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Para que serve e como usar durateston®?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Durateston® é um medicamento a base de testosterona recomendado para tratamentos em homens com distúrbios de saúde relacionado à falta de testosterona (hipogonadismo masculino).

É indicado quando a deficiência de testosterona é identificada por meio de sinais e sintomas clínicos e exames de sangue. Ao ser administrado, os princípios ativos do Durateston® se transformam em testosterona pelo organismo.

Como usar durateston®

Durateston® é administrado por meio de uma injeção intramuscular profunda em regiões como nádegas, parte superior da perna ou do braço. Por este motivo deve ser administrado por um profissional de saúde.

A dose usual é de uma injeção de 1 ml a cada 3 semanas. Esta dosagem pode ser ajustada pelo/a médico/a de acordo com a resposta individual de cada paciente. Este ajuste é feito com base nos resultados de exames de sangue efetuados antes e durante o tratamento.

Se você achar que o efeito de durateston® está muito fraco ou muito intenso, comunique-se com o/a médico/a o quanto antes.

Os efeitos do medicamento diminuem gradativamente após a sua suspensão.

Precauções quanto ao uso de durateston®

O tratamento com a testosterona e outros hormônios masculinos pode causar o aumento do tamanho da próstata. Este é um efeito comum em homens idosos. Deste modo, é importante que durante o tratamento sejam regularmente realizados Exame de Toque Retal e PSA (testes sanguíneos para o antígeno prostático específico).

Devem também ser efetuados exames de sangue para verificar a hemoglobina (substância que faz transporte de oxigênio nos glóbulos vermelhos). O uso de durateston® pode provocar o aumento do número de glóbulos vermelhos e desencadear complicações. Embora este seja um efeito raro, deve ser monitorado.

Comunique ao seu médico se você tem, já teve ou suspeita que tenha as seguintes condições e saúde:
  • Câncer renal
  • Câncer pulmonar
  • Câncer de mama que se espalhou pelos ossos
  • Doenças de corações, rins ou fígado
  • Apneia do sono
  • Enxaqueca
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial (pressão arterial elevada)
  • Epilepsia
  • Doenças na próstata
Contraindicações de durateston®
  • Alergia aos componentes da fórmula
  • Mulheres
  • Crianças menores de 3 anos de idade
  • Pessoas alérgicas à soja ou amendoim
Efeitos colaterais de durateston®

As reações adversas do uso de durateston® incluem:

  • Náuseas
  • Acne
  • Prurido
  • Dor muscular (mialgia)
  • Retenção de líquido
  • Depressão
  • Nervosismo;
  • Transtorno de humor
  • Pressão alta (hipertensão)
  • Alterações na função do fígado
  • Alterações da libido
  • Ginecomastia (crescimento das mamas)
  • Ereção prolongada e dolorosa do pênis
  • Alterações na formação do esperma
  • Câncer de próstata

Respeite as orientações médicas quanto ao uso de durateston®, comunique os seus efeitos e realize os exames solicitados antes e durante o tratamento.

Durateston® somente deve ser utilizado sob orientação e supervisão médica.

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Sucupira tem ação analgésica e anti-inflamatória? Quais os riscos para a saúde?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

A sucupira (Pterodon emarginatus) é uma árvore do cerrado brasileiro bastante utilizada na medicina popular como analgésico e anti-inflamatório. Entretanto, estas propriedades da planta ainda não são cientificamente comprovadas.

Existem compostos bioativos diferentes em cada parte da sucupira. Estudos mostram que nas folhas e na casca da árvore estão presentes os alcaloides e, nas sementes e nos frutos se encontram isoflavonas e alguns triterpenos.

Sucupira possui ação analgésica?

A propriedade analgésica da sucupira ainda está sendo estudada. As pesquisas já realizadas indicam que o efeito analgésico pode estar no extrato de sucupira. Entretanto, estes estudos foram feitos em camundongos e não necessariamente os efeitos observados nestes animais serão observados nos seres humanos.

Os estudos não conseguiram esclarecer até o momento seu mecanismo da ação analgésica, embora se possa deduzir que os flavonoides presentes na sucupira auxiliam na redução das dores provocados por inflamação devido à diminuição na produção de prostaglandinas.

Deste modo, mais pesquisas são necessárias no sentido de esclarecer e comprovar o efeito analgésico da sucupira.

Sucupira possui ação anti-inflamatória?

A sucupira é há muito tempo popularmente utilizada para tratar gota, artrite e problemas músculo esqueléticos. Porém, o seu efeito anti-inflamatório ainda não foi comprovado em seres humanos.

Os estudos que demonstraram que o extrato de sucupira pode reduzir as inflamações músculo esqueléticas, a exemplo da artrite, foram realizados em animais.

