor.

Saiba mais em: Quais são os valores de referência do PSA?

PSA alto: o que pode ser?

Um nível de PSA alto pode ser sinal de um câncer de próstata ou outro problema qualquer na próstata, como uma infecção.

Apesar do exame de PSA ser uma ferramenta importante para detectar o câncer de próstata, ele não é infalível, outras condições costumam aumentar essa taxa, como:

  • Hiperplasia benigna da próstata;
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes na bexiga (cistoscopia) ou na próstata (biópsia);
  • Cateter recentemente colocado na bexiga;
  • Ejaculação recente.

Após avaliar um resultado com o PSA alto, o médico levará em conta a idade, a velocidade do aumento do PSA (quando o homem fez um exame de PSA anteriormente), a presença de um nódulo palpável na próstata durante o exame clínico, presença de fatores de risco e histórico familiar.

Leia também: PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Na suspeita de câncer de próstata, o homem deverá ser submetido a exames complementares, como:

  • Toque retal: neste exame da próstata, é introduzido um dedo enluvado no reto para palpar a próstata;
  • Biópsia: é um procedimento cirúrgico pouco invasivo, no qual o médico coleta uma pequena amostra de células da próstata para ser analisada em laboratório. É indicada se o PSA estiver alto ou se continuar aumentando à medida que o exame é repetido;
  • Novo exame de PSA nos próximos 3 meses (pode ser necessário realizar tratamento para infecção da próstata antes);
  • Exame de PSA livre (quanto menor o valor do resultado desse exame, maior a probabilidade de câncer de próstata).

Outros exames que também podem ser feitos em casos de PSA alto:

  • Exame de urina PCA 3;
  • Exame de urina chamado índice de saúde da próstata (PHI);
  • Ressonância magnética (pode ajudar a determinar se há câncer em uma parte da próstata que seja difícil alcançar com a biópsia).

Veja também: O que é antígeno prostático específico (PSA)?

A biópsia da próstata é o principal exame para confirmar uma suspeita de câncer.

No entanto, para definir o melhor tratamento, deve ser realizada uma avaliação criteriosa da equipe médica em conjunto com o paciente. Uma grande parte dos tipos de câncer de próstata cresce muito lentamente, por isso os sintomas podem levar décadas para aparecer, tornando o tratamento cirúrgico nesses casos, muitas vezes desnecessário.

Existem casos de homens com esse tipo de doença, que vivem uma vida longa e saudável, sem nunca saber que tinham um câncer. Por outro lado, o tratamento pode causar efeitos colaterais graves, como disfunção erétil e incontinência urinária.

Já o tipo de câncer de crescimento rápido, é menos comum, porém mais perigoso, podendo ser fatal. A idade, histórico familiar e outros fatores podem aumentar o risco desse tipo de tumor.

E sabendo que o exame PSA não indica se o câncer de próstata é de crescimento lento ou rápido. Por isso, não existe um consenso quanto ao uso do exame como método diagnóstico do câncer de próstata. Cabe ao médico urologista decidir se o exame PSA é adequado para o paciente.

Como é o preparo para o exame PSA?

Na maioria dos casos, não são necessárias etapas especiais para se preparar para o exame PSA. Porém, é necessário ficar sem ejacular durante os 3 dias anteriores ao exame de sangue, pois a liberação de sêmen pode aumentar os níveis de PSA.

É importante informar ao médico todos os medicamentos que estiver tomando. Alguns medicamentos fazem com que o nível do PSA esteja falsamente baixo.

Quando o exame PSA é indicado?

O exame PSA pode ser indicado se o homem apresentar fatores de risco para câncer de próstata, como:

  • Pai ou irmão com câncer de próstata;
  • Idade, uma vez que o câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 50 anos de idade.

O exame PSA também pode ser indicado se o paciente apresentar sintomas de câncer de próstata, como dor ao urinar, micção frequente, dor pélvica ou nas costas ou se já foi diagnosticado com câncer de próstata.

O resultado do exame PSA deve ser interpretado pelo médico urologista, que levará em consideração a idade, a raça, os medicamentos que o paciente está tomando, além de outros fatores para decidir se o valor do resultado está normal e se serão necessários mais exames.

Sensação de desmaio: quais as causas e como saber se vou desmaiar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A sensação de desmaio muitas vezes é referida como uma sensação de tontura, em que há uma breve perda de consciência. Pode ser chamada também de sincope.

Pode ser causado por situações diversas, que levam a uma diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro. Dura em média poucos minutos e a pessoa normalmente se recupera rápida e completamente.

Antes de desmaiar, a pessoa pode perceber por se sentir fraca, suada ou enjoada. Outros sintomas comuns são as alterações visuais (visão em túnel) ou a sensação de ter um ruído que está diminuindo ao fundo.

Ao desmaiar, a pessoa não apenas perde a consciência, como perde o tônus muscular e a cor da pele, principalmente no rosto, que se torna pálida.

E após um desmaio a pessoa pode não se lembrar de fatos que aconteceram antes de desmaiar, durante ou mesmo após o desmaio; sentir-se confuso ou sonolento e com alterações nos batimentos cardíacos.

Quais as causas da sensação de desmaio?

A sensação de desmaio pode nos casos de:

  • Tosse constante;
  • Defecar, especialmente se houver grande esforço;
  • Estar parada num mesmo lugar por muito tempo;
  • Calor excessivo;
  • Jejum, ou alimentação exagerada;
  • Dor intensa;
  • Situação de estresse, medo ou ansiedade extrema.

Outras causas de desmaio, algumas das quais podem ser graves, incluem:

  • Uso de certos medicamentos, como os usados para ansiedade, depressão e pressão alta. Estes medicamentos podem causar uma queda da pressão sanguínea;
  • Uso de álcool ou drogas;
  • Doença cardíaca, como arritmia, infarto, e derrame cerebral;
  • Respiração rápida e profunda (hiperventilação);
  • Baixo nível de açúcar no sangue;
  • Convulsões;
  • Queda repentina da pressão arterial, como em casos de sangramento ou desidratação grave;
  • Levantar-se de repente da posição deitada, que também pode causar tontura.

Pessoas com histórico de sensação de desmaios, com diagnóstico e orientações médicas sobre como evitá-las, deve seguir as orientações de maneira rigorosa, para não correr riscos, como por exemplo uma queda da própria altura, ou situações mais graves, como um acidente automobilístico.

O que fazer em casos de desmaio?

1. Verifique as vias aéreas e a respiração da pessoa. Se necessário, ligue para o número de emergência (192 - Corpo de Bombeiros);

2. Solte as roupas apertadas em volta do pescoço;

3. Eleve os pés da pessoa acima do nível do coração (cerca de 30 cm) ou sente-a para a frente, com a cabeça entre os joelhos;

4. Se a pessoa vomitar, ou apresentar crise convulsiva, vire-a de lado para evitar que se engasgue;

5. Peça sempre ajuda.

O que não fazer em caso de desmaio:

  • Dar comida ou bebida a uma pessoa inconsciente;
  • Deixar a pessoa sozinha;
  • Colocar um travesseiro sob a cabeça de uma pessoa inconsciente;
  • Bater palmas, sacudir, dar tapas ou despejar água no rosto da vítima.

Chame imediatamente uma ambulância através do número 192 se a pessoa que desmaiou:

  • Caiu de qualquer altura, especialmente se estiver ferida ou sangrando;
  • Não recuperar a consciência rapidamente, em alguns minutos;
  • Estiver grávida;
  • Tiver mais de 50 anos;
  • For sabidamente portador de diabetes ou hipertensão arterial;
  • Sentir dor, pressão ou desconforto no peito antes do desmaio;
  • Apresentar batimentos cardíacos fortes ou irregulares;
  • Perder a fala, apresentar problemas de visão ou incapacidade de mover um ou mais membros;
  • Tiver convulsões, lesões na língua ou perda do controle das fezes.
Como prevenir a sensação de desmaio?

Para evitar a sensação de desmaio ou desmaiar:

  • Evite situações em que o nível de açúcar no sangue caia muito, como jejum prolongado;
  • Evite ficar em um local por muito tempo sem se mexer, principalmente se tiver propensão para desmaios;
  • Beba líquido suficiente, especialmente em dias quentes;
  • Se sentir que está prestes a desmaiar, deite-se ou sente-se com a cabeça inclinada para a frente, entre os joelhos.

