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Quais os sintomas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

O Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) caracteriza-se por comportamentos impulsivos de agressividade, violência ou irritação, geralmente seguidos por sentimentos de arrependimento, constrangimento ou remorso.

As explosões podem resultar em danos materiais ou agressões físicas e verbais a terceiros, sendo normalmente desproporcionais às situações que as desencadeiam.

Além de poder ferir os outros, pessoas com Transtorno Explosivo Intermitente também podem causar lesões em si próprios durante uma crise. 

Explosões de fúria

As explosões do Transtorno Explosivo Intermitente podem durar até meia hora e na maioria dos casos geram agressões físicas e verbais, danos corporais e destruição de propriedades de terceiros. As crises podem ocorrer frequentemente ou em intervalos de tempo que podem ir de semanas a meses. 

No período entre os episódios, o indivíduo pode mostrar-se relativamente calmo ou manifestar sinais de irritação ou impulsividade.

Antes ou durante as explosões de agressividade, a pessoa pode apresentar ainda pensamentos acelerados, euforia, formigamentos no corpo, tremor, aumento da frequência cardíaca, sensação de pressão na cabeça e aperto no peito.

Veja também: Quais as causas do Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Diagnóstico

Contudo, para que o Transtorno Explosivo Intermitente seja diagnosticado, é necessário que a pessoa apresente os seguintes sinais e sintomas:

Episódios frequentes de explosões de agressividade que resultaram em agressões ou danos materiais a terceiros;

 Reações de agressividade que são absolutamente desproporcionais às situações que as desencadeiam;

 Atitudes agressivas que não são despoletadas pelo uso de drogas ou qualquer outra substância ou ainda por outras doenças e distúrbios psiquiátricos, como transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

O tratamento do Transtorno Explosivo Intermitente inclui o uso de medicamentos e psicoterapia.

Leia também: Qual é o tratamento para o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Na presença desses sintomas, consulte um médico psiquiatra para receber uma avaliação.

Como é o tratamento para transtornos alimentares?

O tratamento dos transtornos alimentares depende do tipo de transtorno (bulimia, anorexia, obesidade, desnutrição, vigorexia) e das suas causas, que podem estar relacionadas com fatores psicológicos ou metabólicos. 

Bulimia

O tratamento da bulimia envolve diferentes profissionais, nas áreas da psicologia, psiquiatria e nutrição. Pessoas com esse transtorno alimentar são tratadas com psicoterapia e medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

Veja também: Como identificar e tratar a bulimia?

Anorexia

O tratamento desse transtorno alimentar também é multidisciplinar, com médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Em alguns casos de anorexia, a pessoa precisa ficar internada para que os alimentos sejam reintroduzidos gradualmente na dieta. O tratamento pode incluir psicoterapia, terapia familiar e medicamentos psiquiátricos.

Leia também: Anorexia tem cura? Qual o tratamento?

Obesidade

O tratamento da obesidade é feito com mudanças na dieta e atividade física. Alguns indivíduos podem precisar também acompanhamento psicológico. Casos de obesidade mórbida podem ter indicação de cirurgia de redução do estômago.

Saiba mais em: Não consigo emagrecer, o que devo fazer?

Desnutrição

O tratamento desse tipo de transtorno alimentar consiste em aumentar aos poucos a ingestão de carboidratos, proteínas, água e outros alimentos. 

A suplementação com proteínas, vitaminas e sais minerais muitas vezes é necessária. 

A reintrodução gradual dos alimentos e o uso de suplementos devem ser acompanhados por médicos e nutricionistas. 

Vigorexia 

O tratamento pode incluir psicoterapia, medicamentos e acompanhamento com nutricionista e endocrinologista. 

O objetivo do tratamento psicoterapêutico é ajudar a pessoa a aceitar o próprio corpo, combatendo a visão distorcida que ela tem do mesmo. 

Alguns medicamentos antidepressivos podem ser usados para controlar a compulsão e a obsessão ou tratar casos de depressão associados à vigorexia.

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Como é o tratamento para vigorexia?

Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Quais os tipos de transtornos alimentares e seus sintomas?

