Perguntar
Fechar

Sintomas

Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Excesso de gases (eructação ou popularmente “arroto” e flatulência ou popularmente “pum”) pode ocorrer por uma série de motivos e o tratamento dependerá exatamente da causa desse problema.

Eliminamos gases diariamente, de forma natural, de acordo com o funcionamento do nosso intestino e quantidade de bactérias que nele habitam. Trata-se de uma condição completamente normal e geralmente não indica qualquer doença.

Porém, quando ocorrem com uma frequência muito elevada ou associado a outros sintomas como: dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, diminuição do apetite, anemia, febre e ou sangramentos, o excesso de gases pode ser sinal de algum problema de saúde.

Quais as causas dos gases intestinais e no estômago?

Os gases intestinais são produzidos pelas bilhões de bactérias que vivem no nosso trato digestivo e participam do processo de digestão, principalmente após metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas ingeridas nos alimentos.

Outras causas possíveis para o excesso de gases são: falta de exercício físico, intolerância à lactose, alterações da flora bacteriana dos intestinos por uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional e constipação intestinal (prisão de ventre).

No caso dos gases no estômago, a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar, ainda mais quando conversamos durante a alimentação.

Também é comum haver deglutição de ar quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás, fumamos ou mesmo conversamos.

Quais os alimentos que causam gases intestinais?

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão: os refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral, cerveja, feijão, repolho, couve-flor, ovos, vinagre, leite e alguns laticínios, adoçantes artificiais, batata, milho e alho.

Quais os sintomas de gases?

Os principais sinais e sintomas de gases são as dores abdominais em pontadas, inchaço e "endurecimento" da barriga, as cólicas, a flatulência (gases intestinais) e a eructação (gases no estômago).

Como eliminar gases?

O tratamento mais interessante e fácil para excesso de gases é a simples mudança da dieta, evitando ou diminuindo os alimentos citados. Vale a pena manter um registro de alimentos e bebidas que você costuma ingerir para identificar quais são mais incômodas para seu organismo e procure evitá-las no futuro.

É importante também praticar exercícios físicos e diminuir o estresse, além de equilibrar a alimentação.

Existem também alguns remédios, como a dimeticona e o salicilato de bismuto, que podem ser úteis para eliminar os gases, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta e atividade física. Caso não seja suficiente, procure um médico que possa avaliar o caso e se preciso, prescrever o tratamento mais adequado.

Alguns remédios caseiros, como o chá de funcho com erva cidreira ou o chá de semente de erva doce, parecem ajudar na eliminação do excesso de gases, em algumas pessoas.

Chá de funcho com erva cidreira

Coloque 1 colher (sopa) de erva cidreira e 1 colher (sopa) de funcho em 250 ml de água fervente. Deixe tapado por 10 minutos, coe e beba de 3 a 4 xícaras de chá por dia, podendo adoçar, se for de costume.

Chá de semente de erva doce

Coloque 1 colher (chá) de sementes de erva doce em 250 ml de água fervente. Deixe tapado por 10 minutos, coe e beba de 3 a 4 xícaras do chá por dia, sem açúcar ou adoçante.

Exercícios para eliminar gases

Deite de barriga para cima e puxe as pernas dobradas contra a barriga.

Massagem para eliminar gases

Com as pontas dos dedos, faça movimentos circulares e profundos no abdômen, massageando a barriga no sentido dos ponteiros do relógio e insistindo nas áreas mais doloridas e inchadas.

Em caso de excesso de gases, um/a médico/a, de preferência gastroenterologista, deverá ser consultado.

Pode lhe interessar também: Minha barriga tem feito barulho, pode ser gases...

Dor pélvica na mulher, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor pélvica na mulher é uma queixa muito comum nos consultórios médicos, principalmente de ginecologia, e podem ter diversas causas. O que gera um grande desafio para os profissionais, pois requer uma investigação profunda e detalhada do problema.

As causas mais comuns são infecção urinária, doença inflamatória pélvica e gravidez, entretanto existem casos mais graves, que são emergências médicas, com risco de morte, como a apendicite, ruptura de uma gravidez tubária, e portanto necessita de um atendimento médico emergencial.

Outras doenças e condições que devem ser investigadas são: vulvodinia, endometriose, fibrose uterina, adenomiose, cistos ovarianos e mioma uterino.

O que é a dor pélvica?

A dor pélvica pode ser sentida na forma de um desconforto ligeiro na pelve ou como dores intensas e incapacitantes. A dor pode ser aguda, surgindo repentinamente ou crônica, com duração mínima de 3 a 6 meses.

A dor pélvica normalmente é sentida no baixo ventre ou “pé da barriga”. Fazem parte da pelve o útero, os ovários, as tubas uterinas, a vagina, o reto e a bexiga, além de diversos músculos, nervos e ossos.

