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Quais os benefícios da pera durante a gravidez?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Especialmente durante a gestação, o consumo de frutas e o hábito de uma alimentação saudável são essenciais. Os benefícios que as frutas trazem à mãe também são repassados ao bebê e, deste modo, algumas frutas são mais benéficas que outras. A pera se enquadra nesta condição de trazer benefícios importantes para a mulher e o feto durante a período gestacional.

1. Auxilia na manutenção do peso

A pera é uma fruta que possui alta densidade nutricional. É rica em nutrientes, fibras e possui baixo teor calórico. Isto quer dizer que a pera é capaz de oferecer nutrição e, ao mesmo tempo, auxiliar na manutenção do peso por promover saciedade. Evitar o sobrepeso é importante para que não ocorram complicações durante a gravidez.

2. Promove o bom funcionamento intestinal

Durante a gravidez é comum que os intestinos funcionem de forma mais lenta. Nestes casos, a pera pode ser uma importante aliada para promover o bom funcionamento intestinal. A alta concentração de fibras presentes na fruta ajuda a regular a função e estimula a motilidade intestinal. A maior concentração de fibras da fruta é encontrada em sua casca. Por este motivo, lave bem a pera e consuma sem descascá-la.

3. Ajuda a manter a hidratação

Rica em água e potássio, a ingestão de pera auxilia na hidratação do organismo. Na gravidez o estado de hidratação da mulher deve ser observado, uma vez que a água é importante no desenvolvimento da gestação e formação do bebê. Além disso, o potássio é importante para o bom funcionamento do coração, dos neurônios e do coração.

4. Promove reforço ao sistema imunológico

A grande quantidade de vitamina C presente na pera ajuda a fortalecer o sistema imunológico a mulher grávida e ajuda a evitar gripes infecções. Estes distúrbios podem ser bastante prejudiciais durante a gestação.

Uma pera média possui cerca de 101 Kcal. Sua composição nutricional é de 0,2 g de gordura, 27,1 g de carboidratos, 0,6 g de proteínas e 5,5 g de fibra e 149,4 g de água. É rica em vitamina C, vitaminas do complexo B, vitamina E e K. Contém altas concentrações de potássio, cálcio, magnésio e fósforo e médias quantidades de cobre, ferro, manganês, selênio e zinco.

Durante a gravidez é ainda mais importante que a mulher tenha uma alimentação saudável, rica em nutrientes. Isto favorece a prevenção de complicações na gravidez e o desenvolvimento do feto.

Procure um/a nutrólogo/a ou nutricionista para obter um plano alimentar adequado à você e ao seu bebê.

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Noripurum® comprimidos mastigáveis: para que serve e como usar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Noripurum® comprimidos mastigáveis é indicado especificamente em casos de anemia provocados por deficiência de ferro. É utilizado em: síndromes (conjunto de sinais e sintomas) da deficiência de ferro que ainda não se manifestou ou se manifestou de forma suave; anemias por deficiência de ferro causadas por subnutrição e/ou carências alimentares tanto de qualidade quanto de quantidade; anemias motivadas pela má absorção intestinal; anemia por deficiência de ferro (ferropriva) durante a gravidez e a amamentação; anemia devida a sangramentos recentes ou por períodos longos e em condições em que seja conveniente a suplementação de fatores produzidos pelo sangue.

Como usar Noripurum® comprimidos mastigáveis

Noripurum® comprimidos mastigáveis devem ser administrados durante ou logo após as refeições.

A dose e a duração do tratamento com Noripurum® comprimidos mastigáveis dependem do grau de deficiência de ferro.

A dosagem varia também com:

  • A idade (crianças de 1 a 12 anos, crianças com mais de 12 anos e adultos) e com condições como a gravidez ou a lactação;
  • O grau de deficiência de ferro avaliando-se se existem ou não os sintomas de anemia.

Por estes motivos, Noripurum® comprimidos mastigáveis somente devem ser utilizados com orientação médica.

Contraindicações de Noripurum® comprimidos mastigáveis

O medicamento é contraindicado em casos de:

  • Alergias a medicamentos à base de ferro;
  • Doenças hepáticas agudas;
  • Distúrbios gastrointestinais;
  • Anemias que não são provocadas pela deficiência de ferro ou por problemas de absorção de ferro.
Efeitos colaterais de Noripurum® comprimidos mastigáveis

Noripurum® comprimidos mastigáveis é, de forma geral muito bem tolerado pelas pessoas que precisam utilizá-lo. As reações adversas são raras e ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que o utilizam. São eles:

  • Dor abdominal
  • Prisão de ventre
  • Diarreia
  • Enjoo
  • Dor de estômago
  • Indigestão
  • Vômitos
  • Distúrbios de pele: reações na pele como vermelhidão, urticária, erupções ou coceira na pele.

Se estes sintomas ocorrem, comunique-se com o seu/sua médico/a. Eles não são comuns.

