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Dietas e Obesidade

Cenaless emagrece mesmo?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não emagrece. Cenaless não é remédio, é um produto a base de fibras, para funcionar precisa associar dieta e exercícios, então não precisa do Cenaless, basta fazer a dieta e os exercícios.

Posso tomar óleo de cártamo amamentando?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não. É um produto extraído de uma planta e não há estudos que dão segurança para seu uso durante a gravidez ou amamentação, portanto deve ser evitado, não sabemos os possíveis efeitos colaterais.

Artemidis 35: quais as reações e faz emagrecer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Que sorte as mulheres teriam com um anticoncepcional que emagrece, pois nós homens não poderíamos usá-lo. Eu acho que o Artemidis 35 só vai emagrecer você se tomar ele no lugar da comida e ficar sem comer, porque de outra maneira acho que não. As reações do Artemidis, assim como da maioria dos anticoncepcionais dependem muito de quem está tomando (somente descobriremos o que você vai sentir após começar a usar). Por sorte este é um anticoncepcional com poucas efeitos colaterais e para algumas mulheres ele pode auxiliar na perda de peso.

O Xenical emagrece mesmo ou é apenas uma laxate natural?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Xenical é um dos emagrecedores liberados pela ANVISA, inibe a digestão das gorduras que não digeridas são eliminadas pelas fezes. É eficiente sim e emagrece, precisa de receita e acompanhamento médico.

Tomar ômega 3 emagrece?

O ômega 3 ajuda a emagrecer porque ajuda a controlar o apetite e favorece a transformação do açúcar em energia antes que seja armazenado sob a forma de gordura. Assim, o ômega 3 contribui para o processo de emagrecimento, desde que o seu uso seja associado a uma dieta com poucas calorias.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e serve para transportar a glicose (açúcar) para dentro das células. No interior da célula, a glicose é transformada em energia, que é então utilizada para manter o funcionamento do corpo.

Porém, uma parte desse açúcar que não é usado pelo organismo é armazenada na forma de gordura corporal. O ômega 3 combate esse processo ao ativar uma proteína celular que potencializa a ação da insulina, aumentando assim a captação de glicose pelas células.

Isso permite que o organismo utilize esse excesso de açúcar circulante antes que ele seja transformado em gordura e armazenado pelo corpo, favorecendo o emagrecimento.

Outro benefício do ômega 3 para a perda de peso é a sua capacidade de regular os níveis do hormônio leptina. Este hormônio, secretado pelas células de gordura do corpo, informa o cérebro quando devemos parar de comer. Por isso pode-se dizer que o ômega 3 ajuda a controlar o apetite.

É importante frisar que o ômega 3 pode ajudar a emagrecer, atuando como um auxiliar no processo de emagrecimento. Para haver perda de peso é necessário ter uma alimentação equilibrada, com baixas calorias.

O ômega 3 está presente principalmente em peixes como salmão, atum, sardinha, truta, cavala e arenque. O consumo diário deve ser superior a 1,8 g, o equivalente a 300 gramas de peixe por semana.

Clique aqui para saber quais são os alimentos com mais ômega 3.

Já a utilização de cápsulas de ômega 3 deve ser indicada por um médico ou nutricionista, que terá em conta o histórico da pessoa e as suas necessidades, indicando quanto, quando e como ela deve tomar o suplemento.

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Ômega 3 aumenta o colesterol?

Bebê pode ter intolerância à lactose do leite materno? O que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O leite materno apesar de conter lactose é facilmente digerido pelo bebê e não é capaz de provocar intolerância. Sendo assim, o bebê que possui intolerância à lactose pode continuar a ser amamentado pelo leite materno.

A intolerância à lactose não caracteriza como uma doença, mas uma intolerância ao leite e derivados que geralmente se manifesta no período adulto ou adolescência.

A causa pode ser explicada pela ausência de uma enzima que degrada a lactose, doenças intestinais que impedem a absorção da lactose ou uma deficiência congênita da enzima. Esse último caso é uma situação bem rara e em que a intolerância pode ser identificar logo após o nascimento. A atividade da enzima lactase permanece estável e adequada nos primeiros cinco anos de vida, por isso, intolerância à lactose nessa fase inicial da infância é rara e devem ser investigada outras causas de lesão da mucosa do intestino.    

O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade é fundamental para o crescimento e fortalecimento do sistema imune do bebê. 

O que é dislipidemia e quais os seus sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dislipidemia é o distúrbio das gorduras presentes no sangue, que pode ser o colesterol, os triglicerídeos ou ambos. A presença de uma quantidade elevada dessas gorduras no sangue representa um risco para doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC - “derrame”).

A dislipidemia caracteriza-se por níveis anormais de gorduras (lipídios) no sangue. As gorduras exercem um importante papel no organismo humano e na manutenção do funcionamento normal das células, além de serem usadas como fonte de energia.

A gordura presente nos alimentos que ingerimos é absorvida pelos intestinos e transportada para o sangue. Quando nossa alimentação apresenta muita gordura, o organismo não é capaz de absorver e eliminar o suficiente e uma parte dessa gordura acumula-se nas artérias.

