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Pomadas para unha inflamada: como usar e o que fazer se não melhorar
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A unha inflamada, também chamada de paroníquia, pode levar a dor, vermelhidão e saída de pus em volta da unha. O tratamento pode incluir pomadas que atuam contra as bactérias que se proliferam na região em volta da unha causando infecção.

Entre as principais pomadas utilizadas, destacam-se:

  • Mupirocina (Bactroban®)
  • Gentamicina
  • Gentamicina + betametasona (Diprogenta®)
  • Ácido fusídico + betametasona (Verutex®)

Além de pomadas, pode-se aplicar soluções de limpeza antissépticas na unha, como a iodopovidona e a clorexidina. Em situações de inflamação leve, o uso de soluções antissépticas pode ser o suficiente para tratar a unha e melhorar os sintomas.

Como usar a pomada para unha inflamada?

Antes de aplicar a pomada sobre a unha inflamada, deve-se higienizar a região com água e sabonete. Pode-se deixar o dedo com a unha inflamada de molho em água quente ou aplicar compressas quentes sobre a inflamação, durante 10 a 15 minutos.

Depois deste tempo, deve-se secar bem a unha e aplicar uma camada de pomada até a sua completa absorção. A frequência de aplicação pode variar de duas a três vezes ao dia, conforme orientação médica. O tempo de tratamento costuma durar entre 5 a 7 dias.

O que fazer se não melhorar a inflamação com a pomada?

Caso a inflamação na unha não melhore com a aplicação de pomada e os cuidados locais de limpeza, procure um médico, pode ser necessário o uso de antibióticos orais indicados quando a inflamação não melhora apenas com a pomada.

Se houver a presença de abscesso em volta da unha, está indicada a drenagem de pus.

A unha encravada também pode propiciar episódios repetidos de inflamação. O tratamento, nestes casos podem incluir procedimento cirúrgico que permite desencravar a unha.

Para mais orientações consulte um médico.

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Referências bibliográficas:

Paronychia. Uptodate. 2021.

Como saber se o piercing está inflamado? 5 sinais importantes
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Após a colocação de um piercing é importante estar atento a sinais e sintomas que podem indicar inflamação no local da aplicação. Alguns sintomas podem também sugerir infecção bacteriana, necessitando a avaliação por um médico.

Vejamos cinco sinais que podem indicar que o piercing está inflamado:

1. Vermelhidão

A presença de vermelhidão ao redor do piercing pode indicar inflamação da região. O local ficar um pouco vermelho e irritado é normal, entretanto, se a vermelhidão for intensa e não melhorar em alguns dias, deve-se ficar atento, pois pode indicar inflamação.

Piercing apresentando vermelhidão após a aplicação 2. Inchaço

O inchaço da região também é um dos principais sinais de inflamação. Um pequeno inchaço pode estar presente logo a seguir a colocação do piercing. Geralmente a aplicação de gelo pode ajudar no controle do inchaço.

Locais de cartilagem como orelhas (incluindo tragus) e nariz podem sofrer um processo inflamatório intenso, causando importante deformidade da cartilagem e aparência de inchaço, estas situações precisam ser avaliadas por um médico, porque causam o risco de perda de cartilagem e deformidade permanente.

3. Dor

A dor é um dos principais sinais de que algo não corre bem. A colocação de um piercing é dolorosa no momento da aplicação e pode também haver alguma dor durante algumas horas ou nos primeiros dias, em alguns locais mais sensíveis pode haver mais dor como na língua, mamilo ou genitais.

No entanto, a medida que ocorre a cicatrização do furo é esperado que a dor passe. Se a dor for intensa e não melhorar pode ser sinal de inflamação do piercing.

4. Calor no local

Inflamação também causa o aumento de temperatura da região que está inflamada. Sentir a pele em volta do piercing quente, vermelha e inchada pode indicar que existe uma inflamação no local.

5. Saída de secreção

Não é esperado que saia secreção do local onde está o piercing, a saída de secreção amarelada, purulenta ou com mau cheiro pode indicar que o local onde foi aplicado o piercing não está apenas inflamado, mas também infectado.

Piercing no umbigo, por exemplo, pode levar ao acúmulo de sujidade e bactérias levando a infecções que podem causar dor, inchaço e presença de secreção.

Outros sintomas de inflamação

A inflamação em piercing pode ainda levar ao aparecimento de gânglios dolorosos, piercing na língua ou na orelha podem causa aumento dos gânglios no pescoço. Também mais raramente em situações de infecções, o piercing inflamado pode desencadear febre.

O piercing pode ser uma porta de entrada para bactérias na pele, por isso, se não for bem cuidado através de medidas de higiene pode causar infecções de pele potencialmente graves.

Como cuidar do piercing inflamado?

O piercing inflamado precisa de cuidados especiais para, de modo a evitar o desenvolvimento de infecções e de maiores problemas que podem impossibilitar o uso do piercing. Algumas medidas simples de cuidados podem ser tomadas, como:

  • Limpeza frequente do local do piercing: lave a região do piercing com água e sabonete neutro, ou antibacteriano. Retire crostas e restos de pele.
  • Seque bem a pele após a limpeza, evite o acumulo de secreções.
  • Se necessário use soro fisiológico para retirar secreções e crostas na pele inflamada.
  • Evite mexer no piercing. Mexer muitas vezes no piercing pode piorar a inflamação e aumentar o risco de infecção.

Se a inflamação no piercing persistir por vários dias ou os sintomas se intensificarem procure um médico para avaliação.

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Referências

SBD. Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Quero um anticoncepcional que engorda, qual escolher?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A maioria dos anticoncepcionais e métodos contraceptivos não engordam. O método contraceptivo mais associado ao ganho de peso é a injeção trimestral de medroxiprogesterona. Entretanto, nem todas as mulheres irão engordar com este método.