Cuidados quanto ao uso de Noripurum® comprimidos mastigáveis

Noripurum® comprimidos mastigáveis devem ser utilizados com cautela nos seguintes casos:

  • Alcoolismo;
  • Hepatites;
  • Quadros de infecções agudas;
  • Estados inflamatórios do trato gastrointestinal (enterites, colite ulcerativa), pancreatite e úlcera péptica;
  • Portadores de anemias associadas a infecções e neoplasias (câncer);
  • Pessoas que sofreram transfusões sanguíneas repetidas devem ser rigorosamente acompanhadas quando em uso de Noripurum® comprimidos mastigáveis;
  • Usuários de prótese dentária devem lavar a boca e escovar as próteses logo depois de utilizar a medicação;
  • Mulheres grávidas somente devem usar Noripurum® comprimidos mastigáveis com adequada prescrição médica.

Siga a orientação médica quanto ao uso de Noripurum® comprimidos mastigáveis. Respeite os horários de administração do medicamento, as doses e a duração do tratamento.

Não utilize Noripurum® comprimidos mastigáveis sem prescrição médica.

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Tomar pílula do dia seguinte menstruada pode engravidar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As chances de engravidar se tomar a pílula do dia seguinte menstruada são praticamente nulas. Em primeiro lugar, porque a pílula do dia seguinte tem uma eficácia de até 98% na prevenção da gravidez, quando tomada nas 24 horas seguintes à relação. Em segundo lugar, porque as chances da mulher engravidar durante a menstruação são muito baixas.

A pílula do dia seguinte é considerada eficaz para prevenir a gravidez se for tomada em até 72 horas que ocorreu a relação. Porém, quanto mais tempo a mulher demorar para tomar a pílula, menor é a sua eficácia: nas primeiras 24 horas, pode chegar a 98%; após 48 horas, é de cerca de 85%; se a pílula for tomada 72 horas depois da relação, a eficácia cai para 58%.

Posso engravidar, mesmo tomando a pílula do dia seguinte?

Apesar de ser praticamente impossível engravidar tomando a pílula do dia seguinte menstruada, não se pode excluir uma pequena possibilidade de gravidez, ainda que ela seja mínima.

Para isso acontecer, a pílula do dia seguinte teria que falhar, você teria que ter um ciclo menstrual curto (21 dias ou menos) e um período menstrual com 7 dias de duração ou mais.

Supondo que você tenha tomado o medicamento nas 24 horas seguintes à relação, a probabilidade de falha é de cerca de 3%. Portanto, pode-se dizer que o risco de engravidar é de 3%.

Contudo, existe ainda o fato de estar menstruada. A menstruação é o período do mês que a mulher tem menos chances de engravidar, pois ela indica que o óvulo não foi fecundado. Esse óvulo costuma ser liberado cerca de 14 dias antes da menstruação, se o seu ciclo for de 28 dias, que é a duração média dos ciclos da maioria das mulheres. Lembrando que o ciclo menstrual começa no 1º dia de menstruação e termina no dia anterior à vinda do próximo período.

Se estiver menstruada não posso engravidar nunca?

Embora as chances de engravidar menstruada sejam muito baixas, uma vez que dificilmente a mulher estará no seu período fértil durante a menstruação, existe uma possibilidade.

O dia da ovulação fica na metade do ciclo. Portanto, se o seu ciclo menstrual for de 28 dias, o 14º dia é o seu dia mais fértil, em que tem mais chances de engravidar. Porém, como o espermatozoide pode permanecer vivo por até 72 horas dentro do corpo da mulher, o período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do dia da ovulação. Assim, o período fértil nesse caso vai do 11º ao 17º dia do ciclo menstrual.

Dessa forma, se o seu ciclo for de 28 dias, é impossível engravidar menstruada, independentemente de tomar ou não a pílula do dia seguinte, pois você não estará no seu período fértil. A ovulação só irá acontecer depois de 14 dias que veio a menstruação.

Por outro lado, os ciclos menstruais podem ter de 21 a 35 dias de duração. Se o seu ciclo for de 21 dias, por exemplo, o seu dia fértil será o 10º ou 11º dia. Nesse caso, o período fértil irá começar no 7º dia do ciclo menstrual. Se você tiver um período menstrual de 7 dias e tiver relação no último dia de menstruação, já estará no seu período fértil, pois estará no 7º dia do ciclo. Nessa situação, existe a possibilidade de engravidar menstruada.

Portanto, se o seu ciclo tiver 21 dias ou menos e a sua menstruação durar 7 dias ou mais, você pode engravidar durante o período menstrual. Entretanto, como tomou a pílula do dia seguinte, muito provavelmente você não está grávida.

Todavia, se a dúvida persistir, espere pela próxima menstruação. Se ela atrasar uma semana, faça um teste de gravidez.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte durante a menstruação, consulte um médico clínico geral, médico de família ou ginecologista.