Formas de consumo e cuidados ao consumir sucupira

A sucupira pode ser consumida em forma de chá feito com a semente de sucupira, extrato, tintura, óleo e cápsulas. É importante que o uso de qualquer uma destas formas seja orientado por um profissional de saúde, pois a plantas possuem princípios ativos (bioativos) que podem interagir entre si e com medicamentos, o que pode provocar efeitos colaterais.

Pelo de fato de ainda não ter sido efetuado nenhum estudo com sucupira em seres humanos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não pode garantir a segurança do seu uso. Por este motivo a utilização da sucupira como fitoterápico em tratamentos para dor e inflamação, bem como outras aplicações deve ser indicada por médico/a ou nutricionista especializado em fitoterapia.

Quais os riscos do consumo de sucupira para a saúde?

O emprego das plantas medicinais para tratamentos em saúde é popularmente difundido em função das suas propriedades terapêuticas. Entretanto, a maior parte das pessoas desconhece sua toxicidade, o que pode provocar reações adversas e trazer riscos à saúde. A escassez de estudos sobre a sucupira não possibilitam indicar os riscos do seu uso para a saúde, o que exige cautela quanto ao seu consumo. Mais estudos precisam ser realizados para garantir a segurança da sucupira na promoção da saúde e tratamento de doenças.

Contraindicações da Sucupira
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Pessoas com doença renal;
  • Portadores de distúrbios hepáticos.

Antes de iniciar o uso de sucupira converse com um/a médico/a ou nutricionista especializado em fitoterapia.

Para que serve e como usar espironolactona?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Espironolactona tem ação anti-hipertensiva e diurética. É um medicamento indicado para: hipertensão essencial (elevação da pressão arterial sem causa definida), edema (inchaço) ou ascite (acúmulo de líquido no abdome) decorrentes de insuficiência cardíaca, cirrose hepática e síndrome nefrótica, edema idiopático (edema sem causa esclarecida) e tratamento da hipertensão arterial maligna (um tipo grave de hipertensão arterial).

É também utilizado na prevenção de hipopotassemia (redução dos níveis de potássio sanguíneo) e hipomagnesemia (diminuição dos níveis sanguíneos de magnésio) em pessoas que tomam diuréticos ou quando outros tratamentos forem inadequados ou impróprios.

Além disso, utiliza-se para o diagnóstico e tratamento hiperaldosteronismo primário (aumento dos níveis sanguíneos de um hormônio renal chamado aldosterona) e tratamento pré-operatório de portadores de hiperaldosteronismo primário.

Como usar espironolactona

A espironolactona é apresentada em comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

A dosagem a ser utilizada depende do distúrbio a ser tratado.

A dose total diária prescrita de espironolactona pode ser ingerida em doses fracionadas durante o dia ou do medicamento pode ser ingerido.

É importante que a medicação seja administrada diariamente nos mesmos horários e que o tratamento não seja interrompido sem orientação médica.

Contraindicações de espironolactona

Espironolactona é contraindicada em casos de:

  • Alergia à espironolactona ou aos demais componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas que apresentam redução significativa da função renal;
  • Portadores de insuficiência renal aguda;
  • Pessoas que apresentam anúria (redução ou ausência de excreção urinária);
  • Portadores de doença de Addison (um tipo de distúrbio hormonal);
  • Pessoas que apresentam hipercalcemia (aumento da concentração de cálcio no sangue).
Efeitos colaterais de espironolactona

O uso de espironolactona pode provocar:

  • Náusea;
  • Mal-estar;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Tonturas;
  • Prurido (coceira);
  • Urticária (alergia na pele);
  • Confusão mental;
  • Sonolência;
  • Febre;
  • Alteração da libido;
  • Impotência;
  • Distúrbios menstruais;
  • Câimbras;
  • Alopecia (queda de cabelos);
  • Hipertricose (crescimento anormal de pelos);
  • Dor ou nódulos nos seios;
  • Leucopenia (redução da quantidade de glóbulos brancos no sangue);
  • Trombocitopenia (diminuição na contagem de plaquetas no sangue);
  • Anormalidades na função hepática (função do fígado);
  • Insuficiência renal aguda.

Qualquer uma destas reações deve ser comunicada ao/à médico/a.

Alimentação com baixo teor de sal e a prática de atividade física ajudam muito no tratamento da hipertensão arterial.

Ao usar qualquer medicamento, respeite a dosagem, os horários e o tempo de duração do tratamento conforme prescrição. Não utilize medicamentos sem orientação médica.

Picolinato de cromo emagrece? Saiba como tomar e quais os seus efeitos colaterais
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O picolinato de cromo ou cromo quelato é um suplemento nutricional popularmente usado para fins de emagrecimento. Embora seja utilizado para emagrecer por meio da queima de gordura e ganho de massa muscular, sua eficiência não é cientificamente comprovada.