Portanto, as causas que geram a dor pélvica podem ser as mais diversas e para seu diagnóstico correto deve ser feita uma anamnese detalhada, um exame físico cuidadoso e exames complementares quando necessários.

Na investigação, é fundamental avaliar dados como a idade, antecedentes pessoais, início dos sintomas, concomitância com febre, sangramentos ou outros sinais e sintomas de gravidade e as características específicas da dor pélvica. Algumas perguntas são fundamentais para auxiliar na investigação, por isso tenha atenção e se possível anote alguns detalhes que podem ser esquecidos durante a consulta médica, como:

  • Onde exatamente dói?
  • Qual o tipo da dor - pontada, peso, pulsação, aperto, queimação?
  • É intensa? quão intensa? é a mais forte da vida?
  • Chega a despertar do sono ou vomitar nas crises?
  • Irradia ("espalha") para algum lugar ou é restrita a essa região específica?
  • Há quanto tempo está com dor?
  • Ela é cíclica (vai e volta) ou contínua, durando dias?
  • Quando vem a dor dura quanto tempo?
  • Você já teve antes? é comum?
  • Tem algum horário do dia ou do mês em que acontece com mais frequência?
  • Melhora com alguma coisa?
  • Está piorando, ao longo do tempo, ou apresentando novos sintomas concomitantes?
  • Piora nas relações sexuais?
  • Tem relação com o período menstrual?
  • Tem corrimento vaginal associado? Se houver, qual a coloração, tem cheiro ruim?
  • Ardência ao urinar? está indo mais vezes ao banheiro e fazendo pouco xixi?
  • Qual a sua frequência sexual?
  • Sente tontura ou enjoo juntos com a dor? data da última menstruação?

Em caso de dor pélvica, procure um/a médico/a, preferencialmente um/a ginecologista, para avaliação inicial.

Pode lhe interessar também: Dor pélvica na gravidez, o que pode ser?

Dor na panturrilha, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A dor na panturrilha ("batata da perna") pode ter diversas causas. Se a dor for aguda, iniciada após atividade física, é mais provável que seja resultado de uma distensão do músculo da panturrilha (gastrocnêmio). Em algumas ocasiões será necessário o uso de relaxante muscular e anti-inflamatório, além de repouso, para melhora dos sintomas.

Outra causa de dor aguda na panturrilha são as cãibras, que ocorre quando o músculo fica muito contraído durante alguns minutos, sendo associadas a bastante dor. Normalmente são autolimitadas e não necessitam de tratamento, exceto se a dor permanecer mesmo após resolução da cãibra.

Para evitar as cãibras, é importante realizar alongamentos e fazer fortalecimento muscular, 3 vezes por semana. Além disso, é importante ter uma alimentação e uma hidratação adequadas durante a prática de atividade física. E, após uma rotina de exercícios, descansar por um dia, pelo menos.

Quais as outras causas de dor na panturrilha?

Apesar de, na maioria dos casos, a dor na panturrilha não indicar nada de grave, é preciso ter atenção, pois há situações em que a dor pode ser sintoma de alguma doença.

Insuficiência venosa

Especialmente comum nas mulheres, nas pessoas que ficam muitas horas em pé e idosos. Usualmente, a dor nas panturrilhas é uma dor em peso (as pernas ficam "pesadas"), mais comum no final do dia e podem estar presentes inchaço, "vasinhos" (teleangiectasias) e varizes.

O tratamento consiste no uso de meias elásticas, prática regular de exercícios físicos e, algumas vezes, será necessária cirurgia para remover as veias que ficaram dilatadas e perderam a sua função. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Comum em idosos e especialmente em tabagistas. Usualmente, a dor na panturrilha é forte, em pontada, e ocorre após andar alguns quarteirões ou ao subir uma rua ou escada.

É comum a pessoa necessitar interromper a caminhada em virtude da dor. O repouso, durante alguns minutos, resolve os sintomas. Contudo, retornando a caminhada, ressurge a dor.

A quantidade de metros caminhados para iniciar a dor é variável conforme cada paciente e tende a ser menor conforme a gravidade da obstrução arterial.

O tratamento consiste no uso de medicamentos e muitas vezes é necessária uma cirurgia para desobstrução da artéria acometida e é importante e fundamental parar de fumar. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Cisto de Baker

Algumas pessoas podem apresentar um cisto na região do joelho e, se o cisto estourar, pode ocorrer dor nas panturrilhas e inchaço no joelho. Em algumas ocasiões pode ser necessária retirada cirúrgica. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico ortopedista ou reumatologista.

Como aliviar dor na panturrilha?