Mesmo que não seja uma situação de emergência, uma pessoa que nunca desmaiou e teve um desmaio deve ser examinada por um médico clínico geral ou médico de família, bem como se tiver episódios de desmaios frequentes ou apresentar novos sintomas com desmaio.

Leia também: É normal sentir tontura ao se levantar, ou ao comer, ou...

Colesterol total alto significa que o colesterol HDL e LDL estão altos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não necessariamente. O colesterol total é representado pela quantidade total de colesterol no sangue. Inclui portanto os 3 tipos de colesterol: LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e VLDL (colesterol ruim).

No exame de colesterol, existe ainda o colesterol não-HDL. Trata-se do valor de colesterol total menos o valor de bom colesterol (HDL). O colesterol não-HDL inclui o colesterol ruim (LDL) e outros tipos de colesterol, como o VLDL.

Por isso, o colesterol total alto pode ser decorrente de uma das frações apenas, ou de mais de uma delas. O mais importante é avaliar os níveis de colesterol LDL, HDL e VLDL, separadamente, de acordo com os respectivos valores de referência.

O colesterol alto não é problema, desde que os valores de colesterol ruim (LDL e VLDL) estejam dentro do normal. Nesse caso, o aumento das taxas de colesterol seriam decorrentes do aumento do HDL, o colesterol bom.

Por outro lado, se o colesterol total estiver alto às custas do colesterol LDL ou VLDL, passa a ser um fator de risco para doenças cardiovasculares. Uma situação que não é desejada.

Se o colesterol HDL estiver com valores bons ou altos, ele até pode compensar o aumento do colesterol ruim. Mesmo assim, se o LDL ou VLDL estiverem altos, é necessário iniciar algum tipo de tratamento, mesmo que não medicamentoso inicialmente.

Leia também: 10 alimentos que vão ajudar a baixar o colesterol:

O que causa colesterol alto?

Para muitas pessoas, o colesterol alto está relacionado com um estilo de vida pouco saudável. Isso inclui ter dieta rica em gordura, estar acima do peso e falta de exercício físico. Contudo, alguns problemas de saúde também podem aumentar os valores de colesterol alto, como:

  • Diabetes;
  • Doença renal;
  • Síndrome do ovário policístico;
  • Gravidez e condições que aumentam os níveis hormonais femininos;
  • Hipotireoidismo;
  • Medicamentos, como alguns contraceptivos, diuréticos, betabloqueadores e alguns medicamentos usados para tratar a depressão.

Vários distúrbios transmitidos de pais para filhos causam um aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, tais como:

  • Hiperlipidemia familiar combinada;
  • Disbetalipoproteinemia familiar;
  • Hipercolesterolemia familiar;
  • Hipertrigliceridemia familiar.
O que é colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura encontrada em todas as células do corpo. Grande parte do colesterol do nosso corpo é produzido pelo fígado, e também é encontrado em alguns alimentos que consumimos, como carnes e laticínios. O corpo humano precisa de colesterol para funcionar adequadamente. Porém, o colesterol alto aumenta o risco de doenças vasculares, como o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o AVC (acidente vascular cerebral).

O que é colesterol LDL?

O colesterol LDL é conhecido como colesterol ruim porque se acumula nas artérias e obstrui a circulação sanguínea. Por isso, um nível de colesterol LDL alto é um fator de risco para infarto e derrame cerebral.

O que é colesterol VLDL?

Embora menos conhecido, o colesterol VLDL também é um tipo de colesterol considerado “ruim”, pois pode se depositar na parede das artérias se estiver com um valor alto.

O que é colesterol HDL?

O colesterol HDL é chamado de colesterol bom porque não se acumula na parede das artérias e ainda ajuda a eliminar o colesterol ruim (LDL) do sangue.

Quais são os valores de referência do colesterol?

Os níveis de colesterol são medidos em miligramas por decilitro de sangue (mg/dL). Os valores de referência do colesterol variam de acordo a idade e são também diferentes para homens e mulheres.

Pessoas com até 19 anos de idade
Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total Menos de 170 mg/dL
Não-HDL Menos de 120 mg/dL
LDL Menos de 100 mg/dL
HDL Mais de 45 mg/dL
Homens a partir dos 20 anos
Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Não-HDL Menos de 130 mg/dL
LDL Menos de 100 mg/dL
HDL 40 mg/dL ou mais
Mulheres a partir dos 20 anos
Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Não-HDL Menos de 130 mg/dL
LDL Menos de 100 mg/dL
HDL 50 mg/dL ou superior

Os triglicerídeos ou triglicérides não são um tipo de colesterol, mas também são gorduras. Por isso, sua análise é feita em conjunto nos exames de colesterol. O nível normal de triglicerídeos deve ser menor do que 150 mg/dL. Pessoas com níveis acima de 150-199 mg/dL ou muito elevados (acima de 200 mg/dL), podem precisar de tratamento medicamentoso.

Como baixar o colesterol total alto?

Para baixar o colesterol total alto, são recomendadas: mudanças no estilo de vida, que incluem mudanças na dieta, perda de peso, prática de atividade física, não fumar e reduzir o consumo de álcool. Quando essas medidas não são suficientes para baixar o colesterol, é necessário tomar medicamentos.

Dieta

A gordura saturada e o colesterol dos alimentos aumentam o nível de colesterol total no sangue. A gordura saturada é a principal culpada, mas o colesterol dos alimentos também são importantes.

Diminuir a quantidade de gorduras saturadas na dieta ajuda a reduzir o nível de colesterol. Os alimentos que apresentam altos níveis de gorduras saturadas incluem algumas carnes, laticínios, chocolate, produtos de panificação e alimentos processados e fritos.

Perda de peso

O excesso de peso aumenta o colesterol total. Perder peso pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL), colesterol total e triglicerídeos. Também ajuda a aumentar o colesterol bom (HDL).

Prática regular de atividade física

A atividade física regular pode ajudar a diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL). Também ajuda a perder peso. Para baixar o colesterol, recomenda-se praticar pelo menos 30 minutos de exercícios, no mínimo 4 vezes por semana.

Não fumar

Fumar não aumenta o colesterol, mas pode reduzir o colesterol HDL (bom), que ajuda a eliminar o colesterol ruim das artérias. Assim, um HDL mais baixo pode contribuir para um nível mais alto de colesterol ruim

Medicamentos

Se as mudanças no estilo de vida, por si só, não forem capazes de baixar o colesterol total, a pessoa pode precisar tomar medicamentos. Existem vários tipos de medicamentos disponíveis para baixar o colesterol, incluindo as estatinas.

Vale ressaltar que ao tomar medicações para baixar o colesterol, a pessoa deve continuar com as mudanças no estilo de vida.

O médico que solicitou o exame de sangue é o responsável por interpretar os valores de colesterol apresentados no resultado, e oferecer as orientações e tratamento adequados.

Pode lhe interessar ainda: Quais os riscos do colesterol alto?

Dor torácica: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dor torácica é um incômodo ou uma dor sentida à frente do corpo, entre o pescoço e a parte superior do abdômen, ou seja, no peito ou tórax. Por isso, dor torácica, dor no peito e dor no tórax são diferentes formas de dizer a mesma coisa.

Muitas pessoas que experimentam uma dor no peito têm medo que seja um ataque cardíaco. No entanto, a dor torácica pode ter muitas causas. Algumas não são perigosas para a saúde, enquanto outras são graves e, em alguns casos, podem pôr a vida em risco.

Qualquer órgão ou tecido no peito pode ser a fonte da dor no tórax, incluindo coração, pulmões, esôfago, músculos, costelas, tendões ou nervos. A dor torácica também pode se espalhar para o peito a partir do pescoço, do abdômen ou das costas.

Quais as possíveis causas de dor torácica? Problemas cardiovasculares que podem causar dor torácica

Angina ou ataque cardíaco (infarto): O sintoma mais comum é a dor no peito que pode ser sentida como dor opressiva, forte pressão ou dor constritiva. A dor torácica pode irradiar para o braço, ombro, mandíbula ou costas.

Ruptura da parede da aorta: a artéria aorta é um grande vaso sanguíneo que transporta o sangue do coração para o resto do corpo. A ruptura da parede da aorta causa dor súbita e intensa no peito e na parte superior das costas.

Pericardite: é a inflamação do saco de tecido fibroso que envolve o coração, o pericárdio. A pericardite causa dor no meio do tórax.

