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Quais as causas da insuficiência mitral?

As alterações degenerativas estão entre as principais causas de insuficiência mitral, pois enfraquecem ou dilatam os tecidos que conectam a válvula mitral ao coração. Logo, ela perde a sustentação e a firmeza, fechando-se de forma incompleta.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem causar insuficiência mitral, como degeneração dos folhetos, prolapso da válvula mitral, ruptura dos tendões que sustentam a válvula, infarto, insuficiência cardíaca, infecções (endocardite), doença de Barlow e febre reumática.

Há ainda vários fatores de risco que favorecem o aparecimento da insuficiência mitral, tais como envelhecimento, doenças cardíacas ou coronarianas, defeitos presentes desde o nascimento, febre reumática, infarto e uso de certos medicamentos.

Válvula mitral

O coração tem 4 válvulas: aórtica, pulmonar, tricúspide e mitral. Duas estão localizadas entre as câmaras cardíacas (tricúspide e mitral) e as outras duas ficam no início das artérias aorta e pulmonar. A função dessas válvulas é manter e controlar a entrada e a saída de sangue do coração, bem como o fluxo sanguíneo entre as suas câmaras.

A válvula mitral, também conhecida como bicúspide por ser formada por duas partes (folhetos), separa o átrio esquerdo do ventrículo esquerdo. O átrio esquerdo é a câmara cardíaca por onde entra o sangue proveniente do pulmão, rico em oxigênio. Do átrio esquerdo, o sangue passa para o ventrículo do mesmo lado, de onde é bombeado para o resto do corpo.

Portanto, a função da válvula mitral é permitir a passagem do sangue do átrio para o ventrículo e depois impedir que o sangue retorne para o átrio quando é bombeado pelo ventrículo.

Durante a passagem do fluxo sanguíneo entre as câmaras, a válvula se abre; no momento em que o sangue é bombeado para o resto do corpo, ela fecha-se, para impedir que o sangue retorne.

Esse controle harmonioso do fluxo de sangue é feito através de movimentos constantes de abertura e fechamento dos folhetos que compõem as válvulas cardíacas.

Na insuficiência mitral, as estruturas que sustentam esses folhetos ou os próprios folhetos estão comprometidos. Como resultado, a válvula não se fecha completamente e o sangue volta para o átrio, não permanecendo no ventrículo.

Os sintomas podem incluir falta de ar, cansaço ao realizar esforço físico, sopro cardíaco (turbulência no fluxo sanguíneo), palpitações, inchaço nos tornozelos ou pés, perda de consciência e até mesmo a morte.

O tratamento pode ser feito com medicamentos, nos casos leve e moderados, ou cirurgia, na insuficiência mitral avançada.

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Insuficiência mitral pode matar? Existe tratamento?

Quais os sintomas da insuficiência mitral?

O que pode causar insuficiência hepática?

A insuficiência hepática tem como causas lesões graves no fígado que destroem o órgão, levando à falência das funções hepáticas. As causas são muito variadas, podendo incluir hepatites virais, uso de determinados medicamentos, doenças do metabolismo, linfoma, metástases hepáticas, exposição a substâncias tóxicas, interrupção da irrigação sanguínea do fígado, entre outras.

O fígado tem como função metabolizar hormônios, medicamentos, vitaminas, bilirrubinas, entre outras substâncias produzidas ou não pelo próprio corpo.

Pessoas com insuficiência hepática perdem a capacidade de metabolismo do fígado, o que pode trazer sérias complicações sem tratamento, inclusive a morte.

Hepatites

As hepatites A e B (aguda) podem evoluir para insuficiência hepática em menos de 1% dos casos. Já a hepatite E pode causar insuficiência hepática na mulher durante a gravidez.

No entanto, as lesões hepáticas não parecem ser causadas pelos vírus das hepatites, mas sim pela resposta do sistema imunológica à infecção viral.

No caso da hepatite B, a falência das funções hepáticas pode decorrer do reaparecimento de uma hepatite B crônica que estava latente, uso de medicamentos imunossupressores ou tratamento com quimioterapia.

Há ainda um vírus específico que causa hepatite B (vírus Delta) que pode provocar insuficiência hepática aguda. 

