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Síndrome do coração partido: Como identificar e tratar?

Os sintomas da síndrome do coração partido são muito semelhantes aos de um infarto, como dor no peito (porém menos intensa), falta de ar, tontura e desmaio. Contudo, no infarto, ocorre interrupção do fluxo sanguíneo para uma determinada parte do coração, que morre e deixa de funcionar. 

Já na síndrome do coração partido as artérias não estão obstruídas, portanto o sangue chega normalmente ao coração, o músculo cardíaco não sofre danos permanentes e a pessoa se recupera totalmente. 

A grande maioria dos casos ocorre em mulheres na pós-menopausa que passaram por eventos com forte impacto emocional, como a morte do parceiro ou um divórcio, por exemplo.

Tratamento

Não existe um tratamento para a síndrome do coração partido. As medidas visam apenas despistar as causas e controlar os sintomas. 

Os medicamentos usados servem para reduzir o excesso de trabalho do coração. 

O tratamento também pode incluir psicoterapia, que auxilia a pessoa a lidar diariamente com o estresse, passar por fases de luto, entre outros remanejamentos psíquicos conforme a origem do problema. 

Devido à semelhança entre os sintomas da síndrome e do infarto, é muito importante procurar um médico cardiologista para identificar a origem dos mesmos. Só depois de descartar a hipótese de uma doença cardiovascular é que a pessoa deve procurar ajuda psicológica.

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Síndrome do coração partido pode matar?

Quais as causas da síndrome do coração partido?

Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

Síndrome do coração partido pode matar?

Não, síndrome do coração não mata. A síndrome é uma disfunção cardíaca transitória que afeta o lado esquerdo do coração e que pode provocar o início de um infarto.

Contudo, o músculo cardíaco não sofre danos permanentes e a pessoa se recupera totalmente, enquanto que no infarto ocorre morte tecidual que interfere no funcionamento do coração e pode matar. 

As causas da síndrome do coação partido muitas vezes estão associadas a um intenso estresse físico ou emocional, como a morte de uma pessoa querida ou uma separação, por exemplo.

O nome original da síndrome é doença de Takotsubo, uma palavra japonesa que significa "rede" ou "armadilha" e refere-se à aparência do coração observada nos exames de imagem, semelhante às armadilhas que os pescadores usavam para pegar polvo no Japão.

A síndrome do coração partido afeta sobretudo mulheres com mais de 65 anos. A ocorrência em pacientes com menos de 50 anos é pouco frequente. 

Apesar da síndrome do coração partido não ser fatal, é preciso ter atenção aos sinais e sintomas, já que são semelhantes aos de um infarto. Na presença de dor no peito e outros sintomas de ataque cardíaco, procure um serviço médico para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

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Quais as causas da síndrome do coração partido?

Quais as causas da síndrome do coração partido?

A causa exata da síndrome do coração partido ainda não está bem definida. No entanto, uma teoria possível é a de que a produção excessiva de hormônios do estresse, como adrenalina, interfere na condução direta dos impulsos nervosos para o músculo cardíaco, impedindo a sua contração.

Uma vez que cerca de 85% dos casos de síndrome do coração partido ocorre em mulheres, acredita-se que exista uma causa genética para essa disfunção cardíaca.

Embora muitas vezes o nome da doença seja usado para se referir a desilusões ou perdas amorosas desastrosas, a síndrome do coração partido também pode ser desencadeada por outras situações que geram sofrimento intenso, como a perda de um ente querido, violência doméstica, assaltos e sequestros violentos, aparecimento de doenças extremamente graves, problemas financeiros, angústia extrema, entre outras condições em que ocorre uma perda e a pessoa não é capaz de lidar com isso. 

O estresse prepara o corpo para uma situação de "luta ou fuga". Se houver de fato um perigo iminente, é bom e natural que o organismo entre em estado de alerta como mecanismo de proteção: as pupilas dilatam, os batimentos cardíacos e a respiração aceleram, os músculos recebem mais sangue, entre outras reações que preparam o indivíduo para "lutar" ou "fugir". 

Por outro lado, o estresse prolongado sobrecarrega muito o coração, podendo desencadear a síndrome do coração partido. Os sinais e sintomas são muito parecidos com os de um ataque cardíaco (infarto), com presença de dor no peito, alterações no eletrocardiograma e até aumento das enzimas do coração que indicam início de ataque cardíaco, mas que voltam ao normal em até 1 mês. 