Problemas pulmonares que podem causar dor torácica
  • Coágulo de sangue no pulmão (embolia pulmonar);
  • Colapso do pulmão (pneumotórax);
  • Pneumonia: causa dor no peito aguda, que geralmente piora ao tossir ou respirar fundo;
  • Inflamação da pleura (tecido fibroso que reveste os pulmões): pode causar dor torácica, que geralmente piora quando a pessoa tosse ou respira fundo.
Problemas do sistema digestivo que podem causar dor torácica
  • Espasmos ou estreitamento do esôfago (órgão em forma de tubo que transporta alimentos da boca para o estômago);
  • Cálculos biliares: causam dor que piora após uma refeição, geralmente uma refeição gordurosa;
  • Acidez gástrica ou refluxo gastroesofágico;
  • Úlcera gástrica ou gastrite: causa dor em queimação quando o estômago está vazio e melhora depois de comer.
Outras causas de dor torácica
  • Ataque de pânico e outros transtornos de ansiedade: a dor torácica geralmente vem acompanhada de respiração rápida, tremor das mãos, sudorese e sensação de ansiedade;
  • Inflamação na junção das costelas ao osso esterno (costocondrite), localizado no centro do tórax;
  • Herpes zoster, popularmente chamado de “cobreiro”: causa dor aguda que se estende do peito às costas, além de formigamento e erupções cutâneas. Os sintomas ocorrem apenas do lado direito ou esquerdo do corpo, e apresentam uma localização em faixa, segundo o trajeto do nervo;
  • Inflamação dos músculos e tendões entre as costelas.
O que fazer em caso de dor torácica?

Procure atendimento médico com urgência se a dor torácica for sintoma de infarto, angina ou embolia pulmonar. Nesses casos, a dor no peito tem características diferentes, de acordo com as causas, e vem acompanhada de outros sinais e sintomas.

Os sintomas de infarto incluem:

  • Dor torácica que começa de repente, acompanhada de sensação de pressão ou esmagamento no peito;
  • A dor no peito pode irradiar para a mandíbula, braço esquerdo ou meio das costas, entre as escápulas (omoplatas);
  • Dor no peito acompanhada de náusea, tontura, transpiração, aumento da frequência cardíaca (coração acelerado) e dificuldade respiratória;

Pessoas que sabem que têm angina devem procurar um serviço de urgência se:

  • O desconforto no peito se torna mais intenso de repente, durar mais que o normal ou ocorrer após uma atividade leve;
  • Os sintomas de angina podem ocorrer enquanto a pessoa está em repouso ou após atividade física ou fortes emoções (angina instável ou angina estável).

A embolia pulmonar também precisa de atendimento médico urgente. A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo de sangue (trombo) chega aos pulmões.

Nesses casos, a pessoa poderá sentir dor no peito súbita e aguda, com dificuldade para respirar, principalmente após uma longa viagem, permanecer tempo prolongado na cama ou ficar muito tempo sem se movimentar.

Se além desses sintomas, uma perna estiver inchada ou mais inchada que a outra, pode ser um coágulo sanguíneo, que se desprendeu parcialmente do vaso sanguíneo e chegou aos pulmões, podendo causar embolia pulmonar.

Para os demais casos, procure atendimento médico se tiver dor torácica que dura mais de 3 dias ou se a dor no peito vier acompanhada de febre, tosse com catarro verde amarelado ou dificuldade para engolir.

Exame fosfatase alcalina: o que é e para que serve?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame fosfatase alcalina (FA) é um exame de sangue que ajudar a detectar doenças no fígado ou nos ossos. A fosfatase alcalina é uma enzima que está presente em todo o corpo, mas principalmente no fígado, nos ossos, nos rins e no sistema digestivo.

Em algumas situações, uma taxa de fosfatase alcalina alta pode ser sinal de danos hepáticos ou doença óssea.

O exame de fosfatase alcalina está indicado quando o médico deseja investigar uma possível lesão hepática ou uma doença óssea. O exame FA também é usado para verificar se os tratamentos para essas doenças estão funcionando. A análise da fosfatase alcalina também pode ser parte integrante de um grupo de exames de rotina para avaliar lesão hepática.

Os sinais e sintomas que podem levar o médico a solicitar o exame FA, de acordo com cada tipo de doença:

Sintomas de doença hepática: náusea, vômitos, perda de peso, cansaço, fraqueza, icterícia (pele e olhos amarelados), inchaço e dor no abdômen, urina escura, fezes de cor clara e coceira frequente no corpo.

Sintomas de doença óssea: dor nos ossos ou nas articulações, ossos alongados ou com formato anormal e fraturas frequentes.

O exame de fosfatase alcalina não necessita de nenhum preparo especial. Porém, a pessoa não deve comer ou beber nada durante 6 horas antes do exame de sangue, a menos que tenha outra indicação médica. Se forem solicitados outros exames, pode ser necessário fazer um jejum mais prolongado.

Qual o valor de referência da fosfatase alcalina?

O valor de referência da fosfatase alcalina varia entre 44 e 147 unidades internacionais por litro de sangue (UI/L) ou 0,73 a 2,45 microkatal por litro (µkat/L). Os valores normais da fosfatase alcalina podem variar um pouco de pessoa para pessoa.

Durante a gravidez, a fosfatase alcalina pode estar mais alta que o normal. Crianças e adolescentes podem ter uma taxa de fosfatase alcalina elevada porque seus ossos estão crescendo. Alguns medicamentos, como pílulas anticoncepcionais, podem diminuir os níveis de FA, enquanto outros podem aumentá-los.

Fosfatase alcalina alta: o que pode ser?

Uma taxa de fosfatase alcalina alta pode ser um sinal de lesão no fígado ou algum tipo de doença óssea. No entanto, todo resultado de exame deve ser contextualizado diante do quadro clínico de cada pessoa, nenhum exame pode ser analisado sozinho sem outros parâmetros.Apenas a fostatase alcalina alta pode não ter nenhum significado.

A lesão hepática cria um tipo diferente de FA daquele criado por uma doença óssea. Se os resultados indicarem uma fosfatase alcalina elevada, podem ser solicitados outros exames para descobrir a causa da fosfatase alcalina aumentada.

No fígado, a fosfatase alcalina alta podem ser um sinal de cirrose, hepatite, bloqueio nos ductos biliares e mononucleose, que às vezes pode causar inchaço no fígado.

Outras possíveis causas de uma fosfatase alcalina alta:

  • Fratura cicatrizando;
  • Hiperparatireoidismo;
  • Leucemia;
  • Tumores ósseos osteoblásticos;
  • Osteomalácia;
  • Doença de Paget;
  • Raquitismo;
  • Sarcoidose.

Existem vários exames de sangue para examinar o funcionamento do fígado, como os de bilirrubina, aspartato transaminase (AST) e alanina transaminase (ALT). Se esses resultados estiverem normais e a taxa de fosfatase alcalina alta, o problema pode não estar no fígado e a causa pode ser um uma outra doença ou condição, como a doença de Paget, que faz com que os ossos se tornem anormalmente grandes, fracos e propensos a fraturas.

Fosfatase alcalina moderadamente alta

A fosfatase alcalina aumentada, mas não muito alta, pode indicar problemas como linfoma de Hodgkin, insuficiência cardíaca ou infecção bacteriana.

Fosfatase alcalina baixa: o que pode ser?

A fosfatase alcalina baixa pode ser um sinal de hipofosfatasia, uma doença genética rara que afeta ossos e dentes. Uma taxa de fosfatase alcalina baixa também pode ter como causas: deficiência de zinco, desnutrição, deficiência de proteína e Doença de Wilson.

O médico que solicitou e exame de sangue é o responsável pela interpretação do resultado do exame de fosfatase alcalina.

Colocação de DIU: como é feita e quais os cuidados após colocar o DIU?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo de plástico revestido por cobre, em forma de “T”, usado como anticoncepcional. Pode conter hormônio ou não na sua composição. É colocado no útero, onde permanece para impedir a gravidez.

A colocação de DIU de cobre, sem hormônio, é especialmente indicada para mulheres que desejam ou precisam evitar os riscos de hormônios contraceptivos, não podem usar anticoncepcionais hormonais ou têm um fluxo menstrual abundante e desejam períodos menos intensos.

A mulher não deve colocar DIU se tiver alto risco de contrair uma DST, apresentar história atual ou recente de infecção pélvica, estiver grávida, fizer exames de Papanicolau anormais, diagnóstico de câncer no útero ou um útero muito grande ou muito pequeno.