Tive relação menstruada e ela parou. Posso estar grávida?

Se teve relação sexual menstruada e ela parou, é um sinal de que o seu período menstrual chegou ao fim. Não é nenhum sintoma de que você está grávida. Fazer sexo menstruada não interrompe a menstruação, mesmo que a relação tenha originado uma eventual gravidez. Pelo contrário, a estimulação durante o ato pode gerar contrações uterinas que expulsam o sangue do útero, podendo aumentar o sangramento.

Além disso, quando a mulher está menstruada, é um sinal de que o óvulo não foi fecundado. Esse óvulo é liberado cerca de 14 dias antes do 1º dia de menstruação, se você tiver um ciclo de 28 dias. Isso significa que, no caso de haver relação sexual durante a menstruação, não haverá óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide.

Se for esse o seu caso, é impossível estar grávida. Porém, 28 dias é a duração média dos ciclos, que podem ter duração mais curta, de 21 dias, ou mais longa, de até 35 dias. Se o seu ciclo for de 21 dias, você pode engravidar se tiver relação sexual menstruada.

Ter relação menstruada engravida?

A mulher que tem relação sexual menstruada dificilmente engravida. Aliás, é muito difícil engravidar durante a menstruação, pois esse é o período do mês que está mais distante do dia da ovulação. Contudo, se você tiver um ciclo menstrual curto e um período menstrual longo, a chance de gravidez existe. Por isso, embora seja muito improvável, não é impossível.

A maioria das mulheres tem um ciclo menstrual de 28 dias, em média. Cada ciclo começa no 1º dia de menstruação e termina no dia anterior à vinda do próximo período. A ovulação ocorre exatamente no meio do ciclo. Nesse caso, no 14º dia. Esse é o dia mais fértil e, portanto, com maior probabilidade de engravidar.

Porém, o espermatozoide pode permanecer vivo no corpo da mulher durante 72 horas. Por isso, o período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do dia da ovulação. Portanto, o período fértil num ciclo de 28 dias vai do 11º ao 17º dia. Esse é período do mês que pode ocorrer uma gravidez se tiver relações sexuais sem usar método anticoncepcional.

Veja também: Como calcular o Período Fértil?

Assim, se o seu ciclo for de 28 dias, o seu período fértil só começa 11 dias depois do 1º dia de menstruação. Tendo em conta que o período menstrual, em condições normais, dura no máximo 7 dias, seria impossível, nesse caso, estar grávida, mesmo que tenha tido relação sexual no último dia de menstruação.

Quando é possível engravidar se tiver relação menstruada?

A duração média do ciclo menstrual é de 28 dias. Contudo, é importante lembrar que ciclos menstruais com duração de 21 a 35 dias são considerados normais.

Assim, se uma mulher tem um ciclo de 21 dias, o seu dia mais fértil seria o 10º ou 11º dia do ciclo. O período fértil nesses casos iria do 7º ao 14º dia. Nesse caso, se houver relação sexual no último dia de menstruação (considerando um período menstrual de 7 dias), a mulher já está no seu período fértil, pois seria o 7º dia.

Portanto, é possível engravidar menstruada se você tiver um ciclo menstrual de 21 dias ou menos e o seu período menstrual tiver duração de 7 dias ou mais. Quanto mais próxima do fim da menstruação ocorrer a relação sexual, maiores são as chances de gravidez.

O que deve fazer é esperar pela próxima menstruação. Se ela atrasar uma semana, faça um teste de gravidez. Se, por acaso, você estiver grávida, é no próximo período menstrual que a gravidez irá se manifestar. Nesse caso, com atraso e ausência de menstruação no período esperado.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral, médico de família ou ginecologista.

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Comer abacate aumenta o colesterol? Quais os benefícios para a saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Evidências científicas demonstraram que uma alimentação saudável e balanceada associada a ingestão de abacate traz benefícios à saúde, especialmente, em relação à redução do colesterol e à prevenção de doenças cardiovasculares.

A fruta possui alto valor nutricional. É rica em proteínas, vitaminas A, B1, B2 D e E, ácido fólico, ácidos graxos ômega, fitoesteróis, tocoferóis e esqualeno. Também tem boa quantidade de cálcio, potássio, magnésio, sódio, fósforo, enxofre e silício.

Abacate e a redução de colesterol

Compostos bioativos presentes na polpa do abacate como os fitoesteróis (β-sitosterol) são os principais responsáveis pela redução dos índices de colesterol. A ação desta substância se relaciona com a inibição da absorção de colesterol nos intestinos e com a redução da síntese de colesterol pelo fígado.

Alguns estudos mostraram ainda que os fitoesteróis atuam sobre os níveis de colesterol total no sangue e sobre o colesterol ruim (LDL), sem afetar o bom colesterol (HDL) e os triglicerídeos sanguíneos.