Por isso, não existe uma recomendação específica de anticoncepcional para mulheres que querem engordar.

Embora, muitas mulheres relatem que ganharam peso com o uso de anticoncepcionais, até o momento não existe evidência científica consistente sobre o efeito dos contraceptivos hormonais no ganho de peso.

O provável é que o próprio processo de desenvolvimento e envelhecimento natural pode causar mudanças metabólicas que favorecem o ganho de peso e ser confundido com o início do uso de contraceptivos.

Anticoncepcionais hormonais orais e ganho de peso

Os anticoncepcionais orais de maneira geral não engordam por si só. Atualmente, os anticoncepcionais disponíveis possuem uma quantidade muito menor de hormônios do que os primeiros contraceptivos criados, que causavam maior retenção de líquidos e peso.

Um dos principais fatores associados ao ganho de peso com os anticoncepcionais hormonais é a retenção de líquidos, que pode aumentar e contribuir um pouco com o aumento de peso.

As mudanças de humor que também podem ser consideradas efeitos adversos de contraceptivos hormonais também podem levar a estados mais ansiosos ou depressivos favorecendo o aumento da ingesta de alimentos e a compulsão alimentar.

Injeção anticoncepcional e ganho de peso

O único método contraceptivo que realmente tem uma associação com o ganho de peso é a injeção de medroxiprogesterona, ou injeção trimestral, com os nomes comerciais de Contracep ou Depo-Provera.

A medroxiprogesterona é um progestógeno de depósito, ou seja, é liberando continuamente no decorrer de três meses. O seu uso está associado ao ganho de 1 a 2 quilos por ano, devido ao aumento do apetite e outras mudanças hormonais que podem ocorrer com este contraceptivo.

Entretanto, nem toda mulher irá engordar com o uso da injeção trimestral, algumas irão manter o peso habitual e outras podem inclusive emagrecer.

Dispositivo intrauterino hormonal (DIU)

O DIU consiste em um dispositivo implantado no útero com uma pequena quantidade de levonorgestrel, hormônio que é liberado continuamente no decorrer dos anos. O uso do DIU hormonal não parece aumentar o peso segundo as pesquisas mais recentes na área.

Lembre-se sempre de consultar o seu médico de família ou ginecologista para ajudar a escolher o melhor método contraceptivo segundo o seu perfil.

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Referências bibliográficas

Planejamento Familiar UM MANUAL GLOBAL PARA PROFISSIONAIS E SERVIÇOS DE SAÚDE. OMS.

Contraception: Do hormonal contraceptives cause weight gain?. InformedHealth. 2017

Buclina, para que serve?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A Buclina (cloridrato de buclizina) é um medicamento usado principalmente como estimulante do apetite. Contudo, também possui ação antiemética, previne náuseas e enjoos, e ação anti-histamínica, ou seja, antialérgica.

Principal efeito da Buclina: aumento do apetite e ganho de peso

A Buclina é um medicamento que serve principalmente para aumentar o apetite, levando ao aumento da ingesta calórica e assim contribuindo para o ganho de peso, principalmente em crianças e pessoas desnutridas. É usada nas doenças e condições que causam inapetência.

Esta é a única indicação do uso deste medicamento presente na bula.

Outras ações da Buclina: anti-vômitos e anti-alérgico

A Buclina também tem uma ação antiemética, ajudando a evitar enjoos e náuseas, principalmente em contexto de viagem. Este medicamento leva à redução da vertigem e tontura durante a locomoção em meios de transporte.

O cloridrato de buclizina também é considerado um medicamento anti-histamínico, ou seja, com ajuda a aliviar sintomas de alergias, podendo também ser utilizado no tratamento de reações alérgicas. Entretanto, é pouco utilizado por existirem outras opções de anti-alérgicos mais eficazes.

Como tomar?

O uso da Buclina deve ser sempre orientado por um médico. A dose usual para o tratamento da falta de apetite e ganho de peso é de 1 comprimido de 25 mg ao almoço, e 1 comprimido ao jantar para adultos. Já para crianças a dose recomenda é de apenas meio comprimido ao almoço e meio comprimido ao jantar.

A Buclina não está indicada para mulheres grávidas ou em amamentação. Também não pode ser tomada por crianças menores de 6 anos, pois não há dados suficientes para garantir a segurança deste medicamento nestes dois grupos.

Quais são os efeitos colaterais?

Um dos efeitos colaterais mais frequentemente associado ao uso da Buclina é a sonolência diurna. Outros efeitos mais raros, mas que já foram relatados com o uso são: náuseas, vômitos, diarreia, tonturas, dor de cabeça, falta de ar e manchas na pele.

Para mais informações consulte o seu médico de família ou clínico geral.

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Referências bibliográficas

Bula Cloridrato de buclizina

4 causas de dor forte na boca do estômago
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dor forte na boca do estômago, na região epigástrica, ou seja, no meio da barriga acima do umbigo pode representar situações de maior ou menor gravidade.

Quatro importante e frequentes causas de dor na boca do estômago são: a gastrite, a úlcera gástrica, a úlcera duodenal e a pancreatite.

1. Gastrite

A gastrite corresponde a inflamação da mucosa que reveste o estômago internamente. É a causa mais frequente de dor epigástrica. A dor causada pela gastrite geralmente é em queimação e pode piorar a noite.

Outros sintomas frequentes de gastrite são:

  • Náuseas ou vômitos;
  • Sensação de inchaço na barriga;
  • Queimação na região do abdômen ou no meio do peito;
  • Falta de apetite.

O tratamento da gastrite inclui:

  • Mudanças dietéticas: redução de alimentos ácidos, que contém cafeína, álcool.
  • Medicamentos: inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e outros) e antiácidos.
  • Pode ser necessário usar antibióticos para combater a bactéria E. coli, associada a casos de gastrite.
2. Úlcera gástrica

A úlcera gástrica é uma condição em que ocorre a formação de uma pequena ferida no estômago em forma de úlcera.

