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Depressão causa dor?

Sim, a depressão pode causar dor. Isso pode ocorrer devido à falta de substâncias produzidas pelo cérebro que atuam como analgésicos naturais do corpo. A falta dessas substâncias em pessoas deprimidas pode desencadear dores.

Os sintomas físicos da depressão podem incluir ainda:

  • Dor de cabeça;
  • Dor crônica;
  • Problemas digestivos;
  • Falta de energia;
  • Cansaço;
  • Mal-estar geral;
  • Dificuldade em adormecer ou dormir demais;
  • Diminuição ou aumento do apetite;
  • Emagrecimento ou ganho de peso.

A dor pode ainda causar depressão ou piorar a depressão já existente. Por isso, a depressão também é muito comum entre pessoas que têm dor crônica, como aquelas com fibromialgia.

A depressão também pode piorar as dores que a pessoa já costuma ter. Mesmo a depressão leve pode afetar a capacidade do indivíduo deprimido gerenciar efetivamente a dor e permanecer ativo.

Quais são os sintomas de depressão?
  • Sentimentos frequentes de tristeza, raiva, abandono, baixa auto-estima ou desesperança;
  • Menos interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas;
  • Dificuldade de concentração;
  • Pensamentos de morte, suicídio ou danos a si mesmo;
  • Humor irritável ou deprimido;
  • Sentimentos de inutilidade, autoaversão e culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Movimentos mais lentos ou rápidos que o normal.
O que é depressão?

A depressão é um distúrbio de humor no qual sentimentos de tristeza, perda, raiva ou frustração interferem na vida diária por um período de algumas semanas ou mais. A depressão é uma doença, que afeta o funcionamento do corpo.

Quais as causas da depressão?

A depressão é causada por alterações em certas substâncias químicas produzidas no cérebro. O transtorno depressivo é muitas vezes transmitido dos pais para os filhos.

Isso pode ser devido à genética, aos comportamentos aprendidos em casa ou ao ambiente em que a pessoa vive.

A depressão também pode ser desencadeada por um fato estressante ou infeliz na vida. Na maioria dos casos, é uma combinação desses fatores.

Além disso, existem muitos fatores que podem causar depressão, tais como:

  • Alcoolismo ou uso de drogas;
  • Dor crônica (como em casos de fibromialgia, por exemplo);
  • Situações estressantes ou eventos na vida, como perda de trabalho, divórcio ou morte de um cônjuge ou outro membro da família;
  • Isolamento social.

Às vezes, a depressão não tem uma causa ou razão clara.

Depressão tem cura? Qual é o tratamento?

Depressão tem cura. O tratamento da depressão inclui medicamentos (antidepressivo, estabilizador de humor), mudanças no estilo de vida e psicoterapia.

Os antidepressivos atuam restaurando os níveis adequados das substâncias químicas no cérebro, o que ajuda a aliviar os sintomas.

Algumas pessoas podem se sentir melhor após algumas semanas de uso do antidepressivo. No entanto, na maioria dos casos, é necessário tomar esses medicamentos por pelo menos 4 a 9 meses. Esse tempo é necessário para obter uma resposta completa e impedir que a depressão reapareça.

Os medicamentos antidepressivos devem ser tomados todos os dias. O paciente não deve parar de tomar a medicação por conta própria, mesmo que se sinta melhor ou tenha efeitos colaterais. Quando chegar a hora de interromper o uso do medicamento, a dose deve ser reduzida lentamente ao longo do tempo, conforme orientação médica.

A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, ensina a combater pensamentos negativos. A pessoa aprende como estar mais consciente dos seus sintomas e como detectar os fatores que pioram a depressão.

A psicoterapia também pode ajudar a entender os problemas que podem estar por trás dos pensamentos e sentimentos.

A eletroconvulsoterapia pode melhorar o humor das pessoas com depressão grave ou pensamentos suicidas que não melhoram com outros tratamentos.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da depressão.

O que pode ser Dor no Estômago e o que devo fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A dor no estômago, que geralmente é descrita como uma dor na porção superior da barriga (dor na boca do estômago) pode ter diferentes causas.

Entre as principais causas destacam-se:

  • Síndrome dispéptica: ocasionada por gastrite, úlcera péptica e doença do refluxo gastroesofágico;
  • Gases;
  • Gastroenterites;
  • Constipação.

O uso de medicamento, determinados alimentos ou mesmo estresse e ansiedade também podem ocasionar, ou piorar dores estomacais.

Além disso, a dor referida como sendo no estômago não necessariamente é ocasionada por problemas ou doenças no estômago, já que podem ser causadas por alterações em outros órgãos e áreas do abdômen.

A maior parte dos casos de dor de estômago melhoram espontaneamente e não apresentam gravidade. Causas mais frequentes de dor no estômago:

Gastrite

A gastrite é a presença de inflamação no revestimento do estômago, e é uma das principais causas de dor no estômago constante.

É comum as pessoas relatarem uma sensação de queimação ou de pontada no estômago muito incomoda após comer certos tipos de alimentos, como alimentos picantes, ácidos, alimentos gordurosos ou que contém cafeína.

O tratamento consiste basicamente em mudanças dietéticas, como a redução dos alimentos que provocam irritação gástrica, e uso de medicamentos da classe dos inibidores de bomba de prótons, os IBPs, (omeprazol, pantoprazol, etc).

Úlcera péptica

A úlcera é uma ferida que ocorre no revestimento interno do estômago, a mucosa gástrica, mas também pode atingir o revestimento do esôfago e do duodeno.

A úlcera péptica causa dor na região do estômago, essa dor geralmente piora com o jejum e alivia quando se come algo.

O tratamento é feito com inibidores de bomba de prótons. Caso se esteja a tomar medicamentos que agravem a úlcera, como anti-inflamatórios não esteroides, deve-se suspendê-los.

Se for constatada a presença da bactéria H. pylori na endoscopia, ela deve ser tratada com antibióticos.

Doença do refluxo gastroesofágico

Se refere ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Um dos principais sintomas do refluxo gastroesofágico é a azia, que é a sensação de queimação no estômago após as refeições.

A doença do refluxo gastroesofágico ode ocorrer por conta da presença de uma hérnia de hiato.

Esse tipo de hérnia ocorre quando parte do estômago passa pelo diafragma para a cavidade torácica. A hérnia de hiato dificulta a digestão e facilita o refluxo

O tratamento é feito com uso de medicamentos da classe dos inibidores da bomba de prótons e medidas gerais, como:

  • Diminuição da ingesta de irritantes gástricos (café, alimentos picantes, ácidos);
  • Redução do consumo de refrigerantes e álcool;
  • Dieta fracionada (comer mais vezes em menor quantidade);
  • Elevação da cabeceira da cama.

Em algumas situações podem estar indicada a cirurgia.

Gases

A presença de excesso de gases é uma das causas mais frequentes de dores abdominais, inclusive dores na região do estômago. Pode estar relacionado a dor em cólica ou constipação (prisão de ventre).