Picolinato de Cromo x Emagrecimento

Ainda não há evidências científicas que comprovem que o uso de picolinato de cromo promove o emagrecimento. Alguns estudos mostraram que este suplemento emagrece por ser capaz de reduzir o apetite e o desejo por comida, acelerar o metabolismo e impulsionar a queima de gordura.

O cromo é um mineral essencial que participa no metabolismo dos carboidratos, aumenta a tolerância do organismo à glicose e potencializa a ação da insulina. Além disso, auxilia na redução da formação de colesterol. Este mineral pode ser ingerido em sua forma natural por meio da alimentação.

Como tomar picolinato de cromo

A dose recomendada deve ser de 50 a 300 microgramas (mcg) por dia.

Entretanto, a suplementação com picolinato de cromo deve ser prescrita e orientada por médico/a ou nutrólogo. Seu uso deve ser associado a uma alimentação saudável e à prática de atividade física.

Contraindicações do picolinato de cromo
  • Insônia
  • Alterações de humor
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Perda de minerais (ferro)
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Surgimento de úlceras
  • Anemia
  • Problemas de fígado
Fontes naturais de cromo

O cromo pode ser encontrado em grãos integrais, frutas, vegetais, leguminosas alimentos de origem animal e alimentos integrais.

Grão integrais
  • Aveia
  • Linhaça
  • Chia
Frutas
  • Uva
  • Maçã
  • Laranja
  • Açaí
  • Banana
Vegetais
  • Espinafre
  • Brócolis
  • Tomate
  • Alho
  • Cenoura
  • Batata
Leguminosas
  • Soja
  • Milho
  • Feijão
Alimentos de origem animal
  • Frango
  • Carnes
  • Frutos do mar
  • Ovos
  • Leite e derivados
Alimentos integrais
  • Pão integral
  • Arroz integral
  • Massas integrais
  • Açúcar mascavo
  • Farinha de trigo integral
  • Levedura de cerveja

Não utilize suplementos alimentares sem orientação de um/a nutricionista ou nutrólogo/a e adote um estilo de vida que inclua uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.

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Para que serve e como usar escitalopram (oxalato de escitalopram)?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Oxalato de escitalopram é um medicamento antidepressivo indicado para o tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão, tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, do transtorno de ansiedade social ou tratamento do transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Como usar oxalato de escitalopram? Oxalato de Escitalopram comprimidos (10 mg e 20 mg)

Os comprimidos de oxalato de escitalopram podem ser ingeridos em qualquer momento do dia, com ou sem alimentos. Recomenda-se tomar o comprimido com água sem mastigá-los. É importante manter as tomadas sempre no mesmo horário diariamente.

Oxalato de Escitalopram gotas

Oxalato de escitalopram gotas pode ser administrado em qualquer hora do dia com água. Não há necessidade de ser ingerido durante as refeições, entretanto é importante tomar o medicamento todos os dias no mesmo horário.

Dosagem de oxalato de escitalopram comprimidos (10 mg e 20 mg) e oxalato de escitalopram gotas

A dosagem de oxalato de escitalopram comprimidos ou gotas é individualizada e depende do distúrbio a ser tratado (depressão, transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade social ou transtorno obsessivo compulsivo).

O tratamento geralmente se inicia com a dose mais baixa durante a primeira semana até que a dose definitiva seja atingida ao final do primeiro mês. Avaliações periódicas são realizadas durante o tratamento para avaliar a evolução do quadro clínico, eficácia da medicação e, se necessário, ajustar a dosagem. A dose máxima diária de 20 mg não deve ser ultrapassada.

A duração do tratamento varia de pessoa para pessoa e, geralmente, sua duração mínima é de aproximadamente 6 meses. Entretanto, o tratamento pode ser prolongado.

Após o desaparecimento dos sintomas o tratamento com oxalato de escitalopram perdura com por alguns meses para reduzir o risco de reincidência dos transtornos. O término do tratamento deve ser cuidadosamente avaliado por um/a psiquiatra ou pelo/a médico/a que está acompanhando o/a paciente. A retirada da medicação deve ser feita de forma gradativa. O tratamento com escitalopram não deve ser suspenso bruscamente.