A dor na panturrilha muitas vezes é causada por má circulação. Esse distúrbio na circulação provoca acúmulo de sangue nas pernas, levando à dor. Algumas medidas, que favorecem o retorno do sangue para o coração, ajudam a aliviar a dor na panturrilha causada por má circulação:

Usar meias elásticas

Usar meias elásticas compressivas é indicado em muitos casos, pois as meias favorecem o retorno do sangue para o coração, aliviando o cansaço. Porém, as meias elásticas devem ser prescritas por um médico, já que utilizar meias com a compressão inadequada pode piorar o quadro.

Praticar atividade física

O importante nesses casos é escolher exercícios que trabalham os músculo da panturrilha, como andar, correr, pedalar e nadar.

Movimentar-se

Para evitar a dor na panturrilha, deve-se evitar ficar parado por muito tempo na mesma posição. Pessoas que trabalham várias horas sentadas, devem se levantar e andar um pouco, pelo menos a cada duas horas.

Caso não seja possível levantar-se, convém exercitar os músculos da panturrilha, abaixando os pés como se estivesse acelerando um carro, a cada 30 minutos.

Elevar as pernas

Deitar-se de barriga para cima com as pernas elevadas ajuda o sangue a retornar ao coração. Isso pode ser feito colocando várias almofadas embaixo dos pés, por exemplo. Para aliviar a dor na panturrilha, recomenda-se fazer isso todos os dias, durante 20 minutos.

Emagrecer

O excesso de peso dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo o seu acúmulo nas pernas, o que pode causar dor na panturrilha. O próprio peso do corpo pode sobrecarregar os músculos da panturrilha, sobretudo se a pessoa praticar atividade física, gerando dor.

Se a dor nas panturrilhas for recorrente, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Sinto muita dor de cabeça de um lado da fonte. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor de cabeça forte em um lado da cabeça, em pontadas ou fisgadas, pode ser enxaqueca. Outros sintomas da enxaqueca incluem: dor de cabeça (geralmente pulsátil, em peso ou pressão, que dura entre 4 e 72 horas), náuseas, vômitos, intolerância à luz, barulhos, cheiros e movimentos.

A dor de cabeça da enxaqueca começa fraca e vai aumentando de intensidade. Outros tipos de dores de cabeça já começam fortes ou mantêm-se sempre moderadas.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor de cabeça que se manifesta com crises de dor muito intensas. Em geral, surge entre os 15 e os 40 anos de idade, embora possa surgir na infância ou depois da primeira menstruação. O aparecimento da enxaqueca após os 45 anos deve ser investigada para excluir outras causas para a dor de cabeça.

A enxaqueca tem algumas características que estão muito relacionadas com aparelho reprodutor da mulher. Os sintomas geralmente surgem depois da primeira menstruação, as crises são mais frequentes no período menstrual, o uso da pílula anticoncepcional ou terapia hormonal podem agravar as crises, e há diminuição ou desaparecimento das crises durante a gravidez ou na menopausa.

Antes da adolescência, a incidência de enxaqueca em meninos e meninas é igual. Contudo, a partir da adolescência, a enxaqueca é até 3 vezes mais frequente nas mulheres.

Quais as causas da enxaqueca?

As causas da enxaqueca estão relacionadas com uma combinação de processos cerebrais: excitação ou depressão das células cerebrais, dilatação das artérias, produção e libertação de substâncias químicas.

Pessoas com enxaqueca tendem a ser mais sensíveis a determinados estímulos, seja do ambiente ou do seu próprio organismo, que podem originar esses processos cerebrais. Por isso, acredita-se que a enxaqueca está associada a fatores genéticos.

Há pessoas que são capazes de identificar os fatores que desencadeiam as crises de enxaqueca, como consumo de queijo, chocolate, frutos do mar, vinho, molhos e outros alimentos e bebidas, sono irregular, estresse, menstruação, exercício físico, entre outros.

Indivíduos que estão muito habituados a tomar café, por exemplo, podem ter crises de enxaqueca quando deixam de tomar a bebida. Por outro lado, em alguns casos o café pode piorar a dor de cabeça.

Em algumas pessoas, a enxaqueca surge com mais frequência aos fins-de-semana. A origem da dor de cabeça nesses casos pode estar relacionada com mudanças nos horários do sono, falta do café-da-manhã, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, entre outras condições.

Quais os sintomas da enxaqueca?

A dor de cabeça da enxaqueca geralmente é pulsátil, piora com o esforço físico ou ao movimentar a cabeça e afeta apenas um lado da cabeça. Em geral, a dor vem acompanhada de náuseas, vômitos, intolerância à luz, barulhos e alguns cheiros.

As manifestações da enxaqueca são recorrentes, surgindo várias vezes durante a vida, porém com intervalos de tempo completamente livres de sintomas entre as crises.