Já a hepatite C raramente por evoluir para insuficiência hepática. Quando ocorre, é mais provável que seja provocada por outros vírus ou tenha outras causas.

Medicamentos

O uso de certos medicamentos que podem produzir reações não esperadas pode causar insuficiência hepática. Contudo, embora o paracetamol tenha um efeito previsível sobre o fígado, sabe-se que o seu uso é uma causa frequente de falência hepática aguda.

Outras medicações que podem causar insuficiência hepática incluem tetraciclina, dissulfiram, cetoconazol, anti-inflamatórios não hormonais, antitireoidianos, entre outros.

Outras causas
  • Citomegalovírus, herpes simples, Epstein-Barr, adenovírus, dengue, febre amarela;
  • Doença de Wilson, deficiência de a-1-antitripsina, galactosemia, tirosinemia, exposição a drogas e toxinas;
  • Interrupção ou diminuição do fluxo sanguíneo para o fígado, obstrução das veias, insuficiência cardíaca;
  • Doença de Still do adulto, linfoma, metástases no fígado, esteatose aguda na gravidez.

O diagnóstico e tratamento da insuficiência hepática é da responsabilidade dos médicos hepatologista e cirurgião de transplante hepático, além de outros profissionais, uma vez que a falência hepática se estende a outros órgãos e sistemas.

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Qual é o tratamento para insuficiência hepática?

Quais os sintomas da insuficiência hepática?

Insuficiência hepática tem cura? Quais as possíveis complicações?

Qual é o tratamento para insuficiência hepática?

Na insuficiência hepática causada por hepatites e outros vírus, o tratamento é feito com medicamentos antivirais. O tratamento da falência hepática também inclui medidas para diminuir o risco de piorar a lesão no fígado e a encefalopatia.

Por isso é muito importante controlar as hemorragias, os baixos níveis de oxigênio no sangue, entre outras alterações metabólicas e fisiológicas. 

Porém, o tratamento da insuficiência hepática depende da sua causa e é multidisciplinar, uma vez que a falência hepática não se restringe apenas ao fígado, mas também a outros órgãos e sistemas. 

Transplante de fígado

O transplante de fígado é a única forma de salvar a vida de pessoas com insuficiência hepática com risco iminente de ir a óbito. Quando a falência hepática não é causada pelo uso de acetaminofeno (paracetamol), os critérios para decidir o momento do transplante hepático devem ser pelo menos 3 dos que se seguem: 

Idade inferior a 10 anos ou maior que 40 anos; Hepatite não-A e E; Reação inesperada a medicamentos; Icterícia presente há mais de uma semana antes da encefalopatia; Bilirrubina total acima de 18mg/dL.

Nas doenças metabólicas e na doença de Wilson, o transplante de fígado é capaz de curar definitivamente a insuficiência hepática.

O transplante de fígado é contraindicado em casos de infecções que estejam ativas e sem controle, edema cerebral sem chances de ser revertido, tromboses venosas que impeçam a cirurgia, falência múltipla de órgãos e idade muito avançada.

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O que pode causar insuficiência hepática?

Quais os sintomas da insuficiência hepática?

Insuficiência hepática tem cura? Quais as possíveis complicações?

Insuficiência hepática tem cura? Quais as possíveis complicações?

As chances de cura e bom prognóstico da insuficiência hepática dependem sobretudo da sua causa e da idade da pessoa. No caso das falências hepáticas causadas por hepatite A ou pelo uso de paracetamol, cerca de metade dos pacientes vão a óbito, o que é considerado um bom prognóstico. Já os casos de insuficiência hepática causadas por outros vírus e medicamentos normalmente têm um prognóstico pior.

O acúmulo de líquido no cérebro (edema cerebral) e a falência múltipla de órgãos são as principais causas de morte nos casos de insuficiência hepática.

Edema cerebral

O edema cerebral provoca um aumento da pressão no interior do crânio, causando ainda aumento da pressão arterial e enrijecimento dos músculos.

Com a evolução do quadro, observam-se mudanças posturais, dilatação das pupilas, que ficam pouco reativas à luz, dor de cabeça, vômitos, inchaço, entre outros sinais e sintomas.