Os transtornos alimentares mais comuns são a bulimia, a anorexia, a obesidade, a vigorexia e a desnutrição. Tratam-se de distúrbios que provocam alterações na alimentação e geralmente se manifestam na adolescência. As suas causas podem ter origem em fatores psicológicos e emocionais ou problemas relacionados com o metabolismo.

Bulimia

A bulimia é um transtorno alimentar que caracteriza-se pela ingestão compulsiva e rápida de grandes quantidades de alimentos, seguida por sentimentos de culpa ou arrependimento que levam a pessoa a induzir o próprio vômito para vomitar o que comeu para não engordar. 

Quem sofre desse tipo de distúrbio alimentar, na maioria dos casos mulheres, também pode usar medicamentos laxantes e diuréticos, ficar várias horas sem comer ou praticar atividades físicas intensas para não ganhar peso.

Pessoas com bulimia geralmente não são muito magras e costumam estar dentro do peso considerado normal. Contudo, têm obsessão com a forma física e tendem a fazer dietas muito rígidas. 

Quando não suportam mais a fome, comem compulsivamente e em grande quantidade num curto espaço de tempo. A seguir, sentem-se culpadas por terem comido tanto e forçam o vômito para não ganhar peso.

Leia também: O que é bulimia nervosa?

Anorexia

Os principais sintomas da anorexia são o excesso de preocupação com peso e o medo exagerado de engordar. Indivíduos com esse tipo de transtorno alimentar sempre acham que estão gordos quando se olham no espelho, ainda que estejam extremamente magros. 

Trata-se de um transtorno alimentar marcado pela distorção da autoimagem e que ocorre sobretudo na adolescência, sendo mais frequente em mulheres. 

Essa sensação de estar acima do peso leva a pessoa a fazer dietas extremas, tomar diuréticos e laxantes, fazer exercícios físicos extenuantes, ficar longos períodos em jejum, entre outras medidas extremas para "não engordar mais".

Uma característica marcante de quem sofre desse transtorno alimentar é a magreza acima do normal. Nos casos mais graves, a anorexia pode causar desnutrição severa e levar à morte.

Veja também: O que é anorexia e quais as suas causas?

Obesidade

Enquanto que os sinais e sintomas da bulimia e da anorexia caracterizam-se pelo medo de engordar e da sensação de estar acima do peso, os da obesidade manifestam-se pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, deixando a pessoa com o peso muito acima do recomendado.

As principais causas desse tipo de distúrbio alimentar é o sedentarismo e a alimentação pouco balanceada, com ingestão excessiva de carboidratos e gorduras.

A obesidade aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral ("derrame") e favorece o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, hipertensão arterial, diabetes, artroses, entre outras doenças e complicações.

Saiba mais em: Obesidade – Fisiologia do Armazenamento das Gorduras

Desnutrição

A desnutrição é um transtorno alimentar provocado por uma ingestão muito baixa de calorias e nutrientes essenciais para manter o bom funcionamento do organismo. 

Casos de anorexia grave podem levar a quadros severos de destruição. Contudo, grande parte dos casos de desnutrição são causados por fatores socioeconômicos.

Vigorexia 

A vigorexia não é propriamente um transtorno alimentar, mas psicológico. Seus principais sintomas são a obsessão por músculos e a insatisfação com o corpo.

Essas pessoas dedicam muitas horas às atividades físicas e acabam por ficar dependentes dos exercícios. 

Contudo, para conseguir o corpo desejado, a pessoa pode fazer uso de anabolizantes e dietas com grandes quantidades de proteínas, gerando distúrbios alimentares.

O tratamento dos transtornos alimentares é multidisciplinar e pode envolver médicos, psiquiatra, psicólogo e nutricionista.

Saiba mais em: Como é o tratamento para transtornos alimentares? 

Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

O principal sintoma do transtorno afetivo bipolar é a súbita e extrema variação de humor, alternando períodos de euforia, irritabilidade tristeza e depressão.

Pessoas com transtorno afetivo bipolar ou distúrbio bipolar, como também é conhecido, passam por fases extremas de variações de humor, como a fase maníaca ou hipomaníaca que caracteriza a euforia, depois a fase de hiperatividade física e mental, seguida pelo período de depressão, ansiedade ou tristeza, em que o indivíduo pode apresentar ainda lentidão para concretizar ou ter ideias.

