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Quanto tempo o antibiótico demora para fazer efeito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, o antibiótico demora algumas horas para começar a fazer efeito, dependendo do medicamento e da infecção. No caso da benzetacil, o seu efeito máximo ocorre entre 12 e 24 horas após ser administrada. Na maioria das infecções causadas por bactérias, os efeitos dos antibióticos começam a ser sentidos depois dos primeiros 2 dias de tratamento.

Se o antibiótico não está fazendo efeito, pode ser por alguma das seguintes razões:

  • A doença não é aquela que se pensou e o paciente pode estar tomando o antibiótico errado;
  • A dose do antibiótico é insuficiente (baixa);
  • Não estão sendo obedecidos os horários de tomar o medicamento;
  • Pode haver perda de medicamento por vômito;
  • O paciente está tomando outros medicamentos ou ingerindo alimentos que interferem no efeito do antibiótico;
  • Resistência bacteriana.

O que é antibiótico?

Os antibióticos são medicamentos capazes de inibir a multiplicação de bactérias ou destruir esses micro-organismos.

Os antibióticos não são todos iguais, já que existem centenas de tipos. Contudo, eles são classificados em 8 grandes grupos conforme a base da sua composição.

Esses grupos de antibióticos atuam sobre bactérias diferentes, daí ser fundamental que o antibiótico seja prescrito para o tipo de bactéria que é capaz de combater. Caso contrário, o medicamento não faz efeito.

Para que serve o antibiótico?

Os antibióticos são indicados em casos de infecções causadas por bactérias. Em alguns casos, o medicamento é usado para prevenir infecções bacterianas, como em pós-operatórios, por exemplo.

Vale lembrar que os antibióticos não servem para tratar doenças causadas por vírus, como gripes, Dengue, amigdalites virais, entre outras.

O uso incorreto do antibiótico, como no caso do antibiótico não ser adequado para aquela infecção bacteriana específica, não elimina as bactérias infecciosas e pode fazer com que as bactérias desenvolvam resistência a antibióticos.

Para evitar a resistência das bactérias ao antibióticos, é fundamental seguir o tratamento até ao fim, no tempo e nas doses prescritas pelo médico, mesmo que os sintomas tenham aliviado ou desaparecido.

Se já está tomando o antibiótico há pelo menos dois dias e ainda não notou melhora dos sintomas, fale com o seu/sua médico/a. Todo antibiótico deve ser utilizado pelo tempo completo prescrito pelo/a profissional para que o tratamento seja efetivo e não permita o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Dor nas costas ao respirar, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Dor nas costas ao respirar pode ter várias origens, mas a maioria destas é de origem muscular, ou seja, relacionada a algum mau jeito, a carregamento de peso excessivo ou postura inadequada. Dor que aparece somente ao respirar pode ainda ser sintoma de uma lesão das costelas, desde que haja história de alguma pancada intensa na região do tórax.

Além disso, as pessoas costumam associar esse tipo de sintoma a doenças pulmonares como a pneumonia. Essa relação até pode ser verdadeira, mas em geral o paciente vai apresentar não somente a dor isolada, mas também outros sintomas, como por exemplo febre, tosse e falta de ar.

De qualquer modo, somente um médico poderá examinar e determinar a causa exata e o tratamento necessário para o alívio dessa dor.

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Dor no pé da barriga durante a gravidez, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A dor no pé da barriga ou na região inferior da barriga durante a gravidez é comum, principalmente a partir do 2º trimestre e deve-se, geralmente, à compressão das estruturas internas do abdômen causadas pelo aumento do volume do útero e pelo estiramento dos ligamentos pélvicos.

É importante observar se há outros sinais e sintomas associados a essa dor, como sangramentos ou febre, por exemplo.

Também deve ser realizado um exame clínico para avaliar outras possíveis causas para as dores abdominais, como contrações uterinas, constipação intestinal, formação de gases, verminoses, cálculos nas vias urinárias ou infecção urinária. 

É preciso estar atenta a dores no pé da barriga parecidas com uma cólica menstrual forte, pois podem ser sinal de contrações uterinas.

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O/a médico/a obstetra, clínico/a geral ou médico/a de família deve ser consultado/a sempre que houver dúvidas em relação ao desenvolvimento da gravidez.