Uma enxaqueca que ocorre diariamente provavelmente é causada pelo uso de analgésicos ou outro medicamento em excesso. O uso excessivo de medicações pode transformar uma enxaqueca numa dor de cabeça diária e crônica.

Conheça as diferenças entre dor de cabeça e enxaqueca em: Enxaqueca e Cefaleia

Uma crise de enxaqueca pode durar algumas horas ou permanecer por até 3 dias. A frequência das crises pode ser de duas por semana ou apenas algumas durante toda a vida.

Pessoas com enxaqueca com aura podem apresentar ainda sintomas neurológicos, como alterações visuais passageiras, como perda parcial da visão, visão turva, presença de pontos luminosos, figuras ou riscos brilhantes na visão.

Algumas enxaquecas com aura podem causar ainda formigamento ou dormência em um lado do rosto ou em uma das mãos, paralisias passageiras (geralmente em apenas um lado do corpo) e até mesmo dificuldade para falar.

Essas manifestações duram de 10 a 30 minutos e normalmente surgem antes da dor.

Qual é o tratamento para enxaqueca?

A enxaqueca não tem cura. O tratamento é feito com medicamentos e mudanças de comportamentos e tem o objetivo de diminuir a frequência, a duração e a intensidade das crises.

Durante uma crise aguda de enxaqueca, o tratamento consiste de repouso num ambiente tranquilo e escuro, aplicação de frio no local da dor e uso de medicamentos analgésicos, triptanos, anti-inflamatórios e para controle das náuseas e dos vômitos.

Para prevenir novas crises de enxaqueca, o primeiro passo é identificar e afastar os fatores que desencadeiam as dores de cabeça. Algumas pessoas podem precisar tomar medicamentos diariamente para reduzir a frequência, duração e intensidade das crises. Porém, não existem medicamentos específicos capazes de prevenir a enxaqueca.

Contudo, algumas medicações utilizadas para outros fins, como alguns antidepressivos e antiepilépticos, podem ser eficazes na prevenção de novas crises se enxaqueca.

Dor de cabeça forte pode ser AVC?

Quanto ao seu medo de que essa dor de cabeça possa ser uma veia entupida, o que poderia resultar em um "derrame" (acidente vascular cerebral - AVC), ele é comum, uma vez que a enxaqueca é muitas vezes confundida com um AVC.

Isso acontece principalmente em pessoas que têm enxaqueca com aura, um sintoma neurológico que caracteriza-se por alterações sensitivas e visuais.

O indivíduo pode sentir dormência em mãos, braços e até na língua, o que pode inclusive dificultar a fala. Todos esses sintomas somados à dor de cabeça leva a pessoa a pensar que está tendo um "derrame".

Dentre os sintomas mais comuns de um AVC estão:

  • Perda de força muscular;
  • Adormecimento ou paralisia da face ou de algum membro de um lado do corpo;
  • Alterações visuais (perda da visão, visão turva, dupla ou "com sombra");
  • Dificuldade para falar ou entender frases;
  • Falta de equilíbrio;
  • Tontura;
  • Falta de coordenação ao caminhar;
  • Queda súbita;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Dificuldade para engolir.

As dores de cabeça podem ter muitas causas, entre elas pressão alta. Por isso, o melhor a fazer é procurar um/a médico/a neurologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Dor nas costas do lado esquerdo, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A maior parte dos casos de dor nas costas, seja do lado esquerdo ou direito, é de origem muscular, normalmente causada por algum mau jeito, excesso de peso carregado ou erro de postura. A dor costuma ser mais frequente na região lombar (parte inferior das costas).

Algumas dores nas costas, entretanto, podem ser sintomas de problemas mais sérios, como inflamações dos nervos, doenças da pele como o herpes, ou até mesmo certos tipos de câncer, mas isso é muito mais raro.

A dor nas costas pode ter origem em músculos (tensão, contraturas, estiramentos), ossos (bico de papagaio), nervos, discos intervertebrais (hérnias de disco), ligamentos e articulações.

As alterações posturais da gravidez e o próprio envelhecimento natural da coluna também podem provocar dor nas costas.

Veja também: É normal ter dor nas costas no início da gravidez?

Outras causas comuns de dor nas costas: excesso de peso, traumatismos, estresse, ansiedade, depressão, fraturas, artrite, artrose, entre outras.

A dor nas costas pode ter início súbito, depois de um esforço por exemplo, ou ser crônica. No caso da dor na coluna lombar, pode haver irradiação da dor para os membros inferiores, se a origem do problema estiver relacionado com nervos ou raízes nervosas.

Leia também: O que pode causar dor nas costas?