DIU Mirena Como é colocado o DIU?

A colocação do DIU geralmente é feita pelo médico no próprio consultório. Antes de inserir o dispositivo intrauterino, o médico limpa o colo do útero com uma solução antisséptica, a seguir, através da vagina, é introduzido até o útero um tubo de plástico contendo o DIU. O DIU é então empurrado para o útero por meio de um êmbolo.

Depois que o DIU é acomodado na parede uterina, o tubo é removido e são deixados dois pequenos cordões que ficam pendurados fora do colo do útero, dentro da vagina. Esses cordões permitem que o médico, ou a mulher, verifique se o DIU permanece no lugar corretamente, além de ser usado para a retirada do dispositivo.

Vale ressaltar que a retirada só deve ser feita pelo médico, porque existem riscos de complicações como sangramento e aderência, que o profissional está capacitado a resolver, sem causar danos à saúde reprodutiva da mulher.

Colocação de DIU

A colocação do DIU pode causar desconforto, dor, cólicas e tonturas. Porém, nem todas as mulheres referem as mesmas queixas. Algumas têm cólicas e dores nas costas por 1 a 2 dias, outras podem ter cólicas e dor nas costas durante semanas ou meses. Para aliviar essas dores, são indicados medicamentos analgésicos.

O médico pode ainda aconselhar a paciente a tomar um analgésico antes da colocação do DIU. Se a mulher for sensível à dor na vagina ou no colo do útero, pode ser aplicado um anestésico local antes do procedimento.

Para a maioria das mulheres, o DIU pode ser colocado a qualquer momento, mesmo imediatamente após o parto ou um aborto espontâneo. A colocação de DIU é contraindicada se houver uma infecção.

Que cuidados devo ter após a colocação do DIU?

Após colocar o DIU, a paciente pode precisar de alguém para levá-la para casa. Algumas mulheres podem ter cólicas leves e dor lombar, além de eliminar pequenas quantidades de sangue por alguns dias.

Se o DIU liberar hormônio, leva aproximadamente 7 dias para começar a fazer efeito. Durante esse período, deve-se usar um outro método anticoncepcional, como preservativo.

O médico pode indicar uma reavaliação após duas a quatro semanas da colocação do DIU, a fim de garantir que o dispositivo esteja no lugar.

Em casos raros, o DIU pode sair parcialmente ou completamente do útero. Isso geralmente ocorre após uma gravidez. Se isso acontecer, entre em contato imediatamente com o médico. Não tente remover o DIU.

Nos casos de febre, calafrios, cãibras, dor, sangramento ou saída de líquido da vagina, logo após a colocação do DIU, procure imediatamente o médico assistente.

Quais são os tipos de DIU e como funcionam?

Tanto o DIU de cobre como o DIU Mirena (hormonal) funcionam impedindo o espermatozoide de fertilizar o óvulo. A ação anticoncepcional desses tipos de DIU é devida ao formato em “T” dos dispositivos e às substâncias que são liberadas pelo dispositivo.

DIU de cobre

O DIU de cobre é um tipo de DIU não hormonal, que funciona liberando íons de cobre, que são tóxicos para o espermatozoide. O formato em “T” também bloqueia a passagem dos espermatozoides e os impede de alcançar o óvulo.

O DIU de cobre pode permanecer no útero por até 10 anos e pode ser usado como contraceptivo de emergência. O dispositivo começa a fazer efeito imediatamente após ser colocado.

DIU Mirena

O DIU Mirena é um tipo de DIU hormonal. O dispositivo libera progestina, um hormônio sintético semelhante à progesterona, que impede a liberação do óvulo pelo ovário. O DIU Mirena também pode reduzir sangramentos menstruais intensos e cólicas menstruais.

A progestina também provoca um espessamento do muco ao redor do colo do útero, o que dificulta a entrada de espermatozoides no útero e a fertilização do óvulo. O revestimento do útero também fica mais fino, dificultando a aderência do óvulo fecundado. O DIU Mirena começa a fazer efeito 7 dias após a sua colocação. Sua forma em “T” também bloqueia os espermatozoides e os impede de alcançar o óvulo.

Esse tipo de DIU pode permanecer no útero por 3 a 5 anos.

Quais as vantagens e desvantagens do DIU? Vantagens do DIU

O DIU é um método contraceptivo eficaz e de longo prazo, sem os riscos e os efeitos colaterais dos hormônios usados nos anticoncepcionais hormonais. Essas são as maiores vantagens do DIU.

O dispositivo intrauterino pode prevenir a gravidez por 3 a 10 anos, dependendo do tipo de DIU que foi colocado. Isso faz dele um dos métodos contraceptivos mais baratos.

O DIU Mirena, por exemplo, libera uma pequena dose de hormônio no útero todos os dias, por um período de 3 a 5 anos. Isso aumenta a eficácia do dispositivo como método contraceptivo. Também possui vantagens adicionais ao reduzir ou interromper o fluxo menstrual, além de ajudar a prevenir o câncer de útero.

Outras vantagens do DIU:

  • Apresenta mais de 99% de eficácia na prevenção da gravidez;
  • Não é preciso lembrar de usar ou tomar todos os dias ou sempre que houver uma relação;
  • A fertilidade é restaurada quase imediatamente após a sua retirada;
  • O DIU de cobre não causa os efeitos colaterais dos hormônios e pode ajudar a prevenir o câncer de endométrio (revestimento interno do útero);
  • Tanto o DIU de cobre como o DIU Mirena podem diminuir o risco de câncer de colo de útero.
Desvantagens do DIU
  • Não previne infecções sexualmente transmissíveis;
  • Precisa ser colocado e retirado por um médico;
  • Embora seja raro, o DIU pode sair do lugar e precisar ser removido;
  • O DIU de cobre pode causar cólicas, períodos menstruais prolongados e intensos, além de sangramentos de escape entre os períodos;
  • O DIU Mirena pode causar sangramentos de escape no primeiros meses após ser colocado;
  • Pode aumentar o risco de gravidez ectópica, embora o risco de engravidar seja muito baixo;
  • Alguns tipos de DIU podem aumentar o risco de cistos ovarianos benignos.
Quais os riscos da colocação de DIU?

Embora sejam baixos, a colocação de DIU pode apresentar alguns riscos, como:

  • Gravidez indesejada: há uma pequena chance da mulher engravidar enquanto estiver usando DIU. Se ocorrer uma gravidez, o médico pode retirar o dispositivo para diminuir o risco de aborto ou outros problemas com a gestação;
  • Gravidez ectópica: o aumento do risco de gravidez ectópica só é observado se a mulher engravidar enquanto estiver usando um DIU. Uma gravidez ectópica é aquela que ocorre fora do útero. Trata-se de uma emergência médica, que pode ser fatal;
  • Penetração do DIU no útero: o dispositivo pode penetrar na parede do útero, o que requer cirurgia para a retirada do DIU.

Para maiores esclarecimentos sobre a colocação do DIU, consulte um médico ginecologista.

Dor no pé da barriga: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no pé da barriga pode ser causada por várias doenças e condições. Também chamada de dor pélvica ou dor no baixo ventre, é uma dor abdominal inferior, localizada abaixo do umbigo, que pode indicar um problema no trato urinário, nos órgãos reprodutivos ou no aparelho digestivo. O pé da barriga, baixo ventre ou pelve, é a região entre o abdômen e as coxas. Inclui a parte inferior do abdômen, a virilha e os órgãos genitais. Homens e mulheres podem sentir dor nessa parte do corpo.

Algumas causas de dores no pé da barriga, incluindo cólicas menstruais em mulheres, são normais e não são motivo de preocupação. Outras podem ser sérias e graves, necessitando de tratamento urgente e específico.

O que pode causar dor no pé da barriga? Infecção do trato urinário

A infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do trato urinário. Isso inclui uretra, bexiga, ureteres e rins. As infecções urinárias afetam sobretudo asmulheres, mas também podem ocorrer em homens. A bexiga costuma ser o órgão mais acometido, o que chamamos de cistite.

Os sinais e sintomas de infecção urinária incluem dor no pé da barriga, sensação de pressão ou peso no baixo ventre, urina turva, escura ou com mau cheiro, vontade frequente de urinar, presença de sangue na urina e dor ou ardência ao urinar.

A maioria das infecções urinárias afeta a bexiga. Além das infecções bacterianas, a cistite também pode ser causada por reação a medicamentos ou a produtos químicos, radioterapia e uso prolongado de cateter.

