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Qual a frequência cardíaca normal por idade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A frequência cardíaca normal na maioria das pessoas, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), porém esse valor pode oscilar de acordo com a idade, devido às necessidades e metabolismo.

Frequência cardíaca normal para cada faixa etária

Embora os batimentos se alterem de acordo com a atividade que esteja praticando, situações de saúde e estilos de vida, a variação considerada normal para a idade, segue a tabela:

Faixa etária mínima média máxima
Crianças 80 bpm 110 bpm 140 bpm
Adolescente 70 bpm 90 bpm 110 bpm
Adultos 60 bpm 80 bpm 100 bpm
Idosos 50 bpm 70 bpm 90 bpm
Frequência cardíaca normal em repouso

A frequência durante o repouso tende a ser mais baixa, porque exige menos trabalho do coração, a média estimada para cada faixa etária é de:

  • Criança - 80 a 90 bpm
  • Adolescente - 70 a 75 bpm
  • Adulto - 60 a 70 bpm
  • Idoso - 60 bpm
Atletas e praticante de atividade física regularmente

A frequência cardíaca normal em repouso para pessoas que praticam atividade física é mais baixa do que a média por idade, nesses casos a frequência de 50 bpm ou menos, é totalmente normal. Isso ocorre devido ao bom condicionamento do músculo cardíaco, que precisa de menos batimentos para exercer suas funções. Com menos trabalho, o coração se mantém mais saudável por mais tempo.

Pessoas sedentárias

A frequência cardíaca de pessoas que não praticam atividades físicas, é mais alta, variando entre 90 a 100 bpm. O coração precisa bombear mais vezes para manter a circulação do sangue eficaz para o corpo. O sedentarismo é comprovadamente um fator de risco para as doenças cardíacas e vasculares, como o infarto do coração e o AVC.

Pessoas tabagistas

Na pessoa que fuma, a frequência cardíaca normal esperada também é mais elevada, se mantém entre 90 e 100 bpm, devido aos efeitos nocivos dos produtos que compõe o cigarro. O tabaco é uma das principais causas de arritmia cardíaca.

Frequência cardíaca normal durante uma atividade física

Durante uma atividade física, os músculos principalmente, precisam de maior volume de sangue para a oxigenação e seu bom funcionamento, por isso é natural e esperado, uma frequência mais elevada. Em média, os valores se distribuem da seguinte forma:

  • Criança - 130 a 140 bpm
  • Adolescente - 110 a 120 bpm
  • Adulto - 100 a 110 bpm
  • Idoso - 90 a 100 bpm
Qual é o valor máximo que a frequência cardíaca pode chegar?

A frequência máxima que pode chegar durante a atividade física, sem causar maiores preocupações, pode ser calculada por diferentes métodos, sendo o método de Astrand um dos mais utilizados.

O método se baseia em uma subtração simples: Para as mulheres, diminui o número 226 da idade, para os homens, são 220 menos a idade.

Por exemplo:

  • Mulher de 40 anos; 226-40 = 186.
    • 186 bpm é a frequência máxima para essa mulher durante uma atividade física.
  • Homem de 40 anos; 220–40 = 180.
    • 180 bpm é frequência máxima para esse homem durante uma atividade física.

Sabendo que essa é apenas uma média de valores. Esse método não deve ser usado em todas as pessoas, por exemplo, uma pessoa cardiopata não poderá atingir uma frequência tão elevada, apenas por ter 40 anos. Com certeza a sua avaliação dependerá de diferentes análises e critérios, e não apenas um número universal como o utilizado nesse caso.

Especialmente para pessoas com doenças crônicas, cardiopatas, tabagistas ou acima de 50 anos de idade, o mais recomendado é que a sua frequência cardíaca máxima seja definida por um cardiologista, durante uma consulta médica.

Em caso de falta de ar, tontura, mal-estar ou sensação de fraqueza durante uma atividade física, pare imediatamente o exercício e procure ajuda.

Se for preciso reavalie a intensidade do seu treino com um especialista, o médico do esporte.

Como medir a frequência cardíaca?

Os batimentos podem ser medidos manualmente, ou por aparelhos eletrônicos, cada vez mais confiáveis.

Com exceção de pessoas com arritmia cardíaca, que devem ser avaliadas manualmente. Isso porque podem haver variação no ritmo do coração, alterando a frequência, e os aparelhos não são capazes de detectar essas situações.

Medir a frequência manualmente

Importante que esteja o mais relaxado possível, para palpar o seu pulso de forma correta. Coloque as pontas de dois dedos, de maneira leve, mas que consiga sentir bem a pulsação em cima de uma das artérias. Separe um relógio e deixe marcando um minuto. Durante um minuto inteiro, conte quantas vezes a artéria pulsa.

Pulso radial

Contar durante 30 segundos e multiplicar por dois não é tão confiável, especialmente nos casos de ritmo cardíaco irregular. Por isso o recomendado é sempre contar durante um minuto inteiro.

Medir a frequência por aparelhos eletrônicos

Medir através de aparelhos sem dúvida é uma maneira mais simples, rápida e amplamente utilizada. Pode ser usada, apenas com o cuidado em pessoas portadoras de arritmia cardíaca.

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico da família ou o especialista, nesse caso o cardiologista.

Leia também:

Forma rápida e eficaz para tratar o furúnculo em casa
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O furúnculo é uma infecção de pele, que atinge o folículo piloso e a glândula sebácea associada, provocando a formação de pus e de uma área inflamada ao redor.

Grande parte dos furúnculos não exige um tratamento médico específico e pode ser resolvido em casa com algumas medidas simples.

1. Aplicar compressa quente

O tratamento do furúnculo em casa consiste principalmente na aplicação de compressas de água quente na região inflamada, assim se diminui a inflamação e melhora o furúnculo mais rapidamente.

  1. Deve-se preparar a compressa, molhando um pano limpo em água quente. Deve-se estar atento a temperatura da água para que não sejam provocadas queimaduras, principalmente em crianças.
  2. Depois pode-se pousar o pano úmido na região afetada e segurar a compressa por 10 a 15 minutos.
  3. O procedimento deve ser repetido 3 a 4 vezes ao dia, até a rutura da bolha de pus e resolução do quadro.
2. Limpar a área afetada

Mantenha a área afetada pelo furúnculo sempre muito limpa, lave frequentemente com água e sabão. Após a rutura, pode ser feito um curativo com gaze para manter a região coberta.

3. Não espremer ou furar

Não se deve furar ou espremer o furúnculo, pois aumenta o risco de contaminação. A sua rutura irá ocorrer espontaneamente com o tratamento.

4. Uso de medicamentos

Para ajudar no alívio dos sintomas de dor, vermelhidão e inchaço remédios como analgésicos ou anti-inflamatórios podem ser utilizados por um curto período.

Quando devo procurar um médico?

Deve-se procurar um médico para uma avaliação, quando:

  • O furúnculo não melhorar após 2 semanas de tratamento em casa;
  • O furúnculo aparecer na região do rosto, nariz ou perto dos olhos;
  • Quando apresentar também febre, mal-estar ou outros sintomas;
  • Quando o furúnculo apresentar grandes dimensões;
  • Quando apresentar uma grande quantidade de furúnculos ou tiver episódios repetidos.

Casos mais complicados de furúnculo podem exigir um tratamento médico com o uso de medicamentos antibióticos, que combatem as bactérias causadoras da infecção, ou drenagem do pus a ser feita pelo médico.

Para mais informações consulte um dermatologista ou médico de família.

Quantos dias depois da menstruação posso engravidar?

Para mulheres com ciclos menstruais de 28 dias, é possível engravidar cerca de 10 dias depois do 1º dia de menstruação. Durante a menstruação e até 2 dias após o fim do período, é improvável engravidar. De 5 a 7 dias depois da menstruação, já é possível ocorrer uma gravidez. De 10 a 14 dias depois, é provável que haja uma gravidez. Portanto, é possível engravidar a partir do 5º dia depois da menstruação, embora seja mais provável a partir do 10º dia.

