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Leucócitos altos na urina, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Leucócitos altos na urina (leucocitúria) pode ter várias causas, sendo a mais comum delas a infecção do trato urinário. Pode ou não cursar com sintomas, inclusive quando não há sintomas, é chamada de bacteriúria assintomática.

Os leucócitos podem chegar ao trato urinário através de qualquer órgão ou estrutura do sistema urinário, como rim e uretra. Por isso, níveis de leucócitos altos na urina podem ser observados em quase todas as doenças inflamatórias que afetam os rins e o sistema urinário.

É considerada leucocitúria quando é observado número de leucócitos acima de 10.000 células/mL ou 10 células por campo. O nível de leucócitos pode ficar alto em situações, como:

  • Infecção do trato urinário, geralmente causada pela bactéria Escherichia coli. A infecção pode afetar a bexiga (cistite), o rim (pielonefrite) ou a uretra (uretrite);
  • Tuberculose do trato urinário;
  • Febre;
  • Após atividade física intensa;
  • Presença de corpo estranho no trato urinário;
  • Tumor de bexiga;
  • Infecção por outros micro-organismos, como fungos, clamídia, leptospira, gonococo, Haemophilus, vírus;
  • Nefrite intersticial e glomerulonefrite (inflamação dos rins);
  • Litíase renal (pedras nos rins);
  • Rejeição de transplante renal;
  • Contaminação por leucócitos da vagina;
  • Câncer.
Por que os leucócitos podem estar aumentados na urina?

Os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, são células de defesa que protegem o organismo contra agentes infecciosos, como fungos, vírus, bactérias, parasitas, entre outros. Portanto se encontram aumentados na urina, quando o organismo precisa de auxílio por alguma problema na defesa do sistema urinário.

Durante a infecção do trato urinário, por exemplo, ocorre um processo inflamatório que tem por objetivo destruir o agente agressor. Esse processo inflamatório gera alterações na circulação sanguínea local, com migração de leucócitos e alterações no calibre dos vasos, aumentando a permeabilidade dos vasos e o extravasamento de leucócitos (sobretudo neutrófilos), para fora dos vasos sanguíneos. Por isso são encontrados no exame de urina.

Vele lembrar que a leucocitúria não significa obrigatoriamente a presença de infecção urinária. Nesses casos, além de leucócitos, também estão presentes bactérias na urina.

A presença de pedra no rim (cálculo renal) e tumor de bexiga também elevam os níveis de leucócitos na urina, por produzirem uma resposta inflamatória no organismo. Além disso, o cálculo renal obstrui o fluxo de urina, favorecendo a proliferação de micro-organismos e o maior risco de infecção urinária de repetição.

Embora o diagnóstico de infecção urinária seja basicamente definido pela avaliação clínica, pode ser necessário em alguns casos, a coleta de urocultura com antibiograma, para determinar a bactéria e o perfil de sensibilidade aos antibióticos.

Se você apresentar sintomas, como ardência para urinar, sensação de bexiga cheia e dor no baixo ventre, deve procurar um pronto atendimento para confirmar o quadro de infecção urinária, e iniciar o devido tratamento com antibióticos.

Na presença de alterações no exame de urina, você deve procurar o médico que solicitou o exame, um médico de família ou clínico geral, que avaliará a necessidade de tratamento e se necessário investigação complementar.

Quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para ser considerado atraso menstrual, a menstruação deve estar com pelo menos 15 dias de atraso. Atrasos menstruais de até 7 ou 8 dias são muito comuns e nem sempre indicam gravidez.

No entanto, mulheres com ciclos menstruais bastante regulares podem desconfiar de gravidez a partir do 5º dia de atraso menstrual.

A ausência de menstruação é o primeiro e mais importante sinal de gravidez. Em geral, esse atraso pode vir acompanhado por pequenos sangramentos, diferentes do sangramento menstrual habitual.

Em caso de gravidez, os primeiros sintomas costumam a aparecer a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação, quando a menstruação já está com uma a duas semanas de atraso.

Além do atraso menstrual, é comum a mulher apresentar também náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, aumento do número de micções e cansaço.

Algumas mulheres podem apresentar náuseas e vômitos logo no início da gestação, embora esses sintomas sejam mais comuns no 1º ou 2º mês de gravidez e nem sempre estão presentes.

À medida que a gravidez avança, surgem outras manifestações, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, variações de humor, falta de ar e tontura.

Além da gravidez, quais as outras causas de atraso menstrual?

Atraso na menstruação nem sempre indica uma gravidez. Outras causas de atraso menstrual incluem: estresse, ansiedade, interrupção da pílula anticoncepcional, ganhar ou perder muito peso num curto espaço de tempo, obesidade, magreza extrema, distúrbios alimentares, como anorexia, hipo ou hipertireoidismo, ovários policísticos e menopausa.

O atraso menstrual também pode ser provocado por doenças ou infecções, mesmo que sejam simples e corriqueiras, uso de medicamentos como antipsicóticos, corticoides, antidepressivos, quimioterapia, imunossupressores e anti-hipertensivos, e até mesmo pela prática de atividade física em excesso.

Em caso de atraso menstrual, a mulher deve consultar o/a médico/a ginecologista ou médico/a de família, que poderá pedir um teste de gravidez para descartar esta possibilidade ou investigar outras possíveis causas do atraso menstrual.