O alívio dos gases pode ser feito através de algumas medidas, as principais são:

  • Comer devagar e pausadamente;
  • Evitar o consumo de bebidas gaseificadas;
  • Evitar mascar chicletes e pastilhas;
  • Diminuir o consumo de alimentos que aumentam a produção de gases como: leite, feijões e alimentos ricos em fibras.
Gastroenterite

Gastroenterites são infecções virais ou bacterianas que acometem o trato gastrointestinal, geralmente também levam a sintomas de vômitos e diarreia. A ingestão de alimentos contaminados com toxinas também pode provocar gastroenterites;

A gastroenterite pode levar ao aparecimento de sangue ou muco nas fezes. Eventualmente, também pode desencadear febre.

Grande parte dos casos as gastroenterites resolvem-se com o decorrer do tempo e constituem um quadro autolimitado.

A hidratação faz parte do tratamento, já que um dos principais riscos das gastroenterites é a desidratação.

Constipação

A prisão de ventre pode causar gases e dores difusas por todo o abdômen, inclusive na região do estômago.

O tratamento inclui principalmente aumento da ingestão hídrica e de alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes e alimentos integrais.

O que pode ser dor de estômago com diarreia ou vômitos?

As principais causas de dor de estômago com a presença de diarreia, náuseas ou vômitos são as gastroenterites e a síndrome do intestino irritável.

Gastroenterite

Quando a dor de estômago vem acompanhada de diarreia ou vômitos é provável que seja causada por uma gastroenterite.

Gastroenterite é um termo que se refere a um processo inflamatório gastrointestinal, causado por bactérias, vírus ou toxinas alimentares.

A gastroenterite pode levar também ao aparecimento de sangue ou muco nas fezes. Eventualmente também pode desencadear febre.

Grande parte dos casos as gastroenterites resolvem-se com o decorrer do tempo e constituem um quadro autolimitado.

Em alguns casos quando esses sintomas são persistentes podem exigir uma avaliação médica, principalmente quando acomete crianças pequenas e idosos.

Síndrome do Intestino Irritável

Outra possibilidade é a síndrome do intestino irritável, que é uma perturbação do tubo digestivo sem uma causa orgânica específica.

A síndrome do intestino irritável pode ocasionar diferentes sintomas, como dor abdominal, diarreia, gases, constipação e distensão abdominal.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

O que é bom para dor no estômago?

O tratamento para dor no estômago irá depender principalmente da sua causa.

Quando a causa da dor no estômago for uma gastrite ou a doença do refluxo gastroesofágico, o tratamento irá incluir mudanças na alimentação e uso de medicamentos.

O grupo dos inibidores da bomba de prótons é um dos principais medicamentos usados nos quadros de gastrite e doença do refluxo gastroesofágico. O seu uso deve ser orientado e prescrito por um médico.

Entre as medidas alimentares importantes para aliviar a dor estomacal, estão:

  • Evitar alimentos picantes, ácidos ou gordurosos;
  • Evitar alimentos que contenham cafeína;
  • Comer de forma fracionada: mais vezes em pequenas quantidades;
  • Evitar o consumo abusivo de álcool;
  • Gerir melhor episódios de ansiedade ou estresse.
Quando devo procurar um médico?

Deve procurar um médico de família ou clínico geral nas seguintes situações:

  • A dor piora muito rapidamente;
  • A dor não desaparece;
  • A dor vai e volta muitas vezes, de forma recorrente;
  • Dificuldade em respirar ou engolir;
  • Vômito ou diarreia persistentes que não melhoram;
  • Pressão intensa ou dor no peito;
  • Presença de sangue no vômito ou nas fezes;
  • Febre alta que não baixa;
  • Tossir sangue;
  • Na presença de perda de peso sem causa aparente;
  • Fadiga extrema ou perda de consciência.

Para mais esclarecimentos consulte o seu médico de família ou clínico geral.

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Vacina da febre amarela: quais as possíveis reações?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
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A vacina da febre amarela é segura e eficaz na proteção contra a febre amarela, garantindo proteção de 90 a 98%.

Os efeitos adversos mais frequentes causados pela vacina são leves e podem incluir dor muscular, febre e dor de cabeça, além de dor no local da injeção.

As reações mais graves a vacina como a anafilaxia ou a doença viscerotrópica são eventos raros, por isso, a vacina da febre amarela é considerada segura e pode ser aplicada quando devidamente indicada.

Quais reações a vacina da febre amarela pode causar? Reações mais frequentes

As reações mais frequentes causadas pela vacina da febre amarela são aquelas associadas a aplicação da injeção, ocorrem em 2 a 4% dos casos.

  • Dor no local da injeção;
  • Vermelhidão;
  • Endurecimento da área onde foi aplicada a injeção.

Esses sintomas geralmente surgem no dia a seguir a vacina e resolvem-se espontaneamente em 1 a 2 dias.

Reações menos frequentes

São reações que acontecem em menos de 4% das pessoas vacinadas, geralmente os sintomas surgem apenas a partir do terceiro dia de vacinação, duram de 1 a 3 dias e incluem:

  • Febre;
  • Dor no corpo;
  • Dor de cabeça.
Reações raras

As reações raras e graves da vacina da febre amarela são: a reação de anafilaxia, a doença neurológica e a doença viscerotrópica aguda. São reações que contraindicam a revacinação devido ao seu risco e exigem tratamento médico imediato.

  • Anafilaxia: pode causar queda importante da pressão arterial e choque, pode cursar com insuficiência respiratória e lesões na pele. Os sintomas surgem entre 30 minutos a 2 horas após a aplicação da vacina.
  • Doença neurológica: cursa com sintomas como febre, torpor e convulsões. O quadro geralmente se inicia 1 a 3 semanas após a vacinação.
  • Doença viscerotrópica aguda: causa hepatite, insuficiência renal e hemorragias. Os sintomas surgem nos primeiros 10 dias após a vacinação.
Quais as principais reações da vacina da febre amarela em bebês e crianças?

Em bebês e crianças os efeitos causados pela vacina da febre amarela são semelhantes aos efeitos presentes em adultos, as principais reações são:

  • Dor e vermelhidão no local da injeção;
  • Febre baixa;
  • Dor no corpo e na cabeça.

É importante lembrar que a vacina da febre amarela está indicada para bebês acima de 9 meses.

Entre 6 a 9 meses a vacina pode ser tomada quando indicada por médico. Abaixo de 6 meses não se deve aplicar a vacina da febre amarela.

Leia também: Quando devo tomar a vacina da febre amarela?

Quando devo procurar um médico?

Deve-se procurar um médico quando apresentar sintomas sugestivos de reação grave a vacina, esses sintomas são:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Sangramentos;
  • Escurecimento da urina;
  • Redução do volume de urina;
  • Vômitos;
  • Alterações de consciência;
  • Dores abdominais;
  • Dificuldade respiratória;
  • Lesões avermelhadas na pele ou inchaço.

Para mais esclarecimentos sobre a vacina da febre amarela consulte um médico de família, enfermeiro de saúde da família ou clínico geral.

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Tontura: saiba as principais causas e o que pode ser o mal-estar
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade
O que é Tontura?

Tontura é um sintoma geralmente associado a sensação de desequilíbrio, sensação de que tudo gira ao redor ou de que está girando (vertigem) ou ainda sensação de desmaio, mal estar ou fraqueza.

Diferentes pessoas podem descrever a sensação de tontura de diferentes formas, por isso é muitas vezes difícil identificar a causa da tontura e o seu tipo específico.

Na grande maioria das vezes é um sintoma benigno e autolimitado. No entanto, quando passa a ocorrer frequentemente e vem acompanhada de outros sintomas deve ser investigado mais detalhadamente por um médico.