Falência múltipla de órgãos e sistemas

Uma vez instalada a falência múltipla de órgãos, outros sinais e sintomas começam a surgir, como pressão arterial baixa, dilatação dos vasos sanguíneos, edema pulmonar, lesão renal e formação de coágulos disseminados dentro dos vasos sanguíneos.

Outras complicações

A hopoglicemia, que caracteriza-se pela baixa concentração de açúcar (glicose) no sangue, pode estar presente numa quantidade significativa de casos de insuficiência hepática.

Pode estar relacionada com a pouca produção de glicose hepática, alteração do metabolismo da gordura no fígado ou ainda a um aumento da concentração de insulina na circulação devido à doenças graves do fígado.

As hemorragias mais frequentes ocorrem na porção superior do tubo digestivo.

Grande parte dos casos de insuficiência hepática acompanham quadros de infecções, muitas vezes decorrentes de procedimentos médicos invasivos que podem servir de porta de entrada para bactérias.

A insuficiência renal é outra complicação comum da insuficiência hepática.

O diagnóstico e tratamento da insuficiência hepática é da responsabilidade do médico hepatologista e cirurgião de transplante hepático.

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Qual é o tratamento para insuficiência hepática?

Quais os sintomas da insuficiência hepática?

O que pode causar insuficiência hepática?

Quais os sintomas da insuficiência hepática?

Os primeiros sinais e sintomas da insuficiência hepática são: náuseas, cansaço e mal-estar. Depois surge a icterícia, decorrente do acúmulo de bilirrubina não processada pelo fígado e que deixa a pele e os olhos amarelados. 

Contudo, o sintoma mais evidente da insuficiência hepática é o aparecimento da encefalopatia, que provoca lesões no encéfalo (cérebro, cerebelo, bulbo). Essa manifestação pode surgir antes ou após a icterícia.

Os sinais e sintomas da insuficiência hepática podem ir se manifestando lentamente ou começar de forma rápida, evoluindo progressivamente e provocando a falência de vários órgãos e sistemas do corpo.

Encefalopatia

Uma vez instalada a encefalopatia, começam os sinais e sintomas neurológicos da insuficiência hepática, que começam e evoluem geralmente nessa ordem:

1) Mudanças de comportamento; 2) Distúrbios do sono; 3) Perda da noção de tempo e espaço.  

As alterações neurológicas decorrentes da encefalopatia hepática pode ainda favorecer o desenvolvimento de infecções, hemorragias e insuficiência renal, com risco de provocar a falência de diversos órgãos e sistemas.

Insuficiência hepática aguda

A insuficiência hepática aguda caracteriza-se pela falência das funções do fígado com aparecimento de encefalopatia (lesões no cérebro) em até 8 semanas após o início da doença.

Outra característica da insuficiência hepática aguda é o acometimento de outros órgãos e sistemas, como cérebro, pulmões, rins, medula espinhal, sistema circulatório e imunológico.

Na falência hepática subfulminante, a encefalopatia surge entre a 2ª e a 12ª semana depois da icterícia, que é quando a pele e os olhos ficam amarelados. Já na falência hepática fulminante as lesões cerebrais instalam-se nas primeiras duas semanas.

O diagnóstico e tratamento da insuficiência hepática é da responsabilidade do médico hepatologista.

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Qual é o tratamento para insuficiência hepática?

Insuficiência hepática tem cura? Quais as possíveis complicações?

O que pode causar insuficiência hepática?

O que pode causar insuficiência respiratória?

A insuficiência respiratória ocorre quando o sistema respiratório já não consegue oxigenar o corpo e eliminar o gás carbônico de maneira adequada, o que pode ter como causas diversas doenças que afetam o sistema cardiorrespiratório, como insuficiência cardíaca congestiva, AVC ("derrames"), broncopneumonia, asma, bronquite, DPOC, embolia pulmonar, entre outras.

A insuficiência cardíaca pode ser causada ainda por fraqueza dos músculos respiratórios, sobretudo do diafragma, obstrução das vias aéreas, lesões nos pulmões, nas costelas ou nos tecidos próximos aos pulmões, entre outras causas.