Causa uma dor na boca do estômago de forte intensidade, que também costuma ser em queimação, e piora ao comer.

O tratamento pode incluir o uso de medicamentos que reduzem a acidez gástrica, como antiácidos e inibidores da bomba de prótons. Da mesma forma que na gastrite, também pode ser necessário o uso de antibióticos que visam erradicar a bactéria H. pylori, quando ela está presente no estômago

3. Úlcera duodenal

A úlcera duodenal também corresponde a formação de uma ferida, mas no duodeno, uma região entre o estômago e o intestino.

Causa também dor em queimação, mas diferentemente da dor causada pela úlcera gástrica, a dor da úlcera duodenal é aliviada ao se comer.

Para ajudar na cicatrização e resolução da úlcera duodenal algumas medidas são necessárias, como:

  • Redução do consumo de álcool;
  • Redução do estresse;
  • Comer fracionado, várias vezes ao dia e em menor quantidade;
  • Usar medicamentos que diminuem a acidez do estômago.
4. Pancreatite

A pancreatite corresponde a inflamação do pâncreas, um órgão localizado na região esquerda e superior do abdômen, geralmente próximo ao estômago.

A pancreatite causa uma dor em faixa, ou seja, toda a região superior da barriga pode dor. A dor da pancreatite é uma dor forte, que pode fazer com que a pessoa adquira uma posição de defesa ou tenha uma grande reatividade ao se tocar na região da dor.

O tratamento da pancreatite envolve uma série de atitudes a serem tomadas, como:

  • Cessação do uso de álcool;
  • Uso de analgésicos para controle da dor;
  • Em casos agudos, pode ser necessário ficar em jejum durante um certo período;
  • Uso de enzimas pancreáticas.

Caso apresente dor na boca do estômago de forte intensidade, procure o seu médico para uma avaliação inicial.

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Referências bibliográficas:

Diagnóstico Clínico. Oxford.

Principais causas de dor no testículo e quando devo me preocupar
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dor testicular pode atingir homens de qualquer idade, de crianças a idosos. Pode ocorrer no testículo esquerdo, no direito ou em ambos.

As principais causas de dor testicular são: epididimite ou epidídimo-orquite, torção testicular, torção do apêndice testicular, varicocele, hérnia inguinal ou trauma.

Vejamos as principais causas:

Epididimite

O epidídimo é uma estrutura presente no topo do testículo, onde o esperma fica armazenado. Quando esta estrutura fica inflamada tem-se a epididimite. A causa da epididimite geralmente é infecciosa, de origem bacteriana.

As principais bactérias causadoras da epididimite são a N. gonorrhoeae e a C. trachomatis, ambas são transmitidas sexualmente, portanto é uma condição mais frequente em homens jovens sexualmente ativos.

No entanto, também podem existir casos de epididimite originados de outras bactérias como a E. coli e a pseudomonas, principalmente em homens idosos.

Torção testicular

A torção testicular, como o próprio nome diz, ocorre quando o cordão espermático torce, ou seja, gira em torno de si próprio. O cordão espermático é uma estrutura presente no interior do testículo, por onde passam artérias, veias, nervos e o ducto deferente, um canal por onde percorre o esperma.

Este é um quadro mais frequente em crianças recém-nascidas e meninos pós-puberais.

Torção do apêndice testicular

O apêndice testicular é uma estrutura presente nos testículos sem função específica, mas que podem rotacionar e sofrer uma torção, causando dor intensa. Este quadro é mais comum em meninos em idade escolar.

Varicocele

A varicocele corresponde a veias aumentadas de tamanho presente no testículo. Normalmente não causam dor, mas em algumas situações pode gerar desconforto e estar associada a problemas de fertilidade.

Ocorre mais frequentemente em crianças pequenas mas também pode atingir adultos.

Hérnia inguinal

A hérnia inguinal ocorre quando há protusão de conteúdos da cavidade abdominal, como o intestino, por uma falha da parede abdominal na região da virilha. É possível que o conteúdo da hérnia atinja o testículo, aumentando o seu tamanho e causando dor moderada a intensa.

Trauma testicular

O trauma é uma causa frequente de dor testicular, podendo ocorrer durante a prática de esportes ou durante acidentes.

Traumas leves a moderados podem causar dor, inchaço, vermelhidão e hematomas no testículo. Traumas mais intensos podem causar ruptura dos órgãos internos que compõem o testículo, exigindo avaliação médica de urgência.

Qual o tratamento para a dor no testículo?

O tratamento para a dor no testículo irá depender da causa.

Muitas das causas de dor testicular são resolvidas através de procedimentos cirúrgicos. As situações de torção testicular, torção do apêndice testicular e hérnia inguinal são resolvidas através de cirurgia.

Já a epididimite é tratada com o uso de antibióticos.

Em situações de trauma pode ser necessário usar analgésicos, anti-inflamatórios para aliviar a dor. A aplicação de gelo pode também contribuir para o alívio da dor.

Quando se preocupar e procurar um médico?

Algumas situações de dor testicular precisam ser avaliadas por um médico, pois podem corresponder a doenças de maior gravidade que exigem tratamento imediato ou uma investigação mais aprofundada.

Consulte um médico quando:

  • Apresentar dor de forte intensidade e início repentino;
  • Apresentar febre;
  • Notar o aparecimento de um nódulo no testículo;
  • Notar que o testículo está quente, vermelho ou inchado;
  • Apresentar náuseas e vômitos;
  • Sentir dor intensa, que não melhora, após um trauma.

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Referências

Acute scrotal pain in adults. Uptodate.2021

Quais pomadas e cremes usar para tratar pelo encravado?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Em algumas situações, o uso de pomadas e cremes pode ajudar a tratar os pelos encravados, que se encontram inflamados e infectados.