Quais as principais causas de tontura?

A tontura é um sintoma que pode ser decorrente de diferentes causas, as mais comuns são:

  • Enxaqueca: a tontura pode ocorrer antes ou depois da dor de cabeça, ou mesmo sem a dor de cabeça;
  • Estresse ou ansiedade podem desencadear tontura;
  • Distúrbios do labirinto: corresponde as principais causas de vertigem, um tipo de tontura em que tudo gira ao redor. Pode também causar desequilíbrio e distúrbios na audição;
  • Baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia): geralmente ocorre em pessoas com diabetes;
  • Hipotensão postural: corresponde a uma queda repentina da pressão arterial ao se levantar rapidamente. É um sintoma mais comum em idosos;
  • Desidratação: pode ser causada por doenças que cursam com sintomas como diarreia ou vômitos, ou por não beber água suficientes, principalmente em dias quentes e durante a prática de exercícios físicos;
  • Insuficiência vertebrobasilar: corresponde a diminuição do fluxo sanguíneo na parte posterior do cérebro, que pode ser causada pela presença de aterosclerose.

Outras causas menos comuns de tontura são:

  • Uso de medicamentos, como antidepressivos ou remédios para pressão alta (hipotensores);
  • Uso de álcool e outras drogas;
  • Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial e outras doenças cardíacas;
  • Intoxicação por monóxido de carbono.
O que pode ser tontura e dor de cabeça?

A tontura que vem acompanhada de dor de cabeça pode ser ocasionada por diferentes condições e estar presente em muitas situações.

Entre as causas mais frequentes da combinação de dor de cabeça e tontura estão a enxaqueca e a cefaleia tensional, que também podem vir acompanhas de náuseas ou vômitos.

O que pode ser tontura e tremedeira?

A tontura pode vir acompanhada de tremores, principalmente quando está associada a distúrbios metabólicos e endócrinos.

Os distúrbios metabólicos que mais frequentemente causam tontura e tremores são:

  • Hipoglicemia;
  • Hiperglicemia;
  • Desidratação;
  • Crise de hipertireoidismo.

O jejum prolongado também é uma causa frequente de tontura e tremores.

O que pode ser tontura e enjoo?

A presença de enjoo e náuseas durante o episódio de tontura é muito frequente, principalmente quando trata-se de uma tontura rotatória, portanto, todas as diferentes causas de tontura já citadas podem ocasionar também enjoo ou vômitos.

Para o correto diagnóstico e seguimento terapêutico sobre a causa da tontura é importante uma avaliação clínica dos sinais e sintomas e realização de exame físico especifico.

Por isso, apenas através de uma avaliação médica é possível encontrar a causa específica da tontura quando ela é constante.

Leia também: Sinto uma tontura constante, o que pode ser?

Quando devo procurar um médico?

Procure um médico de família ou um clínico geral toda vez que esteja a ter tontura constantemente ou caso seja um sintoma que vai e volta frequentemente.

Também é importante consultar um médico quando:

  • Notar uma diminuição da capacidade de ouvir;
  • Tiver zumbidos no ouvido;
  • Apresentar visão turva, dupla ou outras alterações visuais;
  • Tiver também outros sintomas como dores de cabeça, mal-estar ou desmaios.

Caso esteja muito preocupado com o sintoma de tontura ou deseje mais esclarecimentos não hesite em procurar um médico.

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Tipos de fezes: o que o cocô revela sobre a sua saúde?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Observar os tipos de fezes e a sua consistência – forma de fita, em pedaços ou esfarelando, se são grossas ou compridas – pode ajudar você a entender como está a sua saúde gastrointestinal.

Os tipos de fezes indicam se o seu intestino está funcionando de forma lenta ou acelerada, se você está ingerido pouca quantidade de fibras e/ou água na alimentação, presença de carboidratos, gases e gordura.

1. Fezes em fita

Fezes finas e compridas semelhantes à uma fita podem ser um sinal de síndrome do intestino irritável ou de câncer do cólon, especialmente se vierem acompanhadas de sangramento.

No caso da síndrome do intestino irritável, os movimentos intestinais se alteram e o intestino passa a produzir muito muco. Por este motivo, as fezes tomam o formato de fitas semelhantes a serpentina.

As fezes finas e estreitas também podem ser um sinal de câncer de cólon. Entretanto, não é preciso assustar-se de imediato. Além do formato em fita, outros sintomas como coceira anal, sangue nas fezes e perda de peso inexplicável precisam estar associados.

Se você observa que suas fezes têm formato de fita, procure o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista.

2. Fezes em pedaços ou esfarelando

Fezes separadas em pedaços, moles, de bordas bem definidas e fácil evacuação são comuns em pessoas que evacuam de 2 a 3 vezes ao dia, o que geralmente ocorre após a ingestão de grandes refeições.

Nestes casos, este tipo de fezes não necessariamente indicam irregularidade e são consideradas normais.

Entretanto, se as bordas do cocô não forem regulares e bem definidas e se boiarem podem indicar que seu intestino está funcionando de forma muito acelerada e que há gases em excesso no intestino. Além disso, pode indicar a presença de gorduras e carboidratos nas fezes.

Fezes em pedaços podem ser consideradas um tipo de diarreia, entretanto ajustes na alimentação podem normalizar o funcionamento intestinal e o formato das fezes.

O/a médico/a de família e o/a nutricionista são profissionais mais indicados para diagnosticar a causa das fezes em pedaços ou esfarelando e para orientar o melhor tratamento.

3. Fezes líquidas

Evacuações com fezes líquidas e sem nenhum pedaço sólido são chamadas diarreia. Estas evacuações podem ser acompanhadas de dor abdominal (dor de barriga), normalmente em cólicas, e podem provocar desidratação.

As diarreias são bastante comuns em crianças e idosos e são sintomas de doenças como:

Intolerância à lactose

A intolerância à lactose é definida pela incapacidade do organismo de digerir a lactose, um tipo de açúcar presente no leite e laticínios. Ocorre devido à deficiência de uma enzima digestiva chamada lactase.

Diarreia, cólicas, náuseas, flatulência (aumento na eliminação de gases) e distensão abdominal (inchaço no abdome) são os sintomas principais da intolerância à lactose.

O tratamento consiste na administração suplementos de lactase e em evitar leite e derivados, a exemplo do queijo e das manteigas. É importante consultar seu/sua médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista para o tratamento adequado.

Infecções intestinais

Infecções gastrointestinais provocadas por vírus ou bactérias tem como sintoma principal a diarreia. Pode ocorrer também náuseas, vômitos e dor abdominal.

Estes sintomas se manifestam como uma tentativa do organismo de eliminar o vírus ou a bactéria que está causando a infecção.

O tratamento das infecções intestinais consiste em repouso, aumento da ingestão de água ou soro caseiro e alimentação de fácil digestão como arroz, sopas, frutas sem casca. Nos casos de infecção bacteriana, pode ser indicado o uso de antibióticos.

Veja: Quais os sintomas de infecção intestinal?

O que posso fazer em casa para melhorar a diarreia?

