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Sintomas de febre amarela: 5 sintomas iniciais e 5 sintomas que indicam gravidade
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas inicias e mais característicos da febre amarela são:

  1. Febre alta (acima de 38 graus) e contínua,
  2. Dor de cabeça intensa e duradoura,
  3. Fraqueza,
  4. Náuseas e
  5. Dor muscular.

Estes sinais duram em média 2 a 4 dias e tem início três a 15 dias após a picada do mosquito. Entretanto, nem todas as pessoas picadas desenvolvem os sintomas.

Sintomas que indicam gravidade na febre amarela

Nos casos em que a doença evolui com a forma mais grave de febre amarela, além de durar mais tempo do que os 4 dias habituais, podem surgir outros sintomas, como:

  1. Icterícia (coloração amarelada na parte branca dos olhos e pele)
  2. Redução do volume de urina (oligúria),
  3. Sangramento nasal (epistaxe),
  4. Vômitos com sangue (hematêmese) e
  5. Sangramento uterino anormal, ou seja, fora do período menstrual (metrorragia).

Esses sinais e sintomas indicam maior risco para a pessoa e quase sempre a necessidade de internação hospitalar para o tratamento adequado.

Portanto, se apresentar um ou mais desses sintomas, procure imediatamente um serviço de emergência médica para avaliação.

O que é febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril e aguda, transmitida pela picada de mosquitos infectados. O vetor mais comum é o mosquito Aedes aegypti também responsável pela transmissão da dengue e chikungunya. A doença é causada por um vírus que não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa.

É importante lembrar que a vacina contra febre amarela é a melhor forma de prevenção e controle da doença. O Sistema Único de Saúde oferece a vacina nas unidades básicas de saúde de forma gratuita.

O que fazer se apresentar sintomas de febre amarela?

Ao identificar alguns dos sintomas da febre amarela, procure um médico de família na unidade de saúde mais próxima. É importante informar:

  • Se você viajou para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas,
  • Se observou picadas de mosquito no corpo e
  • Se tomou vacina contra a febre amarela, bem como a data da vacinação.

A partir desta informações e do seu quadro clínico, o médico definirá o melhor tratamento para você.

Para saber mais sobre a febre amarela, leia:

Qual é o tratamento para febre amarela?

Quando devo tomar a vacina contra febre amarela?

Referências

  • Ministério da Saúde.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Febre amarela: guia para profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
Principais exames de sangue que detectam câncer
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Durante a investigação de um tumor, podem ser solicitados alguns exames que avaliam a presença de proteínas e outras substâncias no sangue, chamadas de marcadores tumorais. Quando os marcadores tumorais estão presentes no sangue em quantidade acima do normal, podem indicar a presença ou aumentar a suspeita de câncer.

Os marcadores tumorais geralmente são produzidos por células cancerígenas, embora também possam ser produzidos por células normais, por isso, na avaliação de um tumor é muito importante quantificar esses marcadores.

No entanto, é comum alguns desses marcadores apresentarem valores alterados também em outras doenças.

Exames de sangue para os diferentes tipos de tumor

Existe uma grande quantidade de marcadores tumorais, alguns se associam a mais de um tipo de tumor, outros são mais específicos de uma forma única de câncer.

Alguns exemplos de marcadores tumorais, avaliados em um exame de sangue, são:

Alfa-fetoproteína (AFP)

Este é um marcador tumoral que pode estar associado a tumores de intestino, estômago, ovário e fígado.

PSA (Antígeno específico da próstata)

Este é um dos marcadores tumorais mais conhecidos, sua elevação pode estar associada a tumores na próstata e outras doenças prostáticas.

CEA (Antígeno carcinoembrionário)

O CEA quando aumentado no sangue pode indicar tumores do intestino, como o carcinoma colorretal.

Leia também: Para que serve o exame CEA e como é feito?

MCA

É um dos marcadores tumorais do câncer de mama, pode auxiliar na suspeita diagnóstica. Também pode estar presente em doenças benignas da mama e tumores em outros locais, ovário, colo do útero, endométrio e próstata.

CA 15-3 e CA 27-29

Também são marcadores utilizados na investigação de câncer de mama. O CA15-3 é um dos marcadores mais sensíveis específicos para o câncer de mama.

CA 125

É um marcador utilizado no diagnóstico do câncer de ovário. Quando aumentado no sangue pode sugerir tumores no ovário, cistos, endometriose, problemas hepáticos ou pancreatite.

CA 72-4

É solicitado para investigar suspeitas diferentes tumores do trato gastrointestinal. Pode estar alterado no câncer de estômago, vias biliares, pâncreas e cólon.

CA 19.9

Também é um marcador encontrado em diferentes tumores. É importante na avaliação do câncer de pâncreas e trato biliar e de tumores colorretais.

BRAF

É um marcador tumoral relacionado ao melanoma, uma forma de tumor de pele maligno.

O papel dos exames de sangue no diagnóstico de câncer

O diagnóstico de um câncer é um processo complexo que envolve muitas etapas. A realização de exames de sangue, que incluem os marcadores tumorais, pode ser necessária em diferentes momentos da investigação do câncer.

Os marcadores tumorais podem estar presentes no sangue e na urina e podem aumentar a possibilidade da suspeita de câncer.

Também são muito utilizados para acompanhar a eficácia de tratamentos, já que tendem a diminuir quando o tumor está em remissão.

Um único exame de sangue não é o suficiente para se comprovar a existência de um tumor, geralmente, outros exames também são necessários, como exames de imagem e biópsia.

Por essa razão, é importante lembrar que o diagnóstico de câncer só deve ser feito através de um conjunto de avaliações por um médico capacitado.

Não há exatamente um exame de sangue especifico que consiga detectar sinais de câncer, de forma genérica no organismo.

O hemograma detecta câncer?

O hemograma não é um exame usado rotineiramente para detecção do câncer, mas eventualmente pode mostrar alguns sinais que podem sugerir tumores do tecido sanguíneo, como as leucemias.

Algumas formas de leucemia, podem ser suspeitas a partir de alterações encontradas no hemograma.

Geralmente, suspeita-se de leucemia quando o hemograma mostra uma quantidade muita alta de glóbulos brancos, ou presença aumentada de blastos, que são células jovens e imaturas que indicam rápida proliferação celular.

Alterações no número de plaquetas ou hemácias também podem aparecer no hemograma em casos de leucemia mieloide aguda.

Leia mais sobre o diagnóstico das leucemias em: Que exames servem para diagnosticar leucemia?

Para avaliação sobre o resultado de qualquer exame lembre-se sempre de consultar o médico que o solicitou, um exame precisa sempre ser interpretado de forma individual e considerando o contexto clínico de cada pessoa.

Remédio para boca amarga
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O remédio para aliviar o sintoma de boca amargando, vai depender do motivo desse sintoma. Por vezes, nem é preciso o uso de medicamentos.

No caso de má higiene, gravidez ou desidratação, causas comuns de boca amarga, medidas simples como maior cuidado com a escovação dentária, beber ao menos 2 litros de água por dia e o consumo de alimentos cítricos, podem ser o suficiente.

