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Sintomas

Tonturas, náuseas, dores de cabeça, sonolência e fraqueza podem ser labirintite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tonturas, náuseas, dores de cabeça, sonolência e fraqueza não são propriamente sintomas de labirintite, uma vez que alguns deles não são característicos dessa patologia. Os sintomas clássicos da labirintite podem ser:

  • Tonturas (sensação de perda de equilíbrio e queda, como se a pessoa deixasse de sentir o chão);
  • Vertigens (sensação de que tudo ao redor está girando ou inclinando);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Perda de equilíbrio;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Perda de audição.

A labirintite normalmente ocorre em crises pontuais transitórias e que podem ser recorrentes. As crises podem durar apenas alguns minutos ou virem em episódios frequentes.

Veja também: O que é Labirintite e quais seus sintomas?

No entanto, tanto os sintomas da labirintite como aqueles citados no início do texto podem ser indicadores de outras doenças mais graves, como anemia, tumores, acidente vascular cerebral ("derrame"), entre outras.

Qualquer pessoa que esteja sentindo tonturas e vertigens deve procurar um/a médico/a o mais rápido possível, pois, como já foi visto, pode ser sinal de doenças graves.

Saiba mais em: Sinto uma tontura constante. O que pode ser?

Aqui no site não fazemos diagnósticos. Por isso, se está com tonturas, náuseas, dores de cabeça, sonolência e fraqueza, deve visitar um/a clínico/a geral ou médico/a de família para que seja feito um diagnóstico adequado.

Leia também: Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Estou com caroços dentro da vagina, em um dos lados. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço dentro da vagina ou nos grandes lábios pode ter como causa bartolinite, foliculite, hematoma, linfogranuloma venéreo, cisto sebáceo e outro tipos de cistos, lipoma, entre outras causas.

Com as características apresentadas (caroço pequeno, vermelho, com ponta branca e que não possui pus), pode tratar-se de uma inflamação no pelo da região, situação conhecida como foliculite.

O que é foliculite?

A foliculite é uma inflamação na raiz do pelo, causada por fungos, vírus ou bactérias. Porém, há casos em que não há uma infecção propriamente dita, mas uma inflamação, em que o próprio pelo provoca a resposta inflamatória.

A profundidade da foliculite pode variar. Costuma ser superficial, provocando apenas lesões pequenas na pele. Porém, há casos em que a foliculite é profunda. Nesse caso, o problema é mais grave, pois afeta camadas mais profundas da pele, normalmente com formação de furúnculos.

Quais são os sintomas da foliculite?

Os sinais e sintomas da foliculite incluem manchas pequenas ou pequenos caroços na pele, nesse caso, na vagina. O pus pode ou não estar presente. Pode haver ainda formação de crostas, dor, coceira e desconforto. 

O que fazer em caso de caroço na vagina?

Nesse caso, se for uma foliculite, não é indicado apertar, espremer ou estourar. Deve-se fazer a higiene local no momento do banho com água e sabão, sem a necessidade de usar nenhum outro produto de limpeza específico.

Caso a inflamação infeccione e transforme em abscesso com dor local, presença de pus, vermelhidão e inchaço, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com uso de antibiótico.

Veja também: Existe algum tratamento para foliculite?

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para o diagnóstico e tratamento adequado.

Sinto uma pulsação na minha barriga, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma pulsação na barriga pode ser apenas os batimentos cardíacos sentidos através da artéria aorta, mas também pode indicar um aneurisma nessa mesma artéria. Gravidez não provoca pulsação na barriga e, mesmo que a mulher esteja grávida, não é possível sentir o coração do bebê bater.

A artéria aorta é o principal vaso sanguíneo que sai do coração e atravessa o tórax e o abdômen (barriga). A porção abdominal da aorta é volumosa e pode ser facilmente sentida em pessoas magras. Daí a sensação de "pulsação na barriga".

Porém, existe um problema relacionado às artérias chamado aneurisma, em que o vaso sanguíneo fica dilatado e pode se romper, causando uma hemorragia interna que pode levar à morte.

Normalmente o aneurisma da aorta não causa sintomas, mas, quando estes aparecem, o paciente geralmente sente pulsação na barriga e dor na barriga ou nas costas. É importante lembrar que cerca de 75% dos casos de aneurisma da aorta ocorrem na porção abdominal.