Contraindicações do oxalato de escitalopram

  • Pessoas alérgicas ao oxalato de escitalopram e/ou demais componentes da fórmula;
  • Idade inferior a 18 anos;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Tratamento concomitante com pimozida;
  • Portadores de arritmias cardíacas;
  • Tratamento concomitante com monoaminoxidase.
Precauções quanto ao uso de oxalato de escitalopram

Oxalato de escitalopram deve ser usado com cautela e com rigoroso acompanhamento médico em casos de:

  • Portadores de epilepsia ou de outros quadros convulsivos;
  • Pessoas com ansiedade paradoxal;
  • Pacientes com histórico de mania/hipomania;
  • Portadores de diabetes;
  • Pessoas com doenças coronarianas;
  • Portadores de arritmias cardíacas;
  • Evitar o uso concomitante com fitoterápicos da erva de São João (Hypericum perforatum);
  • Pessoas em uso de escitalopram devem ser monitoradas quanto ao risco de suicídio, pensamentos suicidas ou piora do quadro clínico;
  • Evitar usar bebida alcoólica durante o tratamento com oxalato de escitalopram;
  • Evitar dirigir veículos ou operar máquinas no início do tratamento até saber como oxalato de escitalopram influenciará na sua capacidade de atenção e habilidades.
Efeitos colaterais de oxalato de escitalopram
  • Cefaleia;
  • Náusea:
  • Redução ou aumento do apetite;
  • Aumento de peso;
  • Ansiedade;
  • Inquietação;
  • Sonhos anormais;
  • Redução da libido;
  • Anorgasmia feminina (incapacidade de chegar ao orgasmo mesmo com excitação);
  • Insônia;
  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Parestesia (sensação de dormência e ou formigamento);
  • Tremores;
  • Sinusite;
  • Diarreia;
  • Constipação;
  • Vômitos;
  • Boca seca;
  • Sudorese;
  • Artralgias;
  • Mialgias;
  • Distúrbios de ejaculação e impotência masculina;
  • Fadiga;
  • Febre.

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Proteínas vegetais substituem a carne? Onde posso encontrar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

As proteínas vegetais podem sim suprir nossas necessidades diárias de proteína e, deste modo, podem sim substituir a carne. Os alimentos do grupo das leguminosas são os ideais para esta substituição. Neste grupo estão todos os tipos de feijão.

A disponibilidade de proteínas disponíveis em alimentos de origem animal e vegetal é sempre alvo de muitas dúvidas. É importante lembrar que as proteínas são formadas de um aglomerado de aminoácidos e que todos os aminoácidos essenciais (aqueles que ingerimos com a alimentação) são encontrados em alimentos de origem vegetal.

Alimentos vegetais ricos em proteínas

As leguminosas contêm todos os aminoácidos essenciais necessários às necessidades do organismo humano. Os alimentos do grupo das leguminosas são:

  • Grão-de-bico
  • Ervilhas
  • Lentilhas
  • Favas
  • Soja em grãos
  • Feijões de todos os tipos (preto, corda, vermelho, fradinho, carioca, branco entre outros)
  • Tofu (derivado da soja)
Como substituir a carne por leguminosas?

A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de 100 g de carne por dia. Para trocar a carne por feijão e retirá-la da alimentação são necessários o consumo de 7 colheres de sopa de leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilhas, entre outras) ao dia.

Esta porção fornece a quantidade de aminoácidos necessários ao organismo humano e, por consequência, atende às necessidades nutricionais diárias de proteínas.

Cereais (arroz integral, quinoa, milho, macarrão) e leguminosas, isoladamente, contém todos os aminoácidos essenciais em diferentes quantidades. Por esta razão se recomenda combinar estes dois grupos de alimentos vegetais, cereais e leguminosas, e consumi-los todos os dias. Não é necessário que sejam consumidos juntos em uma mesma refeição, mas é importante que sejam ingeridos no mesmo dia.

Alimentação sem carne e ferro

A absorção do ferro presente em 65 a 100 g de carne vermelha é similar ao que é absorvido quando ingerimos 1 concha ou 7 colheres de sopa de feijão. Na carne há cerca de 1,9 mg de ferro dos quais absorvemos 18%. Na concha de feijão a concentração de ferro é de 4,2 mg dos quais absorvemos 10%.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a deficiência de ferro é bastante comum tanto em países pobres, como em países ricos. Estudos científicos mostram ainda que a anemia por deficiência de ferro é semelhante entre as pessoas que consomem carne e as que não consomem.

A perda de sangue é a causa mais comum de deficiência de ferro. Por este motivo as mulheres, que perdem sangue pela menstruação, são mais propensas à deficiência de ferro do que os homens.

É importante dizer que a carência de ferro não é tratada somente com alimentação. Nestes casos se fazem necessários o uso de medicamentos devidamente orientados por profissional médico.

Alguns cuidados sobre o consumo de proteínas

Em um plano alimentar equilibrado, o consumo de proteínas deve corresponder de 10% a 15% do total de calorias ingeridos. Se você quer deixar de comer carne, pode suprir esta necessidade com alimentos baseados em grãos (leguminosas e cereais). Ao alimentar-se deste modo a sua cota de proteínas diárias será atingida, uma vez que incluirá todos os aminoácidos essenciais.

A proteína é um nutriente fácil de obter nos alimentos, mesmo que seus hábitos alimentares não sejam adequados.