Conheça mais sobre esse assunto no artigo: Posso estar grávida? Quantos dias de atraso menstrual é considerado gravidez?

Sinto dores abdominais do lado direito abaixo as costelas. Pode ser hepatite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor abdominal do lado direito, abaixo as costelas, pode ser hepatite, apesar de que no seu caso, os exames estão dentro da normalidade. Outra possível causa para as dores abdominais é a presença de cálculos (“pedras”) na vesícula biliar. Lesões na parte inferior do pulmão direito, no rim, nas costelas ou ainda em músculos também podem causar dor na porção superior direita do abdômen.

A hepatite nem sempre manifesta sintomas e, quando estão presentes, caracterizam-se por fadiga, falta de apetite, febre, náusea, vômitos, diarreia, clareamento das fezes, dor nas articulações, urina escura, dores abdominais, icterícia (pele e olhos amarelados), entre outros.

Se a hepatite durar mais de 6 meses, ela é considerada crônica. Nesses casos, a doença pode evoluir para cirrose hepática ou ainda câncer de fígado.

Há diversos tipos de hepatite e a gravidade dos sintomas varia muito de acordo com o tipo de hepatite. Algumas hepatites podem resolver-se espontaneamente em poucos dias ou necessitar de amplo tratamento. Há casos em que a hepatite não tem cura e o objetivo do tratamento é apenas controlar a evolução doença.

O que é hepatite?

A hepatite é uma inflamação do fígado, causada principalmente por vírus. A hepatite impede o fígado de exercer as suas diversas funções, como digestão, armazenamento de energia e eliminação de toxinas. A hepatite causa lesões no fígado que podem evoluir para cirrose hepática ou câncer de fígado.

A hepatite também pode ter como causas bactérias e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, medicações e algumas plantas. Há ainda hepatites autoimunes, em que o sistema imunológico da pessoa ataca as próprias células do fígado.

A hepatite, independentemente do tipo e da causa, precisa sempre de avaliação e acompanhamento médico adequado.

Qual é o tratamento para hepatite?

O tratamento da hepatite aguda é feito com repouso e dieta adequada. O objetivo do tratamento é permitir a recuperação do fígado. Nos casos mais graves de hepatite e na hepatite crônica, o tratamento é feito com medicamentos específicos que controlam a multiplicação do vírus e diminuem as lesões causadas ao órgão.

Dor abdominal do lado direito pode ser pedra na vesícula?

Sim. Além do fígado, a vesícula biliar é outra causa comum de dor no lado superior direito do abdômen, principalmente quando há pedra na vesícula. As pedras na vesícula são formadas por sucos digestivos endurecidos que se depositam na vesícula biliar.

Nesse caso, a dor abdominal é na realidade uma cólica biliar, provocada pela obstrução da vesícula por uma ou mais pedras.

Como se formam as pedras na vesícula?

A vesícula biliar é uma pequena bolsa que se localiza abaixo do fígado, do lado superior direito do abdômen, abaixo das costelas.

Dentro da vesícula biliar está a bílis, produzida pela fígado. Ao se contrair, a vesícula “injeta” a bílis para dentro do intestino para atuar na digestão das gorduras.

Porém, quando está muito concentrada, a bílis pode cristalizar, dando origem aos cálculos (pedras) biliares. A maioria das pedras na vesícula são constituídas por colesterol e se formam quando a concentração de colesterol na bílis está muito alta ou quando a vesícula biliar não se esvazia de forma adequada.

Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A grande maioria das pessoas que têm pedra na vesícula biliar não manifesta sintomas. Quando presentes, a principal manifestação é a dor abdominal do lado direito, embaixo das costelas. A dor pode irradiar para o lado esquerdo do abdômen, para as costas, para o tórax ou se difundir para todo o abdômen.

A dor abdominal pode durar minutos ou horas e surge subitamente, podendo durar minutos ou horas. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar também náuseas, vômitos, aumento da transpiração e palidez.

Se a obstrução permanecer por muito tempo, a vesícula inflama e surge a colecistite. Além de cólica biliar, que surge após a ingestão de alimentos gordurosos, a colecistite causa febre e vômitos.

Se não provocar sintomas, os cálculos biliares podem não necessitar propriamente de um tratamento, exceto em casos específicos. Porém, se houver sintomas como dor abdominal (cólica biliar) ou outras complicações, é necessário fazer uma cirurgia para retirar a vesícula biliar.

Consulte um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família se a dor abdominal for muito intensa, durar horas ou dias, ou ainda se vier acompanhada de vômitos, febre ou outros sintomas.

Para saber mais sobre dor na barriga, você pode ler:

Dor do lado direito da barriga: o que pode ser?

Dor abdominal: diferentes lados e suas causas

Referências

FBG. Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Sinto minha barriga mexer: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir a barriga mexer é provável que seja gases intestinais. Se for gravidez, é preciso estar com pelo menos 4 ou 5 meses de gestação para sentir o bebê mexer, o que significa que a mulher já deverá ter percebido que está grávida nessa altura.

Os gases intestinais são produzidos por bactérias que habitam o intestino e atuam na digestão dos alimentos. Quando produzidos em excesso, eles podem mesmo fazer a barriga mexer, como se estivesse "algo" lá dentro.