Infecção sexualmente transmissível

Uma infecção sexualmente transmissível é uma infecção transmitida por contato sexual. Dentre as mais comuns estão a clamídia e a gonorreia. Essas infecções são causadas por bactérias e geralmente aparecem juntas.

Em muitos casos, a gonorreia e a clamídia não causam sintomas, porém quando causam dor, nas mulheres a queixa é localizada no pé da barriga, especialmente ao urinar ou evacuar. Nos homens, a dor pode se localizar nos testículos.

Além da dor pélvica e da dor abdominal, os sintomas de uma infecção sexualmente transmissível podem incluir: secreção pela uretra, dor ou queimação ao urinar, sangramentos entre os ciclos menstruais, corrimento, dor ou sangramento no reto, pus na urina, aumento da frequência urinária, dor durante as relações sexuais, sensibilidade e inchaço nos testículos (homens).

Hérnia

O tipo mais comum de hérnia é a hérnia inguinal, que ocorre quando o intestino empurra o músculo abdominal e uma parte do órgão extravasa através de uma área enfraquecida do músculo.

As hérnias inguinais frequentemente afetam os homens. A hérnia pode ser sentida através de um caroço doloroso na porção inferior do abdômen ou na virilha. O caroço desaparece quando o indivíduo se deita e pode ser empurrado de volta para dentro da cavidade abdominal.

Os sinais e sintomas da hérnia inguinal incluem dor no pé da barriga, que piora ao rir, tossir ou inclinar-se para frente; fraqueza na virilha; presença de protuberância que cresce lentamente na parede do abdômen (ou virilha) e sensação de plenitude (“barriga cheia”).

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio gastrointestinal que afeta o funcionamento do intestino grosso. A causa exata não está clara, mas parece estar relacionada a distúrbios psicológicos, associado a problemas nos músculos intestinais e presença de bactérias intestinais.

A síndrome do intestino irritável causa problemas digestivos, incluindo dores no pé da barriga, dor abdominal, cólicas, alteração no trânsito intestinal (diarreia / prisão de ventre), inchaço abdominal, gases e presença de muco branco nas fezes.

Saiba mais sobre o assunto no artigo: O que é a síndrome do intestino irritável?

Apendicite

Apendicite é uma inflamação do apêndice. O apêndice é um pequeno saco em forma de dedo anexado à primeira parte do intestino grosso. Está localizado no lado inferior direito do abdômen, ou seja, no pé da barriga do lado direito.

A apendicite pode causar dor abdominal intensa, que geralmente começa no umbigo e depois irradia para a porção inferior direita do abdômen. A dor tende a piorar, especialmente ao tossir ou espirrar.

Os sintomas da apendicite incluem forte dor no pé da barriga do lado direito, perda de apetite, prisão de ventre, diarreia, náusea, vômito, inchaço abdominal, febre baixa e incapacidade de eliminar gases.

A apendicite é uma urgência cirúrgica! Na sua suspeita, procure imediatamente um atendimento médico.

Cálculo renal (pedra no rim)

Os cálculos renais são pedras formadas por depósitos minerais que se desenvolvem no trato urinário. As pedras podem se formar nos rins ou na bexiga. Também é possível que pequenas pedras nos rins entrem na bexiga.

Os cálculos renais e da bexiga nem sempre causam sintomas, mas podem causar dor abaixo do umbigo (dor pélvica, dor no baixo ventre ou no pé da barriga), dor nas laterais do tronco e nas costas (abaixo das costelas), dor ao urinar, micção frequente, sangue na urina e escurecimento da urina.

Aprisionamento do nervo pudendo

O nervo pudendo é o principal nervo pélvico. O aprisionamento do nervo pudendo ou neuralgia do pudendo ocorre quando o nervo pudendo está irritado ou danificado. O sintoma inicial é a dor pélvica constante, que pode piorar ao se sentar.

A dor no pé da barriga pode ser sentida em queimação, aperto, formigamento ou tipo "facadas". Outros sintomas incluem dormência, aumento da sensibilidade à dor na pelve, micção frequente, desejo repentino de urinar, dor durante as relações e disfunção erétil.

Aderência abdominal

As aderências abdominais são bandas fibrosas de tecido cicatricial que se formam no abdômen. As bandas podem se desenvolver entre as superfícies dos órgãos ou entre os órgãos e a parede abdominal. Essas aderências podem torcer, puxar ou pressionar os órgãos próximos, localizados na pelve.

Geralmente, a aderência abdominal ocorre em pessoas que fizeram cirurgia no abdômen. A maioria das aderências não causam sintomas. Contudo, quando presentes, causam dor abdominal que se espalha para o baixo ventre.

As aderências abdominais podem levar à obstrução intestinal. Nesses casos, além de causar dor no pé da barriga, pode haver inchaço abdominal, prisão de ventre, náusea, vômito, retenção de gases e interrupção dos movimentos intestinais.

Saiba mais em: Dor abdominal: o que pode ser?

O que pode causar dor no pé da barriga em homem?

A dor no pé da barriga em homem pode ser causada por problemas urinários, reprodutivos ou intestinais. Contudo, existem muitas causas possíveis para a dor no baixo ventre em homem. É importante observar outros sintomas, que podem ajudar a determinar a causa da dor.

Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata. A próstata é uma glândula que produz o líquido que compõe o sêmen. A prostatite pode ser causada por infecção bacteriana ou por danos nos nervos do trato urinário inferior. Às vezes, a inflamação não tem uma causa aparente.

Além de dor no pé da barriga, os sinais e sintomas da prostatite incluem:

  • Dor genital (pênis e testículos);
  • Dor abdominal ou na região lombar;
  • Dor entre o saco escrotal e o reto;
  • Sangue na urina;
  • Urina turva;
  • Micção frequente;
  • Dor ao urinar;
  • Ejaculação dolorosa;
  • Sintomas gripais (prostatite bacteriana).
Estenose uretral

Nos homens, a uretra é um tubo fino que leva a urina da bexiga para o exterior do corpo, além de transportar o sêmen. A uretra pode desenvolver cicatrizes devido a inflamação, infecção ou lesão. As cicatrizes estreitam o tubo, o que reduz o fluxo de urina. Isso é chamado de estenose uretral.

A dor no pé da barriga é um sintoma comum da estenose uretral. Pode também haver dor ao urinar, urina com sangue ou escura, fluxo lento de urina, perda de urina, pênis inchado e sangue no sêmen.

Hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é um aumento benigno da próstata, ou seja, não é um câncer. Uma próstata aumentada pode pressionar a uretra e a bexiga. Isso reduz o fluxo de urina e causa dor no pé da barriga e na pelve.

Outros sintomas da HPB incluem dor ao urinar, micção frequente (especialmente durante a noite), vontade constante de urinar, com sensação de esvaziamento incompleto, fluxo de urina fraco, urina com mau cheiro e dor após a ejaculação.

Síndrome da dor pélvica crônica

A síndrome da dor pélvica crônica é uma causa comum de dores no pé da barriga em homens. É frequentemente chamada de prostatite não bacteriana crônica, porque torna a próstata sensível, mas não é causada por bactérias.

A síndrome da dor pélvica crônica geralmente causa dor intermitente. Outros sintomas incluem dor na região lombar, dor nos órgãos genitais, micção frequente, dor ao urinar ou evacuar, piora da dor durante relações sexuais e disfunção erétil.

Síndrome da dor pós-vasectomia

A vasectomia é um método anticoncepcional definitivo masculino. Trata-se de um procedimento cirúrgico no qual o ducto deferente (tubos que transportam os espermatozoides) são cortados ou bloqueados. Até 2% dos homens que fazem vasectomia desenvolvem dor crônica. Isso é chamado de síndrome da dor pós-vasectomia.

A síndrome causa dor genital que se espalha para a pelve e para o abdômen. Outros sintomas incluem: dor durante a relação, na ereção e ejaculação, além de disfunção erétil.

O que pode causar dor no pé da barriga em mulheres?

Existem muitas causas de dor no pé da barriga em mulheres. A dor pélvica pode ser aguda ou crônica. Uma dor aguda refere-se a uma dor súbita ou nova. A dor crônica refere-se a uma condição duradoura, que pode permanecer constante ou ir e vir, há mais de 3 meses.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente é causada por uma infecção sexualmente transmissível não tratada, como clamídia ou gonorreia. As mulheres geralmente não apresentam sintomas quando são infectadas pela primeira vez.

