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Criança com febre: quando procurar um médico?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma criança ou bebê tem febre quando a sua temperatura corporal está igual ou superior a 38°C (medida no reto) ou 37,8°C (medida na axila). Porém, a temperatura entre 37,3 e 37,7º é considerada estado febril, situação que da mesma maneira exige uma maior atenção.

Uma febre em bebê recém-nascido superior a 38°C (retal) deve ser sempre informada ao médico pediatra.

Nos outros casos de febre infantil, uma criança com febre deve ser vista por um médico principalmente nos casos de: Prostração, a criança muito quietinha, não aceita a alimentação, sonolenta e ou chorosa, bem diferente do seu habitual. Ou quando apresenta sinais de desidratação, que se apresentam com a ausência de lágrimas quando está chorando, a língua seca, não urina ou urina muito pouco.

Nos bebês deve ser observado constantemente a fralda, a falta de urina por mais de 8h é um sinal importante de gravidade.

Além disso, deve-se procurar um médico ou levar a criança para um serviço de urgência nas seguintes situações:

  • Bebê com menos de 3 meses com febre igual ou superior a 38°C (temperatura retal);
  • Bebê com idade entre 3 e 12 meses com 39ºC de febre ou mais (temperatura retal);
  • Bebê com menos de 2 meses com febre que dura mais de 48 horas;
  • Febre superior a 40,0°C;
  • Febres que vão e vem durante uma semana ou mais, mesmo que não sejam muito altas ou incômodas à criança;
  • Presença de outros sinais e sintomas como dor de garganta, dor de ouvido, diarreia, náusea, vômito ou tosse;
  • A criança portadora de alguma doenças crônica, como problemas cardíacos, anemia falciforme, diabetes ou fibrose cística (em qualquer caso de febre deve ser levada para avaliação médica);
  • Vacinação recente.

Leve a criança com febre imediatamente para um serviço de urgência se ela apresentar algum dos seguintes sinais e sintomas:

  • Choro que não passa;
  • Dificuldade para acordar facilmente ou não acordar;
  • Confusão;
  • Dificuldade para andar, respirar ou movimentar um braço ou uma perna;
  • Língua, unhas ou lábios roxos;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Rigidez de nuca (não consegue encostar o queixo no peito);
  • Convulsão;
  • Erupção cutânea ou hematomas.
Como tratar uma criança com febre em casa? Alimentação e hidratação

Uma criança com febre deve beber bastante líquido para prevenir a desidratação. Porém, não se deve dar suco de fruta em excesso para a criança ou para o bebê. O ideal é diluir a bebida com água (metade água e metade suco de fruta). Picolés e gelatinas também são boas opções, principalmente se a criança estiver vomitando.

As crianças podem comer quando estão com febre, mas não devem ser forçadas a se alimentar. Crianças com febre geralmente toleram melhor os alimentos macios. A alimentação deve ser leve, com alimentos moles, pouco condimentados e com pouca fibra.

Algumas opções de alimentos para uma criança com febre incluem pães, biscoitos e massas feitos com farinha branca refinada, além de cereais quentes refinados, como aveia ou creme de trigo.

Como baixar a febre da criança ou do bebê

Os analgésicos e anti-inflamatórios podem baixar a febre em crianças e bebês. O pediatra pode aconselhar qual a melhor opção frente a suspeita do problema e características da criança. Os medicamentos podem ser administrados a cada 4, 6 ou 8h, dependendo da classe prescrita pelo médico.

Contudo, não dê aspirina a uma criança com febre, exceto com indicação médica

Antes de dar qualquer medicamento para um bebê com menos de 3 meses de idade, ligue primeiro para o médico pediatra da criança.

Para ajudar a baixar a febre da criança ou do bebê, não use cobertores ou roupas extras, mesmo que a criança tenha calafrios. Isso pode impedir que a febre diminua ou ainda aumentar a febre por reter o calor. Vista a criança com uma camada de roupa leve e use um cobertor leve para dormir.

O quarto deve estar com uma temperatura confortável, nem muito quente nem muito fria, em média deve manter o ambiente a 21 ou 22º.

Um banho de água morna com esponja também pode ajudar a baixar a febre. Esses banhos são mais eficazes se a criança também tomar alguma medicação.

Nunca dê banhos frios, nem passe gelo ou álcool no corpo da criança, pois essas medidas retiram o calor do corpo e geralmente pioram a situação, causando tremores e mal-estar, além de não resolver o problema. logo a temperatura volta aumentar.

Para maiores informações sobre o que fazer se tiver uma criança com febre, consulte um médico de família ou um pediatra.

O que é antígeno prostático específico (PSA)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O antígeno prostático específico (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata.

O exame PSA é um exame de sangue que detecta os níveis dessa proteína. Sua indicação principal é de rastreio para o câncer de próstata, mas também é utilizado para monitorar os casos tratados para a doença, devido ao risco de recidiva do tumor.

O que é a próstata? Aonde está localizada?

A próstata é uma pequena glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem. Está localizada abaixo da bexiga e produz um líquido que faz parte do sêmen.

Os homens geralmente têm um nível de PSA total baixo no sangue. O PSA total alto pode indicar o câncer de próstata, mas também outros problemas não-cancerígenos da próstata, como infecção ou aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática benigna).

Para fins de acompanhamento e monitoramento, o exame de PSA é solicitado de rotina, para os homens que passaram pela cirurgia como tratamento do câncer, visto que os níveis de PSA total aumentam no caso de recidiva, muito antes de os sintomas retornarem, auxiliando no diagnóstico precoce.

Quais são os valores de referência do PSA?

O valor normal de PSA total deve estar abaixo de 4 ng/ml. Entretanto, para homens com até 50 anos de idade esse valor deve ser menor do que 2,5 ng/ml. Homens mais velhos costumam ter níveis de PSA um pouco mais altos do que homens jovens.

Avaliar os valores de antígeno prostático específico pode aumentar as chances de detectar o câncer de próstata num estágio inicial, oferecendo melhor tratamento. No entanto, existe um debate sobre quais são os valores que realmente indicam a presença do tumor. Não existe um resultado único todos os homens. Por isso, os resultados devem ser avaliados caso a caso.

Além disso, o resultado do exame PSA não é suficiente para diagnosticar o câncer de próstata. Somente com uma biópsia da próstata esse câncer pode ser confirmado.