Em casos de episódios repetidos de diarreia é indicado utilizar o soro caseiro. A preparação ajuda a melhorar o quadro diarreico e prevenir e/ou reduzir a desidratação. Receita de soro caseiro:

  • 1 copo de água filtrada ou mineral
  • 2 colheres rasas de sopa de açúcar (equivalente a 20 gramas)
  • 1 colher de chá de sal (equivalente a 3,5 gramas)

Atente para a medidas corretas durante o preparo do soro caseiro. Após o preparo, o soro caseiro tem validade de 24 horas e deve ser ingerido em pequenas quantidades.

Veja: Diarreia: o que fazer?

4. Fezes pastosas ou semi-líquidas

Fezes pastosas ou semi-líquidas com alguns pedaços moles misturados indicam que o funcionamento do seu intestino está muito acelerado. Este tipo de fezes é considerado diarreia.

O tempo reduzido de formação das fezes compromete a absorção pelo organismo de nutrientes e água e por este motivo se tornam pastosas ou semi-líquidas.

A ingestão de fibras na alimentação ajuda a regularizar o funcionamento intestinal e a melhorar a consistência das fezes.

5. Fezes com bolas agrupadas

As fezes com bolas agrupadas têm formato cilíndrico, porém são duras, de difícil eliminação e com bolas agrupadas que podem se soltar. Este tipo de cocô é o mais difícil e doloroso de ser eliminado, uma vez que é muito endurecido.

Além disso, são fezes grandes demais ou muito grossas que podem ser maiores do que o canal anal. Normalmente ocorre em pessoas com:

Prisão de ventre crônica

É caracterizada pela persistente dificuldade de evacuar e pela frequência inferior a 3 evacuações por semana. Além disso, a pessoa faz grande esforço para evacuar e se sente incapaz de esvaziar o intestino completamente.

As fezes são duras e de difícil eliminação. As causas mais comuns de prisão de ventre são o sedentarismo, dieta pobre em fibras e consumo de proteína animal em excesso.

A adoção de uma alimentação com alto teor de fibras (legumes, cereais integrais, frutas e verduras), aumento da ingestão de líquidos (em torno de 2 litros ao dia) e a prática de atividade física costumam trazer bons resultados para quem sofre de prisão de ventre.

Atraso ou retenção na evacuação

O hábito de não atender à necessidade de evacuar, quando ela ocorre, pode comprometer o funcionamento regular dos intestinos. Este hábito promove evacuação com bolas agrupadas, volumosas e de difícil excreção.

Para evitar que isto ocorra é importante não atrasar ou reter a evacuação e ir ao banheiro sempre que sentir vontade.

Fissura anal

A fissura ou úlcera anal consiste em uma laceração (rachadura) na região do ânus. Fezes volumosas, endurecidas e esforço ao evacuar são os sintomas principais de fissura anal. Pode ainda ocorrer sangramento durante ou após as evacuações.

O tratamento consiste na administração de medicamentos emolientes, que tornam as fezes mais macias e fáceis de eliminar, pomadas e banhos de assento.

Hemorroidas

Hemorroidas consistem na presença de veias dilatadas e tortuosas na região inferior do reto e ânus.

O esforço repetitivo durante as evacuações, o trabalho pesado com esforço constante, gravidez e prisão de ventre são as causas mais comuns para o desenvolvimento de hemorroidas.

Pode ocorrer presença de nódulo na região anal, sangramento ao evacuar, prurido (coceira anal), dificuldade e dor ao evacuar, dor ao sentar ou andar, presença de secreção esbranquiçada nas fezes.

O tratamento consiste no uso de medicamento para dor, pomadas emolientes e banhos de assento. Em alguns casos é necessário a remoção cirúrgica da hemorroida.

A regulação intestinal para pessoas que eliminam fezes com bolas agrupadas é feita com a adoção de uma alimentação saudável, especialmente rica em fibras e cereais integrais, que estimule o bom funcionamento do intestino.

Pode ser necessário a realização de exames de sangue e/ou fezes, uso de probióticos e medicamentos com orientação nutricional e do/a médico de família, gastroenterologista ou proctologista.

6. Fezes em bolinhas

Cocô em bolinhas separadas, pequenas, duras e difíceis de sair podem indicar:

  • Alterações na flora intestinal (ausência de bactérias boas);
  • Deficiência de fibras na alimentação.

A ausência das bactérias boas e das fibras na sua alimentação reduzem a retenção de água nos intestinos. Isto faz com que a fezes fiquem duras, ressecadas, provoquem dor ao evacuar e podem levar ao sangramento anal.

Nestes casos, se recomenda:

  • aumentar a ingestão de fibras: adotar uma alimentação equilibrada rica em frutas, verduras e cereais integrais;
  • ingerir bastante água: para evitar que as fezes fiquem ressecadas pelo aumento da ingestão da quantidade de fibras.
7. Fezes amareladas

As fezes amareladas são bastante comuns e podem ser um sinal de diversos problemas diferentes de saúde. É importante que você perceba também o formato e o cheiro das fezes quando elas apresentam a cor amarelada. Isto pode facilitar o diagnóstico feito pelo/a médico/a.

Uma alimentação rica em gordura, infeções intestinais, problemas no fígado, pâncreas e vesícula, giardíase (verminose) doença celíaca e uso de medicamentos são algumas das causas das fezes amareladas.

Se, junto com as fezes amareladas, você sentir febre, dor de cabeça, perda de peso, dor abdominal, sangue nas fezes ou barriga inchada, é importante buscar o/a clínico/a geral, médico/a de família ou gastroenterologista para efetuar um tratamento adequado.

8. Vermes nas fezes

A presença de vermes nas fezes é um sinal claro de infecção por parasitas. Quando não há vermes visíveis, atente para outros sintomas de infecções por estes parasitas como:

  • Barriga inchada;
  • Dor abdominal;
  • Gases em excesso;
  • Diarreia alternada com constipação (prisão de ventre);
  • Coceira no ânus;
  • Cansaço sem razão aparente.

Leia também:

Quais os sintomas de vermes no corpo?

Alimentos fibrosos e ricos em celulose como feijão, milho e vegetais são digeridos com mais dificuldade e podem, algumas vezes, ser encontrados nas fezes.

Atente se há perda de muitos pedaços de alimentos no cocô e se há diarreia constante e perda de peso.

Como devem ser as fezes normais?

O cocô normal tem uma consistência mole e macia com um formato definido semelhante a uma salsicha. A superfície pode ser lisa ou conter algumas rachaduras. Pode também se apresentar em pedaços moles.

Estes diferentes aspectos da superfície das fezes não indicam necessariamente que há alterações, uma vez que seu formato depende dos alimentos que você ingere.

A fezes normais não provocam dor ao evacuar e o ideal é que se evacue diariamente, embora a frequência da eliminação de fezes varie de acordo com a idade e hábitos de vida.

Esteja atento as suas fezes

A maior parte das alterações na consistência das fezes indica problemas na alimentação que são facilmente tratados. No entanto, observar as fezes pode ajudar a diagnosticar mais precocemente algumas doenças gastrointestinais.

Observar as fezes diariamente é um hábito que ajuda a acompanhar a sua saúde gastrointestinal e é muito útil para o diagnóstico de doenças do sistema digestivo.

Se você apresentar alterações como diarreia, dor abdominal e sangramentos que duram mais de três dias, busque um serviço de saúde para atendimento médico.

Leia também:

Quais as causas mais comuns de diarreia?