Usando pomada vaginal posso ter relação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não é recomendável ter relações sexuais durante o uso da pomada vaginal

A pomada vaginal serve para tratar determinada inflamação e/ou infecção e precisa estar disponível na região da vagina para fazer efeito. Com a atividade sexual pode atrapalhar a absorção da pomada, pois desequilibra a flora vaginal normal e altera o pH da vagina. Assim, a ação e a eficácia do medicamento ficam prejudicadas

Por isso, não pode ter relações enquanto estiver usando a pomada vaginal. Se tiver, o tratamento pode não funcionar e a inflamação não será curada, podendo voltar a aparecer.

Você poderá voltar a ter relações sexuais assim que deixar de usar a pomada vaginal. Para saber se a inflamação melhorou, observe se os sintomas desapareceram. Se eles não melhoraram, pode ser que o diagnóstico ou o tratamento não está correto, o tratamento não foi eficaz contra o seu tipo de inflamação ou o tratamento não foi feito de forma adequada.

Use a pomada durante o tempo determinado pelo/a médico/a e evite relações sexuais durante esse período. Se não observar melhora dos sintomas, faça uma nova consulta com o/a médico/a que prescreveu a medicação.

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Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar tem como principal causa distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), que é a articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face. A dor no maxilar nesses casos pode se instalar subitamente ou progressivamente, com variações na intensidade e na frequência das crises durante meses ou anos.

Contudo, a dor no maxilar também pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, entre outras.

Uma vez que os distúrbios da ATM são a principal origem das dores no maxilar, sobretudo ao abrir a boca e mastigar, serão a causa abordada adiante. Porém, é fundamental consultar um médico para determinar a causa exata da dor e receber o tratamento apropriado.

O profissional mais habilitado a tratar esses distúrbios é o cirurgião-dentista.

Quais as causas dos distúrbios da ATM?

As principais causas dos distúrbios da ATM são aquelas que alteram os músculos faciais, como espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão, estresse, depressão e ansiedade, artrites ou fixações na articulação temporomandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes), morder objetos estranhos, roer unhas, mascar chicletes em excesso, tumores e problemas de crescimento na mandíbula.

Articulação temporomandibular (ATM) Quais os sintomas dos distúrbios da ATM?

O principal sintoma dos distúrbios da ATM é a dor na face, nos músculos mastigatórios ou no maxilar, mais especificamente na articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face (temporomandibular - ATM). A dor piora ou só aparece ao abrir e fechar a boca, seja falando, bocejando ou ao se alimentar, podendo irradiar para qualquer lugar do rosto, ouvido, pescoço ou nuca.

Também pode haver dificuldade para abrir a boca devido a contraturas musculares e calcificações articulares.

Os distúrbios da ATM envolvem problemas nos músculos mastigatórios, na articulação temporomandibular e nas estruturas associadas à articulação.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes:

  • Maxilar estalando ou som de rangido ao morder;
  • Sensação de mordida torta ou cruzada;
  • Desvio da mandíbula para um dos lados ao abrir ou fechar a boca;
  • Inchaço na face;
  • Dor no ouvido;
  • Surdez momentânea;
  • Vertigem;
  • Zumbidos;
  • Sensação de “ouvido tapado";
  • Perturbações visuais;
  • Dor de cabeça.
Como é feito o diagnóstico dos distúrbios da ATM?

O diagnóstico é feito por um médico ou cirurgião dentista que palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos e verifica a oclusão dos dentes (a mordida e o encaixe correto das arcadas dentárias superiores e inferiores).

São feitas perguntas ao paciente em busca de informações que possam ser a causa da dor e de outros sintomas, tais como traumas, hábitos orais e tratamentos médicos e dentários prévios.

Podem ser solicitados exames de imagem da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total). Foram desenvolvidas uma variedade de outras técnicas para diagnosticar os distúrbios da ATM, inclusive para localizar as contrações musculares, tais como eletromiografia de superfície, sonografia (SonoPak), termografia e cinesiografia. São exames que detalham com precisão as estruturas afetadas.

Qual é o tratamento para os distúrbios da ATM?

O tratamento para os distúrbios da ATM, na fase aguda, pode ser feito com analgésicos e aplicação de bolsas de água quente com massagens na região afetada para aliviar a dor no axilar.

Também é importante evitar alimentos que exigem mastigação excessiva, como carnes, ou abrir muito a boca, como maçãs inteiras, por exemplo.

