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Especialidades Médicas

Faz mal tomar a pílula do dia seguinte tomando anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. A mulher que já faz uso de anticoncepcional não apresenta riscos adicionais ao tomar a pílula do dia seguinte.

Quando o anticoncepcional é usado corretamente, na hora certa e sem esquecimento, não há necessidade da mulher tomar a pílula do dia seguinte mesmo tendo feito sexo vaginal desprotegido. O anticoncepcional usado rotineiramente apresenta uma boa segurança para evitar gravidez indesejada.

Vale lembrar que a pílula do dia seguinte contém uma quantidade alta de hormônio capaz de desequilibrar o ciclo menstrual da mulher e não deve ser tomada constantemente.

A mulher que já usa algum tipo de anticoncepcional (comprimidos, injeção, anel vaginal, DIU, adesivo ou implante intradérmico) só precisa tomar a pílula do dia seguinte em algumas situações como:

  • atraso maior de 24 horas para pílulas com estrógeno e progestágeno;
  • atraso maior de 3 horas para pílulas só com progestágeno;
  • atraso maior de 2 semanas para injeção com Medroxiprogesterona (ex: Depo-Provera® ).

Fora dessas situações, não há necessidade de usar os dois métodos em conjunto.

Links úteis:

Pílula do dia seguinte corta efeito do anticoncepcional?

Esqueci de tomar a pilula, posso engravidar? O que eu faço?

2 pílulas de anticoncepcional tem o mesmo efeito da pílula do dia seguinte?

Quantas pílulas do dia seguinte posso tomar por ano?

Dor nos olhos, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor nos olhos pode ser uma série decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

  • Traumas diretos nos olhos (quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases, etc. Pode haver úlcera/abrasão de córnea no processo);
  • Corpos estranhos (fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, etc - podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor intensa associada);
  • Inflamações e infecções (geralmente acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor. Exemplos: uveítes - inflamação intraocular; esclerites - inflamação da esclera; ceratoconjuntivite - inflamação da córnea)
  • Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras). Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e/ou secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar apenas na fase adulta;
  • Hordéolo (conhecido popularmente como terçol, terçolho) é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças. Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana. Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina;
  • Aumento da pressão intra ocular (pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça). No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaléia usual, e não melhora com analgésicos comuns. O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira;
  • Defeitos ópticos (hipermetropia ou astigmatismo); 
  • Cefaléia retro-ocular ("atrás dos olhos") - comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaléia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos. A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária (fotofobia, na migrânea) ou secundária (sinusite). A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser por uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, síndrome SUNCT, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas), cefaleia secundária a aneurisma cerebral, tumor cerebral, glaucoma e hemicrania continua. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

Veja também: Tenho muita coceira nos olhos. O que pode ser e o que fazer para aliviar?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas (trabalhos como soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, etc - exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade).

A limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, deve-se atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos. Recomenda-se fazer visitas periódicas a um oftalmologista para detecção de problemas visuais e medida da pressão ocular (idealmente aos 3, 6, 12, 15, 18, 25, 35, 40, 45, 50 e a partir desta idade todos os anos, pois são muitas as doenças oculares que podem ocorrer a partir dos 50 anos de idade).

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico (preferencialmente um oftalmologista) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, se for o caso.

Saiba mais em:

Olhos vermelhos, o que pode ser?

O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Dor na virilha pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e homens são citadas abaixo:

  • prática de exercícios ou esportes de alto impacto, como atletismo, hóquei, tênis e futebol, em que a dor ocorre por distensão muscular;
  • osteoastrite (artrose) do quadril, ou bursite;
  • apendicite;
  • prostatite (inflamação da próstata);
  • litíase renal (pedras nos rins);
  • gravidez, especialmente nos meses finais;
  • linfonodos aumentados (ínguas);
  • inflamação ou tumores no testículo;
  • inflamação nos intestinos;
  • diferença no comprimento dos membros;
  • infecção de urina;
  • hérnia inguinal.

O tratamento dependerá da causa da dor na virilha e, para um correto diagnóstico, deve ser procurado um clínico geral, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses) ou um pronto atendimento se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre e alteração do hábito intestinal ou urinário.

No caso das distensões musculares, artrose, bursite e a associada à gestação, muitas vezes o tratamento será baseado no uso de analgésicos potentes e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura. É importante que estas drogas sejam prescritas pelo médico.

Saiba mais em: Distensão muscular: O que é, quais os sintomas e como tratar?

No caso de apendicite, hérnia inguinal e inflamação nos intestinos, é necessário avaliação de urgência, pois poderá ser necessária cirurgia.