Cocô verde em crianças ou adultos, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A mudança de cor das fezes pode ter diversas causas como a mudança de hábitos de alimentação, uso de medicamentos ou doenças infeciosas gastrointestinais.

Nem sempre a mudança da cor das fezes significa a presença de alguma doença. Caso não seja acompanhada por outros sintomas pode ser algo normal.

O que pode causar fezes verdes no adulto?

A presença de fezes verdes no adulto pode ser decorrente de diferentes condições, entre as principais destacam-se as infecções gastrointestinais, o trânsito intestinal acelerado, uso de antibióticos e sulfato ferroso ou mesmo aumento da ingestão de alimentos de cor verde.

Infecções gastrointestinais

Uma das principais causas de coloração esverdeada das fezes é a presença de infecções gastrointestinais (gastroenterites), principalmente aquelas de origem bacteriana, decorrente de bactérias como Salmonela ou Giardia.

Nos casos de gastroenterites bacterianas a presença de diarreia com fezes esverdeadas com sangue ou muco é muito comum.

A gastroenterite além da mudança de coloração das fezes e diarreia também provoca outros sintomas, como:

  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre.
Diarreia e trânsito intestinal acelerado

O trânsito intestinal mais acelerado, como ocorre em quadros de diarreia, alergias e intolerâncias alimentares ou doenças inflamatórias intestinais, pode deixar as fezes verdes.

Isto ocorre porque os sais biliares, presentes na bile de coloração esverdeada, não passam por um processo de metabolização que a deixa marrom, quando o trânsito intestinal está muito rápido.

Medicamentos

O uso de medicamentos antibióticos também frequentemente podem mudar a cor das fezes, deixando-as esverdeadas.

O sulfato ferroso, usado no tratamento de anemias, também pode mudar a cor das fezes, geralmente deixa-as mais escuras, enegrecidas, mas em algumas pessoas pode-se notar também a mudanças para a cor verde.

Leia também: Antibiótico muda a cor e o cheiro da urina e das fezes?

Alimentação

Embora menos frequente, a alimentação também contribui para que as fezes se tornem verdes, uma dieta muito rica em alimentos verde-escuro, principalmente vegetais e legumes pode também deixar as fezes esverdeadas.

Fezes verdes em bebês e crianças Bebês e crianças menores que 2 anos

É comum bebês lactentes apresentarem fezes em tons esverdeados, que podem ir do verde claro ao verde escuro, geralmente essa coloração não representa nenhum problema de saúde.

Em crianças nessa faixa etária, que se alimentam basicamente de leite materno, é perfeitamente normal.

Tons amarelos também são muito comuns em lactente e também não representam nenhum perigo a saúde.

Portanto, tons de verde e amarelo em crianças até por volta de 1 ano de idade costuma ser normal, caso a criança não apresente nenhum outro sintoma como diarreia, vômitos dor abdominal ou febre.

A medida que a criança cresce e passa a se alimentar com a dieta dos adultos, as fezes modificam-se e passam a ter a cor amarronzada mais comum.

Leia também: Bebê de 1 ano que faz cocô quatro vezes ao dia, é normal?

Crianças maiores que 2 anos

Crianças maiores, acima de 2 anos, também podem apresentar fezes esverdeadas quando apresentam diarreia, infecções gastrointestinais, usam antibiótico ou sulfato ferroso, ou tem uma dieta com muitos alimentos verde-escuros, semelhantemente ao que ocorre com adultos.

Deve-se sempre ficar atento a outros sinais e sintomas que podem acompanhar as fezes verdes como:

  • Fezes com sangue ou muco;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Febre.

Na presença de algum desses sintomas um pediatra ou médico de família deve ser consultado.

Fezes verdes na gravidez é normal?

Gestantes que fazem uso de sulfato ferroso durante a gestação podem apresentar as fezes esverdeadas ou enegrecidas por conta do uso desse medicamento, nessa situação é normal as fezes mudarem de cor.

O sulfato ferroso é comumente prescrito na gravidez como tratamento de quadros anêmicos e profilaxia de anemia, por isso, essa mudança na cor das fezes na gravidez é algo comum.

Fezes verdes: pode ser câncer?

As fezes verdes não costumam ser indicativo de tumores ou câncer, geralmente nessas doenças as fezes adquirem uma coloração mais escura, negra ou avermelhada decorrente da perda sanguínea que os tumores provocam.

Portanto, alguém com câncer até pode apresentar esse tipo de coloração nas fezes, mas a cor verde não seria por causa do câncer, provavelmente seria por outros motivos, como os já mencionados.

O que fazer na presença de fezes verdes?

Caso apresente fezes verdes, mas esteja em uso de antibióticos ou sulfato ferroso, ou essa mudança se deva a alimentação, não precisa se preocupar.

Com a cessação do uso do medicamento ou retorno à dieta normal, a cor das fezes também tende a normalizar.

Contudo, é importante consultar um médico para uma avaliação, caso apresente os seguintes sintomas:

  • Fezes esverdeadas sem motivo aparente;
  • Diarreia;
  • Perda de sangue ou muco nas fezes;
  • Dor abdominal;
  • Mal-estar;
  • Vômitos;
  • Febre.

Para mais informações consulte o seu clínico geral ou médico de família.

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Pigarro e catarro na garganta: o que causa e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade
O que é o pigarro?

O pigarro é uma irritação na garganta caracterizada por uma necessidade de limpar a garganta, devido a um incomodo na região, como se tivesse algo presente na garganta.

Geralmente, essa sensação é decorrente do edema (inchaço da região), presença de catarro ou substâncias irritantes.

Embora o pigarro esteja associado a presença de catarro, ambos não são a mesma coisa. O pigarro é a sensação de um incomodo e irritação na garganta, que pode estar presente mesmo que não haja catarro.

Inclusive, é muito comum em situações em que a garganta se encontra mais seca, como na persistência de tosse irritativa.

Leia também: Tosse com catarro: o que pode ser e o que fazer?

O que pode causar o pigarro constante na garganta?

Diferentes condições podem gerar o pigarro na garganta, que pode tornar-se constante e prejudicar a qualidade de vida.

A presença de catarro, secreção e edema decorrente de doenças infeciosas ou alérgicas como sinusite, resfriados, gripe ou rinite é uma das causas mais frequentes. O tabagismo e outras doenças como o refluxo gastroesofágico também são causas importantes.

Como tirar o pigarro da garganta?

O tratamento para o pigarro na garganta irá depender principalmente da causa. Por exemplo, se a causa for a doença do refluxo gastroesofágico deve-se tratar essa doença.

Da mesma forma, o pigarro causado por rinossinusites e outras doenças da via respiratória só irão melhorar ao tratar essas doenças.

Portanto, em caso de pigarro constante e persistente é necessário procurar um médico para uma avaliação diagnóstica e orientação sobre o melhor tratamento.