PSA alto

Um nível de PSA alto, ou seja, acima de 4 ng/ml, está geralmente associado à presença de câncer de próstata. Contudo, apesar do PSA ser uma ferramenta importante para detectar a doença, ele não é confirmatório. Isso porque existem outras condições que aumentam o PSA, como:

  • Aumento da próstata (hiperplasia benigna);
  • Infecção da próstata (prostatite);
  • Infecção urinária;
  • Exames recentes da bexiga (cistoscopia) ou da próstata (biópsia);
  • Uso de cateter na bexiga (recente ou intermitente);
  • Ejaculação recente;
  • Traumas repetidos dias antes da coleta do exame (por exemplo no caso de motoqueiros e ou ciclistas).

Se os níveis de PSA estiverem mais altos do que o normal (acima de 4 ng/ml), o médico provavelmente irá solicitar outros exames de próstata, como toque retal, ultrassonografia, ressonância magnética e ou biópsia.

Leia também: Quando o PSA dá elevado significa um tumor?

Qual é a diferença entre PSA total e PSA livre?

O PSA total indica a quantidade total de antígeno prostático específico no sangue. Quando o resultado do exame de PSA total levanta dúvidas sobre a presença ou não de câncer de próstata (valores entre 2,5 ng/ml e 4 ng/ml), é então realizado o exame de PSA livre.

O PSA livre é um exame de PSA mais específico e serve para refinar o rastreio do câncer de próstata. O valor do PSA livre é dividido pelo valor do PSA total. A relação PSA livre/PSA total torna o diagnóstico do câncer de próstata mais preciso. Quanto menor o resultado da relação PSA livre/PSA total, maior é a probabilidade de câncer de próstata.

Como é o preparo para o exame de PSA?

Para fazer o exame de PSA, o homem não deve ter nenhuma ejaculação nas 24 horas que antecedem o exame de sangue. Evitar pequenos traumas, evitando o uso de motos ou bicicletas. Evitar exames urológicos dias antes do exame.

Pode haver mais orientações de acordo com o laboratório que irá realizar o seu exame, por isso siga rigorosamente todas as orientações, para que seu resultado seja o mais fidedigno possível.

Leia também: O que é hiperplasia prostática?

O médico urologista é o especialista responsável pela avaliação dos níveis de PSA.

Como baixar o colesterol ruim (LDL)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para baixar o colesterol ruim (LDL) é necessário fazer mudanças na dieta, controlar o peso, não fumar e praticar atividade física regularmente.

Os alimentos que ajudam a reduzir o LDL são aqueles ricos em fibras, como frutas, verduras, aveia e leguminosas como feijão, grão-de-bico, ervilha e lentilha.

Uma dieta para controle e redução de colesterol alto também deve incluir alimentos ricos em gorduras “boas”, de origem vegetal e excluir alimentos ricos em gorduras “ruins”, presentes em alimentos de origem animal e industrializados.

Como deve ser a dieta para baixar o colesterol ruim (LDL)? Escolha alimentos ricos em gorduras saudáveis

Para baixar o colesterol ruim, deve-se limitar o consumo de gordura total, gordura saturada e gordura trans, priorizando gorduras saudáveis, de origem vegetal.

A gordura saturada pode ser encontrada em algumas carnes, laticínios, chocolate, alimentos processados e fritos.

A gordura trans é outra gordura prejudicial. Pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom (HDL). Encontrada principalmente na margarinas, bolachas e salgadinhos.

Ao invés das gorduras nocivas, experimente gorduras mais saudáveis (insaturadas), presentes em carnes magras, nozes, avelãs, amêndoas, castanhas e azeite. Além de ajudar a baixar o colesterol ruim, esses alimentos aumentam o colesterol bom (HDL), que dentre outras funções, remove o colesterol LDL do sangue.

As gorduras devem representar no máximo 35% das calorias consumidas diariamente. Desses 35%, menos de 7% das calorias devem provir de gorduras saturadas. A quantidade máxima de gordura presente na dieta para baixar o colesterol depende de quantas calorias a pessoa costuma consumir diariamente.

Calorias diárias Gordura total Gordura saturada
1.500 42-58 gramas 10 gramas
2.000 56-78 gramas 13 gramas
2.500 69-97 gramas 17 gramas
Diminua o consumo de alimentos com colesterol

Para baixar o colesterol LDL, deve-se consumir menos de 200 mg de colesterol por dia. O colesterol é encontrado em alimentos de origem animal, como fígado, miúdos, gemas de ovos, camarão e laticínios.

Aumente a ingesta de alimentos ricos em fibras

Alimentos ricos em fibras diminuem a absorção de colesterol pelo intestino e são parte fundamental de uma dieta para reduzir o LDL. Esses alimentos incluem:

  • Cereais integrais, como aveia e farelo de aveia;
  • Frutas (maçã, banana, laranja, pera, ameixa);
  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha).
Coma muitas frutas e legumes

Uma dieta rica em frutas e legumes pode aumentar a quantidade de substâncias capazes de reduzir o colesterol LDL, são substâncias chamadas estanóis ou esteróis vegetais. Funcionam como fibras solúveis, reduzindo a absorção de gorduras pelo trato digestivo.

Coma peixes ricos em ômega 3

O ômega 3 também é um tipo de gordura saudável. Apesar de não reduzir diretamente os níveis de colesterol ruim (LDL), aumentam o nível de colesterol bom (HDL), .que tem entre suas principais funções a remoção do LDL dos vasos, devido sua alta densidade.

Os peixes considerados como fonte de ômega 3 incluem salmão, atum, sardinha e cavala. A recomendação é comer esses peixes duas vezes por semana.

Diminua o consumo de álcool

O álcool é bastante calórico, pelo que o seu consumo em excesso pode causar ganho de peso. Estar acima do peso pode aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom. O excesso de álcool também pode aumentar o risco de doença cardíaca, porque aumentar a pressão arterial e o nível de açúcar e triglicerídeos.

Considera-se uma dose adequada de bebida alcoólica, o equivalente a uma cerveja, um copo de vinho ou uma pequena quantidade de bebida destilada. Para baixar o colesterol ruim (LDL), recomenda-se tomar no máximo duas doses de bebida alcoólica por dia, no caso dos homens, e uma dose por dia, no caso das mulheres.

O que é colesterol LDL?

O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) que está presente em certos alimentos de origem animal (carnes, laticínios, gema de ovos), mas que também é produzido pelo fígado. Para ser transportado no sangue, o colesterol precisa se ligar a uma proteína, que funciona como uma espécie de “peso” para que o colesterol possa se misturar com a água do sangue, uma vez que se trata de uma gordura. A ligação entre o colesterol e a proteína forma uma lipoproteína (lipídio + proteína).

LDL é a sigla para lipoproteína de baixa densidade, em inglês. O LDL é chamado de colesterol "ruim" porque um nível de LDL alto provoca a formação de placas de gordura nas artérias. Isso ocorre porque esse colesterol tem baixa densidade, ou seja, é relativamente “leve”, o que faz com que flutue na superfície do sangue e se acumule na parede das artérias.