As crises do transtorno bipolar podem ser leves, moderadas ou graves, com frequência e tempos de duração que variam conforme a gravidade.

Essas flutuações de humor influenciam negativamente as ações de quem sofre de bipolaridade, gerando reações desproporcionais aos acontecimentos reais ou até mesmo sem relação com os mesmos. 

O transtorno afetivo bipolar normalmente se manifesta em homens e mulheres com idade entre 15 e 25 anos, embora possa ocorrer também em crianças e indivíduos mais velhos.

Depressão

A fase de depressão no transtorno bipolar pode se manifestar por tristeza profunda, falta de interesse em coisas e atividades das quais se gosta, apatia, isolamento social, variações de apetite, alterações do sono, diminuição acentuada da libido, cansaço, dificuldade de concentração, pessimismo, pensamentos negativos, falta de esperança, sensação de vazio, ideias suicidas, entre outros sintomas.

Mania

Na fase da mania, a pessoa apresenta enorme euforia, com mania de grandeza, elevada autoestima e autoconfiança, poucas horas de sono, hiperatividade física e mental, dificuldade em organizar as ideias e pensamentos, irritabilidade, falta de paciência, dificuldade de concentração, impulsividade para falar, aumento da libido e agressividade.

A bipolaridade nessa fase pode levar a pessoa a cometer atos que podem prejudicar os outros e ela própria, como gastar o dinheiro de forma descontrolada, demitir-se do trabalho ou ainda manifestar delírios e alucinações.

Hipomania

A fase da hipomania é breve e dura poucos dias. Os sintomas são parecidos com os da mania, mas são muito mais leves e por isso pouco interferem na vida da pessoa. Nesse período é comum o indivíduo estar apenas um pouco mais ativo, sociável, falante e eufórico que o normal.

O diagnóstico do transtorno afetivo bipolar é difícil e pode demorar vários anos até que a doença seja diagnosticada, uma vez que os seus sintomas podem ser confundidos com outros transtornos mentais, como esquizofrenia, síndrome do pânico, depressão e transtorno de ansiedade generalizada. 

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença é o psiquiatra.

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Transtorno afetivo bipolar tem cura?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

Transtorno afetivo bipolar tem cura?

Transtorno afetivo bipolar não tem cura, mas é possível manter o distúrbio sob controle. O tratamento é feito com medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

É fundamental seguir todo o tratamento corretamente, pois só assim é possível prevenir as crises e controlar a instabilidade de humor, o que permite que a pessoa tenha uma vida muito próxima do normal.

Lembrando ainda que as fases depressivas prolongadas não tratadas adequadamente podem aumentar o risco de suicídio em pacientes com transtorno afetivo bipolar.

Medicamentos

Os medicamentos usados para tratar o transtorno afetivo bipolar podem incluir antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e estabilizadores de humor. A medicação deve ser mantida até ao fim da vida.

O carbonato de lítio, por exemplo, é um dos mais usados para controlar a euforia aguda e evitar novas crises, principalmente se o seu uso estiver associado a antidepressivos e anticonvulsivantes.

Contudo, os medicamentos antidepressivos podem provocar uma passagem rápida da depressão para a euforia ou aumentar a incidência das crises, por isso devem ser usados com cautela.

Psicoterapia

O papel da psicoterapia no tratamento do transtorno afetivo bipolar é muito importante, pois ajuda a pessoa a lidar com o distúrbio e as dificuldades que traz, auxiliando também na prevenção de novas crises e na continuidade do tratamento medicamentoso.

A terapia familiar também pode ser incluída no tratamento do transtorno bipolar para ajudar os familiares a lidar com o portador e seus comportamentos.

Mudanças no estilo de vida

As mudanças de rotina incluem a suspensão do uso de substâncias, como álcool e estimulantes como anfetaminas, cafeína e outras drogas psicoativas, como cocaína, melhoria da qualidade do sono, além de controle do estresse e adoção de hábitos e estilo de vida saudáveis. 

O médico especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno é o psiquiatra.

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Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

Transtorno afetivo bipolar: Quais as causas e como identificar?