Já nos caso de problemas no estômago, diabetes, hipotireoidismo e problemas de fígado, os medicamentos são necessários e específicos para cada caso. Portanto, é preciso definir a causa da boca amarga, para planejar o tratamento mais adequado.

Gosto amargo na boca, o que pode ser? O que fazer? 1. Má higiene oral

Para tratar a sensação de boca amargando devido ao cuidado com a boca e dentição, os especialistas recomendam uma higiene oral cuidadosa, que inclui:

  • Escovar os dentes de 3 a 4 vezes ao dia, após as refeições;
  • Usar diariamente fita dental e enxaguante bucal (pelo menos uma vez ao dia);
  • Beber 2 litros de água por dia e
  • Fazer escovação e limpeza dentária duas vezes ao ano, com um profissional.

Se mesmo assim a boca continuar amargando, procure um médico para uma avaliação e pesquisa de outras causas, de modo a planejar o tratamento direcionado ao seu caso.

2. Problemas no estômago

Os problemas de estômago como a gastrite e refluxo gastroesofágico, são causas comuns de queimação, mau hálito, sensação de estômago cheio e boca amarga.

Os sintomas aparecem principalmente após as refeições e consumo de alimentos gordurosos ou de difícil digestão. A obesidade e hábitos ruins como tabagismo e alcoolismo aumentam o risco de refluxo.

O tratamento é baseado em:

  • Orientações alimentares - comer mais vezes em pequenas quantidades;
  • Evitar se deitar logo após as refeições;
  • Evitar alimentos pesados e gordurosos (de difícil digestão) e
  • Medicamentos inibidores da bomba de próton - omeprazol e o pantoprazol;

O médico gastroenterologista é o responsável por essa avaliação, diagnóstico e tratamento.

3. Gravidez

Durante a gravidez, grande parte das mulheres apresenta algum problema periodontal, devido à presença de receptores de estrogênio e progesterona na gengiva. Com isso, é comum a queixa de alteração de paladar e boca amarga, o que torna tão importante o acompanhamento com a odontologia, no período pré-natal.

No entanto, nesse período não é indicado o uso de anti-inflamatórios orais e nem de omeprazol, sendo assim, se houver sinal de inflamação ou infecção, é preciso avaliação médica, e na maioria das vezes, o uso de antibióticos.

Sendo assim, o tratamento se baseia em:

  • Comer mais vezes durante o dia, em pequenas quantidades;
  • Aumentar o consumo de água durante o dia;

Algumas mulheres referem importante melhora com o consumo de alimentos cítricos, como limonada ou picolé de limão, embora não haja comprovação científica.

4. Medicamentos

Os suplementos vitamínicos, antidepressivos, alguns antibióticos e antiarrítmicos, podem desencadear alterações no paladar e boca amarga, como efeito colateral, devido às substâncias que o compõe.

Por isso, se perceber a relação entre o gosto amargo na boca após o início de uma dessas medicações, converse com o seu médico, para avaliar o ajuste da dose ou substituição deste remédio.

5. Resfriados

Os resfriados, gripes, sinusite e rinite, causam maior proliferação de bactérias e germes dando origem a sensação de boca amarga ou mau hálito.

Nestes casos, o tratamento inclui:

  • Aumentar o consumo de água por dia;
  • Fazer gargarejos com água morna e uma pitada de sal, para higienizar a garganta;
  • Manter alimentação saudável, para favorecer a imunidade do organismo.

Contudo, se os sintomas permanecerem ou você começar a apresentar outros sintomas como: febre, dificuldade de engolir e mal-estar, é preciso procurar uma avaliação médica. Esses sintomas podem indicar um processo de infecção, com indicação do início de antibióticos.

6. Candidíase

A candidíase e outras infecções fúngicas, que podem ocorrer também pela má higiene oral ou situações de baixa imunidade, causam além do gosto amargo na boca, placas esbranquiçadas e mau hálito.

O tratamento deve ser feito com o uso de antifúngicos, em pomadas e/ou comprimidos. O médico clínico geral ou médico de família, podem indicar o melhor tratamento.

7. Doenças crônicas

As doenças crônicas como a diabetes, doenças renais e problemas no fígado, também causam boca amarga, mau hálito ou boca seca, e precisam de maior atenção. São doenças que evoluem com complicações graves, por isso se houver suspeita de uma das doenças citadas, procure imediatamente uma avaliação médica e orientação mais adequada.

8. Quimioterapia e Radioterapia

Os tratamentos complementares para câncer, especialmente quimioterapia, radioterapia ou ambos combinados, sabidamente causam efeitos colaterais como náuseas, inapetência, queda de cabelos e alterações no paladar como a boca amarga.

Neste caso, uma alimentação balanceada prescrita por um profissional da área, nutricionista ou nutrólogo, ajudam na melhora dos sintomas, embora na maioria das vezes, possa perdurar até o término do tratamento.

Existe remédio caseiro para boca amarga?

Sim. Dependendo da causa da boca amarga, pode ser resolvida apenas com medidas simples e tratamentos naturais, que incluem:

  • Higiene oral adequada
  • Bochechos diários com enxaguante bucal
  • Gargarejos com água morna e bicarbonato de sódio
  • Chá de camomila
Quando devo me preocupar?

Boca amarga prolongada, por mais de 7 dias, ou associada a sintomas como: febre, pele amarelada, perda de peso ou dificuldade de engolir, procure imediatamente um atendimento médico para avaliação e devidas orientações.

Referência:

  • ABO - Associação Brasileira de Odontologia
  • Denis Lafreniere, et al.; Evaluation and treatment of taste and smell disorders. UpToDate, Jul 12, 2020.
  • Katsuyuki Yoshida, et al.; Dysosmia and dysgeusia associated with duloxetine. BMJ Case Rep. 2017 Nov 23.
Dor no bico da mama esquerda, o que pode ser? Quando me preocupar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor no bico da mama está geralmente relacionada com a variação dos hormônios femininos, natural do ciclo menstrual, que acompanha cerca de 70% das mulheres.

Entretanto, existem outras causas para essa dor, que devem ser investigadas, especialmente quando afeta apenas uma das mamas.

Na presença de dor em apenas em dos mamilos, associado a coceira, febre, vermelhidão, massa palpável, alterações na pele, ou saída de secreção sanguinolenta, procure imediatamente um médico para avaliação.

Quais as causas de dor no bico da mama esquerda 1. Variação hormonal

As variações hormonais são a causa mais frequente desse sintomas, e embora seja mais comum ocorrer nas duas mamas ao mesmo tempo, pode acontecer em apenas uma das mamas. O aumento das taxas de estrogênio, progesterona e prolactina, no preparo do corpo da mulher para uma possível gravidez, estimula o crescimento dos ductos e tecido mamário, causando a dor e incômodo nas mamas.

Neste caso, a dor está relacionada ao ciclo menstrual, ocorre mensalmente sempre no mesmo período e resolve-se espontaneamente. Se a dor permanecer ou quando for tão intensa a ponto de interferir nas atividades diárias de vida da mulher, pode ser tratada com anti-inflamatórios não hormonais ou inibidores de estrogênio, como o Tamoxifeno.