Algumas pessoas podem precisar de tratamento medicamentoso associado. Os medicamentos mais usados são antidepressivos, anticonvulsivantes ou analgésicos mais potentes. Contudo, sempre deve ser iniciado com os analgésicos mais fracos e aumentar gradativamente, conforme a resposta, ou caso não haja melhora dos sintomas.

Há evidências de que técnicas de relaxamento diminuem o sofrimento em casos de dor crônica no maxilar. Portanto a fisioterapia e correções posturais podem ser incluídos no tratamento.

Nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito com terapia de aplicação ortopédica (placa estabilizadora), terapia oclusal (ortodontia, reabilitação oral), correção de problemas dentários e cirurgia.

Resumindo, o tratamento para os distúrbios da ATM é inicialmente clínico e pode controlar os sinais e sintomas em até 90% dos casos. Apenas em casos mais graves ou que não respondem à terapia conservadora, deve-se recorrer à cirurgia.

Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, restabelecer a função mandibular e limitar a recorrência da dor no maxilar.

Em caso de dor no maxilar ao abrir a boca e mastigar, um médico clínico geral ou médico de família deve ser consultado para avaliação e tratamento ou encaminhamento para um cirurgião bucomaxilofacial.

Caroço no ânus: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço no ânus pode aparecer em diversas idades, isoladamente ou acompanhado de outros sintomas, além de poder ser característico de várias patologias, entre elas:

  • Hemorroida: veias anais que se dilatam em consequência de alguma situação;
  • Verrugas anais: decorrentes de algumas doenças transmitidas pelo sexo;
  • Abscesso: inflamação das glândulas da região anal com presença de pus, dor, vermelhidão e inchaço na região anal acompanhado de sintomas gerais como febre, prostração, calafrios;
  • Tumor: indicativo de câncer;
  • Cisto: muitas vezes acompanhado de abscesso;
  • Prolapso retal: exteriorização do reto por completo ou parcialmente.

O caroço no ânus deve ser examinado pelo/a médico/a clínico geral, médico/a de família ou proctologista para definir a causa específica e orientar o tratamento mais adequado.

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Como é feito o exame preventivo feminino?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame preventivo feminino, esfregaço cervicovaginal, colpocitologia oncótica cervical ou teste de Papanicolau, é um exame ginecológico de citologia cervical, realizado para prevenção de câncer do colo do útero, principalmente causado pelo papilomavírus humano (HPV).

O exame preventivo feminino geralmente é indolor, simples e rápido (dura apenas alguns minutos). Pode causar um pequeno desconforto, amenizado quando a mulher consegue se manter relaxada e se o exame for realizado com a técnica adequada.

Inicialmente, o avaliador visualiza externamente a vagina e ânus, buscando identificar qualquer anormalidade, como alterações da pigmentação, presença de secreções ou lesões, mudanças no padrão dos pelos, entre outras.

Em seguida, é introduzido na vagina um instrumento chamado espéculo, conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato, para uma nova inspeção visual, dessa vez nas paredes internas da vagina e no colo do útero.

Por fim, é realizada a coleta do material para análise, através de uma pequena raspagem na superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e posteriormente, com uma escovinha. Colhido material, este deverá ser colocado em uma lâmina de vidro, que é encaminhada para análise ao microscópio em laboratório especializado em citopatologia.

Tenho que me preparar para fazer o exame preventivo?

Para garantir que o resultado do exame de Papanicolau seja o mais correto possível, a mulher deve, nas 48 horas anteriores à realização do exame:

  • Abster-se de ter relações sexuais (mesmo com camisinha);
  • Evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais, como espermicidas, por exemplo;
  • Não realizar exame ginecológico com toque, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pelve.

É importante também não estar menstruada, pois o resultado pode ser alterado na presença de sangue.

Mulheres grávidas podem realizar o exame, sem riscos de saúde para ela ou para o bebê.

Para que serve o exame preventivo?

O exame preventivo serve para verificar se existem alterações nas células do colo uterino, identificar infecções causadas por vírus, como verrugas genitais causadas por HPV e herpes, bem como infecções vaginais causadas por fungos ou bactérias. O principal objetivo do Papanicolau é prevenir e identificar precocemente o câncer de colo do útero.