Quando os pelos estão inflamados, causando um quadro de foliculite, o uso de pomadas que contém substâncias anti-inflamatórias podem ajudar a reduzir os sintomas de vermelhidão e inchaço. Quando há infecção no pelo mais extensa, pomadas contendo antibiótico também estão indicadas.

Vejamos as principais pomadas usadas no tratamento do pelo encravado .

1 - Pomadas que reduzem a inflamação

As pomadas contendo corticoesteroides podem ajudar a reduzir a inflamação em volta do pelo encravado e aliviar sintomas de dor, vermelhidão e inchaço.

Geralmente são aplicadas de 2 a 3 vezes ao dia por 7 a 14 dias. Alguns exemplos de pomadas são:

  • Betametasona;
  • Hidrocortisona;
  • Dexametasona.
2 - Pomadas, cremes e loções antibióticos

São indicados quando há sinais de infecção bacteriana associada ao pelo encravado, como presença de pus, secreção amarelada, dor mais intensa e calor na região.

São aplicadas sobre a pele de 1 a 3 vezes ao dia, de 7 até 10 dias.

  • Pomadas de Mupirocina, neomicina ou bacitracina.
  • Loção ou gel de clindamicina;
  • Creme de ácido fusídico (Fusidine®, Verutex®).
3 - Pomada contendo corticoide e antibiótico

A associação antibiótico e corticoide em pomadas também é utilizada com muita frequência. Estas pomadas possuem o efeito anti-inflamatório dos corticoides e também apresentam ação antibiótica.

  • Betametasona e gentamicina (Diprogenta®)

É importante aplicar a pomada sobre a pele limpa e seca, assim garante-se uma maior absorção do principio ativo da pomada.

Lembre-se de apenas usar medicamentos sob orientação e supervisão médica, evite a auto-medicação.

Nem sempre o uso de pomadas é necessário no tratamento de pelos encravados e foliculite, muitas vezes apenas os cuidados locais de higiene, como a lavagem com sabão, são o suficiente para desencravar os pelos e reduzir a inflamação no pelo.

Caso apresente pelo encravado com sinais de inflamação ou infecção, ou ainda apresente outros sintomas como febre, procure um médico para uma avaliação.

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Referência bibliográficas:

Infectious folliculitis. Uptodate. 2021

Muco cervical: o que indica nas diferentes fases do ciclo menstrual?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O muco cervical é uma secreção produzida pelo colo do útero que pode ser, às vezes, percebido na calcinha e é responsável por manter a umidade da vagina e proteger o útero contra infecções. Pode também ser chamado de muco vaginal ou secreção vaginal e apresenta cor clara ou branca e não possui odor.

O aspecto e a quantidade do muco vaginal variam conforme o período do ciclo menstrual e com situações específicas como a gravidez e a presença de infecções ou inflamações. Aprenda neste artigo as diferenças do muco cervical em cada fase do seu ciclo menstrual e quais as situações mais comuns em que ele se modifica.

Muco cervical no primeiro dia do ciclo menstrual

O primeiro dia de menstruação marca o primeiro dia do seu ciclo menstrual. Neste período, a presença do muco vaginal é imperceptível por dois motivos: a baixíssima quantidade de muco e a presença da menstruação.

O muco permanece escasso durante toda a menstruação que, para a maioria, dura de 2 a 7 dias.

Muco cervical logo após a menstruação

Logo após a menstruação, em torno do 8º e 9º dias do ciclo, a mulher tem uma fase seca. Algumas mulheres apresentam muco muito escasso e ainda imperceptível e outras não produzem mudo.

Muco cervical antes o período fértil

A medida em que o período fértil vai se aproximando, o muco cervical se torna, primeiramente, grosso, opaco, de coloração esbranquiçada ou levemente amarelado e pastoso. Além disso, ao tentar esticar o muco entre os dedos, ele se apresenta quebradiço.

Com a elevação dos níveis de estrógeno, a produção de secreção vaginal aumenta em quantidade e o muco cervical se torna mais aquoso, ou seja, mais líquido, leitoso, escorregadio e a vagina se torna mais úmida.

Muco cervical durante o período fértil

No dia da ovulação, período em que é mais fácil engravidar, o muco vaginal fica semelhante à clara de ovo cru e fica transparente, elástico e ainda mais abundante.

Este é o período propício para uma gravidez. Deste modo, se o casal não deseja engravidar, deve evitar as relações sexuais com penetração vaginal neste período o usar um método contraceptivo de barreira como camisinha masculina, feminina ou diafragma com espermicida.

Muco cervical após o período fértil

Após o período fértil, o muco cervical diminui em quantidade e volta a ser opaco, pegajoso e perde a elasticidade. Este tipo de muco ocorre devido à ação da progesterona e indica que a mulher não está mais fértil.

A vagina volta a ficar seca ou permanece com muco vaginal infértil e, portanto, não há risco de gravidez.

Muco cervical durante a gravidez

É normal que as mulheres grávidas apresentem muco vaginal branco, transparente ou leitoso, sem cheiro ou com odor bem fraco. A medida em que a gravidez aumenta a secreção vaginal se torna mais volumosa, especialmente, a partir do 2º e 3º trimestres de gestação.

Por vezes, no início da gravidez pode ocorrer a presença de uma secreção de cor rosada que corresponde a implantação do óvulo fecundado na parede do útero, chamada nidação.

Ao fim da gravidez, já no período do parto, a mulher pode sentir a saída do tampão mucoso, formado pelas secreções vaginais produzidas durante a gravidez, que veda a entrada do útero. A função deste tampão é impedir que as bactérias da vagina entrem no útero e fiquem em contato com o bebê.

Como posso verificar o muco cervical?