Pessoas com insuficiência respiratória aguda e crônica têm valores sanguíneos de oxigênio e gás carbônico fora da normalidade. Por isso os principais sinais e sintomas da insuficiência respiratória são a falta de ar e o aumento da frequência cardíaca e respiratória.

A insuficiência respiratória instala-se quando a pressão arterial de oxigênio (PaO2) é menor que 60 mmHg e a pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) é maior que 50 mmHg.

Portanto, a insuficiência respiratória caracteriza-se pela falta de oxigênio e pelo excesso de gás carbônico no sangue.

Insuficiência respiratória aguda

Quando a insuficiência respiratória instala-se rapidamente, ela é classificada como aguda, enquanto que se for de instalação rápida é considerada crônica.

Na insuficiência respiratória aguda, a respiração deteriora-se rapidamente e os sintomas são mais intensos, sendo a alcalose e a acidose respiratória manifestações comuns.

Insuficiência respiratória crônica

Quando a dificuldade em realizar as trocas gasosas vai se instalando progressivamente durante meses ou anos, trata-se de uma insuficiência respiratória crônica. 

Os sintomas nesses casos são mais leves e podem passar despercebidos e não há ocorrência de alcalose ou acidose metabólica.

O tratamento da insuficiência respiratória pode incluir medicamentos, cirurgia, oxigenoterapia, ventilação mecânica e manutenção das vias respiratórias, de acordo com cada caso. 

O médico pneumologista é o especialista responsável pelo tratamento.

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Quais os sintomas da insuficiência respiratória?

Como é o tratamento da insuficiência respiratória?

Como é o tratamento da insuficiência respiratória?

O tratamento da insuficiência respiratória depende da sua causa e de todos os mecanismos envolvidos em cada caso, podendo incluir o uso de medicamentos (broncodilatadores, corticoides, diuréticos e antibióticos), cirurgias, desobstrução das vias aéreas, uso de oxigênio e suporte ventilatório.

Desobstrução das vias respiratórias

A desobstrução das vias aéreas consiste em manter as vias respiratórias livres para as trocas gasosas, o que ajuda a prevenir complicações.

A aspiração é um dos principais procedimentos de manutenção das vias respiratórias, sendo especialmente indicada em casos de insuficiência respiratória aguda em que o paciente está inconsciente.

Oxigênio

A oxigenoterapia é indicada em casos de insuficiência respiratória aguda com valores de PaO2 menores que 60 mmHg.

Para pessoas com insuficiência respiratória crônica, o uso de oxigênio está indicado quando a PaO2 chega ao valor mínimo de 55 mmHg. A oxigenoterapia nesses casos é usada quando os valores de oxigênio no sangue são ainda menores que na insuficiência respiratória aguda, uma vez que esses pacientes são mais tolerantes às baixas concentrações do gás.

O uso de oxigênio no tratamento da insuficiência respiratória aguda e crônica visa corrigir os valores baixos de oxigênio na circulação, diminuir os sintomas relacionados à falta de oxigenação crônica dos tecidos e diminuir a sobrecarga sobre o sistema cardiorrespiratório.

Suporte ventilatório

O suporte ventilatório consiste na ventilação mecânica, ou seja, toda a função respiratória é executada por um aparelho, uma vez que a pessoa já não consegue respirar sozinha.

A ventilação mecânica pode ser indicada principalmente em casos de insuficiência respiratória em que a PaO2 mantém-se abaixo de 60 mmHg.

O médico pneumologista é o especialista responsável pelo tratamento da insuficiência respiratória.

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Quais os sintomas da insuficiência respiratória?

O que pode causar insuficiência respiratória?

Quais os sintomas da insuficiência respiratória?

Os sintomas da insuficiência respiratória podem ser muito variados, de acordo com a sua causa. Contudo, alguns sinais e sintomas são bastante frequentes, independentemente do que causou a insuficiência respiratória. São eles: falta de ar e aumento da frequência cardíaca e respiratória.

A dificuldade de realizar adequadamente as trocas gasosas leva à falta de ar. Logo, a falta de oxigênio e o excesso de gás carbônico na circulação leva o organismo a trabalhar mais para compensar esse desequilíbrio, aumentando o número dos batimentos cardíacos e das respirações.