Medidas caseiras

Contudo, existem algumas medidas caseiras que podem ser feitas para aliviar o desconforto causado pelo pigarro e presença de catarro na garganta. São elas:

  • Mantenha a garganta úmida, através da ingestão frequente de água. Essa é umas das principais medidas para aliviar o desconforto causado pelo pigarro. É importante manter-se bem hidratado;
  • Pratique a lavagem nasal. Lave o nariz frequente com soro fisiológico ou soluções salinas, essa medida ajuda a higienizar suavemente a via aérea, impedindo o acúmulo de secreções;
  • Umedeça a casa e os ambientes. Evite permanecer muito tempo em locais secos, como em ambientes com ar condicionado. Se for necessário permanecer em ambientes assim, lembre-se de manter-se bem hidratado e fazer a lavagem nasal frequentemente;
  • Não fume. O tabaco é um dos principais irritantes da via aérea e uma importante causa de pigarro crônico. Ou seja, que persiste e se mantém constante no decorrer de muito tempo. Portanto, caso seja fumante e deseje parar de fumar, procure ajuda profissional.
Existe algum remédio para pigarro na garganta?

Não existe um remédio específico para o pigarro, o tratamento do pigarro irá depender da sua causa. Casos de pigarro oriundos de rinite alérgica ou tosse alérgica persistente podem melhorar através do uso de anti-histamínicos.

Se o pigarro for decorrente de refluxo gastroesofágico, pode ser necessário o uso de remédios inibidores de bomba de prótons.

Em muitas situações de pigarro ocasionado por infecções respiratórias virais, o pigarro irá melhorar espontaneamente com o decorrer do tempo, basta fazer as medidas de cuidado e umidificação das vias aéreas, como lavagem nasal e hidratação.

Em casos de infecções bacterianas, como a sinusite bacteriana, pode ser necessário o uso de antibióticos.

A lavagem nasal com soro fisiológico é uma medida que pode aliviar o pigarro na maioria das situações. Portanto, é sempre recomendado para o tratamento e alívio do pigarro na garganta.

Quando devo procurar um médico?

Procure um médico quando o pigarro ou catarro na garganta esteja incomodando e sendo persistente, ou seja, caso dure mais que uma semana sem melhoras, mesmo com as medidas descritas acima.

Também procure um médico de família ou clínico geral, caso tenha outros sintomas como

  • Febre;
  • Azia;
  • Tosse há mais de 2 semanas;
  • Outros sintomas incômodos.

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Dor do lado direito da barriga: o que pode ser?

Dor do lado direito da barriga pode ser um sintoma de apendicite. Nesses casos, a pessoa sente uma dor abdominal que começa ao redor do umbigo e depois migra para o quadrante inferior direito do abdômen. Os pacientes geralmente se queixam de uma “dor no pé da barriga do lado direito”.

O primeiro sintoma da apendicite costuma ser a dor ao redor do umbigo ou na parte média do abdômen superior. A dor abdominal pode ser leve no início, mas se torna mais aguda e intensa. É possível que também haja perda de apetite, náusea, vômito e febre baixa.

A dor tende a se mover para o lado direito da barriga, mais especificamente para parte inferior direita do abdômen, podendo piorar ao tossir ou fazer movimentos bruscos.

A dor abdominal do lado direito ocorre com mais frequência depois de 12 a 14 horas do início da crise de apendicite. Após esse período, podem surgir outros sinais e sintomas, como calafrios, tremores, endurecimento das fezes e diarreia.

Os sintomas de apendicite podem variar, podendo ser difícil de detectar em crianças pequenas, adultos mais velhos e mulheres em idade reprodutiva.

Dor do lado direito ou esquerdo da barriga: o que pode ser?

A dor do lado direito ou esquerdo da barriga pode ter várias causas. A dor abdominal pode ocorrer em qualquer área entre o tórax e a virilha.

Quase todas as pessoas experimentam dor no abdômen do lado direito ou esquerdo alguma vez na vida e, na maioria das vezes, não é nada grave.

Além disso, a intensidade da dor na barriga nem sempre reflete a gravidade da condição que a causa. Por exemplo, a pessoa pode sentir uma dor abdominal intensa se tiver cólicas ou gases no estômago devido a uma gastroenterite viral. No entanto, condições fatais, como câncer de cólon ou apendicite precoce, podem causar apenas dor leve ou nenhuma dor.

Dor abdominal generalizada

Esse tipo de dor é mais típico em casos de infecção estomacal causada por vírus, indigestão ou gases. Se a dor no abdômen se tornar mais intensa, pode ser causada por uma obstrução do intestino.

Dor abdominal localizada:

Ocorre em apenas uma área do abdômen. É provável que esse tipo de dor seja sinal de um problema em algum órgão, como apêndice, vesícula biliar ou estômago.

Dor abdominal tipo cãibra

Na maioria das vezes, essa dor abdominal não é grave e é mais provável que ocorra devido a gases e inchaço. Geralmente, é seguida por diarreia. Os sinais mais preocupantes incluem dor que ocorre com mais frequência, dura mais de 24 horas ou é acompanhada de febre.

Dor abdominal tipo cólica

Esse tipo de dor costuma ser intensa, ocorre em surtos e geralmente começa e termina subitamente. Rins e cálculos biliares são causas comuns desse tipo de dor abdominal.

Outras possíveis causas de dor abdominal:

  • Prisão de ventre;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Alergias ou intolerância a medicamentos e alimentos;
  • Intoxicação alimentar;
  • Gastroenterite viral;
  • Aneurisma da aorta abdominal;
  • Oclusão ou bloqueio intestinal;
  • Câncer do estômago, cólon (intestino grosso) e outros órgãos;
  • Colecistite (inflamação da vesícula biliar) com ou sem cálculos;
  • Diminuição do suprimento sanguíneo para os intestinos (isquemia intestinal);
  • Diverticulite (inflamação e infecção do cólon);
  • Acidez gástrica, indigestão ou refluxo gastroesofágico;
  • Doença inflamatória intestinal (doença de Crohn ou colite ulcerativa);
  • Cálculos renais;
  • Pancreatite (inflamação ou infecção do pâncreas);
  • Úlcera.

Às vezes, a dor abdominal pode ter origem em outro lugar do corpo, como tórax ou região pélvica. Por exemplo, uma pessoa pode ter dor abdominal se tiver:

  • Cólicas menstruais intensas;
  • Endometriose;
  • Fadiga muscular;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP);
  • Gravidez tubária (ectópica);
  • Ruptura de um cisto no ovário;
  • Infecções do trato urinário.

Em caso de dor do lado esquerdo ou direito da barriga, sobretudo se vier acompanhada de outros sinais e sintomas, procure um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

Dor no osso do meio do tórax: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor no osso do meio do tórax pode ter como causa a costocondrite. Trata-se de uma inflamação da cartilagem que une as costelas ao osso esterno, que é o osso localizado no meio do peito. O principal sintoma da costocondrite é a dor no esterno. O paciente geralmente diz que está com “dor no peito”, “dor no osso do peito”, “dor no meio do peito”, “dor no centro do tórax” ou ainda “dor entre os seios”, no caso das mulheres.

A pessoa com costocondrite sente dor durante a palpação da área em que a cartilagem se liga ao osso esterno, no meio do tórax. A dor é aguda e se torna mais intensa quando a pessoa respira fundo ou tosse. A respiração ofegante e o repouso geralmente aliviam a dor no peito.

A dor torácica da costocondrite pode irradiar do meio do peito para as costas ou para o abdômen, podendo ser confundida com a dor de um infarto.

A costocondrite pode ser causada por lesões no tórax, atividade física intensa, trabalho que exige esforço físico, certos tipos de artrite, infecção respiratória, esforço devido a tosse intensa, infecção depois de uma operação ou causada pela administração de medicamentos intravenosos.