A mulher só pode engravidar durante um período curto de 5 a 6 dias por mês (período fértil). Esses dias férteis só ocorrem quando a mulher ovula e libera um óvulo. A ovulação geralmente ocorre no meio do ciclo menstrual. Para a maioria das mulheres, isso acontece cerca de duas semanas antes da menstruação.

Um óvulo vive apenas cerca de 24 horas após ser liberado do ovário e o espermatozoide pode viver por até 5 dias dentro do corpo. Isso significa que você só pode engravidar se fizer sexo nos 4 a 5 dias que antecederam a ovulação, no dia da ovulação e no dia seguinte à ovulação.

Quando é o meu período fértil?

O período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do dia da ovulação. Para muitas mulheres, com ciclos de 28 dias, a ovulação ocorre por volta do 14º dia do ciclo menstrual. Esse é o dia fértil. Lembrando que o primeiro dia da menstruação é o dia 1 do ciclo.

Por isso, ao tentar engravidar, muitos casais planejam ter relações entre o 11º e o 14º dia do ciclo menstrual. Se a mulher tiver um ciclo de 28 dias, esse será o seu período fértil, que é quando a ovulação ocorre.

Veja também: Como saber qual meu período fértil?

No entanto, ter relação sem proteção durante o período menstrual ou fora do período fértil não é uma garantia de que você não irá engravidar. Mesmo quem tem um ciclo regular, pode ovular mais cedo ou mais tarde. Isso pode mudar o período fértil por alguns dias em um determinado mês.

Assim, é difícil identificar um momento do ciclo que possa haver 100% de garantias de gravidez ou de que a mulher não vai engravidar.

Além disso, é difícil saber exatamente quando ocorrerá a ovulação. Os profissionais de saúde recomendam que os casais que tentam ter um bebê tenham relações entre os dias 7 e 20 do ciclo menstrual.

É possível engravidar menstruada?

Para mulheres com ciclos mais curtos existe a possibilidade de engravidar menstruada. É possível, mas pouco provável. A gravidez é incomum durante a menstruação, porque o período fértil ainda está a cerca de uma semana. Porém, muitas mulheres não têm ciclos de 28 dias. Algumas têm ciclos de 21 dias, enquanto outras possuem ciclos menstruais de até 35 dias.

Leia também: É possível engravidar menstruada?

Posso engravidar 1 dia depois da menstruação?

Sim, você pode engravidar no 1º dia depois da menstruação. Isso pode acontecer se você tiver relação sexual no final do seu ciclo menstrual e próxima do seu período fértil.

Muitas mulheres normalmente ovulam cerca de 12 a 14 dias depois do primeiro dia do último período, mas algumas têm um ciclo naturalmente curto. Essas podem ovular aproximadamente 6 dias depois do primeiro dia de menstruação.

O espermatozoide pode viver dentro do útero por até cinco dias após a relação. Porém, um óvulo só pode ser fecundado entre 12 e 24 horas após deixar o ovário. A gravidez só pode ocorrer se houver espermatozoide no útero ou nas trompas de Falópio quando você ovular.

Saiba mais em:

O período fértil é antes ou depois da menstruação?

Como calcular o Período Fértil?

Preciso estar em jejum para exame de sangue? Por quantas horas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tempo de jejum depende do tipo de exame de sangue solicitado e pode variar de acordo com o laboratório.

Lembre-se que o jejum é o tempo no qual ficamos sem ingerir calorias, ou seja, alimentos. O consumo de água é liberado, porém, com moderação.

Exames de sangue que não precisam de jejum Hemograma completo

Para realizar o hemograma completo (quando apenas ele é solicitado), não é necessário jejum. Entretanto, a alimentação que antecede o exame deve ser leve, ou seja, evite consumo de gorduras e açúcares.

O hemograma completo avalia as células que compõem o sangue como os glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

É um exame importante para diagnosticar inflamações, infecções, anemias, problemas na medula óssea, alterações nas plaquetas, entre outras.

Exames com jejum de 3 horas Sódio

Verificar a concentração de sódio na corrente sanguínea é importante para avaliar a função renal e o equilíbrio deste mineral no organismo, especialmente para as pessoas que tem pressão alta (hipertensão arterial) ou baixa (hipotensão arterial).

Potássio

O potássio é um mineral indispensável ao bom funcionamento dos músculos, nervos e células em geral. Níveis muito elevados ou muito baixos de potássio podem alterar o ritmo dos batimentos cardíacos ou até mesmo provocar parada cardíaca.

Ureia

Verificar a quantidade de ureia no sangue permite avaliar o funcionamento dos rins e .

TGO e TGP

TGO e TGP são enzimas solicitadas no exame de sangue para avaliar o funcionamento do fígado.

O período de jejum destes exames (sódio, potássio, ureia, TGO e TGP) não deve ultrapassar 14 horas.

Exames com jejum de 4 horas Ferro

O ferro é um mineral essencial para o bom funcionamento de todas as células do nosso organismo. Ele desempenha função relevante na síntese de DNA, na produção da energia do organismo e no transporte de oxigênio para os músculos.

Por estes motivos, é importante que os níveis de ferro sejam avaliados no exame de sangue.

LH (hormônio luteinizante)

As concentrações de hormônio luteinizante são observadas para avaliar a função da hipófise e diagnosticar problemas de fertilidade, doenças nos ovários ou testículos e problemas de maturação sexual.

FSH (hormônio folículo-estimulante)

Os níveis de FSH no sangue permitem avaliar o funcionamento dos ovários e testículos.

T3 (tri-iodotironina)

O hormônio T3 é um dos hormônios produzidos pela tireoide. Sua dosagem no sangue permite avaliar a função desta glândula.

PSA (Antígeno específico da próstata)

A dosagem das concentrações de PSA no sangue é solicitada somente para os homens e permite identificar, por exemplo, uma potencial presença do câncer de próstata.

O tempo de jejum para estes exames (ferro, LH, FSH, T3 e PSA) não deve ser superior a 14 horas.

Exames com jejum de 8 horas ou mais Glicemia

O exame de glicemia mensura os níveis de glicose (açúcar) no sangue. É um importante exame para a prevenção ou controle do diabetes.

Curvas glicêmicas

O exame de curva glicêmica é feito por meio da análise da concentração de glicose (açúcar) no sangue em jejum e logo após a ingestão de um líquido açucarado oferecido pelo laboratório. Deste modo, é possível avaliar a glicose em jejum e também verificar a resposta do organismo quando exposto à glicose.

É um exame útil para diagnosticar pré-diabetes, diabetes, resistência à insulina e outros problemas relacionados ao funcionamento do pâncreas.

Curvas insulínicas

A curva insulínica permite avaliar o nível de insulina na circulação sanguínea. É feita a primeira coleta de sangue em jejum, na qual são dosados os níveis de glicose e insulina. Logo após administra-se 75 gramas de glicose para adultos e 1,75 g/kg de peso para as crianças.

As coletas são feitas de acordo com a orientação médica e os resultados são comparados para detectar diabetes, resistência à insulina, níveis elevados de insulina (hiperinsulinismo).

Para estes exames (glicemia, curvas glicêmicas e insulínicas) o tempo de jejum não pode ultrapassar 12 horas.

Colesterol total e frações (LDL, HDL, VLDL)

O exame de colesterol total e de suas frações (LDL, HDL, VLDL) medem a quantidade de colesterol e de seus subtipos na circulação sanguínea. O LDL e o VLDL são frações do colesterol total que se referem à quantidade de colesterol "ruim" e o HDL, à concentração de colesterol "bom".

Estes exames são importantes para verificar os riscos para doenças cardiovasculares, como o infarto, que podem acontecer pelo colesterol ruim elevado.