Esse acúmulo de colesterol forma placas de gordura que podem interromper ou reduzir o fluxo sanguíneo para o coração e para o cérebro, podendo causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Por outro lado, o colesterol HDL (sigla em inglês para lipoproteína de alta densidade) é chamado de colesterol "bom" porque além de não se depositar na parede dos vasos devido a sua alta densidade, é capaz de remover o colesterol ruim (LDL) do sangue.

Para mais informações sobre como baixar o colesterol ruim (LDL), consulte um médico de família ou um clínico geral.

Hemácias altas: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem diversas doenças e condições que podem aumentar o número de hemácias no sangue, como em casos de:

  • Tabagismo;
  • Cardiopatia congênita (Problemas na estrutura e no funcionamento do coração presentes desde o nascimento);
  • Tumor no rim;
  • Baixos níveis de oxigênio no sangue (hipóxia);
  • Cicatrizes ou espessamento dos pulmões (fibrose pulmonar);
  • Doenças na medula óssea (p.ex.: Policitemia vera);
  • Exposição a altas altitudes (pode manter as hemácias altas por semanas);
  • Uso de medicamentos como gentamicina® e metildopa® e
  • Desidratação, que representa um "falso" aumento das hemácias, com a hidratação venosa, os valores equilibram e normalizam.
Qual o valor normal de hemácias no sangue?

A quantidade normal de hemácias no sangue é diferente para homens e mulheres:

Homem: 4,7 a 6,1 milhões de células por microlitro de sangue;Mulher: 4,2 a 5,4 milhões de células por microlitro de sangue.

Os valores de referência e a forma de realizar a contagem de hemácias podem variar de acordo com o laboratório.

A contagem de hemácias quase sempre faz parte do hemograma completo. A sua avaliação auxilia no diagnóstico de diferentes tipos de anemia e outros problemas de saúde que afetam essas células.

O que são hemácias?

As hemácias, também conhecidas como eritrócitos ou glóbulos vermelhos, são células do sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio. As hemácias possuem hemoglobina, uma proteína que se liga ao oxigênio e permite que os glóbulos vermelhos distribuam o oxigênio para as células e tecidos do corpo. É a hemoglobina que dá a coloração vermelha aos eritrócitos.

Por isso, a quantidade de oxigênio que os tecidos do corpo recebem depende do número de hemácias presentes no sangue e do bom funcionamento dessas células.

Hemácias baixas: o que pode ser?

Hemácias baixas podem ser um sinal de:

  • Anemia;
  • Sangramento;
  • Insuficiência da medula óssea, que pode ser causada por radiação, toxinas, infecções ou tumor;
  • Deficiência do hormônio eritropoietina, causada por doença renal;
  • Destruição de glóbulos vermelhos devido a transfusão de sangue, por exemplo;
  • Desnutrição;
  • Câncer de medula óssea (mieloma múltiplo);
  • Falta de ferro, cobre, folato (vitamina B9), vitamina B6 ou vitamina B12;
  • Excesso de água no corpo;
  • Gravidez;
  • Uso de medicamentos (quimioterapia, cloranfenicol, hidantoína, quinidina).

O médico que solicitou o exame de sangue é o responsável pela interpretação dos resultados da contagem de hemácias. Para maiores informações, consulte um médico de família ou um clínico geral.

Unha inflamada: o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Unha inflamada é uma condição chamada paroníquia. Trata-se de uma infecção de pele que ocorre ao redor das unhas, deixando a unha infeccionada e o dedo inflamado. A paroníquia ocorre devido a uma lesão no dedo ou na unha, como por exemplo, morder o canto dos dedos, “cutucar” a unha ou ainda tirar a cutícula. A unha pode ficar inflamada devido a uma infecção causada por bactérias ou fungos.

A paroníquia causada por fungos pode ocorrer em pessoas que têm uma infecção fúngica na unha, diabetes ou que deixam as mãos muito expostas à água.

Unha inflamada (paroníquia) Como saber se uma unha está inflamada? Quais os sintomas?

Quando a unha inflamada é causada por infecção bacteriana, os sintomas surgem repentinamente. Se a infecção é devida a um fungo, os sintomas se manifestam mais lentamente.

A área ao redor da unha infeccionada fica dolorosa, vermelha e inchada. A inflamação geralmente ocorre na região da cutícula, no canto da unha ou em outra parte do dedo que sofreu alguma lesão.

O dedo inflamado pode apresentar bolhas cheias de pus, especialmente quando a unha está infeccionada com bactérias. Também podem ocorrer alterações na unha, que pode ficar descolada, deformada ou adquirir uma outra cor.

Se a infecção na unha ou no dedo se espalhar para o resto do corpo, os sintomas podem incluir febre, calafrios, riscos vermelhos na pele, sensação de mal-estar, dor nas articulações e dor muscular.

Para identificar o fungo ou a bactéria responsável pela inflamação na unha, o pus ou o fluido que sai do local pode ser drenado e enviado para um laboratório para determinar que tipo de bactéria ou fungo está deixando a unha infeccionada e o dedo inflamado.

O que fazer em caso de unha inflamada?

Se a unha inflamada estiver infeccionada com bactérias, recomenda-se mergulhar a unha em água morna, durante 15 a 20 minutos, 2 ou 3 vezes ao dia, para ajudar a reduzir a dor e a inflamação.

Nos casos mais graves de unha e dedo inflamados, pode ser necessário fazer um pequeno corte para drenar o pus. Também pode ser necessário retirar uma parte da unha infeccionada.

O remédio usado para tratar unha inflamada depende da causa da infecção. Para infecções bacterianas, são indicados antibióticos. Quando a paroníquia é causada por infecção fúngica, o tratamento é feito com remédio antifúngico. Também podem ser indicados medicamentos tópicos, para serem aplicados diretamente na unha infeccionada.

Além dos medicamentos, é importante ter alguns cuidados durante o tratamento de uma unha infeccionada, que também ajudam a prevenir novas inflamações na unha ou no dedo:

  • Cuide bem das unhas e da pele ao redor;
  • Evite qualquer dano às unhas ou nas pontas dos dedos. Como as unhas crescem lentamente, uma lesão pode durar meses;
  • Não morda nem cutuque as unhas ou os cantos dos dedos;
  • Proteja as unhas da exposição a detergentes e produtos químicos usando luvas de proteção de borracha ou plástico;
  • Não tire as cutículas enquanto a unha estiver inflamada.