Porém, independentemente da causa específica da síndrome, o músculo cardíaco recupera-se espontânea e totalmente, sem sequelas e danos permanentes, como pode ocorrer no infarto.

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Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Os sinais e sintomas das doenças cardiovasculares podem variar muito, conforme o tipo de doença e o órgão afetado. Contudo, as doenças que afetam o sistema cardiovascular muitas vezes não manifestam sintomas.

Quando presentes, podem incluir falta de ar, fraqueza, visão turva, sangramento nasal, tontura, alterações na memória, dor no peito, inchaço nos membros inferiores, zumbido no ouvido, fraqueza, entre outros.

Infarto do miocárdio

O principal sintoma dessa doença cardiovascular é a forte dor no peito, que pode irradiar sobretudo para o braço esquerdo, ombro, rosto e pescoço. A dor pode ser prolongada e permanecer por horas, mesmo se a pessoa estiver em repouso. 

Outros sintomas do infarto incluem falta de ar, transpiração, palidez, náuseas, vômitos, oscilações na frequência cardíaca, e dificuldade para respirar.

Leia também: Saiba como identificar um infarto e conheça os sintomas

O infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para alguma parte do coração. Como consequência, a porção do músculo cardíaco (miocárdio) sem irrigação morre pela falta de oxigênio, dando origem ao infarto.

Angina de peito

A angina não é propriamente uma doença cardiovascular, mas pode ser um sintoma de alguma delas. Trata-se de uma dor no peito geralmente sentida depois de fazer muito esforço físico, mas que também pode surgir devido ao frio, emoções fortes, ou ainda sem uma causa aparente. A dor ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo para o coração, diminuindo a quantidade de oxigênio e nutrientes que chegam ao músculo cardíaco. 

A grande diferença entre a angina e a dor sentida durante um infarto é que a angina passa em poucos com o repouso, enquanto que no ataque cardíaco ela permanece. 

Leia também: O que é angina e quais os sintomas?

Acidente Vascular Cerebral

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como "derrame", pode ser causado pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro (AVC isquêmico) ou pela ruptura de algum vaso sanguíneo do órgão (AVC hemorrágico).

Os sintomas do acidente vascular cerebral surgem subitamente e podem incluir perda de força muscular, paralisia ou dormência no rosto, braço ou perna, sentidas em apenas um lado do corpo, dor de cabeça , perda total ou parcial da visão, visão turva e outras alterações visuais, confusão mental, tontura, dificuldade para caminhar, engolir falar ou compreender frases, dor de cabeça forte, entre outros. 

Veja também: Suspeita de AVC: o que fazer?

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença cardiovascular silenciosa, já que não provoca sintomas na maioria dos casos. Contudo, pessoas com hipertensão arterial crônica podem manifestar sinais e sintomas nas crises, quando a pressão arterial está muito alta, tais como dor no peito, dor na nuca, tontura, zumbido no ouvido, alterações visuais, sangramento nasal, entre outros.

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Na presença de algum dos sinais e sintomas apresentados, procure atendimento médico com urgência.

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Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Existem diversos fatores de risco que favorecem o aparecimento das doenças cardiovasculares. Os principais estão relacionados com idade, predisposição genética, tabagismo, sedentarismo, estresse, alimentação com excesso de gorduras, diabetes e níveis altos de colesterol e triglicérides no sangue.

Para prevenir as doenças cardiovasculares, recomenda-se praticar atividade física regularmente, controlar o peso, o diabetes, os níveis de colesterol e triglicérides, ter uma alimentação balanceada e saudável, não fumar, evitar o excesso de bebidas alcoólicas e sal, aliviar o estresse, medir frequentemente a pressão arterial, entre outras medidas que visam controlar ou evitar os fatores de risco.

Lembrando que os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular, durante pelo menos 30 minutos, 4 a 5 vezes por semana. 

O controle dos níveis de colesterol e triglicérides contribuem para evitar o acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, o que pode ser conseguido em muitos casos através de uma alimentação saudável e prática de exercícios físicos. 

O controle da pressão arterial é muito importante, uma vez que a hipertensão é um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. 

A pressão arterial pode ser controlada através de uma alimentação balanceada, saudável e com pouco sal, associada ao controle de peso e prática regular de exercícios físicos. 

O acúmulo de gordura no abdômen aumenta o risco de hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto, daí a importância em emagrecer e manter o peso dentro do normal.

Não fumar é uma medida importante para evitar doenças cardiovasculares, já que o fumo deixa os vasos sanguíneos mais rígidos, favorece a formação de coágulos e pode baixar o nível de colesterol bom (HDL) no sangue.

