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Doenças e Agravos à Saúde

Dor nas costas ao respirar, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Dor nas costas ao respirar pode ter várias origens, mas a maioria destas é de origem muscular, ou seja, relacionada a algum mau jeito, a carregamento de peso excessivo ou postura inadequada. Dor que aparece somente ao respirar pode ainda ser sintoma de uma lesão das costelas, desde que haja história de alguma pancada intensa na região do tórax.

Além disso, as pessoas costumam associar esse tipo de sintoma a doenças pulmonares como a pneumonia. Essa relação até pode ser verdadeira, mas em geral o paciente vai apresentar não somente a dor isolada, mas também outros sintomas, como por exemplo febre, tosse e falta de ar.

De qualquer modo, somente um médico poderá examinar e determinar a causa exata e o tratamento necessário para o alívio dessa dor.

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Caroço no ânus: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço no ânus pode aparecer em diversas idades, isoladamente ou acompanhado de outros sintomas, além de poder ser característico de várias patologias, entre elas:

  • Hemorroida: veias anais que se dilatam em consequência de alguma situação;
  • Verrugas anais: decorrentes de algumas doenças transmitidas pelo sexo;
  • Abscesso: inflamação das glândulas da região anal com presença de pus, dor, vermelhidão e inchaço na região anal acompanhado de sintomas gerais como febre, prostração, calafrios;
  • Tumor: indicativo de câncer;
  • Cisto: muitas vezes acompanhado de abscesso;
  • Prolapso retal: exteriorização do reto por completo ou parcialmente.

O caroço no ânus deve ser examinado pelo/a médico/a clínico geral, médico/a de família ou proctologista para definir a causa específica e orientar o tratamento mais adequado.

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Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar tem como principal causa distúrbios da articulação temporomandibular (ATM), que é a articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face. A dor no maxilar nesses casos pode se instalar subitamente ou progressivamente, com variações na intensidade e na frequência das crises durante meses ou anos.

Contudo, a dor no maxilar também pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, entre outras.

Uma vez que os distúrbios da ATM são a principal origem das dores no maxilar, sobretudo ao abrir a boca e mastigar, serão a causa abordada adiante. Porém, é fundamental consultar um médico para determinar a causa exata da dor e receber o tratamento apropriado.

O profissional mais habilitado a tratar esses distúrbios é o cirurgião-dentista.

Quais as causas dos distúrbios da ATM?

As principais causas dos distúrbios da ATM são aquelas que alteram os músculos faciais, como espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão, estresse, depressão e ansiedade, artrites ou fixações na articulação temporomandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes), morder objetos estranhos, roer unhas, mascar chicletes em excesso, tumores e problemas de crescimento na mandíbula.

Quais os sintomas dos distúrbios da ATM?

O principal sintoma dos distúrbios da ATM é a dor na face, nos músculos mastigatórios ou no maxilar, mais especificamente na articulação entre a mandíbula e o osso temporal da face (temporomandibular - ATM). A dor piora ou só aparece ao abrir e fechar a boca, seja falando, bocejando ou ao se alimentar, podendo irradiar para qualquer lugar do rosto, ouvido, pescoço ou nuca.

Também pode haver dificuldade para abrir a boca devido a contraturas musculares e calcificações articulares.

Os distúrbios da ATM envolvem problemas nos músculos mastigatórios, na articulação temporomandibular e nas estruturas associadas à articulação.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes:

  • Maxilar estalando ou som de rangido ao morder;
  • Sensação de mordida torta ou cruzada;
  • Desvio da mandíbula para um dos lados ao abrir ou fechar a boca;
  • Inchaço na face;
  • Dor no ouvido;
  • Surdez momentânea;
  • Vertigem;
  • Zumbidos;
  • Sensação de “ouvido tapado";
  • Perturbações visuais;
  • Dor de cabeça.
Como é feito o diagnóstico dos distúrbios da ATM?