Para minimizar o risco de danos na unha e prevenir novas infecções:

  • Mantenha as unhas suavemente aparadas, cortando-as semanalmente;
  • Corte as unhas dos pés uma vez por mês;
  • Quando tratar das unhas dos pés e das mãos, use tesouras afiadas, cortadores de unhas ou uma lixa para suavizar os cantos das unhas;
  • Corte as unhas após o banho, pois estão mais amolecidas;
  • Apare as unhas mantendo os cantos ligeiramente arredondados;
  • Corte as unhas dos pés em linha reta e não muito curtas;
  • Não corte as cutículas nem use removedores de cutículas. Isso pode danificar a pele ao redor da unha. Tirar a cutícula causa danos à pele, permitindo a entrada de bactérias que podem causar uma infecção.

Em geral, não é difícil curar a unha inflamada, uma vez que a paroníquia responde bem ao tratamento. Contudo, as infecções causadas por fungos podem durar vários meses.

A inflamação na unha normalmente não traz complicações. Quando ocorrem, podem incluir formação de abscesso, alterações permanentes na forma da unha e propagação da infecção para tendões, ossos e circulação sanguínea.

O médico dermatologista, clínico geral ou médico de família são especialistas indicados para diagnosticar e tratar unha inflamada ou infeccionada.

Micose no couro cabeludo: quais as causas, sintomas e tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A micose no couro cabeludo é causada pela presença de fungos na cabeça, mais precisamente no couro cabeludo. A micose na cabeça é chamado de tinea capitis. A micose no couro cabeludo é causada por fungos denominados dermatófitos.

Os fungos são microorganismos que podem viver nos tecidos mortos do cabelo (fungo capilar), das unhas e das camadas externas da pele, prosperando em áreas quentes e úmidas.

Micose no couro cabeludo (tinea capitis)

Os fungos que causam micose na cabeça podem se espalhar facilmente. A tinea capitis é mais comum em crianças e tende a desaparecer na puberdade. No entanto, a micose no couro cabeludo pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.

O que pode causar micose no couro cabeludo?

O risco de desenvolver micose no couro cabeludo é maior se:

  • Houver pequenas lesões no couro cabeludo;
  • A cabeça não for lavada com frequência;
  • O couro cabeludo ficar molhado por muito tempo, como quando a pessoa transpira em excesso, por exemplo.

A pessoa pode desenvolver micose na cabeça se tiver contato direto com alguma micose localizada em qualquer parte do corpo de outra pessoa.

A micose capilar também pode ser transmitida através de pentes, chapéus ou roupas que foram usadas por alguém com micose. A infecção também pode ser transmitida por animais de estimação, principalmente gatos.

Quais são os sintomas de micose no couro cabeludo?

A tinea capitis pode afetar parcialmente ou totalmente o couro cabeludo. As áreas da cabeça afetada pela micose apresentam as seguintes características:

  • Queda de cabelo com pequenos pontos pretos, devido aos fios de cabelo que se soltaram;
  • Formato redondo;
  • Pele escamosa, que pode estar vermelha ou inchada, o que indica a presença de inflamação;
  • Presença de feridas com pus;
  • Coceira intensa;

A pessoa pode apresentar ainda febre baixa e presença de gânglios no pescoço.

A micose no couro cabeludo pode causar queda de cabelo e cicatrizes duradouras na cabeça.

Qual é o tratamento para micose no couro cabeludo?

O tratamento para micose no couro cabeludo é feito com medicamento antifúngico por via oral, que mata os fungos no cabelo. O remédio precisa ser tomado durante 4 a 8 semanas.

O tratamento da tinea capitis inclui ainda o uso de shampoo para micose no couro cabeludo, contendo cetoconazol ou sulfeto de selênio. O shampoo pode reduzir ou impedir a propagação do fungo, mas não é suficiente para curar a micose na cabeça. Além disso, é importante manter o couro cabeludo limpo.

Assim que o shampoo começar a ser usado, deve-se ter os seguintes cuidados:

  • Lavar as toalhas com água quente e sabão e secá-las em alta temperatura;
  • Deixar os pentes e as escovas de cabelo de molho por uma hora, numa mistura de água sanitária (cloro) com água. A solução deve ter uma parte de cloro e dez partes de água. Isso deve ser feito por 3 dias seguidos.

Além disso, ninguém na casa deve compartilhar pentes, escovas de cabelo, chapéus, toalhas, fronhas ou capacetes com outras pessoas.

A micose no couro cabeludo pode ser difícil de ser eliminada. Além disso, a tinea capitis pode voltar a aparecer, mesmo após o tratamento. Porém, em muitos casos, os casos de micose na cabeça tendem a melhorar espontaneamente após a puberdade.

O médico dermatologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da micose no couro cabeludo.

Quais os sinais de parto prematuro?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O parto prematuro ocorre quando o trabalho de parto começa antes da gestante completar 37 semanas de gravidez. O nascimento prematuro é uma das principais causas de incapacidade ou morte do bebê. Porém, um bom acompanhamento pré-natal aumenta as chances de um bebê prematuro se recuperar bem de um parto pré-termo.

Quais são os sinais e sintomas de parto prematuro?
  • Contrações uterinas acompanhadas de dor na coluna lombar ou sensação de pressão na virilha ou nas coxas;
  • Vazamento de líquido em gotas ou em um fluxo pela vagina;
  • Sangramento vaginal vermelho e brilhante;
  • Secreção vaginal mucosa, espessa e com sangue;
  • Ruptura da bolsa das águas;
  • Ter mais de 5 contrações uterinas por hora ou contrações regulares e dolorosas;
  • Contrações que se tornam mais longas, fortes e próximas umas das outras.
O que fazer em caso de sinais e sintomas de parto prematuro?

Procure atendimento médico imediatamente se notar algum desses sinais e sintomas antes da 37ª semana de gravidez:

  • Cólica, dor ou pressão no abdômen;
  • Escapes, sangramento, muco ou líquido saindo pela vagina;
  • Aumento repentino de corrimento vaginal.

Na suspeita de parto prematuro, é feito um exame para verificar se há dilatação do colo do útero ou ruptura da bolsa.

Muitas vezes, é feito um ultrassom transvaginal para avaliar o comprimento do colo do útero. O parto prematuro geralmente pode ser diagnosticado quando o colo do útero está mais curto. Geralmente, o encurtamento do colo do útero ocorre antes da dilatação.

Se houver saída de líquido ou fluidos, estes serão analisados. O teste pode avaliar se a gestante dará à luz em breve ou não.

Se a gestante entrar em trabalho de parto prematuro, precisa ir a um hospital. Podem ser usados medicamentos para interromper as contrações e amadurecer os pulmões do bebê.

Quais as causas de parto prematuro?