O estresse é um fator de risco para doenças cardiovasculares pois reduz o fluxo de sangue para o coração e deixa os batimentos cardíacos irregulares, além de aumentar o risco de formação de coágulos na circulação.

Os sintomas das doenças cardiovasculares podem variar muito, conforme o tipo de doença e o órgão afetado. Contudo, muitas vezes não causam sintomas. Quando presentes, podem incluir falta de ar, fraqueza, visão turva, sangramento nasal, tontura, alterações na memória, dor no peito, inchaço nos membros inferiores, zumbido no ouvido, fraqueza, entre outros.

Na presença de algum desses sintomas, consulte um médico de família, clínico geral ou cardiologista.

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Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

As doenças cardiovasculares são aquelas que atingem o coração ou os vasos sanguíneos, tais como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"), sendo consideradas uma das principais causas de morte no mundo. 

O processo de desenvolvimento das doenças cardiovasculares são muito parecidos, já que quase sempre estão associados com a obstrução das artérias e suas consequências para a nutrição, oxigenação e bom funcionamento dos órgãos.

Infarto do miocárdio

O infarto, também conhecido como “ataque cardíaco”, ocorre quando uma parte do músculo do coração morre devido à falta de fluxo sanguíneo (isquemia). A interrupção da circulação é decorrente do entupimento das artérias que irrigam o músculo cardíaco com oxigênio e nutrientes, uma outra doença cardiovascular denominada aterosclerose.

Como consequência, a porção do coração que não recebe esses nutrientes morre e deixa de funcionar, dando origem ao infarto do miocárdio ou "ataque cardíaco".

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Aterosclerose

É uma doença cardiovascular que caracteriza-se pelo entupimento das artérias por placas de gordura que se acumulam nas paredes do vaso sanguíneo. As principais causas desse acúmulo de gordura são o diabetes, o colesterol alto, a falta de atividade física e o tabagismo. 

A obstrução da artéria exige que o coração bombeie o sangue com mais força para manter o fluxo de sangue necessário para o resto do corpo. Além de desgastar mais o coração, o esforço aumenta a pressão arterial, gerando outra doença cardiovascular conhecida como hipertensão

Quando a artéria fica completamente entupida pelas placas de gordura, as partes do coração por ela irrigadas morrem e ocorre o infarto. Em outros órgãos, a interrupção do fluxo sanguíneo gera outras complicações, como acidente vascular cerebral (AVC - "derrame"), doença arterial dos rins, entre outras.

Angina do peito

Não se trata propriamente de uma doença cardiovascular, mas sim de um sintoma dela. A angina é uma dor no peito que surge quando o músculo cardíaco está recebendo pouco oxigênio devido à obstrução do fluxo sanguíneo. Portanto, a angina de peito é um sintoma de duas doenças cardiovasculares: infarto e aterosclerose. 

Veja também: O que é angina e quais os sintomas?

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Popularmente conhecido como "derrame", o acidente vascular cerebral pode ser hemorrágico ou isquêmico. Quando o AVC é provocado pelo entupimento de uma artéria e consequente interrupção do fluxo sanguíneo (isquemia), ele é denominado isquêmico. 

Assim como no infarto do miocárdio, o processo é o mesmo, ou seja, a falta de sangue em determinadas partes do cérebro leva à falta de oxigenação, com consequente morte das partes afetadas. 

Já o AVC hemorrágico é decorrente do rompimento de uma artéria cerebral, causando extravasamento de sangue para o interior do crânio e falta de fluxo sanguíneo nas porções do cérebro irrigadas pela artéria rompida.

Saiba mais em: O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial, ou "pressão alta", como é popularmente conhecida, modifica a função e a estrutura do músculo cardíaco. A pressão arterial é uma forma de medir a força que o coração está fazendo para bombear o sangue para o corpo. Os valores normais são de 120 mmHg por 80 mmHg. Quando a pressão arterial está igual ou superior a 140 mmHg por 90 mmHg, ela é considerada alta. 

A pressão alta deixa as artérias mais estreitas e provocam o seu entupimento. Trata-se de uma doença cardiovascular que é um fator de risco para outras doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e insuficiência renal. 

Uma vez que a hipertensão pode reduzir o calibre interno das artérias e obstruir o fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco pode não receber a quantidade de sangue necessária para funcionar adequadamente. Quando isso acontece, ele aumenta de tamanho para compensar essa falta. Essa condição é conhecida como hipertrofia do miocárdio e provoca insuficiência cardíaca. 