Triglicérides

A quantidade de triglicérides é, normalmente, medida com o exame de colesterol total e frações (LDL, HDL, VLDL).

É um tipo de gordura que, com o colesterol elevado, aumenta o risco para as doenças cardiovasculares como o acidente vascular cerebral e infarto.

Para estes exames (Colesterol e Triglicérides) o tempo de jejum deve ser entre 8 e 12 horas.

Posso beber água durante o período de jejum?

Você pode sim ingerir água durante o período de jejum. Entretanto, é preciso fazer isto com moderação. Beba apenas a quantidade de água suficiente para saciar sede.

Ingerir água em excesso pode provocar alterações nos resultados do exame de sangue.

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas, chás e refrigerantes uma vez que elas podem alterar os componentes do sangue e, consequente, os resultados dos exames.

O uso de medicamentos influencia no exame de sangue?

O uso de alguns anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos como a aspirina podem causar alterações nos resultados dos exames de sangue.

Comunique ao médico os medicamentos que você utiliza cotidianamente. Deste modo, ele pode orientar a suspensão ou não do remédio para a realização do exame de sangue.

Caso a medicação não seja suspensa, é necessário comunicar ao laboratório sobre os medicamentos utilizados para que eles sejam considerados na análise do seu exame de sangue.

Que preparos são necessários antes de realizar os exames de sangue?
  • Respeite o tempo de jejum orientado pelo médico que solicitou o exame de sangue ou pelo laboratório;
  • Quando mais de um exame de sangue for solicitado ao mesmo tempo, respeite o tempo de jejum de 8 a 12 horas;
  • Faça uma alimentação leve, caso o jejum não seja necessário;
  • Beba somente a quantidade de água necessária para saciar a sede;
  • Evite atividades físicas muito vigorosas 24 horas antes da coleta do exame de sangue;
  • No caso do exame de PSA, evite atividade sexual nos 3 dias que antecedem o exame;
  • Comunique ao médico e laboratório os medicamentos que você utiliza constantemente;
  • Não consuma bebidas alcoólicas durante as 72 horas que antecedem o exame de sangue;
  • Evite fumar no dia da coleta do exame de sangue.

Caso você tenha dúvidas em relação ao exame de sangue solicitado, comunique-se com seu médico de família ou clínico geral.

Leia também:

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

Como acabar com a caspa com shampoo e remédios?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A caspa é uma condição frequente e comum, consiste na descamação do couro cabeludo e da pele. Não é prejudicial, nem transmissível, no entanto, a sua presença pode tornar-se incomoda e difícil de controlar.

A maioria dos casos de caspa é controlado através do uso de shampoos e loções para o cabelo e couro cabeludo. Medidas de cuidado também contribuem para a efetividade do tratamento.

Encontre a quantidade ideal de lavagens semanais

Caso apresente caspa leve basta proceder a higienização diária com shampoo suave do couro cabeludo pelo menos 3 vezes na semana. Os shampoos suaves são aqueles que apresentam agentes de limpeza mais leves, sem sulfato, silicone ou parabenos.

Caso o seu cabelo tenha uma oleosidade maior pode ser necessário lavar mais vezes, pelo menos um dia sim e outro não. O acumulo de oleosidade e sujeira podem piorar os sintomas, por isso, é essencial encontrar o equilíbrio e a quantidade ideal de lavagem de cabelo semanal, o que pode variar de pessoa para pessoa.

Shampoos muito agressivos, que incluam sulfato ou parabenos, podem piorar a caspa, portanto, a lavagem excessiva dos cabelos ao invés de melhorar pode piorar a descamação do couro cabeludo.

Use shampoos específicos (princípios ativos) que combatem a caspa

Em casos mais intensos é necessário utilizar shampoos específicos com substâncias que ajudam a reduzir a produção de caspa.

Os shampoos que combatem a caspa são aqueles que apresentam na sua composição:

  • Piritiona de zinco: a piritiona de zinco é antibacteriana e antifúngica e ajuda no controle da caspa;
  • Ácido salicílico: produtos que contém ácido salicílico impedem a evolução do quadro de caspa e tendem a estabilizar os sintomas;
  • Sulfeto de selênio: é uma substância que também pode ser utilizada no tratamento da caspa;
  • Cetoconazol: shampoos e loções contendo cetoconazol são comumente utilizados no controle da caspa e de infeções antifúngicas, devido a sua eficiência em combater fungos que podem piorar os sintomas de caspa.
Evite banhos quentes e prolongados

A água quente favorece o ressecamento e a descamação da pele e do couro cabeludo, portanto, os banhos devem ser com água morna e pelo menor tempo possível.

Reduza o uso de produtos capilares

O uso de muitos produtos para cabelos principalmente contendo cremes e óleos favorecem o aparecimento da caspa. Deve-se reduzir o uso ao mínimo possível e evitar passar cremes, condicionadores e óleos diretamente no couro cabeludo, deve-se passá-los apenas nas pontas dos fios.

Também é importante evitar o uso excessivo de tintura, tratamentos com "químicas" e produtos de alisamento, que podem lesionar o couro cabeludo e prejudicar o tratamento contra a caspa.

Tome sol regularmente

A exposição diária e regular a luz solar, durante alguns minutos, ajuda no controle da caspa e reduz os sintomas.

Controle o estresse e a ansiedade

Ansiedade e o estresse constante aumentam a oleosidade do couro cabeludo, aumentam a inflamação e levam a piora da caspa, o controle desses sintomas é essencial no tratamento da caspa.

Há algum tratamento natural para a caspa?

Um estudo demonstrou uma melhora nos sintomas de oleosidade, coceira e produção de caspa através do uso de shampoo contendo óleo essencial de Melaleuca (Tea Tree) 1.

A melaleuca é uma planta que possui propriedades antibacterianas e antifúngicas, portanto é usado no tratamento de inúmeras condições incluindo a caspa.

Geralmente o óleo de melaleuca é usado diluído em água ou vem na composição de produtos como shampoos. Deve-se estar atento ao utilizá-lo, pois algumas pessoas suscetíveis podem sofrer reação alérgica.

Quando deve procurar um médico?

Em situações em que a caspa é muito intensa e não consegue ser controlada através do uso de shampoos específicos e das medidas de cuidados citadas acima deve-se consultar um médico de família ou dermatologista.

Assim é possível avaliar se a caspa não é secundária a alguma outra doença que ocasione a descamação da pele. Algumas doenças como a dermatite seborreica, psoríase podem causar descamação do couro cabeludo ou de outras zonas da pele.

Referências:

1. Satchell AC, Saurajen A, Bell C, Barnetson RS. Treatment of dandruff with 5% tea tree oil shampoo. J Am Acad Dermatol. 2002.

O que é bilirrubina direta, indireta e total no exame? Quais os valores normais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A bilirrubina é uma substância de cor alaranjada que resulta da degradação dos glóbulos vermelhos do sangue. Até ser eliminada do organismo, esta substância circula no sangue na forma de bilirrubina direta e bilirrubina indireta.

Medir os valores de bilirrubina no sangue é importante para avaliar o funcionamento adequado do fígado e ajudar a diagnosticar ou acompanhar doenças como cálculo biliar, cirrose e hepatite.

Níveis normais da bilirrubina total e frações no sangue

Os valores e referência da bilirrubina total e frações (direta e indireta) podem variar de laboratório para laboratório. Por este motivo, os valores apresentados são um guia para que você compreenda o resultado do seu exame.

Adultos
  • Bilirrubina total: 0,20 a 1,00 mg/dL;
  • Bilirrubina direta: 0,00 a 0,20 mg/dL;
  • Bilirrubina indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL.

A avaliação do resultado do exame de bilirrubina deve ser feita pelo médico que o solicitou de acordo com as características do paciente, seus hábitos e se existe alguma doença já relacionada.

Bilirrubina direta alta, o que pode ser?