Essa dilatação geralmente ocorre numa área mais frágil da parede da artéria, enfraquecida principalmente pela arterosclerose, o que faz com que a pressão sanguínea no interior da artéria provoque a protusão.

O aneurisma da aorta pode se romper a qualquer momento e quase sempre evolui para a ruptura, daí a importância de um diagnóstico precoce. Uma vez detectado, o tratamento do aneurisma é cirúrgico.

Em caso de sensação de pulsação na barriga, o mais indicado é procurar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que o abdômen seja devidamente examinado e as causas sejam identificadas.

Olhos inchados: quais as causas e tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os olhos (na verdade, geralmente as pálpebras) podem ficar inchados por diversos motivos, quando estão inflamadas, quando a inflamação ocorre no(s) olho(s), ou quando há um excesso de fluidos (edemas) nos tecidos conjuntivos em torno dos olhos. Este inchaço pode ser doloroso ou não e afetar os olhos, as pálpebras superiores e as inferiores. A inflamação pode ser devida a:

  • Infecções: como por exemplo conjuntivites - a conjuntivite é uma inflamação da mucosa clara da superfície do olho, a conjuntiva (saiba mais em: Quais são os sintomas da conjuntivite?). Podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos (mais raramente) ou serem alérgicas (vide abaixo, "alergias"). Resultam em inchaço das pálpebras, dentre outros sintomas, como olhos lacrimejantes, vermelhos e coceira. Já no hordéolo, popularmente conhecido como "terçol", ocorre uma infecção bacteriana seguida de inflamação nos folículos ciliares (hordéolo externo) ou glândulas de Zeiss (hordéolo interno). O inchaço na pálpebra é um frequente quando essas glândulas ficam bloqueadas. Um terçol pode deixar toda a pálpebra inchada, tornando-a sensível ao toque também.
  • Blefarite: é uma inflamação, infecciosa ou não, das pálpebras, geralmente causada pela produção excessiva de uma camada lipídica gerada por uma glândula encontrada na pálpebra. A blefarite é caracterizada por pálpebras inchadas e dolorosas e podem ser acompanhadas por caspa, mudanças na pele da pálpebra e perda dos cílios. Geralmente é uma condição crônica, ou seja, é possível controlar os sintomas com o tratamento adequado e práticas de higiene rígidas, mas ela nunca é curada totalmente;
  • Lesões oculares: qualquer trauma na área dos olhos, incluindo uma contusão na pálpebra ou um trauma causado por uma cirurgia plástica (blefaroplastia) pode provocar inflamação e inchaço nos olhos;
  • Corpos estranhos / produtos irritantes: Também podem causar irritação nos olhos, com inchaço local. Incluem solventes de limpeza doméstica, produtos de higiene pessoal (maquiagem, hidratantes, shampoo e sabonete), cloro da piscina, serragem, fagulhas, pequenos insetos, etc;
  • Uso de lentes de contato: uso inadequados de lentes de contato - lentes mal higienizadas, nadar com lentes de contato ou guardar a lente num estojo sujo - podem causar uma infecção nos olhos e inchaço nas pálpebras. Usar lentes de contato vencidas, danificadas ou dormir e esquecer de retirar as lentes também pode irritar os olhos e causar o inchaço;
  • Alergias: ocorrem quando o sistema imunológico reage exageradamente a uma substância estranha, chamada de alérgeno, liberando produtos químicos (o mais comum, a histamina). Trata-se de uma tentativa 'exagerada' do organismo se defender de uma substância à qual se sensibilizou, mesmo que esta seja inócua. Os vasos sanguíneos se dilatam sob efeito da histamina, provocando vermelhidão e edema (inchaço). Pólen, poeira, pelos de animais, alguns colírios e soluções para lentes de contato são alguns dos alérgenos oculares mais comuns (leia também: O que fazer em caso de reação alérgica?);
  • Insuficiência renal: neste caso, ocorre retenção de líquidos devido à perda de função dos rins, que não conseguem eliminar o líquido do corpo com a mesma eficiência. O inchaço nas pálpebras pode expandir-se para todo o rosto e é mais evidente de manhã, logo ao acordar.
  • Problemas de saúde mais graves: celulite orbitária, doença de Graves, insuficiência renal ou herpes ocular.
    • Celulite orbitária: infecção bacteriana rara e grave dos tecidos ao redor do olho, resultando em inchaço doloroso da pálpebra superior e inferior, e, eventualmente, da sobrancelha e da bochecha. Os sintomas podem ainda incluir olhos saltados, redução da visão, febre e dor, quando a pessoa move os olhos. A celulite orbitária é uma emergência médica e necessita ser tratada rapidamente para evitar a lesão do nervo óptico e a perda permanente da visão, além de outras complicações graves. Se a infecção estiver limitada ao tecido mole das pálpebras, ela é menos grave do que a celulite orbital e pode muitas vezes ser tratada com medicamentos tópicos, sem necessidade de hospitalização.
    • Doença de Graves: distúrbio ocular causado por uma tireoide hiperativa (hipertireoidismo), muitas vezes associado a inchaço, pálpebras inchadas, exoftalmia (olhos saltados), visão dupla e pálpebras caídas (ptose).
    • Herpes ocular: transmitida pelo vírus herpes simples comum, a herpes ocular é por vezes apelidada de "afta do olho" e causa inflamação (e às vezes cicatrizes) na córnea. Os sintomas podem ser parecidos com os da conjuntivite, embora possam aparecer feridas dolorosas na pálpebra, visão embaçada devido à opacidade da córnea e inchaço nos olhos, que obstruem a visão. Pode ir desde uma infecção ligeira a uma forma mais grave que pode levar ao transplante da córnea ou ainda em perda de visão (saiba mais em: Como identificar e tratar herpes ocular?).