A grande maioria dos casos dessa doença cardiovascular tem origem em fatores genéticos. Contudo, a hipertensão pode ser causada por estresse, tumores que alteram a produção hormonal e doenças renais.

Leia também: Quais as causas da hipertensão arterial?

Para maiores informações sobre as doenças cardiovasculares, suas causas e como prevenir, consulte um clínico geral, médico de família ou cardiologista.

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Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares?

Quais as causas da endocardite infecciosa?

A endocardite infecciosa tem como principais causas a presença de bactérias no sangue e lesões no interior do coração (endocárdio), sobretudo nas válvulas cardíacas. Essas lesões são provocadas pela turbulência do fluxo sanguíneo, decorrente do mau funcionamento da válvula ou doenças cardíacas.

A endocardite infecciosa é uma infecção que acomete o interior do coração (endocárdio) e as suas estruturas, sobretudo as válvulas cardíacas.

Apesar de ser causada na maioria das vezes por bactérias, a endocardite infecciosa também pode ser desencadeada por fungos e vírus.

Os micro-organismos se alojam nas lesões e começam a se proliferar, formando um coágulo infeccioso denominado vegetação, que caracteriza a endocardite.

Os agentes infecciosos chegam à corrente sanguínea através de infecções, inflamações e diversas outras condições que servem de porta de entrada para as bactérias no organismo.

Dentre elas estão as lesões, inflamações e infecções dentárias ou gengivais, doenças sexualmente transmissíveis, doenças de pele, inflamações no intestino, uso de cateter, procedimentos médicos ou dentários, entre outras.

Fatores de risco

No entanto, existem fatores de risco para o aparecimento da endocardite infecciosa, já que na maioria das vezes esses micro-organismos passam pelo interior do coração sem ali se fixarem e causar uma infecção.

Porém, a presença de lesões em qualquer parte do endocárdio pode favorecer a instalação e multiplicação dos agentes infecciosos.

Os fatores de risco que podem favorecer o aparecimento da endocardite infecciosa incluem uso de válvulas cardíacas artificiais, malformações e doenças cardíacas, febre reumática, episódios prévios de endocardite, administração de medicamentos por via endovenosa, uso de desfibrilador implantado ou marcapasso, partilha de agulhas e seringas, cáries e outros processos inflamatórios e infecciosos bucais, entre outros.

Por isso é tão importante tratar as infecções desde o início e manter o tratamento até ao fim. Processos infecciosos e inflamatórios prolongados que não são tratados podem favorecer a penetração de micróbios na corrente sanguínea que podem desencadear a endocardite.  

O tratamento da endocardite bacteriana é feito através da administração de medicamentos antibióticos por via endovenosa. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia.

Saiba mais em: Endocardite infecciosa: Quais os sintomas, complicações e como tratar?

Endocardite infecciosa: Quais os sintomas, complicações e como tratar?

Os sinais e sintomas da endocardite infecciosa podem variar conforme a gravidade da infecção. Dentre os mais comuns estão febre, dor torácica, perda de peso, presença de sangue na urina, variações nos batimentos cardíacos, calafrios, suores noturnos, falta de ar, dores musculares e articulares, cansaço, tosse persistente, entre outros.

Contudo, de todos os sintomas da endocardite infecciosa, talvez o mais característico seja o aparecimento de manchas dolosas próximas às pontas dos dedos das mãos e dos pés. Essas manchas costumam ser vermelhas e manifestam-se sob a forma de nódulos. 

Outras manifestações também incluem o aparecimento de pontinhos ou manchas avermelhadas em outras partes do corpo, como conjuntiva (parte branca do olho) e mucosas.

Os sinais e sintomas da endocardite bacteriana podem se manifestar aos poucos ou subitamente.

Complicações

A endocardite infecciosa pode gerar complicações que podem ser potencialmente fatais, como embolia, abscesso e insuficiência cardíaca congestiva.

Quase metade dos pacientes com endocardite infecciosa podem ter embolia. A complicação ocorre quando o coágulo infectado desprende-se da válvula e desloca-se para os pulmões, cérebro, rins, baço e artérias coronárias. 

Ao chegar a esses órgãos, o coágulo causa infecção nos mesmos, originando a sepse (infecção generalizada). O coração nesses casos também costuma ser afetado. Porém, depois de começar o tratamento com antibióticos, o risco de embolia reduz significativamente.