Para avaliar o muco cervical, introduza 2 dedos na vagina para obter uma amostra da secreção do local. A retirar os dedos da vagina observe o tipo de muco secretado. Por exemplo: se o muco for abundante, transparente e semelhante à clara de ovo, você está ovulando e, portanto, pode engravidar.

Ao obter mais conhecimento sobre o seu corpo, a avaliação do muco cervical ficará mais fácil.

Algumas características, quando presentes no muco vaginal, indicam que algo anormal está acontecendo com o seu corpo. São sinais de alerta:

  • Odor fétido,
  • Coloração amarelada, esverdeada ou marrom,
  • Coceira vaginal,
  • Dor,
  • Vermelhidão.

Estes sinais podem indicar a presença de infecções e inflamações vaginais. Nestes casos, é necessário buscar avaliação de um médico de família ou ginecologista.

Para saber mais sobre muco cervical, você pode ler:

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Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 52 p.

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Contraceptivo natural: quais os métodos naturais para evitar a gravidez?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os contraceptivos naturais são os métodos que se baseiam no reconhecimento do período fértil para serem efetuados e incluem método Billings, tabelinha, temperatura corporal, sintotérmico, coito interrompido, teste de ovulação e amenorreia lactacional.

Estes métodos são também são chamados de métodos contraceptivos comportamentais, pois para serem realizados é necessária a abstenção sexual durante o período fértil ou uso de práticas em que o esperma não é depositado na vagina.

Vale destacar que este métodos podem ser usados para evitar a gravidez, mas não previnem as infecções sexualmente transmissíveis (IST’s).

Conheça neste artigo os métodos naturais de concepção:

Método Billings ou muco cervical

O método Billings consiste na auto-observação das modificações do muco cervical, secreção produzida no colo do útero pela ação dos hormônios femininos, que torna a vagina úmida e, às vezes, pode ser observado na calcinha.

Após a menstruação é comum que ocorra um período de menos umidade na vagina, ou seja mais seco. A seguir, o muco se torna esbranquiçado e pegajoso, mas se quebra ao ser esticado. Ao se aproximar o dia da ovulação, o muco vai se modificando e se torna escorregadio, transparente e elástico, semelhante à clara de ovo, sinal de período fértil e, portanto, a mulher pode engravidar.

O casal que não deseja engravidar, deve evitar relações sexuais com penetração enquanto o muco cervical semelhante à clara de ovo estiver presente e até quatro dias após o seu desaparecimento.

Coito Interrompido

A realização do coito interrompido consiste na retirada do pênis da vagina, um pouco antes da ejaculação. Apesar de ser bastante utilizado, é um método que apresenta alto risco de falha, uma vez que o líquido que sai do pênis antes da ejaculação (líquido seminal), pode conter espermatozoides.

Além disso, pode ocorrer de o homem não ter controle suficiente para retirar o pênis antes que a ejaculação aconteça, o que caracteriza outra falha bastante comum para casais que sam este método.

Tabelinha

Para fazer a popular tabelinha (Método Ogino Knaus), determinar o seu período fértil e evitar a gravidez, é preciso que você observe, pelo menos 6 ciclos menstruais.

Isto quer dizer que você vai marcar em um calendário o primeiro dia de cada menstruação durantes seis meses seguidos para verificar quantos dias durou cada ciclo menstrual. É a partir destas informações que será calculado o seu período fértil. De preferência, faça este cálculo com a ajuda de um médico de família ou ginecologista.

Sabendo do seu período fértil com aplicação da tabelinha, evite relações sexuais com penetração neste período para evitar um gravidez.

Temperatura corporal

O método da temperatura corporal ou basal se fundamenta na verificação da temperatura do corpo em repouso, durante o ciclo menstrual. Os hormônios femininos fazem com a que a temperatura do corpo da mulher sofra variação de acordo com o período do ciclo menstrual.

Antes da ovulação a temperatura do corpo é mais baixa e durante a ovulação ela aumenta alguns décimos de grau, permanecendo assim até a chegada da menstruação seguinte.

Para utilizar este método, você deve medir a sua temperatura corporal ao acordar pela manhã, antes de levantar, e depois de dormir, no mínimo, por cinco horas. As temperaturas devem ser anotadas em um gráfico.

Para evitar a gravidez, o casal não deve ter relações sexuais com penetração vaginal no intervalo de 4 a 5 dias antes da data prevista para a ovulação até o quarto dia de temperatura mais elevada.

Sintotérmico

O método sintotérmico é o uso combinado da tabelinha, do método Billings (muco cervical), da temperatura basal para a identificação do período fértil.

Além da combinação destes métodos você deve estar atenta a alguns sinais e sintomas que indicam que a mulher está no período fértil são:

  • Sensação de peso ou inchaço nos seios,
  • Dor o aumento do abdome,
  • Aumento do desejo sexual,
  • Mudanças de humor,
  • Aumento de peso e
  • Aumento do apetite.

Deste modo, para evitar a gravidez, o casal deve evitar as relações sexuais com penetração vaginal nos dias considerados férteis de acordo com a tabela, características do muco cervical, elevação da temperatura corporal e presença de sinais e sintomas que indicam que a mulher se encontra em seu período fértil.

Amenorreia lactacional

O método da amenorreia lactacional consiste no uso da amamentação para evitar a gravidez, uma vez que a amamentação inibe a fertilidade da mulher.

Para efetuar o método a mulher precisa realizar amamentação exclusiva nos primeiros seis meses após o nascimento do bebê. Igualmente, é possível associar o método da amenorreia lactacional a outro método contraceptivo que não interfira na amamentação.

Para realizar a amenorreia lactacional como anticoncepcional a mulher:

  • Deve amamentar exclusivamente o seu bebê ao seio na hora que ele desejar (amamentação em livre demanda) por até 6 meses,
  • Não oferecer água, chás ou suco ao seu bebê por até 6 meses e
  • Deve apresentar ausência de menstruação.