Na maioria das gestações, as causas de parto prematuro não são totalmente conhecidas. No entanto, sabe-se que certas condições podem aumentar o risco de um parto pré-termo, tais como:

  • Parto prematuro anterior;
  • História de cirurgia do colo do útero, como excisão electrocirúrgica por alça (LEEP) ou conização;
  • Gravidez de gêmeos;
  • Infecção da mãe ou das membranas ao redor do bebê;
  • Defeitos congênitos do bebê;
  • Hipertensão arterial (pressão alta) da gestante;
  • Rompimento precoce da bolsa das águas;
  • Excesso de líquido amniótico;
  • Sangramento no primeiro trimestre de gravidez;
  • Fumar durante a gravidez;
  • Uso de drogas;
  • Estresse físico ou psicológico grave;
  • Pouco ganho de peso durante a gravidez;
  • Obesidade.

O parto prematuro também pode ser causado por problemas na placenta, no útero ou no colo do útero.

Quando o colo do útero não permanece fechado por si próprio (insuficiência cervical) ou a forma do útero não é normal, existe risco de haver um trabalho de parto prematuro.

Mau funcionamento da placenta, descolamento prematuro da placenta e placenta prévia também podem levar a uma ameaça de parto prematuro.

Como reduzir o risco de parto prematuro?

Para reduzir o risco de parto pré-termo, a gestante deve seguir as orientações do médico obstetra que está acompanhando a gravidez. Na presença de sinais e sintomas de trabalho de parto prematuro, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento precoce é a melhor maneira de prevenir o nascimento de um bebê prematuro.

O pré-natal reduz o risco de parto prematuro. A gestante deve fazer os exames de rotina durante a gravidez, ter uma alimentação saudável, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas e não usar drogas.

Mulheres com histórico de parto prematuro podem precisar receber o hormônio progesterona para retardar a evolução do parto.

Para maiores esclarecimentos sobre os sinais e sintomas de parto prematuro, consulte o médico obstetra responsável pelo acompanhamento pré-natal.

Micose de unha: o que é e como tratar a onicomicose?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A micose de unha, conhecida como onicomicose, é uma infecção causada por um fungo que se prolifera dentro ou ao redor de uma unha, sobretudo nos pés. Os fungos podem viver em tecidos mortos de cabelos, unhas e camadas externas da pele.

A onicomicose geralmente começa após uma micose no pé. Por isso, a micose na unha do pé é mais frequente que a micose na unha da mão. Na maioria dos casos, ocorre em adultos, à medida que envelhecem.

Micose de unha (onicomicose)

Alguns fatores aumentam o risco de um fungo na unha se proliferar e causar micose, tais como:

  • Diabetes;
  • Doença vascular periférica;
  • Doenças em nervos periféricos;
  • Lesões na pele ou nas unhas;
  • Deformidade ou doença na unha;
  • Manter a pele úmida por muito tempo;
  • Problemas no sistema imunológico;
  • Antecedentes familiares de onicomicose;
  • Uso de calçados que não deixam os pés arejados.
Quais os sintomas da micose de unha?

Os sintomas da micose de unha incluem alterações de uma ou mais unhas, geralmente dos pés, tais como:

  • Fragilidade;
  • Mudança no contorno da unha;
  • Degeneração das bordas externas da unha;
  • Amolecimento ou levantando da unha;
  • Perda de brilho da superfície da unha;
  • Espessamento da unha;
  • Listras amarelas ou brancas na lateral da unha.

O diagnóstico da onicomicose pode ser confirmado examinando ao microscópio amostras da unha obtidas através de raspagem. Isso pode ajudar a determinar o tipo de fungo que está na unha. As amostras também podem ser enviadas a um laboratório. Os resultados do exame podem levar de 4 a 6 semanas para ficarem prontos.

Qual é o tratamento para micose de unha?

O tratamento da onicomicose pode incluir o uso de pomada para micose de unha, esmaltes antifúngicos e remédio antimicótico administrado por via oral. Tanto a pomada como o esmalte e o medicamento oral são fungicidas específicos para tratar fungo nas unhas.

A micose de unha é curada quando ocorre o crescimento de novas unhas que não estão infectadas pelo fungo. As unhas crescem lentamente. Mesmo que o tratamento da onicomicose seja eficaz, pode levar até 1 ano para que uma nova unha cresça.

As infecções causadas por fungo na unha podem ser difíceis de tratar. Os medicamentos eliminam o fungo em cerca de metade das pessoas que aplicam a pomada ou tomam os remédios antimicóticos. Contudo, mesmo quando o tratamento é eficaz, o fungo pode reaparecer.

Esmalte e pomada para micose de unha

Os esmaltes e as pomadas para micose de unha mais usados têm como princípios ativos o ciclopirox ou a amorolfina. O esmalte costuma ser mais eficaz que a pomada, pois penetra melhor na unha.

A amorolfina deve ser aplicada na unha uma vez por semana, enquanto que o ciclopirox deve ser aplicado no começo do tratamento em dias intercalados, depois a aplicação pode ser espaçada no decorrer do mês conforme orientação médica. Essa forma de tratamento é indicada quando a micose afeta poucas unhas e quando as unhas ainda não estão muito acometidas pela onicomicose. A aplicação dos medicamentos deve ser mantida por 6 a 12 meses, no mínimo.

Remédio para micose de unha

Os remédios para micose de unha mais usados são a terbinafina e o itraconazol. Também pode ser indicados o fluconazol e a griseofulvina, embora esses medicamentos sejam menos eficazes para curar a onicomicose.

O remédio para micose de unha deve ser tomado por 12 a 24 semanas, quando os fungos afetam as unhas dos pés. Para micose nas unhas das mãos, o tratamento tem um tempo de duração mais curto, de 6 a 12 semanas.

Laser e retirada da unha com micose

O laser também pode ser usado para tratar micose de unha, embora essa forma de tratamento seja menos eficaz que as pomadas e os remédios para curar a micose. Em alguns casos de onicomicose, pode ser necessário remover a unha afetada.

Como prevenir micose de unha?

Ter uma boa higiene e um bom estado de saúde ajudam a prevenir micoses nas unhas. Alguns cuidados são recomendados, como:

  • Não partilhar objetos de manicure ou pedicure;
  • Manter a pele dos pés e das mãos limpa e seca;
  • Cuidar adequadamente das unhas;
  • Lavar e secar bem as mãos após tocar em qualquer tipo de micose.

Procure um médico dermatologista se a micose de unha não desaparecer com o tratamento ou se houver sinais de infecção nos dedos, como dor, vermelhidão e eliminação de pus.

Boca seca: o que pode ser, quais os sintomas e tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A boca seca é uma condição chamada xerostomia, que ocorre quando não é produzida saliva suficiente. A falta de saliva pode causar secura na boca e deixar a garganta seca, além de provocar uma sensação pegajosa na boca e na garganta. A xerostomia pode deixar a saliva espessa (“grossa”) e pegajosa.