O preventivo pode identificar a infecção por HPV, que é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer. O Papanicolau pode detectar a presença do vírus e a existência de células anormais, permitindo iniciar o tratamento antes das células darem origem a um tumor ou numa fase muito precoce da doença.

Quando fazer o exame preventivo?

O primeiro exame preventivo deve ser feito 3 anos depois do início da vida sexual da mulher ou aos 21 anos de idade. A partir dessa idade, a mulher deve realizar o Papanicolau a cada 2 anos, até aos 29 anos. A partir dos 30 anos, após 3 exames consecutivos normais, com resultados negativos para câncer, o preventivo pode passar a ser realizado a cada 3 anos.

Mulheres com idade entre 65 e 70 anos, que apresentarem 3 exames negativos consecutivos e não resultados absolutamente normais nos últimos 10 anos, não precisam mais realizar o Papanicolau.

Exceções: portadoras de HIV, mulheres com depressão imunológica, história de NIC-I ou NIC-II e aquelas com muitos parceiros sexuais.

Essas indicações não precisam ser seguidas à risca e cabe ao médico ginecologista assistente alterá-las se considerar necessário, caso a caso.

Por exemplo, pacientes portadoras de HIV ou HPV, imunossuprimidas, que não utilizam métodos de proteção (camisinhas), têm múltiplos parceiros sexuais, fazem uso prolongado de anticoncepcionais orais, são tabagistas ou têm má higiene íntima, necessitam realizar o exame preventivo feminino mais precocemente ou com maior frequência.

O exame preventivo pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USF) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Papanicolau é de fundamental importância, pois o câncer de colo de útero é o terceiro tipo mais frequente de câncer na população feminina e só costuma causar sintomas tardiamente.

A realização periódica do exame permite diagnosticar de forma precoce o tumor e reduz consideravelmente os riscos de morte por esse tipo de câncer.

O que é gastrite enantematosa leve do antro?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Gastrite enantematosa é um diagnóstico endoscópico da inflamação da mucosa do estômago e pode ser aguda ou crônica.

Sendo assim, a gastrite enantematosa leve do antro é a inflamação discreta da mucosa do estômago, que acomete apenas o antro, região localizada próxima ao piloro, a válvula que liga o estômago à primeira porção do intestino delgado, o duodeno.

Sintomas de Gastrite
  • dor e queimação na "boca do estômago";
  • azia;
  • perda do apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • distensão da "boca do estômago";
  • sensação de saciedade precoce;
  • sangramento digestivo, nos casos complicados, com evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

O estômago é dividido em algumas partes: cárdia, corpo, antro e fundo. A inflamação pode acometer algumas destas localizações do estômago e normalmente a endoscopia especifica as regiões acometidas (pangastrite, quando acomete todo o estômago; gastrite de corpo, quando acomete o corpo do estômago; gastrite de antro, quando acomete o antro). Pela endoscopia, a gastrite pode ser classificada em leve, moderada ou grave, conforme o grau de acometimento da mucosa visto ao exame (classificação de Sidney), que considera os seguintes sinais: edema, enantema, exsudato e erosão.

O diagnóstico é suspeitado pela queixa do paciente e deve ser confirmado através da realização de endoscopia digestiva alta.

O diagnóstico, seguimento e tratamento deve ser feito por médico clínico geral ou gastroenterologista.

Sinto uma pulsação na minha barriga, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma pulsação na barriga pode ser apenas os batimentos cardíacos sentidos através da artéria aorta, mas também pode indicar um aneurisma nessa mesma artéria. Gravidez não provoca pulsação na barriga e, mesmo que a mulher esteja grávida, não é possível sentir o coração do bebê bater.

A artéria aorta é o principal vaso sanguíneo que sai do coração e atravessa o tórax e o abdômen (barriga). A porção abdominal da aorta é volumosa e pode ser facilmente sentida em pessoas magras. Daí a sensação de "pulsação na barriga".

Porém, existe um problema relacionado às artérias chamado aneurisma, em que o vaso sanguíneo fica dilatado e pode se romper, causando uma hemorragia interna que pode levar à morte.

Normalmente o aneurisma da aorta não causa sintomas, mas, quando estes aparecem, o paciente geralmente sente pulsação na barriga e dor na barriga ou nas costas. É importante lembrar que cerca de 75% dos casos de aneurisma da aorta ocorrem na porção abdominal.