Além disso, a diminuição do colesterol está também associado à substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas que pormovem a redução no colesterol total e aumento dos níveis de HDL.

Planos alimentares ricos em fitoesteróis, presentes em abundância no abacate, podem diminuir os níveis de colesterol total e do LDL (colesterol ruim). Uma pesquisa realizada no México mostrou uma redução média de 17% nos níveis de colesterol no sangue de 45 voluntários que ingeriram abacate uma vez por dia durante uma semana,

Regulação da atividade muscular e proteção de doenças cardiovasculares

O abacate se destaca pelos elevados índices de potássio, o que ajuda a regular a atividade muscular e protege o corpo contra as doenças cardiovasculares.

Prevenção de câncer

A fruta é também fonte de um antioxidante chamado glutationa. Esta substância tem ação sobre compostos que são potencialmente cancerígenos. Já os fitoesteróis (β-sitosterol) atuam inibindo a carcinogênese (processo de formação do câncer).

Fortalecimento do sistema imunológico

O β-sitosterol, fitoesterol presente no abacate, é também importante para o fortalecimento do nosso sistema imunológico. Este composto aumenta a produção das células de defesa do organismo e, deste modo, desempenha importante contribuição no tratamento de infecções e de doenças como câncer e HIV.

Auxílio nos processos de emagrecimento

É também o β-sitosterol, abundante no abacate, que ajuda as pessoas que desejam emagrecer. A substância reduz a compulsão alimentar e o acúmulo de gordura na região abdominal. Além disso, por ser rico em fibras, o consumo de abacate promove a sensação de saciedade e melhora o trânsito intestinal.

O abacate, a depender do seu tamanho, possui entre 140 e 228 Kcal. A polpa da fruta contém de 67 a 78% de umidade, 13,5 a 24% de lipídios, 0,8 a 4,8% de carboidratos, 1,0 a 3,0% de proteína e 1,4 a 3,0% de fibra.

Por ser bastante calórico e ser rico em lipídios (gorduras), que no caso do abacate são boas gorduras, deve ser integrado em uma rotina alimentar saudável e abundante em frutas, verduras, legumes e carnes magras.

Para uma orientação nutricional eficaz e segura que favareça a manutenção da sua saúde, consulte um/a nutricionista ou nutrólogo/a.

Que remédios posso usar para corrimento vaginal?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O remédio que você pode utilizar para tratar o corrimento vaginal depende do agente causador da inflamação e/ou infecção. Para definir o medicamento indicado é importante consultar um/a ginecologista. De forma geral, as infecções são tratadas com medicamentos de aplicação local como cremes e comprimidos vaginais ou em forma de gel. Associada à medicação tópico, pode ser necessário o uso de remédios por via oral.

Diagnóstico do corrimento vaginal

Por meio de um exame ginecológico é possível diagnosticar corretamente os tipos de corrimento vaginal. Se o corrimento apresentar odor fétido e coloração esverdeada ou amarelada e, além disso, for acompanhado de sintomas de irritação como ardência, dor, prurido (coceira) e vermelhidão na vagina e/ou vulva é provável que você esteja com uma infecção ginecológica.

Nestes casos, durante o exame ginecológico se verifica a presença de cervicite (inflamação do útero), vaginite (inflamação com ou sem infecção da mucosa vaginal e vulva) ou de corrimento vaginal sem sinais de inflamação. Amostras do corrimento podem ser coletadas com o objetivo de avaliar o pH vaginal e para análise microscópica e cultura.

Lembre-se que, naturalmente, é produzida na vagina uma secreção que pode ter aspecto espesso, aquoso ou elástico, de cor branca leitosa ou transparente e sem odor ou com odor muito suave.

É importante relatar ao/a médico/a o início dos sintomas, há quanto tempo eles estão presentes, se usou algum produto diferente na região genital ou durante o ato sexual (lubrificantes, espermicida).

Tratamento do corrimento vaginal

Não existe um tratamento único para todos tipos de corrimento. O tratamento é efetuado de acordo com a causa da inflamação e/ou infecção. É feito com medicamentos antifúngicos ou antibióticos, em casos de infecção por fungos ou bactérias. Episódios de vaginite atrófica (secagem e inflamação das paredes da vagina devido a redução da produção de estrógeno) são tratados com administração local de cremes de estrogênio.

O parceiro sexual também deve ser tratado mesmo que não apresente sintomas de infecção ou inflamação. O tratamento do parceiro impede a reinfecção e o prolongamento da doença ginecológica.

Se você está apresentando corrimento vaginal e ou sinais de irritação (dor, ardor, coceira, vermelhidão) não deixe de procurar um/a ginecologista. Não utilize medicamentos orais ou vaginais sem indicação médica.