A boca seca pode ser um sintoma de alguma doença e causar problemas na boca e nos dentes, uma vez que a saliva inicia o processo de digestão, ajuda a engolir os alimentos e proteger os dentes da cárie.

Quais as causas de boca seca?

A boca seca ocorre quando as glândulas salivares não produzem saliva suficiente para manter a boca úmida ou param de produzir saliva completamente.

As principais causas da xerostomia incluem:

  • Uso de medicamentos, como anti-histamínicos, descongestionantes e medicações para pressão alta, ansiedade, depressão, dor, doença cardíaca, asma ou outras doenças respiratórias e epilepsia;
  • Desidratação;
  • Radioterapia na cabeça e no pescoço, pois pode danificar as glândulas salivares;
  • Quimioterapia que pode afetar a produção de saliva;
  • Lesão dos nervos envolvidos na produção de saliva;
  • Síndrome de Sjögren, diabetes, HIV/AIDS, doença de Parkinson, fibrose cística ou doença de Alzheimer;
  • Remoção de glândulas salivares devido a infecção ou tumor;
  • Tabagismo;
  • Consumo de álcool;
  • Uso de drogas;
  • Estresse ou ansiedade.
Quais os sintomas de boca seca?

Os sintomas de boca seca podem incluir lábios rachados, língua seca, áspera ou sensação de tê-la em carne viva, perda do paladar, dor de garganta, sensação de queimação ou formigamento na boca, sede, dificuldade para falar, mastigar e engolir.

A boca sem saliva contribui para que bactérias produtoras de ácido se multipliquem, o que pode causar mau hálito, cárie, doenças da gengiva, aumento do risco de infecção por fungos (candidíase), feridas na boca e infecções.

A boca seca é comum em adultos mais velhos. Contudo, o envelhecimento em si não causa boca seca. Os idosos tendem a ter mais condições para o aparecimento da xerostomia e costumam tomar mais medicamentos, o que torna a boca seca mais frequente em pessoas dessa faixa etária.

Qual é o tratamento para boca seca?

O tratamento para boca seca é feito principalmente através de medidas para aliviar os sintomas da xerostomia. Quando essas medidas não são suficientes, podem ser indicados medicamentos que promovem secreção de saliva ou substitutos da saliva que substituem a saliva natural da boca.

Para aliviar os sintomas da boca seca recomenda-se:

  • Beber bastante água ou líquidos para manter a hidratação;
  • Chupar pedaços de gelo, uvas congeladas ou picolés de fruta sem açúcar para ajudar a manter a boca úmida;
  • Mascar chicletes sem açúcar ou balas duras para estimular a salivação;
  • Tentar respirar pelo nariz e não pela boca;
  • Usar um umidificador no quarto durante a noite;
  • Usar saliva artificial, sprays para a boca ou umectantes;
  • Usar enxaguante bucal para ajudar a umedecer a boca e manter a higiene bucal.

Algumas mudanças na dieta também podem ajudar a diminuir a secura na boca, como:

  • Comer alimentos frescos e macios que sejam fáceis de mastigar;
  • Evitar alimentos quentes, condimentados e ácidos;
  • Comer alimentos com alto conteúdo líquido, como aqueles com molho ou caldo;
  • Beber líquidos com as refeições;
  • Mergulhar o pão ou outro alimento duro ou crocante em um líquido antes de engolir;
  • Cortar a comida em pedaços pequenos para facilitar a mastigação;
  • Fazer pequenas refeições e comer mais vezes durante o dia.

Para não piorar a secura na boca, recomenda-se evitar:

  • Bebidas açucaradas;
  • Café, chá e refrigerantes à base de cola;
  • Álcool e enxaguantes bucais à base de álcool;
  • Bebidas ou alimentos ácidos;
  • Alimentos secos e ásperos que podem irritar a língua ou a boca;
  • Fumar.

Procure um médico clínico geral ou médico de família se a boca seca não melhorar, se surgirem manchas brancas na boca ou houver problemas para engolir ou sensação de queimação na boca.

Plaquetas altas e baixas: o que pode ser e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Plaquetas altas é uma condição chamada plaquetose ou trombocitose, enquanto um quadro de plaquetas baixas é denominado plaquetopenia ou trombocitopenia.

A contagem normal de plaquetas no sangue varia entre 150.000 e 400.000 por microlitro de sangue, podendo variar um pouco entre os laboratórios.

Para detectar se as plaquetas estão altas ou baixas basta realizar um exame de hemograma. As plaquetas são avaliadas inicialmente nesse exame. Se for preciso um estudo mais específico de reação das plaquetas poderá ser pedido posteriormente.

O que são plaquetas?

As plaquetas, também chamadas como trombócitos, são células sanguíneas produzidas na medula óssea, juntamente com os outros tipos de células do sangue. A medula óssea é um tecido esponjoso localizado dentro dos ossos, sobretudo nos ossos grandes.

As plaquetas participam do processo de coagulação sanguínea. Quando há um sangramento, as plaquetas se unem, formando um coágulo (trombo) que controla a perda de sangue no local.

Plaquetas altas

As plaquetas são consideradas altas, quando sua contagem tem valor igual ou superior a 400.000. O aumento de plaquetas é chamado trombocitose ou plaquetose. Isso significa que o corpo está produzindo mais plaquetas do que o esperado, e isso pode ser prejudicial para o organismo.

Quais as causas de plaquetas altas?

As plaquetas aumentadas podem ter várias causas. Dentre elas estão:

  • Anemia hemolítica;
  • Deficiência de ferro;
  • Infecções, grandes cirurgias ou traumatismos;
  • Doenças inflamatórias ou infecciosas, como distúrbios do tecido conjuntivo;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • Tuberculose;
  • Câncer;
  • Uso de certos medicamentos;
  • Neoplasia mieloproliferativa (doença da medula óssea);
  • Retirada do baço.

Algumas condições podem deixar as plaquetas elevadas durante um curto período, como observado na recuperação de uma doença ou agressão, por exemplo:

  • Recuperação de perda de sangue grave por trauma/acidente;
  • Recuperação de uma contagem muito baixa de plaquetas causada pelo uso excessivo de álcool, falta de vitamina B12 ou folato (vitamina B9);
  • Inflamação ou Infecção aguda (sepse);
  • Resposta à atividade física extenuante.
Quais os sintomas de plaquetas altas?

Os sinais e sintomas de plaquetas altas estão associados à formação de coágulos sanguíneos e sangramentos. Situações que se refletem com sinais de fraqueza, dores de cabeça, tontura, dor no peito e formigamento nas mãos e nos pés, dependendo da localização desses coágulos.