Se você voltar a menstruar ou decidir introduzir outros alimentos para o seu bebê, converse com o médico de família ou ginecologista para que, juntos, possam escolher um método contraceptivo eficaz.

Vantagens e desvantagens dos anticoncepcionais naturais

Para a escolha do melhor método contraceptivo natural, é preciso que você conheça suas vantagens e desvantagens. Inclui-se entra as vantagens:

  • São gratuitos,
  • Não produzem efeitos colaterais ou malefícios,
  • Permitem que a mulher entre em contato com o seu corpo e o conheça melhor,
  • Proporciona aprendizado sobre a fertilidade feminina,
  • Não interferem no retorno da fertilidade da mulher.

As desvantagens dos anticoncepcionais naturais se encontram no fato de que estes métodos:

  • Não protegem contra as infecções sexualmente transmissíveis,
  • Não devem ser utilizados por mulheres com ciclos menstruais irregulares.

Se você apresentar irregularidades no ciclo ou tiver passado por aborto, aguarde que ocorram, pelo menos, três ciclos menstruais regulares até adotar um método de anticoncepção natural. Converse com o seu médico de família ou ginecologista para escolher o melhor método contraceptivo para você.

Para saber mais sobre métodos anticoncepcionais, você pode ler:

Melhor anticoncepcional: 5 dicas para ajudar na sua escolha

Dúvidas sobre anticoncepcional

Anticoncepcional oral tem efeitos colaterais?

Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 52 p.

Pelo encravado na virilha: como tratar e prevenir
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O pelo encravado ocorre quando o pelo cresce para dentro da pele e não para a superfície externa. Desta forma, o pelo forma pequenos nódulos na pele, que podem inflamar e em alguns casos levar a infecções locais, desencadeando dor e desconforto.

Pelos encravados na virilha constituem uma condição muito frequente, isto porque a depilação frequente dos pelos desta área do corpo, que tendem a ser grossos, aumenta o risco do pelo encravar.

Em algumas situações o pelo encravado pode levar a uma inflamação e infecção do pelo, uma condição chamada de foliculite.

O que fazer para desencravar o pelo?

Algumas medidas simples podem ser utilizadas para ajudar o pelo a desencravar naturalmente, sem aumentar a inflamação em volta do pelo. Vejamos:

  1. Aplique água morna ou compressas de água quente no pelo encravado, assim é possível que a pele fica mais amolecida favorecendo a liberação do pelo.
  2. Use cremes esfoliantes na pele na região do pelo encravado, e esfoliação permite retirar as células mortas em volta do pelo, fazendo com que ele se solte mais rapidamente. Faça movimentos circulares gentilmente, sobre a zona de pelos encravados com o esfoliante.
  3. Evite fazer depilação na região onde estão os pelos encravados. A depilação frequente aumenta o risco de inflamações e pode levar a mais pelos encravados, por isso se possível deve-se evitar até que o pelo desencrave.
  4. Caso note que o pelo encravado está apresentando sinais de muita vermelhidão, inchaço, dor ou saída de secreção purulenta, consulte um médico. Se a inflamação for muita intensa pode ser necessário o uso de pomadas contendo corticoesteroides ou mesmo antibióticos, caso haja infecções associadas.
Como prevenir que os pelos encravem?

Alguns métodos de depilação como a depilação com lâmina ou com cera fria aumentam o risco de pelos encravados, por isso, a primeira dica é buscar métodos de depilação que reduzem o trauma na pele, como depilação a laser, a luz pulsada ou com cremes depilatórios. Se optar pelo uso de cera, prefira a cera quente ao invés da fria.

Outras medidas importantes a serem tomadas são:

  • Se for usar lâmina, procure fazer a depilação com a pele molhada e ensaboada, assim facilita o deslizamento da lâmina e evita maiores traumas.
  • Evite usar a mesma lâmina repetidas vezes, lâminas velhas favorecem a ocorrência de lesões e aumentam o risco de pelos encravados.
  • Acalme a pele após a depilação com a aplicação de cremes hidratantes ou água fria.
  • Evite mexer ou coçar a pele se notar bolinhas ou vermelhidão.
  • Mantenha a pele sempre hidratada.
  • Evite repetidas lavagens com substâncias antissépticas, porque podem causar o ressecamento da pele e favorecer o aparecimento de pelos encravados.

Esteja atento a sinais de inflamação e infecção na pele, caso tenha dúvidas procure um dermatologista ou médico de família para uma avaliação.

Também pode ser do seu interesse:

Pelo encravado inflamado: o que fazer?

Qual é o tratamento para foliculite no couro cabeludo?

Referências bibliográficas:

Sociedade Brasileira de Dermatologia

7 dúvidas sobre o diafragma contraceptivo
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

O diafragma é um contraceptivo feminino formado por um anel de metal bastante flexível, recoberto por uma fina membrana de látex ou silicone em formato de cúpula. É um método de barreira que, ao ser colocado na entrada da vagina, cobre completamente o colo do útero, impede a passagem dos espermatozoides e evita a fecundação.

Para aumentar a eficácia do diafragma, se recomenda lubrificar suas bordas com uma geleia espermicida que ajudará a imobilizar e matar os espermatozoides.

Diafragma: anel de metal flexível revestido por membrana de látex ou silicone em formato de cúpula. 1. Como usar o diafragma?

As mulheres que escolheram o diafragma como método contraceptivo, devem colocá-lo de 15 a 30 minutos antes do ato sexual e devem utilizá-lo em todas as relações sexuais, independente do período mês.

