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Doenças e Agravos à Saúde

Manchas vermelhas na pele que coçam, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As principais doenças responsáveis pelo aparecimento de manchas vermelhas na pele que coçam são a urticária, a escabiose (sarna), o eczema, o Zika e algumas doenças autoimunes como lúpus e psoríase.

Urticária

A urticária é uma reação alérgica que pode ter muitas causas, como uso de medicamentos, picadas de insetos, produtos químicos, alimentos, estresse, infecções, entre outras. Apesar da coceira, as manchas vermelhas normalmente desaparecem espontaneamente em poucos dias.

O principal sintoma apresentado é a coceira intensa que surge com as lesões. Outros sintomas comuns são a ardência ou a queimação local.

Entretanto a urticária também pode causar inchaço significativo nas pálpebras, nos lábios, na língua e na garganta. Esse inchaço é chamado angioedema e oferece risco de asfixia e morte, por isso nesses casos é necessário que a pessoa seja levada imediatamente a um serviço de emergência.

Além do angioedema, a urticária pode causar outra complicação grave, com a mesma urgência, chamada anafilaxia. Nesses casos, pode haver náuseas, vômitos, queda da pressão arterial e edema de glote (inchaço na garganta), que causa dificuldade para respirar.

Escabiose

Escabiose, conhecida popularmente por sarna, é uma infecção contagiosa, causada pelo ácaro Sarcoptes Scabiei, que pode se espalhar para contatos próximos com facilidade.

As lesões são pequenas, como bolinhas em alto relevo, vermelhas, principalmente acometendo mãos, punho, abdômen, axilas, região abaixo dos mamilos, parte interna dos braços, genitálias, região ao redor do umbigo, joelhos e pés, causando coceira intensa, que piora à noite. O rosto geralmente não é acometido, exceto em casos de escabiose em bebê.

Eczema

As manchas do eczema ou dermatite, como também é conhecido, causam coceira intensa na pele. Trata-se de um processo inflamatório semelhante a uma alergia, já que a reação é desencadeada por algum agente irritante. A exposição à água, ao sol, ou a temperaturas frias ou quentes pode agravar as manchas e a coceira.

A primeira manifestação do eczema geralmente é o aparecimento de uma mancha vermelha que coça muito. A pele no local fica bastante seca, chegando a ficar áspera em algumas regiões. Depois das crises, os sintomas do eczema regridem e a doença deixa de se manifestar.

Além das manchas vermelhas e da coceira, o eczema pode causar ainda outros sinais e sintomas como bolhas que extravasam o conteúdo e formam crostas, além de alterações no tom da pele, que pode ficar mais clara ou mais escura. A coceira intensa no local pode deixar a região esfoladas ou a pele mais espessa.

Zika

A reação dermatológica causada pelo Zika vírus, são manchas vermelhas pouco elevadas, como "pintinhas" vermelhas que coçam, acometendo todo o corpo e desaparecem espontaneamente sem deixar marcas após 3 ou 7 dias. Podem ser confundidas com sarampo.

O Zika vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Pode causar febre baixa, manchas vermelhas no corpo que coçam, vermelhidão nos olhos, dores articulares, mal-estar e dor de cabeça.

A evolução do Zika normalmente é benigna e a doença costuma ser autolimitada, resolvendo-se espontaneamente em até 7 dias.

Lúpus e psoríaseLúpus

Entre as doenças autoimunes que podem causar manchas vermelhas e coceira, destacamos o lúpus e a psoríase. O lúpus age agredindo o tecido conjuntivo, o que faz com que as manchas vermelhas apareçam sobretudo nas partes do corpo onde há mais cartilagem, como rosto, nariz e orelhas.

As manchas não causam dor, podem coçar e mudam com o tempo. O lúpus é uma doença autoimune que pode afetar inclusive órgãos internos como pulmão, coração e rins, devido à presença de tecido cartilaginoso nos mesmos.

Os principais sintomas do lúpus incluem febre, fraqueza, mal-estar, dor e inchaço articular, distúrbios respiratórios, surgimento de gânglios no corpo, manchas vermelhas na pele e feridas na boca. Nos casos mais graves, os rins podem ficar comprometidos e podem surgir alterações urinárias, problemas cardíacos, confusão mental, convulsões e a pessoa pode ir a óbito.