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Tratamento de Olhos inchados

O tratamento das pálpebras inchadas depende da sua causa. Se os olhos estão inchados devido a alergias, colírios anti-histamínicos ou medicamentos de alergia oral, o uso de lubrificantes pode ajudar a aliviar os sintomas. O oftalmologista poderá também prescrever colírios esteroides suaves para reações alérgicas mais graves. Outras causas, como infecções, conjuntivite ou herpes ocular respondem bem a antibióticos, colírios antivirais e a pomadas oculares anti-inflamatórios, dependendo da doença. Crises mais leves de inchaço podem ser tratadas em casa.

Em primeiro lugar, a pessoa deve evitar esfregar os olhos para não agravar ainda mais a sua condição. Além disso, o uso de lentes de contato deve ser suspenso até que o inchaço passe.

A aplicação de uma compressa fria pode reduzir o inchaço das pálpebras, assim como compressas de água fria nas pálpebras fechadas. Porém, se os sintomas persistirem ou piorarem, ou se o indivíduo sentir qualquer dor no olho, deve consultar o oftalmologista imediatamente.

Em caso de olhos inchados, um médico (preferencialmente um oftalmologista) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, qual o seu diagnóstico correto, orientá-lo e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Quanto tempo o antibiótico demora para fazer efeito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, o antibiótico demora algumas horas para começar a fazer efeito, dependendo do medicamento e da infecção. No caso da benzetacil, o seu efeito máximo ocorre entre 12 e 24 horas após ser administrada. Na maioria das infecções causadas por bactérias, os efeitos dos antibióticos começam a ser sentidos depois dos primeiros 2 dias de tratamento.

Se o antibiótico não está fazendo efeito, pode ser por alguma das seguintes razões:

  • A doença não é aquela que se pensou e o paciente pode estar tomando o antibiótico errado;
  • A dose do antibiótico é insuficiente (baixa);
  • Não estão sendo obedecidos os horários de tomar o medicamento;
  • Pode haver perda de medicamento por vômito;
  • O paciente está tomando outros medicamentos ou ingerindo alimentos que interferem no efeito do antibiótico;
  • Resistência bacteriana.

O que é antibiótico?

Os antibióticos são medicamentos capazes de inibir a multiplicação de bactérias ou destruir esses micro-organismos.

Os antibióticos não são todos iguais, já que existem centenas de tipos. Contudo, eles são classificados em 8 grandes grupos conforme a base da sua composição.

Esses grupos de antibióticos atuam sobre bactérias diferentes, daí ser fundamental que o antibiótico seja prescrito para o tipo de bactéria que é capaz de combater. Caso contrário, o medicamento não faz efeito.

Para que serve o antibiótico?

Os antibióticos são indicados em casos de infecções causadas por bactérias. Em alguns casos, o medicamento é usado para prevenir infecções bacterianas, como em pós-operatórios, por exemplo.

Vale lembrar que os antibióticos não servem para tratar doenças causadas por vírus, como gripes, Dengue, amigdalites virais, entre outras.

