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Doenças e Agravos à Saúde

Enjoo constante depois de comer: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Enjoo constante depois de comer pode ser sinal de problemas gastrointestinais ou distúrbios de fundo emocional. Dentre os problemas gastrointestinais mais comuns que podem causar enjoo constante estão:

  • Gastrite: Além de enjoos constantes, a gastrite também pode provocar queimação, azia e desconforto ou dor no abdome. A gastrite é uma inflamação da mucosa que cobre parte interna do estômago e pode ser aguda ou crônica, com causas variadas;
  • Refluxo gastroesofágico: Tem como principais sintomas os enjoos frequentes, queimação no peito ou azia e a regurgitação do ácido estomacal. Dor no peito em aperto irradiando para as costas, sensação de subida de alimentos, dificuldade para engolir alimentos, dor ao engolir e arrotos frequentes também podem estar presentes;
  • Duodenite: Trata-se de uma inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado), que pode provocar sintomas como sensação de enfartamento após as refeições, enjoos, falta de apetite, soluços, entre outros.

No entanto, enjoo constante também pode ter causas de fundo emocional, como depressão e transtornos de ansiedade. De fato, uma boa parte das pessoas com enjoos constantes depois de comer sofrem de ansiedade ou depressão.

Em caso de enjoo constante, deve-se procurar o/a médico de família, clínico/geral, ou gastroenterologista. Casos de difícil diagnóstico podem ter causas psíquicas (ansiedade ou depressão) e podem ser acompanhados pela psiquiatria.

Quando começam os enjoos na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os enjoos da gravidez se iniciam em torno da 5ª e 6ª semana de gestação, ou seja, no segundo mês da gravidez. Enjoo com ou sem vômito é um dos sintomas mais comuns no início da gestação. O enjoo pode vir como sintoma isolado ou acompanhado de outros como aumento da sensibilidade nos seios, cansaço e aumento da frequência urinária.

Em geral, os enjoos começam no segundo mês da gestação, ficam mais intensos no 2º e 3º mês e, a partir do 4º e 5º mês há melhora significativa dos enjoos. Porém, isso é relativo e cada mulher pode sentir com maior ou menor intensidade.

Os enjoos são alguns dos primeiros sintomas de gravidez, que geralmente começam a se manifestar depois de aproximadamente 40 dias que ocorreu a concepção, ou seja, na quinta ou sexta semana de gravidez. Normalmente, os enjoos e os demais primeiros sintomas surgem quando a menstruação está atrasada por uma a duas semanas.

Contudo, nem toda grávida vai sentir enjoos nas primeiras semanas da gestação. Algumas mulheres podem prolongar os enjoos para os outros meses da gravidez, enquanto outras podem nem chegar a sentir.

Além dos enjoos, quais são os outros sintomas de gravidez?

O atraso menstrual costuma ser o primeiro sinal da gestação. Depois, outros sinais e sintomas começam a aparecer, como enjoos, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária.

Algumas grávidas podem ter enjoos e vômitos logo nos primeiros dias de gravidez, embora não seja tão comum.

À medida que a gravidez avança, a gestante pode apresentar outros sinais e sintomas, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, mudanças de humor, tonturas e falta de ar.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes no início da gravidez, porém, com menos frequência: cólicas ou sangramento (normalmente no meio do ciclo menstrual), escurecimento das aréolas dos mamilos, desejos alimentares, sonolência e alterações no olfato e paladar.

Os enjoos podem ser controlados e reduzidos com uso de algumas medicações, alimentos como gengibre, acupuntura, hipnose ou demais terapias. Converse sobre isso com o/a médico/a durante as consultas de pré-natal.

Sinto pontadas no peito. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

​Pontadas no peito normalmente não estão relacionadas com o coração. Podem ser sinal de gases intestinais, ansiedade, doenças pulmonares e digestivas, entre outras causas. A dor no peito causada pelo infarto tem características diferentes.

As pontadas no peito podem ser causadas por irritação da pleura, uma membrana dupla de tecido conjuntivo que recobre os pulmões e a parte interna do tórax.

A dor pleurítica é súbita, em pontada, e surge ou piora com a respiração, tosse ou bocejo. As pontadas são bem localizadas e parecem vir diretamente do coração.

Dentre as doenças ou condições que podem afetar a pleura e causar pontadas no peito estão a tuberculose, o câncer de pulmão, a pneumonia, o derrame pleural (excesso de líquido entre o pulmão e as costelas)e o pneumotórax (escape ou entrada de ar no espaço pleural que provoca um colapso total ou parcial do pulmão).

Quando a dor no peito é sintoma de infarto, a pessoa geralmente sente uma dor ou desconforto no peito que pode irradiar para a mandíbula e para o braço esquerdo. É uma dor intensa e prolongada, acompanhada por uma sensação de peso ou aperto no peito.

Saiba mais em: Quais os sintomas de um ataque cardíaco?

Consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família em caso de pontadas no peito para que a origem da dor seja devidamente diagnosticada e tratada.

Veja também:

Quem tem gastrite e esofagite sente dor no peito?