As causas do transtorno afetivo bipolar não são totalmente conhecidas. Contudo, sabe-se que a origem do distúrbio está associada a fatores genéticos, alterações em algumas regiões do cérebro e variações dos níveis de neurotransmissores que transmitem os impulsos cerebrais.

Também já se sabe que algumas condições podem favorecer o desenvolvimento do distúrbio bipolar, como crises constantes de depressão ou que começaram muito cedo, pós-parto, períodos prolongados de estresse, uso de medicamentos inibidores do apetite, hipertireoidismo e hipotireoidismo.

Transtorno afetivo bipolar Tipo I

Esse tipo de distúrbio bipolar alterna fases de mania, que duram pelo menos uma semana, com períodos de tristeza e depressão que podem durar de 14 dias a vários meses.

As fases de mania e depressão são marcadas por sintomas intensos, com grandes alterações nas atitudes e no comportamento da pessoa, prejudicando as relações pessoais, afetivas, familiares, profissionais e por vezes a sua própria condição financeira.

Nos casos mais graves de transtorno afetivo bipolar, pode ser necessário internar a pessoa devido ao elevado risco de suicídio e ocorrência de outros transtornos psiquiátricos.

Transtorno afetivo bipolar Tipo II

Os sinais e sintomas do transtorno bipolar tipo II caracteriza-se pela alternância entre leves períodos de euforia, excitação, otimismo e até agressividade (hipomania) seguidos por uma fase de depressão

Contudo, os sintomas desse tipo de transtorno afetivo bipolar não mais leves e não interferem ao ponto de comprometer o comportamento e as vida do indivíduo.

O médico psiquiatra é o especialista responsável por diagnosticar e orientar o tratamento mais adequado para o transtorno bipolar.

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Quais são os sintomas do transtorno afetivo bipolar?

Transtornos psicológicos: Quais os tipos, sintomas e tratamento?

Os principais tipos de transtornos psicológicos são a depressão, a síndrome do pânico, as psicoses, o transtorno da ansiedade generalizada e o estresse pós-traumático.

Depressão

A depressão é o transtorno psicológico mais frequente. Os seus principais sintomas incluem tristeza profunda e duradoura, desinteresse pelas coisas em geral, mesmo por aquelas de que se gosta ou dão prazer, apatia, desânimo, falta de energia, pessimismo, pensamentos negativos, entre outros.

O tratamento desse transtorno psicológico é feito com medicamentos antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Veja também: As 4 Formas para Combater a Depressão

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico é um tipo de transtorno psicológico que caracteriza-se por crises agudas de ansiedade. A pessoa tem a sensação de que vai lhe acontecer algo trágico a qualquer momento, o que desencadeia os ataques.

Os sinais e sintomas de um ataque de pânico podem se manifestar pelo aumento dos batimentos cardíacos (algumas pessoas chegar a pensar que vão mesmo ter um infarto), respiração ofegante, falta de ar, aumento da transpiração, boca seca, náuseas, vômitos, tonturas, medo de morrer ou de que uma catástrofe está prestes a acontecer, desespero, desmaios, entre outros sintomas físicos e psicológicos.

Um ataque de pânico ocorre repentinamente, geralmente com duração de 15 a 30 minutos.

O tratamento da síndrome do pânico inclui o uso de antidepressivos e ansiolíticos, além de psicoterapia. O método de terapia mais utilizado para tratar esse transtorno psicológico é a terapia comportamental. 

Saiba mais em: O que é síndrome do pânico?

Psicoses

Psicoses são transtornos psicológicos que têm como características a perda do contato com a realidade, como a esquizofrenia, por exemplo. Os sintomas podem incluir delírios, alucinações, atitudes e comportamentos bizarros, amnésia, confusão mental, entre outros.

Indivíduos com esse tipo de transtorno mental perdem a noção da realidade, tirando conclusões incorretas sobre o mundo que os rodeia, mesmo que as suas ideias estejam contra todas as evidências. Além disso, a pessoa não reconhece os seus delírios e alucinações, o que evidencia a psicose instalada. 

O tratamento das psicoses varia de acordo com a gravidade do caso, podendo incluir o uso de medicamentos, psicoterapia, orientação e terapia familiar e internamento.

Veja também: O que é uma psicose e quais são os seus sinais e sintomas?