Isso pode ocorrer, por exemplo, em casos de hérnia de disco. Os sintomas incluem dor na coluna lombar, que pode irradiar para o membro inferior, fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento nas costas ou em alguma porção do membro inferior. 

Dor na lombar pode ser cólica renal?

Do na lombar, no lado direito ou esquerdo, pode ser um sintoma de cólica renal. Entretanto, é importante diferenciar as características das dores de origem músculo- esquelética e nervosa da dor da cólica de rim.

A cólica renal não melhora com o repouso ou em alguma posição específica. Ela não passa e é muito intensa, independentemente da pessoa estar em movimento ou repouso ou da posição adotada.

Veja também: Dor nas costas pode ser pedras nos rins?

De qualquer forma, é necessária a avaliação médica por um clínico geral que, a partir dos sintomas relatados e do exame físico, poderá definir a origem exata e propor o tratamento mais adequado.

Pontadas na barriga, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Pontadas na barriga podem ser decorrentes de muitas causas diferentes, sejam doenças ou não. A região abdominal é a que possui mais órgãos em nosso corpo. A dor abdominal, que é chamada popularmente de dor na barriga, é muitas vezes um desafio para qualquer médico, dada a enorme quantidade de diagnósticos diferenciais possíveis.

Na maioria dos casos, a dor abdominal é benigna, ou seja, fisiológica ou que não é decorrente de doença grave (pode ser uma gastroenterite comum) e passa após algumas horas ou dias, não há motivo para preocupação.

Principais causas de dor na barriga
  • Gastrite e úlcera péptica;
  • Intoxicação alimentar ou gases;
  • Colecistite e pedras na vesícula;
  • Pancreatite aguda;
  • Hepatite aguda;
  • Litíase renal (pedra(s) nos rins);
  • Apendicite;
  • Diverticulite;
  • Infecção intestinal e diarreia;
  • Parasitoses intestinais;
  • Cólicas menstruais (dismenorreia).
Causas menos comuns da dor de barriga
  • Menstruação;
  • Tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos;
  • Obstrução ou constipação intestinal;
  • Infarto e isquemia intestinal.
  • Aneurisma de aorta abdominal;
  • Infecção urinária;
  • Hérnias;
  • Cetoacidose diabética;
  • Doença de Crohn e retocolite ulcerativa;
  • Doenças do ovário;
  • Endometriose;
  • Gravidez ectópica;
  • Mioma uterino;
  • Abscesso hepático;
  • Anemia falciforme;
  • Rins policísticos;
  • Peritonite (membrana que envolve os órgãos abdominais).
Causas de dor abdominal originadas fora do abdômen
  • Infarto do miocárdio;
  • Pneumonia;
  • Hérnia de hiato;
  • Derrame pleural.

A maior parte dos casos são cólicas intestinais associados à alimentação rica em gorduras ou a intoxicações alimentares. As dores de barriga leves, de curta duração ou que desaparecem após algumas horas são normalmente causadas por dilatações do intestino por gases. Ansiedade pode causar dor abdominal de curta duração, também por aumentar a quantidade de gases nos intestinos. Porém, quando há sinais de alerta associados (dor muito intensa, que dura muitos dias, que pode ser acompanhada de febre, vômitos, diarreia com sangue ou muco, entre outros sintomas), um médico deve ser consultado.

Todos os órgãos que se encontram dentro da cavidade abdominal e da cavidade pélvica podem causar dor abdominal, e algumas vezes, órgãos na cavidade torácica também podem causar dor abdominal. Os órgãos dentro do abdômen (abdome) são:

  • Fígado;
  • Vesícula biliar;
  • Vias biliares;
  • Pâncreas;
  • Baço;
  • Estômago;
  • Rins;
  • Supra renais;
  • Intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo);
  • Apêndice;
  • Intestino grosso;

Os órgãos dentro da pelve são:

  • Ovários;
  • Trompas;
  • Útero;
  • Bexiga;
  • Próstata;
  • Reto e sigmoide (porção final do intestino grosso).

Devido à inervação característica destes órgãos, o cérebro tem certa dificuldade em localizar o ponto exato da dor, que geralmente é difusa (toda a barriga) ou próximo do centro do abdome. As exceções costumam ser os rins, vesícula biliar, ovário ou apêndice (dor mais lateralizada). Portanto, a localização e o tipo da dor ("pontada") ajudam, mas não costuma ser suficientes para determinação do diagnóstico. Também é importante avaliar outras características da dor, como tempo de duração (há horas? dias?), periodicidade (ela é intermitente ou contínua? se intermitente, vem de quanto em quanto tempo?), intensidade (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior), outros sintomas associados (como vômitos, diarreia, febre ou icterícia), fatores agravantes ou desencadeadores, região para onde a dor irradia (é restrita a um ponto/local ou espalha para outras regiões?), se é uma dor comum que já teve antes diversas vezes ou não, se tem algum horário ou dia do mês que ocorre com mais frequência, se está piorando ao longo do tempo ou apresentando novos sintomas, se tem casos semelhantes na família, se piora ou melhora com a alimentação, etc. É fundamental também saber qual a sua idade e antecedentes pessoais.