No caso de prostatite, infecção de urina e de ínguas, poderá ser necessário o uso de antibióticos.

No caso de tumores no testículo e pedras nos rins, é necessária a avaliação de um médico urologista.

No caso de diferença no comprimento dos membros, deve ser procurado um médico ortopedista.

Para uma avaliação adequada da causa da dor na virilha, pode ser procurado um pronto atendimento ou médico clínico ou cirurgião geral.

Bolhas no corpo: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolhas no corpo podem ser sinal de diversas doenças, como catapora (varicela), epidermólise bolhosa, pênfigo, entre outras. Algumas das principais causas de bolhas no corpo:

  • Epidermólise bolhosa:

    • Doença genética que pode acometer pessoas de qualquer idade. Não é contagiosa;
    • Caracteriza-se pela fragilidade da pele e das mucosas devido à falta de aderência entre as camadas da pele. Assim, sob qualquer atrito ou pressão, as camadas da pele se separam e formam bolhas com muita facilidade;
    • As áreas do corpo mais afetadas são as regiões de dobras, extremidades, mucosas da boca e dos olhos;
    • Existem 3 tipos de epidermólise bolhosa:
      • Simples: Apesar das bolhas serem muito dolorosas, a cicatrização não provoca grandes danos permanentes;
      • Distrófica: As bolhas surgem espalhadas pelo corpo, são constantes e deixam cicatrizes;
      • Juncional: É a forma mais grave, pois atinge esôfago, estômago e intestino, provocando lesões internas que impedem o paciente de engolir ou digerir os alimentos.
    • A prevenção é o melhor tratamento para epidermólise bolhosa, ou seja, o paciente deve evitar machucados e traumatismos na pele. Casos com infecção são tratados com antibióticos (saiba mais em: O que é epidermólise bolhosa? Quais os sintomas e tratamento?)
  • Catapora (varicela):
    • Causada pelo vírus varicela-zóster, a doença é altamente contagiosa e está entre as mais comuns da infância, embora não seja considerada grave;
    • Uma vez exposta à catapora, a pessoa fica imune até o fim da vida. Mais de 90% dos adultos estão imunes à catapora porque já a contraíram em alguma fase da vida;
    • A transmissão da catapora ocorre através do contato direto com saliva ou secreções respiratórias de alguém infectado, ou pelo contato com o líquido que fica dentro das vesículas (pequenas bolhas);
    • Os sintomas da catapora são:
      • Febre alta;
      • Mal-estar;
      • Falta de apetite;
      • Cansaço;
      • Manchas vermelhas que coçam muito e depois se transformam em bolhas cheias de líquido;
      • As bolhas então se estouram e formam uma pequena ferida, que cria uma casquinha e sara espontaneamente.
      • Em geral, todo o processo da doença dura entre uma e duas semanas.
    • Mesmo após o fim da doença, o vírus da catapora fica "adormecido" no organismo, em gânglios nervosos perto da coluna vertebral. Se o vírus for reativado, pode causar uma outra doença chamada Herpes zoster, que caracteriza-se pela formação de pequenas bolhas agrupadas sobre uma base avermelhada que provocam dor, queimação e aumento da sensibilidade local.
  • Pênfigo:
    • Doença relativamente rara, que caracteriza-se pela formação de bolhas na pele, podendo também atingir as mucosas (boca, garganta, olhos, nariz e região genital);
    • Os pênfigos são doenças autoimunes, ou seja, são causadas pelo ataque do próprio sistema imunológico do paciente, portanto não são contagiosas;
    • Os anticorpos atacam estruturas da pele responsáveis pela união entre as células; Sem esse "cimento" que une as células, elas se separam e com a separação ocorre passagem de líquido e formação de bolhas;
    • As bolhas se rompem após horas ou dias, deixando feridas na pele e nas mucosas que demoram muito para fechar, e às vezes nem fecham;
    • São 2 os principais tipos de pênfigos:
      • Pênfigo vulgar: As bolhas geralmente começam nas mucosas, sobretudo na boca, podendo também surgir dentro do nariz e na região genital, passando depois para o couro cabeludo, costas, peito e depois para o corpo todo;
      • Pênfigo foliáceo: Também chamado de “fogo selvagem”, este tipo de pênfigo não forma bolhas nas mucosas, somente na pele.
    • O tratamento do pênfigo é feito com corticosteroides orais e, em alguns casos, acrescenta-se medicamentos imunossupressores;
  • Penfigoides:
    • É um outro grupo de doenças autoimunes que provocam a formação de bolhas no corpo e nas mucosas;
    • O principal deles é o penfigoide bolhoso, que acomete sobretudo idosos e caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas grandes e firmes que demoram vários dias para romper;
  • Dermatite herpetiforme:
    • Doença autoimune, portanto não contagiosa, que provoca a formação de grupos de pequenas bolhas persistentes que causam muita coceira;
    • Em geral, a maioria das bolhas se concentra nos cotovelos, joelhos, nádegas, coluna lombar e atrás da cabeça, podendo também surgir na face e no pescoço;
    • Normalmente a doença é ativada pela ingestão de glúten, uma proteína presente em cereais e na aveia; Por isso, quase todos os pacientes apresentam também intolerância ao glúten (doença celíaca);
    • O tratamento consiste basicamente numa dieta sem glúten, com uso de medicamentos específicos para aliviar os sintomas, caso eles surjam.