Psoríase

Na psoríase, as regiões mais acometidas são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo, unhas e a região lombar. As lesões da psoríase são vermelhas e descamam, podem ou não causar coceira, ou sensação de ardência.

A psoríase pode deixar a pele ressecada e rachada, as unhas grossas, descoladas e irregulares e causar ainda dor e queimação.

A presença de manchas vermelhas na pele que coçam ou não coçam, ou manchas de qualquer outra cor, deve ser avaliada por um/a médico/a dermatologista, principalmente se as manchas não desaparecerem em poucos dias.

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Dor no maxilar perto do ouvido, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar perto do ouvido pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc

A mastigação é uma ação bem complexa, e que engloba vários músculos e grupos musculares, ossos, articulações e ligamentos. Estes são os responsáveis pela capacidade de abrir e fechar a mandíbula de forma coordenada. Quando essa harmonia se desequilibra de alguma forma,  o resultado é uma série de sintomas e sinais chamado "Distúrbios da Articulação Temporomandibular", mais conhecidos talvez pela sigla DATM. Esse termo engloba dois grandes grupos de pacientes:

  • os que exibem patologias da articulação temporomandibular em si;
  • os que exibem distúrbios tocantes aos músculos da mastigação (disfunção dolorosa miofacial).

O profissional de saúde com mais competências para tratar estes distúrbios (quando tenham sido diagnosticados de forma correta) é o cirurgião-dentista especializado em oclusão dentária, que trata de forma adequada cada causa específica.

Em caso de dor no maxilar perto do ouvido, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

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Língua branca é sinal de doença?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A língua branca pode ter diversas causas, mas na maioria das vezes não é sinal de doença. Normalmente, a língua esbranquiçada é causada por bactérias, restos de alimentos e células mortas que se acumulam entre as papilas gustativas (saburra lingual).

Entretanto, quando apenas uma parte pequena da língua é branca, em especial quando a lesão branca é aveludada ou elevada como uma ferida, pode sim ser sinal de alguma doença.

Dentre as possíveis condições que podem deixar a língua saburrosa estão a má higiene bucal, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, febre, boca seca, desidratação, efeito adverso de algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, língua geográfica, entre outras.

Contudo, há casos em que a língua branca pode ser sinal de alguma doença. Problemas no fígado ou no aparelho digestivo podem prejudicar a absorção de vitaminas, levando ao aparecimento de um manto branco na boca. 

A leucoplasia também provoca a formação de uma placa esbranquiçada ou manchas brancas sobre a língua. Enquanto que a saburra lingual sai com raspagem, a camada branca nesse caso persiste. A leucoplasia requer atenção devido ao risco de evoluir para câncer. 

Veja também: Leucoplasia é câncer?

O aparecimento de placas ou manchas brancas na língua ocorre também na candidíase oral, uma infecção bucal causada por um fungo. Além da língua, a doença também pode se manifestar nas mucosas da boca, no céu da boca e na garganta (orofaringe). As lesões podem causar dor e sangrar em alguns casos.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da candidíase?

Consulte o/a dentista ou médico/a de família se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com raspagem ou escovação.

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Caroço no pescoço, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

No pescoço existem diversas estruturas, por isso a presença de um caroço nessa região pode corresponder a diferentes patologias.

Um caroço no pescoço pode ser um linfonodo aumentado (íngua), um nódulo de gordura (lipoma), uma tumoração, como o câncer ou ainda estar relacionado com problemas na tireoide, resquícios embrionários ou apenas contraturas musculares.

Linfonodo aumentado ou “íngua”

O inchaço do linfonodo pode ocorrer quando apresentamos alguma infecção ou inflamação próximas ao pescoço, geralmente na garganta, nas vias aéreas superiores ou ainda infecções generalizadas. É bastante comum, e não deve ser motivo de preocupação.

Há necessidade de investigação se o inchaço do linfonodo permanecer por mais de duas semanas. Neste caso, é importante consultar um médico clínico geral ou infectologista para avaliação, pois devem ser afastadas algumas doenças infecciosas, como tuberculose e micoses profundas (paracoccidioidomicose), doenças hematológicas, como os linfomas, e lesões metastáticas.

Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa que fazem parte do sistema linfático. Os gânglios produzem e armazenam glóbulos brancos, que são células de defesa do organismo.