Se não tratada, a DIP pode causar complicações sérias, incluindo dor crônica e intensa na pelve (pé da barriga) ou no abdômen. Outros sintomas podem incluir sangramento durante a relação sexual, febre, corrimento vaginal intenso com odor desagradável, dificuldade ou dor para urinar.

A doença inflamatória pélvica requer atenção médica imediata para evitar complicações adicionais, como gravidez ectópica, cicatrizes nos órgãos reprodutivos, abscessos e infertilidade.

Endometriose

A endometriose pode ocorrer em qualquer mulher em idade reprodutiva. É causada pelo crescimento de tecido uterino fora do útero. Porém, esse tecido continua a agir da maneira que faria se estivesse dentro do útero, incluindo espessamento e descamação com sangramento durante a menstruação.

A endometriose geralmente causa graus variados de dor pélvica, que variam de leve a debilitante. Essa dor no baixo ventre costuma ser mais forte durante a menstruação. Também pode ocorrer durante a relação sexual e com os movimentos intestinais ou da bexiga. A dor geralmente é localizada no pé da barriga, mas pode se estender para o abdômen.

Além da dor pélvica, a endometriose também pode causar fluxos menstruais mais intensos, náusea e inchaço. A endometriose é uma das causas mais comuns de infertilidade.

Ovulação

Algumas mulheres experimentam dores no pé da barriga agudas e temporárias durante a ovulação, quando um óvulo é liberado de um ovário. Essas dores geralmente duram apenas algumas horas.

Menstruação

A dor pélvica pode ocorrer antes e durante a menstruação e é geralmente descrita como cãibras na pelve ou no pé da barriga. A intensidade da dor pode variar de mês para mês.

Além de dor no baixo ventre, a menstruação pode provocar inchaço, irritabilidade, insônia, ansiedade, aumento da sensibilidade das mamas, mudanças de humor, dor de cabeça e dor nas articulações. Esses sintomas geralmente desaparecem quando vem a menstruação.

A dor no pé da barriga durante a menstruação é chamada dismenorreia. Essa dor pode parecer com cãibras no abdômen ou se manifestar como uma dor persistente nas coxas e na região lombar. Pode ser acompanhada por náusea, dor de cabeça, tontura e vômito.

Torção ovariana

Se o ovário torcer repentinamente sobre o seu eixo, pode haver uma dor imediata, aguda e insuportável no pé da barriga. Às vezes, a dor pélvica é acompanhada de náusea e vômito. Essa dor também pode começar dias antes como cólicas intermitentes.

A torção ovariana é uma emergência médica que geralmente requer cirurgia imediata.

Cisto no ovário

Cistos no ovário geralmente não causam sintomas. Contudo, se forem grandes, a mulher pode sentir uma forte dor no quadrante inferior esquerdo ou direito do abdômen e dor abdominal difusa. Também pode haver inchaço e sensação de peso no baixo ventre. Se o cisto se romper, pode haver uma dor repentina e aguda no pé da barriga.

Mioma uterino

Miomas uterinos são tumores benignos do útero. Os sintomas variam de acordo com o tamanho e a localização, ou nem causam sintomas.

Porém, miomas grandes podem causar sensação de pressão ou dor abaixo do umbigo, sangramento durante a relação sexual, períodos menstruais intensos, problemas com a micção, dor na perna, prisão de ventre e dor nas costas. Miomas também podem dificultar uma gravidez.

Câncer ginecológico

O câncer ginecológico pode surgir no útero, no endométrio (camada interna do útero), no colo do útero ou nos ovários. Os sinais e sintomas variam, mas geralmente incluem dor abaixo da barriga ou dor abdominal difusa, dor durante a relação sexual e corrimento vaginal.

Síndrome de congestão pélvica

A síndrome de congestão pélvica caracteriza-se pelo desenvolvimento de varizes nos ovários. Ocorre quando as válvulas que normalmente mantêm o sangue fluindo na direção correta pelas veias não funcionam mais. Isso faz com que o sangue retorne nas veias, que incham.

A dor no pé da barriga é o principal sintoma da síndrome de congestão pélvica. A dor muitas vezes piora durante o dia, especialmente se a mulher estiver sentada ou em pé por muito tempo. Também pode haver dor durante a relação sexual e na época da menstruação.

Outros sintomas incluem diarreia, prisão de ventre, varizes nas coxas e dificuldade em controlar a micção.

Prolapso de órgão pélvico

Os órgãos pélvicos femininos permanecem no lugar devido a uma rede de músculos e outros tecidos que os sustentam. Devido ao parto e à idade, esses músculos podem enfraquecer e permitir que a bexiga e o útero caiam.

O prolapso de órgão pélvico pode afetar mulheres de qualquer idade, mas é mais comum em mulheres mais velhas. Esta condição pode causar uma sensação de pressão ou peso no baixo ventre. A mulher também pode sentir um caroço saindo da vagina.

Gravidez

Dor no pé da barriga pode ser gravidez. A dor pélvica é comum durante a gestação. À medida que o corpo da mulher se ajusta e cresce, seus ossos e ligamentos se esticam. Isso pode causar dor ou desconforto.

Porém, uma dor pélvica na gravidez acompanhada de outros sintomas, como sangramento vaginal, ou se não desaparecer ou durar um longo período de tempo, deve ser avaliada pelo médico obstetra.

Veja também: Dor no pé da barriga pode ser gravidez?

Algumas possíveis causas de dor no pé da barriga durante a gravidez incluem:

Contrações de Braxton-Hicks

Essas contrações ocorrem com mais frequência no 3º trimestre de gravidez, causando dores no pé da barriga. Elas podem ser provocados por esforço físico, movimentos do bebê ou desidratação.

As contrações de Braxton-Hicks não são uma emergência médica, mas a gestante deve informar o médico na próxima consulta pré-natal.

Aborto espontâneo

Um aborto espontâneo é a perda de uma gravidez antes da 20ª semana de gestação. A maioria dos abortos ocorre durante o 1º trimestre, antes da 13ª semana de gravidez. Eles são frequentemente acompanhados por:

  • Sangramento vaginal;
  • Cólicas abdominais;
  • Dores no pé da barriga, dor abdominal ou na região lombar;
  • Fluxo de fluidos ou tecidos pela vagina.
Trabalho de parto prematuro

O trabalho de parto que ocorre antes da 37ª semana de gravidez é considerado trabalho de parto prematuro. Os sintomas incluem:

  • Dor abaixo do umbigo, que pode parecer contrações agudas e cronometradas;
  • Dor na região lombar;
  • Fadiga;
  • Corrimento vaginal mais intenso que o normal;
  • Cãibras no estômago com ou sem diarreia;
  • Saída do tampão mucoso;
  • Febre (se o parto estiver sendo causado por uma infecção).
Descolamento da placenta

A placenta se forma e se liga à parede uterina no início da gravidez. Ela foi projetada para fornecer oxigênio e nutrir o bebê até o momento do parto. Em situações raras, a placenta se descola parcialmente ou totalmente da parede do útero.

O descolamento da placenta pode causar sangramento vaginal, acompanhado por súbitas sensações de dor ou sensibilidade no abdômen ou nas costas. É mais comum no 3º trimestre, mas pode ocorrer a qualquer momento após a 20ª semana de gravidez.

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica ocorre se um óvulo fecundado se implantar em uma das trompa ou em outra parte do aparelho reprodutivo que não seja o útero. Esse tipo de gravidez nunca é viável e pode resultar em ruptura da trompa de Falópio e sangramento interno, com risco de morte para a mãe.

Os principais sintomas são a dor aguda e intensa no pé da barriga e o sangramento vaginal. A dor pode ocorrer no abdômen ou na pelve, pode irradiar para o ombro ou pescoço se houver sangramento interno e o sangue se acumular sob o diafragma.

Em caso de dor no pé da barriga intensa ou que não passa, acompanhada ou não de outros sinais e sintomas, procure um atendimento de emergência para avaliação.

Saiba mais em: Dor pélvica na mulher, o que pode ser?

Magnésio: para que serve e quais os benefícios para a saúde?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O magnésio é um mineral indispensável para a nutrição humana, que serve para manter o bom funcionamento do corpo e traz muitos benefícios para a saúde, sendo necessário em mais de 300 reações bioquímicas no organismo. Todos os órgãos e tecidos do corpo, especialmente o coração, os músculos e os rins, precisam de magnésio.