O diagnóstico é feito por um médico ou cirurgião dentista que palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos e verifica a oclusão dos dentes (a mordida e o encaixe correto das arcadas dentárias superiores e inferiores).

São feitas perguntas ao paciente em busca de informações que possam ser a causa da dor e de outros sintomas, tais como traumas, hábitos orais e tratamentos médicos e dentários prévios.

Podem ser solicitados exames de imagem da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total). Foram desenvolvidas uma variedade de outras técnicas para diagnosticar os distúrbios da ATM, inclusive para localizar as contrações musculares, tais como eletromiografia de superfície, sonografia (SonoPak), termografia e cinesiografia. São exames que detalham com precisão as estruturas afetadas.

Qual é o tratamento para os distúrbios da ATM?

O tratamento para os distúrbios da ATM, na fase aguda, pode ser feito com analgésicos e aplicação de bolsas de água quente com massagens na região afetada para aliviar a dor no axilar.

Também é importante evitar alimentos que exigem mastigação excessiva, como carnes, ou abrir muito a boca, como maçãs inteiras, por exemplo.

Algumas pessoas podem precisar de tratamento medicamentoso associado. Os medicamentos mais usados são antidepressivos, anticonvulsivantes ou analgésicos mais potentes. Contudo, sempre deve ser iniciado com os analgésicos mais fracos e aumentar gradativamente, conforme a resposta, ou caso não haja melhora dos sintomas.

Há evidências de que técnicas de relaxamento diminuem o sofrimento em casos de dor crônica no maxilar. Portanto a fisioterapia e correções posturais podem ser incluídos no tratamento.

Nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito com terapia de aplicação ortopédica (placa estabilizadora), terapia oclusal (ortodontia, reabilitação oral), correção de problemas dentários e cirurgia.

Resumindo, o tratamento para os distúrbios da ATM é inicialmente clínico e pode controlar os sinais e sintomas em até 90% dos casos. Apenas em casos mais graves ou que não respondem à terapia conservadora, deve-se recorrer à cirurgia.

Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, restabelecer a função mandibular e limitar a recorrência da dor no maxilar.

Em caso de dor no maxilar ao abrir a boca e mastigar, um médico clínico geral ou médico de família deve ser consultado para avaliação e tratamento ou encaminhamento para um cirurgião bucomaxilofacial.

O que é gastrite enantematosa leve do antro?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Gastrite enantematosa é um diagnóstico endoscópico da inflamação da mucosa do estômago e pode ser aguda ou crônica.

Sendo assim, a gastrite enantematosa leve do antro é a inflamação discreta da mucosa do estômago, que acomete apenas o antro, região localizada próxima ao piloro, a válvula que liga o estômago à primeira porção do intestino delgado, o duodeno.

Sintomas de Gastrite
  • dor e queimação na "boca do estômago";
  • azia;
  • perda do apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • distensão da "boca do estômago";
  • sensação de saciedade precoce;
  • sangramento digestivo, nos casos complicados, com evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

O estômago é dividido em algumas partes: cárdia, corpo, antro e fundo. A inflamação pode acometer algumas destas localizações do estômago e normalmente a endoscopia especifica as regiões acometidas (pangastrite, quando acomete todo o estômago; gastrite de corpo, quando acomete o corpo do estômago; gastrite de antro, quando acomete o antro). Pela endoscopia, a gastrite pode ser classificada em leve, moderada ou grave, conforme o grau de acometimento da mucosa visto ao exame (classificação de Sidney), que considera os seguintes sinais: edema, enantema, exsudato e erosão.

O diagnóstico é suspeitado pela queixa do paciente e deve ser confirmado através da realização de endoscopia digestiva alta.

O diagnóstico, seguimento e tratamento deve ser feito por médico clínico geral ou gastroenterologista.

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação no pós-operatório?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento de escolha para a hérnia inguinal é cirúrgico e deve ser realizado para todos os pacientes, a não ser que haja contraindicações. Há duas maneiras de realizar o tratamento cirúrgico da hérnia inguinal: incisão (corte) ou videocirurgia (laparoscopia).