2. Mama esquerda mais volumosa

As mamas volumosas também podem causar dor na mama ou localizada no bico da mama, devido ao peso e pressão que exerce entre essa região e o tecido das roupas em uso. Como o tamanho das mamas nem sempre é idêntico, pode haver sintoma mais expressivo em apenas uma das mamas.

Geralmente, a dor neste caso é vem associada a dores nas costas, ombros e dores de cabeça, devido a postura curvada, anormal, que a mulher adota sem perceber, devido ao peso das mamas.

O uso de sutiã adequado ao seu tipo de mama e roupas que sustentem bem o seu volume, ajudam no alívio da dor. No entanto, algumas vezes não é suficiente e para evitar complicações de coluna e dor crônica, pode ser indicado cirurgia para redução da mama.

3. Alergia no bico da mama esquerda

Os produtos de higiene e cuidados com a pele, podem conter substâncias irritativas para alguns tipos de pele, desenvolvendo uma reação alérgica. A alergia se apresenta com pequenas bolinhas avermelhadas, coceira e ardência no bico da mama. Pode ocorrer em um ou nos dois lados.

O tratamento neste caso deve ser com uso de creme a base de corticoide e antialérgicos, além de suspender o uso do produto que causou a irritação.

4. Mastite no bico da mama esquerda

A mastite, inflamação na mama, é mais frequente durante a amamentação, especialmente quando acontece uma ferida no bico do seio ou obstrução nos ductos mamários por acúmulo de leite.

Os sintomas são de dor em apenas uma das mamas, associada a vermelhidão, calor local e febre alta. O tratamento é realizado com o início rápido de compressas mornas e antibiótico oral. Na suspeita de mastite, procure o seu ginecologista.

5. Nódulos ou cistos na mama esquerda

A presença de um nódulo ou cisto na mama nem sempre indica um problema grave. O fibroadenoma, por exemplo, é a presença de nódulos benignos na mama e tem uma alta prevalência na população feminina.

Neste caso, a mulher sente dor na mama ou bico da mama, além de nódulo palpável e por vezes, doloroso. O tratamento pode ser de retirada do cisto ou acompanhamento.

6. Tumor na mama esquerda

O tumor de mama não costuma se apresentar com dor, inicialmente, mas quando acontece acomete também apenas uma das mamas e a dor é bem localizada em um ponto.

As características típicas de um tumor de mama são: modificações na pele, alteração na coloração, retração de mamilo, pele áspera, como "casca de laranja" e saída de secreção sanguinolenta pelo mamilo.

7. Doença de Paget da mama esquerda

A doença de Paget da mama é um tipo raro de câncer de mama, que tem como características, dor forte, coceira, vermelhidão no bico do seio, de uma das mamas e saída de secreção pelo mamilo. Outros sintomas inerentes a esta doença são, feridas no bico do seio, de difícil cicatrização, pele espessa e áspera, ardência, pequenas bolinhas.

Os sintomas são facilmente confundidos com uma alergia nos primeiros dias. Por isso, se os sintomas não melhoram após uso de pomadas ou pioram, procure imediatamente um ginecologista ou mastologista para avaliação e início de tratamento.

Quando devo me preocupar?

Se, junto com a dor, você sentir um ou mais dos sintomas abaixo, é preciso procurar um atendimento médico o mais rápido possível, para uma avaliação mais detalhada.

  • Febre alta (acima de 38 graus)
  • Vermelhidão em apenas um dos bicos do seio
  • Palpar um nódulo ou massa
  • Coceira e feridas de difícil cicatrização no bico do seio
  • Modificações na pele (pele áspera, presença de manchas, rachaduras ou retração)
  • Secreção pelo mamilo (clara ou sanguinolenta)

Para avaliação e maiores esclarecimentos, converse com um ginecologista ou mastologista, os médicos especialistas neste assunto.

Saiba mais sobre os sintomas de câncer de mama no artigo: Quais os sintomas do câncer de mama?

Referências:

  • FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
  • Mehra Golshan, et al.; Breast pain. May. UpToDate. Jun 26, 2020.
  • Azin Niazi, et al.; Effective Medicinal Plants in the Treatment of the Cyclic Mastalgia (Breast Pain): A Review. J Pharmacopuncture. 2019 Sep;22(3):131-139.
8 causas de diarreia com sangue e como tratar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A diarreia com sangue costuma ocorrer na presença de infecção intestinal (gastroenterite), junto com dor na barriga e febre. No entanto, pode acontecer também na presença de vermes, úlceras, inflamação, diverticulite, nos casos de tumor ou como efeito colateral de certos medicamentos.

O sangramento tem uma coloração mais escura e um cheiro forte, por ser parcialmente digerido na passagem pelo intestino. Já nos casos de sangue vivo, as causas mais comuns são as feridas no ânus e hemorroidas.

O tratamento varia de acordo com a causa e gravidade dos sintomas, mas na maioria das vezes, a presença de sangue nas fezes é um sinal de alerta, por isso deve ser avaliado por um médico.

1. Gastroenterite

As infecções intestinais podem ser causadas por vírus e bactérias por meio da ingestão de alimentos e/ou água contaminados. Geralmente, as infecções bacterianas são mais intensas e as mais comuns são causadas pela Escherichia coli e Shigella spp.

Os sintomas incluem diarreia sanguinolenta, dor abdominal intensa e febre. No caso da Shigella spp., também vem acompanhada de muco nas fezes. A infecção dura em torno de 5 a 7 dias.

O tratamento é feito com medicamentos para dor e antibióticos. Neste período, você deve ingerir alimentos de fácil digestão, de preferência cozidos, e pode utilizar alimentos ou suplementos probióticos que ajudarão a reequilibrar a sua flora intestinal.

Não utilize medicamentos para evitar a diarreia, pois isto pode piorar o quadro. Apesar de incômoda a diarreia é uma forma de o nosso próprio organismo eliminar as bactérias.

2. Parasitas intestinais (vermes)

A presença de parasitas ou vermes intestinais pode provocar diarreia com sangue, especialmente, se existem muitos vermes no intestino (carga parasitária alta). Nestes casos, é comum que você tenha também sensação de inchaço e dor na barriga, náuseas, vômitos, falta de apetite e perda de peso.

O tratamento é simples e feito com medicamentos específicos para o tipo de verme que está causando a infecção. Pode ser necessário realizar um exame de sangue e/ou fezes para verificar o grau da verminose.

Além do uso do medicamento indicado conforme orientação médica, é importante que você se alimente de forma adequada e priorize alimentos que possam recompor a flora intestinal como iogurtes e leites fermentados.

3. Doença de Crohn e colite ulcerativa

Nas doenças inflamatórias, o intestino fica inflamado e geralmente leva a dor abdominal e diarreias recorrentes (diarreia que cessa, mas volta). Os dois tipos principais de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Embora seja difícil de diferenciar as duas doenças, algumas características são típicas:

  • Doença de Crohn: afeta qualquer parte do trato digestivo e o paciente apresenta diarreia crônica e dor abdominal.
  • Colite ulcerativa: afeta quase sempre somente o intestino grosso e pessoa sente episódios intermitentes (que vai e volta) de dores abdominais e diarreia sanguinolenta.