O abscesso surge na válvula ou prótese valvar e pode precisar ser removido cirurgicamente, já que o poder de penetração dos medicamentos nesses abscessos é baixo. 

Quando a endocardite infecciosa danifica ou destrói a válvula cardíaca, pode haver insuficiência cardíaca. Se não funcionarem adequadamente, as válvulas não permitem que o coração bombeie o sangue de forma eficaz. 

A endocardite pode causar ainda outras complicações, como arritmia, danos em outros órgãos, acidente vascular cerebral (AVC), aumento de baço, entre outras.

Tratamento

O tratamento da endocardite infecciosa é feito através da administração de medicamentos antibióticos diretamente na veia. O tempo de duração do tratamento varia de 4 a 6 semanas.

Nos casos em que a endocardite infecciosa danifica ou destrói a válvula cardíaca, pode ser necessário repará-la ou substituí-la por uma artificial através de cirurgia.

O tratamento da endocardite infecciosa é complexo, pois o poder de penetração dos antibióticos na infecção dentro do coração é bastante reduzido, o que explica a duração prolongada da antibioticoterapia.

O diagnóstico da endocardite infecciosa é feito por meio de exames de sangue e imagem, principalmente o ecocardiograma. Através da ecocardiografia, o médico pode ver o interior do coração e detectar a presença da vegetação. 

Outros exames que podem ajudar a detectar a doença são o eletrocardiograma, a radiografia, a tomografia computorizada e a ressonância magnética.

Vale lembrar a importância de tratar outras fontes de infecção e inflamação em outras partes do corpo, para prevenir que os agentes infecciosos cheguem à corrente sanguínea e se alojem no coração.

Saiba mais em: Quais as causas da endocardite infecciosa?

Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Os sinais e sintomas da endocardite bacteriana podem se manifestar gradualmente ou ter início súbito. As manifestações mais comuns incluem febre, calafrios, transpiração noturna, alterações na frequência cardíaca, falta de ar, cansaço, tosse persistente, emagrecimento, dor muscular ou articular e presença de sangue na urina.

Contudo, o sinal mais característico da endocardite bacteriana é a presença de manchas vermelhas em forma de nódulos dolorosos, próximas às pontas dos dedos das mãos e dos pés. 

Também é comum surgir manchas ou pontos vermelhos na pele, mucosas e parte branca dos olhos.

A válvula cardíaca mais acometida pela endocardite bacteriana é a aórtica, embora a infecção possa ocorrer em qualquer parte do endocárdio (parte interna do coração) e suas estruturas, principalmente as válvulas. 

Geralmente o lado direito do coração é o mais afetado, o que pode favorecer a formação de êmbolos que podem se deslocar para os pulmões. O êmbolo infectado gera também uma infecção generalizada nos pulmões.

Quando a endocardite bacteriana ocorre no lado esquerdo do coração, os êmbolos infectados podem se deslocar para o cérebro, artérias coronárias, rins e baço. Se ocorrer sepse (infecção generalizada), o coração normalmente também está envolvido.

Veja também: Endocardite bacteriana é grave?

O diagnóstico da endocardite bacteriana é feito por meio de exames de sangue e ecocardiograma. 

O ecocardiograma de tórax pode detectar a presença das vegetações em quase todos os casos. No entanto, o exame pode não indicar a presença de endocardite se a pessoa for obesa, tiver doença pulmonar obstrutiva crônica ou deformidades na parede torácica. A ecocardiografia realizada através do esôfago é mais invasiva, contudo é mais sensível para detectar as vegetações.

O tratamento da endocardite bacteriana é feito com medicamentos antibióticos, administrados diretamente na veia. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia para substituir a válvula acometida.

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Quais as causas da endocardite bacteriana?

Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

O tratamento da endocardite bacteriana é feito com medicamentos antibióticos. A medicação é administrada por via endovenosa, durante um período de 4 a 6 semanas. Nos casos em que a válvula cardíaca está danificada ou destruída, pode ser necessário realizar uma cirurgia para recompor ou substituir a válvula.

Também é importante tratar infecções em outras partes do corpo para que as bactérias não caiam na corrente sanguínea e possam infectar o coração.

O diagnóstico da endocardite é realizado por meio de exames de sangue, eletrocardiograma, ecocardiografia, raio-X, tomografia computorizada ou ressonância magnética.

A gravidade da endocardite bacteriana depende muito do tipo de bactéria que está causando a infecção. Há casos de elevada toxicidade que evoluem em dias ou semanas, com destruição da válvula cardíaca e infecção generalizada (sepse). Em outros, a endocardite evolui depois de semanas ou meses e raramente causa sepse.