Como é a cirurgia convencional da hérnia inguinal?

A técnica convencional, em que é realizada uma incisão, com visualização direta da cavidade abdominal, é feita com anestesia peridural (anestesia dos nervos da coluna). A operação é iniciada com um corte de cerca de 10 cm na região inguinal (virilha).

O tamanho do corte depende de vários fatores. Quando a hérnia ocorrer dos dois lados, é necessário realizar um corte de cada lado.

Após a localização da hérnia, a mesma é empurrada para dentro do abdômen e a abertura da parede abdominal é fechada com pontos.

Em todos os casos, exceto em crianças, uma tela é necessária para reforçar a parede abdominal e reduzir a possibilidade de recidiva da hérnia.

Esta tela é feita de um material conhecido como polipropileno, que tem uma elevada resistência e que tem uma reduzida probabilidade de rejeição do organismo.

Como é feita a cirurgia por laparoscopia da hérnia inguinal?

De forma geral, o tratamento com videocirurgia é feito com anestesia geral. Inicialmente, é injetado gás carbônico na cavidade abdominal para poder criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança.

Após a realização de 3 orifícios de 0,5 a 1 cm na parte de baixo do abdômen, uma câmera pequena é colocada na parede abdominal através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar o local da hérnia em um monitor.

Com o auxílio de instrumentos especiais (pinças, tesouras, material de sutura), a hérnia é empurrada para dentro do abdômen e o buraco na parede abdominal é fechado com uma tela.

Quando a hérnia for dos dois lados, não é necessário realizar orifícios adicionais para tratar a outra hérnia.

Como é a recuperação no pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal?

A recuperação pós-operatória da cirurgia de hérnia inguinal é rápida. A maioria dos pacientes fica internada no hospital de 12 a 24 horas e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, em uma ou duas semanas, desde que não necessitem erguer muito peso.

Não há restrição de dieta. Contudo, nos primeiros dias, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos, devido aos medicamentos e anestésicos recebidos.

Esses sintomas geralmente desaparecem em 1 ou 2 dias, após o organismo eliminar os medicamentos recebidos no hospital. Se as náuseas e vômitos persistirem após este período, deve-se procurar o médico.

Os cortes são fechados com pontos, mas é comum haver hematoma ou pequenos sangramentos devidos às incisões. Entretanto, se o corte apresentar sinais e sintomas de infecção, como vermelhidão, dor, inchaço, aumento da temperatura local e presença de secreção de pus ou com cheiro forte, o médico deve ser contactado.

A pessoa deve evitar ficar muito tempo deitada ou sentada e deve andar várias vezes ao dia. Há apenas limitação quanto a levantar peso. O paciente deve evitar erguer peso até aproximadamente três meses após a cirurgia. Após esse período, na maioria dos casos, não há mais limitações para erguer peso.

Na dúvida da presença de hérnia inguinal e para tirar dúvidas sobre o tratamento cirúrgico, deverá ser consultado um médico cirurgião geral ou gastrocirurgião.

Dor no ânus: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor no ânus pode ser sinal de diversas condições patológicas como hemorroida, fissura anal, câncer de reto, entre outras. É importante observar os outros sintomas que acompanham a dor anal para poder identificar a causa da mesma.