A doença de Crohn e a colite ulcerativa ainda não têm cura, mas medicamentos como anti-inflamatórios, corticoides e antibióticos são utilizados, de acordo com a avaliação médica, para aliviar os sintomas.

A alimentação saudável rica em fibras e com baixo teor de gordura ajudam a reduzir as crises de dor e diarreia. Além disso, controlar o estresse, praticar atividade física regularmente, exercícios de respiração e a meditação podem ser importantes aliados.

4. Diverticulite

A diverticulite é uma inflamação ou infecção dos divertículos, bolsas em formato de balão que se localizam no intestino e que retém pequenas quantidades de fezes.

Os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença e incluem: diarreia com sangue, dor abaixo do umbigo (principalmente do lado esquerdo do abdome), febre, náuseas e vômitos. Mais raramente pode apresentar também certa dificuldade de urinar.

Nos casos mais leves, a diverticulite pode ser tratada com analgésicos, antibióticos e alimentação leve. Entretanto, nos casos mais graves pode ser necessário uma cirurgia de urgência. Por este motivo, se você perceber sintomas de diverticulite, procure uma emergência hospitalar.

5. Úlcera gástrica

A úlcera gástrica é uma ferida no revestimento do estômago ou na parte inicial do intestino que provoca sensação de dor e queimação na região superior do abdome, que corresponde à localização do estômago.

Quando não tratadas, as úlceras podem se agravar e causar sangramento volumoso, com risco de complicações como óbito, devido à hemorragia. A diarreia é caracterizada por fezes pastosas, de cor muito escura, quase negras, cheiro forte e aspecto brilhoso. Pode haver ainda, vômitos com sinais de sangue.

Trata-se de uma emergência médica, na suspeita de úlcera gástrica procure um serviço de emergência. O tratamento é feito por endoscopia e quando não for possível, cirurgia de urgência.

6. Câncer de intestino

A presença de um câncer de intestino pode provocar sangramento e, por vezes, diarreia com sangue. Entretanto, é possível que o sangramento ocorra em pouca quantidade e não seja percebido.

Por este motivo, fique também atento aos seguintes sintomas: fezes em fita (fezes finas), constipação, dor abdominal, anemia e emagrecimento.

Nestes casos, é importante procurar atendimento de um médico de família, clínico geral ou proctologista. Provavelmente será solicitada uma colonoscopia para avaliar o seu intestino, efetuar o diagnóstico e definir o melhor tratamento.

7. Uso de medicamentos

Medicamentos como anti-inflamatórios e antibióticos podem desencadear diarreia sanguinolenta, como efeito colateral. Os antiinflamatórios estão ainda relacionados com formação de úlceras ou piora dessas feridas.

Sendo assim, não deve ser usado em pacientes sabidamente portadores de feridas no estômago.

Neste caso, na presença de diarreia sanguinolenta após o início de um novo tratamento, entre em contato imediatamente com o médico que o prescrever a medicação, para avaliar a suspensão ou troca da medicação

8. Hemorroidas

A hemorroida não é exatamente uma causa de diarreia com sangue, mas é uma causa comum de sangue vivo nas fezes, em casos de diarreia frequente.

Neste caso, o sangue é vermelho vivo, visto que o problema está bem próximo da saída das fezes, e por isso não passou por processo de digestão. O sangramento costuma ser em pequena quantidade e está presente quando a higiene é feita com papel higiênico.

O tratamento pode ser local, através de banho de assento, pomadas cicatrizantes e supositórios, ou cirúrgica, nos casos de hemorroida volumosa ou sangramento frequente. O proctologista é responsável por avaliar e definir o melhor tratamento.

Quando devo procurar o médico?

Em todos os casos de diarreia com sangue. Na presença desse sintomas, entre em contato imediatamente com um médico de família, clínico geral ou gastroenterologista, especialmente os casos associados aos seguintes sinais:

  • 3 ou mais episódios de diarreia com sangue (no mesmo dia ou mesma semana)
  • Vômito com sangue vivo ou escuro
  • Febre acima de 38,0oC
  • Calafrios
  • Suor frio
  • Pele pálida
  • Rigidez no abdome
  • Dificuldade de respirar
  • Desmaio

Estes sinais indicam sangramento intenso que coloca a sua vida em risco. Por este motivo, procure o mais rapidamente possível uma emergência hospitalar.

Não utilize medicamentos sem orientação médica.

Para saber mais sobre sangue nas fezes, leia também

Referências

  • Federação Brasileira de Gastroenterologia
Corrimento rosado na gravidez: o que pode ser? Quais os sinais de alerta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O corrimento rosado no início da gravidez, pode ocorrer pela fixação do embrião na parede do útero, um processo natural chamado nidação. Pode ser ainda decorrente de esforço físico ou relações sexuais, situações que não oferecem risco a mãe ou ao bebê.

Porém, o corrimento pode significar ainda situações de risco, como gravidez ectópica (gravidez fora do útero) ou aborto espontâneo. Por isso é importante reconhecer os sinais de alerta para nessa situação, procurar imediatamente um serviço de urgência.

Os sinais são de risco a mãe e o bebê são principalmente:

  • Sangue vermelho vivo,
  • Presença de coágulos,
  • Cólica intensa e
  • Febre.

Entenda um pouco mais de cada uma das possibilidades de sangramento rosado, o que pode auxiliar na identificação do problema. Contudo, todo o sangramento percebido durante uma gestação, deve ser rapidamente informado ao seu médico obstetra.

1. Nidação

A nidação é a implantação do embrião na parede do útero, o que provoca um sangramento rosado em pouca quantidade, sem cheiro e que dura de 1 a 3 dias. Este sangramento é considerado normal e é um sinal inicial de gravidez.

Nem sempre sangramento de nidação é percebido pelas mulheres. Ele pode apenas sujar a roupa íntima ou ser observado como um sangramento rosa claro no papel higiênico após limpar-se. Além disso, pode vir acompanhado de uma cólica leve ou sensação de cólica com algumas pontadas na região do baixo ventre.

Se este corrimento rosado aumentar em quantidade, durar mais de 3 dias ou se tornar vermelho vivo, procure um ginecologista ou obstetra.

2. Fixação da placenta no útero

Na medida em que a gravidez avança, a placenta também vai se desenvolvendo para oferecer nutrientes e oxigênio para o bebê.

O corrimento rosado também pode acontecer devido à ruptura de vasos sanguíneos que acontecem enquanto a placenta se desenvolve e invade a camada muscular do útero para se fixar.

Nestes casos, o sangramento ocorre em pouca quantidade e deve durar até 3 dias.

3. Esforço físico e relações sexuais

O esforço físico e as relações sexuais, especialmente no 1o trimestre de gravidez, podem causar a ruptura de um pequeno caso sanguíneo, o que pode levar à presença do corrimento rosado durante a gravidez.

Nestes casos, o sangramento cessa espontaneamente sem a necessidade de intervenção médica. Entretanto, se você perceber aumento do volume de sangramento ou sentir cólica, busque um ginecologista ou obstetra.