Outro sinal comum da insuficiência respiratória é a coloração azulada observada nas extremidades do corpo (cianose), sobretudo na ponta dos dedos e nos lábios.

Sinais e sintomas neurológicos

À medida que a oxigenação do corpo torna-se cada vez mais deficiente, começam a surgir sinais e sintomas neurológicos, como redução das funções cognitivas, perda da capacidade de julgamento, agressividade, falta de coordenação motora, coma e até mesmo morte.

Essas mesmas manifestações, provocadas pela falta de oxigênio, também podem ser causadas pelo excesso de gás carbônico.

Quando a falta de oxigênio torna-se crônica, a pessoa pode apresentar sonolência, dificuldade de concentração, cansaço, falta de interesse e lentidão para reagir.

Já o aumento da concentração de gás carbônico pode provocar sintomas semelhantes, além de dor de cabeça, principalmente pela manhã, insônia, irritabilidade, sonolência, coma e até mesmo morte.

Sinais e sintomas cardiovasculares

No sistema cardiovascular, a insuficiência respiratória provoca aumento da frequência cardíaca, dilatação dos vasos sanguíneos, depressão do músculo cardíaco, redução dos batimentos cardíacos, choque circulatório, arritmia e parada cardíaca.

O tratamento da insuficiência respiratória aguda e crônica pode incluir o uso de diversos medicamentos e oxigênio, cirurgia, desobstrução das vias aéreas e ventilação mecânica.

O especialista responsável pelo tratamento da insuficiência respiratória é o médico pneumologista.

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O que pode causar insuficiência respiratória?

Como é o tratamento da insuficiência respiratória?

Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?

Sim, câncer de bexiga tem cura, dependendo do tipo de tumor e do grau de evolução do mesmo. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura.

O tratamento do câncer de bexiga pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tipo de procedimento cirúrgico e o uso ou não da radio e quimioterapia depende sobretudo do estágio da doença e da idade do paciente.

Cirurgia

Se o câncer estiver localizado superficialmente, a cirurgia remove apenas o tumor (Ressecção Transuretral Endoscópica - RTU). Em casos de câncer invasivo, ou seja, que invadiu a camada muscular da bexiga, pode ser necessário retirar parte da bexiga ou removê-la totalmente.

Quando o câncer de bexiga invade também órgãos vizinhos, como reto, próstata, útero e ovários, estes também são removidos cirurgicamente.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste de medicamentos específicos capazes de matar células tumorais. O seu uso pode ser indicado para destruir células cancerígenas que ainda podem estar na circulação e originar novos tumores.

A medicação pode ser administrada sob a forma oral, intravenosa (injeção na veia) ou injetada diretamente na bexiga através da uretra.

Radioterapia

O tratamento com radioterapia consiste no uso de radiação para destruir as células cancerosas. Pode ser uma opção nos casos em que a cirurgia é contraindicada ou a bexiga quer ser preservada.

Tipos de câncer de bexiga

Existem 3 tipos de câncer de bexiga:

Carcinoma de células de transição

É o câncer de bexiga mais comum e tem início na camada mais interna da bexiga, sendo por isso considerado superficial. A sua proliferação pode ser lenta ou rápida, dependendo das células que o tumor se origina.

Carcinoma de células escamosas

Esse tipo de tumor começa em células modificadas por inflamações ou irritações longas sofridas pela bexiga.

Adenocarcinoma

O adenocarcinoma tem origem em células de glândulas que também podem surgir na bexiga após infecções ou irritações prolongadas no órgão.

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade. O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de bexiga?

Quais os sintomas do câncer de bexiga?

Os principais sinais e sintomas do câncer de bexiga são a presença de sangue na urina, dor ao urinar e vontade constante e urgente de urinar. Porém, no momento da micção, a pessoa tem dificuldade ou não consegue eliminar a urina.

Se o câncer de bexiga estiver numa fase mais avançada, pode haver dor na região da pelve, inchaço nos membros inferiores e sangramento retal.

O câncer de bexiga é o tumor maligno mais frequente do aparelho urinário. O tumor geralmente começa na mucosa que recobre a parede interna da bexiga e é superficial.

Contudo, se o câncer tiver início em camadas de células mais profundas da mucosa, o tumor pode atingir a camada muscular da bexiga e espalhar-se para órgãos vizinhos e gânglios linfáticos.