Além disso, os gases intestinais podem deixar a barriga dura e inchada, causando dor abdominal e flatulência.

A principais causas de gases intestinais são:

  • Alimentos como feijão, ovos, leite, batata, milho, brócolis, couve-flor, grão-de-bico, ervilha;
  • Falta de atividade física;
  • Prisão de ventre;
  • Intolerância à lactose.

Na maior parte dos casos, a produção excessiva de gases intestinais não está associada a nenhuma doença. No entanto, se surgirem outros sintomas, como emagrecimento, diarreia crônica, falta de apetite, anemia e sangramentos, deve-se consultar o/a clínico/a geral ou médico de família.

Leia também:

Porque sinto tanta dor em minha barriga depois da relação?

5 causas de barriga tremendo e quando devo me preocupar

Referência

FBG. Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Posso estar grávida? Quantos dias de atraso menstrual é considerado gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. A gravidez é possível sempre que há uma relação sexual sem o uso de um contraceptivo, seja ele a camisinha ou anticoncepcional hormonal.

É considerado atraso menstrual, a menstruação atrasada 15 dias, ou mais. Antes disso pode ser um atraso normal, apenas uma irregularidade menstrual, o que é comum na maioria das mulheres. As principais causas são as alterações hormonais naturais ou alguma situação de doença, estresse ou ansiedade.

No entanto, o primeiro sinal de gravidez é o atraso menstrual, e por isso, mesmo sem mais nenhum sintomas, na presença de atraso por mais de 15 dias, é indicado realizar um teste de gravidez, para confirmar ou descartar essa possibilidade. O exame pode ser feito antes de 15 dias, mas se for negativo, deverá ser repetido, para maior confiabilidade.

1. Quais são os sintomas de gravidez?

Além do atraso menstrual, que é o principal sintoma da gravidez, outros sintomas podem estar presentes no início da gravidez (5ª ou 6ª semana de gestação), como náuseas, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço, aumento do número de vezes que urina, urgência urinária, sonolência, alterações do paladar e do olfato.

À medida que a gravidez avança, outros sintomas começam a surgir, como aumento da barriga, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, variações de humor, falta de ar e tontura.

2. Posso fazer exame de gravidez ante mesmo da menstruação atrasar?

Sim. O exame de sangue Beta-HCG já dá positivo 1 semana após a gravidez ter ocorrido mesmo antes da menstruação atrasar.

3. Atraso menstrual seguido por pequeno sangramento ou corrimento tipo "borra de café" pode ser gravidez?

Sim. Se há possibilidade de gravidez (relações sem proteção), pode ser um sangramento chamado, sangramento de nidação, quando o óvulo fecundado penetra no útero.

4. A menstruação veio diferente neste mês, posso estar grávida?

Talvez. Nem toda a alteração na menstruação significa gravidez. Menstruação que veio pouco ou veio com coloração amarronzada, tipo "borra de café", ou aumentada, até podem significar gravidez, mas existem muitos outros motivos.

O principal motivo é o uso de anticoncepcional hormonal, especialmente quando troca de medicação. Contudo, se houve relação sem proteção, é recomendado fazer o exame de gravidez.

5. Posso estar grávida e menstruar normalmente?

Não. Na gravidez não existe menstruação. A menstruação é a descamação da parede do útero, por não ter havido a implantação de um óvulo e é dado início a um novo ciclo menstrual.

Quando ocorre um sangramento, semelhante à menstruação durante a gravidez, é preciso informar imediatamente ao obstetra, pois pode ser sinal de um problema grave, como a gravidez na trompa ou início de abortamento.

6. Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não. O uso de anticoncepcional não interfere no resultado do exame de gravidez Beta-HCG.

7. Relação sem proteção com coito interrompido (ejacular fora) pode engravidar?

Sim. Pode engravidar, o coito interrompido, embora possa ser utilizado como método contraceptivo, é um método de baixa eficácia, com taxas elevadas de falha. Por isso não deve ser usado, converse com o seu médico e veja outras opções para o seu caso, afim de evitar uma gravidez não planejada.

8. Penetração com o pênis sujo de esperma ou líquido seminal engravida?

Sim. Mesmo se lavar por fora e urinar, toda a vez que se inicia uma nova relação e não se usa preservativo ou outro método anticoncepcional existe sim a chance de gravidez. Isso porque pode haver ainda espermatozoides viáveis no líquido de lubrificação do pênis, possibilitando uma gravidez.

9. Introduzir os dedos sujos de esperma ou líquido seminal na vagina pode engravidar?

Talvez sim. Sempre que espermatozoides viáveis chegam à vagina, existe a chance de gravidez.

Para maiores esclarecimentos sobre esse assunto, converse com o seu (sua) médico (a) ginecologista.

Conheça mais sobre o assunto nos seguintes artigos:

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A frequência cardíaca normal, em repouso, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Para saber se os seus batimentos cardíacos estão normais, basta medir a sua pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, ainda deitado, coloque as pontas dos dedo indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, pois a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

Qual a pulsação normal por idade?

A pulsação considerada normal, pode variar um pouco de acordo com a idade, com as condições de saúde e hábitos de vida. A emoção, febre, uso de medicamentos ou alteração climática, alteram naturalmente a frequência cardíaca.