Essas são apenas algumas das doenças que podem causar bolhas no corpo, por isso é fundamental consultar o/a médico/a dermatologista assim que se verifique os primeiros sintomas, para um diagnóstico e tratamento adequados.

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Bolhas na boca, quais as causas?

Bolha na gengiva: o que pode ser e o que fazer?

Bolhas na garganta: o que pode ser?

É possível perder a virgindade com o dedo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível "perder a virgindade" com o dedo, se perder a virgindade nesse caso significa o rompimento do hímen. Qualquer objeto introduzido na vagina, inclusive os dedos, pode romper o hímen, o que usualmente está associado à perda da virgindade.

A perda da virgindade usualmente é representada pela primeira relação sexual com penetração vaginal. Nesse ato sexual, há o rompimento do hímen, uma membrana localizada no introito vaginal.

Essa perda da virgindade porém, envolve algo mais complexo como o início da vida sexual ativa, a percepção e interação do seu corpo com o corpo de outras pessoas além dos vínculos de intimidade.

O que é o hímen?

O hímen é uma película localizada na entrada da vagina e que normalmente se rompe quando a mulher perde a virgindade de fato, ou seja, durante a primeira relação sexual.

Porém, nem sempre acontece dele se romper na primeira vez, pois há hímens que são mais elásticos (complacentes) e a ruptura pode ocorrer só depois de várias relações.

Como saber se perdi a virgindade?

O rompimento do hímen provoca um pequeno sangramento e pode ou não causar alguma dor, dependendo do tipo de hímen. Porém, esse sangramento nem sempre acontece. O hímen é muito fino e em alguns casos, ele se adapta à mucosa da vagina quando é rompido.

Para saber se houve ou não rompimento do hímen, só mesmo com um exame ginecológico da entrada da vagina para o médico avaliar se o hímen se rompeu ou não.

Também vale lembrar que em hímens complacentes fica mais difícil de detectar a sua ruptura.

Para tirar a dúvida de que o hímen pode ter se rompido com o dedo e mesmo para conversar sobre aspectos da sexualidade, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

A pílula do dia seguinte pode atrasar minha menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação.

A mulher que fez uso da pílula do dia seguinte pode apresentar alteração da data habitual de sua menstruação. Isso se deve pelo desbalanço hormonal que a pílula provoca e uma readaptação do organismo perante ao hormônio ingerido.

Após a tomada da pílula do dia seguinte, a menstruação geralmente ocorrerá em torno  de uma semana da data esperada da menstruação. Cada mulher terá uma reação diferente e esse tempo pode variar para alguns dias antes (antecipando a menstruação) ou depois da data habitual (atrasando a menstruação).

Leia também: Sou virgem e minha menstruação está atrasada. O que pode ser?; Menstruação atrasada na adolescência é normal?

Caso demore mais de 4 semanas após o uso da medicação para a menstruação vir, é interessante realizar um teste de gravidez para se certificar do seu efeito.

Ouvido entupido: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de ouvido entupido pode ter diversas causas, sendo que a mais comum e frequente está relacionada com a variação de pressão durante uma mudança de altitude, como ocorre durante a descida de uma serra ou quando o avião começa a descer, por exemplo.

Como o corpo demora algum tempo para se habituar a essa mudança de pressão, o ouvido fica entupido, pois a pressão do ambiente é diferente daquela que ele estava habituado.

Normalmente a situação se resolve ao engolir saliva, beber algum líquido ou bocejar. Outra forma de desentupir o ouvido é tapar o nariz, fechar a boca e soprar, sem deixar o ar sair.