As pesquisas científicas não comprovam o risco de deficiência de proteínas nas populações e em grupos de pessoas que não consomem carne.

Do ponto de vista nutricional 7 colheres de sopa de feijões cozidos substituem 100 gr de carne. Nestas quantidades os dois alimentos possuem em torno de 190 calorias. Embora os feijões tenham menos proteínas do que a carne, a sua ingestão nesta quantidade ultrapassa bastante a necessidade diária de proteínas em um plano alimentar padrão.

As pessoas que decidem para de comer carne devem fazer acompanhamento da dosagem de vitamina B12.

Qualquer mudança em sua alimentação, com ou sem carne, se torna mais segura com o auxílio de um nutrólogo/o ou nutricionista. Entretanto, antes de agendar a sua consulta certifique-se de que o profissional sabe orientar um plano alimentar sem carne e que respeita a sua escolha.

Para que serve Tramal® cápsulas? É o mesmo que morfina?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Tramal® (cloridrato de tramadol) é um potente analgésico da classe dos opioides indicado para dor de intensidade moderada a grave. Sua ação se dá nas células nervosas específicas da medula espinhal e cérebro (sistema nervoso central) e provoca o alívio da dor.

Tramal® é o mesmo que morfina?

Não. Tramal® (cloridrato de tramadol) e morfina, apesar de serem analgésicos potentes do grupo dos opioides, são substâncias diferentes e possuem efeitos também distintos.

A morfina, além de analgésico, tem ação sedativa e ansiolítica.É bastante utilizada por pacientes com câncer, queimaduras extensas e dores cirúrgicas, pois é capaz de reduzir dores intensas a zero. Entretanto, pode provocar depressão respiratória, desencadear queda de pressão arterial (hipotensão) e redução da frequência cardíaca (bradicardia), suprimir o reflexo da tosse e causar broncoespasmo. Náuseas, vômitos e redução do tamanho das pupilas (miose) são efeitos colaterais comuns. Pode causar tolerância e dependência. Seu uso é feito, preferencialmente, em ambiente hospitalar. O uso em domicílio é bastante arriscado e deve ser rigorosamente acompanhado pelo/o médico/a.

O tramal® (cloridrato de tramadol) apresenta risco muito menor de depressão respiratória e cardiovascular quando comparado à morfina. É eficaz para amenizar dores intensas e tem o uso em domicílio mais seguro.

Como tomar Tramal®?

Tramal® deve ser prescrito por médico/a de forma individualizada. Isto significa que a dose a ser prescrita para você dependerá da avaliação que este profissional fará do seu quadro clínico.

Para adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade recomenda-se ingerir uma a duas cápsulas de tramal® (equivalente a 50 ou 100 mg de cloridrato de tramadol) por dia. Dependendo da dor, o efeito dura cerca de 4 a 8 horas.

A dose máxima diária não deve ultrapassar 400 mg por dia (8 cápsulas por dia de tramal® 50 mg).

Se você achar que o efeito do medicamento está muito forte ou muito fraco, informe ao seu médico. Não altere a dosagem por conta própria.

Efeitos colaterais de tramal®

Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso de tramal® são:

  • Náusea
  • Tonturas
  • Dor de cabeça
  • Sonolência
  • Vômito
  • Prisão de ventre (constipação)
  • Transpiração
  • Boca seca
  • Fadiga
Contraindicações de tramal®
  • Pessoas alérgicas ao cloridrato de tramadol ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Idade inferior a 12 anos;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas em uso nos últimos 14 dias de antidepressivos inibidores da monoaminooxidase (medicamentos que inibem a enzima que destrói a serotonina produzida pelo corpo:);
  • Pessoas em abstinência de drogas entorpecentes;
  • Pessoas que estão se tratando de intoxicação por álcool, hipnóticos, opioides e outros psicotrópicos.
Precauções quanto ao uso de de tramal®

Tramal® (cloridrato de tramadol) deve ser usado com cautela e com rigoroso acompanhamento médico em casos de:

  • Pessoas que tendem a usar medicamentos de forma abusiva ou são dependentes de medicamentos devem usar tramal® por períodos curtos e sobre estrita e rigorosa supervisão médica;
  • O uso prolongado de tramal® pode provocar dependência química e física, assim como o desenvolvimento de tolerância (fenômeno em que uma determinada dose da medicação já não é capaz de atingir o efeito desejado);
  • Portadores de epilepsia;
  • O uso de tramal® com anticoagulantes pode aumentar o risco de sangramento;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com tramal®.

Para que o uso de tramal® seja seguro e eficaz, sua administração deve ser somente por via oral. Respeite sempre os horários, as doses e a duração do tratamento de acordo com as orientações médicas. Não interrompa o tratamento sem indicação médica.