No entanto, existem valores estimados de batimentos normais, pela idade, que são apresentados na tabela a seguir:

Batimentos cardíacos normais por idade
Idade mínimo médio máximo
0 - 6 meses 105 bpm 120 - 160 bpm 180 bpm
6 m a 2 anos 88 - 98 bpm 100 - 150 bpm 168 bpm
2 a 6 anos 65- 75 bpm 81 - 128 bpm 142 bpm
6 a 12 anos 52 - 59 bpm 67 - 111 bpm 123 bpm
12 a 18 anos 43 - 47 bpm 58 - 92 bpm 104 bpm
18 a 65 anos 60 bpm 80 bpm 100 bpm
Acima de 65 anos 50 bpm 70 bpm 90 bpm
Que fatores influenciam os batimentos cardíacos?

A frequência cardíaca varia conforme a idade e o condicionamento físico. Quanto menor a idade, maior a frequência cardíaca. Em geral, pessoas adultas sedentárias têm uma frequência cardíaca entre 70 a 100 batimentos por minuto, enquanto aquelas bem condicionadas fisicamente podem apresentar uma frequência cardíaca de 50 bpm ou ainda menos.

Isso indica que o coração de um indivíduo que pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, trabalha menos.

O coração é um órgão musculoso e fica mais forte com a prática regular de atividade física. Logo, não precisa bater tantas vezes para levar o sangue para o resto do corpo, pois os seus batimentos são fortes e eficientes.

O coração de uma pessoa sedentária é mais fraco e, por isso, precisa bater mais vezes para conseguir bombear o sangue.

Ter uma frequência cardíaca de repouso baixa protege o coração, pois menos batimentos por minuto significa menos desgaste com o passar do tempo. Essa é uma das razões por que a prática regular de exercícios físicos ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.

O que pode deixar o batimento cardíaco alto?

Os batimentos cardíacos podem ficar com valores mais altos em várias situações e condições. É normal o coração ficar acelerado ao praticar exercício físico ou diante de emoções fortes, por exemplo.

Porém, em repouso, a frequência cardíaca considerada normal não deve ser superior a 100 bpm. Se isso ocorrer sem um motivo aparente, precisa ser investigado. O aumento da frequência cardíaca para valores acima 100 bpm é denominada taquicardia.

As principais causas do aumento da frequência cardíaca incluem:

  • doenças cardíacas (arritmias),
  • ansiedade, estresse,
  • anemia,
  • consumo aumentado de cafeína, bebidas alcoólicas e cigarro,
  • hipertireoidismo, doenças reumáticas,
  • processos infecciosos, febre,
  • hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue),
  • desidratação,
  • fatores genéticos e
  • uso de certos medicamentos.
Quais as causas de batimentos cardíacos baixos?

A frequência cardíaca é considerada baixa se estiver abaixo de 60 bpm. Essa diminuição dos batimentos cardíacos pode ter várias causas e é denominada bradicardia.

Em casos específicos, os batimentos cardíacos baixos são considerados normais. É o que acontece com pessoas que têm um bom condicionamento físico, por exemplo, que podem ter uma frequência cardíaca de apenas 50 bpm ou ainda mais baixa.

O coração dessas pessoas é mais eficiente, por isso precisa bater menos vezes para bombear o sangue para o resto do corpo.

Porém, em outros casos, os batimentos cardíacos baixos podem ter como causas:

  • arritmia cardíaca,
  • hipotireoidismo,
  • doença de Lyme,
  • febre tifoide,
  • hipotermia (temperatura corporal abaixo de 35ºC),
  • níveis altos de potássio no sangue,
  • uso de drogas ou certos medicamentos.

Quando os batimentos cardíacos estão baixos, a pessoa pode sentir tontura, fraqueza e até desmaiar devido ao pouco oxigênio que chega às células do corpo e cérebro.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou cardiologista se verificar que a sua frequência cardíaca de repouso está acima ou abaixo dos valores considerados normais. Tanto a taquicardia como a bradicardia podem ser um sinal de arritmia cardíaca e precisam ser investigadas.

Conheça um pouco mais sobre esse tema, nos artigos:

Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?

Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

Quais os sintomas de um ataque cardíaco?

Referência:

SOBRAC - Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas

Jennifer N Silva. Bradycardia in children. UpToDate. Sep 03, 2019.

Faz quatro dias meu olho direito fica tremendo, o que será?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Olho tremendo ou tremor nos olhos é na realidade um tremor nas pálpebras e não do olho em si. Chama-se mioclonia e trata-se de um tremor involuntário das pálpebras que pode ocorrer sem um motivo aparente, mas que pode indicar também alguma doença nos olhos ou nos nervos da face.

O tremor acontece no músculo palpebral ou no músculo orbicular (ao redor dos olhos) e geralmente é benigno, ou seja, não é sinal de nenhuma doença. Às vezes, o tremor nos olhos pode vir acompanhado de dormência.

Tremor nos olhos pode ser estresse?

Em geral, o tremor nos olhos ocorre devido ao estresse e os sintomas nesses casos permanecem enquanto durar o fator que está desencadeando o estresse, que pode ser o cansaço físico e mental, a ansiedade, problemas financeiros, entre outros.