Além disso, estudos apontam para o aumento das plaquetas como primeiro sinal de um câncer, em cerca de 35% dos casos, principalmente se o câncer for de origem pulmonar, gastrointestinal, mama, ovário ou hematológico, como o linfoma.

Coágulos sanguíneos

Os coágulos sanguíneos ou trombos, geralmente se alojam nos pequenos vasos do cérebro, extremidades de mãos e pés. Contudo, podem obstruir qualquer outra parte do corpo, inclusive no coração e nos intestinos.

Coágulos sanguíneos no cérebro podem causar sintomas como dor de cabeça contínua e tontura. Nos casos mais graves, acidente vascular cerebral (AVC).

Quando os coágulos se formam nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, podem causar dormência, vermelhidão, dor intensa ardente e latejante, pelo menor fluxo sanguíneo, com queixas referidas principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

Sangramentos

O sangramento geralmente ocorre quando as plaquetas estão muito altas, com uma contagem superior a 1 milhão de plaquetas por microlitro de sangue, ou quando existem plaquetas defeituosas. Os sinais e sintomas nesses casos incluem sangramentos nasais, hematomas, sangramento da boca ou gengivas ou sangue nas fezes.

Embora o sangramento esteja mais frequentemente associado a plaquetas baixas, também pode ocorrer em pessoas com uma contagem de plaquetas altas.

Outra causa de sangramento em pessoas com plaquetas altas é uma condição chamada Doença de von Willebrand, que afeta o processo de coagulação do sangue.

Durante a gravidez, os coágulos encontrados na placenta podem causar aborto espontâneo ou problemas no crescimento e no desenvolvimento fetal.

Mulheres que apresentam plaquetas altas ou baixas e tomam pílulas anticoncepcionais têm um risco maior de desenvolver coágulos sanguíneos.

Contudo, não é apenas uma contagem de plaquetas alta que pode levar à formação de trombos. O desenvolvimento de coágulos também está relacionado a outras condições e fatores, como idade avançada, história anterior de coágulos sanguíneos, diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e tabagismo.

Qual é o tratamento para plaquetas altas?

Depende da causa dessa trombocitose.

Achado acidental, com demais exames normais e ausência de sinais ou sintomas, não precisam de tratamento, desde que a condição permaneça estável. Apenas manter acompanhamento, conforme orientação médica.

Em outros casos, a aspirina pode ajudar quanto ao risco de formação de coágulos sanguíneos, uma vez que a aspirina “afina” o sangue. No entanto, o uso do medicamento só deve ser feito com prescrição médica, após avaliação de riscos, pois pode originar sangramentos.

A aspirina é receitada para a maioria das mulheres grávidas que apresentam uma contagem de plaquetas aumentada, pois não há risco elevado de efeitos colaterais para o feto.

Algumas pessoas com plaquetas elevadas podem precisar de medicamentos ou procedimentos médicos para baixar a contagem de plaquetas.

Medicamentos

Os medicamentos para baixar as plaquetas altas no sangue são indicados em casos de:

  • Histórico de coágulos sanguíneos ou sangramentos;
  • Presença de fatores de risco de doença cardíaca, como níveis elevados de colesterol no sangue, pressão alta ou diabetes;
  • Idade superior a 60 anos;
  • Contagem de plaquetas acima de 1 milhão.

Dentre os medicamentos usados para diminuir a contagem de plaquetas no sangue, estão: hidroxiureia®, anagrelida® e interferon alfa®.

Plasmaférese

A plasmaférese é um procedimento usado para reduzir rapidamente as plaquetas no sangue. Contudo, só está indicado em situações de emergência, como casos de AVC.

Plaquetas baixas

As plaquetas são consideradas baixas, quando a contagem apresenta valores inferiores a 150.000. Se o nível de plaquetas estiver abaixo de 50.000, o risco de sangramento é ainda maior, mesmo em atividades leves e diárias. Uma contagem de plaquetas abaixo do normal é chamada trombocitopenia ou plaquetopenia.

Quais as causas de plaquetas baixas?

Existem duas causas principais para uma diminuição do número de plaquetas no sangue: Produção insuficiente de plaquetas pela medula óssea, ou destruição das plaquetas pelo próprio organismo.

Produção insuficiente de plaquetas

A medula óssea pode não produzir plaquetas suficientes nas seguintes doenças e condições:

  • Aplasia de medula;
  • Câncer de medula óssea, como leucemia;
  • Cirrose hepática;
  • Deficiência de vitaminas (B9 e B12);
  • Infecções da medula óssea;
  • Síndrome mielodisplásica (doença em que a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes ou as produz com defeito);
  • Câncer;
  • Tratamento com quimioterapia.
Destruição das plaquetas

O exame de plaquetas pode apresentar uma contagem com valores baixos se as plaquetas estiverem sendo destruídas na circulação sanguínea, no baço ou no fígado. Isso pode ocorrer nas seguintes condições:

  • Infecções ou viroses, como dengue e zika;
  • Uso de medicamentos, como anticoagulantes;
  • Aumento do baço devido outras doenças como esquistossomose, hepatite, malária, mononucleose, entre outras;
  • Doenças autoimunes, como a purpura trombocitopenica idiopática (PTI) e lúpus eritematoso sistêmico;
  • Desordem que causa a formação de coágulos como a CIVD (coagulação intravascular disseminada);
  • Tratamentos contra o câncer com radioterapia ou quimioterapia.
Quais os sintomas de plaquetas baixas?

Uma pessoa com as plaquetas baixas pode não manifestar sintomas ou apresentar:

  • Sangramentos na boca e na gengiva;
  • Hematomas;
  • Sangramento nasal;
  • Erupção cutânea (aparecimento de pequenas manchas vermelhas na pele chamadas petéquias).

Outros sintomas de plaquetas baixas dependem da causa.

As hemorragias são a principal complicação das plaquetas baixas, podendo ocorrer inclusive no cérebro ou no trato digestivo.

Qual é o tratamento para plaquetas baixas?

O tratamento para plaquetas baixas consiste primeiro em tratar a causa base, se esta for diagnosticada, por isso depende da causa do problema.

Pessoas com plaquetas baixas que não apresentam sinais e sintomas não precisam de tratamento, desde que a condição permaneça estável e em acompanhamento.

Os casos mais graves podem precisar de tratamento mais específico ou até transfusão de plaquetas, para interromper ou prevenir sangramentos.

O médico que solicitou o exame de plaquetas é o responsável pela interpretação dos resultados e indicar o tratamento mais adequado ou encaminhar para um especialista, de acordo com cada caso.