Zolpidem: para que serve e quais são os efeitos colaterais?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Zolpidem é um medicamento sedativo e hipnótico utilizado para o tratamento da insônia ocasional (eventual), transitória (passageira) ou crônica (dificuldade para dormir há mais de 3 semanas).

Sua ação se dá nos centros de sono, que se localizam no cérebro, reduzindo o tempo que você demora para dormir e a quantidade de despertares que você tem durante o sono. Isto faz com que o tempo de duração do sono se prolongue e ocorra com melhor qualidade.

Efeitos colaterais de zolpidem

Os efeitos colaterais de zolpidem podem ser minimizados se o medicamento for administrado imediatamente antes de se deitar. As reações mais comuns são:

  • Alucinação
  • Agitação
  • Pesadelo
  • Sonolência
  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Insônia exacerbada
  • Diarreia
  • Náusea
  • Vômitos
  • Dor abdominal
  • Dor nas costas
  • Infecção respiratória
  • Fadiga
Como tomar zolpidem?

Zolpidem começa a agir muito rapidamente. Por este motivo, você deve ingeri-lo imediatamente antes de se deitar ou mesmo quando já estiver deitado/a. O tratamento com zolpidem não deve ultrapassar 4 semanas, exceto sob orientação médica. A duração do tratamento somente pode ser determinada por um médico/a após a avaliação do seu tipo de insônia e do seu estado de saúde.

Comprimido de 10 mg (via oral)

A dose diária recomendada para adultos abaixo de 65 anos é de 10 mg por dia.

Para pessoas com mais de 65 anos, se recomenda a dose de 5 mg por dia. Esta dosagem só deve ser aumentada em casos excepcionais e não deve exceder 10 mg por dia.

Comprimido de 5 mg (sublingual)

Em adultos se recomenda um comprimido sublingual de 5 mg uma vez ao dia imediatamente antes de se deitar. A dose somente deve ser aumentada sob orientação médica.

Os comprimidos de zolpidem não devem ser partidos ou mastigados.

Contraindicações de zolpidem
  • Pessoas alérgicas ao zolpidem ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Portadores de insuficiência respiratória severa ou aguda (redução da função respiratória);
  • Pacientes com insuficiência hepática severa (redução da função do fígado);
  • Pessoas com idade inferior a 18 anos;
  • Pessoas com cansaço extremo ou portadores de doenças neurológicas como a miastenia gravis;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando.
Precauções quanto ao uso de zolpidem

Zolpidem deve ser usado com cautela e com rigoroso acompanhamento médico em casos de:

  • Pessoas com mais de 65 anos;
  • Portadores de distúrbios psicóticos;
  • Pacientes com quadro de amnésia;
  • Portadores de depressão;
  • Pessoas que apresentam sonambulismo;
  • Evite a ingestão de álcool se estiver em uso de zolpidem;
  • Não conduza veículos ou opere máquinas após a ingestão de zolpidem.

Para que o uso de zolpidem seja seguro e eficaz, sua administração deve ser somente por via oral ou sublingual. Respeite sempre os horários, as doses e a duração do tratamento de acordo com as orientações médicas. Não interrompa o tratamento sem indicação médica.

Leia também: Qual o tratamento para insônia?

Hixizine® (dicloridrato de hidroxizina): para que serve e como tomar? Provoca sono?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O hixizine® (dicloridrato de hidroxizina) é um potente antialérgico com ação anti-coceira (anti-pruriginosa). É indicado para o alívio da coceira (prurido) provocado por condições alérgicas da pele como dermatite atópica e de contato, urticária e prurido que ocorrem por outras doenças.

Como tomar Hixizine® ? Hixizine® Xarope para crianças

Uso pediátrio

Hixizine® Xarope deve ser administrado de acordo com o peso corporal.

Peso Corporal Dose antialérgica
6 a 8 Kg 2,0 a 3,0 ml de xarope por tomada
8 a 10 Kg 3,0 a 3,5 ml de xarope por tomada
10 a 12 kg 3,5 a 4,0 ml de xarope por tomada
12 a 24 kg 4,0 a 8,5 ml de xarope por tomada
24 a 40 kg 8,5 a 14,0 ml de xarope por tomada
Hixizine® Comprimido

Uso pediátrico

Em crianças recomenda-se 0,7 mg/Kg de peso, 3 vezes ao dia, a cada 8 horas.

Uso adulto

A dosagem recomendada de hixizine® comprimido é 25 mg, 3 a 4 vezes ao dia, a cada 6-8 horas.

O tratamento deve ter duração máxima de 10 dias para adultos e crianças com idade superior a 6 anos ou de acordo com a orientação médica. Hixizine® Xarope e Comprimido somente devem ser administrados por via oral.

Hixizine® provoca sono?

Sim. O hixizine® (dicloridrato de hidroxizina) pode provocar sonolência. É necessário evitar dirigir veículos ou operar máquinas, uma vez que seu reflexos podem ficar mais lentos. Algumas atividades da vida diária também podem ser afetadas por causa do sono.