Gases podem causar dor no osso do meio do tórax?

Na realidade, gases podem causar dor no peito e não propriamente no osso do meio do tórax (esterno). Isso não significa que a pessoa tenha “gases no peito”. A dor torácica nesses casos é uma dor reflexa, ou seja, tem origem no intestino, mas é sentida no tórax.

Quando a dor no peito é causada por gases, localiza-se abaixo das costelas ou no meio do peito e geralmente piora com os movimentos. Também é comum haver dor abdominal (cólicas), inchaço abdominal e flatulência.

Como aliviar a dor no osso do meio do tórax?

No caso da costocondrite, a dor no esterno normalmente desaparece espontaneamente depois de poucos dias ou algumas semanas. Contudo, algumas pessoas podem continuar sentindo dor no osso do meio do tórax durante meses.

O tratamento da costocondrite tem com principal objetivo aliviar a dor no peito. Para isso, recomenda-se:

  • Aplicar compressas frias e quentes no tórax;
  • Evitar movimentos e atividades que agravam a dor torácica;
  • Tomar analgésicos (ibuprofeno, paracetamol, entre outros).

Se as dores no meio do peito forem intensas, podem ser necessários analgésicos mais fortes. A fisioterapia também pode ser útil no alívio da dor e no controle da inflamação.

O que mais pode causar dor no osso do meio do tórax?

É importante diferenciar a dor no osso esterno da dor no peito. Se a pessoa tiver costocondrite, ela sentirá dor à palpação da região em que as cartilagens costais se ligam ao esterno, ou seja, no centro do tórax. Os pacientes normalmente dizem que estão com “dor no osso do peito” ou “dor no osso do meio do tórax”.

Já a dor no peito pode ter várias causas. Nesses casos, a dor não localiza-se propriamente no osso esterno, mas é sentida de forma difusa no peito e porção superior do abdômen.

Qualquer órgão ou tecido no peito pode ser a fonte da dor torácica, incluindo coração, pulmões, esôfago, músculos, costelas, tendões ou nervos. A dor também pode se espalhar para o peito a partir do pescoço, do abdômen e das costas.

Quais as possíveis causas de dor no peito? Problemas cardiovasculares
  • Angina ou infarto: o sintoma mais comum é a dor no peito que pode ser sentida de forma opressiva ou constritiva ou ainda como uma sensação de pressão no peito. A dor pode irradiar para braço, ombro, mandíbula ou costas;
  • Ruptura da parede da aorta (grande vaso sanguíneo que transporta o sangue do coração para o resto do corpo): causa dor súbita e intensa no peito e na parte superior das costas;
  • Pericardite (inflamação do pericárdio, membrana fina que envolve o coração): causa dor no meio do peito.
Problemas respiratórios
  • Coágulo de sangue no pulmão (embolia pulmonar);
  • Colapso do pulmão (pneumotórax);
  • Pneumonia: causa dor no peito aguda que geralmente piora quando a pessoa tosse ou respira fundo;
  • Inflamação da pleura (pleurite), membrana que recobre os pulmões: pode causar dor no peito, geralmente aguda e que piora ao tossir ou respirar fundo.
Problemas digestivos
  • Espasmos ou estreitamento do esôfago;
  • Cálculos biliares: causam dor que piora após uma refeição, geralmente gordurosa;
  • Acidez gástrica ou refluxo gastroesofágico;
  • Úlcera gástrica ou gastrite.
Outras causas de dor no peito
  • Ataque de pânico: um ataque de ansiedade pode causar dor no peito, que geralmente vem acompanhada de aumento da frequência respiratória;
  • Herpes zoster (“cobreiro”): causam dor aguda com formigamento em apenas um lado do peito, numa faixa que vai do tórax às costas, acompanhada de erupções cutâneas na região;
  • Inchaço dos músculos e tendões localizados entre as costelas.

Procure atendimento médico com urgência se:

  • De repente, sentir uma dor opressiva e esmagadora, com compressão ou pressão no peito;
  • A dor no peito se espalhar para mandíbula, braço esquerdo ou costas, entre as escápulas (omoplatas);
  • Tiver dor no peito acompanhada de náusea, tontura, transpiração, aumento da frequência cardíaca ou dificuldade respiratória;
  • Sabe que tem angina e o desconforto no peito é causado por uma atividade leve e repentinamente se torna mais intenso ou dura mais que o normal;
  • Os sintomas de angina ocorrerem em repouso;
  • Sentir uma súbita e aguda dor no peito e dificuldade para respirar, especialmente após uma longa viagem, um período prolongado de imobilização ou uma permanência longa na cama, como após uma cirurgia. Se uma perna estiver inchada ou mais inchada que a outra, pode ser um pedaço de um coágulo sanguíneo que se desprendeu da perna e chegou aos pulmões;
  • Tiver dor no peito e já teve ataque cardíaco ou embolia pulmonar;
  • Tiver febre ou tosse com catarro verde amarelado;
  • Tiver fortes dores no peito que não desaparecem;
  • Estiver tendo dificuldade para engolir;
  • A dor no peito durar mais de 3 a 5 dias.

Em caso de dor no osso do meio do tórax ou dor no peito, consulte um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

O que é um diurético?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diurético é um remédio usado isoladamente ou em combinação com outros medicamentos para tratar a pressão alta e edema (inchaço) causado pela retenção de líquidos nos tecidos do corpo. Por isso, muitas pessoas optam por usar diuréticos com intuito de emagrecimento.

O inchaço causado por retenção de líquido ou excesso de líquido no corpo, pode ser originado por vários problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, renais e hepáticas, ainda, por uso de medicamentos, sedentarismo ou distúrbios alimentares.

O diurético atua sobre os rins, estimulando a eliminação de água e sal desnecessários para o corpo, através da urina. E devido a sua ação, o medicamento é conhecido por “remédio para desinchar”, “remédio para retenção de líquido” ou “remédio para fazer urinar”.

Diurético para pressão alta

A hipertensão arterial é uma condição comum e, quando não tratada, pode causar danos irreversíveis ao cérebro, coração, vasos sanguíneos, rins e outras partes do corpo.

Entretanto, além do uso do diurético, deve ser estimulado mudanças no estilo de vida, para controlar de forma adequada a pressão arterial. Essas mudanças incluem ter uma dieta pobre em gordura e sal, manter-se no peso adequado, exercitar-se por pelo menos 30 minutos 4 vezes por semana, pelo menos, não fumar e evitar bebidas alcoólicas.

Como tomar diurético?

Em geral, os diuréticos são administrados por via oral, sob a forma de comprimidos, cápsulas e em solução, uma ou duas vezes por dia, dependendo da indicação. Quando usado para tratar edema, o diurético pode ser tomado todos os dias ou apenas em determinados dias da semana.

No tratamento da hipertensão, costuma ser indicado todos os dias, aproximadamente à mesma hora, com a devida reavaliação pelo cardiologista ou médico da família assistente.

Se esquecer de tomar uma dose do diurético, tome a dose esquecida assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose, pule a dose e continue com o seu esquema posológico regular. Não duplique a dose para compensar a dose esquecida.

Os diuréticos também podem ser usados no tratamento do diabetes e na prevenção de cálculos renais em pacientes com altos níveis de cálcio no sangue.