4. Gravidez ectópica

A gravidez ectópica acontece quando o óvulo fecundado não consegue chegar à cavidade uterina para implantação e se implanta nos ovários, nas tubas uterinas, no colo do útero, ou no abdome. O mais comum é implantar-se nas tubas uterinas, ao que chamamos de gravidez tubária.

Os sintomas geralmente só ocorrem quando e estrutura (ovários, tuba uterina, colo do útero ou abdome) que contém a gravidez ectópica se rompem. As mulheres podem apresentar sangramento vaginal que podem ser manchas de sangue ou um corrimento rosado, no início, mas que aumenta de volume e se torna vermelho vivo. Além disso, podem sentir cólicas ou dor forte na região inferior do abdome.

A gravidez ectópica é uma emergência obstétrica, pois o sangramento pode ser fatal para a mulher. Nestes casos, busque urgente um serviço de emergência.

5. Aborto espontâneo

O aborto espontâneo é comum nas 10 primeiras semanas de gestação. Seus sintomas se iniciam com um corrimento rosado que evolui subitamente para um sangramento mais forte com perda de coágulos pela vagina.

A mulher também pode sentir fortes dores abdominais, febre e dor de cabeça.

Nestes casos, é importante buscar atendimento em uma emergência hospitalar o mais rapidamente possível.

Quando devo me preocupar?

Se você está grávida e percebe um sangramento rosa, fique atenta aos seguintes sinais de alerta:

  • Corrimento rosa com mais de 3 dias de duração
  • Sangramento abundante: se, por exemplo, você precisa usar absorvente e trocá-lo de 2 em 2 horas ou de 3 em 3 horas
  • Mudança de coloração para sangramento vermelho vivo
  • Presença de cólicas fortes
  • Dor abdominal intensa
  • Presença de contrações uterinas
  • Febre
  • Dor de cabeça

Nestes casos, procure o mais rapidamente possível um serviço de atendimento hospitalar.

Para saber mais sobre corrimento rosado, leia o artigo: Corrimento rosado, o que pode ser?

Referência:

  • Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
Reumatismo no sangue: o que é, sintomas e tratamento
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A expressão "reumatismo no sangue" geralmente é usada popularmente para identificar a Febre Reumática, uma doença que causa inflamação nas articulações e outras complicações.

Reumatismo é um termo leigo que engloba um grande número de doenças diferentes, que têm em comum o fato de causarem sintomas articulares, musculares, nos ossos e em tendões e ligamentos.

O que é a febre reumática (reumatismo no sangue)?

A febre reumática é uma doença que surge após uma faringite causada pela bactéria estreptococo beta-hemolítico.

Por causa da faringite estreptocóccica, ocorre uma reação inflamatória que desencadeia principalmente sintomas de artrite, ou seja, inflamação das articulações, mas outros órgãos e sistemas também podem ser atingidos como o coração e o sistema nervoso central.

É uma doença que afeta principalmente crianças e adolescentes, sendo rara em adultos.

Quais são os principais sintomas da febre reumática?

Os sintomas da febre reumática surgem duas a quatro semanas após a faringite estreptocóccica.

A febre reumática apresenta uma certa diversidade de sintomas e formas de se manifestar podendo atingir diferentes regiões do corpo. As principais formas de manifestação da doença, são:

Artrite

A artrite consiste na inflamação das articulações, pode provocar inchaço e vermelhidão nas juntas. Atinge principalmente grandes articulações como joelhos, cotovelos, punhos e tornozelos.

É considerada uma artrite migratória, ou seja, vai passando de uma articulação para outra. É geralmente o primeiro sintoma a aparecer.

Cardite e valvulite

Esses são termos para descrever a inflamação do coração e suas válvulas, que pode levar a disfunção e descompensação cardíaca.

Envolvimento do sistema nervoso central

A febre reumática também pode atingir o cérebro e causar sintomas neurológicos, o mais conhecido é a coreia de Sydenham, distúrbio no qual a pessoa passa a realizar movimentos incontroláveis, involuntários e abruptos, além de fraqueza e distúrbios emocionais.

Eritema marginatum

São erupções na pele, avermelhadas, que atingem o tronco e os membros, mas poupa a região da face.

Nódulos subcutâneos

São nódulos que aparecem embaixo da pele, podendo variar de alguns milímetros a até 2 cm. Também pode aparecer logo nas primeiras semanas da doença.

Além desses sintomas, também é possível haver febre e dores articulares.

Qual o tratamento para febre reumática? Tem cura?

A febre reumática tem tratamento, que evita a progressão da doença. Em alguns casos pode ser curada no sentido de que a pessoa após tratar e fazer corretamente a profilaxia de novos episódios, pode nunca mais ter sintomas da doença.

No entanto, é possível que as pessoas atingidas por essa doença fiquem com sequelas, principalmente cardíacas. Além disso, também é possível apresentar novos episódios da doença no decorrer do tempo.

Por isso, muitas vezes é necessário manter o tratamento por longos períodos.

O tratamento é feito basicamente através do controle dos sintomas da artrite com uso de anti-inflamatórios, tratamento da faringite estreptocóccica com antibióticos e gestão dos problemas cardíacos e neurológicos, com a medicação apropriada.

Profilaxia de novos episódios da doença

Para se prevenir novos episódios da doença, que podem inclusive ser mais graves, está indicado fazer aplicações regulares de penicilina benzatina a cada 21 dias. O tempo de tratamento profilático com a penicilina benzatina é variável e dependerá da gravidade do primeiro episódio e idade em que a pessoa foi acometida pela doença.

Como se previne a febre reumática (reumatismo no sangue)?

A prevenção da febre reumática é feita através do tratamento imediato e eficaz dos casos de faringite estreptocócica, com o uso da penicilina benzatina ou amoxicilina.

Para mais informações consulte o médico de família ou pediatra.

Leia mais sobre outras formas de reumatismo em:

O que é reumatismo? Quais os sintomas?

10 causas de ardência no bico da mama
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A ardência no bico da mama é uma situação comum para as mulheres, devido à constante variação hormonal, natural do organismo.

O período de puberdade, período pré-menstrual, ovulação, gravidez, amamentação e a menopausa ocorrem pela oscilação dos hormônios: estrogênio, progesterona e prolactina, que preparam o organismo da mulher mensalmente, para a gravidez e amamentação.

O estímulo nos ductos mamários, para aumento das mamas e produção de leite, são responsáveis pelo incômodo e dores no bico das mamas na maioria dos casos. Contudo, pode ocorrer também em situações de inflamação, alergia, traumas, entre outros.

1. Período pré-menstrual

No período pré-menstrual, em geral uma semana antes do sangramento, é comum a presença de maior sensibilidade no bico das mamas, sensação de mamas "pesadas" devido o aumento dos hormônios no sangue.

O estrogênio, a progesterona e a prolactina agem diretamente nos ductos mamários, preparando corpo da mulher para a lactação, caso ocorra a gravidez, e esse estímulo nos ductos causa os sintomas de ardência no bico do seio, sensação de peso e incômodo nas duas mamas.