O magnésio ajuda a manter o funcionamento normal dos músculos e dos nervos, atua no sistema imunológico, mantém os batimentos cardíacos constantes e faz parte da composição dos ossos e dos dentes. Também auxilia a manutenção dos níveis de glicose no sangue e participa na produção de energia e proteínas pelo corpo.

A maior parte do magnésio da dieta vem de vegetais folhosos verde-escuros. Outros alimentos que são uma boa fonte de magnésio incluem:

  • Frutas (bananas, damasco, abacate);
  • Nozes (amêndoas, castanha de caju);
  • Ervilhas, feijão, grão-de-bico, lentilha, sementes;
  • Produtos de soja (farinha de soja, tofu);
  • Grãos integrais (arroz integral e milho);
  • Leite.

Os efeitos colaterais da alta ingestão de magnésio são pouco comuns, já que o corpo geralmente remove quantidades excessivas do mineral. O excesso de magnésio quase sempre ocorre quando uma pessoa toma muito suplemento de magnésio ou laxante.

Quais são as doses diárias indicadas de magnésio?

A quantidade de ingestão diária de magnésio através da alimentação, corresponde a seguinte:

Bebês
  • Bebês com menos de 6 meses de idade: 30 mg/dia;
  • Bebês de 6 meses a 1 ano: 75 mg/dia.
Crianças
  • De 1 a 3 anos: 80 mg/dia;
  • De 4 a 8 anos: 130 mg/dia;
  • Dos 9 aos 13 anos: 240 mg/dia;
  • Dos 14 aos 18 anos (homens): 410 mg/dia;
  • Dos 14 aos 18 anos (mulheres): 360 mg/dia.
Adultos
  • Homens adultos: 400 a 420 mg/dia;
  • Mulheres adultas: 310 a 320 mg/dia;
  • Grávidas: 350 a 400 mg/dia;
  • Mulheres que amamentam: 310 a 360 mg/dia.
Quais as causas da falta de magnésio?

A falta de magnésio é mais comum em pessoas que consomem álcool em excesso ou naquelas que absorvem menos magnésio, como as que têm doenças gastrointestinais ou que fizeram cirurgias que causam má absorção, os idosos e as pessoas com diabetes tipo 2.

A falta de magnésio também tem como causas:

  • Queimaduras que afetam uma grande área do corpo;
  • Diarreia crônica;
  • Micção excessiva, frequente em casos de diabetes e durante a recuperação de insuficiência renal aguda;
  • Hiperaldosteronismo (distúrbio no qual as glândulas suprarrenais liberam muito hormônio aldosterona no sangue);
  • Distúrbios nos túbulos renais;
  • Síndromes de má absorção, como doença celíaca e doença inflamatória do intestino;
  • Desnutrição;
  • Uso de medicamentos, como anfotericina, cisplatina, ciclosporina, diuréticos, inibidores da bomba de prótons e certos antibióticos;
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Transpiração excessiva.
Quais os sintomas da falta de magnésio?

A deficiência de magnésio (hipomagnesemia) é uma condição em que a quantidade de magnésio no sangue é menor que o normal. A deficiência de magnésio é rara, embora nem todas as pessoas consigam ingerir as quantidades adequadas do mineral através da dieta.

A falta de magnésio pode causar sinais e sintomas como hiperexcitabilidade, fraqueza muscular e sonolência. Os sintomas iniciais da deficiência de magnésio incluem perda de apetite, náusea, vômito, fadiga e fraqueza.

Quando a deficiência de magnésio é moderada, a pessoa pode apresentar dormência, formigamento, contrações e cãibras musculares, movimentos anormais dos olhos (nistagmo), convulsões, mudanças de personalidade e batimento cardíaco irregular.

Em casos graves de falta de magnésio, pode haver diminuição dos níveis de cálcio (hipocalcemia) e potássio no sangue (hipocalemia).

Qual é o tratamento para a falta de magnésio?

O tratamento para a deficiência de magnésio depende do tipo de problema que está diminuindo o nível do mineral no sangue. Pode incluir a administração de soro por via intravenosa, magnésio por via oral ou intravenosa e medicamentos para aliviar os sintomas.

Sem tratamento, a falta de magnésio pode trazer complicações como parada cardíaca, parada respiratória e morte.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um nutricionista.

Quais as taxas ideais de colesterol?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As taxas ideais de colesterol HDL, LDL, VLDL, não-HDL e colesterol total variam de acordo com a idade e são diferentes para homens e mulheres. A seguir detalhamos os valores de acordo com os valores praticados atualmente.

Taxas ideais de colesterol para pessoas com até 19 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total Menos de 170 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 120 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL Mais de 45 mg/dL

Taxas ideais de colesterol para homens a partir dos 20 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 130 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL 40 mg/dL ou superior

Taxas ideais de colesterol para mulheres a partir dos 20 anos:

Tipo de colesterol Valores de referência
Colesterol total 125 a 200 mg/dL
Colesterol não-HDL Menos de 130 mg/dL
Colesterol LDL Menos de 100 mg/dL
Colesterol HDL 50 mg/dL ou superior
Com que frequência devo medir as taxas de colesterol?

Quem tem 20 anos ou mais deve medir as taxas de colesterol pelo menos uma vez a cada 5 anos. Homens de 45 a 65 anos e mulheres de 55 a 65 anos devem fazer o exame de colesterol a cada 1 ou 2 anos.

Para pessoas com até 19 anos, as recomendações são as seguintes:

  • O primeiro exame de colesterol deve ser feito a partir dos 5 anos de idade; depois repetir de acordo com a história familiar e resultado, variando de ano em ano ou a cada 5 anos;
  • Crianças com história familiar de colesterol alto, infarto ou derrame cerebral podem precisar fazer o exame a cada 2 anos.

O nível de colesterol é medido através de um exame de sangue. Antes do exame, é preciso estar em jejum durante 8 horas.

O que é colesterol?

O colesterol é uma espécie de gordura encontrada em todas as células do corpo. O colesterol está presente em alguns alimentos, como carnes e laticínios, além de ser produzido pelo fígado. O corpo precisa de colesterol para funcionar adequadamente. Porém, as taxas devem estar dentro do ideal para evitar doenças tromboembólicas.

Quais são os tipos de colesterol?

Existem 3 tipos de colesterol: LDL, HDL e VLDL. O colesterol total é a quantidade total de colesterol no sangue e inclui os 3 tipos (LDL, HDL e VLDL).

O colesterol LDL é o chamado colesterol “ruim”, pois se acumula na parede das artérias e forma placas de gordura, obstruindo a circulação sanguínea. Ter um nível de colesterol LDL alto aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O colesterol HDL é conhecido como colesterol “bom”, pois não se acumula nas artérias e ajuda a eliminar o colesterol ruim (LDL) do sangue.

O colesterol VLDL também é considerado um tipo de colesterol ruim, pois pode se acumular nas artérias se estiver com um valor alto.

O colesterol não-HDL é o colesterol total menos o bom colesterol (HDL). Portanto, o colesterol não-HDL apresentado no resultado do exame de sangue inclui o colesterol ruim (LDL) e outros tipos de colesterol, como o VLDL.

Triglicerídeos são um tipo de colesterol?

Os triglicerídeos também são gorduras, mas não são um tipo de colesterol. Contudo, as suas taxas também são avaliadas no exame de colesterol. Níveis altos de triglicerídeos aumentam o risco de doenças cardiovasculares, assim como o LDL.

O valor de referência de triglicerídeos é de até 150 mg/dL. Portanto, um nível normal de triglicerídeos deve estar abaixo de 150 mg/dL.

O que pode deixar o colesterol alto ou baixo? Dieta

A gordura saturada e o colesterol presentes nos alimentos aumentam o nível de colesterol no sangue. A gordura saturada é a principal responsável pelo aumento, mas o colesterol dos alimentos também exerce um papel importante. Diminuir a quantidade de gorduras saturadas na dieta ajuda a baixar o colesterol. Os alimentos que apresentam altos níveis de gorduras saturadas incluem algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

Peso

O excesso de peso também aumenta o colesterol. Perder peso pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL), colesterol total e triglicerídeos, além de ajudar a aumentar o bom colesterol (HDL).

Atividade física

A atividade física regular pode ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL). Para isso, recomenda-se praticar exercícios durante 30 minutos, pelo menos 4 vezes por semana.