No entanto, existem ainda outras situações que podem deixar o ouvido entupido:

  • Bruxismo: O deslocamento incorreto da mandíbula pode dar a sensação de ouvido tapado;
  • Bloqueio de algum ossinho do ouvido: No ouvido médio existem 3 ossinhos que ajudam a transmitir as ondas sonoras até o ouvido interno, por meio de movimentos em conjunto com o tímpano, através de contrações de músculos muito pequenos. Caso haja algum bloqueio ou disfunção nesse movimento, pode surgir a sensação de ouvido entupido;
  • Resfriado, gripe, rinite alérgica, aumento das adenoides: Podem causar obstrução nasal devido ao acúmulo de catarro, que pode ser empurrado para o ouvido, tapando-o;
  • Otite: As infecções de ouvido podem deixar o ouvido entupido. Normalmente a otite vem acompanhada de dor, febre, vertigem, tontura, além de agitação, choro fácil e perda de apetite, no caso das crianças;
  • Acúmulo de cera: O cerume em excesso pode obstruir parcialmente ou totalmente o conduto auditivo. Mesmo quando a quantidade de cera é normal, ela pode ser empurrada para o fundo do ouvido com a entrada de água ou com o uso de cotonetes, deixando o ouvido entupido e podendo até causar dor de ouvido.

Em caso de ouvido entupido, deve-se procurar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou otorrinolaringologista para que as causas sejam devidamente identificadas e tratadas.

Também pode lhe interessar: Catarro no ouvido: quais os sintomas e como tratar?

Quais são os valores de referência de um hemograma?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Os valores de referência do hemograma podem variar de acordo com o método de análise utilizado pelo laboratório, de acordo com a idade da pessoa, o sexo e se a mulher esta grávida. Dessa forma, os resultados de hemograma vêm sempre acompanhados dos valores de referência do laboratório onde ele foi realizado (descritos no lado direito da folha de resultados). 

De maneira geral, os valores de referência do hemograma são:

Hematócrito (%)
  • Mulheres (35 - 47)
  • Homens (40 - 54)
  • Gestantes (34 - 47)
  • Crianças de 10 a 12 anos (37 - 44)
  • Crianças de 1 ano (36 - 44)
  • Crianças de 3 meses (32 - 44)
  • Recém-nascidos a termo (44 - 62)
Eritrócitos (milhões/mm³)
  • Mulheres (4,0 - 5,6)
  • Homens (4,5 - 6,5)
  • Gestantes (3,9 - 5,6)
  • Crianças de 10 a 12 anos (4,5 - 4,7)
  • Crianças de 1 ano (4,0 - 4,7)
  • Crianças de 3 meses (4,5 - 4,7)
  • Recém-nascidos a termo (4,0 - 5,6)

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Hemoglobina (g/100ml)
  • Mulheres (12  - 16,5)
  • Homens (13,5 - 18)
  • Gestantes (11,5 - 16,0)
  • Crianças de 10 a 12 anos (11,5 - 14,8)
  • Crianças de 1 ano (11,0 - 13,0)
  • Crianças de 3 meses (9,5 - 12,5)
  • Recém-nascidos a termo (13,5 - 19,6)
Volume corpuscular médio - VGM ​(µ³)
  • Mulheres (81 - 101)
  • Homens (82 - 101)
  • Crianças de 10 a 12 anos (77 - 95)
  • Crianças de 1 ano (77 - 101)
  • Crianças de 3 meses (83 - 110)
Hemoglobina corpuscular média - HbCM (pg)
  • Mulheres (27 - 34)
  • Homens (27 - 34)
  • Crianças de 10 a 12 anos (24 -30)
  • Crianças de 1 ano (23 -31)
  • Crianças de 3 meses (24- 34)
​​Concentração da hemoglobina corpuscular - CHbCM (%)
  • Mulheres (31,5 -36)
  • Homens (31,5 -36)
  • Crianças de 10 a 12 anos (30 -33)
  • Crianças de 1 ano (28 - 33)
  • Crianças de 3 meses (27- 34)

Veja também: O que significa CHCM no hemograma?

Plaquetas
  • 150.000 a 400.000 (µl)​
​Série branca ou leucócitos
  • Leucócitos total:      4.000 - 10.000 mm³        
  • Eosinófilos:              1 - 5%
  • Basófilos:                 0 - 2%
  • Linfócitos:                20 - 40%       
  • Monócitos:               2 - 10%      
  • Neutrófilos:              45 -75%   

O hemograma é o exame que analisa a quantidade e a qualidade das células do sangue. Os resultados, isoladamente, podem não ser suficientes para fornecer um diagnóstico, por isso devem ser analisados e interpretados pelo médico, em conjunto com o exame clínico do paciente.

Saiba mais em:

O que significa eritrócitos altos no hemograma?

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Que doenças o hemograma pode detectar?

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?