Neste caso, é recomendado que faça uso de sutiã com boa sustentação, para aliviar o incômodo e para diminuir o risco de flacidez. Se não for suficiente, o médico poderá prescrever um analgésico comum ou medicamento inibidor de estrogênio (tamoxifeno).

2. Menopausa

Na menopausa, embora ocorra uma redução dos níveis de hormônios no sangue, a mulher percebe ardência e dor no bico do seio, nos períodos próximos ao final do ciclo menstrual. As mamas continuam mais sensíveis, de forma semelhante, dos dois lados.

Neste caso, quando a dor é muito intensa, pode ser prescrito um medicamento analgésico ou medicamento inibidor de estrogênio (tamoxifeno).

3. Gravidez

Durante a gravidez, especialmente em seu início, a mulher desenvolve uma sensibilidade aumentada no bico dos seios, descrita como uma ardência importante que dificulta inclusive o toque, fazer a higiene, vestir um sutiã ou uma roupa mais justa.

Por isso é descrito como um dos primeiros sintomas da gestação. Não é preciso qualquer tratamento, os sintomas costumam desaparecer no fim do primeiro trimestre. Entretanto, em alguns casos, esses sintomas permanecem durante toda a gravidez, sem que sinalize um problema.

4. Amamentação

Na amamentação, os hormônios aumentados e as mudanças ocorridas no corpo da mulher para essa etapa, causam o aumento da sensibilidade das mamas, principalmente no bico das mamas.

A adaptação natural e sucção constante do bebê podem causar ardência no bico da mama, rachaduras e feridas, nos primeiros dias da amamentação.

Para evitar essa situação, durante a gravidez, a equipe de saúde orienta a gestante a adotar algumas medidas como exposição ao sol, massagens e cremes fortificantes, além do posicionamento e "pega" adequada do bebê.

5. Mastite

A mastite é uma inflamação da mama, mais frequente durante a amamentação, porém pode ocorrer fora desse período. A inflamação acomete apenas uma das mamas, e causa ardência no bico do seio, dor em fisgadas ou pontadas, vermelhidão, calor e febre alta,

Na suspeita de mastite, a princípio não é preciso interromper a amamentação, mas deve evitar oferecer a mama inflamada ao bebê, até a realizar do tratamento com o uso de antibióticos. Por isso, procure o seu ginecologista para avaliação e orientações adequadas, o quanto antes.

6. Alergia

Produtos de higiene e de beleza podem causar uma reação alérgica na pele, levando a pequenas feridas e ardência no bico dos seios. Neste caso, os sintomas são de ardência, vermelhidão, coceira e pequenas bolinhas na região.

O tratamento deve ser feito com a suspensão desses produtos, pomadas antialérgicas, e quando preciso, medicamento antialérgico oral. O ginecologista ou alergista são os médicos responsáveis por esse tratamento e acompanhamento.

7. Trauma / Roupas apertadas

Um trauma na mama ou uso de roupas apertadas, especialmente em mulheres com o seio grande, causa uma pressão no bico da mama, que se permanecer por períodos longos, leva a uma irritação na pele, ardência e incômodo no bico da mama.

Nesse caso, o recomendado é fazer uso de roupas íntimas mais confortáveis e adequadas ao seu tipo de mama, evitando novos episódios de dor.

Se mesmo assim os sintomas permanecerem ou se evolui com vermelhidão, coceira e calor local, procure um médico para avaliação.

8. Mudança climática

A mudança climática brusca, é mais um motivo comum de reação nessa região. O frio repentino causa uma contração no bico do seio, que se torna tenso, endurecido e mais sensível, que pode ser descrito como ardência, dor ou apenas um incômodo, durante pouco tempo.

O sintoma ocorre nas duas mamas ao mesmo tempo e desaparece espontaneamente quando aquecido.

9. Tumor de mama

Um tumor na mama não costuma causar dor, mas quando ocorre, a dor é apenas em uma das mamas e em um local específico, que pode ser o bico do seio.

Os sintomas mais característicos de um tumor de mama, são as alterações na pele, como retração, mudança de cor e pele mais espessa, por vezes semelhante a uma "casca de laranja" e presença de secreção serossanguinolenta pelo mamilo.

A doença de paget da mama, um tipo de tumor raro no bico do seio, apresenta ainda a queixa de coceira, vermelhidão e bolinhas no mamilo, sendo facilmente confundida com alergia.

10. Uso de medicamentos

Diversos medicamentos apresentam como efeito colateral a dor ou ardência nos mamilos, após início da medicação. Por exemplo, medicamentos a base de hormônios, antidepressivos (inibidores de recaptação de serotonina), anti-hipertensivos e certos antibióticos.

Lembrando que nenhuma medicação deve ser suspensa sem informar e conversar com o médico que a prescreveu, para evitar efeitos adversos graves ou complicações da doença em tratamento.

A mastalgia, como é chamada a dor nas mamas, ou mamilos, também pode ocorrer em homens, mas é bem menos frequente. O médico responsável pela investigação, tratamento e acompanhamento é o ginecologista, obstetra ou mastologista.

Pode lhe interessar ainda, sobre esse assunto, os seguintes artigos:

Dor nos bicos dos seios. O que pode ser?

Estou com caroço no bico do seio o que pode ser?

Tenho bolinhas nos mamilos. O que pode ser e o que fazer?

Referências:

  • FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
  • Mehra Golshan, et al.; Breast pain. May. UpToDate. Jun 26, 2020.
  • Aysun Genç , et al.; The effects of exercise on mastalgia. Phys Sportsmed, 2017 Feb;45(1):17-21.
Como saber se estou abortando ou menstruando?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Quando ocorre um atraso menstrual e se suspeita de uma possível gravidez, após alguns dias pode vir um sangramento. Muitas mulheres podem ter dúvida se este sangramento após o período de atraso é a própria menstruação ou é ocasionado por um aborto espontâneo, de uma gravidez inicial não diagnosticada.

Para conseguir fazer a diferenciação entre menstruação e aborto, precisamos observar algumas características do sangramento e do contexto:

1º Avalie o seu risco de gravidez

Primeiramente, para saber se o seu sangramento é decorrente da menstruação ou do aborto analise se é possível você ter estado grávida. Isso só é possível caso tenha tido relação sexual, com penetração vaginal, desprotegida, ou seja, sem usar nenhum método contraceptivo, nem camisinha.

2º Observe os seus sintomas anteriores e atuais

Observe outros sintomas existentes. Avalie se você teve nos últimos dias outros sintomas sugestivos de gravidez, como náusea, enjoo, sensibilidade mamária ou sensação de inchaço. Caso você tenha tido um aborto eles tendem a aliviar e sumir rapidamente, logo após o abortamento.

3º Observe o seu sangramento

Por fim, observe as característica do sangramento. Um aborto muito precoce de fato pode apresentar características muito semelhantes a da menstruação, como presença de sangramento moderado a intenso e cólicas menstruais. Quanto mais tardio o aborto maior a diferença com a menstruação.