Transtorno da ansiedade generalizada

O transtorno da ansiedade generalizada está entre os tipos de transtorno psicológico mais comuns, ao lado da depressão. A ansiedade e a preocupação sentidas por essas pessoas são intensas e difíceis de serem controladas. Contudo, trata-se de uma ansiedade excessiva e que não condiz com a realidade, o que provoca um intenso sofrimento emocional.

Esse transtorno psicológico pode se manifestar através de sintomas físicos e emocionais, como respiração ofegante, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, transpiração excessiva, medo, angústia, irritabilidade, entre outros.

O tratamento do transtorno da ansiedade generalizada é feito com a combinação de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, juntamente com psicoterapia.

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Estresse pós-traumático

O estresse pós-traumático é um transtorno psicológico desencadeado por eventos extremamente traumáticos e violentos nos quais a vida da pessoa ou de outras pessoas estiveram em risco. 

Por se tratar de um tipo de transtorno de ansiedade, os seus sintomas são os mesmos que ocorrem nesse transtorno, conforme descrito anteriormente.

No entanto, a grande diferença é que os sintomas do estresse pós-traumático tendem a se manifestar em situações que fazem o paciente relembrar ou reviver o trauma.

Leia também: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

O tratamento é difícil e inclui medicamentos psiquiátricos, principalmente antidepressivos e ansiolíticos, e psicoterapia.

O diagnóstico e tratamento dos transtornos psicológicos é da responsabilidade do médico psiquiatra.

Saiba mais em: Quais são os tipos de transtornos mentais?

Qual é o tratamento para transtorno dissociativo de identidade?

O tratamento do transtorno dissociativo de identidade é feito com psicoterapia medicamentos. Assim como nos transtornos mentais e de personalidade, o tratamento pode levar anos e os resultados nem sempre são satisfatórios.

O papel da psicoterapia é fundamental no sucesso do tratamento do transtorno dissociativo de identidade, pois permite reduzir as crises em que ocorrem as mudanças de personalidade. 

O objetivo é ajudar a pessoa a identificar o seu problema, mudar os seus comportamentos, vigiar a sua instabilidade e desenvolver o autocontrole.

Contudo, se o paciente for resistente em aceitar o tratamento psicoterápico, os resultados e as mudanças de personalidades podem ser muito limitados.

Os medicamentos servem para tratar e controlar outros transtornos psiquiátricos que podem estar associados à personalidade múltipla, como ataques de pânico, tendências suicidas, depressão, ansiedade, psicoses, entre outros.

Sintomas

O transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como transtorno de dupla personalidade ou personalidade múltipla, tem como principal sintoma a presença de pelo menos duas personalidades diferentes que assumem o controle do corpo da pessoa de tempos em tempos.

Essas personalidades muitas vezes não têm conhecimento uma da outra e quando uma está no controle a outra não interfere. Em média, esses pacientes apresentam de 10 a 15 personalidades, embora o número de identidades possa variar muito e chegar a 80, como já foi verificado.

As personalidades costumam ter características bem diferentes, com comportamentos, pensamentos, valores e atitudes próprias. 

Algumas personalidades podem identificar familiares, amigos, colegas, trabalho, enquanto outras não chegam nem a reconhecer os da própria família.

Leia também: Quais os sintomas do transtorno dissociativo de identidade?

Diagnóstico

Para que o transtorno dissociativo de identidade seja identificado, a pessoa precisa necessariamente apresentar pelo menos duas personalidades diferentes. 

Isso significa que o comportamento, os princípios e os pensamentos esperados do indivíduo sejam diferentes em várias situações.

Para que o transtorno dissociativo de identidade seja diagnostico, também é essencial que pelo menos duas personalidades assumam o controle da consciência e do corpo da pessoa em determinados períodos de tempo. 

Vale lembrar que os sintomas não devem ser associados ao consumo de álcool, medicamentos, drogas ou outras substâncias.

O diagnóstico e tratamento do transtorno dissociativo de identidade é da responsabilidade do médico psiquiatra.

Saiba mais em:

Quais as causas do transtorno dissociativo de identidade?

Transtorno dissociativo de identidade significa ter dupla personalidade?