Diante do grande número de possíveis causas para dor abdominal, um médico deve ser consultado para avaliação com história completa, exame físico e eventualmente exames complementares, determinação do diagnóstico correto, avaliação e tratamento, caso a caso.

Hemoglobina baixa, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos) e os valores baixos de hemoglobina é que caracterizam a anemia, que pode ser causada por vários distúrbios que provoquem uma redução da sua produção na medula, um aumento da velocidade da sua destruição ou uma perda de sangue.

hemoglobina um pouco abaixo do normal pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal. 

A hemoglobina baixa causa:

  • Palidez cutânea;
  • Descoramento das mucosas;
  • Redução dos níveis de oxigênio nos órgãos do corpo, levando ao cansaço fácil e falta de ar na realização de atividades físicas e até mesmo nas rotinas do dia-a-dia.

Doenças que levam à redução da produção da hemoglobina:  

  • Deficiência de ferro ou vitaminas;
  • Cirrose;
  • Leucemia;
  • Linfomas;
  • Anemia aplástica;
  • Hipotiroidismo;
  • Insuficiência renal;
  • Medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

​Doenças que levam a um aumento na velocidade da destruição da hemácias:

  • Anemia falciforme;
  • Talassemia;
  • Distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia);
  • Porfiria;
  • Vasculites.

Veja também: Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

 Distúrbios que levam à perda de sangue:

  • Distúrbios de coagulação;
  • Sangramentos no aparelho digestivo;
  • Distúrbios menstruais que causam sangramento exagerado.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e todos os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

Também pode ser do seu interesse: 

Minha hemoglobina está baixa: o que fazer?

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

O médico hematologista é o especialista indicado para avaliar as causas de anemia.

O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Dor na virilha esquerda ou direita pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e nos homens incluem: prática de exercícios ou esportes de alto impacto, como atletismo, hóquei, tênis e futebol, em que a dor ocorre por distensão muscular; osteoartrite (artrose) ou bursite do quadril; apendicite; litíase renal (pedras nos rins); linfonodos aumentados (ínguas); diferença no comprimento dos membros; infecção de urina; hérnia inguinal e inflamação nos intestinos.

Algumas causas específicas de dor na virilha no homem são a prostatite (inflamação da próstata) e a presença de inflamação ou tumor no testículo. Nas mulheres, gravidez (especialmente nos meses finais), gravidez ectópica, mioma, cisto no ovário e infecções ginecológicas também podem causar dor na virilha.

A virilha é a região localizada na dobra entre a coxa e o abdômen. A virilha não abrange apenas a parte interna da coxa, mas também a região inguinal, boa parte da coxa e a articulação do quadril. Por se tratar de uma região com muitas estruturas importantes, a dor na virilha pode ter diversas causas.

Por isso, para auxiliar o diagnóstico, é importante descrever detalhadamente como e quando ocorre a dor e onde exatamente dói.

Dor na virilha pode estar relacionada com o quadril?

Se a dor na virilha estiver localizada ou irradiar para a parte externa da coxa, pode estar relacionada com a articulação do quadril, formada pelo fêmur e o osso da bacia. Nesses casos, a dor piora ao realizar movimentos de rotação ou flexão da coxa, como por exemplo, entrar ou sair do carro, fletir a perna para colocar uma meia ou calçar um sapato ou ainda sentar-se num assento baixo.

Uma possível causa para a dor na virilha nesses casos é a artrose da articulação do quadril. Trata-se de um desgaste da cartilagem articular, que afeta sobretudo pessoas idosas. Quando ocorre em indivíduos mais jovens, geralmente está associada ao excesso de atividade física.

À medida que o problema evolui, aumenta a dificuldade em realizar determinados movimentos, que causa dor principalmente ao girar a perna ou flexionar a coxa. A pessoa pode chegar a mancar e ter membros inferiores com tamanhos diferentes.

Dor na virilha pode ser distensão muscular?

Quando a dor na virilha ocorre depois de praticar esportes ou a pessoa sente uma fisgada, pode estar relacionada com uma lesão muscular, provavelmente uma distensão. Esse tipo de dor na virilha costuma ser facilmente identificada, pois a pessoa normalmente lembra-se bem do momento da lesão.

A dor na virilha nesses casos é bem localizada, situando-se na região da lesão muscular. A dor normalmente piora com o estiramento da musculatura que está lesionada, como ao abrir as pernas, por exemplo.