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Espinafre cura anemia?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O consumo de espinafre é importante na prevenção e pode ser um aliado no tratamento de anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva). Este tipo de anemia causa a diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue e/ou a redução da hemoglobina (componente dos glóbulos vermelhos que tem a função de transportar o oxigênio).

Espinafre e anemia

O espinafre, como os demais alimentos vegetais de cor verde-escura, são fontes de um tipo de ferro chamado ferro não-heme. Para que o ferro do espinafre seja absorvido pelo organismo e ajude na prevenção e tratamento da anemia, é necessário que ele seja consumido junto com alimentos ricos em vitamina C (ácido ascórbico).

Alimentos vegetais ricos em ferro
  • Espinafre
  • Brócolis
  • Couve
  • Acelga
  • Ervilha
  • Feijões (preto, branco, verde)
  • Lentilha
  • Grão-de-bico
  • Abóbora
  • Beterraba
  • Amendoim
  • Sementes de abóbora
  • Sementes de girassol
  • Noz
  • Uva passa
  • Abacate
  • Pistache
  • Cacau em pó
  • Tofu
  • Aveia em flocos

O consumo destes vegetais deve ser acompanhado de outros alimentos ricos em vitamina C: morangos, laranja, limão, abacaxi, pimentão.

Quais são os sintomas de anemia?

Os sintomas de anemia se iniciam de forma leve e vão se acentuando. São eles:

  • Cansaço
  • Palidez
  • Dores de cabeça
  • Dificuldade de concentração
  • Unhas frágeis
  • Tontura
  • Falta de apetite
  • Desmaio
  • Falta de ar

O diagnóstico é feito com base nos sintomas clínicos e em exames laboratoriais de sangue.

O tratamento consiste em uma alimentação rica em ferro e, de acordo com os exames, em suplementação de ferro.

Se você suspeita que pode estar com anemia, adote uma alimentação saudável e procure um/a médico/a. Não utilize suplementos sem prescrição.

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Pomada Diprogenta: para que serve e como usar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A Diprogenta ® é uma pomada ou creme com ação anti-inflamatória e antibiótica. O medicamento serve para tratar inflamações e doenças de pele como psoríase, líquen simples crônico, líquen plano, intertrigo eritematoso, disidrose, dermatite de contato, dermatite atópica, dermatite seborreica, dermatite esfoliativa, dermatite solar, dermatite de estase e coceira no ânus e na região genital.

Os princípios ativos da Diprogenta ® são o dipropionato de betametasona, um corticoide com forte ação anti-inflamatória, e o sulfato de gentamicina, que tem ação sobre as bactérias sensíveis a esse antibiótico. A Diprogenta ® começa a atuar rapidamente e o seu efeito é prolongado.

Quais as contraindicações da Diprogenta ®?

A Diprogenta ® é contraindicada para pessoas que já apresentaram alergia ou alguma reação a algum dos componentes da fórmula da pomada.

Pessoas com tuberculose de pele e infecções de pele provocadas por vírus ou fungos.

A Diprogenta ® não deve ser aplicada nos olhos e não deve ser usada em crianças com menos de 2 anos de idade.

Mulheres grávidas devem usar Diprogenta ® apenas com orientação médica. Se houver suspeita de gravidez, o médico deve ser informado imediatamente.

Não se sabe se após a aplicação de Diprogenta ®, o corticoide presente na pomada é absorvido pelo corpo em quantidades suficientes para ser excretado no leite materno. Por isso, mulheres que estão amamentando devem suspender a amamentação ou o tratamento. Nesses casos, cabe ao médico avaliar os riscos e os benefícios em usar o medicamento e decidir junto a paciente a melhor opção.

Como usar Diprogenta ®?

Aplique uma camada fina de Diprogenta ® sobre toda a área afetada de 1 a 2 vezes ao dia, que dependerá do tipo de lesão. Cabe ao médico determinar a dose e tempo de tratamento para cada caso.

No caso de esquecimento ou atraso de uma dose de Diprogenta ®, deve aplicá-la assim que se lembrar e seguir com os horários normais pré-estabelecidos nas aplicações seguintes (manhã e noite).

Quais os efeitos colaterais da Diprogenta ®?

Os efeitos colaterais mais comuns estão relacionados ao uso incorreto da pomada, seja por curativos muito apertados, mantidos fechados por tempo prolongado ou uso de quantidade excessiva da pomada, fatores que levam ao aumento de umidade local e maceração da pele.

Pode ocorrer também a infecção secundária por fungos ou bactérias multirresistentes, nesse caso quando a pomada é utilizada por mais tempo do que prescrito.

Por isso é fundamental fazer uso de pequena quantidade de pomada e apenas pelo tempo prescrito pelo médico.

Outros efeitos colaterais, que apesar de menos comuns estão descritos pelos estudos:

Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos): vermelhidão, coceira, reação alérgica, irritação, atrofia, manchas roxas, infecção, ardência e inflamação na pele, além de dilatação dos vasos sanguíneos da pele e inflamação dos folículos pilosos.

Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,01% a 0,1% dos casos): estrias, crescimento de pelos, erupções na pele parecidas com espinhas, urticária, feridas na pele, despigmentação da pele, queda de pelos, aumento da sensibilidade da pele, ressecamento da pele e formação de pequenas bolhas na pele.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso de Diprogenta ®, consulte um médico clínico geral, médico de família ou dermatologista.

Quais os benefícios da couve para a saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A couve é um alimento muito nutritivo e, por este motivo, traz diversos benefícios à saúde. É rica em proteínas, cálcio, ferro, vitamina C, betacaroteno e fibras. Por ser um vegetal crucífero, possui altas concentrações de vitaminas e minerais que são essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo.

1. Promove uma melhor digestão e funcionamento intestinal

O consumo de couve auxilia na manutenção da saúde do estômago. O fitoterápico chamado sulforafano, presente nos vegetais crucíferos, protege o estômago e impede a proliferação e a infecção por bactérias Helicobacter pylori, responsáveis pelo desenvolvimento de gastrite, úlcera péptica e câncer de estômago.

As fibras presentes nas folhas de couve ajudam a manter o volume de água nos intestinos e a formar o bolo fecal. Deste modo, favorecem a motilidade, promovem a regularidade e o bom funcionamento intestinal.

2. Auxilia na redução do colesterol

As fibras, presentes em alta concentração nas folhas de couve, auxiliam no controle e redução do colesterol. Na medida em que estas fibras passam pelo intestino, a gordura ingerida com a alimentação é absorvida e, posteriormente, eliminada nas fezes.

A redução do colesterol ocorre também pela alta capacidade de ligação aos ácidos biliares no trato digestivo. Vale destacar que os ácidos biliares são constituídos a partir do colesterol e que a ligação adicional de colesterol aos ácidos biliares e a sua excreção provocam, portanto, uma redução efetiva dos níveis de colesterol no sangue.

Estudos demonstraram que as folhas de couve cozidas no vapor têm maior capacidade de se ligar aos ácidos biliares do que outros vegetais crucíferos como brócolis, repolho, couve de Bruxelas, mostarda e couve-flor.

3. Ajuda no controle da diabetes

Por ser rica em fibras, a ingestão regular de couve em um plano alimentar saudável pode auxiliar no controle dos níveis de insulina e, por consequência, no controle da diabetes. Estudos verificaram que pessoas portadoras de diabetes tipo 1 que consomem uma alimentação rica em fibras possuem reduzidos níveis de glicose.

Para quem tem diabetes tipo 2, a alimentação com alto teor de fibras tem a capacidade de reduzir os níveis de lipídios e de melhorar a concentração de insulina no sangue.

4. Atua na prevenção de câncer

Os glucosinolatos, compostos encontrados nos vegetais crucíferos (couve, couve de Bruxelas, brócolis, mostarda e couve-flor), têm sido estudados quanto ao seu poder de impedir a proliferação de câncer de pulmão, mama, próstata e colorretal em diferentes estágios.

Estas substâncias também estão sendo estudadas para o combate ao câncer de pele, esôfago e pâncreas. Entretanto, os resultados das pesquisas para estes tipos de câncer ainda são preliminares e necessitam ser mais bem estudadas.

5. Fortalece os ossos e protege as células nervosas

Por ser rica em vitamina K, a couve tem atuação importante para o aumento da massa óssea a para contenção de lesões dos neurônios.

A vitamina k atua como um importante modificador de proteínas da matriz óssea. Esta ação faz com que a absorção de cálcio aumente e a sua eliminação por meio da urina seja reduzida, o que propicia o aumento da massa óssea.

Além disso, a vitamina K é importante para pessoas com doença de Alzheimer uma vez que ela limita as lesões dos neurônios.

6. Benéfico para mulheres grávidas

A couve é rica em ácido fólico que tem como principal função a produção de novas células. Além de auxiliar na manutenção da saúde do sistema nervoso, o ácido fólico ajuda a fechar o tubo neural dos bebês durante a gestação. Alguns estudos demonstraram também que a vitamina K pode reduzir o risco de lábio leporino e distúrbios cardíacos em bebês.

Uma alimentação saudável é chave para a sua saúde. Priorize alimentos naturais como frutas, legumes, verduras e carnes magras e não faça dietas radicais sem orientação nutricional.

Para que serve Alginac? É verdade que engorda?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O Alginac ® 1000 é um medicamento com ação analgésica, anti-inflamatória e antineuritica (contra inflamação dos nervos). O Alginac ® serve para tratar dor na região inferior das costas (lombalgia), dor no pescoço (cervicalgia), dor nos braços, inflamação de raízes nervosas (radiculite), dor nos nervos entre as costelas (neuralgia intercostal), síndrome do túnel do carpo, fibromialgia, espondilite (inflamação das vértebras) e doenças dos nervos periféricos.