Com o excesso de gordura acumulada nas artérias, o fluxo sanguíneo pode ser interrompido parcialmente ou totalmente, impedindo o aporte de nutrientes necessários para aquele tecido e causando prejuízos das funções

Colesterol HDL e colesterol LDL

O colesterol é transportado no sangue por dois tipos de lipoproteínas: o chamado “mau”colesterol (LDL) é transportado por lipoproteínas de baixa densidade, enquanto que o “bom” colesterol (HDL) é transportado por lipoproteínas de alta densidade. Por outro lado, o transporte dos triglicerídeos é feito por lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).

Por ter baixa densidade, o colesterol LDL flutua com mais facilidade no sangue e pode se depositar na parede das artérias, podendo obstruir o fluxo sanguíneo para o coração ou para o cérebro. Por isso, o seu excesso é prejudicial à saúde e aumenta os riscos de derrames cerebrais e infarto. Daí ser chamado de “mau” colesterol.

Por outro lado, o “bom” colesterol, o HDL, tem alta densidade, por isso afunda-se mais no sangue e não flutua na superfície como o LDL. Além disso, o colesterol HDL ajuda a remover o excesso de mau colesterol da circulação, daí ser conhecido como “bom” colesterol.

Saiba mais em: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Quais as causas da dislipidemia?

A dislipidemia pode ter origem em fatores genéticos ou ser adquirida. Além da genética, existem vários fatores que favorecem a dislipidemia, como dieta rica em colesterol (gorduras), tabagismo, obesidade, diabetes, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, idade, entre outros.

Sabe-se que os níveis de colesterol têm tendência para aumentar com a idade. Nas mulheres, que em geral apresentam níveis mais baixos de colesterol, a dislipidemia tende a ocorrer depois da menopausa.

Os níveis de colesterol e triglicerídeos também podem aumentar com o uso de certos medicamentos, como pílula anticoncepcional, estrógenos, corticoides, diuréticos e antidepressivos.

Quais são os sintomas da dislipidemia?

A dislipidemia não causa sintomas específicos, porém ela pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares em especial as doenças das coronárias, que são as artérias que irrigam o coração.

Nessas doenças, os principais sintomas são dor no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, falta de ar, náuseas, vômito, sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e desmaio.

A dislipidemia também pode causar opacidade na córnea, acúmulo de colesterol abaixo da pele (xantomas), dor ao caminhar, dor abdominal, alterações no equilíbrio, confusão mental e alterações na fala.

A origem de muitos desses sintomas está relacionada com a obstrução da artéria, provocada pelo acúmulo de gordura na parede dos vasos.

Qual é o tratamento para dislipidemia?

O tratamento da dislipidemia pode incluir o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida, com prática regular de atividade física, mudanças na dieta (alimentação pobre em gorduras e rica em fibras), perda de peso, redução do consumo de álcool, além de não fumar.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família.

O que é bulimia nervosa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar em que a pessoa come compulsivamente grandes quantidades de alimentos e depois toma medidas extremas para se livrar do alimento que está em seu corpo para não engordar.

Na bulimia, o medo de ganhar peso leva a pessoa a induzir vômitos, tomar laxantes e diuréticos, ficar em jejum por longos períodos e ainda fazer exercícios físicos intensos durante horas.

Além disso, no período em ela come exageradamente, o sentimento de culpa, de sair do controle, de medo e vergonha estão comumente presentes.

Com isso, o julgamento do corpo físico e a imagem corporal de si mesma são afetados, fazendo com que a pessoa se sinta desconfortável quando está acima do peso e se sinta bem quando está magra.

Embora essas pessoas estejam constantemente preocupadas com a forma física, geralmente são magras e estão dentro do peso ideal para a altura, mas são obcecadas com o corpo e tendem a fazer dietas muito restritivas.

Quais são as causas de bulimia nervosa?

A bulimia nervosa acomete com mais frequência as mulheres na adolescência ou início da idade adulta. Ela é frequentemente associada à pressão para manutenção dos padrões de beleza impostos pela mídia e sociedade.

Contudo, existem diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento da bulimia, tais como a personalidade, a predisposição genética, a preocupação excessiva com o corpo e a forma física, pressões sofridas por parte da sociedade ou da família, entre outros.

A bulimia também é mais comum em pessoas com baixa autoestima e sintomas depressivos.

Quais são os sintomas da bulimia nervosa?

Pessoas com bulimia nervosa comem exageradamente e rapidamente grandes quantidades de alimento. Depois, sentem-se culpadas e provocam vômitos, usam diuréticos e laxantes com medo de engordar. Também é comum observar em pessoas com bulimia a prática de dietas radicais.

A pessoa com bulimia também possui uma visão distorcida da própria imagem, achando que está gorda, quando na verdade está dentro o abaixo do peso ideal para sua idade e altura. 

Outras características comuns em indivíduos com bulimia nervosa incluem baixa autoestima, grandes variações de peso, ansiedade, depressão, perfeccionismo, insatisfação constante e até mesmo automutilação.

Qual é o tratamento para bulimia nervosa?

O tratamento da bulimia nervosa envolve trabalho conjunto de profissionais de diferentes áreas, como psiquiatra, psicólogo, nutricionista e médicos de outras especialidades. O objetivo do tratamento não é apenas tratar o distúrbio alimentar, mas também os transtornos psicológicos que estão na origem do problema.

A psicoterapia associada ao uso de medicamentos antidepressivos e estabilizadores de humor estão entre as opções de tratamento de primeira linha para a bulimia.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral, um médico de família ou um psiquiatra.