Alguns diuréticos podem tornar a pele sensível à luz solar. Por isso, recomenda-se evitar a exposição desnecessária ou prolongada à luz solar e usar roupas de proteção, óculos escuros e protetor solar.

Tomar diurético também pode causar tonturas e desmaios ao se levantar muito rapidamente da posição deitada. Isso é mais frequente quando a pessoa começa a tomar diurético pela primeira vez. O álcool pode aumentar esses efeitos colaterais.

Procure atendimento médico com urgência se estiver tomando diurético e apresentar sinais de desidratação e desequilíbrio eletrolítico, como: boca seca, sede, náusea, vômito, fraqueza, cansaço, sonolência, inquietação, confusão, fraqueza muscular, dor ou cãibras, batimento cardíaco acelerado e outros

Outros sinais e sintomas que devem ser avaliados se a pessoa estiver tomando algum diurético são:

  • Bolhas ou descamação da pele;
  • Urticária, Erupções na pele, Coceira;
  • Dificuldade para respirar ou engolir;
  • Febre, dor de garganta, calafrios e outros sintomas de infecção;
  • Sangramentos ou hematomas incomuns;
  • Dor contínua que começa na região do estômago, mas pode se estender para as costas;
  • Dor ou inflamação nas articulações;
  • Alterações da visão, Dor ocular ou Inchaço/vermelhidão no olho ou ao redor.

Qualquer diurético só deve ser usado com indicação médica. Alguns diuréticos mais fortes podem causar desidratação e desequilíbrio eletrolítico graves.

Por isso, é importante tomar o remédio exatamente como indicado pelo médico. Não se deve tomar mais ou menos quantidade do medicamento ou tomá-lo com mais frequência do que a prescrição médica.

Exame de ureia: para que serve e como entender os resultados?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame de ureia é um exame que mede a quantidade de ureia no sangue ou na urina. A ureia é um subproduto resultante do metabolismo de proteínas no organismo. A ureia é excretada pelos rins. Por isso, o resultado do exame de ureia pode avaliar a função renal. Uma taxa de ureia elevada pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando de maneira eficiente.

Pessoas que estão nos estágios iniciais de uma doença renal podem não notar nenhum sintoma. O exame de ureia pode detectar problemas renais em um estágio inicial, quando o tratamento é mais eficaz.

A principal função dos rins é eliminar os resíduos e o excesso de líquidos do corpo. A ureia é um dos resíduos que os rins removem do sangue. Se a pessoa tiver uma doença renal, o material residual pode se acumular no sangue e causar sérios problemas de saúde, como pressão alta, anemia e doença cardíaca.

Além de ser usado para diagnosticar ou monitorar uma doença ou um distúrbio renal, o exame de ureia serve ainda para verificar o equilíbrio proteico de uma pessoa e a quantidade de proteína necessária nos alimentos para indivíduos gravemente doentes. Também é usado para determinar quanta proteína uma pessoa consome.

Quais são os valores de referência da ureia?

Os valores de referência da ureia variam de 12 a 20 gramas por 24 horas (428,4 a 714 mmol/dia). Esses são os valores de ureia considerados normais. As faixas de valores normais podem variar um pouco entre os laboratórios.

Ureia baixa: o que pode ser?

Ureia baixa geralmente é sinal de problemas renais ou desnutrição (falta de proteína na dieta).

Ureia alta: o que pode ser?

Ureia alta pode ser sinal de doença renal, aumento da quebra de proteínas no corpo ou ingestão excessiva de proteínas. Pode ocorrer ainda em casos de desidratação, queimaduras, uso de certos medicamentos ou outros fatores, como idade. Normalmente, a taxa de ureia fica mais elevada à medida que a pessoa envelhece.

Quando o exame de ureia é indicado?

Alguns fatores que aumentam o risco de doença renal e podem ser indicativos para solicitar o exame de ureia incluem:

  • História familiar de problemas renais;
  • Diabetes;
  • Pressão alta;
  • Doença cardíaca.

Os níveis de ureia também podem ser avaliados se a pessoa tiver sintomas de doença renal avançada, como:

  • Urinar com pouca frequência;
  • Coceira pelo corpo;
  • Cansaço constante;
  • Inchaço nos braços, pernas ou pés;
  • Cãibras musculares;
  • Dificuldade para dormir.

O exame de ureia é apenas uma das maneiras de avaliar o funcionamento dos rins. Se houver suspeita de doença renal, poderão ser recomendados outros testes, com o exame de creatinina, outro produto filtrado pelos rins, que avalie a eficácia com que os rins estão filtrando o sangue.

Para entender o resultado do exame de ureia, consulte o médico que solicitou o exame de sangue ou de urina.

Costocondrite causa dor no esterno?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a costocondrite é uma causa comum de dor no esterno, que é o osso do peito, localizado no meio do tórax. Todas as costelas, exceto as duas últimas, estão ligadas ao osso esterno por uma cartilagem. Essa cartilagem pode ficar inflamada e causar dor no osso externo. A inflamação da cartilagem da costela é chamada costocondrite.

Se a área em que as costelas se unem ao esterno apresentar sensibilidade e dor durante a palpação, é provável que a costocondrite seja a causa da dor no esterno. A dor da costocondrite pode ser semelhante à dor de um ataque cardíaco.

Costocondrite é a inflamação da cartilagem (em vermelho) que liga as costelas ao esterno

A síndrome de Tietze também causa inflamação nas cartilagens que unem as costelas ao esterno. Além de causar dor no osso esterno, a síndrome deixa o tórax inchado. Contudo, embora seja muito semelhante à costocondrite, a síndrome de Tietze é bem mais rara.

Quais são os sintomas da costocondrite?

Os sintomas mais comuns da costocondrite são a dor no esterno e o aumento da sensibilidade no peito, principalmente na junção entre as costelas e o osso do tórax (esterno). Muitas vezes a pessoa diz que está com “dor nas costelas” ou “dor no osso do peito ”.

A dor no osso esterno é aguda, aumenta ao respirar fundo ou tossir e localiza-se no meio do tórax, podendo irradiar para as costas ou para o estômago. A dor tende a diminuir quando a pessoa fica em repouso ou respira rapidamente.

Quais as causas da costocondrite?

Muitas vezes, a costocondrite não tem uma causa conhecida. Em outros casos, a inflamação pode ser causada por:

  • Lesão no tórax;
  • Exercício vigoroso;
  • Trabalho pesado;
  • Infecções virais, como infecções respiratórias;
  • Esforço para tossir;
  • Infecções após cirurgia ou devido ao uso de medicamentos intravenosos;
  • Alguns tipos de artrite.
Qual é o tratamento para costocondrite?

A costocondrite quase sempre desaparece espontaneamente em alguns dias ou algumas semanas. Em alguns casos, pode demorar meses. O tratamento da costocondrite concentra-se no alívio da dor e inclui:

  • Aplicação de compressas quentes e frias;
  • Evitar atividades que pioram a dor;
  • Uso de analgésicos, como ibuprofeno e paracetamol: podem ajudar a aliviar a dor e o inchaço no tórax.

Se a dor no esterno for intensa, pode ser prescrito um analgésico mais forte. Em alguns casos de costocondrite, a fisioterapia pode ser indicada.

O reumatologista é o especialista indicado diagnosticar e tratar casos complexos de costocondrite.