Você pode inserir o diafragma seguindo os seguintes passos:

  • Passo 1: Lave bem as mãos,
  • Passo 2: Coloque o diafragma contra a luz para verificar se há furos ou qualquer outro defeito,
  • Passo 3: Se for utilizar geleia ou creme espermicida, aplique-o na parte côncava do diafragma. Use a quantidade correspondente à uma colher de chá,
  • Passo 4: Para inserir o diafragma se coloque em uma posição que seja mais confortável para você. Pode ficar deitada, de cócoras ou em pé, com as pernas afastadas e uma delas flexionada,
  • Passo 5: Dobre o diafragma com a parte arredondada para baixo e segure com uma das mãos,
  • Passo 6: Com a outra mão afaste os lábios vaginais e coloque o diafragma dobrado empurrando-o com o dedo indicador em direção ao fundo da vagina,
  • Passo 7: Empurre a borda anterior do diafragma até que ele se ajuste completamente ao colo do útero e
  • Passo 8: Com o dedo indicador, toque o diafragma para verificar se o colo do útero está completamente coberto pela membrana de borracha.
Posturas e inserção do diafragma no canal vaginal. 2. Como fazer para retirar o diafragma?

Para retirar o diafragma coloque o dedo indicador por trás da sua borda anterior e puxe com cuidado para baixo e para fora.

O diafragma só deve ser removido 6 horas após a relação sexual. Após o uso, lave o diafragma com sabão neutro, seque e guarde em estojo específico para isto.

3. Como saber o tamanho do diafragma?

Existem diafragmas de diversos tamanhos. Para saber o tamanho mais adequado para você é importante consultar um médico ginecologista. Este profissional fará a medição do diâmetro do colo do seu útero para indicar o diafragma mais adequado para você.

4. Quais as vantagens do uso do diafragma?

Algumas mulheres decidem usar o diafragma devido às suas vantagens que incluem:

  • Pode ser usado por mulheres de todas as idades, desde a adolescência até a menopausa,
  • Ajuda a mulher a conhecer seu próprio corpo,
  • Não interfere no ciclo menstrual,
  • Pode ser usado com espermicida, o que aumenta a sua eficácia,
  • Protege o colo do útero contra eventuais lesões,
  • Pode ser usado por mulheres que estão amamentando,
  • Não é descartável e, quando usado com os devidos cuidados, tem durabilidade de 3 a 6 anos,
  • Pode ser utilizado juntamente com o preservativo masculino, o que faz com que aumente a proteção contra a gravidez e infecções sexualmente transmissíveis.
5. Quais as desvantagens e efeitos colaterais do uso do diafragma?

Embora apresente diversas vantagens, as desvantagens do uso do diafragma incluem:

  • Exigência de disciplina no uso, devendo ser colocado antes do ato sexual e somente ser retirado 6 horas após a relação,
  • Não evita todas as infecções sexualmente transmissíveis,
  • Reação alérgica à borracha do diafragma ou ao espermicida,
  • Irritação da vagina ou do pênis devido ao uso excessivo de espermicidas.
6. Em quais situações não posso usar o diafragma?

O diafragma não deve ser usado por mulheres que apresentam alteração no posicionamento do útero, musculatura vaginal enfraquecida, queda uterina (prolapso do útero) e rotura do útero. Estes problemas aumentam o risco de o diafragma não ficar na posição correta e, deste modo, não cumprir a sua função de prevenção da gravidez.

O uso durante a menstruação deve ser evitado devido à uma maior possibilidade de inflamação e infecção do colo do útero.

Igualmente, o diafragma é contraindicado para mulheres virgens ou que tenham alergia ao látex. Nos casos de alergia ao látex, procure diafragma de silicone.

7. É preciso usar o diafragma com espermicida? Uso do diafragma com gel espermicida: coloque o gel espermicida dentro da parte côncava do diafragma. Em seguida, insira o diafragma na vagina com parte arredondada para baixo.

O uso do espermicida no diafragma não é obrigatório. Entretanto, ele aumenta a eficácia do método. Quando usados juntos, o diafragma funciona como uma barreira para impedir a passagem dos espermatozoides pelo colo do útero. Já o espermicida age retirando a capacidade de movimentação do espermatozoide e matando-os.

É importante lembrar que o uso do diafragma não dispensa o uso de camisinha, uma vez que não protege de todas a infecções sexualmente transmissíveis, a exemplo do HIV.

Deste modo, diafragma e espermicida contribuem para evitar a gravidez.

Para saber mais sobre diafragma e métodos anticoncepcionais, você pode ler:

O que é espermicida e como funciona?

Dúvidas sobre anticoncepcional

Anticoncepcional: como tomar os diferentes tipos de anticoncepcionais

Melhor anticoncepcional: 5 dicas para ajudar na sua escolha

Referência

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Minha menstruação veio só um dia e parou, o que significa e o que posso fazer?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

Pequenas alterações no ciclo menstrual como, por exemplo, a menstruação vir por um dia somente e parar, são consideradas normais. Geralmente, ocorrem devido ao início da menstruação, ao uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, estresse, ovulação, gravidez.

As mesmas causas também podem explicar o fato de a menstruação descer por 2 ou 3 dias e parar. Entretanto, quando estas alterações ocorrem frequentemente podem ser provocadas por problemas na tireoide, pólipo uterino e Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

Vejamos mais sobre as causas de a sua menstruação vir por 1, dois ou três dias somente:

Começo do ciclo menstrual

No início do ciclo menstrual é comum que você perceba pequenos sangramentos, geralmente, descritos por algumas mulheres como “pouca menstruação” ou “menstruação fraca”.

Nos casos em que o endométrio descama lentamente, é normal que a menstruação ocorra por apenas um dia antes de a menstruação ocorrer em seu fluxo habitual.

O que posso fazer: Nestas situações apenas observe a sua menstruarão, pois, o fluxo menstrual se regulariza espontaneamente sem a necessidade de intervenção.