Se as células cancerosas chegarem à circulação sanguínea ou linfática, o câncer de bexiga pode atingir órgãos distantes da sua origem, uma condição grave conhecida como metástase.

O câncer de bexiga afeta principalmente homens com mais de 60 anos de idade. O hábito de fumar é o principal fator de risco para o desenvolvimento do tumor.

Vale lembrar que existem diversas doenças e condições que podem manifestar os mesmos sinais e sintomas do câncer de bexiga, com infecção urinária, alterações da próstata, entre outras. 

Por isso, a presença dessas manifestações não significa propriamente que a pessoa esteja com a doença, mas é preciso investigar. Na presença desses sintomas, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um urologista.

Leia também: Câncer de bexiga tem cura? Como é o tratamento?

Vulvovaginite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

O principal sintoma da vulvovaginite é o corrimento vaginal branco-acinzentado, que pode vir acompanhado de coceira intensa.

Outros sinais e sintomas comuns da vulvovaginite incluem dor ao urinar e durante a relação sexual, inchaço, vermelhidão e ardência na região genital. O sangramento vaginal pode ocorrer em alguns casos.

O tratamento da vulvovaginite depende do agente causador da infecção. Infecções causadas por fungos são tratadas com pomadas antifúngicas, enquanto que nas infecções bacterianas e protozoáricas o tratamento é feito com medicamentos antibióticos.

A vulvovaginite é uma infecção da vagina e da vulva, causada principalmente por fungos (Candida) ou bactérias (Gardnerella vaginalis). Fatores que desequilibram a flora vaginal, como diabetes, uso de lubrificantes, medicamentos e absorventes interno e externo, entre outros, também podem favorecer o desenvolvimento da infecção.

As vulvovaginites também podem ser causadas por alergias desencadeadas pelo uso de roupa íntima de tecido sintético, amaciantes de roupa, sabonetes íntimos, papel higiênico colorido ou perfumado, preservativo, entre outros produtos irritantes.

Estresse emocional e menopausa também estão entre as possíveis causas das vulvovaginites. No caso da menopausa, a infecção está relacionada com a baixa produção do hormônio estrógeno.

Procure um médico ginecologista em caso de sintomas de vulvovaginite para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais em: Quais as causas da vulvovaginite?

Quais as causas da vulvovaginite?

A vulvovaginite é uma infecção que afeta a vagina e a sua parte externa, chamada vulva. As vulvovaginites são causadas principalmente pela bactéria Gardnerella vaginalis, pelo protozoário Trichomonas vaginalis e pelo fungo Candida, que podem ou não ser transmitidos sexualmente.

Contudo, a vulvovaginite também tem como causas fatores que alteram o equilíbrio da flora vaginal e favorecem assim o desenvolvimento da infecção. Dentre eles estão diabetes, uso de hormônios esteroides, traumas, uso de lubrificantes e absorventes interno e externo, excesso de depilações e roturas do períneo (região entre o órgão genital e o ânus).

Alergias

As vulvovaginites também podem ser desencadeadas por alergias provocadas pelo uso de roupa íntima de tecido sintético, roupas apertadas, amaciantes de roupa, sabonetes, papéis higiênicos coloridos ou perfumados, preservativos, entre outros produtos irritantes.

Gravidez

Após a gravidez, a mulher pode desenvolver vulvovaginites crônicas devido à maior sensibilidade da vulva e à sua baixa imunidade.

Medicamentos

O uso de medicamentos antibióticos também pode matar as bactérias que mantém a equilíbrio da flora vaginal e favorecer a proliferação de fungos causadores da vulvovaginite.

Estresse e menopausa

Há ainda fatores psicológicos que favorecem o aparecimento da infecção, como o estresse, bem como fatores hormonais, como a baixa produção do hormônio estrógeno após a menopausa (vulvovaginite atópica).

O tratamento da vulvovaginite pode ser feito com pomadas antifúngicas aplicadas diretamente no local, ou medicamentos antibióticos tomados por via oral.

O médico ginecologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar a vulvovaginite.

Saiba mais em: Vulvovaginite: Quais os sintomas e como é o tratamento?