A elevação da bilirrubina direta ocorre por obstrução biliar ou lesão nas células do fígado (lesão hepática). É comum em casos de:

  • Cálculos biliares: depósitos de material sólido, normalmente cristais de colesterol, na vesícula biliar;
  • Fibrose nos ductos biliares: bloqueio dos ductos biliares por cicatrizes que ocorrem no fígado;
  • Tumores: os tumores causam obstrução biliar e provocam alteração no metabolismo da bilirrubina direta.
Bilirrubina total ou indireta elevada, o que pode ser?

Os níveis elevados de bilirrubina total e indireta no sangue indicam um aumento da produção de bilirrubina ou deficiência do fígado relacionada ao metabolismo desta substância. Ocorre em casos de:

  • Anemia hemolítica: doença na qual ocorre a degradação prematura dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias);
  • Síndrome de Gilbert: distúrbio benigno e genético que causa elevação nos níveis de bilirrubina na corrente sanguínea;
  • Cirrose hepática: doença que provoca a substituição do tecido normal do fígado por tecido cicatricial e impede o órgão de desempenhar sua função. Este tecido cicatricial ocorre quando o fígado sofre lesões contínuas e repetidas por consumo abusivo de álcool, por exemplo.

Estas situações provocadas pela bilirrubina total a ou indireta altas são graves e devem ser imediatamente tratadas pelo médico de família, gastroenterologista, hepatologista ou hematologista.

Bilirrubina direta mais alta que a indireta, o que pode ser?

Quando, no resultado de exame de sangue, a bilirrubina direta se encontra mais alta que a bilirrubina indireta o problema, normalmente, está relacionado com a eliminação de bilirrubina pelo fígado. É comum ocorrer em casos de:

  • Hepatites virais: inflamações do fígado causada por vírus;
  • Doença hepática alcoólica: ocorre por lesão do fígado causada pelo consumo de bebida alcoólica por período prolongado de tempo.
  • Intoxicação por drogas.
Bilirrubina baixa, o que pode ser?

Quando os níveis de bilirrubina no exame de sangue se mostram abaixo do normal, raramente indicam alterações graves para a saúde. Por este motivo, você não deve se preocupar se seus níveis de bilirrubina se apresentarem baixos, inferiores aos valores de referência.

Quando devo me preocupar? Icterícia: acúmulo de bilirrubina na pele e nas mucosas atribuindo coloração amarelada.

É importante avaliar a dosagem de bilirrubina no sangue quando você apresenta alguns dos seguintes sintomas:

  • Icterícia: coloração amarelada causada pelo depósito de bilirrubina na pele e mucosas;
  • Dor abdominal: especialmente se a dor ocorrer na parte superior direita do abdome;
  • Náuseas e vômitos: quando acompanhados de icterícia e dor abdominal podem estar relacionados à possível disfunção hepática;
  • Urina escura ou alaranjada: a urina de cor escura ou alaranjada indicam a presença de bilirrubina na urina;
  • Fadiga e mal-estar: principalmente se você já tem alguma doença hepática.

Estes são sinais de que sua bilirrubina está alta. Se você faz uso de bebidas alcoólicas constantemente, já teve intoxicação por drogas ou hepatites virais esteja atento a estes sintomas.

Se você perceber algum destes sintomas procure o médico de família, clínico geral, gastroenterologista ou hepatologista.

Leia também:

13 causas da queda de cabelo e como tratar
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É normal haver uma pequena queda de cabelo diária, estima-se que as pessoas perdem cerca de 50 a 100 fios diariamente.

No entanto, quando a queda de cabelo é maior que o esperado deve-se investigar a razão da queda. A queda de cabelo excessiva chama-se alopecia e pode ser temporária ou definitiva.

É comum a causa da queda de cabelo ser decorrente de uma situação transitória, ou seja, com o decorrer do tempo o crescimento dos fios volta a ocorrer e tende a estabilizar a perda de fios.

Principais causas e fatores de risco para a queda de cabelo 1. Alopécia androgenética (Perda de cabelo hereditária)

É a principal e mais comum causa de perda de cabelo. Ocorre devido a uma predisposição genética.

Pode se iniciar ainda na juventude, por volta dos 30 anos, mas tende a se agravar com o decorrer da idade. A queda de cabelo começa principalmente na porção superior da cabeça.

Nos homens a queda do cabelo tende a ser mais localizada no topo da cabeça ou nas regiões laterais da cabeça. Já nas mulheres que possuem alopecia androgenética, a queda ocorre de maneira mais difusa e principalmente na zona frontal do couro cabeludo.

2. Idade

A idade é um importante fator para a perda de cabelo. Com o envelhecimento os fios tornam-se mais frágeis, finos e claros. Nota-se que os cabelos tornam-se mais ralos com o decorrer do tempo.

3. Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença com importante fator autoimune, em que células do sistema imunológico atacam os folículos pilosos, fazendo com que os fios caiam.

A forma de apresentação mais comum é a queda repentina e rápida de áreas circulares de cabelo, geralmente os fios voltam a crescer espontaneamente após algum tempo.

No entanto, mais raramente também é possível que caiam todos os fios de cabelo, ou ainda todos os fios e pelos do corpo (alopecia universalis). Esse tipo de alopecia apresenta pior prognóstico, sendo que o recrescimento é mais raro.

4. Quimioterapia, radioterapia e uso de medicamentos

O tratamento para o câncer, incluindo a quimioterapia ou aplicação de radioterapia em regiões da cabeça, ou pescoço pode levar a queda do cabelo.

Alguns medicamentos também podem apresentar como efeito colateral a perda de fios. Diversos medicamentos podem ter esse efeito, como remédios para artrite, depressão, problemas cardíacos, gota ou pressão alta.

5. Uso de produtos cosméticos

Alguns produtos cosméticos usados no cabelo como tinturas, cremes e produtos de alisamento podem enfraquecer os fios e ocasionar queda de cabelo, principalmente quando utilizados repetidamente.

6. Parto e lactação

As variações hormonais durante o parto e o momento da lactação podem levar a queda de cabelo temporária em mulheres. Após o período de amamentação o cabelo volta a crescer normalmente.

7. Cirurgia e doenças

O estresse físico e emocional decorrentes de um procedimento cirúrgico extenso ou de doenças crônicas podem também aumentar o risco de episódios de queda de cabelo em maior, ou menor grau.

8. Desequilíbrio hormonal

Doenças que causam desequilíbrio hormonal podem levar a queda de cabelo. Destaca-se a Síndrome dos Ovários Policísticos, uma síndrome que causa sintomas de hiperandrogenismo como queda de cabelo, e acne.

9. Doenças no couro cabeludo

Algumas doenças podem levar a queda do cabelo quando atingem o couro cabeludo, destacam-se:

  • Infecções fúngicas: A presença de infecções fúngicas no couro cabeludo, como a tinha capitis, leva a queda do cabelo na região afetada. Com o tratamento da infecção o cabelo volta a crescer.
  • Psoríase: A psoríase é uma doença que forma placas avermelhadas e descamativas. Pode atingir também o couro cabeludo, levando a queda do cabelo. Ao se controlar a doença, o cabelo volta a crescer.
10. Deficiência nutricional

A deficiência de nutrientes, como a vitamina biotina e os sais minerais ferro e zinco, pode aumentar o risco de queda de cabelo. Nesse tipo de deve fazer a reposição desses nutrientes é essencial para o tratamento da queda de cabelo.

Da mesma forma a deficiência de proteínas na alimentação também pode contribuir para a queda de fios, além de deixar os cabelos mais frágeis, quebradiços e sem brilho.

Não há evidências de que a ingesta de polivitamínicos ou oligoelementos em pessoas que não apresentam carência desses nutrientes contribua de fato para a melhora da queda de cabelo.

11. Doenças da tireoide

Distúrbios e desequilíbrio na produção de hormônios da tireoide podem levar a queda de fios entre outras alterações, como ressecamento da pele. O controle hormonal da tireoide faz os cabelos voltarem a normalidade.