O estresse aumenta a secreção de hormônios no sistema nervoso autônomo que causam os tremores, como o cortisol e a adrenalina.

Quando esses hormônios caem na circulação sanguínea, chegam aos músculos e aos nervos que os estimulam, gerando contrações rápidas e involuntárias (espasmos) e, consequentemente, o tremor.

Normalmente, os músculos e as terminações nervosas menores são os mais afetados, como os músculos das pálpebras e dos olhos. Daí o estresse ser uma causa tão comum de tremor nos olhos.

Quais as causas de tremor nos olhos?

Apesar do estresse ser uma das principais causas de tremor nos olhos, há várias doenças oftalmológicas que podem causar tremores nas pálpebras ou nos olhos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, devido ao esforço realizado pelos músculos oculares. Olhos secos e retinopatia também estão entre os distúrbios oculares que podem causar tremores.

As principais causas de tremor nos olhos, são:

  • Muito cansaço;
  • Nervosismo, ansiedade, estresse;
  • Consumo de café e outras bebidas com cafeína em excesso;
  • Falta de vitaminas e minerais, como o potássio;
  • Uso de óculos com grau errado;
  • Ponto solto após uma cirurgia nos olhos.
  • Doenças oculares (olho seco, alergia ocular, ceratite).
  • Blefaroespasmo e Espasmos hemifaciais

O blefaroespasmo e o espasmo hemifacial, são doenças do sistema nervoso que provocam contrações involuntárias e frequentes dos músculos em torno dos olhos. Nestes casos, os tremores podem acometer também os músculos ao redor da boca e do rosto.

O consumo excessivo de cafeína também pode causar tremor nos olhos, especialmente quando a pessoa toma 6 xícaras de café por dia ou mais.

Apesar de não ser tão comum, usar óculos com a graduação incorreta também favorece o tremor nas pálpebras devido ao esforço que é necessário fazer para conseguir enxergar.

Dormir pouco, menos de 6 horas por noite, é outra possível causa para os tremores nos olhos. O sono é fundamental para o descanso do corpo e da mente. Por isso, o cansaço causado pelas poucas horas de sono pode estar na origem do tremor nas pálpebras ou nos olhos.

Qual o tratamento para tremor nos olhos?

Quando o tremor nos olhos ocorre, não há muito o que fazer para cessar os espasmos musculares. É necessário esperar que a musculatura relaxe e retome o seu funcionamento normal. Fechar os olhos por alguns segundos ou aplicar uma compressa fria pode ajudar a diminuir o tremor nos olhos.

Quando o tremor é esporádico, não é preciso nenhum tratamento específico. No entanto, é necessário identificar a causa desse tremor.

Nos casos de blefaroespasmo e espasmo hemifacial, os tremores chegam a ser tão intensos e constantes que limitam muito a vida do paciente e precisam de tratamento, que pode ser feito com aplicação de toxina botulínica tipo A (botox®).

O tremor nos olhos pode durar alguns minutos, mas em alguns casos pode permanecer durante dias ou semanas, desaparecendo depois por longos períodos. Na grande maioria das pessoas, o tremor nos olhos desaparece sem que a pessoa note, mas ele também pode ser persistente e causar grande incômodo.

Apesar do tremor nos olhos parecer muito intenso, ele raramente é notado pelas outras pessoas, já que o músculo que se contrai é muito fino.

O mais indicado é consultar um médico oftalmologista para que sejam despistadas possíveis doenças oculares ou neurológicas e a causa do tremor no olho seja identificada.

Pode lhe interessar também:

Corrimento rosado, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Corrimento rosado pode ser o sinal inicial de uma gravidez ou um corrimento habitual do ciclo menstrual. Quando há mau cheiro junto com o corrimento rosado, isso pode indicar uma infecção vaginal.

No caso de gravidez, quando ocorre a fecundação do óvulo, a mulher pode observar a presença de um leve corrimento rosa, que é um corrimento vaginal normal apresentado pela mulher.

A cor rosada do corrimento é devida aos vestígios de sangue, que são o resultado da entrada do espermatozoide no óvulo e do deslocamento do mesmo até o útero.

Esse corrimento pode aparecer poucos minutos depois da relação ou até 3 dias depois, uma vez que esse é o tempo que o espermatozoide permanece vivo dentro do organismo feminino.

A ocorrência de corrimento vaginal rosado também pode ser observada após as relações sexuais. Isso pode acontecer se houver ruptura de vasos sanguíneos na vagina. Se não houver outros sinais e sintomas associados, é provável que não seja nada de grave.

Corrimento rosado antes da menstruação

Quando o corrimento rosado aparece antes ou no dia previsto da menstruação, pode ser sinal de gravidez. Noutros casos, pode ser apenas um resultado das alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual (sangramento de escape).

Uma vez que o corrimento vaginal rosado pode ser um possível sinal de que a mulher está grávida, o mais indicado é esperar pela menstruação. Se a menstruação atrasar mais que 7 dias, faça um teste de gravidez.

Corrimento rosado depois da menstruação

Após a menstruação, algumas mulheres podem apresentar corrimento rosado. Nesses casos, a cor rosa do corrimento é devida à presença de restos de sangue que ficaram no útero e estão sendo expelidos. Porém, também pode ser um sinal de gravidez.