Dor na virilha pode ser hérnia?

Se a dor na virilha piora ao fazer força, como tossir, evacuar ou levantar peso e se a pessoa notar alguma saliência na região inguinal, próxima à virilha, pode ser uma hérnia inguinal. Nesses casos, a saliência na virilha surge com o esforço e desaparece com o repouso.

Dor na virilha pode ser pedra nos rins?

Sim. A dor que caracteriza a presença de pedras nos rins (cálculos renais), em geral, localiza-se na região inferior e lateral das costas, ou seja, na região dos rins. Porém, à medida que a pedra se desloca pelo trato urinário, pode causar dor em diferentes partes do corpo. Quando chega à bexiga, pode provocar dor na virilha. Nos homens, a dor também pode atingir os testículos e, nas mulheres, a vagina.

Outros sinais e sintomas que costumam estar presentes em caso de pedra nos rins incluem fortes cólicas renais, presença de sangue na urina, náuseas e vômitos.

Dor na virilha pode ser alguma infecção?

Se houver alguma infecção nos membros inferiores, genitais ou órgãos da bacia, pode ocorrer um aumento dos gânglios linfáticos da virilha. Nesses casos, surgem nódulos ou caroços dolorosos na virilha (“ínguas”).

Quando a infecção está localizada em apenas uma das pernas, os caroços surgem na virilha correspondente ao lado acometido. Se a infecção estiver localizada em algum órgão da bacia, os gânglios podem estar aumentados no lado direito e esquerdo da virilha.

Qual o tratamento para dor na virilha?

Quando a dor na virilha é provocada por distensões musculares, artrose, bursite e gestação, muitas vezes o tratamento é baseado no uso de analgésicos potentes e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura. É importante que esses medicamentos sejam prescritos por um médico.

No caso de apendicite, hérnia inguinal e inflamação nos intestinos, é necessário avaliação de urgência, pois pode ser necessário realizar uma cirurgia.

Se a dor na virilha for provocada por prostatite, infecção de urina ou ínguas, o tratamento pode ser feito com medicamentos antibióticos.

Nos casos de tumor no testículo e pedras nos rins, é necessária a avaliação de um médico urologista.

Se a dor na virilha tiver origem na diferença de comprimento dos membros, deve ser procurado um médico ortopedista.

Portanto, o tratamento depende da causa da dor na virilha e, para um correto diagnóstico, deve ser procurado um clínico geral ou médico de família, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses), ou um pronto atendimento, se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre e alteração do hábito intestinal ou urinário.

Dor nos olhos, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor nos olhos pode ser uma sintoma decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

Traumas diretos nos olhos

Quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases podem causar dor nos olhos devido à úlcera ou abrasão de córnea no processo.

Corpos estranhos

Fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor nos olhos intensa associada.

Inflamações e infecções

Geralmente vêm acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor nos olhos. Exemplos: uveítes (inflamação intraocular), esclerites (inflamação da esclera) e ceratoconjuntivite (inflamação da córnea).

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras)

Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e ou secura ocular.

A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar apenas na fase adulta.

Hordéolo

Conhecido popularmente como terçol ou terçolho, é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças.

Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana.

Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina.

Aumento da pressão intra ocular

Pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça. No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaleia usual, e não melhora com analgésicos comuns.

O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira.

Defeitos ópticos

Alguns casos de defeitos de refração, como ocorre na hipermetropia, miopia ou no astigmatismo podem levar a dor ocular.

Cefaleia retro-ocular ("dor atrás dos olhos")

Comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaleia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos.

A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária ou secundária, como é a dor de cabeça decorrente de um quadro de sinusite.

A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas). Mais raramente pode ser uma cefaleia secundária a aneurisma cerebral, tumor cerebral. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

O que fazer em caso de dor nos olhos?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas, como trabalhos de soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, que exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade.

Em casos de blefarite, a limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, devendo atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos.

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico, de preferência um oftalmologista, deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, se for o caso.

Bolhas no corpo: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolhas no corpo podem ser sinal de diversas doenças, como catapora (varicela), epidermólise bolhosa, pênfigo, entre outras. Algumas das principais causas de bolhas no corpo, bem como os seus sintomas e tratamentos, estão descritas abaixo.

Epidermólise bolhosa

Doença genética que pode acometer pessoas de qualquer idade. Não é contagiosa. As áreas do corpo mais afetadas são as regiões de dobras, extremidades, mucosas da boca e dos olhos.

Caracteriza-se pela fragilidade da pele e das mucosas devido à falta de aderência entre as camadas da pele. Assim, sob qualquer atrito ou pressão, as camadas da pele se separam e formam bolhas com muita facilidade.