O Alginac ® 1000 tem como princípios ativos o anti-inflamatório diclofenaco sódico e as vitaminas B1, B6 e B12.

Alginac ® engorda?

Alginac ® não engorda. O uso do medicamento não está associado a ganho de peso e o fabricante não refere esse efeito como uma das possíveis reações adversas da medicação.

O Alginac ® é um anti-inflamatório não hormonal, uma classe de medicamentos que não provoca ganho de peso. Já os corticoides, que são anti-inflamatórios hormonais, podem sim fazer a pessoa engordar.

Contudo, em situações raras, o Alginac ® pode causar retenção de líquido e inchaço. Esses são alguns dos seus possíveis efeitos colaterais que podem eventualmente estar associados ao ganho de peso. Contudo, trata-se de acúmulo de água no corpo e não gordura propriamente dita.

Por outro lado, o Alginac ® pode causar falta de apetite e, nesse caso, até poderia ajudar a perder peso. No entanto, não há dados suficientes para determinar a frequência desse efeito colateral (falta de apetite) e o fabricante não relata o emagrecimento como sendo um possível efeito colateral do Alginac ®.

Como tomar Alginac ®?

Em geral, a dose recomendada de Alginac ® é de 1 comprimido, duas a três vezes ao dia. Recomenda-se tomar Alginac ® depois das refeições. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros (não devem ser partidos ou mastigados), juntamente com algum líquido.

O medicamento deve ser usado pelo tempo determinado pelo médico, que também irá determinar a dose adequada, de acordo com cada caso. É importante respeitar os horários de tomar Alginac ® e a duração do tratamento. A interrupção do tratamento não deve ser feita sem conhecimento médico.

Para maiores informações sobre as indicações e os possíveis efeitos colaterais do Alginac ®, consulte o médico que receitou a medicação.

Valeriana serve para tratar ansiedade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, a valeriana é uma planta com propriedades calmante e sedativa, sendo indicada para casos leves de ansiedade, estresse, irritabilidade, agitação nervosa e insônia. A Valeriana officinalis, nome científico da planta, possui em sua composição diversas substâncias que atuam juntas para produzir todos esses efeitos, com benefícios comprovados na melhora da qualidade do sono e bem estar.

A Valeriana officinalis pode ser consumida sob a forma de extrato, cápsulas ou chá. O seu principal efeito é diminuir o tempo de indução do sono, ou seja, a pessoa adormece mais rápido. Trata-se de um “sonífero” natural. Por isso, a planta serve para auxiliar o tratamento de insônia associada à ansiedade leve.

Valeriana officinalis

Para usufruir dos benefícios sedativos e melhorar a qualidade do sono, recomenda-se tomar o extrato, a cápsula ou o chá da planta 30 minutos a 2 horas antes de se deitar.

A valeriana também tem ação antiespasmódica, significa que a planta previne e alivia os espasmos musculares de músculos lisos presentes em órgãos como intestino, estômago, útero e bexiga, sendo também indicada para alívio de cólicas. E ainda, é muito utilizada na substituição de ansiolíticos alopáticos, como os benzodiazepínicos (diazepam e lorazepam), por não causar dependência química.

Como a valeriana funciona?

As propriedades medicinais da valeriana vêm da ação conjunta de 3 princípios ativos que atuam no funcionamento das células cerebrais:

  • Valepotriatos: estabilizam as respostas emocionais e induzem à sedação;
  • Sesquiterpenos: aumentam os níveis de GABA, um neurotransmissor que desacelera a atividade cerebral;
  • Lignanas: têm ação sedativa.

Os mecanismos de ação da valeriana, responsáveis pela sua propriedade sedativa, não estão totalmente esclarecidos. Contudo, acredita-se que a sua capacidade de induzir o sono esteja relacionada com o aumento da produção ou com a diminuição da degradação do neurotransmissor GABA.

O GABA é uma substância que atua na modulação da transmissão dos sinais entre as células nervosas. Trata-se de um inibidor do sistema nervoso central, ou seja, diminui a atividade cerebral, causando sonolência e relaxamento.

Quais os efeitos colaterais da valeriana?

Desde que usada nas doses indicadas, a valeriana não produz efeitos colaterais. Porém, em excesso, pode causar cansaço, diminuição dos batimentos cardíacos (bradicardia), arritmia, prisão de ventre, sonolência, cólicas abdominais, tontura, tremores e dilatação das pupilas. Porém, esses efeitos colaterais desaparecem em até 24 horas depois de suspender o seu uso.

O uso de Valeriana officinalis por tempo prolongado pode causar dor de cabeça, cansaço, insônia, dilatação das pupilas e distúrbios cardíacos.

Deve-se ter cuidado quando optar por suspender a valeriana após uso de altas doses e por períodos prolongadas, devido ao risco de síndrome de abstinência.