Corrimento rosado na gravidez

Durante a gravidez, a presença de secreção vaginal rosa pode ocorrer durante ou após esforços físicos ou relações sexuais. Em outros casos, o corrimento rosado na gestação pode indicar aborto.

No início da gravidez, a causa do corrimento rosado normalmente é o sangramento decorrente da fecundação do óvulo pelo espermatozoide e da implantação do óvulo no útero. Esse corrimento é normal e não é sinal de complicações.

No 1º trimestre de gravidez, o útero fica muito sensível e está com um aumento considerável de fluxo sanguíneo. Por isso, alguns estímulos podem causar pequenas rupturas no útero, com rompimento de vasos sanguíneos, como esforço físico ou relação sexual, por exemplo. Nessas situações, também pode surgir um corrimento rosado durante ou depois da atividade.

No caso das relações sexuais, por exemplo, o corrimento rosado também pode ser provocado pela ruptura de vasos sanguíneos da vagina, que fica mais irrigada de sangue na gravidez e com um número maior de vasos sanguíneos.

Esses corrimentos rosados que surgem na gravidez são considerados normais e normalmente não indicam nada mais grave.

Mesmo assim, é importante estar atenta à cor do corrimento. Se a secreção apresentar uma coloração vermelho vivo, pode ser sinal de placenta prévia, descolamento de placenta, gravidez ectópica (gravidez fora do útero) ou aborto. Nessas situações, a gestante também costuma ter cólicas.

Corrimento rosado tomando anticoncepcional

Um corrimento rosado ou levemente amarronzado pode surgir durante o ciclo menstrual naquelas mulheres que apresentam escapes decorrentes do uso de algum tipo de anticoncepcional.

Os sangramentos de escape podem surgir em qualquer período do ciclo menstrual e podem ter duração de até uma semana. Nesses casos, trata-se de um efeito colateral normal do anticoncepcional.

A ocorrência de sangramentos de escape é mais comum no início do uso do anticoncepcional, quando o organismo da mulher ainda está se adaptando aos hormônios do medicamento. Porém, se os sangramentos persistirem por mais de 3 meses, é recomendado consultar o/a profissional de saúde.

Apesar de o corrimento vaginal ser uma resposta fisiológica natural do corpo da mulher, ele também pode sinalizar alguma alteração.

O mais indicado é consultar o/a médico/a ginecologista, médico de família ou clínico geral sobre a ocorrência de um corrimento rosado ou qualquer outro tipo de corrimento vaginal para que as causas sejam apuradas e, se necessário, devidamente tratadas.

Conheça mais sobre esse assunto nos artigos a seguir:

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Formigamento nas mãos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de formigamento nas mãos pode ser causada por diversas doenças ou condições, como:

  • Compressão dos nervos mediano ou ulnar
  • Má circulação sanguínea
  • Acidente vascular cerebral (AVC) - "derrame"
  • Ansiedade e depressão
  • Doenças da coluna cervical - Hérnia de disco
  • Siringomielia
  • Síndrome do desfiladeiro torácico
  • Tumor
  • Artrite reumatoide
  • Neurite, polineurites
  • Hanseníase
  • Obesidade
  • Infecções
  • Esclerose múltipla
  • Gravidez
  • Efeitos colaterais de medicamentos.
Compressão de nervo

Uma das causas mais comuns de formigamento nas mãos é pela compressão do nervo mediano ou nervo ulnar, responsáveis pela inervação da mão. O uso excessivo das mãos, como trabalhos manuais, digitação, entre outras, é uma causa comum. A compressão prolongada da região, por exemplo quando adormecemos por cima do braço ou da mão, também podem causar esse sintoma.

O tratamento varia de acordo com a causa, se for um sintoma passageiro, como devido a compressão prolongada, a melhora é espontânea aliviando a pressão.

Quando a causa for uma compressão fixa, por uso contínuo, levando a chamada Síndrome do túnel do carpo, pode ser tratada com fisioterapia ou cirurgia.

Síndrome do túnel do carpo

Entre as doenças relacionadas à compressão de nervos, a mais conhecida é a síndrome do túnel do carpo, que acontece principalmente em mulheres por volta dos 40 anos de idade, mas pode aparecer também em homens e pessoas mais jovens. Está relacionada à compressão dos nervos do punho.

Essa compressão pode aparecer por inchaço do punho, que pode ocorrer no período da menopausa, durante a gravidez, no hipotireoidismo ou por consequência de traumas (pancadas) ou compressão na região.

Compressão do nervo ulnar

O nervo ulnar é responsável pela inervação da face medial da mão. O nervo segue o trajeto do osso ulnar do antebraço. Esse nervo é bem superficial na região do cotovelo, sendo ele o responsável pela sensação de "choque" ao bater com o cotovelo.

O formigamento e a dormência nas mãos também podem surgir ao ficar apoiado sobre o cotovelo fletido. Nesses casos, o formigamento costuma ocorrer nos dedos mínimo ou anelar.

LER - Lesão por esforços repetitivos

A compressão causada por esforços repetitivos é muito frequente, em especial nas pessoas que utilizam demais os dedos para trabalhar, como por exemplo quem trabalha com computador e pianistas.