Essa dilatação geralmente ocorre numa área mais frágil da parede da artéria, enfraquecida principalmente pela arterosclerose, o que faz com que a pressão sanguínea no interior da artéria provoque a protusão.

O aneurisma da aorta pode se romper a qualquer momento e quase sempre evolui para a ruptura, daí a importância de um diagnóstico precoce. Uma vez detectado, o tratamento do aneurisma é cirúrgico.

Em caso de sensação de pulsação na barriga, o mais indicado é procurar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que o abdômen seja devidamente examinado e as causas sejam identificadas.

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação no pós-operatório?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento de escolha para a hérnia inguinal é cirúrgico e deve ser realizado para todos os pacientes, a não ser que haja contraindicações. Há duas maneiras de realizar o tratamento cirúrgico da hérnia inguinal: incisão (corte) ou videocirurgia (laparoscopia).

Como é a cirurgia convencional da hérnia inguinal?

A técnica convencional, em que é realizada uma incisão, com visualização direta da cavidade abdominal, é feita com anestesia peridural (anestesia dos nervos da coluna). A operação é iniciada com um corte de cerca de 10 cm na região inguinal (virilha).

O tamanho do corte depende de vários fatores. Quando a hérnia ocorrer dos dois lados, é necessário realizar um corte de cada lado.

Após a localização da hérnia, a mesma é empurrada para dentro do abdômen e a abertura da parede abdominal é fechada com pontos.

Em todos os casos, exceto em crianças, uma tela é necessária para reforçar a parede abdominal e reduzir a possibilidade de recidiva da hérnia.

Esta tela é feita de um material conhecido como polipropileno, que tem uma elevada resistência e que tem uma reduzida probabilidade de rejeição do organismo.

Como é feita a cirurgia por laparoscopia da hérnia inguinal?

De forma geral, o tratamento com videocirurgia é feito com anestesia geral. Inicialmente, é injetado gás carbônico na cavidade abdominal para poder criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança.

Após a realização de 3 orifícios de 0,5 a 1 cm na parte de baixo do abdômen, uma câmera pequena é colocada na parede abdominal através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar o local da hérnia em um monitor.

Com o auxílio de instrumentos especiais (pinças, tesouras, material de sutura), a hérnia é empurrada para dentro do abdômen e o buraco na parede abdominal é fechado com uma tela.

Quando a hérnia for dos dois lados, não é necessário realizar orifícios adicionais para tratar a outra hérnia.

Como é a recuperação no pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal?

A recuperação pós-operatória da cirurgia de hérnia inguinal é rápida. A maioria dos pacientes fica internada no hospital de 12 a 24 horas e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, em uma ou duas semanas, desde que não necessitem erguer muito peso.

Não há restrição de dieta. Contudo, nos primeiros dias, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos, devido aos medicamentos e anestésicos recebidos.

Esses sintomas geralmente desaparecem em 1 ou 2 dias, após o organismo eliminar os medicamentos recebidos no hospital. Se as náuseas e vômitos persistirem após este período, deve-se procurar o médico.

Os cortes são fechados com pontos, mas é comum haver hematoma ou pequenos sangramentos devidos às incisões. Entretanto, se o corte apresentar sinais e sintomas de infecção, como vermelhidão, dor, inchaço, aumento da temperatura local e presença de secreção de pus ou com cheiro forte, o médico deve ser contactado.

A pessoa deve evitar ficar muito tempo deitada ou sentada e deve andar várias vezes ao dia. Há apenas limitação quanto a levantar peso. O paciente deve evitar erguer peso até aproximadamente três meses após a cirurgia. Após esse período, na maioria dos casos, não há mais limitações para erguer peso.

Na dúvida da presença de hérnia inguinal e para tirar dúvidas sobre o tratamento cirúrgico, deverá ser consultado um médico cirurgião geral ou gastrocirurgião.

Dor no ânus: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no ânus pode ser sinal de diversas condições patológicas como hemorroida, fissura anal, câncer de reto, entre outras. É importante observar os outros sintomas que acompanham a dor anal para poder identificar a causa da mesma.