Uso de anticoncepcionais e outros medicamentos

Quando a mulher está começando o tratamento com pílulas anticoncepcionais ou quando há a interrupção abrupta do uso do anticoncepcional pode ocorrer sangramento menstrual em pouca quantidade e este sangramento pode ser confundido com a menstruação.

Este sangramento pode ser confundido com o início da menstruação que ocorre durante apenas um dia e é semelhante à borra de café. Além das pílulas anticoncepcionais, os antibióticos também podem causar alterações no ciclo menstrual.

O que posso fazer: Retome o uso regular da pílula anticoncepcional diariamente e em um mesmo horário, se você esqueceu de tomar ou suspendeu seu uso por conta própria. Se pretende deixar de usar a pílula é importante consultar o médico de família ou ginecologista. No caso de alterações do ciclo devido ao uso de antibióticos, busque orientações com o médico que prescreveu a medicação.

Estresse emocional

Nas situações em que o estresse emocional é muito intenso, podem ocorrer alterações na produção de hormônios como estrogênio e progesterona. As variações hormonais podem levar a mulher a menstruar somente por um dia.

O que posso fazer: Busque formas de reduzir o estresse como a prática de atividade física, adote de hábitos que tragam sensação de satisfação e felicidade, medite, crie momentos de lazer na sua rotina. Tente não se preocupar excessivamente com seu ciclo menstrual, pois esta atitude agrava o estresse e pode prolongar as alterações no seu ciclo.

Ovulação

No período em que ocorre a liberação do óvulo durante a ovulação, em torno do 14o dia do ciclo menstrual, o rompimento do folículo pode provocar um sangramento breve. Este sangramento não indica nenhuma gravidade, dura somente um dia e pode ser confundido com a menstruação.

O que posso fazer: Estes pequenos sangramentos da ovulação são esporádicos e não precisam de intervenção, pois cessam de forma espontânea.

Gravidez

Durante a gravidez a menstruação não ocorre. Entretanto, no início da gestação algumas mulheres apresentam um pequeno sangramento chamado nidação. O sangramento de nidação dura de 1 a 3 dias, apresenta uma coloração rosada e é considerado normal.

O que posso fazer: Apenas observe o sangramento. Se ele se tornar intenso e/ou demorar mais de 3 dias, busque o médico de família ou obstetra para avaliar o seu estado de saúde e o do seu bebê.

Menopausa

No período da menopausa, pode ocorrer a redução do ciclo menstrual e a menstruação pode se tornar irregular provocando sangramento de apenas um, dois ou três dias. Isto acontece devido à redução dos níveis de estrogênio do corpo.

O que posso fazer: Por ser uma situação normal que surge com a idade da mulher, não é necessário preocupar-se. Entretanto, se os sintomas da menopausa como presença de ansiedade e depressão, secura vaginal, insônia e fogachos causarem muito incômodo ou comprometerem o desenvolvimento das suas atividade diárias, procure um médico de família ou ginecologista.

Hipertireoidismo e Hipotireoidismo

O hipertireoidismo é caracterizado pelo aumento da atividade da glândula tireoide que provoca o aumento exagerado da produção de hormônios e, por este motivo, a aceleração de funções vitais do organismo. Já o hipotireoidismo é a redução da atividade da tireoide que, por sua vez, causa a diminuição da produção hormonal.

Entre as alterações causadas pelo hipertireoidismo e pelo hipotireoidismo está a irregularidade menstrual que pode se manifestar com sangramentos que podem durar um, dois ou 3 dias.

O que posso fazer: Nos casos de suspeita de hiper ou hipotireoidismo é preciso procurar o médico de família ou endocrinologista para a realização de exame de sangue e ultrassonografia da tireoide para definir o tratamento adequado.

Pólipo uterino

O pólipo uterino é o crescimento anormal de células na parede interna do útero (endométrio). Este crescimento forma nódulos dentro do útero e são comuns durante a menopausa. Estes pólipos podem causar menstruação que dura apenas um dia.

O que posso fazer: É necessária a avaliação do ginecologista para definir tratamento que pode ser feito com anticoncepcionais em mulheres que apresentam sintomas como, por exemplo, sangramentos intensos ou apenas acompanhamento de 6 em 6 meses para acompanhar se o pólipo cresce ou não.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

A Síndrome do Ovário Policístico é caracterizada pela presença de vários cistos nos ovários e desequilíbrio dos níveis de hormônios no sangue. Isto pode provocar irregularidade menstrual com menstruações que duram apenas um dia, acne, crescimento de pelos em excesso no corpo, facilidade para ganhar peso, acne e queda de cabelo.

O que posso fazer: Uma avaliação médica com a realização de exames de sangue e ultrassom é a melhor forma de definir o tratamento mais adequado.

Quando devo me preocupar?

A menstruação em pouca quantidade e que dura um dia ou mesmo dois ou três dias não é, por si, um motivo de preocupação. Entretanto, vice deve estar atenta se surgirem os seguintes sintomas:

  • Menstruação que não ocorre por tempo superior a 3 meses,
  • Dor intensa durante as menstruações,
  • Sangramentos frequentes entre as menstruações,
  • Aumento da quantidade do sangramento,
  • Tonturas,
  • Desmaios.

Na presença destes sintomas, procure a avaliação de um médico de família ou ginecologista. Em caso de sangramento intenso e sensação de desmaios ou tonturas, se dirija à uma emergência hospitalar.

Para saber mais sobre menstruação, você pode ler:

Dúvidas sobre menstruação, sangramentos e escapes

Durante a pausa desse mês a menstruação veio diferente?

Minha menstruação veio duas vezes este mês, é normal?

Minha menstruação está irregular. O que pode ser?

Referências

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Primo, W.Q.S.P.; Corrêa, F.J.S.; Brasileiro, J.P.B. Manual de Ginecologia da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília. SBGO, 2017.