Má circulação sanguínea

Com relação à alteração da circulação, doenças como hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas, costumam causar inflamação nos vasos, a vasculite, podendo levar ao sintoma.

A diminuição do fluxo sanguíneo no local pode causar formigamento, dor, mudança na cor dos dedos, que ficam mais pálidos devido à diminuição da irrigação sanguínea.

AVC - Acidente Vascular Cerebral (“derrame”)

Formigamentos de início súbito, especialmente quando associados a outros sintomas também de início súbito, como dor no peito, fraqueza, alterações visuais, alterações da fala, alterações de comportamento, dificuldade para andar, desmaio entre outros, pode ser sinal de infarto ou AVC (derrame). Nesse caso, um pronto-socorro deve ser procurado imediatamente.

Ansiedade e Depressão

Durante as crises de ansiedade e depressão, neurotransmissores são liberados, levando a diversos sintomas adrenérgicos, sendo um deles o formigamento nas mãos, na face, entre outras localizações.

Doença na coluna cervical - Hérnia de disco

Outra situação de compressão nervosa não relacionada ao túnel do carpo é a hérnia de disco. Nesse caso, a raiz do nervo, que é localizada na coluna vertebral, acaba sendo "beliscada" pelos ossos vertebrais toda vez que o indivíduo vira o pescoço ou fica em determinada posição. Esse "beliscão" pode ser sentido como um formigamento intenso e súbito, que melhora quando o corpo volta à posição anterior.

O pinçamento da raiz nervosa também pode ocorrer em casos de bico-de-papagaio e tensão muscular.

Doenças inflamatórias e medicamentos

Doenças inflamatórias crônicas como a artrite reumatoide e o uso de alguns medicamentos também podem favorecer ao aparecimento desse sintoma.

O que fazer em caso de formigamento nas mãos?

Para tratar o formigamento nas mãos, é necessário identificar a causa, que, na maioria dos casos, é provocada por compressão nervosa. O tratamento nesses casos pode ser feito através de cirurgia para aliviar a pressão no nervo, além de medicamentos anti-inflamatórios. A fisioterapia pode ser indicada em alguns casos.

Se o formigamento for causado por tensão muscular, bico de papagaio ou hérnia de disco, o formigamento pode ser aliviado com exercícios de alongamento para o pescoço. Ao alongar a musculatura cervical, a pressão sobre os discos intervertebrais diminui, aliviando a compressão da raiz nervosa e, consequentemente, o formigamento.

Alongamento para formigamento nas mãos Exercício 1

1. Na posição sentada ou em pé, puxe a cabeça para o lado com uma das mãos, tentando encostar a orelha no ombro; 2. Mantenha a posição por 30 segundos; 3. Repita o mesmo movimento do lado oposto; 4. Repita os alongamentos até completar 3 séries (3 vezes de cada lado).

Exercício 2

1. Na posição sentada ou em pé, entrelace os dedos atrás da nuca e puxe a cabeça para frente, até encostar o queixo no peito; 2. Mantenha a posição por 30 segundos; 3. Repita o alongamento por 3 vezes.

Em todo caso, para ter o diagnóstico mais preciso em cada situação, é fundamental procurar um/a médico/a da família ou clínico/a geral para definir o tipo de tratamento mais adequado.

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Dormência no rosto, o que pode ser?

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza e dor de cabeça não são propriamente sintomas de gravidez. Até porque, se não houve penetração e o seu namorado estava de cueca e você com short e calcinha, as chances de você estar grávida são praticamente nulas, mesmo que tenha havido ejaculação.

Se tudo aconteceu da maneira como você disse, é quase impossível que os espermatozoides tenham conseguido chegar até ao canal vaginal para poder gerar uma gravidez.

Para haver possibilidade de gravidez, é necessário que ocorra penetração. Só assim pode haver a união do óvulo com o espermatozoide para ocorrer a concepção.

Além disso, os primeiros sintomas de gravidez não surgem dois dias depois da relação, mas a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. O primeiro deles é o atraso da menstruação, que vem acompanhado de mamas doloridas e inchadas, escurecimento dos mamilos, aumento da frequência urinária, náuseas, vômitos, cansaço e sonolência.

Outros sinais e sintomas que podem surgir na gravidez incluem: mudanças de humor, inchaço, sangramento leve, cólicas, prisão de ventre, intolerância a certos alimentos e cheiros, desejos alimentares, dor de cabeça, dor nas costas, aumento ou diminuição da acne.

O sangramento de nidação, que ocorre no momento da implantação do embrião no útero, raramente é observado.

De qualquer maneira, embora a probabilidade de você estar grávida seja praticamente nula, espere pela menstruação. Se ela atrasar uma semana, faça um teste de gravidez. Contudo, é importante ressaltar que as chances de gravidez no seu caso são de praticamente 0%.

Procure um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família se esses sintomas não passarem, pois eles devem ter outra causa que precisa ser diagnosticada.

Para que serve o fluconazol e como deve ser usado?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O fluconazol serve para o tratamento de infecções fúngicas, e está indicado para as seguintes condições:

  • Candidíase vaginal aguda e recorrente
  • Balanite por Candida
  • Profilaxia para candidíase vaginal recorrente (3 ou mais episódios por ano)
  • Dermatomicoses (incluindo Tínea pedis, Tínea corporis, Tínea cruris, Tínea unguium e onicomicose).