Quando utilizada junto a outros medicamentos sedativos ou tranquilizantes, a valeriana pode potencializar o efeito dos mesmos. Da mesma forma, o álcool aumenta o efeito sedativo da valeriana. Por essa razão, não se deve misturar bebidas alcoólicas com Valeriana officinalis.

Mulheres grávidas ou que estão amamentando só devem utilizar valeriana com orientação médica.

Como tomar valeriana?

As doses de Valeriana officinalis variam conforme a forma de consumo da planta, os efeitos pretendidos e a sensibilidade de cada pessoa. Em geral, recomenda-se tomar valeriana da seguinte forma:

  • Chá: 1,5 g de valeriana para cada 150 ml de água - tomar até 3 xícaras por dia;
  • Extrato líquido: 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
  • Extrato seco (cápsulas): 100 mg a 400 mg ao dia.

No caso do chá, recomenda-se esmagar a planta e utilizar água fria, deixando depois em repouso durante várias horas (todo o dia ou toda a noite) antes de beber.

Para maiores informações sobre as indicações da valeriana, consulte um médico clínico geral, médico de família ou homeopata.

Limpeza de pele faz bem para a saúde? Quem tem lesões de pele, pode fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A limpeza de pele é um procedimento estético que pode sim trazer benefícios à saúde da pele se for realizado por um dermatologista, esteticista devidamente treinado ou fisioterapeutas dermato-funcionais.

É indicado para a remoção das impurezas da pele, cravos abertos (pontos pretos) e fechados (pontos brancos) e milliuns (pequena lesão amarelada que surge no rosto, especialmente na pele em torno dos olhos.

Quem tem lesões de pele pode fazer a limpeza?

Como regra geral, especialmente quem tem acne muito inflamada, ou qualquer outra lesão de pele não pode fazer a limpeza profunda. Entretanto, é importante passar pela avaliação de um/a dermatologista para se certificar sobre a indicação da limpeza de pele.

Como é feita a limpeza de pele?

A limpeza de pele é efetuada em cinco etapas: assepsia, esfoliação, extração, aplicação de alta frequência, máscara e, por último, do filtro solar.

Assepsia

Nesta etapa faz-se uma higiene na pele com cremes de limpeza desengordurantes que retiram a maquiagem, produtos cosméticos, oleosidade da pele e sujidades decorrentes da poluição.

Esfoliação

A esfoliação é realizada com a aplicação loções de efeito abrasivo que afinam a camada mais superficial da pele. Isto facilita a remoção de cravos abertos e fechados

que não estejam inflamados.

Extração

Nesta fase da limpeza de pele os cravos são espremidos com os dedos e uma microagulha é utilizada para remover os milliuns. Entretanto, antes de espremer as regiões da pele que contenham cravos milliuns, um vapor de ozônio é utilizado com o objetivo de dilatar os poros para facilitar a retirada manual e cuidadosa. Após aplicação do vapor de ozônio uma fina camada de algodão com produto emoliente é colocada sobre o rosto associado ao uso de vapor de água. Somente após estes procedimentos a retirada manual de cravos e milliuns é iniciada com delicadeza.

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Alta frequência

O objetivo da aplicação de equipamento de alta frequência durante a limpeza de pele é aproveitar os seus efeitos cicatrizantes e anti-inflamatório em áreas da pele com microlesões decorrentes da própria limpeza. A alta frequência atua também como bactericida e bacteriostático, por destruir e controlar a proliferação de algumas bactérias, e como fungicida (elimina alguns tipos de fungos).

Máscara

A aplicação da máscara é a penúltima etapa da limpeza de pele. Sua função é de acalmar a pele após o procedimento. As máscaras à base de mentol e azuleno são as mais utilizadas e sua escolha ocorre de acordo com o tipo de pele.

Filtro solar

A finalização da limpeza de pele é realizada com a aplicação do filtro solar. Os filtros em gel e loção são os mais indicados, pois evitam a obstrução dos poros. O fator de proteção utilizado deve ser superior a 30.

Cuidados após a limpeza de pele
  • Não se exponha ao sol: após a limpeza, a pele pode ficar mais sensível e irritada. Por este motivo não se recomenda a exposição solar.
  • Realize higiene diária de acordo com o seu tipo de pele.
  • Utilize filtro solar com proteção superior a 30, reaplicando em torno de 3 vezes ao dia.
  • Se sua pele estiver muito vermelha utilize produtos cicatrizantes, nos dois primeiros dias após a limpeza, e calmantes como a água termal. Busque orientação profissional para a escolha do produto mais indicado.

A limpeza de pele é indicada também para remover células mortas e manter a pele saudável e macia.

O tempo entre uma limpeza de pele e outra vai depender de cada pessoa.

Consulte um profissional qualificado - dermatologista, esteticista devidamente treinado ou fisioterapeuta dermato-funcional – antes de qualquer procedimento.

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