12. Hábito de puxar o cabelo (tricotilomania)

Consiste num distúrbio psíquico no qual a pessoa tem a compulsão em arrancar fios de cabelo, principalmente em momentos de estresse e forte tensão emocional, está também associado a quadros de ansiedade.

13. Alopecia de tração

É uma forma de alopecia causada pelo uso excessivo de penteados que tracionam demasiadamente os fios de cabelo, como tranças e coques.

Queda de cabelo em mulheres

A queda de cabelo em mulheres pode ser originada por fatores genéticos ou hormonais, pode ainda ser decorrente do estresse ou de outras condições de saúde.

A alopecia androgenética, que é uma das principais causas de queda de cabelo, também afeta mulheres, mas bem menos frequentemente do que homens. O padrão de queda de cabelo também é mais difuso e menos localizado.

Destaca-se também a queda de cabelo originada por mudanças hormonais, como aquela que ocorre no momento do parto, amamentação e após a menopausa.

Doenças que levam a variações hormonais como a Síndrome dos Ovários Policísticos também podem desencadear episódios de queda de cabelo.

Caso apresente queda de cabelo consulte um médico de família ou dermatologista para avaliar a causa.

Qual o tratamento para alopecia?

O tratamento da alopecia irá depender do tipo e da doença ou condição que a está causando. Em algumas situações, basta afastar os fatores de risco ou tratar a doença desencadeadora que o cabelo volta a crescer.

No entanto, em algumas situações, como na alopecia androgenética, é necessário que se atue diretamente no couro cabeludo para permitir o crescimento dos cabelos.

Para tanto, podem ser usados medicamentos aplicados no local, como o minoxidil, medicamentos tomados por via oral, como a finasterida, ou ainda procedimentos cirúrgicos, como o transplante capilar.

Caso esteja a apresentar queda de cabelo excessiva ou anormal consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.

Estafa: 7 Sintomas que indicam um esgotamento (físico e mental)
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A estafa caracteriza-se por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e mentais que indicam um esgotamento. Dor de cabeça, dor de estômago, alterações no apetite e no sono estão entre os principais sintomas de esgotamento físico. O esgotamento mental e emocional manifesta-se principalmente por ansiedade, desânimo e dificuldade de sentir prazer.

Além desses sintomas, a estafa provoca ainda alguns sinais característicos de comportamento como isolamento, fantasias de fugir da realidade, irritabilidade e queda de desempenho nas atividades diárias. Com o tempo, pode haver ainda a ocorrência de doenças frequentes.

1. Sintomas físicos

Os sintomas físicos de esgotamento podem incluir dor de cabeça, dor de estômago, alterações no apetite e no sono, enxaqueca, transpiração, fadiga, pressão alta, alteração nos batimentos cardíacos, dores musculares e problemas gastrointestinais.

2. Sintomas mentais e emocionais

O esgotamento mental pode causar sintomas como ansiedade, desânimo, dificuldade de sentir prazer, dificuldade de raciocinar, preocupação, sentimentos de incapacidade ou inferioridade, falta de motivação e criatividade.

Pessoas que sofrem de estafa geralmente sentem que não têm mais nada para dar e podem temer sair da cama todas as manhãs. Elas se sentem esgotadas emocionalmente, não têm energia para realizar seu trabalho, sentem-se incapazes de lidar com as situações e podem até adotar uma perspectiva pessimista em relação à vida e se sentir sem esperança.

Isso pode desencadear uma depressão. Indivíduos com depressão experimentam sentimentos e pensamentos negativos sobre todos os aspectos da vida, não apenas no trabalho. Os sintomas de depressão também podem incluir uma perda de interesse pelas coisas, sentimentos de desesperança e pensamentos de suicídio.

3. Isolamento

Pessoas com estafa tendem a se sentir sobrecarregadas. Quem sofre de esgotamento costuma ver seu emprego cada vez mais estressante e frustrante. O indivíduo pode ficar cínico sobre suas condições de trabalho e as pessoas com quem trabalha.

Eles também podem se distanciar emocionalmente e começar a sentir-se entorpecidos com o trabalho. Como resultado, elas podem parar de socializar e confiar em amigos, familiares e colegas de trabalho.

4. Fantasias de fugir da realidade

Insatisfeitos com as demandas intermináveis da sua vida diária, indivíduos com estafa podem fantasiar sobre fugir da realidade, seja fugindo de fato ou saindo de férias sozinhos, por exemplo. Em casos extremos, eles podem recorrer a drogas, álcool ou comida como forma de aliviar sua dor emocional.

5. Irritabilidade

A estafa pode fazer a pessoa se descontrolar com amigos, colegas de trabalho e familiares mais facilmente. Lidar com fatores estressantes normais, como preparar-se para uma reunião de trabalho, levar as crianças para a escola e cuidar das tarefas domésticas também pode parecer insuperável, especialmente quando as coisas não saem como o planejado.

6. Queda do desempenho

O esgotamento afeta principalmente as tarefas cotidianas no trabalho ou em casa. A pessoa tem sentimentos negativos em relação às tarefas, dificuldade de concentração e geralmente não tem criatividade.

7. Doenças frequentes

A longo prazo, a estafa pode baixar a imunidade, aumentando a suscetibilidade a resfriados e gripes. O esgotamento também pode levar a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

O que é estafa?

Estafa ou esgotamento é um estado de exaustão emocional, mental e física provocada por estresse prolongado ou repetido. Trata-se de uma condição severa de estresse que leva à exaustão física, mental e emocional grave. Sem tratamento, o esgotamento pode causar doenças físicas e psicológicas, como depressão, doenças cardíacas e diabetes.

O que causa estafa?

Qualquer pessoa continuamente exposta a altos níveis de estresse pode sofrer um esgotamento. O esgotamento surge em resposta ao estresse emocional, físico e interpessoal crônicos.

O estresse que contribui para a exaustão pode vir principalmente do trabalho, mas o estresse do estilo de vida em geral pode aumentar esse estresse.

Características de personalidade e padrões de pensamento, como necessidade de estar no controle, perfeccionismo e pessimismo, também podem aumentar as chances de esgotamento.

Uma vez estabelecida, a estafa pode ter uma ampla gama de efeitos no desempenho no trabalho e no bem-estar pessoal.

Se estiver com sintomas de esgotamento, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber orientações e um tratamento adequado.

Quais as causas mais comuns de manchas brancas na pele e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As manchas brancas que aparecem na pele do corpo ou do rosto podem ter diversas causas. As doenças mais comuns que causam manchas brancas são: a Leucodermia solar, a Pitiríase alba, a Pitiríase versicolor (Pano branco) e o Vitiligo.

1. Leucodermia solar (sarda branca)

A leucodermia solar, também conhecida por sarda branca, é um distúrbio caracterizado por lesões brancas na pele, causadas pela exposição solar crônica, ou seja, no decorrer da vida.

Corresponde a formação de pequenas manchas claras arredondadas principalmente em áreas do corpo muito expostas ao sol, como mão e braços. Podem ser notadas pequenas pintas brancas na pele, característicos da leucodermia solar.

Qual o tratamento?

O tratamento inclui principalmente a proteção solar. Atualmente também já podem ser utilizadas algumas técnicas como a crioterapia, microdermoabrasão e laser.

2. Pitiríase alba

São pequenas manchas claras, esbranquiçadas que atingem principalmente o rosto de bebês, crianças e jovens. Está relacionada a quadros atópicos e alérgicos como asma, rinite alérgica ou dermatite atópica.

A pele apresenta-se muito ressecada e um com um pouco de descamação, formam-se manchas redondas ou ovaladas esbranquiçadas.

Qual o tratamento?

A pitiríase alba normalmente não requer um tratamento específico devido a sua evolução benigna e auto-limitada, resolvendo-se espontaneamente em meses ou anos.