Existem 3 tipos de epidermólise bolhosa:

  • Simples: apesar das bolhas serem muito dolorosas, a cicatrização não provoca grandes danos permanentes;
  • Distrófica: as bolhas surgem espalhadas pelo corpo, são constantes e deixam cicatrizes;
  • Juncional: é a forma mais grave, pois atinge esôfago, estômago e intestino, provocando lesões internas que impedem o paciente de engolir ou digerir os alimentos.

A prevenção é o melhor tratamento para epidermólise bolhosa, ou seja, o paciente deve evitar machucados e traumatismos na pele. Casos com infecção são tratados com antibióticos.

Saiba mais em: O que é epidermólise bolhosa? Quais os sintomas e tratamento?

Catapora (varicela)

Causada pelo vírus varicela-zóster, a doença é altamente contagiosa e está entre as mais comuns da infância, embora não seja considerada grave.

Os sinais e sintomas da catapora incluem febre alta, mal-estar, falta de apetite, cansaço e manchas vermelhas que coçam muito e depois se transformam em bolhas cheias de líquido.

As bolhas então se estouram e formam uma pequena ferida, que cria uma casquinha e sara espontaneamente. Em geral, todo o processo da doença dura entre uma e duas semanas.

Veja também: Quais são os sintomas da catapora?

Uma vez exposta à catapora, a pessoa fica imune até o fim da vida. Mais de 90% dos adultos estão imunes à catapora porque já a contraíram em alguma fase da vida.

A transmissão da catapora ocorre através do contato direto com saliva ou secreções respiratórias de alguém infectado, ou pelo contato com o líquido que fica dentro das vesículas (pequenas bolhas).

Mesmo após o fim da doença, o vírus da catapora fica "adormecido" no organismo, em gânglios nervosos perto da coluna vertebral. Se o vírus for reativado, pode causar uma outra doença chamada Herpes zoster, que caracteriza-se pela formação de pequenas bolhas agrupadas sobre uma base avermelhada que provocam dor, queimação e aumento da sensibilidade local.

Pênfigo

Doença relativamente rara, que caracteriza-se pela formação de bolhas na pele, podendo também atingir as mucosas (boca, garganta, olhos, nariz e região genital).

Os pênfigos são doenças autoimunes, ou seja, são causadas pelo ataque do próprio sistema imunológico do paciente, portanto não são contagiosas.

Os anticorpos atacam estruturas da pele responsáveis pela união entre as células. Sem esse "cimento" que une as células, elas se separam e com a separação ocorre passagem de líquido e formação de bolhas.

As bolhas se rompem após horas ou dias, deixando feridas na pele e nas mucosas que demoram muito para fechar e, às vezes, nem fecham.

São 2 os principais tipos de pênfigos:

  • Pênfigo vulgar: as bolhas geralmente começam nas mucosas, sobretudo na boca, podendo também surgir dentro do nariz e na região genital, passando depois para o couro cabeludo, costas, peito e depois para o corpo todo;
  • Pênfigo foliáceo: Também chamado de “fogo selvagem”, este tipo de pênfigo não forma bolhas nas mucosas, somente na pele.

Leia também: O que é pênfigo?

O tratamento do pênfigo é feito com corticosteroides orais e, em alguns casos, acrescenta-se medicamentos imunossupressores.

Penfigoides

É um outro grupo de doenças autoimunes que provocam a formação de bolhas no corpo e nas mucosas. O principal deles é o penfigoide bolhoso, que acomete sobretudo idosos e caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas grandes e firmes que demoram vários dias para romper.

Dermatite herpetiforme

Doença autoimune, portanto não contagiosa, que provoca a formação de grupos de pequenas bolhas persistentes que causam muita coceira. Em geral, a maioria das bolhas se concentra nos cotovelos, joelhos, nádegas, coluna lombar e atrás da cabeça, podendo também surgir na face e no pescoço.

Normalmente, a doença é ativada pela ingestão de glúten, uma proteína presente em cereais e na aveia. Por isso, quase todos os pacientes apresentam também intolerância ao glúten (doença celíaca).

O tratamento consiste basicamente numa dieta sem glúten, com uso de medicamentos específicos para aliviar os sintomas, caso eles surjam.

Essas são apenas algumas das doenças que podem causar bolhas no corpo, por isso é fundamental consultar o/a médico/a dermatologista assim que se verifique os primeiros sintomas, para um diagnóstico e tratamento adequados.

Também pode lhe interessar:

Bolha na gengiva: o que pode ser e o que fazer?

Bolhas na garganta: o que pode ser?

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

Candidíase O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Soltar gases pela vagina é normal? O que pode ser?

Minha vagina fica inchada e dolorida após a relação...

Estou com caroços dentro da vagina em um dos lados...

Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.