Características da menstruação

A menstruação pode variar de período para período e de pessoa para pessoa, mas costuma apresenta um sangramento que pode variar de vermelho claro a vermelho«escuro, algumas mulheres podem apresentar a formação de coágulos. Também é comum a ocorrência de cólicas menstruais.

Sinais e sintomas do aborto

O aborto pode apresentar as mesmas características da menstruação como sangramento de cor vermelho vivo ou vermelho escuro, cólicas menstruais e presença de coágulos.

A diferença é que caso seja um aborto um pouco mais avançado restos embrionários também podem ser visualizados. As cólicas menstruais também podem ser mais fortes, já que correspondem a contrações uterinas mais intensas.

Quando ocorre um aborto pode-se também sentir uma sensação de mal-estar ou fraqueza, que comumente não ocorre na menstruação.

Além disso o aborto pode levar a complicações, em alguns casos levando ao desenvolvimento de quadros infecciosos, nesse caso pode haver febre e mal-estar.

Leia mais sobre sintomas do aborto em: Quais são os sintomas do aborto

Na presença de sintomas sugestivos de aborto procure um serviço de atendimento médico imediatamente.

O que é bom para dor de barriga?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a dor de barriga, é preciso manter-se bem hidratado, comer de forma saudável, sem restrições, e se for preciso, tomar medicamentos para aliviar os sintomas. Não é preciso fazer jejum ou restrições alimentares, a alimentação é fundamental para aumentar as defesas do organismo.

As medicações antidiarreicas nem sempre são indicadas, porque no caso de infecção intestinal, a diarreia é uma forma de defesa do nosso organismo, que elimina os germes através das fezes.

Hidratar-se bem e manter uma alimentação saudável

Aumentar o consumo de água, especialmente se apresentar diarreia líquida. Em média 2 litros de água por dia é o ideal para ajudar o organismo no equilíbrio entre os sais minerais e a água que circula no corpo, e manter a hidratação.

A tolerância de água depende das condições de saúde de cada um. Pessoas mais idosas, portadores de problemas renais ou cardíacos, devem beber um pouco menos de água, seguindo as orientações do médico que o acompanha.

Na alimentação é recomendado que mantenha a dieta mais próxima do seu habitual, evitando comidas gordurosas e com grande quantidade de açúcar, para auxiliar na nutrição e defesa do organismo, sem causar sobrecarga para diferir alimentos pesados.

Remédios para aliviar a dor de barriga e diarreia 1. Imosec® para diarreia sem sinal de infecção

O Imosec® e similares, como (Diasec®, Diafuran®, Enterosec®, Magnostase®), são medicamentos antidiarreicos, a base de cloridrato de loperamida, na forma de comprimidos de 2 mg, indicados para episódios de diarreia sem sinal de infecção, como febre, sangue ou muco nas fezes.

Essas medicações reduzem a motilidade intestinal, mas não resolve a causa da diarreia, por isso nem sempre são necessários, e por isso indicados, no tratamento.

Crianças abaixo de 5 anos de idade não podem usar essa medicação. Para crianças maiores e adultos, as doses são definidas após avaliação médica, e não deve ultrapassar uma semana de tratamento.

O efeito colateral mais comum é a constipação, e mais raramente, urticária e reações dermatológicas.

2. Tiorfan® para diarreia sem sinal de infecção

Medicamento também indicado para casos de diarreia sem sinal de infecção, em forma de cápsula de 100 mg de racecadotril. Apresenta formulações para crianças menores, com a devida orientação do pediatra. Não recomendado para gestantes ou pessoas com intolerância a açúcar.

A medicação deve ser usada, preferencialmente por no máximo 7 dias, para evitar efeitos colaterais como a constipação, naúseas e dores de cabeça.

3. Buscopan® e Buscopan composto® para o alívio rápido das cólicas

Buscopan® é composto de escopolamina, uma medicação com ação antiespasmódica, que diminui a motilidade intestinal, com o rápido alívio das cólicas. O Buscopan composto®, além da ação antiespasmódica também possui ação analgésica, devido a dipirona na sua fórmula.

A medicação possui poucos efeitos colaterais, no entanto, pessoas com tendência a pressão baixa, podem sentir mal-estar, fraqueza e sudorese. Neste caso, é preferível fazer uso do buscopan simples.

4. Luftal®, Simeticona® para o alívio dos gases intestinais

O excesso de gases está sem dúvida entre as causas mais frequentes de dores de barriga, associada ou não a quadros de diarreia. Esses medicamentos agem aumentando a absorção dos gases intestinais, o que leva ao alívio da dor e sensação de "inchaço" na barriga.

São medicamentos que não precisam de receita para a sua compra, porém devem ser usados conforme orientação médica. Raramente são descritos efeitos colaterais para essas medicações.

5. Floratil® para equilíbrio da flora intestinal

Os probióticos constituem um grupo de medicamentos compostos com bactérias benéficas, que repõem a flora natural do intestino, auxiliando na defesa do organismo e na redução dos sintomas de dor e diarreia.

6. Plasil®, Digesan®, Ondansetrona® para aliviar os sintomas de náuseas e vômitos

Em situações de náuseas e vômitos, que impedem a hidratação e alimentação necessárias, é preciso incluir no tratamento, os anti-eméticos como o dimenidrinato, ou a metoclopramida.

Com o objetivo de aliviar os sintomas e principalmente, evitar os vômitos, o que além de causar mal-estar impede ima boa hodratação e alimentação.

As dosagens devem ser definidas individualmente após avaliação médica.

7. Antibióticos nos casos suspeitos de infecção

Os antibióticos são usados para os casos de diarreia com sinal de infecção, como a diarreia com sangue, muco, presença de febre e queda do estado geral.

Pessoas imunodeprimidas ou crianças com sinal de desidratação, devem ser observadas com mais cuidado, pois não apresentam o quadro típico de infecção.

Sempre que possível, é recomendado fazer a coleta de amostra de fezes para realização de coprocultura e antibiograma.

Dependendo de histórico de alergias e uso regular de outros medicamentos, podem ser prescritos os seguintes antibióticos: Ciprofloxacina®, Azitromicina, Metronidazol e mais recentemente, foi observado na população do Brasil, uma resistência ao antibiótico Bactrim F®, por isso não está mais entre as primeiras opções para esse tratamento.

Quando procurar um médico?

Na presença de fezes com sangue, vômitos e febre, procure um serviço de saúde para avaliação e tratamento. Sendo confirmada uma infecção, é preciso iniciar antibioticoterapia.

Referências:

  • Ministério da Saúde
  • FBG - Federação Brasileira de Gastroenterologia
Anticoncepcionais para acne: quais são e quando podem ser usados
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os anticoncepcionais hormonais orais podem estar indicados para o tratamento de acne e espinhas em algumas situações, por exemplo, quando a acne é causada por algum desbalanço hormonal.

Quase todos os anticoncepcionais podem trazer algum benefício pra pele, exceto aqueles que contém progesteronas androgênicas, os demais costumam reduzir a acne e a oleosidade por conta da ação do estrógeno, um dos hormônio presente na composição da pílula. Mas o efeito pode ser reforçado se estiver presente também uma progesterona com ação anti-androgênica.