Algumas causas de dor no ânus:

  • Hemorroida interna: Pode causar dor anal no caso de haver trombose associada ou quando a pessoa faz muita força para evacuar, provocando o prolapso da hemorroida para fora. Graus mais avançados podem provocar ainda incontinência fecal acompanhada de corrimento, provocando irritação e coceira na região do ânus;
  • Hemorroida externa: Provoca dor no ânus ao evacuar e ao sentar. São visíveis e palpáveis;
  • Fissura anal: Provoca dor para evacuar, com presença de sangue vivo nas fezes ou perceptível na limpeza com papel higiênico. A fissura aguda provoca ardência no ânus durante a evacuação;
  • Proctalgia Fugaz: Doença funcional benigna do reto/ânus de causa desconhecida, cujo principal sintoma é uma dor no ânus/reto que pode ser bastante intensa mas fugaz (rápida), sem relação com as evacuações, que dura geralmente alguns minutos. A dor pode surgir em qualquer momento do dia e, quando à noite, pode acordar o paciente durante a madrugada, caracterizando-se como câimbra, espasmo anal (saiba mais em: O que é proctalgia fugaz?);
  • Abscesso: dor latejante ou contínua acompanhada de inflamação na região em torno do ânus e de sintomas gerais como febre, perda de apetite, fraqueza;
  • Câncer retal: Além de dor no ânus/reto, provoca também sintomas como não conseguir evacuar ou ficar com a sensação da evacuação ter sido incompleta, sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre alternadas, cólica, emagrecimento sem causa aparente, entre outros.

A dor no ânus pode ter tratamentos diferentes a depender da causa. Em caso de dor de ânus, a pessoa pode procurar o/a médico/a proctologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

Quais os sintomas de inflamação no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de inflamação no útero são:

  • Corrimento vaginal (leucorreia), secreção que pode vir com mal cheiro e com coloração amarelada;
  • Dor abdominal / dor pélvica (região inferior da barriga).;
  • Dor para urinar (disúria), dor e ardência ao urinar, por vezes de forte intensidade;
  • Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
  • Sangramento, após a relação sexual ou espontânea, fora do período menstrual.

Os sintomas de inflamação no útero ocorrem principalmente durante a relação sexual e variam bastante de acordo com a localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

Cervicite

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere, na gestação, desde que seja tratada adequadamente.

Entretanto, a cervicite muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, as trompas e a região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

A DIP é uma situação mais grave e pode apresentar além dos sintomas típicos, um quadro de febre, náuseas e vômitos.

Quais as causas da cervicite?

A principal causa dessa inflamação no útero são as infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias, o que inclui as infecções sexualmente transmissíveis (IST), como gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase, entre outras.

A cervicite também pode ser causada pelo uso de anticoncepcionais hormonais e por traumatismos no colo do útero.

Quais os sintomas da cervicite?

Os sintomas da cervicite incluem dor abdominal, dor na coluna lombar, dor na região da pelve, dores nas relações sexuais, sangramento vaginal, corrimento e odor desagradável na vagina.

Qual é o tratamento para cervicite?

O tratamento da cervicite depende dos sintomas apresentados pela paciente e dos resultados dos exames solicitados. Em geral, é realizado com medicamentos antibióticos orais e tópicos. Nos casos mais graves, a medicação precisa ser administrada pela via endovenosa, em hospital, embora sejam casos raros.

Recomenda-se que a mulher não tenha relações sexuais até o fim do tratamento e desaparecimento completo dos sintomas, o que leva cerca de uma semana.

Endometrite

Endometrite é uma inflamação do endométrio, que é a camada mais interna do útero. Sem tratamento, essa inflamação no útero pode provocar sérios danos no aparelho reprodutor da mulher, podendo causar inclusive infertilidade.

Quais as causas da endometrite?

A principal causa de endometrite são as infecções causadas por bactérias, nomeadamente infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorreia, clamídia e sífilis.

A endometrite ocorre com mais frequência depois do parto, abortos e após exames que podem provocar infecção do útero com bactérias, como histeroscopia, colocação de DIU, curetagem, entre outros.

Quais os sintomas da endometrite?

Os sintomas da endometrite incluem febre, dor acima do púbis, mal-estar, cólicas menstruais, corrimento e sangramento vaginal.

Qual é o tratamento para endometrite?

O tratamento dessa inflamação no útero é realizado com medicamentos antibióticos. É fundamental seguir o tratamento até o fim para prevenir recaídas e complicações.

O exame Papanicolau (preventivo) é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero e o(a) médico(a) de família ou ginecologista são especialistas indicados para o tratamento dessas inflamações do útero.