Quais as causas do transtorno dissociativo de identidade?

As causas do transtorno dissociativo de personalidade não estão bem definidas, mas acredita-se que a sua origem está em traumas sofridos sobretudo na infância

A razão por se aceitar essa hipótese é que durante o evento traumático a pessoa pode fazer uma dissociação mental para proteger-se do trauma, em situações em que não possa se defender ou fugir. Se os traumas forem frequentes, esse mecanismo de defesa pode desencadear o transtorno dissociativo de identidade.

Para que se desenvolva um transtorno dissociativo de identidade é necessário que a pessoa tenha sofrido traumas graves, de forma real e recorrente, em qualquer fase da vida. 

Porém, pessoas que desenvolvem personalidade múltipla muitas vezes passam por esses eventos traumáticos até aos 7 anos de idade. 

Portanto, o transtorno dissociativo de personalidade é um mecanismo de defesa da mente para enfrentar situações que seriam insuportáveis para a pessoa.

Leia também: Transtorno dissociativo de identidade significa ter dupla personalidade?

Sintomas

A principal característica do transtorno dissociativo de identidade é a presença de duas ou mais personalidades diferentes dentro da mesma pessoa e que assumem alternadamente o comando da consciência.

Cada uma das personalidades tem as suas próprias memórias, gostos e costumes, por vezes até com comportamentos opostos.

Contudo, há casos em que as personalidades sabem da existência umas das outras, podendo haver rivalidades ou parcerias entre elas. 

Na grande parte dos casos existe uma personalidade primária, que é a própria pessoa, geralmente com traços de depressão, passividade e culpabilidade.

As outras identidades são secundárias e podem ser opostas à primária, com características de agressividade e autodestruição.

As mudanças de identidade podem ocorrer subitamente, em segundos, ou após um curto período de confusão mental que não dura mais do que alguns minutos. Essas alterações de personalidade normalmente são desencadeadas por algum estresse social ou psicológico.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno dissociativo de identidade.

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Qual é o tratamento para transtorno dissociativo de identidade?

Quais os sintomas do transtorno dissociativo de identidade?

Quais os sintomas do transtorno dissociativo de identidade?

Os sintomas do transtorno dissociativo de identidade caracterizam-se pelo aparecimento de duas ou mais personalidades distintas, que muitas vezes não têm conhecimento uma da outra.

Pessoas com transtorno de personalidade múltipla têm, em média, de 10 a 15 personalidades. Os sintomas podemos incluir ainda alucinações, perdas de memória e dificuldade de concentração.

As identidades podem ser tão dissociadas que podem não identificar pessoas da família, a própria casa, o trabalho, colegas, amigos, e até relutar em se enquadrar nas condições predominantes na identidade dominante do indivíduo.

As personalidades podem ter características muito diferentes, inclusive no sexo, nas raças e nas idades. O vocabulário usado por elas pode ser variado, podendo ainda ter diferentes sotaques e habilidades, como uma ser canhota e as outras serem destras.

Amnésia

Um dos sinais mais frequentes do transtorno dissociativo de identidade é a perda de memória por períodos indefinidos de tempo. Isso acontece porque quando uma personalidade está no controle, a outra não processa o que está acontecendo e quando ganha consciência não se lembra do que aconteceu. 

Contudo, em alguns casos a amnésia não ocorre e as personalidades podem ter conhecimento uma da outra. Nesses casos, a pessoa pode dividir as memórias entre as diferentes identidades, mas quando uma personalidade está no controle do corpo, as outras não influenciam os comportamentos.

Outros transtornos mentais

Pessoas com transtorno dissociativo de identidade podem ainda ter outros transtornos psicológicos decorrentes da personalidade múltipla, como depressão, ataques de pânico, psicoses, tendências suicidas, fobias, entre outros.

Transtorno Dissociativo de Identidade x Esquizofrenia

Embora sejam muitas vezes confundidos, a esquizofrenia e o transtorno de personalidade múltipla, ou de dupla personalidade, como também é conhecido, não têm relação entre si e são doenças completamente diferentes.

A grande diferença entre as duas doenças é o aparecimento das diferentes personalidades que ocorre no transtorno dissociativo.