Dentre as piores complicações da endocardite bacteriana estão a insuficiência cardíaca, as embolias e as complicações neurológicas. A insuficiência cardíaca congestiva é decorrente dos danos valvulares causados pela infecção. Já as embolias afetam sobretudo o sistema nervoso central, gerando complicações neurológicas.

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Outras complicações menos comuns da endocardite bacteriana incluem arritmias, acidente vascular cerebral (AVC), manchas e pontos vermelhos na pele, mucosas e conjuntiva (parte branca dos olhos), aumento de baço, entre outras.

Sem tratamento, a endocardite bacteriana pode danificar ou destruir as válvulas do coração, causando insuficiência cardíaca e morte. Outras complicações incluem ainda embolia, acidente vascular cerebral (derrame), infecção generalizada, lesões em outros órgãos, entre outras.

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Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Quais as causas da endocardite bacteriana?

Endocardite bacteriana é grave?

A endocardite bacteriana é grave. Trata-se de uma infecção da camada mais interna do coração (endocárdio) e que afeta sobretudo as válvulas cardíacas. Geralmente ocorre quando há bactérias na corrente sanguínea provenientes de outras partes do corpo, como a boca. 

Essas bactérias infectam e se espalham em locais de lesão do endocárdio, causando a endocardite infecciosa bacteriana. Sem tratamento, as válvulas cardíacas podem ser danificadas ou destruídas, gerando graves complicações que podem levar à morte.

A endocardite bacteriana tem origem em lesões da porção mais interna endocárdio, causadas por turbulência do fluxo sanguíneo. A lesão é infectada pelas bactérias circulantes no sangue e forma-se então a vegetação, que é a lesão que caracteriza a endocardite. 

A infecção pode se instalar em qualquer parte do endocárdio, embora seja mais comum nas válvulas do coração e nas válvulas artificiais, no caso das pessoas que já passaram pela cirurgia de substituição. 

No entanto, existem fatores de risco para o desenvolvimento da endocardite bacteriana, já que as bactérias e infecções nem sempre provocam endocardites. Se as válvulas estiverem normais, a ocorrência da doença é rara.

Contudo, se as válvulas já estiverem danificadas ou tiverem sido substituídas por próteses, ou na presença de outras anomalias cardíacas, o risco de endocardite é maior.

Leia também: Quais as causas da endocardite bacteriana?

Apesar da endocardite bacteriana ser relativamente rara, é altamente letal, com uma taxa de mortalidade que pode chegar aos 30%.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos por via endovenosa. Nos casos em que há danos ou destruição da válvula cardíaca, é necessário substituí-la por uma artificial.

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Como é o tratamento da endocardite bacteriana?

Quais os sintomas da endocardite bacteriana?

Quais as causas da endocardite bacteriana?

As principais causas da endocardite bacteriana são a presença de bactérias na circulação sanguínea e de lesões na porção mais interna do coração (endocárdio), principalmente nas válvulas cardíacas. Os micro-organismos chegam ao coração através do sangue e se instalam nessas lesões, formando um coágulo infeccioso que dá origem à endocardite bacteriana.

É importante ressaltar que a maioria dos casos de endocardite infecciosa é causada por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por fungos.

A entrada das bactérias na circulação sanguínea pode ocorrer através de lesões, inflamações ou infecções nos dentes ou nas gengivas, doenças da pele, DST's, processos inflamatórios no intestino, partilha de agulhas e seringas, uso de cateter, intervenções médicas ou odontológicas, entre outras doenças e condições que atuam como porta de entrada para esses micro-organismos.

Porém, a presença de bactérias no sangue não significa necessariamente que a pessoa irá desenvolver endocardite bacteriana. Na maioria dos casos, elas passam pelo coração e não se instalam no órgão nem geram infecções.

Leia também: Endocardite bacteriana é grave?

Todavia, se houver alguma lesão no endocárdio ou numa válvula cardíaca, as bactérias podem ali se instalar e se multiplicar, dando origem à vegetação que caracteriza a endocardite.

Por isso, existem fatores de risco para o desenvolvimento da endocardite bacteriana, tais como uso de próteses valvulares, doenças cardíacas congênitas, casos prévios de endocardite, febre reumática, entre outras condições.

O tratamento da endocardite bacteriana é feito através da administração de medicamentos antibióticos por via endovenosa. Casos mais graves podem necessitar de cirurgia.

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