No entanto, algumas medidas são orientadas como: hidratar a pele, utilizar proteção solar e evitar banhos quentes e demorados.

3. Pitiríase versicolor (pano branco)

É uma doença causada por fungos do gênero da Malassezia furfur. Causa a formação de manchas que podem ser hipopigmentadas (brancas) ou hiperpigmentadas (marrom, castanhas), também é possível que as manchas adquiram a tonalidade vermelha.

As manchas da pitiríase versicolor podem apresentar descamação, também são manchas que coçam. Um dos locais mais frequentes de aparecimento da pitiríase versicolor é o dorso.

Pitiríase versicolor (pano branco) Qual o tratamento?

O tratamento da pitiríase versicolor é feita através da aplicação de antifúngico no local das lesões através de cremes, loções ou shampoos. Os principais antifúngicos utilizados são: miconazol, cetoconazol, clotrimazol, oxiconazol.

Em caso de lesões extensas, recorrentes e de difícil resolução com o tratamento local, pode estar recomendado o tratamento com antifúngico também por via oral, nesse caso se usa o fluconazol ou itraconazol em comprimidos.

4. Vitiligo

O Vitiligo é uma doença causada pela falta de melanina, o pigmento que dá cor a pele, assim formam-se manchas despigmentadas na pele, com tonalidade branca.

As áreas do corpo mais normalmente atingidas pelo vitiligo são o rosto, pescoço, mãos e áreas de dobras da pele. O vitiligo também pode atingir os pelos do corpo, levando a despigmentação de cílios e sobrancelhas.

Vitiligo Qual o tratamento?

O tratamento do vitiligo pode envolver o uso de medicamentos como o tacrolimos, corticoesteroides, derivados da vitamina D ou fototerapia com psoraleno.

A opção terapêutica utilizada dependerá da extensão e localização da lesão.

Em alguns casos, pode-se tentar o transplante de melanócitos, células que produzem melanina, para áreas em que se cessou a produção desse pigmento.

Manchas brancas na zona íntima

Manchas brancas ou claras na região genital de homens e mulheres, podem ter como causas doenças de pele como alergias, doenças infecciosas ou autoimunes. Algumas causas são:

Dermatite

A dermatite ou eczema pode levar a formação de áreas secas na pele, que coçam, com formação de lesões avermelhadas ou esbranquiçadas. A pele acometida pode tornar-se espessada ou apresentar ranhuras devido à coceira.

Líquen escleroso

É uma doença crônica, que provoca intensa coceira e irritação na zona genital. Atinge principalmente mulheres na pós-menopausa, mas pode atingir também homens e crianças. A pele fica seca, brilhante, um pouco enrugada e pode apresentar manchas brancas.

Vitiligo

O vitiligo pode atingir qualquer área da pele, inclusive a região íntima, é caracterizado por áreas totalmente despigmentadas que apresentam uma coloração branca.

Psoríase

Embora a forma de apresentação mais comum da psoríase seja através da formação de placas avermelhadas com descamação, é possível que as lesões dessa doença também apresentem um aspecto esbranquiçado devido à produção intensa de escamas.

Câncer na vulva

O câncer de vulva é um tipo de tumor pouco frequente, atingir principalmente mulheres acima dos cinquenta anos. Os sintomas do câncer vulvar incluem: coceira, queimação ou dor na vulva, além disso, deixa a pele da vulva com a aparência branca e áspera.

Infecções fúngicas (Tinea Cruris, Candidíase)

A tinha cruris, uma infecção fúngica causada por fungos dermatófitos pode formar lesões avermelhadas ou um pouco esbranquiçadas que apresentam alguma descamação e coceira. A candidíase também é outra forma de infecção causado por fungo que pode causar pequenos pontos brancos grumosos na zona genital de mucosa.

O tratamento é voltado para a doença que está a provocar a ocorrência de manchas brancas, consulte o seu médico de família, clínico geral ou dermatologista caso apresenta manchas brancas na região genital, ou em outras áreas do corpo.

Falta de ar pode indicar alguma doença grave?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, falta de ar pode indicar uma doença grave, como o infarto, uma arritmia cardíaca, doenças pulmonares, embolia, entre outras. Situações que precisam ser avaliadas e tratadas imediatamente.

Pode indicar também situações menos graves, mas que da mesma forma, precisam ser avaliadas e tratadas o quanto antes, para evitar que evoluam com piora, como é o caso da crise de asma, pneumonia, agravamento de enfisema pulmonar e hipertensão pulmonar.

Contudo, por ser um sintoma inespecífico, pode ser encontrado em situações que não oferecem riscos, podendo ser avaliadas pelo médico da família ou clínico geral, durante uma consulta médica ambulatorial, como a hérnia de hiato, anemia, ambiente muito poluído, queda de pressão, ou crise de ansiedade.

Doenças graves que causam faltam de ar

Podemos destacar como doenças graves, que causam falta de ar e precisam de avaliação e tratamento com urgência, o infarto agudo do miocárdio (IAM), arritmia cardíaca, edema agudo de pulmão (EAP), embolia pulmonar e síndrome coronariana (angina).

A obstrução da via aérea por um objeto ou alimento e doenças virais que causam edema na garganta, como crupe e epiglotite também são causas de dificuldade respiratória grave, que exige atendimento de urgência.

Geralmente a falta de ar começa subitamente, tem uma piora progressiva apesar de se sentar, tentar se acalmar ou respirar fundo. E pode ter história de engasgo ou febre, que ajudam no diagnóstico.

1. Infarto agudo do miocárdio (IAM)

O infarto agudo do miocárdio, se caracteriza pela falta de sangue e com isso, oxigênio, em alguma parte do músculo cardíaco, geralmente devido a um coágulo que impede essa passagem. A falta de oxigênio no músculo causa a dor intensa no peito, que não melhora com analgésico comuns, mudança de posição ou repouso.

Outros sintomas comuns são a falta de ar, suor frio, dor no peito, enjoo e vômitos.

Uma pessoa sabidamente hipertenso, cardiopata ou diabético, que apresente esses sintomas, deve ser levado a uma emergência, imediatamente para descartar essa possibilidade, devido ao alto risco de morte no caso de infarto.

2. Arritmia cardíaca

A arritmia é o descompasso do coração. Por algum motivo o ritmo do coração é alterado e passa a ficar irregular, prejudicando o bombeamento do sangue para o resto do corpo.

Os sintomas mais comuns são de falta de ar, batimentos cardíacos acelerados, sensação de "bolo na garganta", dificuldade em engolir, suor excessivo, náuseas, tontura, dor no peito (como algo apertando), ansiedade, vômitos e perda da consciência.

O tratamento dependendo da gravidade e do tempo de início da arritmia, mas sempre deverá ser rápido e em ambiente hospitalar. Pode ser indicado tratamento com medicamento para regular o batimento cardíaco, medicamento venoso ou choque elétrico de urgência, nos casos mais graves.

3. Edema agudo de pulmão (EAP)

O edema agudo é o acúmulo de líquido dentro dos pulmões, que ocorre pela insuficiência cardíaca grave. Quando o coração está tão fraco, que não consegue mais bombear o sangue, acumulando esse líquido nos pulmões.

No EAP é comum a presença de falta de ar associada a tosse com secreção rosa, saindo pela boca, devido a esse acúmulo de líquido. É uma emergência médica, que deve ser tratada imediatamente, e mesmo com o tratamento adequado, a taxa de mortalidade é bastante alta.

4. Embolia pulmonar

A embolia pulmonar geralmente é causada por um coágulo sanguíneo que se desprende de um vaso da perna e chega ao pulmão. Doença grave, potencialmente fatal e portanto, requer atenção médica imediata.

Os sintomas são de falta de ar súbita, dor no peito, que não melhora com analgésicos, pode haver dor e edema na perna, tosse seca, chiado e dor no peito. Nos casos mais graves, suor frio, taquicardia, pele com coloração azulada e perda da consciência.