Contraindicações de hixizine®
  • Pessoas alérgicas a hixizine® (dicloridrato de hidroxizina) ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 6 anos.
Precauções quanto ao uso de hixizine®
  • O xarope possui sacarose, o que demanda cuidados quando usado por pessoas diabéticas;
  • Cautela quanto ao uso concomitante com ansiolíticos, antidepressivos e outros medicamentos de uso psiquiátrico;
  • Evitar o consumo de álcool enquanto estiver em tratamento com hixizine® (dicloridrato de hidroxizina).
Efeitos colaterais de hixizine®

Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso oral de Hixizine® (dicloridrato de hidroxizina) são:

  • Sonolência
  • Sedação
  • Boca seca

Estes efeitos são transitórios e devem passar rapidamente. Se ocorrer demora na cessação dos efeitos ou qualquer outra reação o/a médico/a deve ser contactado/a.

Utilize hixizine® (dicloridrato de hidroxizina) respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento indicado por seu/sua médico/a. Não consuma medicamentos sem prescrição.

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Spirulina emagrece mesmo? Para que serve e como tomar?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Por promover saciedade, a spirulina pode sim ser uma aliada para quem deseja perder peso. É uma cianobactéria que, como as plantas, faz fotossíntese e é indicada para quem faz dietas de baixa caloria. Deste modo, ela é usada como suplemento alimentar com o objetivo de complementar o consumo de nutrientes.

Spirulina e emagrecimento

Devido à alta concentração de nutrientes e proteínas a spirulina ajuda a promover sacidade e, desta forma, auxilia no processo de emagrecimento. Há também uma redução na vontade de comer doce.

Além disso, a spirulina estimula o bom funcionamento dos intestinos possibilitando a desintoxicação do organismo, acelerando o metabolismo e reduzindo a retenção de líquidos.

Entretanto, este suplemento sozinho não faz milagres. É preciso que seu uso, indicado por nutricionista ou nutrólogo, seja associado à um plano alimentar saudável e à prática de atividade física.

Como tomar spirulina para emagrecer?

A dose de spirulina recomendada para fins de emagrecimento é de 2 a 3 g por dia. O suplemento pode ser ingerido em uma única dose ou antes das principais refeições (café da manhã, almoço e jantar). Neste caso, deve-se consumir meia hora antes destas refeições. Você pode encontrar suplemento na forma de pó e comprimidos.

Propriedades da Spirulina

A spirulina, além de ajudar a emagrecer, possui outras propriedades:

Efeito antioxidante

Por ter potente ação antioxidante e ser rica em vitamina A, zinco e selênio, a spirulina melhora os índices de triglicerídeos e colesterol, auxilia na prevenção do câncer e previne o envelhecimento precoce.

Fortalece a imunidade

A spirulina ajuda a fortalecer o sistema imunológico e, deste modo, promove a melhora da congestão nasal e de episódios de rinite alérgica.

Reduz a sensação de cansaço

A spirulina impede a formação de ácido lático nos músculos após a prática de atividade física. Esta ação possibilita a redução da sensação de cansaço e previne dores musculares em decorrência de exercícios físicos. Por ser um suplemento rico em ferro, magnésio e ômega-3, também ajuda na recuperação muscular.

Spirulina é comumente utilizado na prevenção e como coadjuvante no tratamento de gordura localizada e obesidade.

Antes de iniciar o uso de spirulina busque orientação de um nutricionista ou nutrólogo e adote um estilo de vida que inclua uma alimentação saudável e a prática de atividade física.

Para que serve e como tomar cloridrato de ciclobenzaprina (miosan)? Provoca sono?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Cloridrato de ciclobenzaprina, ou miosan®, um dos representantes mais conhecidos da classe, é um relaxante muscular indicado para dores musculares agudas como torcicolo, lombalgias, fibromialgia, periartrite escapuloumeral, cervicobraquialgias.

Como tomar cloridrato de ciclobenzaprina (miosan®)?

Cloridrato de ciclobenzaprina é um medicamento de uso oral e se apresenta em comprimidos revestidos de 5 mg e 10 mg.

Uso adulto

Adultos devem utilizar a dose de 20 mg a 40 mg ,de duas a 3 vezes ao dia.

O medicamento deve ser administrado a cada 12 horas ou a cada 6 horas.

A dose diária não deve ultrapassar 60 mg de medicamento.

O tratamento com as doses diárias de medicação deve durar no máximo de 2 a 3 semanas com acompanhamento médico.

Os comprimidos não devem ser abertos, partidos ou mastigados.

Cloridrato de ciclobenzaprina (miosan®) provoca sono?