O uso incorreto do antibiótico, como no caso do antibiótico não ser adequado para aquela infecção bacteriana específica, não elimina as bactérias infecciosas e pode fazer com que as bactérias desenvolvam resistência a antibióticos.

Para evitar a resistência das bactérias ao antibióticos, é fundamental seguir o tratamento até ao fim, no tempo e nas doses prescritas pelo médico, mesmo que os sintomas tenham aliviado ou desaparecido.

Se já está tomando o antibiótico há pelo menos dois dias e ainda não notou melhora dos sintomas, fale com o seu/sua médico/a. Todo antibiótico deve ser utilizado pelo tempo completo prescrito pelo/a profissional para que o tratamento seja efetivo e não permita o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Caroço na cabeça: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço (nódulo) na cabeça, mais especificamente no couro cabeludo, pode ser sinal de dermatite seborreica, cisto sebáceo ou hematomas. 

A dermatite seborreica é uma das principais causas de caroços doloridos na cabeça. Trata-se de uma doença de pele que afeta sobretudo o couro cabeludo em qualquer idade, inclusive recém-nascidos/as.

Alguns sinais e sintomas de dermatite seborreica:

  • Presença de pedaços de crosta grossa que formam o nódulo;
  • Dor ao tocar o caroço na cabeça;
  • Área circundante ao caroço coça, é macia e dolorosa ao toque;
  • Pode ou não haver presença de caspa que sai em pedaços no couro cabeludo.

O tratamento da dermatite seborreica é variado e pode incluir:

  • Lavagens mais frequentes da cabeça;
  • Evitar o uso de pomadas, sprays e géis para o cabelo, bem como chapéus ou bonés;
  • Uso de shampoos com ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e antifúngicos;
  • Aplicação de cremes/pomadas que contenham antifúngicos, corticosteroide.

Outra causa comum de caroço na cabeça é o cisto sebáceo, que ocorre quando o folículo piloso fica obstruído com sujeira, poeira, oleosidade natural da pele ou restos celulares.

O cisto sebáceo fica então inchado, formando um nódulo ou "caroço" cheio de pus e que muitas vezes provoca mau cheiro. Neste caso, a pessoa pode sentir dor ao lavar ou pentear o cabelo.

O tratamento mais indicado para cisto sebáceo é a remoção cirúrgica completa do mesmo e da sua cápsula. 

Os hematomas na cabeça são também percebidos como caroço. Eles são causados após a colisão da cabeça com algum objeto, parede, chão ou a cabeça de outra pessoa. Essa situação é transitória e o caroço fica presente até ocorrer a completa absorção pela pele local.

A presença de caroço na cabeça, seja no couro cabeludo, atrás da orelha ou em qualquer outra região da cabeça ou do corpo, deve ser avaliada pelo/a médico/a dermatologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

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Quais os sintomas de vermes no corpo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de vermes no corpo do ser humano variam de acordo com a verminose, sendo que o sinal mais evidente é a presença do verme nas fezes. Outros sintomas comuns são:

  • Diarreia;
  • Febre;
  • Presença de sangue, gordura ou muco nas fezes;
  • Anemia;
  • Dor abdominal;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fraqueza;
  • Perda de peso;
  • Perda ou aumento do apetite.

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Além desses sintomas, existem determinados tipos de vermes que manifestam sintomas mais específicos, como:

  • Esquistossomo (barriga d'agua): Diarreia e/ou constipação intestinal, pode haver aumento do fígado e baço, cirrose, hemorragias;
  • Ancilóstomo (amarelão): Pele amarelada, pode causar complicações cardíacas e pulmonares, além de afetar o desenvolvimento da criança;
  • Filária (elefantíase): Inflamação nos vasos linfáticos, dor muscular, intolerância à luz, inchaço do saco escrotal, virilha, vulva, mamas, pernas e braços, manchas na pele, presença de gordura ou sangue na urina, pele grossa e áspera;
  • Larva migrans (bicho geográfico): Prurido (coceira), linhas avermelhadas na pele que assemelham-se com mapas;
  • Oxiúrus: Prurido anal, corrimento e sono agitado. Os vermes, que têm em média entre 1 e 2 cm, também são visíveis nas fezes.

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O que fazer no caso de verme nas fezes?

O tratamento das verminoses é feito com medicamentos vermífugos.