O que fazer no caso de dor no peito?

O que pode causar manchas vermelhas na pele?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias causas para manchas vermelhas na pele, como:

  • Estresse;
  • Alergia;
  • Urticária;
  • Eczema;
  • Doenças reumatológicas como psoríase e lúpus;
  • Doenças hematológicas, como púrpura trombocitopênica trombótica;
  • Infecções;
  • Câncer de pele, entre outras.

Manchas vermelhas na pele que coçam podem ser sinal de urticária, eczema ou lúpus. Quando as manchas não coçam, as causas mais prováveis são o câncer de pele, a púrpura trombocitopênica idiopática e a psoríase.

Urticária

A urticária é um tipo de alergia que pode ser desencadeada por exemplo por alimentos, picadas de insetos, produtos químicos, estresse, pólen, remédios e processos infecciosos.

Veja também: Urticária: saiba o que é, o que pode causar e diferentes tipos

As manchas vermelhas na pele causam coceira, mas tendem a desaparecer em poucos dias. Contudo, a alergia em si geralmente permanece até ao fim da vida.

Eczema

O eczema, também conhecido como dermatite, é uma inflamação na pele que causa manchas vermelhas no corpo que coçam muito, semelhante à reação alérgica, uma vez que também é provocado por agentes irritantes. Os sintomas podem piorar com o estresse, temperaturas frias ou quentes, ou ainda se a pele for exposta à água ou ao sol.

Saiba mais em: O que é dermatite atópica?

Lúpus

O lúpus é uma doença autoimune que afeta diversos sistemas no corpo, sendo a pele um órgão frequentemente acometido. Pode apresentar manchas vermelhas na pele que coçam, não doem, sofrem alterações com o tempo, pioram na exposição solar e surgem principalmente nas orelhas, no nariz e no rosto.

Leia também: Quais são os sintomas do lúpus?

Púrpura trombocitopênica idiopática

A púrpura trombocitopênica idiopática é outra causa de manchas vermelhas na pele que não coçam. Trata-se de uma doença autoimune que atinge as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação.

As manchas no corpo costumam ser vermelhas arroxeadas e outros sinais como sangramentos no nariz, gengiva, sistema digestivo e urinário também podem ser relatados.

Psoríase

Já a psoríase provoca manchas vermelhas na pele que descamam e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Trata-se de uma doença inflamatória da pele de causas genéticas, não contagiosa.

Leia também: O que é psoríase e quais são os sintomas?

Câncer de pele

O câncer de pele muitas vezes causa manchas vermelhas no corpo em áreas geralmente mais expostas ao sol. As manchas na sua maioria, não coçam, crescem com o tempo, sangram e quando evoluem para feridas, são de difícil cicatrização. No caso do melanoma, uma forma agressiva de câncer de pele, as manchas podem causar coceira e dor.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas do melanoma?

É importante observar as características das manchas vermelhas e outros sinais e sintomas que possam acompanhá-las, como coceira, dor, febre, aumento de tamanho, sangramentos e alterações de cor para informar ao/a médico/a.

Se as manchas não desaparecerem do corpo em poucos dias, ou for de aparecimento frequente, um/a médico/a dermatologista deve ser consultado.

Sinto dormência nos pés, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir formigamento ou dormência nos pés é sinal de algum distúrbio neurológico. A dormência é causada pela compressão de algum nervo ou da artéria que irriga esse nervo. A sensação de ter os pés, as mãos ou outra parte do corpo dormente ou formigando é chamada de parestesia.

A dormência nos pés ou nos dedos dos pés é um sintoma frequentemente observado nas neuropatias periféricas. Uma neuropatia é um dano num nervo periférico, que são os canais de transmissão de informação entre o corpo e o cérebro. 

O sistema nervoso periférico é formado por vários nervos que recebem e transmitem impulsos nervosos de e para a medula espinhal. Esta, por sua vez, é o canal que liga o cérebro aos nervos e vice-versa.

Além de estimularem os músculos para realizarem tarefas e movimentos, os nervos também transmitem ao cérebro sensações de temperatura (frio, quente), dor, queimação, ardência, tato, pressão, entre outras.

Assim, quando há uma lesão em algum dos nervos que transmitem essas informações dos pés para o cérebro, ocorre uma interferência ou interrupção na transmissão desses impulsos. O resultado é a sensação de formigamento ou dormência nos pés, nos dedos, ou na ponta dos dedos dos pés.

A dormência nos pés também pode ter como causa uma hérnia de disco na coluna lombar. O extravasamento do conteúdo gelatinoso do disco intervertebral, que caracteriza a hérnia, pode comprimir a raiz do nervo ciático e causar formigamento e dormência nas nádegas (glúteos), coxas, pernas e pés.

Veja também: Estou sentindo dormência nos membros. O que pode ser e qual médico procurar?

A má circulação decorrente de doenças vasculares, como as varizes, só provoca dormência no pé se os vasos sanguíneos deixarem de nutrir o nervo. A parestesia nesse caso seria causada pela lesão ou morte do nervo periférico por falta de irrigação.