Os androgênios são hormônios que favorecem a formação de acne, aumentam a oleosidade da pele e dos cabelos, e favorecem a pilificação do corpo. Por isso, se a pílula contém um progestógeno que interfere na ação dos androgênios, a tendência é haver um efeito positivo na acne, com a sua redução.

Quais pílulas melhoram a acne?

Os melhores anticoncepcionais para tratar espinha e acne são aqueles que contém progestógenos com atividade anti-androgênica, ou seja, são anticoncepcionais que devem conter na sua composição algum dos seguintes componentes:

Acetato de ciproterona
  • Diane 35;
  • Selene;
  • Diclin.
Acetato de clormadinona
  • Aixa;
  • Belara;
  • Clarissa.
Drospirenona
  • Iumi;
  • Yasmin;
  • Yas.
Dienogeste
  • Qlaira;
  • Sibilla.

Portanto, no momento de escolher um anticoncepcional que ajude no tratamento das espinhas é importante escolher um anticoncepcional que contenha algum desses progestógenos.

Contudo, é muito importante sempre conversar com o seu ginecologista ou médico de família antes de começar a usar um contraceptivo oral.

Como no uso de qualquer outro medicamento, deve-se sempre avaliar os riscos e benefícios do seu uso e descartar a existência de alguma contra-indicação.

Leia também: Existem anticoncepcionais mais indicados para adolescentes?

Quando se deve usar anticoncepcional para tratar acne?

Os anticoncepcionais estão indicados de maneira geral como um tratamento complementar para a acne. Isso significa que, embora tenham um efeito positivo, dificilmente os anticoncepcionais serão prescritos sozinhos para tratar a acne. Geralmente outro tratamento, com cremes ou pomadas, também é indicado, para ser feito paralelamente ao uso da pílula.

Também é comumente indicado quando a mulher já deseja fazer uso de algum contraceptivo para evitar gravidez e, ao mesmo tempo, sofre de acne, nessa situação o anticoncepcional atua em duas frentes e pode trazer benefícios para as duas demandas.

Os anticoncepcionais para o tratamento da acne estão especialmente indicados em situações de hiperandrogenismos, ou seja, excesso de hormônios andrógenos, esse problema ocorre, por exemplo, na Síndrome dos Ovários Policísticos. Nessa situação, ocorre a melhora não apenas da acne, mas também dos outros sintomas que possam existir, como irregularidade menstrual.

Como usar anticoncepcional para acne?

O uso do anticoncepcional para o tratamento da acne se assemelha ao uso com o propósito contraceptivo, inclusive porque muitas mulheres podem também deseja usar o anticoncepcional para prevenir uma gravidez.

Portanto, a pílula deve ser tomada regularmente, diariamente, sem esquecimentos, no período sugerido pelo médico. Geralmente, está indicado fazer pausa de 7 dias, entre uma cartela e outra do anticoncepcional, mas também é possível tomar o anticoncepcional em uso contínuo, ou seja, sem pausas entre as cartelas.

O tempo total do tratamento irá depender do objetivo, se o objetivo for apenas a melhora da acne, pode durar alguns meses, se o objetivo incluir também contracepção, ou tratamento da SOP, o uso da pílula será mais prolongado.

Quanto tempo demora para fazer efeito?

Geralmente se avalia a eficácia do tratamento da acne com anticoncepcionais após 3 a 6 meses de uso da pílula, portanto, esse é o período esperado para que o anticoncepcional faça efeito.

Para mais informações converse com o seu médico de família, ginecologista ou dermatologista.

Saiba como prevenir acne em: Como evitar espinhas?

Tem como parar de crescer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Nos casos de crescimento anormal, o médico endocrinologista ou pediatra, pode indicar um tratamento para interromper o crescimento, a base de hormônios.

Os hormônios podem agir acelerando o amadurecimento ósseo e fechando as placas de crescimento ou podem inibir a produção do hormônio do crescimento (GH).

No entanto, essa indicação deve ser feita por um médico especialista, com critérios bem definidos, para evitar complicações e efeitos colaterais dessas medicações.

Tratamento para parar de crescer

Segundo a sociedade de endocrinologia, o tratamento deve ser indicado após excluir causas secundárias, como um tumor de hipófise ou doenças hereditárias, e quando a previsão da altura na vida adulta, for acima de 1,83 cm para as mulheres e acima de 1,98 cm para os homens.

Os hormônios mais utilizados são o estradiol, testosterona e octreotida.

A indicação, doses e tempo de uso de cada um dos medicamentos, é definido de acordo com o caso, pela equipe de saúde, familiares e o paciente. O médico endocrinologista é o responsável por esse acompanhamento.

Quais os riscos de um tratamento com hormônios?

O uso incorreto ou antecipado dos hormônios pode causar problemas no crescimento e desenvolvimento das crianças, especialmente nas meninas. Os efeitos adversos mais comuns incluem:

  • Náuseas, vômitos,
  • Retenção de líquido,
  • Hipotireoidismo,
  • Aumento discreto do risco de câncer de mama e colo de útero,
  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares, como infarto do coração e AVC.

Para evitar essas complicações, é preciso manter as orientações e acompanhamento médico.

Causas de crescimento anormal

Muitos pais se preocupam com o crescimento lento dos filhos, mas o crescimento exagerado também deve ser uma preocupação, porque na maioria das vezes indica alguma anormalidade, e quanto antes o diagnóstico for feito, maior a chance de boa resposta ao tratamento.

As causas mais comuns de alta estatura nas crianças são:

1. Idiopática - chamamos de idiopático quando não encontramos causa para a altura acima da esperada para idade e história familiar;

2. Gigantismo - aumento da estatura e membros alongados, devido à produção excessiva de hormônio do crescimento (GH), pela glândula hipófise, na maioria das vezes por um tumor benigno dessa glândula;

3. Síndrome de Marfan - doença genética rara, caracterizada por alta estatura, braços e dedos longos além de hiperflexibilidade nas articulações;

4. Síndrome de Klinefelter - doença genética que acomete apenas os meninos, com sintomas de alta estatura, braços e pernas longos, desproporcionais ao corpo e alterações genitais (testículos pequenos e crescimento das mamas);

5. Hipertireoidismo - crianças com produção aumentada de hormônios da tireoide, pode ter além do crescimento anormal, olhos "arregalados", perda de peso, tremores, suor excessivo, irritabilidade e agitação.

O gigantismo também pode ocorrer em adultos, chamado acromegalia, nessa faixa etária. A acromegalia apresenta sintomas diferentes porque o adulto já não consegue aumentar a estatura, por isso se caracteriza pelas deformidades ósseas, aumento de partes moles como a orelha, nariz e queixo, e pode desenvolver também doenças crônicas como a diabetes, hipertensão e problemas na tireoide.

A acromegalia aumenta os riscos de doenças cardiovasculares no adulto, como o infarto e o derrame cerebral, por isso na suspeita da doença, procure um endocrinologista para avaliação.

Saiba também até que idade uma pessoa cresce no artigo: Até que idade uma pessoa cresce?

Referência:

SBEM - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.