Estou sentindo meus seios inchados e doloridos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Seios inchados e doloridos podem ser causados por diversas situações, sendo as mais frequentes: período pré-menstrual (TPM), alterações hormonais, amamentação, uso de anticoncepcional e gravidez. Contudo, o inchaço e a dor nas mamas podem ter causas mais graves, como tumores.

A principal causa de inchaço e dor nos seios quando a mulher não está grávida são as alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual. Esses sintomas tendem a intensificar nos dias antes de menstruar, na fase pré-menstrual.

Os próprios anticoncepcionais hormonais também podem deixar os seios inchados, sendo outra causa comum de inchaço nas mamas.

Se os seios estiverem inchados e doloridos e a menstruação estiver atrasada, pode ser um sinal de gravidez. Nesses casos, outros sintomas que podem estar presentes incluem cansaço, tontura, sonolência e inchaço abdominal.

Na TPM (tensão pré-menstrual) e nos casos de alterações hormonais, os seios podem ficar inchados e doloridos devido à retenção de líquidos causada pelas variações hormonais nas diferentes fases do ciclo menstrual.

Durante a amamentação, os seios também podem ficar inchados e doloridos. Nesses casos, a dor costuma ocorrer em uma das mamas e há vermelhidão no local.

A mulher com inchaço e dor nos seios pode observar as características do inchaço e dessa dor como, por exemplo, se ocorrem em ambos os seios ou apenas em um, se atingem a região da axila, se há presença de algum nódulo ("caroço"), se os sintomas são mais presentes em algum momento do ciclo menstrual, etc.

Procure o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para uma avaliação completa e detecção da causa do inchaço e dor nos seios.

Estou com um caroço nos grandes lábios da vagina: o que pode ser e qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço nos grandes lábios da vagina pode ser característico de vários acometimentos como:

  • Bartolinite;
  • Foliculite;
  • Hematoma;
  • Linfogranuloma venéreo;
  • Cisto sebáceo e outro tipos de cistos;
  • Lipoma, etc.

A causa mais comum de caroço na região da entrada da vagina é a inflamação da glândula de Bartholin. A bartolinite geralmente ocorre em apenas um lado dos grandes lábios e a mulher não apresenta dor nem nenhum outro sintoma além do caroço. Caroço de grande tamanho pode gerar desconforto para andar, sentar ou durante a relação sexual. Em mulheres com menos de 40 anos essa inflamação resolve sozinha, sem necessitar de drenagem ou biópsia.

Caso a inflamação infeccione e transforme em abscesso com dor local, presença de pus, vermelhidão e inchaço, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com uso de antibiótico.  

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para o diagnóstico e tratamento adequado.

Corrimento rosado, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento rosado pode ser o sinal inicial de uma gravidez ou um corrimento habitual do ciclo menstrual. Já um corrimento rosado com mau cheiro pode indicar uma infecção vaginal.

No caso de gravidez, quando ocorre a fecundação do óvulo, a mulher pode observar a presença de um leve corrimento rosa, que é um corrimento vaginal normal apresentado pela mulher.

A cor rosada do corrimento é devida aos vestígios de sangue, que são o resultado da entrada do espermatozoide no óvulo e do deslocamento do mesmo até o útero.

Esse corrimento pode aparecer poucos minutos depois da relação ou até 3 dias depois, uma vez que esse é o tempo que o espermatozoide permanece vivo dentro do organismo feminino.

A ocorrência de corrimento vaginal rosado também pode ser observada após as relações sexuais. Isso pode acontecer se houver ruptura de vasos sanguíneos na vagina. Se não houver outros sinais e sintomas associados, é provável que não seja nada de grave.

Corrimento rosado antes da menstruação

Quando o corrimento rosado aparece antes ou no dia previsto da menstruação, pode ser sinal de gravidez. Noutros casos, pode ser apenas um resultado das alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual (sangramento de escape).

Uma vez que o corrimento vaginal rosado pode ser um possível sinal de que a mulher está grávida, o mais indicado é esperar pela menstruação. Se o período atrasar 7 dias, faça um teste de gravidez.

Corrimento rosado depois da menstruação

Após a menstruação, algumas mulheres podem apresentar corrimento rosado. Nesses casos, a cor rosa do corrimento é devida à presença de restos de sangue que ficaram no útero e estão sendo expelidos. Porém, também pode ser um sinal de gravidez.