Algumas causas de dor no ânus:

  • Hemorroida interna: Pode causar dor anal no caso de haver trombose associada ou quando a pessoa faz muita força para evacuar, provocando o prolapso da hemorroida para fora. Graus mais avançados podem provocar ainda incontinência fecal acompanhada de corrimento, provocando irritação e coceira na região do ânus;
  • Hemorroida externa: Provoca dor no ânus ao evacuar e ao sentar. São visíveis e palpáveis;
  • Fissura anal: Provoca dor para evacuar, com presença de sangue vivo nas fezes ou perceptível na limpeza com papel higiênico. A fissura aguda provoca ardência no ânus durante a evacuação;
  • Proctalgia Fugaz: Doença funcional benigna do reto/ânus de causa desconhecida, cujo principal sintoma é uma dor no ânus/reto que pode ser bastante intensa mas fugaz (rápida), sem relação com as evacuações, que dura geralmente alguns minutos. A dor pode surgir em qualquer momento do dia e, quando à noite, pode acordar o paciente durante a madrugada, caracterizando-se como câimbra, espasmo anal (saiba mais em: O que é proctalgia fugaz?);
  • Abscesso: dor latejante ou contínua acompanhada de inflamação na região em torno do ânus e de sintomas gerais como febre, perda de apetite, fraqueza;
  • Câncer retal: Além de dor no ânus/reto, provoca também sintomas como não conseguir evacuar ou ficar com a sensação da evacuação ter sido incompleta, sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre alternadas, cólica, emagrecimento sem causa aparente, entre outros.

A dor no ânus pode ter tratamentos diferentes a depender da causa. Em caso de dor de ânus, a pessoa pode procurar o/a médico/a proctologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

Gama-GT alterado
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem muitas causas para o Gama-GT estar alterado a mais frequente e mais importante é a inflamação (hepatite) no fígado decorrente de uso ou abuso de substâncias químicas, sendo o álcool (abuso de bebidas alcoólicas) o mais importante (qualquer droga ou remédio pode causar).

Quanto mais alto o valor de Gama-GT maior é o grau de inflamação hepática (refere-se a gravidade da lesão, mas não é uma escala linear).

Valores de referência para Gama-GT (pequenas variações dos valores podem ocorrer nos diferentes laboratórios):

  • Homem: 08 a 61 U/L;
  • Mulher: 05 a 36 U/L.

Valores pouco aumentados (baixos) tendem a não ter muito significado (menores que 100), valores mais altos tendem sim a ter uma importância, mas o mais importante é a união do resultado do exame com o quadro clínico e só o medico que solicitou vai conseguir fazer essa correlação.

Gama GT aumentado (alto), como fazer para abaixar?

Para baixar os níveis de Gama GT precisa tratar a causa do aumento.

Veja também: Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Existe algum remédio para baixar Gama GT?

Existem remédios e medicamentos que ajudam a reduzir os níveis de Gama GT, mas o mais importante é tratar a causa básica do aumento.

Como baixar o Gama-GT?

Deve-se tratar o problema que causou o aumento do Gama-GT, se foi álcool, parar de tomar, se foi medicamento suspender o uso (com orientação médica, geralmente substituindo a medicação), se foi por causa de alguma doença deve tratar a doença.

Quais remédios diminuem o Gama-GT?

O uso de azatioprina, estrógenos, clofibrato e metronidazol reduzem os níveis sanguíneos de Gama-GT.

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ter cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal, dependendo da sua causa. A cólica pode ser considerada "normal", por exemplo, se ela for causada pela ovulação. Nesses casos, a dor abdominal geralmente é observada em mulheres que têm ciclos regulares e cólicas menstruais.

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio.

No entanto, ter cólicas fora do período menstrual também pode ser sintoma de problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético.

As principais causas de dor abdominal aguda fora do período menstrual são:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Gravidez ectópica;
  • Apendicite;
  • Torção de ovário;
  • Endometriose;
  • Infecção urinária.

Já as dores abdominais crônicas fora do período menstrual podem ter como causas:

  • Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
  • Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
  • Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
  • Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

A dor pélvica crônica caracteriza-se por sensação dolorosa na região inferior do abdômen ou da pelve, que pode ir e vir ou ser constante, podendo ser cíclica ou não, durante pelo menos 6 meses.

O que se deve fazer em caso de cólica fora do período menstrual é consultar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da dor seja devidamente diagnosticada e receba um tratamento correto.

Leia também: Pontadas na barriga, o que pode ser?