O tratamento é feito com anticoagulantes por via endovenosa e monitoramento cardíaco e pulmonar. Alguns casos pode ser necessário intubação orotraqueal, para manter a respiração e oxigenação do corpo, adequadas.

5. Síndrome coronariana

A doença arterial coronariana, também conhecida como angina, ocorre devido ao estreitamento, obstrução ou endurecimento das artérias coronárias, responsáveis pela irrigação sanguínea do coração. Essa condição provoca uma diminuição do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, podendo causar infarto.

Por isso, por vezes é chamada de "princípio de infarto". Realmente é o estágio inicial, que se não for tratado, om a liberação desse entupimento, evolui com o infarto agudo do coração.

A doença arterial coronariana só manifesta sintomas quando o fluxo de sangue para o coração diminui o bastante para causar sofrimento ou morte do músculo cardíaco (infarto). São eles, a falta de ar, dor no peito, que podem irradiar para braço e mandíbula, suor excessivo, náuseas, vômitos, palidez e batimentos cardíacos acelerados.

O tratamento é feito com medicamentos que dilatam os vasos obstruídos, possibilitando o retorno do fluxo de sangue.

6. Garupa ou crupe

Garupa ou crupe é uma doença respiratória causada por vírus, mais comum em crianças de 6 meses até 3 anos. Geralmente começa com sintomas de um resfriado, que piora gradativamente. A dificuldade respiratória e a falta de ar podem ser provocadas pela tosse frequente, principalmente à noite.

Os sintomas são de falta de ar, tosse alta com som estridente, semelhante a um latido, febre, congestão e corrimento nasal.

Na ausência de sinais de gravidade procure acalmar a criança, hidratar aos poucos e umidificar o ambiente, para dissolver o muco presente nas vias aéreas. Importante também manter a cabeça mais elevada, com travesseiros, ou em crianças menores de 1 ano, sentar ao colo para ajudar na respiração.

Porém no caso de sinais de falta de ar grave, com grande esforço para respirar, deve ser feito em serviço de emergência.

7. Epiglotite

Epiglotite é uma inflamação da epiglote, o tecido que cobre a traqueia. A inflamação deixa a epiglote inchada, o que pode dificultar ou interromper a respiração. Trata-se de uma doença potencialmente fatal que requer atenção médica imediata.

Os sintomas são de falta de ar, dificuldade para respirar e engolir, febre, dor de garganta, pele com coloração azulada, sons estranhos durante a respiração e rouquidão.

Na suspeita de epiglotite, procure um serviço de emergência médica imediatamente.

Problemas emocionais que causam falta de ar 1. Ansiedade e ataque de pânico

A falta de ar também pode ser causada por fatores emocionais, como ansiedade e ataque de pânico. Apesar de serem transtornos psíquicos, provocam sintomas físicos e mentais.

Os sintomas são de medo, pavor, falta de ar, dor no peito, palpitações (batimentos cardíacos fortes), tontura, boca seca, bolo na garganta, respiração ofegante, náusea, suor frio e tremores.

O tratamento durante a crise é com medicamento ansiolítico, de preferência por via sublingual, para melhora rápida dos sintomas, como por exemplo, o clonazepam®. Após a crise, é fundamental procurar um médico psiquiatra para o tratamento definitivo, evitando novas crises.

Leia também: Síndrome do pânico tem cura? Qual é o tratamento?

2. Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout, atualmente muito conhecida, é caracterizado pelo esgotamento físico e mental, relacionados às atividades de trabalho.

Os sintomas são de cansaço extremo, exaustão, sensação de falta de ar, ansiedade, fraqueza no corpo todo, indisposição, desânimo, tontura e alterações de humor e dificuldade de dormir.

O tratamento é feito sobretudo com psicoterapia, em conjunto com medicamentos e mudanças nas condições de trabalho. O médico psiquiatra é o responsável por iniciar o tratamento e acompanhar junto com a equipe de psicoterapia.

Saiba mais sobre o assunto no artigo: O que é síndrome de burnout e quais são os sintomas?

Problemas menos graves que causam falta de ar

A falta de ar pode ainda estar relacionada a um bloqueio da passagem de ar pelo nariz, pela boca ou pela garganta. Isso pode ocorrer pela presença de um objeto ou alimento, inchaço nas cordas vocais, entre outras causas. Relacionamos as mais comuns a seguir.

1. Crise de asma

A asma é uma doença crônica, caraterizada por inflamação e estreitamento das vias aéreas, causando falta de ar principalmente à noite, chiado, sensação de aperto no peito e tosse seca.

A doença pode ser classificada em leve, moderada e grave, o que define o melhor tratamento para cada caso. Nos casos leves não está indicado tratamento diário, mas nos graves pode ser preciso o uso de medicamentos preventivos diariamente.

No entanto, em situações de virose, infecção ou emoção forte, mesmo na asma leve, pode haver uma piora dos sintomas, com falta de ar importante, diminuição da oxigenação no corpo, o que leva a risco de morte, se não tratado rapidamente.

O tratamento nas crises é feito com nebulização, ou medicamentos por via inalatória (bombinha), de broncodilatadores, como o aerolin®, associado a oxigênio e corticoides. As dosagens e frequência do uso, varia de acordo com a gravidade, porém em média, deve ser feito a cada 6 horas.

2. Pneumonia

A pneumonia é uma infecção pulmonar que pode causar inflamação e acúmulo de líquido no pulmão. Os sintomas são de falta de ar, tosse com catarro, febre, dor no peito, pode haver chiados, calafrios, suor excessivo, dor muscular, falta de apetite e cansaço.

A doença deve ser tratada o quanto antes com antibioticoterapia, oral ou via endovenosa, hidratação e antitérmico no caso de febre alta.

3. Bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção respiratória causada principalmente por vírus. A doença pode parecer um resfriado comum no início, mas em alguns dias evolui com piora do quadro. Os sintomas mais comuns são de falta de ar, tosse, respiração ofegante e chiado no peito.

O tratamento é bastante semelhante à asma, com nebulização com broncodilatadores, para ajudar na abertura dos alvéolos pulmonares, oxigênio e corticoide, pela potente ação anti-inflamatória.

4. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Trata-se de um grupo de doenças que prejudicam a função dos pulmões. O enfisema pulmonar, geralmente causado por anos de tabagismo, está nesta categoria de doenças.

Os sintomas são de falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, aumento da produção de catarro, diminuição dos níveis de oxigênio levando a cansaço constante e aperto no peito.

O tratamento primordial é parar de fumar. Fisioterapia, medicamentos inalatórios e corticoides de baixa dosagem costumam ajudar nos sintomas, embora nos casos mais avançados seja preciso o uso contínuo de oxigênio, para melhor qualidade de vida. Já não há tratamento efetivo nessa fase.

5. Hipertensão pulmonar

A hipertensão pulmonar ocorre quando há um aumento da pressão das artérias e veias pulmonares. As causas mais comuns são a embolia pulmonar, doença cardíaca e a DPOC causada pelo tabagismo.

Os sintomas são de falta de ar, dor no peito, cansaço e dificuldade para praticar atividade física, sem uma causa aparente.

O tratamento é por meio de medicamentos que melhoram a circulação do sangue naquela região, e tratamento específico para a causa do problema. Os medicamentos mais usados são os anticoagulantes, anti-hipertensivos, diuréticos e oxigênio.

Para os casos mais graves, ou que não respondem ao tratamento inicial, está indicado o transplante cardíaco ou transplante pulmonar.

6. Doença cardíaca congênita

A doença cardíaca congênita se caracteriza por problemas e defeitos na estrutura e na função do coração, presentes desde o nascimento.

Os sintomas são de falta de ar, dificuldade para respirar e alteração do ritmo cardíaco. O tratamento varia de acordo com a doença, podendo ser indicado cirurgia ou apenas o controle com medicamentos.