Como identificar uma pessoa bipolar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não é uma tarefa fácil identificar uma pessoa bipolar, nem mesmo para o profissional na área, nesse caso o médico psiquiatra. Principalmente porque o transtorno bipolar é com frequência associado a outros transtornos psicossomáticos, dificultando na identificação dessas doenças.

Entretanto, podemos afirmar que uma pessoa bipolar apresenta como principais sintomas as mudanças acentuadas ou extremas de humor. O transtorno bipolar ou transtorno afetivo bipolar se caracteriza por períodos de tristeza ou depressão alternados com períodos de alegria e atividade exageradas, ou ainda com mau humor e irritação.

Os episódios ou períodos de extrema felicidade e muita atividade ou energia, constituem a fase da “mania”, enquanto os episódios de tristeza, baixa atividade ou energia caracterizam a fase da “depressão”. Por isso a bipolaridade também é conhecida como transtorno maníaco-depressivo.

Saiba mais em: O que é a Doença Bipolar?

Quais os sintomas da bipolaridade?

Os sintomas da bipolaridade são divididos entre as fases da mania e da depressão. A fase maníaca de uma pessoa bipolar pode durar de dias a meses e pode incluir os seguintes sintomas:

  • Distração fácil;
  • Participação excessiva em atividades;
  • Pouca necessidade de dormir;
  • Fraca capacidade de discernimento;
  • Falta de controle do temperamento;
  • Comportamentos imprudentes e falta de autocontrole, como beber, usar drogas, ter relações sexuais com muitos parceiros, jogar e fazer gastos exagerados;
  • Humor muito irritado;
  • Pensamentos acelerados;
  • Conversar bastante;
  • Ter falsas crenças sobre si mesmo ou suas habilidades.

Os episódios de depressão são mais frequentes que os de mania e podem incluir esses sintomas:

  • Tristeza ou humor deprimido diariamente;
  • Dificuldade de concentração, memória ou tomada de decisões;
  • Problemas com a alimentação, como falta de apetite e perda de peso ou consumo exagerado de alimentos e ganho de peso;
  • Fadiga ou falta de energia;
  • Sentimentos de incapacidade, desesperança ou culpa;
  • Perda de prazer por atividades que gosta de fazer;
  • Falta de autoestima;
  • Pensamentos de morte ou suicídio;
  • Dificuldade em adormecer ou dormir demais;
  • Afastar-se de amigos ou atividades que antes despertavam interesse.

Os sintomas maníacos e depressivos podem se intercalar, um após o outro, chamado ciclagem rápida, assim como acontecer ao mesmo tempo, denominado de estado misto.

Bipolaridade tem cura? Como é o tratamento?

O transtorno afetivo bipolar não tem cura. Contudo, é possível manter a doença sob controle. O principal objetivo do tratamento da bipolaridade é tornar os episódios menos frequentes e intensos, ajudando a pessoa a ter um bom desempenho na execução das suas atividades diárias e na sua vida pessoal, social e profissional.

O tratamento inclui:

  • Medicamentos, os mais utilizados são os Estabilizadores de humor, Antipsicóticos e Antidepressivos);
  • Psicoterapia e ou
  • Eletroconvulsoterapia.

Na fase maníaca, o paciente pode precisar permanecer em hospital especializado, até que seu humor se estabilize e seu comportamento esteja sob controle.

Especialmente porque pessoas portadoras de transtorno bipolar, apresentam maior propensão de cometer suicídio. Sendo assim, nas fases mais graves, esses pacientes devem ser vigiados por 24 h, diariamente, para seu próprio benefício.

Além disso, são paciente com forte ligação a outros vícios, como o consumo excessivo de álcool ou outras substâncias, o que pode piorar ainda mais os sintomas e o risco de suicídio.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno afetivo bipolar. Na observação de algum desses sintomas, não hesite em procurar um especialista.

Tosse com catarro: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A tosse produtiva é popularmente chamada de tosse com catarro.

Se o muco (ou catarro) eliminado ao tossir for de coloração mais transparente, sugere um quadro de gripe ou resfriado, e não provoca maiores preocupações. Entretanto, esteja atento no caso de muco amarelado, esverdeado ou com presença de estrias de sangue.

A tosse é a expulsão súbita e forçada de ar dos pulmões, com o objetivo de "limpar" o sistema respiratório e proteger os pulmões contra partículas e/ou germes inalados. É uma defesa involuntária do nosso organismo.

O que pode ser? Causas da tosse produtiva

As causas mais comuns de tosse produtiva (tosse com catarro) são:

  • Gripes e resfriados;
  • Gotejamento pós-nasal (drenagem de secreções do nariz pela garganta ou pela faringe), mais comum quando se deita;
  • Sinusite;
  • Pneumonia;
  • Crise de asma ou Bronquite crônica;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) descompensada;
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em períodos de crise;
  • Tuberculose ou outras infecções pulmonares;
  • Corpo estranho (mais comum em crianças).
O que fazer em caso de tosse produtiva?

Se a tosse produtiva que você apresenta vem acompanhada dos sinais de alerta listados abaixo, você deve procurar um/a médico/a:

  • Falta de ar;
  • Expectoração de Sangue;
  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Se for portador de doenças crônicas;
  • Se fizer uso de medicamentos que reduzem a imunidade, como corticoides;
  • Ou na presença de fatores de risco para tuberculose (como contato recente com pessoas portadoras da doença).
Tratamento da tosse produtiva

O tratamento da tosse produtiva depende da sua causa e pode incluir:

  • Aumento de ingesta hídrica (pelo menos 2 litros de água por dia);
  • Antibióticos (se a tosse for provocada por bactérias);
  • Expectorantes (medicamentos que facilitam a excreção de muco).

Os Antitussígenos (medicamentos que inibem a tosse), geralmente são contraindicados, porque podem impedir a eliminação do catarro, perpetuando a infecção. Mas cada caso deve ser avaliado individualmente.

O que posso usar em casa para aliviar a tosse produtiva? Mel

O mel tem ação anti-inflamatória, ajuda a dilatar os pulmões e aliviam a irritação na garganta. Pode ser usado tanto para ajudar no tratamento da tosse com catarro ou da tosse seca.

Você pode consumir uma colher de sopa de mel antes de dormir. Para as crianças, o indicado é uma colher de sobremesa antes de dormir.

Gengibre

O gingerol, substância presente no gengibre tem ação anti-inflamatória e antibacteriana e pode ser utilizado no tratamento da tosse produtiva (tosse com catarro).

Se você apresenta tosse acompanhada de febre, falta de apetite, mal estar, dor no peito, o mais indicado é que procure um serviço de emergência o mais rápido possível, para adequada avaliação.

Veja também: Tosse com catarro: o que fazer?