Corrimento rosado na gravidez

Durante a gravidez, a presença de secreção vaginal rosa pode ocorrer durante ou após esforços físicos ou relações sexuais. Em outros casos, o corrimento rosado na gestação pode indicar aborto.

No início da gravidez, a causa do corrimento rosado normalmente é o sangramento decorrente da fecundação do óvulo pelo espermatozoide e da implantação do óvulo no útero. Esse corrimento é normal e não é sinal de complicações.

No 1º trimestre de gravidez, o útero fica muito sensível e está com um aumento considerável de fluxo sanguíneo. Por isso, alguns estímulos podem causar pequenas rupturas no útero, com rompimento de vasos sanguíneos, como esforço físico ou relação sexual, por exemplo. Nessas situações, também pode surgir um corrimento rosado durante ou depois da atividade.

No caso das relações sexuais, por exemplo, o corrimento rosado também pode ser provocado pela ruptura de vasos sanguíneos da vagina, que fica mais irrigada de sangue na gravidez e com um número maior de vasos sanguíneos.

Esses corrimentos rosados que surgem na gravidez são considerados normais e normalmente não indicam nada mais grave.

Mesmo assim, é importante estar atenta à cor do corrimento. Se a secreção apresentar uma coloração vermelho vivo, pode ser sinal de placenta prévia, descolamento de placenta, gravidez ectópica (gravidez fora do útero) ou aborto. Nessas situações, a gestante também costuma ter cólicas.

Corrimento rosado tomando anticoncepcional

Um corrimento rosado ou levemente amarronzado pode surgir durante o ciclo menstrual naquelas mulheres que apresentam escapes decorrentes do uso de algum tipo de anticoncepcional.

Os sangramentos de escape podem surgir em qualquer período do ciclo menstrual e podem ter duração de até uma semana. Nesses casos, trata-se de um efeito colateral normal do anticoncepcional.

A ocorrência de sangramentos de escape é mais comum no início do uso do anticoncepcional, quando o organismo da mulher ainda está se adaptando aos hormônios do medicamento. Porém, se os sangramentos persistirem por mais de 3 meses, é recomendado consultar o ginecologista.

Apesar do corrimento vaginal ser uma resposta fisiológica natural do corpo da mulher, ele também pode sinalizar alguma alteração.

O mais indicado é consultar o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral sobre a ocorrência de um corrimento rosado ou qualquer outro tipo de corrimento vaginal para que as causas sejam apuradas e, se necessário, devidamente tratadas.

Formigamento na cabeça: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Formigamento na cabeça pode ser sinal de hiperparatireoidismo, enxaqueca com aura ou ainda problemas mais graves como infarto e AVC (derrame). 

O formigamento normalmente é causado por compressão de algum nervo ou falta de sangue, mas as causas variam e, por isso, é importante estar atento/a também a outros sintomas.

No hiperparatireoidismo (excesso de funcionamento das glândulas paratireoides), além do formigamento na cabeça e em outras partes do corpo, a pessoa também pode apresentar:

  • Fraqueza muscular;
  • Falta de apetite;
  • Cansaço;
  • Emagrecimento;
  • Prisão de ventre;
  • Dor abdominal;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

A enxaqueca com aura caracteriza-se por dor de cabeça, distúrbios visuais, auditivos, sensitivos ou motores. Entre eles estão:

  • Formigamento na cabeça, boca, língua e membros;
  • Dificuldade para falar;
  • Tontura;
  • Visão borrada.

Se o formigamento na cabeça vier acompanhado por formigamentos no rosto, braço ou perna apenas de um lado do corpo, pode ser sinal de "derrame" (Acidente Vascular Cerebral - AVC) e a pessoa deve ir imediatamente ao hospital.

Quando o formigamento corre para o braço, principalmente o esquerdo, e é seguido por sintomas como dor no peito ou no pescoço, dor no braço (normalmente esquerdo), falta de ar, suor e náuseas, pode ser o início de um infarto e a pessoa deve procurar um pronto-socorro o mais rápido possível.

Se o formigamento na cabeça persistir, o mais indicado é procurar procurar o/a clínico geral, médico/a de família ou neurologista. 