A falta de ar pode ter ainda como causas a anemia, exposição a grandes altitudes ou temperaturas extremas, baixa qualidade do ar devido à poluição atmosférica, comum em locais próximos a indústrias e exercício físico muito intenso.

Por isso, é preciso procurar um médico de família ou clínico geral, para pesquisar as possíveis causas, solicitar os exames complementares e com o diagnóstico, planejar o tratamento.

Quando procurar uma emergência?

Se a falta de ar vier associada a um ou mais dos sintoma relacionados abaixo, é sinal de gravidade, portanto é preciso procurar atendimento médico com urgência:

  • Febre alta com calafrios;
  • Suor frio e palidez;
  • Dor ou sensação de aperto no peito;
  • Dor no peito que irradia para braço esquerdo ou mandíbula;
  • Dor intensa, de início súbito e endurecimento da panturrilha;
  • Esforço respiratório com chiado no peito;
  • Tosse forte, rouca ou estridente;
  • Dificuldade para respirar na posição deitada;
  • Necessidade constante de se sentar devido à falta de ar;
  • Grande esforço para respirar, repuxamento dos músculos do pescoço;
  • Dificuldade de engolir, ou no caso de crianças, "babando" muito;
  • Sinais de desidratação (urinar pouco, boca seca e língua seca);
  • Pontas dos dedos ou lábios azulados;
  • Irritabilidade extrema, confusão mental;
  • Desmaio.

Na dúvida não perca tempo, procure uma emergência. O médico saberá indicar o melhor caminho e tratamento para cada caso.

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Saiba como identificar um infarto cardíaco e conheça os sintomas

O que fazer no caso de dor no peito?

Manchas na virilha podem ser micose ou intertrigo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, mancha na região da virilha de cor avermelhadas ou branca, com ou sem descamação, que coçam podem corresponder a algum tipo de micose. A micose mais comum na região da virilha em adultos é a Tínea cruris, também chamada de intertrigo.

Essa micose é causada por fungos dermatófitos que se alimentam da queratina da pele. A tínea pode acometer qualquer região do corpo e é mais frequente em áreas de dobras, como virilha, nádegas e em baixo dos seios.

Quando suspeitar de micose na virilha?

A principal forma de apresentação do intertrigo é através da formação de uma grande mancha única, avermelhada, com bordas bem delimitadas e levemente elevadas.

No entanto, também pode haver formação de manchas menores, em tonalidades marrons, brancas ou acinzentadas.

Outros sintomas que também podem estar presentes são:

  • Coceira;
  • Sensação de queimação;
  • Descamação da lesão e da pele.

A presença de pequenas vesículas (bolhas com água) nas margens da lesão também é possível de acontecer.

Tínea cruris na face interna da coxa

A Tínea na virilha é mais comum em homens do que em mulheres, e se desenvolve principalmente quando a região da virilha fica úmida e abafada por longos períodos.

Por isso, pode acometer praticantes de esportes ou pessoas que usam roupas justas e apertadas na virilha.

Qual o tratamento para a micose na virilha?

O tratamento inicial, geralmente, é feito com antifúngico aplicado no local atingido pela infecção.

Os cremes e pomadas antifúngicas mais comumente utilizados são: miconazol, clotrimazol, itraconazol, terbinafina ou ciclopirox olamina.

Aplica-se o antifúngico 2 vezes ao dia por 1 a 4 semanas, o tempo de tratamento pode variar conforme a extensão e gravidade da lesão.

Em infecções fúngicas muito extensas, ou que não melhoram com o tratamento tópico, podem ser usados antifúngicos também por via oral, como a terbinafina e o itraconazol.

Na suspeita de tinha cruris consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.

Quais os sintomas de glicose alta e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de glicose alta, típicos, são: aumento do apetite (polifagia), sede excessiva (polidispsia), poliúria (vontade de urinar diversas vezes) e emagrecimento.

No entanto, nem todos os casos apresentam exatamente esse quadro, podendo haver ainda sintomas de boca seca, dor de cabeça, visão embaçada, pele seca, formigamento nas mãos e nos pés, fraqueza e cansaço. Nos casos mais graves, pode haver vômito, náuseas, falta de ar, dor abdominal, queda da pressão arterial, sonolência ou desmaios.

A glicose alta é uma condição chamada hiperglicemia, que ocorre quando há um acúmulo de glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Quase todos os casos de hiperglicemia ocorrem em pessoas com diabetes.

Se o nível de glicose no sangue estiver constantemente alto e não for controlado, pode causar complicações graves, como problemas na visão, nos nervos e no sistema cardiovascular.

Como saber se a glicose está alta?

A única forma de saber se a glicose está alta é através de um teste de glicemia, que mede os níveis de glicose no sangue. O teste pode ser feito em casa, se tiver o aparelho, ou numa farmácia, posto de saúde ou hospital. O teste de glicemia capilar, como é chamado pelos profissionais, é rápido, simples e não causa dor.

É importante ressaltar que os sintomas da glicose alta geralmente só se manifestam quando os níveis de açúcar no sangue estão significativamente elevados, acima de 180 mg/dL. Além disso, a presença de sinais e sintomas não é suficiente para identificar um quadro de hiperglicemia. Por isso, é fundamental fazer o teste de glicemia capilar.

Quais os valores normais da glicose?
  • Glicemia de jejum (8 horas): abaixo de 99 mg/dl;
  • Glicemia medida em qualquer horário do dia, independentemente do tempo decorrido desde a última refeição: abaixo de 139 mg/dl.
O que fazer em caso de glicose alta?

Em caso de glicose alta, recomenda-se fazer exercício e beber água depois de comer, principalmente se consumiu grande quantidade de carboidratos.

Indivíduos diabéticos devem aplicar insulina e tomar os medicamentos, conforme orientação médica.

Para controlar a glicemia e evitar que ela aumente, são indicados exercícios físicos regularmente e dieta orientada por um profissional da área, porque embora seja importante reduzir a quantidade de carboidratos e de açúcar, são substratos fundamentais para o bom funcionamento do organismo.

A quantidade correta de todos os alimentos, deve ser adequada às características de saúde de cada pessoa, condições sociais e estilo de vida. Apenas um profissional de saúde consegue oferecer todas essas informações, de maneira segura.

Saiba mais sobre esse tema no artigo: Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?

O controle da glicemia em casa, tem sido muito utilizado, através de um aparelho medidor de glicose, por ser uma maneira simples e eficaz de verificar se a glicose está alta.

Quem tem diabetes e observa uma mudança repentina da glicemia durante o monitoramento em casa, deve informar o médico, imediatamente.

O que pode deixar a glicose alta?

A glicemia alta pode ser causada por uma produção insuficiente de insulina ou resistência do organismo à insulina. A insulina é um hormônio que tem a função de transportar a glicose do sangue para as células, para ser transformada em energia.

A glicose não pode ser absorvida sem insulina. Se o corpo não conseguir produzir insulina suficiente ou for resistente aos seus efeitos, a glicose pode se acumular na corrente sanguínea e causar hiperglicemia.

Dieta inadequada é uma causa frequente de taxas elevadas de glicemia, principalmente em diabéticos. Alimentos ricos em carboidratos, como pães, arroz e massas, podem aumentar o nível de açúcar no sangue, uma vez que são transformados em glicose.

O paciente diabético deve seguir o seu plano alimentar, fazer uso correto da insulina e dos medicamentos habituais, para evitar a glicose alta e risco de complicações.

A hiperglicemia também pode ocorrer em pessoas que não têm diabetes. Em alguns casos, a glicose pode ficar temporariamente alta devido a cirurgia, infecção, falta de atividade física, doença crônica ou grave, sofrimento emocional ou uso de certos medicamentos, como esteroides. O afastamento da causa, costuma trazer a glicemia de volta ao normal.

O médico endocrinologista é o especialista responsável pelo tratamento da hiperglicemia.

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Como é feito o diagnóstico do diabetes?

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