Por isso, na presença de alguma infecção, os linfonodos podem aumentar de volume e ficar doloridos. Trata-se de uma reação natural do organismo a micro-organismos invasores, agentes externos ou agressores.

Em crianças e adolescentes com até 14 anos de idade, a principal causa do aumento dos linfonodos do pescoço e, consequentemente, do aparecimento de caroços, são os processos inflamatórios.

Em adultos e adolescentes com mais de 14 anos de idade, devem ser descartados os tumores malignos, como o linfoma.

E nos indivíduos com mais de 50 anos de idade, o aumento dos linfonodos do pescoço pode sinalizar um tipo de câncer como câncer de boca, faringe, laringe ou esôfago.

Lipoma

No caso do caroço no pescoço ser um lipoma, que é um nódulo de gordura, normalmente a consistência é mais firme que a de um linfonodo. Muitas vezes é necessária a realização de uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico. O lipoma é uma lesão benigna e não é necessária à sua retirada, exceto por motivos estéticos.

Câncer

Nos casos de câncer, normalmente os caroços são grandes, visíveis, bem endurecidos e "grudados" em estruturas profundas. Não costumam causar dor, o seu crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não ocorre aumento da temperatura local e a superfície do caroço costuma ser irregular. Muitas vezes será necessária uma biópsia do caroço para melhor avaliação.

Problemas na tireoide

Se localizado na porção anterior do pescoço, o caroço pode estar relacionado à glândula tireoide. Nesse caso, a ultrassonografia poderá delimitar melhor a localização e a relação com a glândula, assim como determinar se é um cisto ou nódulo sólido.

A lesão pode ser benigna ou maligna, sendo a biópisa o melhor exame para essa distinção e definição do diagnóstico. O/A médico/a endocrinologista é o/a responsável nesses casos.

Resquício embrionário

Um resquício embrionário é uma lesão benigna, cuja retirada deve ser feita apenas com finalidade estética, ou situações como casos de inflamação recorrente.

Contraturas musculares

O caroço também pode ser originado por uma contratura da musculatura do pescoço, que deve ser tratada com relaxantes musculares, como o torcicolo. A contratura causa muita dor e dificuldade de mobilização do pescoço. O exame clínico geralmente é suficiente para definir o diagnóstico.

Na presença de um caroço no pescoço que esteja crescendo, esteja presente há mais de duas semanas ou com extravasamento de secreção, é necessário consultar o quanto antes um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou infectologista.

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É normal sentir cólicas no início da gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É normal sentir cólicas leves no início da gravidez. As cólicas do início da gestação são, em geral, de leve intensidade e localizada no baixo ventre ou “pé da barriga”. O desconforto é causado pelo aumento da circulação sanguínea no local, necessário para fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê e permitir o desenvolvimento da gravidez.

Outro sintoma que pode estar presente no início da gravidez é a sensação de desconforto na pelve, semelhante a uma cólica menstrual leve. Nesse caso, a grávida costuma ter a sensação de que tem algo torcido dentro da barriga.

A intensidade e a forma de percepção da dor ou do desconforto pode variar em cada mulher. É importante observar qual a frequência dessa cólica, a localização e a associação com outros sintomas como constipação intestinal, sangramentos ou febre.

Contudo, as cólicas no início da gravidez também podem ter outras causas, que podem ou não estar relacionadas com a gestação, tais como contrações uterinas, prisão de ventre, gases, vermes, diverticulose, pedras nos canais urinários e infecção urinária.

O início da gravidez é marcado pelo aparecimento de alguns sinais e sintomas como atraso da menstruação, náuseas com ou sem vômitos, cólicas no baixo ventre, tensão nos seios e aumento da frequência urinária.

Quando as cólicas na gravidez podem ser graves?

As cólicas que ocorrem durante a gravidez são mais comuns a partir do segundo trimestre de gestação e ocorrem na região inferior do abdômen (baixo ventre ou pé da barriga). Em alguns casos, a cólica também pode ser sentida no lado direito ou esquerdo da barriga.

Normalmente, essas dores são consideradas “normais” e são causadas pelo estiramento dos ligamentos da pelve e pelo aumento de tamanho do útero, que comprime estruturas da cavidade abdominal.