Procure o/a clínico/a geral ou médico/a de família se você sentir os pés dormentes com frequência, mesmo que a sensação seja passageira e desapareça espontaneamente. Vale lembrar que algumas doenças neurológicas podem causar surtos progressivos de tempos em tempos sem manifestar sintomas nos intervalos.

Saiba mais em:

Dormência nas mãos, quais são as causas?

Dormência na boca: o que pode ser?

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Dor no maxilar perto do ouvido, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar perto do ouvido pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc

A mastigação é uma ação bem complexa, e que engloba vários músculos e grupos musculares, ossos, articulações e ligamentos. Estes são os responsáveis pela capacidade de abrir e fechar a mandíbula de forma coordenada. Quando essa harmonia se desequilibra de alguma forma,  o resultado é uma série de sintomas e sinais chamado "Distúrbios da Articulação Temporomandibular", mais conhecidos talvez pela sigla DATM. Esse termo engloba dois grandes grupos de pacientes:

  • os que exibem patologias da articulação temporomandibular em si;
  • os que exibem distúrbios tocantes aos músculos da mastigação (disfunção dolorosa miofacial).

O profissional de saúde com mais competências para tratar estes distúrbios (quando tenham sido diagnosticados de forma correta) é o cirurgião-dentista especializado em oclusão dentária, que trata de forma adequada cada causa específica.

Em caso de dor no maxilar perto do ouvido, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

Também pode lhe interessar: Como saber se estou com o ouvido inflamado?

Caroço no pescoço, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

No pescoço existem diversas estruturas, por isso a presença de um caroço nessa região pode corresponder a diferentes patologias.

Um caroço no pescoço pode ser um linfonodo aumentado (íngua), um nódulo de gordura (lipoma), uma tumoração, como o câncer ou ainda estar relacionado com problemas na tireoide, resquícios embrionários ou apenas contraturas musculares.

Linfonodo aumentado ou “íngua”

O inchaço do linfonodo pode ocorrer quando apresentamos alguma infecção ou inflamação próximas ao pescoço, geralmente na garganta, nas vias aéreas superiores ou ainda infecções generalizadas. É bastante comum, e não deve ser motivo de preocupação.

Há necessidade de investigação se o inchaço do linfonodo permanecer por mais de duas semanas. Neste caso, é importante consultar um médico clínico geral ou infectologista para avaliação, pois devem ser afastadas algumas doenças infecciosas, como tuberculose e micoses profundas (paracoccidioidomicose), doenças hematológicas, como os linfomas, e lesões metastáticas.

Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa que fazem parte do sistema linfático. Os gânglios produzem e armazenam glóbulos brancos, que são células de defesa do organismo.

Por isso, na presença de alguma infecção, os linfonodos podem aumentar de volume e ficar doloridos. Trata-se de uma reação natural do organismo a micro-organismos invasores, agentes externos ou agressores.

Em crianças e adolescentes com até 14 anos de idade, a principal causa do aumento dos linfonodos do pescoço e, consequentemente, do aparecimento de caroços, são os processos inflamatórios.

Em adultos e adolescentes com mais de 14 anos de idade, devem ser descartados os tumores malignos, como o linfoma.

E nos indivíduos com mais de 50 anos de idade, o aumento dos linfonodos do pescoço pode sinalizar um tipo de câncer como câncer de boca, faringe, laringe ou esôfago.

Lipoma

No caso do caroço no pescoço ser um lipoma, que é um nódulo de gordura, normalmente a consistência é mais firme que a de um linfonodo. Muitas vezes é necessária a realização de uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico. O lipoma é uma lesão benigna e não é necessária à sua retirada, exceto por motivos estéticos.

Câncer

Nos casos de câncer, normalmente os caroços são grandes, visíveis, bem endurecidos e "grudados" em estruturas profundas. Não costumam causar dor, o seu crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não ocorre aumento da temperatura local e a superfície do caroço costuma ser irregular. Muitas vezes será necessária uma biópsia do caroço para melhor avaliação.

Problemas na tireoide

Se localizado na porção anterior do pescoço, o caroço pode estar relacionado à glândula tireoide. Nesse caso, a ultrassonografia poderá delimitar melhor a localização e a relação com a glândula, assim como determinar se é um cisto ou nódulo sólido.

A lesão pode ser benigna ou maligna, sendo a biópisa o melhor exame para essa distinção e definição do diagnóstico. O/A médico/a endocrinologista é o/a responsável nesses casos.

Resquício embrionário

Um resquício embrionário é uma lesão benigna, cuja retirada deve ser feita apenas com finalidade estética, ou situações como casos de inflamação recorrente.

Contraturas musculares

O caroço também pode ser originado por uma contratura da musculatura do pescoço, que deve ser tratada com relaxantes musculares, como o torcicolo. A contratura causa muita dor e dificuldade de mobilização do pescoço. O exame clínico geralmente é suficiente para definir o diagnóstico.

Na presença de um caroço no pescoço que esteja crescendo, esteja presente há mais de duas semanas ou com extravasamento de secreção, é necessário consultar o quanto antes um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou infectologista.

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Quais são as causas da inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.