Na esquizofrenia, o paciente pode ter crises extremas de humor, mas em todas elas a sua personalidade vai ser a mesma.

Já no transtorno dissociativo de identidade os extremos de humor são bem diferentes, com personalidades distintas, como se fossem de fato pessoas diferentes.

O diagnóstico do transtorno dissociativo de identidade é difícil. O especialista responsável por identificar a doença e orientar o tratamento é o médico psiquiatra.

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Transtorno dissociativo de identidade significa ter dupla personalidade?

Qual é o tratamento para transtorno dissociativo de identidade?

Transtorno dissociativo de identidade significa ter dupla personalidade?

Sim, o transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como transtorno de personalidade múltipla ou de dupla personalidade, caracteriza-se pela presença de duas ou mais identidades diferentes que controlam algum comportamento da pessoa.

Essas personalidades são independentes uma da outra e em muitos casos não têm conhecimento da existência das demais.

Algumas pessoas podem ter até 10 personalidades ou mais, sendo o transtorno mais comum em mulheres. Há ainda casos em que uma determinada identidade não reconhece os familiares do indivíduo, enquanto outra pode reconhecer e demonstrar afeto pelos mesmos.

Essas pessoas também apresentam perdas de memória recente e mais antigas.

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Causas

Indivíduos com transtorno dissociativo de identidade não conseguem se lembrar das suas próprias informações pessoais. O transtorno muitas vezes está associado a traumas graves e constantes sofridos durante a infância.

O tempo de duração, a proximidade e a gravidade dos traumas sofridos durante esse período são fatores diretamente associados ao desenvolvimento do transtorno dissociativo.

Contudo, nem todas as pessoas que passam por situações traumáticas desenvolvem transtorno dissociativo de personalidade. 

Existem diversos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento ou não dos sintomas, como a forma diferente que cada um tem de absorver e lidar com esses traumas.

Sabe-se também que indivíduos usuários de drogas e substâncias químicas ou que sofreram abusos sexuais têm mais predisposição para apresentar o transtorno dissociativo de identidade.

Os sintomas do transtorno dissociativo de identidade podem incluir ainda stress pós-traumático, automutilação e o seu diagnóstico é difícil.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno dissociativo de identidade.

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Qual é o tratamento para transtorno dissociativo de identidade?

Quais as causas do transtorno dissociativo de identidade?

Quais os sintomas do transtorno de personalidade dependente?

Pessoas com transtorno de personalidade dependente apresentam muita necessidade de serem cuidadas e têm medo da separação. Sentem-se desconfortáveis ou desamparadas quando estão sozinhas por se acharem incapazes de cuidarem delas mesmas, com preocupações e receios irrealistas de serem deixados à própria sorte.

Quando terminam uma relação afetiva, procuram urgentemente um relacionamento novo para obterem carinho e amparo, adotando comportamentos submissos nas suas relações pessoais.

Os sintomas desse tipo de transtorno de personalidade começam a se manifestar em adultos jovens, em diversas situações e contextos.

Indivíduos com transtorno de personalidade dependente também têm dificuldade em tomar decisões sem antes procurar muitos conselhos e suporte em outras pessoas, ainda que essas decisões sejam rotineiras. 

Na verdade, precisam que os outros assumam o controle global das principais áreas das suas vidas. O medo de perder a aprovação e o apoio alheio também as leva a ter dificuldade em discordar da opinião dos outros, às vezes podendo até fazer coisas extremamente desagradáveis pelos outros com receio dessas perdas.

Apresentam dificuldade em começar projetos por iniciativa própria por não confiarem neles mesmos ou nas suas capacidades, embora possam ser motivados e terem energia para isso.

Leia também: Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Tratamento

O tratamento para o transtorno de personalidade dependente é feito sobretudo com psicoterapia, sendo a terapia cognitiva-comportamental o método mais utilizado. O objetivo é auxiliar o indivíduo a identificar o seu desequilíbrio e vigiá-lo, ajudando na mudança de comportamento e no desenvolvimento do autocontrole.

Os medicamentos podem ser usados para tratar transtornos mentais que podem estar associados ao transtorno de personalidade dependente, como depressão, ansiedade, entre outros distúrbios.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e orientação do tratamento do transtorno de personalidade dependente.

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