Porém, cólicas no baixo ventre durante a gravidez, semelhantes a cólicas menstruais intensas, podem ser sintomas de contrações uterinas. Esse tipo de dor requer uma atenção especial, já que as contrações podem provocar aborto ou parto prematuro.

As cólicas que ocorrem durante a gravidez ao fazer esforços físicos, por exemplo, melhoram com o repouso. Se a dor persistir, pode ser sintoma de contrações uterinas.

É importante realizar as consultas de pré-natal rigorosamente, para acompanhar a evolução da gestação e o desenvolvimento do feto.

O que é esofagite erosiva e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A esofagite é a inflamação da mucosa do esôfago, órgão localizado a frente da coluna vertebral cervical e torácica e responsável pelo transporte dos alimentos da boca ao estômago.

Os sintomas da esofagite são:

  • azia ou queimação que começa no estômago e pode ir até a garganta;
  • regurgitação;
  • gosto amargo na boca;
  • mau hálito;
  • tosse seca;
  • rouquidão;
  • dor de garganta.

A esofagite acontece porque o ácido do estômago, importante para a digestão dos alimentos, invade o esôfago, fato que usualmente não ocorre, motivo pelo qual a mucosa esofágica não está preparada para receber conteúdo tão irritante e ácido. As principais causas que predispõem ao refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago são:

  • Hérnia de hiato;
  • Incontinência do esfíncter (anel) inferior do esôfago;
  • Defeito no clareamento do esôfago (movimentos peristálticos.

Os principais fatores de risco associados ao surgimento da esofagite são:

  • obesidade;
  • gravidez;
  • infecções esofágicas por cândida ou vírus, que refletem algum grau de imunodeficiência;
  • doenças autoimunes, como a esclerodermia e a esofagite eosinofílica;
  • ingestão acidental, ou não, de produtos químicos cáusticos (esofagite cáustica);
  • vômitos excessivos, como os que ocorrem nos casos de bulimia;
  • consumo de álcool e cigarro;
  • cirurgia ou radiação na área do peito e pescoço;
  • uso prolongado de medicamentos; por exemplo, os corticoides e os anti-inflamatórios;

O diagnóstico é feito através da história e exame clínico e da endoscopia digestiva e da pHmetria esofágica.

O seguimento e tratamento deve ser feito por médico gastroenterologista.

Leia também: 

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Quais são as causas da inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.

Dor e coceira nos seios, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor e coceira nos seios podem ocorrer quando as mamas incham, ficando doloridas e a pele estica devido ao inchaço, causando assim coceira.

Os seios podem ficar doloridos e inchados devido às mudanças hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual, principalmente próximo à menstruação.

Durante a gravidez, as mamas também podem ficar doloridas porque as glândulas mamárias aumentam, preparando-se para o armazenamento do leite.

coceira nos seios pode ser uma alergia a algum produto, como sabonetes, cremes ou tecidos que estiveram em contato com os seios.

Outras causas de coceira nas mamas incluem:

  • Pele seca;
  • Escabiose ("sarna");
  • Micoses de pele;
  • Banhos quentes;
  • Tumores mamários;
  • Picadas de insetos;
  • Alergia alimentar;
  • Exposição ao sol.
Coceira no bico da mama, o que pode ser?

Coceira no bico da mama com vermelhidão e descamação pode ser eczema, também chamado de dermatite. Trata-se de uma inflamação da pele decorrente de alguma alergia.

O tratamento do eczema é feito com cremes à base de corticoide, que promove uma melhora rápida dos sintomas.

Porém, coceira e vermelhidão constante no bico do seio, mais especificamente na região da aréola (ao redor do bico), pode ser um tipo raro de câncer de mama, chamado doença de Paget.

Os sintomas da doença de Paget são:

  • Coceira no mamilo ou na aréola (geralmente é o primeiro sintoma);
  • Feridas na aréola ou bico do seio;
  • Eliminação de secreção;
  • Dores fortes.

O tratamento da doença de Paget consiste na remoção cirúrgica do tumor.

Saiba mais em: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

Se esses sintomas durarem mais de 10 dias ou não desaparecerem num curto espaço de tempo após o uso de medicamentos específicos para dermatites alérgicas, procure o/a médico/a mastologista ou dermatologista para uma avaliação.

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