Dor na panturrilha, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A dor na panturrilha ("batata da perna") pode ter diversas causas. Se a dor for aguda, iniciada após atividade física, é mais provável que seja resultado de uma distensão do músculo da panturrilha (gastrocnêmio). Em algumas ocasiões será necessário o uso de relaxante muscular e anti-inflamatório, além de repouso, para melhora dos sintomas.

Outra causa de dor aguda na panturrilha são as cãibras, que ocorre quando o músculo fica muito contraído durante alguns minutos, sendo associadas a bastante dor. Normalmente são autolimitadas e não necessitam de tratamento, exceto se a dor permanecer mesmo após resolução da cãibra.

Para evitar as cãibras, é importante realizar alongamentos e fazer fortalecimento muscular, 3 vezes por semana. Além disso, é importante ter uma alimentação e uma hidratação adequadas durante a prática de atividade física. E, após uma rotina de exercícios, descansar por um dia, pelo menos.

Quais as outras causas de dor na panturrilha?

Apesar de, na maioria dos casos, a dor na panturrilha não indicar nada de grave, é preciso ter atenção, pois há situações em que a dor pode ser sintoma de alguma doença.

Insuficiência venosa

Especialmente comum nas mulheres, nas pessoas que ficam muitas horas em pé e idosos. Usualmente, a dor nas panturrilhas é uma dor em peso (as pernas ficam "pesadas"), mais comum no final do dia e podem estar presentes inchaço, "vasinhos" (teleangiectasias) e varizes.

O tratamento consiste no uso de meias elásticas, prática regular de exercícios físicos e, algumas vezes, será necessária cirurgia para remover as veias que ficaram dilatadas e perderam a sua função. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Comum em idosos e especialmente em tabagistas. Usualmente, a dor na panturrilha é forte, em pontada, e ocorre após andar alguns quarteirões ou ao subir uma rua ou escada.

É comum a pessoa necessitar interromper a caminhada em virtude da dor. O repouso, durante alguns minutos, resolve os sintomas. Contudo, retornando a caminhada, ressurge a dor.

A quantidade de metros caminhados para iniciar a dor é variável conforme cada paciente e tende a ser menor conforme a gravidade da obstrução arterial.

O tratamento consiste no uso de medicamentos e muitas vezes é necessária uma cirurgia para desobstrução da artéria acometida e é importante e fundamental parar de fumar. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular.

Cisto de Baker

Algumas pessoas podem apresentar um cisto na região do joelho e, se o cisto estourar, pode ocorrer dor nas panturrilhas e inchaço no joelho. Em algumas ocasiões pode ser necessária retirada cirúrgica. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico ortopedista ou reumatologista.

Como aliviar dor na panturrilha?

A dor na panturrilha muitas vezes é causada por má circulação. Esse distúrbio na circulação provoca acúmulo de sangue nas pernas, levando à dor. Algumas medidas, que favorecem o retorno do sangue para o coração, ajudam a aliviar a dor na panturrilha causada por má circulação:

Usar meias elásticas

Usar meias elásticas compressivas é indicado em muitos casos, pois as meias favorecem o retorno do sangue para o coração, aliviando o cansaço. Porém, as meias elásticas devem ser prescritas por um médico, já que utilizar meias com a compressão inadequada pode piorar o quadro.

Praticar atividade física

O importante nesses casos é escolher exercícios que trabalham os músculo da panturrilha, como andar, correr, pedalar e nadar.

Movimentar-se

Para evitar a dor na panturrilha, deve-se evitar ficar parado por muito tempo na mesma posição. Pessoas que trabalham várias horas sentadas, devem se levantar e andar um pouco, pelo menos a cada duas horas.

Caso não seja possível levantar-se, convém exercitar os músculos da panturrilha, abaixando os pés como se estivesse acelerando um carro, a cada 30 minutos.

Elevar as pernas

Deitar-se de barriga para cima com as pernas elevadas ajuda o sangue a retornar ao coração. Isso pode ser feito colocando várias almofadas embaixo dos pés, por exemplo. Para aliviar a dor na panturrilha, recomenda-se fazer isso todos os dias, durante 20 minutos.

Emagrecer

O excesso de peso dificulta o retorno do sangue para o coração, favorecendo o seu acúmulo nas pernas, o que pode causar dor na panturrilha. O próprio peso do corpo pode sobrecarregar os músculos da panturrilha, sobretudo se a pessoa praticar atividade física, gerando dor.

Se a dor nas panturrilhas for recorrente, consulte um médico clínico geral ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.