Tabagismo

Fumar reduz o bom colesterol (HDL), contribuindo assim, para um nível mais alto de colesterol ruim (LDL).

Idade e alterações hormonais

À medida que mulheres e homens envelhecem, seus níveis de colesterol aumentam. Antes da menopausa, as mulheres apresentam níveis mais baixos de colesterol total do que os homens da mesma idade. Após a menopausa, os níveis de colesterol (LDL) nas mulheres tendem a aumentar.

História familiar

A genética determina parcialmente a quantidade de colesterol que o corpo produz. Por isso, o colesterol alto pode ocorrer em pessoas da mesma família.

Como baixar o colesterol?
  • Ter uma dieta pobre em gorduras;
  • Controlar o peso;
  • Praticar atividade física.

Se as mudanças no estilo de vida por si só não forem suficientes para baixar o colesterol alto, pode ser necessário tomar medicamentos.

O médico que solicitou o exame de sangue é o responsável pela interpretação dos resultados dos valores de colesterol. Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Leia também: O stress aumenta o nível de colesterol?

Herpes zoster é contagioso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Herpes zoster pode ser contagioso, porém não tanto quanto a catapora, embora seja causado pelo mesmo vírus. O Herpes zoster só é transmitido quando existem lesões muito extensas e acontece o contato direto com o líquido eliminado das bolhas.

Quando as bolhas se secam, a doença já não é transmitida.

Se um adulto ou uma criança que não teve catapora ou não recebeu vacina contra a doença, entrar em contato direto com uma lesão de herpes zoster, poderá desenvolver a catapora (varicela) e não a herpes zoster, como primeira manifestação clínica.

Herpes zoster ("cobreiro") O que é herpes zoster?

O herpes zoster, popularmente chamado de “cobreiro”, é uma manifestação clínica do mesmo vírus da catapora, o vírus varicela-zoster.

O herpes zoster pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente em idosos, pessoas que tiveram catapora antes de completar 1 ano de idade ou que têm o sistema imunológico enfraquecido por medicamentos ou doenças, como diabetes mellitus descompensado, e uso crônico de corticoides ou imunossupressores.

Quais são os sintomas do herpes zoster?

Os primeiros sintomas do herpes zoster são a dor, o formigamento ou a queimação em um local do corpo, que segue o trajeto de um nervo. O local mais frequente é o dorso, no entanto a vermelhidão segue da região dorsal até abaixo da axila ou até o tórax.

Toda a região se torna muito sensível, como dor e a queimação intensas, dificultando inclusive o uso de qualquer tipo de roupa, principalmente em contato direto com a pele, como o sutiã.

Após a alteração de sensibilidade aparecem as manchas vermelhas e pequenas bolhas cheias de líquido.Em seguida as bolhas estouram, formando feridas que depois secam e formam crostas. Com duas a três semanas, as crostas desaparecem.

A sua extensão varia de acordo com a localização e imunidade, sempre acometendo o trajeto de um nervo. Apesar do dorso ser o local mais frequente, a doença pode afetar ainda o rosto, os olhos, a boca e os ouvidos.

Outros sintomas do herpes zoster podem incluir:

  • Febre e calafrios;
  • Sensação de mal-estar;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações;
  • Inflamação dos gânglios linfáticos.

O cobreiro desaparece depois de duas ou três semanas e raramente volta a aparecer. Se o vírus afetar os nervos que controlam os movimentos, pode ocorrer fraqueza ou paralisia temporária ou permanente.

Em alguns casos, a dor na área onde o herpes zoster surgiu pode durar meses ou anos. Essa dor é chamada de neuralgia pós-herpética. Isso ocorre quando os nervos foram danificados após um surto de herpes zoster. A dor pode variar de leve a muito intensa. A neuralgia pós-herpética é mais provável de ocorrer em pessoas com mais de 60 anos de idade.

As complicações do herpes zoster podem incluir:

  • Novo surto de cobreiro;
  • Infecções bacterianas da pele;
  • Cegueira (quando afeta os olhos);
  • Surdez;
  • Infecção no cérebro (encefalite) ou infecção generalizada em pessoas com imunidade baixa;
  • Síndrome de Ramsay Hunt, quando o herpes zoster afeta os nervos do rosto ou do ouvido.
Sintomas de herpes zoster no rosto

Se o cobreiro afetar um nervo facial, pode haver dor, fraqueza muscular e erupções cutâneas em diferentes partes da face. O herpes zoster no rosto pode causar os seguintes sinais e sintomas:

  • Dificuldade para movimentar alguns músculos do rosto;
  • Queda da pálpebra;
  • Perda auditiva;
  • Perda do movimento dos olhos;
  • Alterações no paladar;
  • Problemas de visão.
Qual é o tratamento para herpes zoster?

O tratamento do herpes zoster é feito com medicamento antiviral. O medicamento ajuda a reduzir a dor, prevenir complicações e encurtar o curso da doença.

Os antivirais são mais eficazes quando começam a ser tomados nas primeiras 72 horas após a primeira sensação de dor ou queimação.

A medicação usada para tratar o herpes zoster geralmente é administrada por via oral, sob a forma de comprimidos.

Medicamentos anti-inflamatórios potentes, como o corticoide, podem ser associados para reduzir a inflamação e a dor.

Outros medicamentos utilizados no tratamento do cobreiro incluem:

  • Anti-histamínicos orais ou aplicados na pele, para reduzir a coceira;
  • Analgésicos, para aliviar a dor;
  • Zostrix, um creme para diminuir a dor.

Algumas medidas e cuidados indicados durante o tratamento do herpes zoster:

  • Cuide da pele aplicando compressas úmidas e frias para reduzir a dor;
  • Mantenha-se em repouso caso apresente febre;
  • Evite contato com outras pessoas enquanto as lesões estiverem liberando líquido, para evitar a transmissão do vírus, principalmente com mulheres grávidas.
Herpes zoster tem cura?

O herpes zoster não tem cura. Uma vez infectada, a pessoa permanece com o vírus no corpo até o fim da vida. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e diminuir o tempo de duração das manifestações. Contudo, depois de aparecer uma vez, o cobreiro raramente volta a se manifestar.

Existem duas vacinas disponíveis para herpes zoster, a vacina viva e a vacina recombinante. A vacina contra o cobreiro é diferente da vacina contra a catapora. Adultos mais velhos que recebem a vacina do herpes zoster têm menos chances de desenvolver complicações da doença.

O médico dermatologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar o herpes zoster.

Para que serve a contagem de reticulócitos?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Reticulócitos são glóbulos vermelhos levemente imaturos. A contagem de reticulócitos é um exame de sangue que mede a quantidade dessas células no sangue. O exame de reticulócitos serve para determinar se os glóbulos vermelhos estão sendo produzidos pela medula óssea a uma taxa apropriada. O número de reticulócitos no sangue indica quão rapidamente eles estão sendo produzidos e liberados pela medula óssea.

A contagem de reticulócitos é realizada através da colheita de uma amostra de sangue e não é necessária nenhuma preparação especial para a realização do exame.

Em adultos saudáveis sem anemia, um resultado normal para a contagem de reticulócitos deve apresentar valores entre 0,5% e 2,5%. As faixas de valores normais podem variar um pouco entre os laboratórios, que podem utilizar medições diferentes ou analisar amostras diferentes.

Os valores normais do exame de reticulócitos depende do nível de hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio. O intervalo entre os valores é maior se a hemoglobina estiver baixa devido a sangramentos ou destruição dos glóbulos vermelhos.

Reticulócitos altos

Um nível de reticulócitos alto, com uma contagem acima dos valores normais, pode ser sinal de anemia hemolítica (tipo de anemia em que os glóbulos vermelhos são destruídos antes do tempo), sangramento, eritroblastose fetal (doença do sangue presente no feto ou em bebê recém-nascido) ou doença renal com aumento da produção do hormônio eritropoietina.

Níveis de reticulócitos aumentados também podem ser observados durante a gravidez.

Reticulócitos baixos

Reticulócitos baixos, com uma contagem de reticulócitos abaixo do normal, podem indicar a presença de:

  • Insuficiência da medula óssea causada por toxicidade de certos medicamentos, tumores, radioterapia ou infecção;
  • Cirrose hepática;
  • Anemia causada por baixos níveis de ferro, folato ou vitamina B12;
  • Insuficiência renal crônica.

O médico que solicitou o exame de reticulócitos é o responsável pela interpretação dos resultados do mesmo.