Cada comprimido apresenta 150 mg de fluconazol e o modo de usar depende do local da infecção, gravidade e extensão da lesão, além das características de saúde de cada paciente.

Fluconazol para micose

Para dermatomicose, incluindo tinha do corpo, do pé, crural e infecções por cândida, pode ser feito uma dose única semanal, com duração de 2 a 4 semanas; ou nos casos de tinea pedis, o tratamento pode durar até 6 semanas.

Fluconazol para tinha ungueal

Para tinha ungueal (onicomicose) a dose usualmente prescrita é de 01 comprimido em dose única semanal, até resolução completa da micose. O que deverá ser acompanhado e definido pelo médico dermatologista.

A substituição das unhas das mãos pode levar de 3 a 6 meses enquanto que a dos pés de 6 a 12 meses. Entretanto, a velocidade de crescimento das unhas está sujeita a uma grande variação individual e de acordo com a idade.

Fluconazol para candidíase e balanite

Para o tratamento de candidíase vaginal e balanite por cândida, geralmente é administrada uma dose única de Fluconazol, ou pode ser necessário repetir em dois dias a depender da intensidade dos sintomas.

Para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente, é prescrito uma dose única mensal, com a duração do tratamento individualizada, variando de 4 até 12 meses.

Alguns pacientes podem necessitar de um regime de dose mais frequente. A dose deverá ser ajustada em pacientes com insuficiência renal.

Quais são os efeitos colaterais do fluconazol?

O fluconazol normalmente é bem tolerado, entretanto pessoas com doenças graves, como câncer e HIV, que fazem uso do medicamento, podem apresentar disfunção renal e alterações no sangue e nas funções do fígado.

A ocorrência dos efeitos colaterais do fluconazol pode ser classificada como muito comum (um caso em cada 10), comum (um caso em cada 10 a 100 pessoas que tomam a medicação), pouco comum (um caso em cada 1.000 a 10.000 pessoas que tomam a medicação), rara (um caso em cada 10.000) e muito rara (menos de 1 caso em cada 10.000 pessoas que tomam fluconazol).

Efeitos colaterais comuns do fluconazol
  • Distúrbios gastrintestinais (dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos);
  • Distúrbios hepatobiliares (aumento da alanina aminotransferase, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da fosfatase alcalina sanguínea);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (rash cutâneo).
Efeitos colaterais pouco comuns do fluconazol
  • Distúrbios psiquiátricos (insônia, sonolência);
  • Distúrbios do sistema nervoso (dor de cabeça, convulsões, tontura, parestesia, alteração do sabor, tremores);
  • Distúrbios auditivos e do labirinto (vertigem);
  • Distúrbios gastrintestinais (dispepsia, flatulência, boca seca);
  • Distúrbios hepatobiliares (colestase, icterícia, aumento da bilirrubina);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (coceira, urticária, aumento da transpiração, erupção medicamentosa);
  • Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo (dores musculares);
  • Distúrbios gerais (fadiga, mal-estar, febre).
Efeitos colaterais raros do fluconazol
  • Distúrbios do sangue e sistema linfático (agranulocitose, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia);
  • Distúrbios do sistema imunológico (anafilaxia, angioedema);
  • Distúrbios metabólicos e nutricionais (hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, hipocalemia);
  • Distúrbios cardíacos (Torsade de pointes);
  • Distúrbios hepatobiliares (toxicidade hepática, insuficiência hepática, morte celular, hepatite, danos hepatocelulares e morte);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite esfoliativa, edema facial).

O fluconazol deverá ser vendido somente com prescrição médica e o paciente deverá seguir as orientações da receita.

Dormência nas mãos, quais são as causas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Várias doenças e condições podem levar à dormência nas mãos. Cito-as abaixo:

  • Síndrome do túnel do carpo: é a causa mais frequente. Decorre de uma compressão do nervo mediano no punho, quando ele atravessa um túnel juntamente com os tendões flexores da mão. Acontece inicialmente dormência, seguida de dor e mais tardiamente atrofia de parte dos músculos da mão. É importante investigar diabetes, obesidade e hipotiroidismo, pois podem estar associados. Os sintomas são insidiosos e vão aumentando lentamente. Predominam nas mulheres e pioram muito à noite. Os sintomas não afetam o dedo mínimo, pois esse dedo e metade do dedo anelar são inervados por outro nervo (o nervo ulnar). O tratamento é cirúrgico, quando é feita a descompressão do nervo pelo médico ortopedista.
  • Hérnia de disco cervical.
  • Costela cervical.
  • Síndrome do desfiladeiro torácico: quando ocorre compressão de vasos que irrigam os nervos e músculos da mão.
  • Artrite reumatóide: doença em que há ataque às articulações.
  • Hanseníase.: doença infecciosa que afeta os nervos, conhecida antigamente como "lepra".
  • Esclerose múltipla: doença auto-imune, em que há ataque aos nervos.
  • gravidez.
  • Depressão e estados de ansiedade.

O médico neurologista ou ortopedista deverá avaliá-lo para adequados diagnóstico e tratamento.

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Referência

Academia Brasileira de Neurologia