Sim, devido a sua ação sobre o sistema nervoso central, pode provocar sonolência. É necessário evitar dirigir veículos ou operar máquinas, uma vez que seu reflexos podem ficar mais lentos. Algumas atividades da vida diária também podem ser afetadas por causa do sono provocado pelo medicamento.

Contraindicações do cloridrato de ciclobenzaprina (miosan®)
  • Pessoas alérgicas a ciclobenzaprina ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Pessoas portadoras de doenças neurológicas como a miastenia gravis ou miopatias;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Menores de 15 anos;
  • Pessoas que têm glaucoma ou retenção urinária;
  • Pacientes em fase de recuperação de infarto de miocárdio;
  • Portadores de arritmia cardíaca, bloqueio, alteração de conduta, insuficiência cardíaca congestiva ou hipotireoidismo.
Efeitos colaterais do cloridrato de ciclobenzaprina (miosan®)

Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso oral do cloridrato de ciclobenzaprina são:

  • Sonolência
  • Boca seca
  • Vertigem

Este efeitos devem cessar rapidamente. Qualquer outra reação deve ser reportada ao/a. médico/a.

Utilize cloridrato de ciclobenzaprina (miosan®) respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento indicado por seu/sua médico/a. Não consuma medicamentos sem prescrição.

Para que serve e como tomar acetilcisteína? É indicado para tosse?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

Acetilcisteína é um expectorante indicado quando há presença de secreção densa e viscosa de difícil expectoração. Este medicamento ajuda a eliminar a secreções pulmonares e facilitam a respiração.

É utilizado em casos de bronquite aguda e crônica e suas manifestações de piora e complicações, pneumonia, enfisema pulmonar, colapso e atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios) e mucoviscidose (doença hereditária que provoca a produção de muco espesso chamada de fibrose cística). É também usado para o tratamento de intoxicações por paracetamol.

Como tomar acetilcisteína?

Não é necessário prescrição médica obrigatória para adquirir acetilcisteína, entretanto, é importante seguir a orientação médica para consumi-lo.

Acetilcisteína xarope

Acetilcisteína pediátrico 20 mg/ml

Crianças de 2 a 4 anos: devem usar 100 mg (5 ml) de 2 a 3 vezes ao dia.

Crianças acima de 4 anos: devem utilizar 100 mg (5 ml) de 3 a 4 vezes ao dia.

Acetilcisteína adulto 40 mg/ml

Para os adultos, a dose de 600 mg (15 ml) é indicada 1 vez ao dia, de preferência à noite.

Acetilcisteína granulado

Acetilcisteína pediátrico granulado de 100 mg

Crianças de 2 a 4 anos: devem usar 100 mg (1 envelope) de 2 a 3 vezes ao dia.

Crianças acima de 4 anos: devem utilizar 100 mg (1 envelope) de 3 a 4 vezes ao dia.

Acetilcisteína adulto 200 mg e 600 mg

Granulado de 200 mg: deve-se usar 200 mg (1 envelope) de 2 a 3 vezes ao dia.

Granulado de 600 mg: deve-se usar 600 mg (1 envelope), 1 vez ao dia e, de preferência à noite.

O tratamento deve durar de 5 a 10 dias para acetilcisteína xarope ou granulado e se os sintomas persistirem o médico precisa ser contactado.

Acetilcisteína é indicado para tosse?

O medicamento é indicado para pessoas que apresentam tosse cheia (tosse produtiva). Acetilcisteína modifica as características da secreção respiratória (muco), reduz a sua consistência, a torna mais líquida e fluida, o que facilita a expetoração pela própria tosse. Uma vez que a secreção é expelida a tosse produtiva deverá cessar.

Contraindicações da acetilcisteína
  • Pessoas alérgicas à acetilcisteína e componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Crianças menores de 2 anos.
Precauções ao uso de acetilcisteína
  • Pessoas que têm ou tiveram úlcera péptica, uma vez que o uso do medicamento pode irritar a mucosa gástrica.
  • A fluidificação das secreções e aumento do seu volume, especialmente no uso inicial de acetilcisteína, o que demanda cuidados para as pessoas que não conseguem expectorar. Este cuidados incluem a drenagem postural, aspiração brônquica e outras formas de drenar as secreções.
  • Pacientes asmáticos que apresentarem broncoespasmo devem ter o tratamento com acetilcisteína suspenso.
  • Pessoas diabéticas devem ter cuidado ao uso de acetilcisteína, pois a medicação contém sacarose (açúcar).
Efeitos colaterais da acetilcisteína

Os efeitos colaterais mais comuns associados ao uso oral de acetilcisteína são gastrointestinais.

Reações alérgicas como choque anafilático, broncoespasmo, edemas e coceira têm sido mencionadas com menor frequência.

Antes do uso de qualquer medicamento, consulte o seu médico. Utilize acetilcisteína conforme a prescrição médica.

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